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Descobrindo Portugal

08 de maio de 2014 0

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  Crédito da foto: http://www.portugal.eco.br/

O outono e a primavera são as melhores épocas. No seu verão, não podem competir conosco. No inverno, não podemos nos igualar a eles.

Recentemente, um engraçadinho escreveu nos degraus da Torre de Belém: “Cabral deveria ser eleito o patrono dos tecnocratas. Saiu sem saber onde ia, chegou sem saber onde estava, e voltou sem saber aonde tinha andado e tudo por conta do governo”. Uma situação bem diferente da minha, quando embarquei em direção a Lisboa. Eu sabia para onde estava indo, não pretendia me desviar da rota, e tinha bem claro na mente um projeto: conhecer Portugal, o mais brasileiro dos países europeus.

Da janela do avião, olhava o mar e pensava nos portugueses, este povo que sempre teve sua vida ligada a ele. E lembrava Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que em 1922 foram os primeiros homens a cruzar o Atlântico Sul pelo ar, em uma aventura. São loucos, estes lusos, ia pensando. Mas a partir da chegada em Lisboa, fica fácil descobrir que nem são tão loucos assim. Corajosos, obstinados, talvez. Mas também sensíveis e afetuosos. Esta Lisboa, este povo, seus monumentos que registram as glórias do passado e as pessoas que batalham pela segurança do futuro, tudo isto estarei mostrando no audiovisual em “Descobrindo Portugal”.

A Lisboa, metrópole, onde a singela beleza dos bairros antigos se mistura ao porte dos grandes edifícios, saem que a cidade perca sua alma. As flores, uma presença constante em todo o país. O romantismo de Sintra, Queluz, Mafra, típicas aldeias de pescadores, ou as mulheres vestidas de preto nas praias de Nazaré, pertinho dos campos de nudismos. Tudo faz deste país um local chio de encantos e surpresas.

Portugal foi amor à prestação até hoje o usufruo, um pouco por vez. É, realmente, o reconhecimento dos encantos de um país, cheio de nuances variadas, e que nos legou, entre outras tantas coisas, aquela que ainda é considerada a mais bela palavra de nossa língua. Saudade.

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