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Sherlock está vivo II

18 de junho de 2016 0

18.06

É provável que você não sabia que foi o criador do Sherlock quem introduziu o esqui no cantão dos Grisões, em 1892. Eu também não, pelo menos é o que afirma o Museu do Castelo, expondo entre seus preciosos itens o par de esquis pioneiro de Conan Doyle. Mas a grande atração é mesmo a reconstituição fidelíssima da famosa sala de estar de Sherlock na Baker Street 221B, uma autêntica joia do bricabraque Vitoriano, entulhada dos pertences e acessórios famosos do grande detetive.

Desta só há outra comparável, a sala do pub com seu nome em Londres. Também há no museu incontáveis instrumentos de tortura, inclusive a terrível donzela-de-ferro de Nurembergue, que se imaginava apenas uma lenda, mas de que é prova viva o único exemplar no mundo, ali exposto.

Para os sherlockfilos, talvez a coisa mais valiosa desta coleção seja o rascunho original em que Conan Doyle delineou o fim do personagem, cuja estreia se deu em 1887, para comemorar o centenário da publicação. Aficionados britânicos fizeram uma verdadeira peregrinação aos lugares vestidos a caráter, havia até um Sherlock e um Dr.Watson, eles fizeram o roteiro de O problema Final, em que Holmes, disfarçado de padre, engana até o amigo Watson (elementar, meu caro…), passearam por Meiringen, onde a filha de sir Arthur Conan Doyle colocou a pedra fundamental do novo Museu Sherlock Holmes.

Pois foi na Suíça que Sir. Arthur se livrou do personagem. Mas não por muito tempo. Em 1903, não resistindo mais as cartas e pressões de leitores do resto do mundo, ele ressuscitou o detetive, publicando uma nova série de aventuras.

Na qual Sherlock reaparece em Londres e conta a um perplexo Watson como liquidou Moriarty em Reichencach e se salvou do abismo. Uma nota de humor inglês também é encontrada no Museu, ao lado de uma flauta tibetana feita de uma tíbia humana: um cartazete igual esclareceu “Não é verdade que Sherlock tenha feito esta flauta com a tíbia de Moriarty. Ele jamais seria capaz disso: Sherlock Holmes era violinista…”

 

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