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18 de dezembro de 2017 0

CARO FERRETI

Não sou um siderado pelas redes e como até hoje não as manuseio constantemente com isto deixo de cumprir algumas obrigações como as exéquias do irmão em Bento Gonçalves. Boa pessoa, bom de papo, ótimo amigo daqueles sempre prontos a estimular, a colaborar, ajudar, etc. Éramos companheiros ainda em Caxias, vizinhos aqui no Cristal depois e amigos sempre. Todos perdemos com a sua súbita passagem. Me penitencio com a família e os irmãos que mandaram a participação, mas eu só abri 2 dias depois, voltando justamente de Caxias.

Prometo a mim mesmo ser mais diligente com as novas mídias, as vezes passo o dia com o telefone no bolso e a noite tenho queixas do Pipi da Motta e do Gelatiere Giordani que pelo telefone me perguntam porque não respondo. Nem eu sei, deve ser um desencontro de atitudes, melhor, de gerações quem sabe. Nunca assumi direito embora reconheça suas virtudes e eficiência, só não entendo até hoje as selfies. O rosto sempre sorridente, mesmo sem haver do que rir? No fundo um quadro, um castelo ou um nome de bar, um clique, o celular no bolso e continua-se a caminhar.

Pra mim diz mais olha eu aqui onde estou e principalmente VOCÊ NÃO ESTÁ. Isto passou a ser possível porque você deleta o que não quer, só vale a sua melhor expressão. Antes você comprava o filme, pagava a revelação, a impressão, etc. Mas isto era antes. E quem quer saber do antes?

Agora ainda tem o pau de selfie, para parecer que outra pessoa fotografou o seu momento feliz. Recentemente vi na Croácia uma novidade com os japoneses (ou seriam os chineses?), o pau de selfie mas em vez de um telefone, na extremidade estava um laptop. Imagino se esta novidade pegar? Como vai ficar em um show ou num museu, ou pior ainda, em frente as maravilhosas fontes italianas, com uma parede de tablets?

Bem, estou relatando o que vi e o choque de gerações mas não reclamando. E até lamento que o hábito não tenha vindo antes, pois de antes que eu viajasse com a “magra” não tenho outras lembranças, só tenho duas fotos, uma na grande muralha que não resisti, era meu sonho chegar lá. Isto em 1973, imagine o que era pra um gringuinho da sera chegar lá. E uma já bem mais recente de 1980 em frente ao Potala, onde morava o Dalai Lama antes, bem antes de aterrarem o lago em frente e feito um hotel modernoso de uma cadeia americana. Portanto, viva a selfie.

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