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Posts de janeiro 2016

Li no #ficadica

21 de janeiro de 2016 0

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Li no #ficadica que Cláudio Serpa Silva, de Arroio Grande, com 72 anos de praia, sendo que 40 veraneios desfrutados em Punta del Este, deseja nos alertar para o aumento do custo desta temporada: é que um chivito, que equivale a meio bauru, não sai por menos de R$ 75 na parada 5 da Praia Mansa.

Sei aonde é a Praia Mansa e a Praia Brava, mas não tenho ideia de onde é a parada 5, mas quero retribuir a gentileza e dizer que há duas semanas fui assaltado no nosso aeroporto…. Paguei no balcão, ou seja, sem serviço R$ 14,50 por um capucchino gelado, em copo plástico dos moles, que só não queimou os dedos porque o capucchino era gelado.

Aonde? Ora! No nosso querido aeroporto, no Salgadinho e perto da Banca de Revistas…. Háaaa sim! Incluía um canudinho.

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O Carnaval vem aí

21 de janeiro de 2016 0

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E mais uma vez a Rosane de Oliveira tem razão, deve uma prefeitura, um estado ou um país que tem a seu cuidado coisas como: saúde, esgotos e ensino, desviar a sua atenção e colocar dinheiro em festas? A meu ver é preciso eleger as prioridades, mas lamentavelmente não foram todas as que optaram. Dito pela FAMURS, só 94 das consultadas não investiram na folia. E as outras não o estão fazendo de boazinhas, mas por que é ano de eleições e foliões brancos, pretos ou amarelos, caucasianos, africanos ou asiáticos tem título de eleitor…

Se o carnaval dá ou não retorno? É outra estória. Digamos que sim. Ótimo, mas o que nos interessa é o que sai dos cofres públicos e não o retorno diluído em fantasias, apitos, hotelaria, restaurantes, cervejas e caipirinhas.

Eu que não sei, nem nunca soube sambar, me sinto constrangido em tocar num assunto tão sério. Nunca fui um adepto desta arte. Tropeço até no dois pra lá, dois pra cá. Não tenho ritmo. Quando aprendo um passo novo, fico sabendo que não se dança assim há anos. Samba é pra quem tem talento, por isso mesmo, evito a dança, dançando me sinto como um urso amestrado.

Voltando ao assunto, um país que não tem vacinas, nem segurança, deve gastar nesta ou outras prioridades. Vacina por exemplo, não é remédio, é muito mais. Vacina é prevenção, é para cortar alguns males pela raiz.

O Rio, cidade que representa o máximo do carnaval, deveria dar o exemplo e proceder da mesma forma: quem quisesse patrocinar o carnaval que o fizesse, nada contra, desde que com o dinheiro do próprio bolso, e não com o dinheiro público.

Lembram que o carnaval era quase o mesmo e o patrocínio da Pepsi-cola?

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A fonte que nunca seca-I

20 de janeiro de 2016 0

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É curioso o texto de Emiliano Urbem, escrito para a Revista de “O Globo”. O autor que me perdoe diminuí-lo, não é censura, é vontade de repassá-lo, mas para ler na telinha é demais, assim, quem sabe.

Diz ele, que com a proximidade do Carnaval, achou que este hábito ilustrado por Debret em época incerta, tem algo a ver com o que se faz no carnaval e não só no carnaval.

Esse hábito suja a História, as calçadas cariocas e tem feito suas vítimas: cinco das palmeiras imperiais plantadas na Lapa em 1982 morreram após anos servindo de mictório aos frequentadores do Circo Voador – mesmo fim de árvores da Praça Santos Dumont. Em Belo Horizonte e Salvador, muros, viadutos e passarelas têm estruturas abaladas por décadas de alívio ao ar livre. Em 2010, um caso extremo: um brasileiro foi assassinado em Caldas da Rainha, Portugal, por estar urinando e público.

O Rio de Janeiro tem apertado os mijões onde (também) dói: no bolso. Em agosto, a multa por urinar na rua passou de R$ 185 – para R$510 – (curiosidade fisiológica: vale também para o “número 2”).

Para ficar em “taxas didáticas”, usar a rua como banheiro sai mais caro do que não usar cinto de segurança (R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação). Mas é mais barato do que se aliviar ao ar livre em Salvador, onde o flagrante pode custar R$ 2.016. Detalhe: este ano, a taxa por lá foi suspensa justamente quando era mais necessária, durante o carnaval.

Inquerida (empresa de limpeza da capital baiana) disse na época: “Não queremos colocar em risco a integridade física dos fiscais. (…) Uma pessoa sob efeito de álcool pode reagir de forma imprevisível”.

Já no Rio, o carnaval deste ano até agora, puniu 60% mais mijões do que no ano anterior. Durante os festejos de 2015, foram multadas 1.151 pessoas, incluindo 122 mulheres e 17 estrangeiros.

Já o ator Tonico Pereira pai de Alexandre Nero, pôs um vídeo no Facebook reivindicando o direito ao xixi na rua para idosos, entre os quais se incluiu. Ele diz à Câmara: “Peço as autoridades: me deixem mijar em paz quando necessário. Não será um ato obsceno, apenas um ato necessário.”

Trato o assunto com humor, mas é um direito dos idosos com esse problema que deve ser levado em conta.

As autoridades reconhecem que, além de dar multas, é preciso dar alternativas. Banheiros químicos, opção automática para grandes eventos, são criticados: deveriam ser higienizados após algumas horas de uso intenso, o que nem sempre acontece.

Desde 2013, uma lei municipal obriga supermercados, farmácias, drogarias, bares, etc, disponibilizar seus banheiros para todos. Não pegou a lei, nem a fixação do cartaz obrigatório.

Rita Fernandes, presidente da associação de blocos de rua, acha que as pessoas nem conhecem a lei:                                  – Cidades voltadas para o turismo, deveriam ter na sua essência a cultura de rua e deveriam ter mais banheiros. Você já imaginou uma Oktoberfest sem toaletes!!!!

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Gosto de pássaros

19 de janeiro de 2016 0

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Gosto de pássaros é verdade, mas não chego a ser um “bird watcher”, aliás, quando quero saber algo peço pelo “Viajando por Viajar”, sempre algum dos ornitólogos me ajuda. Mas desta vez fiquei exultante: li que as andorinhas comem até 2000 insetos por dia, com preferência os cupins e o famoso Aedes: o Egypcio, que tem até um nome cinematográfico (Aedes aegypti) e que tantos males está nos trazendo. Coisa que me deixa até com vergonha, pois os construtores do canal do Panamá acabaram com eles no início do século passado, ou seja, mais ou menos 110 anos atrás. Mas o meu ódio atual é contra o outro: o preferido pelas andorinhas, o cupim.

Por que este ódio repentino? Porque eles, os cupins, silenciosamente e bem articulados, comeram quase todos os móveis do meu escritório. No momento que escrevo isso, estou com uma antiga mesa imaculada sem um só furinho e comprada de segunda ou terceira mão dos loirinhos ali de São Sebastião do Caí. Os novos e quem sabe gourmetizados, se foram todos. Quando me dei conta e chamei um especialista é que vi que só havia a casca. Apertar as prateleiras era como apertar um waffle. Estou acampado com todos os livros em minha volta no chão a espera que o marceneiro, seu Wilson, bom profissional (3241-4224) termine as novas prateleiras.

Com o problema, estou desenvolvendo meu lado sádico que eu desconhecia, colocando os livros em sacos plásticos com pouco ar e muita naftalina ou com um spray assustador que se chama Mortein e que oferece morte imediata. Coloco uma pilha de livros no saco, mais uma sprayzada e em caso de dúvida, amanhã as 10h, os colocarei no sol sem protetor nenhum. Se não morrerem poderão dizer que foram a praia.

Ao mesmo tempo me tornei fã das andorinhas, é que li: Uma andorinha só não faz verão:

Aumento de edifícios está entre as razões para sumiço da ave no Rio, onde sobrevivem as espécies menos exigentes ou as que aprendem a se virar. No início do século passado, Rui Barbosa escreveu “As andorinhas de Campinas” e descreve uma típica cena da época. “Era um, e logo após já são muitos, já vem surgindo inumeráveis, já parecem infinitos, já se cruzam e recruzam, já se condensam e escurecem” ( Talento é talento!).

O que deixou o intelectual baiano absorto em contemplação foi uma autêntica revoada de andorinhas-azuis, uma das espécies migratórias que começam a chegar ao interior do Brasil conforme o verão vai se aproximando. Se contaram com a simpatia de nomes como Rui Barbosa, Manuel Bandeira e Mario Quintana e ainda foram temas de canções sertanejas, as andorinhas também enfrentaram seus detratores.

Ainda hoje, cidadãos supostamente ordeiros têm sua sanha purista despertada diante da sujeira e do barulho feitos pelos gigantes bandos. Chegaram a testar técnicas para combater as andorinhas. Muita gente reclamava ou reclama ainda, que elas sujavam os carros e as ruas. ONGs americanas chegaram a fazer campanhas de conscientização por aqui nos anos 80 – explica o ornitólogo José Fernando Panchece.

No Rio, as andorinhas fazem verão o ano todo. Algumas das espécies que os cariocas costumam ver não são afeitas a grandes migrações, mas se reúnem em vultosas aglomerações.

Elas se lançam nessa aventura intercontinental atraídas por um banquete de insetos repleto de iguarias como nuvens de cupins e formigas aladas. Chegam a comer até dois mil insetos por dia e são predadoras naturais do Aedes aegypti e de pragas do campo. As andorinhas não cantam, nem têm penugem exuberante, o que as livra das gaiolas. A andorinha-grande, por exemplo, costuma fazer seus ninhos em vãos de telhas, que diminuíram gradualmente com a expansão dos edifícios.

Mesmo assim me tornei fã delas, pois são as inimigas dos cupins que devoraram meus móveis e tem me feito acampar no escritório. Mas como posso avisá-las que meu reduto se tornou um buffet as suas ordens e sem balança? Quando elas têm a seu dispor todo o céu azul.

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Ida à Paraty

18 de janeiro de 2016 0

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Era um dia como qualquer outro. Estávamos estacionados em um lugar qualquer para dormir, o Camping da família Klink é longe e pelo que disseram a estrada estava alagada. Com o Motor Home é assim; você para e na manhã seguinte se dá conta que tudo em volta mudou, mas dentro, tudo continua como antes. Faz-se milhares de quilômetros mas a cama é a mesma, o chuveiro igual e o café da manhã com as mesmas coisinhas que se gosta.

A pequena mesa está posta, ficamos sentados enquanto a cafeteira Bialetti passava o café, sempre igual; a cortina já foi aberta, mas ainda não sei bem aonde paramos. Quando se chega no escuro é assim.

Começo a ouvir novamente os pingos de chuva e assumo o meu erro; eu sempre soube que no verão, na costa entre Rio e São Paulo chove muito todos os anos, e pelo que eu sempre leio, o governo não faz nada. O dinheiro desaparece e pontes, pontilhões não são refeitos (me diz o Amyr Klink, em quem eu acredito). As encostas continuam despencando e levando casas e carros, mas tudo fica igual quando a chuva parar e o sol aparecer.

Acordar em um lugar nunca antes visitado é sempre um pouco estranho. O corpo demora para entender. São 7h, do lado de fora faz 20 graus e diz o radinho que a chuva continuará. E no noticiário ouço: “Votar o aborto, só por cima do meu cadáver”, declara um evangélico. Uma feminista sugere torná-lo cadáver, passar por cima do corpo e votar.

A ideia me é simpática, mas não vamos levar política à sério. Coloco a mesma bermuda e a mesma camisa, e o mesmo “croc” que escorrega muito nas pedras que calçam as ruas, as chamadas aqui “cabeça de afro-descendente”.

Vamos para a rua do comércio; ainda vazia, com chuva os turistas ainda dormem. A água cobre as ruas. As atravessamos com água nas canelas, sem nos dar conta que não há esgoto…. Que ideia de jerico, que turismo idiota, estou furioso comigo mesmo.

Já as 9h, liguei para o nosso homem do tempo, o Marcos Abreu, arriscando a ouvir uns desaforos, pois para ele ainda é madrugada, mas em poucos minutos ele colocou o Weather Channel na telinha e foi enfático: “afastem-se 250km daí, “no way” para qualquer lado.” Bem, qualquer lado não é bem assim, de um lado está o Oceano Atlântico e o Rocinante não chegaria na África. Do outro lado, a Serra do Mar, a péssima Estrada Real e a não menos ruim BR 101 naquele trecho. Eu só saberia disso depois. E lá fomos nós para as cidades históricas de Minas. Um roteiro esdrúxulo, sem dúvida, mas possível a quem anda com a casa nas costas.

Isso foi no ano retrasado e é certo que não repetirei nunca mais. Felizmente a fronteira da nuestra América é próxima para nós do sul, ninguém que eu saiba por lá, teve a esdrúxula ideia de fechar os pedágios. Você lembra quem foi? “Eu lembro dos discursos, os pedágios eram um entrave ao desenvolvimento do RS”, pois os nossos vizinhos…. mesmo os mais pobres, tem melhores estradas e um combustível melhor e mais econômico.

Publicado também: http://fernandoalbrecht.blog.br/

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Patagônia

17 de janeiro de 2016 0

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Nos últimos anos uma coisa melhorou muito, o número de postos de gasolina confiáveis, ou pelo menos, de bom aspecto.

Sem me envolver em política (se não entendo da nossa, imaginem da deles), num dos últimos governos do Peron, ele fez o Automóvel Club abrir novos conjuntos de postos e de cafeterias, mini hotel e interligá-las com rádio, é claro que o celular não existia. Funcionou muito bem e a distância média entre eles hoje é de uns 200km. Para que você tenha ideia, tenho uma foto de antes do asfalto com: “próxima Estacion de combustible 726km”.

Pra quem viajava de moto, cuja autonomia média é de 2 horas, você pode imaginar o drama – latas, latinhas e latões amarrados e mais a carona sobre a roda traseira em estrada de terra ou “rípio”.

Bem, em outras postagens já escrevi bastante sobre a desértica Patagônia que tem menos habitantes por km² que a Amazônia, mas volto a me referir a Calafate, um dos lugares imperdíveis. Se você for até a Patagônia tem que ir.

Um Must, como se diz no linguajar de viajantes. É que agora tem um novo empreendimento que pelo valor da diária deve valer a pena dar uma olhada é o Alto Calafate. É um dos hotéis mais luxuosos da cidade, pertence a presidente argentina, Cristina Kirchner. Tem mais de 100 quartos, duas piscinas aquecidas e restaurante, além de spa com massagens. Localizado na entrada da cidade, a vista que se tem no hotel é para o Lago Argentino.

No ano passado, o Alto Calafate Hotel foi alvo de uma operação da polícia que apreendeu documentos. Dos mais de 100 quartos, apenas 7 estavam ocupados e por funcionários das Aerolíneas. A justiça argentina suspeitou que diárias fantasmas dos hotéis de Cristina estivessem sendo usadas para esquentar dinheiro de corrupção.

É claro que não acredito que alguém da família fizesse algo semelhante, mas lembro também do presidente Mujica, do nosso outro vizinho dizendo: dela vieja se pue esperar qualquier cosa, pior que isso, só dizer que ela é gorda!

 

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Um galão d’água

16 de janeiro de 2016 0

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Já faz tempo que li e guardei, quem publicou foi a Martha com H. É que entre as amigas temos outra que é sem H. Com a reforma do meu escritório, cujos cupins adoraram as prateleiras (só não sei por que dos móveis velhos eles não gostaram).

Como obra o artigo reapareceu e o li com mais atenção ainda.

Reproduzo o relato que a minha filha recebeu pelo whatsapp de uma garota brasileira que mora no Japão: “Ontem veio um homem aqui e deixou um galão d’água na frente da minha porta. Disse que durante a madrugada eles fariam uma vistoria nos encanamentos de água do bairro e por isso estavam passando para avisar, deixar o galão e pedir desculpas por terem que deligar o registro de água por algumas horas. Eu disse para ele que não precisava deixar a água, afinal, estaríamos dormindo nesse horário, mas ele respondeu: ‘Você paga suas contas todos os meses e nós temos a obrigação de não deixar você sem água nem por um minuto’.  E ainda disse: ‘Se precisar de mais, pode pedir’. E assim seguiu a distribuir nas outras casas. Durante a madrugada, olhei pela janela e havia um grupo trabalhando nas ruas em silêncio. Hoje vieram novamente, casa por casa, só para agradecer”.

Pois é e ela continua….

Não é assim que deveria ser tudo na vida? Decência, responsabilidade e educação: por que é tão raro, tão complicado?

Martha Medeiros, desde já muito obrigado, a ideia era só publicar a segunda parte, a da japonesinha (setembro/2014) mas li o que escreveste depois… é melhor ainda. Além de um sonho é uma aula de como as coisas funcionam em muitos países. Pensei em ti e no nosso herói, meu pelo menos, Sérgio Moro, quem sabe muitos Moros depois chegaremos lá, segue a Martha com H….

Simplicidade da cena: um galão d’agua deixado de porta em porta para o acaso de os moradores terem alguma eventual necessidade às duas horas da manhã, às três horas da manhã. Não é caridade, e sim direito do cidadão que paga taxas e impostos. Eu não deveria me comover com isso, mas me comovo, porque a gente cumpre com os compromissos como qualquer japonês, qualquer sueco, qualquer canadense, mas onde está a contrapartida? Acho que isso explica nossa desesperança de que uma eleição mude alguma coisa. Já não acreditamos que um candidato consiga não se deixar corromper pelo poder, que possa governar sem dever favores para outros partidos, que solucione as mazelas do povo em detrimento das negociatas de gabinete. Política passou a ter um sentido desvirtuado. 

Ninguém obriga um homem ou uma mulher a se candidatar a um cargo público. Se ele se oferece para a missão de governar, deveria fazer isso unicamente por seu espírito altruísta. Mas soa como piada. Altruísmo na política brasileira? Tem graça.

Um galão d’água na porta. Um serviço de atendimento ao consumidor que funcione de forma fácil. Um policial em cada esquina. Nota fiscal entregue em todas as transações comerciais. Lixeiras por toda parte. Ruas bem sinalizadas. Transporte farto e que cumpra os horários. Hospitais com vagas dia e noite. Escolas eficientes. Confiança em vez de burocracia. Sinceridade em vez de enrolação. Agilidade em vez de empurrar com a barriga. Se todo mundo concorda que é assim que tem que ser, por que não acontece, quem emperra?

Não é só culpa de quem governa, mas dos governados também. Viciados em retórica, seduzidos por vantagens exclusivas e não coletivas, sempre nos perguntando “como posso faturar com esta situação?”, não permitimos que o Brasil se moralize e avance.

Por enquanto, galão d’água na porta de casa? Só com um troquinho por fora, meu irmão. 

Obrigado Martha!

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Tenho um amigo sorveteiro

15 de janeiro de 2016 0

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Estamos exultantes com o Caderno de sorvetes da ZH. Alguns eu já conhecia e sem dúvida vou provar os outros, adoro sorvete, mas sem frescuras. Quem gosta mesmo, come sorvete e só. Discordo daquelas taças maravilhosas de visual irresistível, sejam de alguma sofisticada sorveteria daqui ou na Galeria del Duomo em Milão, parecem um aquário e tem de tudo, só faltam fogos de artifício.

É a mesma coisa com chocolate. O verdadeiro chocólatra come chocolate e nada de decoração, quem sabe algumas nozes, mas nozes no sentido europeu, no slang americano “nuts” também pode ser maluco.

Gosto tanto, que lembro de meu pai que se foi há quase 60 anos. Fazíamos sorvete em casa com uma máquina italiana contrabandeada da Argentina. Todos os amigos iam lá pra casa, era como dizer: vai ter churrasco ou feijoada, era uma festa. Era tão bom que, os que ainda fumavam diziam: a melhor coisa é, o que você sabe, com um cigarro antes e um cigarro depois. Eu que nunca fumei já dizia: com um sorvete antes e um sorvete depois é melhor ainda (durante nunca experimentei).

Só o que tenho a dizer sobre o Caderno, que ainda não li todo, pois no momento também gosto muito de sorvete industrializado. Lembro que quando garoto, vínhamos da “Sera” e a família toda ia a Banca 40, na época do seu Martins, português é claro e bom de sorvete… para a época. Se o provássemos hoje não seria tão bom.

Quem me diz é o meu amigo Giordani, o Gelattiere. Giordani que fez um curso de nível universitário de oito meses na Itália. Isso a muitos anos e pagava 1400 dólares só pelo ensino. Hoje ele dá consultorias e atende as sorveterias industriais, e quando me conta de como o fazem, injetando ar em altíssima pressão para que ele fique suave e cremoso, é que a gente se dá conta que do seu Martins da Banca 40 até o produto entregue hoje ao consumidor, tudo mudou.

É claro que o Gelattiere Giordani já escreveu um livro sobre isso, mas é para gente grande, fico devendo detalhes aos blogueiros que gostam de sorvete. E a culpa não é minha, mas desse bicho F.D.P. que se chama cupim. Comeram quase todo o meu escritório, só sobraram os móveis feitos pelos gringos da Serra e pelos loirinhos de São Sebastião do Caí. As prateleiras foram todas e os meus livros estão no chão a espera que seu Wilson, marceneiro de mão cheia (Fone: 3241-4224) terminar as próximas. É claro que liguei ao Giordani afim de uma foto do livro, mas ele, gringo esperto, já foi para a praia, uma praia cujo único sinal para comunicação são tambores indígenas ou quem sabe afro, não o imagino numa sexta-feira batendo tambor, mas quanto a oferenda, se a fizer de sorvete, é claro.

Mais ou menos como o bairro onde eu moro.

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Caro Joel

14 de janeiro de 2016 0

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Flávio não sou viajante como você, mas meus amigos me deram o endereço do teu blog e eu tenho gostado das coisas que escreves sobre os EUA especialmente. Lá em cima, acho que é nordeste.

Já estive nos EUA, mas só na Flórida. Pelo que escreves, acho que o norte, nordeste, deve ser um dos lugares mais bonitos.

Caro Joel, estou convicto que sim. Para quem gosta de viagens por terra, não conheço nada melhor (e a preços que ainda podemos pagar).  Mas, como não há viagens iguais, também não há gostos iguais. Se alguém está afim dos Emirados Árabes e seus desertos, não há nada que o faça apreciar vilas suíças no meio do Alpes.

É um Estados Unidos verde e colorido, bem ao contrário daquela imensidão árida do oeste, celebrada pelos road movies. Na Nova Inglaterra, você percorre estradinhas vicinais que cortam florestas e que parecem ter saído da planilha de paisagistas Hollywdianos. A melhor época para explorar a região é, a meu ver, as duas últimas semanas de setembro e as duas primeiras de outubro quando as folhas das árvores ganham tons amarelados e avermelhados. Mas em junho, ou seja, no verão, a paisagem também é linda, com a vegetação viçosa e os campos floridos, mas lembre a sua mulher especialmente, que não há xopings.

As famílias tradicionais, aquelas primeiras que vieram como “pilgrins’’ e fizeram fortuna, todas têm casa e fazendas por lá. Algumas até abertas à visitação. Não são nada mais do que casas de fazenda, mas preste atenção: eram sem calefação, ou seja, não deve ter sido fácil a vida dos que vieram antes. Ao contrário de outras terras que conhecemos, não havia côco, bananas, jabuticabas e goiabas (nem tomadas de 3 pinos).

Seis meses por ano com um metro de neve permanente, ou seja, de uma altura que nem os 4×4 resolvem, aliás, nem com tração no estepe. E nas fazendas, a casa nunca é perto da estrada, ou seja, podiam ficar – e ficavam – bloqueados com frequência. Uma fazenda na época, era também um entreposto e um depósito de tudo o que podiam necessitar: remédios, roupas, utensílios de cozinha, lenha, etc. Telefone? Nem pensar. E não creio que os tambores de índios funcionassem naquelas circunstâncias.

Bem, estou me estendendo, mas você mesmo vai ver o que estou falando e não quero tirar a sua expectativa. E como eu disse ao telefone, o blog estará aberto aos seus comentários, além disso, ainda faltam uns 10 meses, portanto, leia o que puder. Eu só tenho o livro da Folha, que é bom e até por ter as fotos, mas muito pesado. Leve só um xerox e no verso coloque as suas impressões.

Como falamos, não há duas viagens iguais e outras opiniões são sempre bem vindas.

P.S: Se você for, por favor me avise. Quero seguir do Maine pelo litoral, ou quase até a New Brunswick, atravessar o Estreito e ir até a Península de Labrador, um dos primeiros lugares onde os europeus iam pescar bacalhau. Me dizem que tudo está lá, intacto, mas não tenho muitas informações pessoais.

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A pergunta é...

13 de janeiro de 2016 0

rio-grande-1024x716                                            Foto de O Globo.

Estou lendo o que deve ser um “release” do governo do Estado na ZH de hoje. Para tentar tirar o Rio Grande do Sul da crise, a estratégia do governador Sartori será buscar investimentos no Exterior e tentar aumentar as exportações gaúchas. Sua agenda de viagens já tem quatro países definidos: Argentina, Alemanha, China e Japão. O Japão por exemplo, tem dinheiro e disposição, mas o Estado precisa demonstrar o seu interesse, portanto, nada mais justo que bater na sua porta.

Não sou um cara analista da situação, mas como gaúcho também acho preocupante a situação do RS, violência, segurança, saúde, ensino etc, e tudo mais que temos ouvido e lido. Como diz a minha carteira de trabalho, que fui metalúrgico em São Paulo no Bairro do Baixo Ipiranga, baixo é só o nome, pois todos sabemos que a Riacho não sobe lombas. Na época já era um charco e como vejo hoje na TV, mais de uma vez fomos retirados da estação do trem na caçamba de um caminhão, mas independentemente disso penso e gostaria também, de saber o que pensam os leitores do Viajando e do Puxadinho para a mesma pergunta.

Como seria hoje o nosso Rio Grande se a Ford não tivesse sido enxotada?

A pergunta não é política, é sobre empregos, impostos, produção e exportação, etc. Fiz a pergunta no sábado, num grupo que reunimos regados a cerveja, café e coca-cola, o nível intelectual afirmo que é muito bom. Dois dos nossos amigos de esquerda e funcionários do Estado foram os primeiros a responder, já tinham ensaiado: estaria tudo igual. Ninguém entendeu mais nada. Achei que devia perguntar aos universitários, mas metade estava ocupada com o Silvio Santos e a outra metade, provavelmente os não aprovados no vestibular, estavam cantando e tocando música sertaneja, então curioso que sou, resolvi pedir opiniões aos nossos blogueiros.

Abraços

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