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Sorvete no verão - I

16 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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O sorvete foi inventado há cerca de 1000 A.C pelos chineses; devia ser neve com algum sabor artificial. Será que era bom? Claro que não devia ter a mesma consistência ou mesmo gosto que nós conhecemos hoje. Devia ser mais ou menos como uma raspadinha, mas com o passar do tempo o sorvete foi evoluindo e chegando a sua fórmula atual.

Para nós, a primeira sorveteria nasceu em 1835 quando um navio americano aportou no Rio de Janeiro com 270 toneladas de gelo. Isto era comum em alguns lugares como Seattle, na fronteira do Canadá e até Madras, na Índia. Tem ali até hoje tem a antiga casa do gelo, em Madras, que por sinal era numa ilhazinha. Dois comerciantes compraram o carregamento todo para logo depois venderem sorvetes de frutas. Na época, não havia como conservar o sorvete, tendo que ser consumido logo após o preparo, e para isto as sorveterias anunciavam a hora certa de ir tomá-lo.

Nós não temos o hábito de sorvete no inverno, mesmo que nosso inverno não seja tão frio assim. Os países mais frios, como a Itália, criaram os ‘’afocatos’’ (que não tem nada a ver com afogados) ; sorvetes com vinho do porto, licores ou uísque, e até vinho. Alongando assim a duração da estação para o consumo.

Em Porto Alegre existem muitos locais em que se servem bons sorvetes – cada um tem o seu preferido – e alguns lugares são inspirados em gelaterias italianas, que fazem muito sucesso em todo o mundo; provavelmente a 1ª e a de mais fama. Ou pelo menos, mais história é a Banca 40, no Mercado Público. O cardápio é praticamente o mesmo desde a sua inauguração. Clássicos como a bomba Royal, salada de frutas sob uma camada de sorvete e nata. É uma receita criada durante a 2ª Guerra por uma sugestão de clientes expatriados pela guerra. Como a Guerra terminou em 1945, lá se vão mais de 60 anos.

Será que era tão bom como a nossa lembrança? É difícil de afirmar. Mas não, não pense que os fabricantes pioraram; é o nosso paladar que mudou. A tecnologia é que melhorou. O que se adorava, justificando até as idas ao centro, hoje não é bem assim. Andei comentando o assunto com o sorvetólogo Roberto Giordani, profissional com especialização na Itália. Não digo que seja um doutorado ou mestrado, mas é de nível universitário. O curso leva 15 meses. Um ano e meio em sorvete?

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