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A fonte que nunca seca-I

20 de janeiro de 2016 0

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É curioso o texto de Emiliano Urbem, escrito para a Revista de “O Globo”. O autor que me perdoe diminuí-lo, não é censura, é vontade de repassá-lo, mas para ler na telinha é demais, assim, quem sabe.

Diz ele, que com a proximidade do Carnaval, achou que este hábito ilustrado por Debret em época incerta, tem algo a ver com o que se faz no carnaval e não só no carnaval.

Esse hábito suja a História, as calçadas cariocas e tem feito suas vítimas: cinco das palmeiras imperiais plantadas na Lapa em 1982 morreram após anos servindo de mictório aos frequentadores do Circo Voador – mesmo fim de árvores da Praça Santos Dumont. Em Belo Horizonte e Salvador, muros, viadutos e passarelas têm estruturas abaladas por décadas de alívio ao ar livre. Em 2010, um caso extremo: um brasileiro foi assassinado em Caldas da Rainha, Portugal, por estar urinando e público.

O Rio de Janeiro tem apertado os mijões onde (também) dói: no bolso. Em agosto, a multa por urinar na rua passou de R$ 185 – para R$510 – (curiosidade fisiológica: vale também para o “número 2”).

Para ficar em “taxas didáticas”, usar a rua como banheiro sai mais caro do que não usar cinto de segurança (R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação). Mas é mais barato do que se aliviar ao ar livre em Salvador, onde o flagrante pode custar R$ 2.016. Detalhe: este ano, a taxa por lá foi suspensa justamente quando era mais necessária, durante o carnaval.

Inquerida (empresa de limpeza da capital baiana) disse na época: “Não queremos colocar em risco a integridade física dos fiscais. (…) Uma pessoa sob efeito de álcool pode reagir de forma imprevisível”.

Já no Rio, o carnaval deste ano até agora, puniu 60% mais mijões do que no ano anterior. Durante os festejos de 2015, foram multadas 1.151 pessoas, incluindo 122 mulheres e 17 estrangeiros.

Já o ator Tonico Pereira pai de Alexandre Nero, pôs um vídeo no Facebook reivindicando o direito ao xixi na rua para idosos, entre os quais se incluiu. Ele diz à Câmara: “Peço as autoridades: me deixem mijar em paz quando necessário. Não será um ato obsceno, apenas um ato necessário.”

Trato o assunto com humor, mas é um direito dos idosos com esse problema que deve ser levado em conta.

As autoridades reconhecem que, além de dar multas, é preciso dar alternativas. Banheiros químicos, opção automática para grandes eventos, são criticados: deveriam ser higienizados após algumas horas de uso intenso, o que nem sempre acontece.

Desde 2013, uma lei municipal obriga supermercados, farmácias, drogarias, bares, etc, disponibilizar seus banheiros para todos. Não pegou a lei, nem a fixação do cartaz obrigatório.

Rita Fernandes, presidente da associação de blocos de rua, acha que as pessoas nem conhecem a lei:                                  – Cidades voltadas para o turismo, deveriam ter na sua essência a cultura de rua e deveriam ter mais banheiros. Você já imaginou uma Oktoberfest sem toaletes!!!!

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