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Rota do Sol

25 de junho de 2016 1

25.06

Com o frio que tem feito é até irônico falar em Rota do Sol, na Itália tem uma de nome semelhante Solaria.

*Esta estrada é um belo exemplo de como são as coisas no Brasil, nós temos aqui no Sul a Rota do Sol! No Nordeste com a proximidade – do Equador e consequentemente o calor permanentemente não faria sentido.

Li e ouvi a história de um dos participantes. Ela começa em 1931, um grupo de homens se reuniu-se para atravessar a Serra numa picada. Uma picada que os levaria de Caxias até a beira do Atlântico. É que havia a possibilidade de se construir um porto onde, navios poderiam partir e chegar sem ir até Rio Grande. Era a procura de um atalho que os aproximasse com a terra de onde tinham vindo seus avós, seus pais e quem sabe, até alguns deles próprios. Não amavam o mar. A viajem era apenas uma maneira de se aproximar da Península Itálica. No entanto, as circunstâncias não permitiram que um porto fosse construído em Torres, mas o sonho da estrada se perpetuou. A semente continuou latente.

As gerações foram se sucedendo. E um dia ela germinou. Um dos descendentes dos imigrantes, o então major Euclides Triches, sentiu crepitar mais forte a chamada da esperança, imaginando que um dia o caminho mais próximo, mais econômico e turístico seria tornado realidade. Liderou então um movimento de prefeitos e autoridades da Serra; convocou também o Estado para uma reunião em Torres visando atiçar as brasas da ideia de 1931. (Provavelmente do então governador Flores da Cunha).

E mais, decidiu que a representação de Caxias iria pelo possível traçado da futura rodovia.

Num Chevrolet preto da prefeitura, viajaram Triches, então prefeito e sua esposa dona Neda e em um Jipe o secretário Onil Xavier e, representando o jornal Pioneiro, o fotógrafo Carlos Bordim e o escriba, que contou a história: Jimmy Rodrigues.

− Almoçamos em Lajeado grande. Disse ele. − Chovia muito. Depois sempre com o Chevrolet fomos e seguimos pela estrada para São Francisco e o Jipe pelo campo, encontraram-se, já era noite fechada, em Tainhas, onde dormiram. Desceram a Serra do Pinto e, no dia seguinte, a reunião decidiu, com entusiasmos típicos dos gringos, abraçar a ideia.

Passaram-se sessenta anos, a estrada está “quase” concluída, devemos ficar atentos para que a pretexto da rodovia não ser prioritária e a custar “muito caro”, não venham a deixar que ela volte a ser uma picada. Como na época do Prefeito Triches. E terminem de verdade.

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Comentários (1)

  • VITOR ILO HERZOG diz: 25 de junho de 2016

    Esclarecedor e histórico…Parabéns .

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