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20 de dezembro de 2014 Comentários desativados

Foto: www.culturabrasil.org

ivan

Volta e meia recebo algumas chineladas por falar de coisas surpreendentes vistas em viagens; para mim, especialmente quando são vindas da vida Russa.

Não é má vontade nem ideologia, aliás, de ideologia nem poderia ser pois nunca fui chegado. Acho o assunto muito chato; não afirmo que seja, eu é que acho. Por exemplo, em Londres fui várias vezes ao túmulo do Marx, o sonho de muitos que vão até lá. O de Lênin também fui visitar antes que o trocassem de lugar (já quiseram fazê-lo). E claro, a do Ho Chi Mihn, na capital do Vietnã, mas sem emoções especiais.

Confesso que leitura ideológica não me atrai. Já em casa éramos assim, o que fazer?! O que tenho é quilometragem… (o que não substitui a leitura). A leitura me daria um conhecimento ideológico. Faz falta, sem dúvida, mas eu acrescentaria que o papel aceita tudo. Hoje não é nem o papel, mas o tablet. Mas, te confesso que nas filosofadas de bar às vezes nem ouço o que estão falando. É provável que por viajar desde cedo, dê mais valor às realizações do que às teorias.

Sr. Ivan, obrigado pela confiança – não vou desfalcar a sua biblioteca – e pode crer que os devolverei, e mandarei junto uma foto do Aurora para a sua coleção ‘’não ideológica’’.

Esse bilhete, recebi de um senhor que assina. Gostei dele, foi amável e atencioso. E concorda que viajando sempre encontramos algo curioso, o que nos estimula a continuar viajando.

Lembro, caro Ivan (o terrível) que na minha primeira visita a cidade de Leningrad, a sempre bela São Petersburgo. Eu estava em uma fila e poucos taxis passavam, (isso a muitos graus abaixo de zero) aí vinham alguns indivíduos e iam para a frente da fila; para que você tenha ideia do frio, no nosso lado havia uma parede de neve retirada da rua por máquinas mas não recolhida; nos protegia do vento, mas sem nada de cobertura e usando tênis…Após algum tempo, quase congelado, consegui me entender com alguém, e fiquei sabendo que os militares tinham o direito de ‘’furar a fila’’. Até hoje não entendi, mas não me diga, Sr Ivan, que relatar isto me torna anti-soviético; por que por estar na Marinha alguém tem preferência? Estavam em alguma missão? Além disto, a ex Leningrad era, e provavelmente ainda seja a maior base naval Russa. Portanto, é enorme o número de militares proporcionalmente; e nós, ‘’o povo’ ’congelando.

Lembro também, de no mesmo outono ver pessoas consertando o calçamento numa travessa perto da Praça Vermelha. Fiquei estarrecido quando vi pessoas sentadas em banquinhos naquela temperatura; colocando os paralelepípedos, neve aos montes, aí me dei conta que eram mulheres. Quase a mesma surpresa tive quando, no Alaska, observei que com muita frequência os motoristas de ônibus interurbanos, assim como as maquinistas de trem, eram mulheres. Só posso atribuir a minha surpresa à nossa diferença de hábitos, comportamentos, etc.

Abraços, escreva mais, gostei de suas observações.

(Se me permitir, as posto no ‘’Viajando por Viajar’’).

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