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Queijos industrializados

09 de maio de 2014 0

leite

Com certeza, além do VIAJANDO POR VIAJAR e do PUXADINHO, você lê os jornais e além das novelas e da Copa do Mundo, dá uma olhadinha nos noticiários. Portanto, não vai se surpreender quando eu digo que o problema do leite continua. Aliás, é capa da Zero Hora.

Parece até que é cíclico. A cada 90 dias volta tudo ao que era. Notícias, multas, advogados e etc. Mas ninguém vendo o belo pôr do sol do guaíba quadrado.

Estes dias fiz um comentário sobre os nossos queijos industrializados. Puramente pessoal.

Foi o suficiente para receber alguns telefonemas irados e um recado amável, mas também contrariado do João Nadir, dizendo que eu mudarei de opinião depois que ele me levar até a fábrica X e Y. É bem provável, ele conhece os fabricantes.

Eu não refiro à butiques de queijos, falo dos que estão no mercado, lembro que o Mario Veiga fabricava alguns Pecorinos em Gramado. Todos afirmavam eram muito bons (não sei se ele ainda fabrica). Mas devia fabricar uns 10 kg por semana! A Família Aguinsky fabrica bons aqui em Viamão, mas aonde compra-los? Só em São Paulo, vai tudo para lá.

De quem é a culpa dos nossos queijos industrializados serem ruins?

A meu ver, do consumidor que deveria rejeita-los por não terem sabor. Começa que, não pedimos queijos por tipo, mas por marca. Será que informar o tipo, é pedir demais?

Será que as vacas uruguaias ou argentinas dão leite diferente? Não sei, mas as do Randon são americanas e holandesas. Mas comum o mesmo pasto…das outras.

Soube em um jantar que agora há contrabando de queijos. Não, não é do Uruguai e da Argentina. Isto sempre houve…

E que existem uns de pequenos produtores, que os fazem o seu produto de ovelhas e leite de cabra. Mas que não tem aquelas dezenas de licenças para comercializar. Sendo pequena a produção, não vale a pena. A nossa burocracia é intransponível e então entregam em locais da sua confiança. O que a meu ver até dá mais charme. Já estou me preparando quando souber do endereço certo chegar num balcão de “trench coat” gola levantada, chapéu e óculos escuros me aproximar do balcão, chamar o seu Manoel, me aproximar bem e se não tiver ninguém por perto dizer baixinho: “O senhor tem aquele queijo de cabra?”

Isto acontecia também com alguns queijos de Minas e fiquei sabendo pelo Paladar (est. de São Paulo) que também com os queijos de Marajó (que se algum dos nossos queijos de búfala é de búfala só pode vir de lá). Sei que eles resolveram o problema. Não sei como, mas soube também pelos jornais que temos problemas mais graves com sentenças de penas, e prisões, etc. Também, mas na prática tudo continua de “formolizados” como antes.

Mesmo sendo só um consumidor que compra leite no super, ou seja, uma das vítimas. Tem me chamado atenção a cada vez maior frequências dos lembretes de “sem lactose”. Ora! Se há tanta divulgação contra a tal de lactose é porque ela é cada vez mais atuante.

E me pergunto será que as pessoas estão mais sensíveis a lactose? Ou ao Formol? Ou a Ureia? Ou o Bicarbonato, etc. Quem sabe!!!

Não me lembro de no passado tanta gente, crianças, principalmente, fosse tão sensíveis.

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