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Londres e suas tradições

17 de junho de 2016 0


17.06

A capital da Inglaterra tem programas de sobra, mas saiba que alguns dos mais tradicionais com o passar do tempo podem ter se tornado sem graça. Mas é claro nem todos hoje são os que gostávamos, no passado, nós também passamos, e outras atrações menos conhecidas agora nos surpreendem.

No meu caso além dos clássicos que basta olhar os cartões postais o meu predileto é sempre o mesmo. Caminhar pelas ruelas, travessas e passagens. Escolher um bairro e perder-se nele, Higth Street Kensington por exemplo, mas pode ser também o centrão, aquelas ruas em volta de Picadilly Circus até o Marble Arch, onde num passado remoto reuniam-se os hipyes e claro, junto a eles alguns “Bobbies” fantasiados de Hippyes. Alguns magros em suas vestimentas clássicas ainda estão por ali. São os que até hoje não se deram conta que o movimento acabou. É também uma boa oportunidade para ver o telhadinho no terceiro andar onde tocaram os Beatles quando fecharam a sua loja, famosa a Apple, era no telhado uma esquina insignificante, sei bem quando foi, pois cheguei em Londres pela primeira vez uns dias depois e estavam em todos os jornais, especialmente o Melody Makers. Outra coisa que me encantava e me encanta até hoje, são as feiras e os mercados. Existem quantos você quiser, clássicos, antigos, galerias, ex – matadouros, que hoje são boas lojas mas que lembram estilizados açougues; é só olhar nos guias e ver em que dia da semana eles fazem o seu flash ou se são permanentes. Agradecendo o fato de você estar lendo o que escrevo sobre uma cidade que me ensinou a viver. Digo pra você não perder tempo, evite Porto Bello Road. Já era, foi magnífico, eu mesmo fazia um Freely (bico), acompanhando casais e famílias quase sempre paulistas que não conheciam nem a cidade nem o idioma. Eu ficava boquiaberto com o que tinham e invejando os novos ricos como comparavam e o que os antiquários tinham para vender, desde faqueiros espetaculares até execráveis cabeças de leões e Kudus e embalsamados.

Compravam para criar uma história familiar e se aproximar dos quatrocentões esquecendo que os primeiros chegantes quase sempre eram degredados e prostitutas, menos os parentes deles, é claro. A escolha dos faqueiros por exemplo: não era bem pela estética, ou preferência mas principalmente pelas letras gravadas, algumas iniciais tinham que coincidir com os sobrenomes. Estive lá em outubro e no fim de semana, que era o dia certo. Pois bem, perdeu todo o charme, poucas são as vitrines que merecem uma olhada. Nem os antigos Pubs que reuniam, vendedores, turistas, compradores, curiosos e músicos de rua resistiram, a decepção foi grande. Nos frustrou o fim de semana? Para terminar: Quais as feiras que hoje você deveria visitar? Não sei, só moradores podem dar palpites. São dezenas. Mas é claro que os guias ajudam.

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