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Finlândia, o país dos 1000 lagos - I

11 de dezembro de 2014 Comentários desativados

finlândia1

Li com atenção o artigo da ZH sobre a Finlândia, país pelo qual tenho grande admiração. Ali estive a pouco tempo dando mais uma volta pelo Golfo da Finlândia.

Creio piamente no que o escreveram os jornalistas; o país é exemplar, e não quero discutir ou contestar, mas o que vou acrescentar são simplesmente experiências pessoais de quem voltou lá pela 4ª ou 5ª vez à um país que raramente se vê em alguma postagem.

Aliás, a minha primeira incursão àquele país fui mandado pela agência que trabalhava em Londres, cobrir o Rallye dos 1000 Lagos, já na época válido pelo Campeonato Mundial. 1000 Lagos é o apelido oficial do país; os lagos são tantos que devem ser mais que os 1000 alardeados. Paisagens, lagos e pinheiros (coníferas) chegam a ser uma constante. É claro que não esqueci esta 1ª viagem, até porque uma das ‘’noites’’ fez -27º abaixo. Lembre que a capital está no Paralelo 61º.

Mas na terra do Papai Noel (Rovaniemi), uma Disneylandia do frio que funciona todo ano e é no Paralelo 64º, ou seja, cortada pelo Círculo Polar Ártico como São Petersburgo que é quase ao lado. E só para que se tenha uma ideia da sua proximidade do Polo. Ushuaia, a última cidade da América do Sul está no Paralelo 54º. Escrevo isto só para que o leitor se dê conta que a civilizadíssima Finlândia descrita no jornal de domingo foi construída e desenvolvida literalmente abaixo de zero (na ocasião dos -27º abaixo eu ‘’fui salvo’’ por um dos integrantes do Automóvel Clube, que ao me ver – jovem e inexperiente – de jeans e tênis, me perguntou: “você trouxe mais roupa pesada?”

Diante a minha dúbia resposta ele disse: “Amanhã às 9h eu pego você no hotel’’.

E me levou a uma loja de ‘’ex army’’, ou seja, de roupa de 2ª mão usada pelo exército Finlandês. Agradeço até hoje, mas vamos deixar claro; quando fez 27º abaixo eu estava quentinho no hotel. É que o Cleo Khun deles já havia antecipado que uma frente fria estava chegando. Tenho as botas (de veludo) até hoje. Polonesas, que eram as mais baratas. Eu sempre achei que só as usaria naquela semana. Quanto à camiseta, só comprei pela sua insistência; parece uma rede de pesca com nozinhos, com isto se mantém afastada da pele e proporciona um colchão de ar quente; tenho-a até hoje, só que quando olho para ela tenho a impressão que encolheu…

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