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Cisnes

22 de dezembro de 2014 Comentários desativados

cisne-filhotes

Nunca li nada sobre cisnes, mas, como se sabe, em dentistas é raro encontrar qualquer coisa para ler que não seja a revista Caras. Mas, mesmo assim pensei muito antes de escrever sobre o assunto.

A própria palavra ‘’cisne’’ sugere graça. Afinal de contas, Tchaikovsky não compôs o ‘’Lago dos Patos’’ – e se tivesse, acho que não teria o sucesso que tem.

Para os povos antigos, o surgimento de um cisne a deslizar sem esforço pelo espelho do lago e a se lançar num voo suave indicava a evanescência e lembrava saudades imortais. Platão nos conta que Sócrates ouviu o canto de um cisne no dia da sua morte. As valquírias, disfarçadas justamente de cisnes, levavam os seus heróis caídos para o Valhala da mitologia escandinava. Já Pitágoras acreditava que a alma dos poetas passava para os cisnes, um funeral adequado que transforma o lugar-comum ‘’poesia em movimento’’ numa expressão verdadeiramente lírica.

Com dois metros e meio de envergadura, o cisne é como um Boeing 747 na frota aérea  das aves. Angelical quando em voo, majestoso em repouso, ele é a elegância com asas: um pássaro que inspira voos da imaginação.

Temos ainda outros cisnes que juntos pertencem a uma sociedade elegante.

Ele foi descrito pela primeira vez em 1758 por Carl Linneaeus e sua espécie – Cygnus cygnus – pode ser considerada o cisne entre os cisnes. Com uma população de cerca de 180 mil indivíduos, o cisne-bravo, embora vulnerável à perda de habitat, está entre os cisnes mais abundantes e ultrapassa os outros na esteira da sua abrangência.

 

P.S: Não sei quem escreveu; o texto é de alguma National Geografic antiga.

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