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Era a vapor... hoje é Tatuzão II

24 de fevereiro de 2016 0

25-02-16

 

Nascia ali a ideia da primeira máquina que perfura e cria um escudo à sua volta, seja de metal ou concreto. Inaugurado em 1843, o túnel de 400 metros, foi o primeiro escavado por máquinas sob a água.

Projetado no final da década de 1960, o metrô do Rio jamais se valeu de tuneladoras para alcançar os 46 quilômetros de malha que possui. A partir da década de 1990, quando chegou a Copacabana, a expansão foi feita à base de explosivos, detonados sem risco para os moradores.

Mas quando o metrô atingiu a Praça General Osório, em 2009, os engenheiros se depararam com um novo problema. O solo, muito arenoso, não comportaria explosões. Várias soluções foram estudadas. Dentre elas, a do Tatuzão.

Movido a energia elétrica, o Tatuzão é composto de uma roda gigante, na parte da frente, que corta, tritura e engole o solo em pedaços de até 40 centímetros. Uma vez “deglutidos”, os nacos de terra são enviados, por uma esteira, até a estação de apoio, localizada sob o Túnel Sá Ferreira. Dali, seguem de caminhão para uma antiga pedreira na Zona Oeste. Ao mesmo tempo em que escava, a máquina se encarrega de cobrir o espaço com placas de concreto de 8,5 toneladas.

— As placas estão sendo feitas em Leopoldina. Já temos o suficiente para dar conta de 1.400 metros de túnel. A escavação é rápida.

Foi na Estação Leopoldina, inclusive, que o Tatuzão foi pré-montado, quando desembarcou da Alemanha, antes de ser remetido, em 92 viagens de caminhão, até o subsolo carioca.

Passados alguns meses desde que a primeira peça chegou a Copacabana, a engenhoca, que tem até enfermaria e refeitório.

— As mesmas pessoas que o montaram vão trabalhar na operação. Assim já sabem onde está cada peça e para o que serve, etc. — ele diz. — Fora isso, vem gente de Portugal, da Alemanha e da França, portanto saiba que se tudo funcionar será mérito da Alemanha. Se ficar bonito, se coloca a bandeira blue/blanc/rouge, se der tudo errado você já sabe quem vai pagar o pato.

O Tatuzão vai funcionar de segunda-feira a sábado, com um intervalo diário de quatro horas para aferição e troca de peças. Finda a missão carioca, poderá ser usado em outras cidades ou ser revendido para a empresa alemã. Se assim for, terá de trocar o nome de guerra que recebeu por aqui.

— É uma tradição dar nome no feminino. Ele se chama Barbara, em homenagem à padroeira dos tuneleiros — queríamos que fosse Santa Barbara, mas os alemães disseram para não colocar nome de santo. Superstição. E com uma máquina deste tamanho é melhor não brincar.

Mais ou menos em 170 anos após a sua descoberta chegamos ao Rio. Em 1903 o metrô de Buenos Aires já funcionava. Em Copacabana ainda habitavam os índios.

OBS: Dados da Revista o Globo.

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