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LEILÃO

03 de dezembro de 2016 0

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O Edmar Ferreira deu com os burros n’água e a razão eu não sei. Mas ele, juntando um fantástico acervo, repetiu o que fizeram e fezem milionários europeus no pós guerra (1939-1945), bem como os bancos japoneses que, alguns anos atrás compraram quadros de milhões de dólares e os entesouravam em subsolos com todas as condições técnicas para sua conservação, mas…. ninguém mais os vê.

Os quadros preservam assim o seu valor e provavelmente até o aumente. Mas foge à função para qual foi feito: ser visto, ser admirado. Só entendi bem isto quando do meu vizinho e amigo Stockinger quis comprar um Guerreiro, e ele me disse “Pra você não vendo mais. Qual é a graça de produzir, a obra atravessa a rua e só os seus amigos próximos a verão”. Dei razão a ele.

Agora vejo no jornal de São Paulo o leilão de obras adquiridas pelo proprietário do Banco Santos, o Edmar Ferreira. São milhares e da nata da nata brasileira. “La créme de lá creme” seria a expressão certa, mas entre as milhares de peças que irão a leilão, se crê que até possam desestabilizar os preços do mercado.

Mas isto é papo para experts, galeristas, e dos “merchants de sovacô”. A mim, simples apreciador, chamou a atenção que não há nenhum artista gaúcho no acervo a ser vendido! Será que naufragamos também nas artes? Uma exceção me diz que o Ibere tem em leilão 11 obras, mas o Ibere morou no Rio 26 anos, e a minha dúvida continua. Será que nós gaúchos, com a nossa fala acastelhanada, só olhamos para o nosso umbigo ou o mercado de arte do centro do país nos vincula mais a bacia do Rio da Prata, Uruguai e Argentina especialmente, do que ao centro do país?

Sinceramente, não sei. Mas o blog está aberto para palpites.

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GRACIAS, MEDELLÍN

02 de dezembro de 2016 0

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Este é um texto que eu preferia não ter escrito. Aliás, é a primeira vez que redijo algo em que o futebol é participante. Mas assisti ontem, como todos nós, as homenagens prestadas pelos colombianos… e chorei, aliás as lágrimas correram em todos que estavam presentes.

A tragédia não foi só chapecoense, foi sentida por todos, mesmo os que não conheciam ninguém, nem eram vinculados ao futebol. A cena nas TVs era de emocionar. 100 mil pessoas em lágrimas, e por um grupo de desconhecidos de um país que não era o seu, como resistir?

Respeito pelo adversário? Adeus aos que tiveram sua vida e sua carreira finalizada prematuramente pela sovinice de um comandante. Não sei o que dizer no meio de tantas lágrimas e tantas versões. Só o que me ocorre é: obrigado, Medellín, obrigado Colômbia. Sua consternação diminui a nossa dor.

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POLÍTICA

01 de dezembro de 2016 0

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A mídia deu tanto destaque às bizarrices de Donald Trump que convenceu o eleitor democrata de que o próprio não tinha nenhuma chance. Mas, atingido o objetivo, Trump transformou-se num gatinho. Cada vez mais, o poder é conquistado por meio da mentira.

Mantidas as proporções, vimos isso na eleição de Dilma em 2014, e a constatação de que sua campanha se baseou quase exclusivamente na mentira, na distorção e na manipulação de dados para divulgar uma realidade falsa sobre a situação econômica do País, mostra que a única verdade dita por ela foi: “Faremos o diabo para vencer esta eleição”. Na visão de muitos, isso foi o principal fator que levou ao sentimento de ilegitimidade do seu governo. Embora os analistas e a mídia encarem de forma natural essa diferença entre campanha e governo, ela é uma das principais causas da progressiva ruptura entre cidadãos e a política.

No caso americano, a comemoração do russo Putin com a vitória de Trump, fez muitos americanos se antenarem e vão prestar mais atenção nas decisões dos próximos quatro anos.

Já ouvindo o nosso governador, entendo seu problema e acredito na sua boa vontade, mas acho que ele perdeu o “timing”. Ele sabia desde a primeira semana a situação do estado.

Se desde o primeiro dia ele tivesse colocado as contas do RS na internet é bem possível que nós todos nos compadecêssemos dele. Mas fazê-lo depois de 700 dias de governo dá a impressão que a falta de habilidade administrativa é dele. Do governo anterior nem se fala mais, diz o gaúcho que na “muda” passarinho não canta. Sabemos que a culpa não é dele, como bom ex-seminarista deve ter acreditado na cascata do “apoio da assembleia”, da “ajuda” de Brasília e agora está “sem mel nem porongo”.

Sem ajuste caminhamos para a quebra, o que implica num calote em cascata nos salários e previdências, além do colapso nos serviços públicos. Com ajustes dolorosos, como os que se anunciam, haverá demissões e cortes de vencimentos.

Hoje os que lhe prometeram ajuda, se são da oposição querem a sua cabeça, se forem da situação querem o seu gabinete.

 

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30 de novembro de 2016 0

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Estimado Geraldo e confrades

Postei segunda-feira a tua carta que os nossos confrades já conheciam, e hoje me atrevo a dar mais palpites. Em muitos pontos nossas opiniões se aproximam, mas não as leve muito a sério.

São só a opinião de um “gringuinho da sera”, que ao chegar à planície ainda mordiscava a asa do galeto, pegando com a mão (quando a Dona Hilda não estava por perto). A quilometragem e a Bon Gourmet fizeram com que eu hoje me atreva a dar palpites no meio de tantos “chefs”.

Mas fiquem tranquilos, Confrades, é só este. Tenho boa memória e lembro do que ocorreu com um italiano que palpitava muito…

Já faz algum tempo que comento aqui os meus desapontamentos comos “menus degustação” ou “menus confiance”. A ideia de alguém com ar superior e as vezes até um pouco arrogante escolher o que devo comer também me incomoda um pouco. Além disto, servem porções que cabem num dedal, mas em pratos de 400 mm, tendo em volta um desenho fortemente calcado em um Miró e cobrando preços como se fossem verdadeiros Miros, também me choca um pouco e quando o próximo bocado já vem numa colher de louça, é claro, só um pires, e sem o desenho. Em restôs franceses, que é o mais comum, quando notam que você é sul-americano, ficam mais íntimos, sabem o nome do Pelé e do Ronaldô, começam a elogiá-los, e se você estiver sozinho ainda falam do sambá e das mulatás, Ho! La! La. A seguir, nas conversas, vem o “vous la bas”, o vocês lá embaixo é mortal, não tem recuperação – morar abaixo do Equador é pecado mortal.

Em seguida, se evidencia outra incerteza. Como escolher o vinho certo?

Bem, aí como diz o Geraldo, vem uma jovem que sem dúvida conhece o ofício, mas pessoalmente não creio que suas papilas ainda jovens e florescentes consigam identificar os vinhos que as nossas já desgastadas ou acostumadas, até viciadas com os vinhos pesados da cordilheira preferem.

Reconheço as necessidades de indicações, é impossível para nós todos (menos o Dr. Jose Cláudio) conhecer todos os rótulos que cobrem as paredes, e se alguém não gostasse deles, certamente não estariam ali. Portanto outras dúvidas surgemviajando no Leste Europeu, especialmente onde não só desconhecemos os nomes, como não conseguimos ler os rótulos. Recentemente, todas as tentativas foram feitas, mas só chegamos a um acordo (éramos dois casais) quando passamos para as cervejas. Depois de anos e anos tomando vinhos bons e as vezes duvidosos é impossível olhar para uma carta com 50 e dizer “este” e acertar.

Respondo coletivamente aos que acharam que me decepcionei com os “menus confiance”. Não, não me decepcionei, meu francês é razoável e se entrei em um restô “gourmetizado” sabia o que me esperava. Também me apresso a dizer que não tenho nada contra a França e franceses, inclusive não concordo que sejam grosseiros ou mal educados, comigo nunca foram, nós é que não sabemos lidar com eles e frequentemente esquecemos aquelas 3 palavras mágicas, que por lá são obrigatórias: por favor, com licença e muito obrigado.

Nunca tive nenhum enrosco com os franceses, e a única vez que me senti desconfortável foi ao defender um brasileiro: o Glauber Rocha, numa charutaria. Que eles nos olham como seres inferiores, não tenham dúvida. Morar ao sul do Equador tem o seu preço e o “la bas” deles é definitivo, mas é com naturalidade, e é preciso uma certa convivência ou boa percepção para se dar conta.

Quanto aos sommeliers, eu acredito piamente no seu conhecimento como falei. O que acho difícil é que papilas novas, recém desabrochadas possam dar boas sugestões para papilas gustativas cansadas de guerra.

Abraços,

Flávio

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Syria

29 de novembro de 2016 0

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Quase todos os dias, ao ler os acontecimentos do Oriente Médio nos jornais, lembro de uma mulher que nunca vi e com quem falei só uma vez, e ao telefone. Na época, eu fazia comentários diários no programa do Rogério Mendelsky. Na rádio Pampa, que não era “religiosa”, não queriam saber se você era cristão, muçulmano, ateu ou à toa. Portando, os comentários eram todos permitidos.

Saí do estúdio as 8h30, 9h da manhã. Me aguardava ao telefone uma mulher nascida na Síria e residente em Santana do Livramento. Com dificuldades no português, me diz: “Estou em Porto Alegre, e hoje lhe ouvi. Muito obrigada, só o senhor fala bem do meu país. Chorei o tempo todo, etc, etc”. Ela estava em Porto Alegre na casa de algum fã do Rogério. Eu não falara exatamente bem do país, relatava uma viagem feita para um cliente espanhol, a Ibero América. A viagem foi confortável, com um automóvel e um intérprete, comi bem e fiquei em bons hotéis, só um com menos estrelas por minha escolha, coisa que o chofer nunca entendeu já que bem perto havia um outro estrelado e já pago.

É que naquele velhinho, que insisti em ficar, de aspecto decadente, pisando nos corredores o assoalho flexionava a cada passo. É bem possível que os ácaros também tivessem a idade do Hotel, mas… ali se hospedara Laurence “da Arábia”, o inglês famoso. Disseram-me que eu ia ficar no quarto “dele”, eu não confio tanto nos Brimos, mas tudo bem. Mas, toquei piano no teclado que ele dedilhava, sonhei com o filme e aquele pôr do sol que só Hollywood consegue fazer, se pondo por detrás de uma fileira de camelos, subindo uma duna.

Uma fantasia hollywoodiana aquele deserto, é só pedra e areia… mas quando saía porta afora, lá estava Palmira, o oásis que lhe deu o nome com 6 milhões de palmeiras (daí a corruptela que vem desde os romanos de Palmira/Palmeira em Latim), e a uns 5 km as ruínas da época. Fantasmas da hoje semidestruída Palmira.

Pois bem, desde aquela época sempre que vejo alguma imagem do país lembro daquela senhora e fico imaginando sua dor. Um país em escombros, tudo destruído, sua casa, sua memória, e quem sabe seus parentes…

Nós no exterior temos saudades do nosso país, com suas mazelas, sua corrupção, seu descaso, mas que nunca teve uma guerra social, com sol, praias e montanhas. Imagino esta senhora e os rios de lágrimas que já passaram por seus olhos ao ver à noite na TV os escombros do que foi um dia foi o seu país. Isto se passou já há alguns anos e eu não tenho sequer a imagem visual dela, mas se hoje ela tem acesso a blogs, WhatsApp e Facebook gostaria que soubesse que suas palavras ainda estão gravadas na minha mente e (sem muita esperança) que um dia ela volte a ver o seu país com os olhos da menina que foi quando habitava ali.

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Estimado Geraldo

28 de novembro de 2016 0

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Estimado Geraldo

Tua apreciação me pareceu oportuna e esclarecedora, por isto pedi para publicá-la no Puxadinho e no Viajando. Os dois mesmo juntos estão longe de ser um “exocet”.

O Geraldo Rizzo é um conhecido médico e também viajante reconhecido. Quando não está em palestras e congressos, é um viajante como nós. Bem, não exatamente nós. Lembro dele há um século atrás indo para uma universidade americana. Lembro tambémque, em vez de ir confortavelmente nas asas da Varig, escolheu ir com seu automóvel, uma Variant Volkswagen e a pouco tempo atrás, com a mulher fazendo um roteiro de gastronomia e castelos na França: pedalando duas magrelas. Nesta última não sei como eles foram, mas mandou aos integrantes da Confraria Bon Gourmet um belo relato. Como cozinha e boa comida hoje interessa a muitos e o hábito e o prazer de cozinhar está se alastrando (até pela insegurança de sairmos à noite, e com as necessárias blitz, que nos impedem até o primeiro copo) a cozinha sofisticada em casa está evoluindo enormemente. Basta ver o numero de programas de culinária na TV.

Este é o seu relato.

Propositalmente deixei fora o cardápio, primeiro por muita inveja e segundo porque os nomes dos pratos não definiam de forma compreensível o que o o casal Rizzo comeu.

Voltando de viagem recente a Londres, onde fui visitar filhas e netos, resolvi imitar o Flavio Del Mese e compartilhar uma experiência gastronômica num restaurante chamado Social Eating House, no Soho.

Eu não vou mentir para vocês, mas após vários restaurantes e chefs, um menu degustação não é mais a minha primeira escolha num restaurante. Penso que a idéia de alguém escolher meu vinho e minha comida soa algo arrogante, e gastar muito dinheiro para me sujeitar às experiências de um chef balançando minha tolerância e sua expressão criativa, com altos e baixos, não mais me parece ser a melhor utilização do meu tempo e dinheiro

Na nossa estadia, fomos convidados para comemorar um ano de relacionamento de um casal e não tinha como deletar o convite. Sentamos com mais 6 pessoas num balcão com vista para a cozinha e os cozinheiros trabalhando de uma forma muito mais divertida do que estressante, tendo em vista o grande movimento do restaurante.

Quanto aos vinhos que nos foram apresentados por uma jovem sommelier italiana, de Verona, minha nota foi 7, mas isso porque não escolhemos a carta Premium! Bebemos vinhos do velho e do novo mundo acompanhados de uma descrição, um pouco prolongada para o meu gosto, da sommelier. A finalização foi com vinho do porto seguido por café expresso e petit fours.

O que eu queria deixar como observação final, a qual foi feita diretamente ao chef, é que foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de desfrutar de um menu degustação (tasting menu) num crescendo, sem os altos e baixos referidos inicialmente nesse comentário.

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PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE

27 de novembro de 2016 0

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Devia ser da Lagoa dos Pássaros. O Parque Nacional da Lagoa do Peixe fez neste ano 30 anos e uma de suas vantagens é a pequena distância. Será exclusivamente das espécies de aves migratórias que dele dependem para seu ciclo vital. Em 1991 foi incluído como Sítio Internacional, em1993 foi reconhecido como Sítio Ramsar por sua importância para a Conservação de Zonas Úmidas e em 1999 foi considerado Posto Avançado da Reserva da Mata Atlântica. Isto define a sua importância, mas pouco interessa a quem passa ali alguns dias.

O Parque está localizado na planície costeira arenosa, situada entre a Lagoa dos Patos e o Oceano. Sua paisagem é composta por mata, banhados, dunas, lagoas de água doce e salobra e, do outro lado, uma área marinha. Apesar da denominação da Lagoa, ela é na verdade uma laguna, por se comunicar com o mar.

A vegetação está representada por espécies adaptadas a solos arenosos e alto teor de salinidade. Na mata de restinga, a vegetação incluí espécies como figueiras, cambuís e canelas, além de árvores menores, arbustos espinhosos e cactos. Juncos e ciperáceas, que como corticeiras podem ser encontradas nos banhados, e além das aves, podem ser encontradas capivaras, lontras, tuco tucos (pequenos roedores que vivem nas dunas), gatos do mato, jacaré de papo amarelo e outros animais de mais expressão.

O que você vai ver? Diz o folheto que as águas salobras repletas de invertebrados e peixes atraem bandos de aves de várias partes do continente. Já foram catalogadas mais de 273 espécies, das quais 35 são migratórias. Do Chile e da Argentina chegam flamingos, batuíras de coleira dupla, de peito de tijolo e de papo ferrugíneo; da América do Norte migram mais de dez espécies de maçaricos, batuíras e o trinta réis. O maçarico de papo vermelho, ameaçado de extinção, é originário do hemisfério norte e viaja todo ano para a América do Sul. Em setembro, chega à Lagoa do Peixe, parada estratégica para o retorno ao Ártico que se inicia em abril.

Todos os anos, inúmeros animais marinhos visitam as praias, tais como lobos e leões marinhos, pinguins e tartarugas. Aliás, se você encontrar um animal destes na praia, mantenha distância, nunca tente alimentá-los, retirá-los do local ou mesmo coloca-los de volta no mar. Lembre-se que ele pode estar apenas descansando, e sua intenção de ajudar pode transtornar o animal e torna-lo agressivo, recomenda-se apenas avisar os órgãos competentes.

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SOBRE A PRAGA SILENCIOSA IIII

26 de novembro de 2016 0

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A tradutora Paula Cabral de Menezes tomou um susto quando descobriu os danos que uma colônia de cupins havia causado em sua casa. Ela mora num imóvel construído há anos, onde a caixa d’água fica apoiada em uma estrutura de madeira. E foi exatamente esta base o alvo dos insetos.

Notei um vazamento de água e pedi a um vizinho para checar. Durante a inspeção, ele também descobriu que a madeira que sustentava a caixa estava tomada por cupins. Ela não fazia um trabalho de prevenção contra a praga há mais de cinco anos e desembolsou R$2.200 por uma dedetização em toda a casa. Se essa caixa tivesse caído, os estragos poderiam ser maiores. Temos que ficar sempre atentos, inspecionando tudo. Principalmente as madeiras que ficam mais escondidas – comenta Paula.

Produto inflamável

Apesar de os serviços de descupinização não serem baratos, tentar acabar com uma colônia por conta própria pode não ser uma boa ideia. Quem faz o alerta é o engenheiro florestal Norivaldo dos Anjos, professor de manejo integrado de insetos florestais da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

- As espécies têm modos de vida diferentes, e um leigo não sabe como agir em cada caso – justifica ele. O professor destaca também que algumas empresas vendem produtos adulterados, os quais oferecem risco à vida das pessoas, durante a aplicação.

- Há compostos à base de querosene que são altamente inflamáveis. Caso entre em contato com uma faísca na rede elétrica, podem causar grandes incêndios – alerta ele, citando o caso da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto, que foi incendiada por causa deste produto. – Além dos riscos, como o querosene evapora rapidamente, a substância tem efeito imediato, mas não residual.

Algumas dicas para lidar com a situação:

- Evitar a estocagem de madeiras e seus derivados em locais com umidade e pouca iluminação (como lenha para lareira).

- Vistoriar, periodicamente, rodapés, armários e outras estruturas de madeira, principalmente localizadas em ambientes escuros e úmidos.

- Em bibliotecas e arquivos pouco manuseados é aconselhável o uso de estantes metálicas ou de materiais que não atraiam cupins.

- Consertar vazamentos da rede hidráulica, evitando que a situação de umidade deixe a alvenaria suscetível à ação dos cupins.

Se você é um dos que está em Curitiba e ler esta publicação, relaxe, eles ainda não atacam grades de ferro. Preocupe-se com os que querem ser seu proctologista.

 

 

 

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O VELHO OESTE É AQUI

25 de novembro de 2016 0

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“A criminalidade continua em alta no Rio Grande do Sul. Câmeras de vigilância não inibem o crime, pois o bandido fica tranquilo por sentir-se impune, sabe que o sistema legal é permissivo e lhe devolve a liberdade em pouco tempo. Para resolver este problema, a cadeia precisa segurar o criminoso, e a impunidade deixar de existir. A segurança pública deve ser política de Estado e não de governo. De promessas, estamos cansados. Presenciamos fatos, assistimos ao sangue derramado e a pessoas andando inseguras por todo o Rio Grande, e não só no Porto, que há muito deixou de ser Alegre.”

O título acima me chamou a atenção, e o dia era domingo. Lá fora estava ótimo, o sol ainda sem calor, ideal para caminhar. Mesmo assim, fiquei lendo Ricardo de Souza Salamon, que não conheço. O que fez que eu fosse até o fim? Ele é comissário de polícia, ou seja: lida com o problema diariamente, e por isto lhe dou mais crédito. Prefiro o que ele me diz aos políticos de fala empolada. É o que tem acontecido, pois prisões são construídas à conta-gotas enquanto o dinheiro desaparece em festas e viagens.

Recentemente, um gaúcho nosso e o Maia do Rio foram a meia dúzia de países, inclusive o Azerbaijão, em primeira classe, eu suponho, e também suponho quem pagou. Ficaram uns 10 dias fora, mais ou menos um dia por país. Alguém pode nos dizer porquê, pra que? De que adianta dormir uma noite no tal de Azerbaijão? Em 24h dá para observar ou conhecer alguma coisa?

Eles mesmos dizem, fora do ar, que construir cadeias e esgotos não elege ninguém, e o que vale para voltar é construir escolas. Quem sabe seja verdade. Mas as escolas provavelmente diminuam a marginalidade dentro de 20 anos, evitariam a marginalização de quem está nascendo hoje. Cadeia, contêineres penitenciários e polícia treinada e equipada precisamos hoje.

Crimes no aeroporto, em supermercados, assaltos repetidos em escolas (lugares que eles sabem estarem cheias de câmeras?). Se precisarem de mais exemplos, leiam os jornais… de amanhã, pois a história se repete.

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BERLIM SOBRE DUAS RODAS

24 de novembro de 2016 0

BerlinBikeShop

Fiz uma série sobre a minha estada em Berlim, que já conhecia, mas dos tempos em que o muro era uma barreira física e política, e os tavarish (camaradas) deixavam claro que não nos queriam lá. Além do seu ranger de dentes havia uma fila de duas horas para ir ao outro lado, e confesso que a minha curiosidade não era tanta, até porque eles faziam questão de não entender inglês. Ruski, ruski era só o que diziam. Como o meu russo não passava de tavarish e “dobvizenha” eu desisti de tentar. Até porque não vejo sentido em ir a um lugar que não nos querem (e o exemplo mais recente disto é a Crimeia, onde um casal amigo, eternos viajantes, disse que quando veem que você não é russo, acintosamente cospem no chão).

Numa das ZH empilhadas pela ausência, encontrei um artigo sobre Berlim, de Maristela Scheuer Deves, que com este sobrenome me fez crer que lê alemão e consequentemente a ajuda a entender melhor a cidade e o país.

Bicicletas, diz ela, parecem onipresentes em boa parte das cidades alemãs. Jovens vão com elas para a escola, executivos engravatados seguem sobre duas rodas para o trabalho, mães escolhem modelos nos quais podem levar seus filhos, e pessoas de todas as idades servem-se delas no dia-a-dia. Assim, nada melhor para entrar no clima do que, numa visita ao país, optar por esse meio de transporte para o tradicional city tour, inclusive na capital, Berlim.

Apesar de ser uma metrópole com 3,5 milhões de habitantes, as bicicletas são mais numerosas do que os carros – a frota é duas vezes maior. Conforme dados de 2012, seriam 720 bikes e 324 carros para cada mil moradores. Além disso, oferece cerca de mil quilômetros de ciclovias, e, mesmo onde elas não estão disponíveis, geralmente é tranquilo pedalar em meio ao trânsito. Não é à toa que os bike tours proliferam, em diversos formatos: há desde o típico passeio pelos pontos turísticos principais, até os roteiros noturnos por bares.

São muitas as empresas que atuam na área, e uma delas oferece três opções principais : o Best Bike Tour, transitando tanto por pontos turísticos, como o Portão de Brandenburgo e o Reichstag (Parlamento), quanto modernos; o Wall Bike Tour, mais focado no que restou do muro que dividia os lados ocidental e oriental da cidade na época das duas Alemanhas; e o Alternative, circulando pelo mundo do grafite ou simplesmente dos imigrantes que tornaram a cidade multiétnica.

Mas essas são só algumas das opções – há várias outras, além da possibilidade de alugar uma e fazer seu próprio roteiro. O site VisitBerlin traz nada menos do que 56 dicas. Há ainda sites de aluguel e até mesmo empréstimo de bicicletas, basta pesquisar um pouquinho. Nosso hotel as oferecia por cortesia, mas não havia capacete.

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