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No lar dos vikings

29 de maio de 2014 0

no lar

Sim, uma vez no coração da Noruega, uma das principais curiosidades consiste em explorar de barco e claro seus admiráveis fjord’s e assim conhecer de perto, os costumes dos descendentes de Thor e o Odin. Falo dos deuses, não dos filhos do Eike Batista.

Desenvolvidas em torno da indústria da pesca, todas as vilas têm clima de cidade pequena, mas se esforçam para parecer cosmopolita. E são. Devido as ótimas comunicações e as eficientes entregas de produtos pelo correio. Além disto, eles têm barcos e ônibus adaptados como um shopping para necessidades imediatas. Em meio a paisagens rurais e o jeitão desconfiado do povo, que ainda está se acostumando ao crescente número de turistas, além disto, as cidades “guardam” um centro repleto de lojas, além de restaurantes e bares refinados e todos estão vestidos na moda…graças às firmas de correio.

Svolvaer, conhecida por seus belos. Penhascos e rochedos não por acaso, o passeio clássico por ali é desbravar os canais próximos em botes dotado de motores potentes. A paisagem, refletida nas águas, é deslumbrante, mas vá preparado: cachecol e touca são fundamentais para aguentar o vento frio do mar norueguês, mesmo nos dias mais ensolarados. Não esqueça que você está acima do círculo polar (paralelo 64º).

Na volta, um bom lugar para recarregar as energias é o Bacalao, um charmoso barzinho à beira do cais, nos dias sem vento as mesinhas ao ar livre são disputadíssimas. A casa é conhecida por seu viés artístico e programação musical de qualidade. Não precisa nem dizer que as porções de pescados e frutos do mar vêm cozidas com primor e que Bacalao, que não é definitivamente uma palavra deles. É o correspondente aproximado a Stockfish que é o nosso charque cujo próprio teor de sal e baixa humidade permitia que fosse levado em viagem sem deteriorar. Os italianos também andaram tirando as suas casquinhas e virou para os profissionais da pesca “stocafisso”. A palavra. Hoje popular “Bacala” era do linguajar do norte da Itália: E o vêneto. Se tornou o idioma oficial entre os “peixeiros” como explica o Carlo Bicchieri. Sei que é surpreendente mais é.

A 40 minutos de Svolvaer está Bostad, outra das cidades que compõem o arquipélago de Lofoten que tem uns 1500 kms de comprimento e é composto por um número enorme de ilhas em fileira como a proteger toda costa norte da Noruega. E é ali que boa parte de seus mitos sobre os vikings cairão por terra. Para isso, basta uma visita ao Lofoten Viking Museum para aprender muito sobre eles, até tem um restaurante, sem gás e sem eletricidade. Como na época vicking, tudo a lenha e carvão.

Nem Capacetes com chifres existiam naqueles tempos. Aliás, o povo que pôs medo ao Império Romano ia para as batalhas sem capacete, como explica o filme exibido logo na entrada. Mas, à exemplo de seu deus Thor, agora famoso pelos filmes de Hollywood, o martelo era a arma favorita desses exímios navegadores.

A ideia de criar o museu surgiu após a descoberta, nos anos 1980, de resquícios de uma casa viking do século 9.º A moradia foi reconstruída, na íntegra, ao lado da área da descoberta. No tour guiado pelos objetos encontrados na escavação – há versões em inglês, italiano e espanhol. Carne vermelha não há. Como poderia haver se lá não há pastagens?

Como falei, o local mantém um restaurante que serve um jantar tradicional viking, com atores-garçons interpretando uma família real da época. O menu custou R$ 248 reais por pessoa.

De junho a agosto os dias são longos, com temperatura média de uns 10 graus. Podendo, dizem eles, “chegar a 23 e sabem até por quantos minutos ficou em 23”. No inverno, a neve cai, mas os termômetros raramente passam do zero grau pois o volume do mar tende a amenizar a temperatura.

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