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Paris e os parisienses

29 de outubro de 2014 Comentários desativados

marais

Lua de mel e Paris, tem tudo a ver, que maravilha. Mas como sair bem em fotos se os pontos turísticos costumam estar sempre abarrotados? Bem, uma das soluções é contratar o serviço da Localers, uma agência que propõe serviços personalizados. “O passeio teve a duração de três horas e foi simplesmente fantástico”, relembra Camila, a guia: “O fotógrafo conseguiu captar imagens deslumbrantes. ”

A Localers surgiu quando o francês Romain Raffard se deu conta de que não havia em Paris uma empresa que mostrasse como os moradores a vivem. E o slogan “Paris como um parisiense”, convenhamos, não poderia ser outro.

A linha é a dos já tradicionais walking tours, mas com uma diferença essencial, segundo a empresa: guias escolhidos a dedo para mostrar como é morar em Paris. O objetivo é fugir do óbvio sem descartar os pontos obrigatórios.

Especializada em história da arte, Camila, viveu no Marais e conhece atalhos que levam a pequenos pátios internos dentro de condomínios, lojas descoladas, dados históricos. Com ela descobri a simpática St. Gervais e St. Protais, do século 15, ignoradas pelos turistas apesar de ficar atrás da prefeitura. Entramos na Place St. Gervais e saímos na pequenina Rue de Barres, que parece alheia às multidões que circulam a poucos metros dali.

Passamos pelo Village St. Paul, convento transformado em espaço de artes, onde há galerias, cafés e até um mercado de pulgas.

Ela conta que adora se embrenhar pelas ruas deste bairro histórico e descobrir coisas novas. A área caiu em decadência durante a Revolução Francesa e permaneceu praticamente intocada durante a reconstrução da cidade do século 19, quando as ruas estreitas do centro deram lugar a avenidas amplas e largas, para deixar a região mais arejada e iluminada.

Hoje o Marais segue frequentado por parisienses. Muitos judeus moram ali em cima da lojinha o que se reflete no comércio –e nos feriados respeitados. Faça uma pausa na Rue des Roseirs, conhecida pelas casas de falafel… O servido no L’As du Fallafel é o mais famoso – há mesas, mas muita gente prefere a praticidade de pedir do lado de fora e comer em pé mesmo. O recheio é fartíssimo e o sabor, perfeito.

Terminamos o tour observando Paris do alto, do Centro Georges Pompidou, e sem pagar nada. Pouca gente sabe, mas é possível subir gratuitamente pelas escadas rolantes até o alto do edifício, e de lá fotografar os telhados da cidade.

 

 

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