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SÃO PETERSBURGO

15 de junho de 2017 0

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Não há duas viagens iguais. Leio agora na revista ELA (nº 1) que a revista e eu andamos na mesma cidade no mesmo ano. Ambos gostamos e ambos provavelmente fomos em busca das “noites brancas”. Eu em agosto quando o sol quase não se põe e os russos ficam bebendo e dançando rock (música americana, hahaha!) na rua, em frente aos bares da magnífica cidade. E ela, que teve mais sorte do que eu, foi no inverno e pegou as “noites brancas”, mas as brancas de neve e só pegou -24° C (é comum fazer -40° C). Lembro que eles estão lá em cima, muito longe do Equador (paralelo 60, e o que define a região ártica é o 64º, portanto bem perto).

São só 60 dias de sol por ano em São Petesburgo. A repórter da ELA pegou uma semana, sete dias seguidos: lindos, radiantes, com as onipresentes torres revestidas de ouro contrastando com o céu azul, e uma temperatura para lá de camarada para os padrões de uma cidade onde os termômetros caem, fácil, para os 40 graus celsius negativos (mas também chegam a mais de 30° no verão). Na virada do ano, diz a articulista, a multidão que se reuniu na imponente Praça do Palácio, em frente ao Hermitage, encarou os menos 24 graus numa alegria só. Haja vodca. Ou chás, que tomam baldes, ou os bons vinhos produzidos na Georgia, que rendem tintos refinados e afinados com as muitas cozinhas étnicas desta que é a segunda maior cidade da Rússia. Ou como diziam antes: de todas as Rússias.

São cinco milhões de habitantes. À mesa, ela diz que desfrutou da culinária do Cáucaso; provou do legítimo “stroganoff”, ali servido com trigo sarraceno no lugar do arroz; procurou e não encontrei o frango à Kiev (será que é coisa nossa?); e não viu uma ova (uma sequer) de caviar pela frente. Nem 90% dos locais, que não comem caviar jamais. Beluga, Ossetra, Sevruga? Só indo para o Irã. Ou Paris. Em compensação, eles se fartam de outras ovas adoráveis de peixes do mar Cáspio, com as quais recheiam, sem parcimônia, as panquecas servidas na Nevsky, a maior avenida de São Petesburgo.

(continua)

PS: “ELA” é a nova revista do encarte d’O Globo.

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