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Automóveis

31 de maio de 2014 0

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crédito: quatrorodas.abril

Guerra dos Pesos-pesados

Não creio que a atitude da Assembleia Legislativa de Paris chegue aqui mas dá para começar a pensar. No último dia 9, a Assembleia deles aprovou uma resolução, que ainda necessita passar por outras esferas políticas, proibindo a circulação dos utilitários esportivos no centro da cidade, nos períodos de alta poluição atmosférica, justificativa para tamanha hostilidade não está apenas numa maior emissão de poluentes. Os valentões do barro-areia, segundo eles, não foram feitos para circular nas cidades. A opinião é compartilhada também pelo prefeito da capital inglesa.

Ken Livingstone declarou ao jornal The Guardian que os Sport Utility “são ruins para Londres e completamente desnecessários”. Coisa que concordo inteiramente pois muitos amigos meus usam estes carros e nunca os tiraram do asfalto. Concordo que eles são mais altos e isto dá visibilidade. Concordo também que o seu peso maior protege mais o piloto e família mas como diz a prefeitura de Paris, são volumosos, mais poluentes e o dano é desigual quando batem em um carro mais leve, etc. Lá eles ainda teriam uma alegação não explicitada: as eventuais nevascas. Mas precisam de 200/300 H.P.?

Acrescento ainda, quando trabalhava na VEMAG tínhamos os Candangos 4×2 e 4×4. Lá pelas tantas, algum iluminado resolveu acabar com o 4×4. Tínhamos problemas, é verdade, no eixo traseiro principalmente, era mais caro e as peças vinham da Alemanha, etc. Nós do Departamento Técnico erámos contra a extinção. A solução foi chamar os universitários e fazer uma pesquisa. Bem, feita a pesquisa, o resultado foi que 93% dos proprietários de 4×4 nunca haviam tirado o carro do asfalto, isto com as estradas da época (que não eram piores que as de hoje mas havia menos asfalto). Nós da área técnica botamos o rabo entre as pernas e voltamos ao departamento: estava extinto o Candango 4×4, que era excelente a ponto de ter inspirado o Audi Quattro. Palavras do projetista, em dois capítulos no livro sobre o primeiro carro de tração integral.

Voltando ao assunto inicial que pode ser entendido e simplificado como poluição. Lembre que nos EU motocicletas dois tempos. Só em áreas de competições ou em lugares para provas técnicas ou esportes. Também é conveniente lembrar que a Volks não comprou a VEMAG para fechá-la mas sim para retardar a entrada dos pequenos japoneses no Brasil. Só tinham o Toyota Bandeirante e os donos da Vemag (irmãos Fernandes, dois imigrantes da Galícia). Sabiam que na Alemanha os 2T no trânsito seriam proibidos e com isto o fim de todos SAAB’S 2 T e dos próprios DKWs.

Um professor de motores de combustão interna explica que, apesar de cumprirem os rigorosos padrões europeus de emissão de poluentes, os motores de elevada capacidade volumétrica utilizados para transportar muitas vezes somente uma pessoa. Desperdiçam mais combustível para exercer a mesma função de um pequeno carro de passeio. E, quanto mais elevado o consumo, maior a emissão de CO2.

Completa ele: É só uma questão de tempo para que outras metrópoles também tentem restringir a utilização dos SUVs. É claro que ainda estão tateando.

PS: Lamentarei muito. Eu tenho um e como revelou a pesquisa da década de 60… também nunca o tirei do asfalto.

 

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