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Outro caixa eletrônico detonado

19 de maio de 2014 0

cx eletrônico

crédito: riovigilanterj.blogspot.com

Já publiquei este texto ou um semelhante, mas como disse acima a farra continua. E não é surpresa, muitos sabem que é assim, mas por alguma razão, ninguém tem interesse em mudar. Um dia no supermercado, Zaffari da Cavalhada, esperava na fila para jogar na esportiva e três pessoas faziam algum reparo num caixa eletrônico ainda não detonado. Com ele aberto, fiquei observando atentamente, mesmo sem pretender assaltar um, fiquei verdadeiramente surpreso com a sua fragilidade. Sei que não pretendem ser cofres, mas fazem-nos com chapa fina e além disso, com ângulos retos? É facilitar muito o trabalho dos assaltantes. Já comentei com amigos que leem o Viajando por viajar, que no passado trabalhei numa fábrica de automóveis. O departamento tinha um nome complicado (Entwiklungsabteilung) ou seja, departamento de desenvolvimento… éramos poucos: 22 pessoas, quase todos europeus, alemães, na maior parte e o Jorge Lettry, famoso por suas múltiplas qualidades e por ser o italiano mais alemão que conhecemos. Eram outros tempos, fazíamos um pouco de tudo. Éramos fabricantes e não montadores, nada contra. (Só assim foi possível diminuir o preço dos automóveis). Trabalhávamos muito com metais, sua resistência, formato, etc. Quando vi aquela caixa aberta até achei graça. Não tem nada que ofereça alguma resistência, além de tudo com ângulos retos, o que facilita ainda mais. Chapa dobrada, fina e plana, um filé, mesmo para arrombadores de terceira. Se pelo menos partissem de dutos de ferro já prontos; que existem em qualquer diâmetro e de qualquer espessura, já complicariam muito. Formas arredondadas são difíceis, seja para colocar “pé de cabra” ou até grudar as bananas de dinamite e quando explodem, a explosão é dissipada. Cantos arredondados ou até sextavados seriam muito mais resistentes e até desajeitados para forçar. Repito, sei que não são cofres, mas tem dinheiro ali dentro… portanto… tornam-se cofres.  Roubos sempre haverá, mas da forma como são feitos até principiantes se dão bem, têm sucesso; a especialidade só vingou pelo sucesso dos roubos anteriores, embora, às vezes chega a ser engraçado: destroem tudo em volta, até o dinheiro que queriam levar. Sei que tem seguro… mas quem protege os que estão próximos? Sei também que as bananas explosivas se compram em qualquer mercado de rua na Bolívia. Aliás, a Bolívia toda é um mercado de rua, só que lá os ladrões de colarinho branco são bem mais eficientes, roubam até refinarias inteiras e o nosso governo diz AMÉM!

Portanto é a facilidade advinda da fragilidade institucional geral.

Se houvesse algum interesse era só trocar o projeto e o sucesso neste tipo de crime. Cairia quase a zero desestimulando os próximos. Bem isto se alguém quisesse.

Chego até a achar que os pequenos roubos são úteis…para que se pare um pouco de pensar nos grandes…

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