Sou do tempo em que leite, refrigerante e cerveja eram vendidos em garrafas reutilizáveis. As donas de casa utilizavam suas sacolas para compras . O cafezinho era servido em xícaras de louça. A água era bebida em copos de vidro. Pratos e talheres eram feitos de louça e inox. Tudo isso ficou fora de moda da noite para o dia. Tudo hoje é descartável.
“Moderno” passou a ser usar e jogar fora. Até bens mais duráveis, como computadores, eletrodomésticos e celulares tornaram-se descartáveis.
Em vez de consertar a TV ou geladeira, compra-se uma nova. O celular tem de ser trocado a cada seis meses. Até os carros atuais parecem ter prazo de validade mais curta. O que até há pouco era considerado “ antigo”, agora é moderníssimo, mas as coisas devem mudar.

A Coca-Cola, por exemplo, já oferece em supermercados de São Paulo garrafas pets recicláveis com um bom desconto no preço. O grupo Pão de Açucar estimula o uso de sacolas de pano. O problema é estar com a sacola quando se decide fazer as compras.
Algumas empresas substituíram copos descartáveis por canecas de louça e reduzem com isso o consumo de papel.
Crescem nos EUA e na Europa movimentos como os da Simplicidade Voluntária. Consumo Consciente, o Slow Food que propõe um novo estilo de vida, baseado na frugalidade e na reciclagem.
Moderninha, fashion mesmo era minha avó, diz Irineu Guarnier Filho na Zero Hora.
Os praticantes dessa nova filosofia de vida não são new hippies. Tampouco pretendem acabar com o capitalismo. Não se trata de um retorno nostálgico a Woodstock. De uma nova utopia regressiva. Nada disso. São pessoas comuns que um dia perceberam que o consumo desenfreado não entrega a felicidade prometida.
Gente que tenta evitar não apenas o aquecimento global, mas a completa exaustão do planeta. Não importa se o aquecimento global resulta da ação do homem ou da própria natureza. Não importa se Copenhague foi uma tremenda decepção ou não.
Cada um tem de fazer a sua parte para reduzir o impacto de sua passagem por este mundo.
Obrigado Irineu.


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