Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Unificação do idioma português – II

27 de agosto de 2015 0

mapa

É claro que não pretendo me estender muito num assunto que amarga a todos nós. Mas também não quero fazer como o avestruz, que esconde a cabeça, fecha os olhos e acha que o leão faminto não o verá.

Não tenho críticas ao idioma, conheço-o pouco, nunca li os clássicos. Erro meu sem dúvida. Mas tenho quilometragem que permite expor alguns fatos, de que mesmo sendo falado por uns 250 milhões de pessoas, continua a ser um código secreto entre os habitantes da Santa Terrinha e nós, os aprendizes. Na África só o falam conosco, viajantes ou moradores brancos. Entre eles devem ter uns 100 dialetos.

Eu uma vez, encontrei em Goa (e não há razão para ir duas vezes) uma placa dizendo literalmente: casa de putas, e era mesmo. Goa na época pertencia a Portugal, mas na índia os marinheiros lusos volta e meia ali apareciam e o dono do Bordel atraía assim, quem lesse o português. E também há um lugar onde provavelmente nem o ministro saiba, onde andaram os navegadores da Santa Terrinha: Penang. Uma pequena península acoplada a grande península da Malásia, uns 250km ao norte da capital Kuala Lumpur (onde ainda se veem pedras esculpidas em Portugal), português com a Cruz de Malta. Não esquecendo também da Macau. Mas se encontrar algum jovem que fale português, ganha um prêmio o ministro. Eu dou o prêmio.

Na época do conflito da Indochina (Vietnã, Laos, Camboja, etc) ainda havia um pequeno restaurante no centro. Bem no centro a pequena casa sob uma grande árvore, onde se comia boa cozinha portuguesa, já feita por chineses, mas nas últimas idas ninguém falava português, aliás, já ninguém falava uma só sílaba da “Inculta e bela: a última flor do Lácio,”.

Ainda naquela época, antes de 1997, o governo esquerdista de Portugal quis devolver Macau aos chineses (antes de acabar o acordo de secção, que terminaria em 1997) e eles não á quiseram, alegando que era cara de manter – viciada e corrompida. Na prática, já tinham todo o domínio (até a água ia da Main China, se a quisessem era só fechar a torneira). Inclusive o Casino Lisboa, de propriedade dos dois irmãos, acho que de sobrenome Shaw; e lá quem falava português? Só os filhos de portugueses influentes, que para lá mandavam os filhos, fazendo assim, que não fossem para o seu verdadeiro conflito que era em Angola e Moçambique.

Estes gozadores jovens que ainda falavam o idioma de Camões, diziam que ele perdera um olho justamente em Macau, que enquanto fugia resolveu olhar para traz e foi atingido. É claro que era gozação, quero deixar isso claro, para poder continuar indo ao meu restaurante português preferido sem que cuspam no meu prato.

Quanto a Timor? Lá cheguei indo em direção a Austrália… e para conseguir sair de lá teria que voltar a Jakarta e dali tomar o aéreo (acabei indo num avião Catalina da 2ª Guerra, que transportava “logs”, provavelmente de contrabando. Viajei 4 horas sentado nos próprios troncos que ele levava, cinto? Nem pensar.)

Mas quanto ao idioma? Exatamente da mesma forma que Macau tinha algumas famílias de prestígio e para lá mandavam seus filhos (e com toda a razão), por que vai um gajo lusitano lutar por uma causa perdida, por uma guerra, que não é sua e na qual não crê?

Falando em crer, as únicas marcas que lembravam Portugal são algumas igrejas católicas que contrastam com as mesquitas.

Obs: Sei do seu esforço e agradeço, mas não vai dar.

Bookmark and Share

Envie seu Comentário