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Tenho um amigo sorveteiro

15 de janeiro de 2016 0

sorvete-de-banana-com-iogurte

 

Estamos exultantes com o Caderno de sorvetes da ZH. Alguns eu já conhecia e sem dúvida vou provar os outros, adoro sorvete, mas sem frescuras. Quem gosta mesmo, come sorvete e só. Discordo daquelas taças maravilhosas de visual irresistível, sejam de alguma sofisticada sorveteria daqui ou na Galeria del Duomo em Milão, parecem um aquário e tem de tudo, só faltam fogos de artifício.

É a mesma coisa com chocolate. O verdadeiro chocólatra come chocolate e nada de decoração, quem sabe algumas nozes, mas nozes no sentido europeu, no slang americano “nuts” também pode ser maluco.

Gosto tanto, que lembro de meu pai que se foi há quase 60 anos. Fazíamos sorvete em casa com uma máquina italiana contrabandeada da Argentina. Todos os amigos iam lá pra casa, era como dizer: vai ter churrasco ou feijoada, era uma festa. Era tão bom que, os que ainda fumavam diziam: a melhor coisa é, o que você sabe, com um cigarro antes e um cigarro depois. Eu que nunca fumei já dizia: com um sorvete antes e um sorvete depois é melhor ainda (durante nunca experimentei).

Só o que tenho a dizer sobre o Caderno, que ainda não li todo, pois no momento também gosto muito de sorvete industrializado. Lembro que quando garoto, vínhamos da “Sera” e a família toda ia a Banca 40, na época do seu Martins, português é claro e bom de sorvete… para a época. Se o provássemos hoje não seria tão bom.

Quem me diz é o meu amigo Giordani, o Gelattiere. Giordani que fez um curso de nível universitário de oito meses na Itália. Isso a muitos anos e pagava 1400 dólares só pelo ensino. Hoje ele dá consultorias e atende as sorveterias industriais, e quando me conta de como o fazem, injetando ar em altíssima pressão para que ele fique suave e cremoso, é que a gente se dá conta que do seu Martins da Banca 40 até o produto entregue hoje ao consumidor, tudo mudou.

É claro que o Gelattiere Giordani já escreveu um livro sobre isso, mas é para gente grande, fico devendo detalhes aos blogueiros que gostam de sorvete. E a culpa não é minha, mas desse bicho F.D.P. que se chama cupim. Comeram quase todo o meu escritório, só sobraram os móveis feitos pelos gringos da Serra e pelos loirinhos de São Sebastião do Caí. As prateleiras foram todas e os meus livros estão no chão a espera que seu Wilson, marceneiro de mão cheia (Fone: 3241-4224) terminar as próximas. É claro que liguei ao Giordani afim de uma foto do livro, mas ele, gringo esperto, já foi para a praia, uma praia cujo único sinal para comunicação são tambores indígenas ou quem sabe afro, não o imagino numa sexta-feira batendo tambor, mas quanto a oferenda, se a fizer de sorvete, é claro.

Mais ou menos como o bairro onde eu moro.

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