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Nice

02 de agosto de 2015 0

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Não sei se devemos lamentar a sorte de Nice. Eclipsada por suas vizinhas charmosas, como a aristocrática Mônaco, Cannes com seu Festival que leva, uma vez por ano, todos os astros e prima donas para lá. E a trasbordante de champanhe Saint-Tropez. Nice é frequentemente considerado um destino sem graça, um paraíso de aposentados. Entretanto, ela reúne muito de suas vizinhas – sol ano todo, o Mediterrâneo, arquitetura belle epoque e art déco. Um bairro antigo cheio de personalidade, uma passarela gastronômica cativante, os melhores museus e elegantes espaços ao ar livre.

O centro, depois de reformado, tornou-se uma bela área de pedestres, enquanto na região do porto, outrora desprovida de atrativos, agora reúne restaurantes e bares disputados. E graças à nova Promenade du Paillon, a cidade tem um belo parque público. Cidade para todos os bolsos, Nice esbanja energia e diversidade que superam suas rivais. É a única também a ter vôos internacionais diretos.

Caminhar despreocupadamente pela Promenade des Anglais equivale a um curso sobre o estilo de vida da Riviera. A alameda enfeitada de palmeiras é, ao mesmo tempo, um passeio mediterrâneo e um museu arquitetônico. Entre os palácios de fachadas imponentes, destacam-se o hotel Negresco, uma beldade da belle epoque construída em 1912, com o seu icônico domo rosado, em cuja fachada neoclássica estão os cavalos alados, as ninfas e as divindades.

Nós, brasileiros, falamos da Riviera francesa desde que a Brigitte Bardot internacionalizou Búzios. Nice era a sua preferida, que com sol todo o ano, equivale por um paraíso a céu aberto. Lá, B.B tinha uma casa, ‘’La Madrague’’. Paramos para vê-la já perto de Saint-Tropez.

Nunca botei o pé naquela água, mas só olhando a areia é fácil saber porque a Brigitte se encantou por Búzios e pelo Bob Zaguri (que era um egípcio que vivera no Rio).

O projeto de Búzios todo veio através dela. Até a Waldorf Salad, com fatias de maçã crocantes e pedaços quentes de lagostim, e a provocante mistura de champanhe acompanhada por uma bebida à base de anis. Do mesmo modo, fatias de peras em calda de vinho emprestam a suculência dionisíaca do caramelo a um prato de cordeiro em molho cremoso (também foi inspiração da época do Zaguri, quem sabe, cordeiro é com eles, vacas não existiam lá). Enquanto isso, comemos uma apimentada caçarola de carne moída com ovos, uva passa e uma infinidade de outros ingredientes, é acompanhada por damascos embebidos em conhaque para dar um toque francês; jantar para duas pessoas, o preço foi mais ou menos o que pagamos aqui.

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