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O Carnaval vem aí

21 de janeiro de 2016 0

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E mais uma vez a Rosane de Oliveira tem razão, deve uma prefeitura, um estado ou um país que tem a seu cuidado coisas como: saúde, esgotos e ensino, desviar a sua atenção e colocar dinheiro em festas? A meu ver é preciso eleger as prioridades, mas lamentavelmente não foram todas as que optaram. Dito pela FAMURS, só 94 das consultadas não investiram na folia. E as outras não o estão fazendo de boazinhas, mas por que é ano de eleições e foliões brancos, pretos ou amarelos, caucasianos, africanos ou asiáticos tem título de eleitor…

Se o carnaval dá ou não retorno? É outra estória. Digamos que sim. Ótimo, mas o que nos interessa é o que sai dos cofres públicos e não o retorno diluído em fantasias, apitos, hotelaria, restaurantes, cervejas e caipirinhas.

Eu que não sei, nem nunca soube sambar, me sinto constrangido em tocar num assunto tão sério. Nunca fui um adepto desta arte. Tropeço até no dois pra lá, dois pra cá. Não tenho ritmo. Quando aprendo um passo novo, fico sabendo que não se dança assim há anos. Samba é pra quem tem talento, por isso mesmo, evito a dança, dançando me sinto como um urso amestrado.

Voltando ao assunto, um país que não tem vacinas, nem segurança, deve gastar nesta ou outras prioridades. Vacina por exemplo, não é remédio, é muito mais. Vacina é prevenção, é para cortar alguns males pela raiz.

O Rio, cidade que representa o máximo do carnaval, deveria dar o exemplo e proceder da mesma forma: quem quisesse patrocinar o carnaval que o fizesse, nada contra, desde que com o dinheiro do próprio bolso, e não com o dinheiro público.

Lembram que o carnaval era quase o mesmo e o patrocínio da Pepsi-cola?

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