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Comida muito boa

13 de maio de 2014 Comentários desativados

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  crédito: http://maisdicasdecasamento.com.br/comida-para-casamento-dicas-do-chef/

 

Mais uma vez leio (e me surpreendo), que são os britânicos, através da revista Restaurant. Que dizem onde se come bem e quais os chefes são “melhores do mundo”. Como se fosse possível escolher um entre os milhares que cozinham para os 7 bilhões que vivem no planeta.

Para dizer que um é melhor, pelo menos teoricamente, os votantes deveriam ter provado a comida de todos os outros. Da Mongólia a Patagônia. É claro que não tenho nem pretensão nem o talento para contestar isto. Mas nos anos que integrei o júri da revista Veja em uma especialidade, e em uma cidade. A minha cidade já era difícil. Contatos, telefonemas, visitas e claro, palpites dos amigos. Imaginem isto pelo mundo, e quem diz que todo mundo tem o mesmo paladar?

Por exemplo, na Mongólia, que falei fora das duas cidades, é só carne, portanto se você for vegetariana ou vegana, como a Laura. Esqueça, vá escolhendo outro lugar. Hoje já se sabe que o mundo não acaba em Torres ou Capão da Canoa. Como eu pensava quando criança.

Bem, o cardápio Mongol era o que falei, mas além de carne tinha leite de égua batido até fermentar em sacos de couro depois de espesso. Secado ao sol, eles dizem que é queijo. Já o cardápio de carnes, pelo menos, não era tão restrito. Assim, havia carne de Yak (que é uma vaquinha de pulôver, de camelo, de cabra, ovelha e camelo velho, que ninguém pensa em abater um camelo jovem). E o mais comum, de marmota, chamada Viscacha, na Patagônia.

Tudo isto com arroz… mas só um pouco mais veados, não viados, provavelmente carne de burricos e cachorros.

Tudo isto comprado em mercados ao ar livre e sem bancas, sem plástico, tapete ou lençol embaixo. Será que alguns jurados da revista foi conferir em Ullan Bataar? Só conto isto por curiosidade, e até confesso que tenho uma inveja enorme dos mesmo assim se você tiver alguma curiosidade em dois ou três dias conto um pouco mais.

Isto é tudo verdade. E ao mesmo tempo, posso dizer que quando morei na ilha a comida era ruim mesmo e o dinheiro limitado a fazia ainda pior. Mas por outro lado, a dita pose britânica é bom que se diga acaba no pub esquina. Depois de dois pints de cerveja, todo mundo se entende e é capaz de sair cantando juntos Satisfaction, em sânscrito.

Mas, quanto à comida, era ruim mesmo. Mas, hoje, tudo mudou. De uns anos para cá, anglo-saxões resolveram aprender a cozinhar e se apaixonaram pelo assunto. E, como as ilhas britânicas são o lugar onde cabem todos os países do mundo, encontra-se ali o melhor e o pior de qualquer culinária.

Acredito neles, até porque escolheram uma gaúcha; A Helena Rizzo, como a melhor chef mulher do mundo. Comprovando que o nosso hino está certo quando diz: E que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra.

Amanhã, o Moma e Eu.

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