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Praças de alimentação ou diversão?

30 de maio de 2014 0

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crédito: indianrealestatefordummies.in

 

O chavão é antigo. Ouço todos os dias que A cultura americana está dominando o planeta, é verdade. Isto tem acontecido de forma sistemática nas últimas décadas e sem que nos déssemos conta. O chamado estilo americano de vida foi substituindo o nosso dia-a-dia.

Mas, tenho dúvidas que o tenham imposto, ou que as aspirações, que os desejos de consumo bem como a necessidade de mais conforto e praticidade seja só de americanos? Pessoalmente, acho que eles não impuseram a sua cultura. A sua forma de vida é a praticidade, a sua objetividade é que se impôs. Por exemplo, as camisetas, os tênis, popularizados por eles! E eu pergunto? existe coisa mais cômoda? E os jeans? Com uma só calça você pode sair, lavar o automóvel, depois joga na máquina de lavar e à noite, com um blazer, vai aonde quiser.

Seja como for, o vestir casual deles é que foi tomando conta dos nossos hábitos. Se parássemos para pensar, veríamos que vivemos cada vez mais a procura de praticidade em nossas vidas. E com os shoppings nem foi assim, pois na verdade, eles surgiram mesmo foi na Alemanha. Arquitetos de lá planejaram e os construíram bem antes dos americanos. A “Willems Bazar”, quase toda em vidro, foi concluída em Hamburgo no ano de 1845, mas não fez nenhum sucesso e 30 anos mais tarde quando foi demolida, não houve quem lamentasse. Mas as coisas mudaram, hoje todos os caminhos levam aos shoppings.

O elemento principal? O mesmo: o vidro, que tudo mostra, com as fileiras de vitrines…

A geração mais jovem foi totalmente formada com estes hábitos e fascinada por eles. O modo de vida americano orienta a vida da classe média, da classe ABCD em todos os países. Ela é baseada na liberdade de escolha, não fosse assim, teria sido rejeitada – ótimo.

Quem não quer não adere. Mas no Brasil, a temperatura e as dificuldades de estacionamento e a falta de segurança pesou muito na nossa preferência por estas máquinas de vendas.

Mas na verdade, a centralização, o conceito que começou nos anos 60 e foi imediatamente incorporado também em outros continentes.

No Brasil, eles chegaram nos anos 80 e já temos 280 e avançam celeremente que respondem por 18% do faturamento do comércio brasileiro. Eles começaram como um simples aglomerado de lojas onde era fácil de se estacionar e seguro de circular.

E aos poucos, de lugar de compra, o shopping foi se tornando lugar de lazer. Um café ali, uma pizzaria aqui, uma loja especializada em jogos e assim acabou se transformando em um verdadeiro complexo de lazer.

Toda a cidade que se preze hoje em dia tem ou quer ter um.

 

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