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Em Bergen, pitadas de história

23 de maio de 2014 0

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crédito: ALAMY

Bergen é o filé do roteiro de visita a Noruega. Tem um cais no centro, a cidade mantém o Museu da Liga Hanseática, uma associação que mantinha o monopólio comercial na região e, assim, desafiava o poder dos reis da Idade Média. Pode ser tida como embrião do liberalismo, e com este propósito é óbvio que quase não aparece nos livros escolares brasileiros da última década, onde o liberalismo é execrado. Como uma cidade, um estado, um país pode viver bem, muito bem e ser liberal?

O museu, bem dentro da velha Bergen, faz parte de um complexo que mantém as casas medievais de madeira e explica como era a vida na Noruega: barcos pesqueiros deixavam o bacalhau ali e o trocavam pelas mercadorias que que o restante do país precisava. Outros barcos as levavam para o norte. Estradas? Não havia. O país é só rocha. As próprias casas comerciais secavam e salgavam o peixe, que era trocado pelos produtos trazidos nos barcos vindos da Europa Continental. Bergen foi a capital da Noruega até o século 13.

Ao lado do Mercado de Peixes, que não tem cheiro de peixe, a razão não é o ar, a humidade ou algum fluído mágico, etc. É simplesmente a água e sabão. O turista pode comprar, um pacote turístico que inclui transporte de trem e ônibus até Gudvangen. E, de lá, seguir de balsa até Flam, passando pelo fiorde Naeroyfjord, patrimônio da Unesco. Flam é um lugar minúsculo, voltado unicamente para o turismo e consequentemente cheio de lojas e lembrancinhas.

A noite de Bergen não deixa a desejar. A decoração alternativa dos bares da Skostredet, ou Rua dos Sapateiros, é uma curiosa mistura de Padre Chagas (nos preços) e Cidade Baixa (no ambiente). Próxima do Mercado de Peixes, bem perto da região histórica. O serviço é ótimo, com garçonetes sempre simpáticas e atenciosas.

Bergen é famosa também por ser, segundo seus habitantes, a cidade mais chuvosa do mundo. Não é um título muito turístico, convenhamos. E eu acho que perde para o Puerto Mont no Chile. Mas não vamos discutir, em qualquer das duas tenha sempre na mochila um impermeável e um guarda-chuva.

Quem quiser admirar a região do alto, pode subir o Monte Ulrikem de teleférico ou a pé, mas é bom saber que a subida apresenta certo grau de dificuldade e não são recomendadas para quem está fora de forma. 643 metros sobre o nível do mar não é muito mas os joelhos reclamam, portanto não comprometa os passeios dos próximos dias. É o ponto mais alto no entorno da cidade. Lá em cima, a estrutura inclui restaurante e café, e uma vista privilegiada de Bergen. Dias nublados podem tornar o passeio decepcionante.

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