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Caro Joel

14 de janeiro de 2016 0

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Flávio não sou viajante como você, mas meus amigos me deram o endereço do teu blog e eu tenho gostado das coisas que escreves sobre os EUA especialmente. Lá em cima, acho que é nordeste.

Já estive nos EUA, mas só na Flórida. Pelo que escreves, acho que o norte, nordeste, deve ser um dos lugares mais bonitos.

Caro Joel, estou convicto que sim. Para quem gosta de viagens por terra, não conheço nada melhor (e a preços que ainda podemos pagar).  Mas, como não há viagens iguais, também não há gostos iguais. Se alguém está afim dos Emirados Árabes e seus desertos, não há nada que o faça apreciar vilas suíças no meio do Alpes.

É um Estados Unidos verde e colorido, bem ao contrário daquela imensidão árida do oeste, celebrada pelos road movies. Na Nova Inglaterra, você percorre estradinhas vicinais que cortam florestas e que parecem ter saído da planilha de paisagistas Hollywdianos. A melhor época para explorar a região é, a meu ver, as duas últimas semanas de setembro e as duas primeiras de outubro quando as folhas das árvores ganham tons amarelados e avermelhados. Mas em junho, ou seja, no verão, a paisagem também é linda, com a vegetação viçosa e os campos floridos, mas lembre a sua mulher especialmente, que não há xopings.

As famílias tradicionais, aquelas primeiras que vieram como “pilgrins’’ e fizeram fortuna, todas têm casa e fazendas por lá. Algumas até abertas à visitação. Não são nada mais do que casas de fazenda, mas preste atenção: eram sem calefação, ou seja, não deve ter sido fácil a vida dos que vieram antes. Ao contrário de outras terras que conhecemos, não havia côco, bananas, jabuticabas e goiabas (nem tomadas de 3 pinos).

Seis meses por ano com um metro de neve permanente, ou seja, de uma altura que nem os 4×4 resolvem, aliás, nem com tração no estepe. E nas fazendas, a casa nunca é perto da estrada, ou seja, podiam ficar – e ficavam – bloqueados com frequência. Uma fazenda na época, era também um entreposto e um depósito de tudo o que podiam necessitar: remédios, roupas, utensílios de cozinha, lenha, etc. Telefone? Nem pensar. E não creio que os tambores de índios funcionassem naquelas circunstâncias.

Bem, estou me estendendo, mas você mesmo vai ver o que estou falando e não quero tirar a sua expectativa. E como eu disse ao telefone, o blog estará aberto aos seus comentários, além disso, ainda faltam uns 10 meses, portanto, leia o que puder. Eu só tenho o livro da Folha, que é bom e até por ter as fotos, mas muito pesado. Leve só um xerox e no verso coloque as suas impressões.

Como falamos, não há duas viagens iguais e outras opiniões são sempre bem vindas.

P.S: Se você for, por favor me avise. Quero seguir do Maine pelo litoral, ou quase até a New Brunswick, atravessar o Estreito e ir até a Península de Labrador, um dos primeiros lugares onde os europeus iam pescar bacalhau. Me dizem que tudo está lá, intacto, mas não tenho muitas informações pessoais.

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