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PEDALANDO

19 de janeiro de 2017 0

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A informação é ingênua mas se você é dos que andam nas ciclovias, parques ou praias pedalando não custa ler. É que a sua magrela está fazendo 200 anos. Foi a grande ideia do barão alemão Karl von Drais, que em 1817 colocou um guidão num celerífero, um avô das bikes, que não fazia curvas. De lá para cá, o novo meio de transporte evoluiu para as bicicletas que hoje são usadas em passeios no Chile, na Califórnia e na Serra Gaúcha, e até por áreas remotas, como a Ilha de Páscoa, zonas rurais, o interior da Nova Zelândia e o Alentejo, em Portugal; e em grandes cidades como Nova York e sua malha cicloviária cada vez maior, onde estão próximos dos mil kms de ciclovias, 870km para ser mais preciso.

Portanto, se você ainda não aderiu, faça-o. Em 2017, coloque uma bicicleta em seus planos de verão, nem que seja para um rápido tour em cidades bem amigáveis aos passeios sobre duas rodas, como Amsterdã, Copenhagen, a orla do Guaíba ou Berlim, onde muitos hotéis as tem para uso dos hóspedes sem cobrar. E assim, divirta-se, só não me pergunte o que faziam os antigos com o tal de “celerífero” de Von Drais que não fazia curvas.

 

Nota: meu amigo Dinho que concerta rádios de qualquer tipo, mas especialmente os antigos a válvulas (fone 32172245) foi um campeão de ciclismo e embora não pareça, no ambiente das pedivelas dizem que ele colaborou com o barão no desenvolvimento do celerífero para chegar a ser uma magrela de competição.

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FERNANDO DE NORONHA

18 de janeiro de 2017 0

ecoturismo-fernando-de-noronhaÉ claro que tentei ir até lá várias vezes. Tenho um xodó por ilhas (acho uma fantasia que todos temos) e até dou uns exemplos: Galápagos, Ilha de Robson Crusoé, que na verdade se chama Juan Fernandes (é onde o autor colocou o que na verdade foi um irlandês chamado Alexandre Selkierk), é um pequeno arquipélago no Pacífico. Fui também a Seychelles, Maurício e Reunião, Taiti e Havaí, mas nunca fui a Fernando. Por que? É fácil de explicar. Sempre que pretendia ir, comparava os preços, achava caro e perguntava na Ouro e Prata: por esse preço para onde mais eu poderia ir?

Bem, a nossa ilha sempre foi muito mais cara, até hoje. Na época, só havia uma companhia de aviação que ia para lá, a Sadia, do Osmar Fontana, e quase não havia pousadas. Os curiosos como eu acabavam se hospedando no que restou de um acampamento militar abandonado pelos americanos depois do fim da 2ª guerra. Segundo meus amigos, eles se foram, mas deixaram as baratas, que livres de inseticidas e chineladas se desenvolveram muito bem.

Nas pesquisas, o pessoal da Ouro e Prata me dizia que, com aqueles dólares, eu podia ir a muitos lugares, África do Sul por exemplo, e ainda sobrava. Pensei? Eu nunca tinha visto os lêmures. E ao lado da África do Sul havia e ainda há Madagascar, mas em conflitos frequente, em que faltava até comida, mais ou menos como a Venezuela de hoje, só que nesta também falta papel higiênico. Não faz muita diferença, afinal não tem comida, portanto… pra que papel higiênico? Brincadeiras à parte, eram e são o quarto maior exportador de petróleo, mas no caso de Madagascar… uma foto me fez mudar de rumo, vi numa publicação, não lembro se a Embaixadora ou Consulesa do Japão na fila do supermercado para comprar comida.

Bem, não fui. Botei mais uns dólares e fui às Ilhas Maurício, e depois mais uns e cheguei nas que, na minha cabeça, são as únicas que rivalizam com o Taiti: Seychelles. Noronha ainda faz parte dos meus planos. Aliás, uma boa ideia. Vou ligar para a Bety.

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Boa viagem, Jayme

18 de janeiro de 2017 0

Foi-se o amigo Jayme, mas ficaram seus 3 livros e milhares de horas faladas e gravadas em programas de rádio. Rio Grandino culto, veio a Porto Alegre como muitos e aqui ficou. Fomos no seu enterro no domingo. A liturgia judaica não enterra ninguém no seu dia sagrado, o sábado. Jayme estava na Santa Casa desde dezembro, com problemas pulmonares. Seu passado de fumante deve ter muito a ver com sua morte.

Eu gostaria de ter publicado este texto antes, aliás, o escrevi antes, mas a doce Tanize que me assessora não trabalha nos finais de semana e sem ela o computador também não. (É justo que eu diga, a doce Tanize não é assessora nem secretária, ela de profissão é tradutora, não só dos meus manuscritos mas principalmente do idioma inglês).
A família do Jayme não via o jornalismo como uma boa profissão, e o pressionaram a fazer um curso universitário. Optou pela odontologia, mas o fascínio pelo jornalismo continuou. Atuou nos dois simultaneamente por 10 anos. No Diário de Notícias ficou quase 10 anos, mais 16 no Correio do Povo.
De volta ao rádio, assumiu um programa da meia noite as 3h da manhã, o Gaúcha na Madrugada. A atração, que contava com a participação dos ouvintes, durou 19 anos. O crescimento da audiência fez com que fosse preciso encontrar uma alternativa para os ouvintes que criavam situações constrangedoras. O jornalista, então, adotou o grasnar de um pato para usar quando alguém dizia algo inconveniente. O resultado foi ótimo. Todos queriam ouvir o Pato e a bronca bem humorada do Jayme.
Depois, o programa passou a se chamar Brasil na Madrugada. No mesmo ano, Jayme recebeu a Medalha de Prata no Festival Internacional de Rádio de Nova York, na categoria Melhor História de Interesse Humano, com o trabalho Memória de um Menino de Rua, narrando a trajetória do então já economista Carlos Nelson dos Reis.
Era bom papo para um chopinho após o programa, e melhor ainda como palestrante. Levei-o para falar no Hotel Villa Borghese. O sucesso foi tanto que tivemos que mudar a sala programada e levá-lo falar no restaurante com 400 pessoas e isto em Flores da Cunha, que tem 30.000 habitantes.
Boa viagem, Jayme.

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MARIJUANA? SI O NO?

16 de janeiro de 2017 0

16114022_1203733943009797_7207195028018711989_nÉ muito cedo para saber que efeito tem e que efeito terá a lei do ex-presidente Mujica, que não libera a maconha, mas estimula a plantação desde que autorizada. Acabar com o tráfico é o que pretende. Dois assuntos que eu gostaria de saber melhor com a erva liberada, plantada e colhida e fumada, como evitar que o usuário legal passe a drogas mais pesadas? E a segunda, se dentro de um tempo a lei do país mudar, o que vão dizer aos viciados? Que poderão comprovar e dizer, quando comecei a fumar era legal. E agora? Devo recorrer aos traficantes? 

Só o que sabemos é que os meios que estamos usando não estão tendo o efeito esperado. Em Punta há umas quatro semanas em plena Gorlero, deduzo que a procura é muita, a ponto de um lojista colocar a placa que você já leu. Nos dias que estive lá, no “La Nación” de Buenos Aires, li o artigo que a Tanize, minha atual assistente, traduziu. Porque publicá-lo? A nosso ver, o efeito do crack é tão assustador que todos devemos colaborar para sua extinção, ou pelo menos combate-lo. É o que faz (ou fazem) os líderes do tráfico em algumas regiões, pois liquida o consumidor. O cliente.

O crack nasceu de um estigma social há poucos anos: o fumava aquele que não tinha (pelo seu custo) acesso à cocaína. É a cocaína dos pobres, uma mescla artesanal que, em poucos meses, causa danos irreversíveis. É altamente viciante e gera uma forte dependência.
Entre os vários componentes que são usados na sua produção (para baratear custos) se encontram o querosene, o ácido sulfúrico, o talco, o vidro moído de tubos fluorescentes, as anfetaminas e aspirinas. São quatro as etapas que atravessa quem o consome:
*euforia, que se manifesta com a diminuição da timidez;
*a disforia, que se traduz em sentimentos de angústia, depressão e insegurança;
*o vício, através do consumo, buscando diminuir a sensação de disforia;
*e, finalmente, a etapa de psicose e alucinações.
O vício ao crack tem se mostrado cada vez mais cedo. Vê-se hoje em crianças de 10/11 anos que moram em zonas vulneráveis. Em alguns casos são crianças que escaparam de casa, onde recebiam maus-tratos e buscaram abrigo em alguma vila distante. A dura realidade dessas crianças as leva a viver nas ruas, longe de casa e da escola. Fugindo de seus lamentos e de situações familiares, caíram na droga, até para saciar a fome.
O consumo de crack é a expressão mais cabal da pobreza. É uma consequência mais que uma causa e um produto mais que uma origem. Nasce onde a pobreza se instala e se rompem os laços familiares, vindo abandono e a falta de horizontes.

(continua)

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SAIA BEM NA SELFIE

10 de janeiro de 2017 0

Para os jovens, devo informar o retorno da Kodak… fabricando telefones. É o que diz a notícia… li várias vezes, pois não acreditei.

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No mês passado, a Kodak, antiga fabricante de câmeras fotográficas, anunciou um celular de 21 megapixels, sistema Android e design retrô, o Elektra. O preço previsto é 500 euros, e demonstra como o celular se tornou fundamental também para fotos. A Kodak dominou o mercado nos últimos 50, 60 anos, 100 anos, quem sabe, desde que o vovô Eastman entrou no negócio. Aliás, ele era amigo de Edwin Land, que inventou a Polaroid, e de Thomas Edson, que inventou a lâmpada incandescente (já imaginaram o padrão do papo no chopinho deles da sexta-feira?)

Contudo, para evitar que seu álbum de viagens se torne uma coleção de selfies com o braço aparecendo, separamos uns gadgets que ajudarão você a sair melhor na foto.

Tripés feitos especialmente para smartphones dão um toque mais profissional para a imagem – há opções a partir de U$ 19,90 em lojas online. Além do tripé tradicional, este é como uma estrutura flexível, permitindo ser encaixado em lugares como barras e galhos de árvores.

A resolução das imagens nos celulares já não é mais uma preocupação, pois são espetaculares. Mas a lente certa ainda faz falta. Marcas como a Ollo-clip tem lentes olho-de-peixe, grande angular e macro para serem encaixadas nos smartphones. As da marca custam em torno de U$ 70, mas há opções a partir de U$ 9,70 (não sei o que pode sair usando uma lente de 9,70, mas pode-se tentar. Estou curioso: se você usar uma, por favor, me avise).

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COM OU SEM WI-FI?

10 de janeiro de 2017 0

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Adriana Setti escreveu isto em junho de 2015. Foram os cupins que a trouxeram de volta, voltei a lê-la e achei ainda mais atualizada.

Passei dez dias em Fiji e me hospedei em duas ilhas diferentes. Uma delas tinha internet wi-fi grátis. Na outra, não havia conexão e nem o 3G funcionava. Analisar o comportamento humano nas duas situações foi uma legítima experiência antropológica.
O resort com wi-fi ficava de frente para uma das praias mais bonitas do mundo, sem nenhum exagero. A ala “social” tinha um restaurante, um deque com pufes e day beds incríveis, além de uma piscina e algumas redes. Era um lugar perfeito para esquecer da vida. Mas era, também, onde o sinal do wi-fi tinha mais força. Resultado? O lugar parecia uma central de comando, repleto de laptops, tablets e celulares, desde cedo até a noite.
Algumas mesas do restaurante eram grandes e acabavam sendo compartilhadas. Mas muita gente ficava focada no cibermundo até na hora de comer. Nos seis dias em que passamos ali, conversamos apenas com um casal de ingleses.
Como você já deve estar imaginando, a vida na ilha off-line foi bem diferente. Jogamos Uno (algo que eu não fazia desde os 12 anos de idade) com um norueguês. Aprendemos noções do esporte que é paixão nacional na Irlanda, o hurling. Ficamos horas ouvindo as histórias de um suíço que passou meses aprendendo kung fu na China e tivemos uma conversa profunda com uma professora de Pequim sobre os abismos culturais que separam o Ocidente da China.
Durante a minha viagem pela Austrália, que antecedeu à ida a Fiji, fiquei muito surpresa com a dificuldade de encontrar conexão wi-fi em cafés, bares e restaurantes. “É que a gente não quer que nossos clientes fiquem lobotomizados na frente do celular”, me explicou a gerente de um café badalado na adorável praia de Byron Bay.
Acho que ela está certíssima. A gente anda precisando desesperadamente ficar off-line e compartilhar conteúdo na vida real. Nem que seja na marra.

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HOTEL ALTO ATACAMA

08 de janeiro de 2017 0

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Paramos o Rocinante no estacionamento e fomos caminhando para a recepção. O projetista procurou mimetizar o hotel com o entorno, seja na cor, seja nos materiais locais, seja no estilo… e conseguiu.

Antes de chegar ao balcão já estávamos convencidos que ali nos hospedaríamos quando o motor home ficasse em casa. Coisa difícil depois que você se acostuma a dar uma de caramujo e carregar a casa nas costas. Aliás, depois daquela viagem até mandei fazer um cartazete, que colei na traseira: “Sorry! Não tenho pressa, já estou em casa! ”. Como o Rocinante é um motor-home de pouca velocidade: morro acima. A frase é bem oportuna. Não éramos hóspedes, viemos para um copo do bom vinho chileno e para conhecer o hotel.

Entre montanhas de terra marrom avermelhado está o Atacama Lodge, se mimetizando com a paisagem. Desde o bloco da entrada, tudo tem a cor do entorno e lembra algumas das casas locais, feitas de adobe, uma mistura de barro e palha que contribui para o conforto térmico. Os telhados de palha contribuem também para a estética, mas estão sendo abandonados. A razão? Aumenta muito o preço do seguro.

À tardinha, para andar entre uma construção e outra, é só esperar um pouquinho para a vista se acostumar com a escuridão e se dar conta que com a iluminação, propositalmente feita apenas por pontos de luz no chão, se pode admirar melhor o céu estrelado. Entre um passeio e outro, arrume um tempo para ficar numa cadeira à beira de uma das piscinas, o serviço é ótimo e aceitam curiosos.

E tudo isto fica a 10 minutos da rua principal de San Pedro, e o hotel oferece bicicletas para os hóspedes (são menos de 20 minutos de pedaladas).

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VIAJAR DE AVIÃO

07 de janeiro de 2017 0

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É um desses momentos da vida que já se aprendeu a temer. Assim que o voo se aproxima do destino,  já é costume ouvir o piloto falar que vão precisar ficar circulando por um tempo porque há muito congestionamento.

Estes medos são compartilhados por milhares de nossos colegas viajantes. Graças a carência de tempo e dos pagamentos parcelados, cada vez mais pessoas estão viajando de avião. Mas eles estão gostando cada vez menos, porque no verão especialmente mais da metade de todos os voos do terceiro mundo atrasam…

Além dos passageiros, as companhias aéreas também se frustram, já que estão perdendo dinheiro apesar da alta demanda. O problema? As viagens cresceram mais rápido do que os países conseguem adaptar os aeroportos. Depois que os países abriram os céus para a concorrência, o número de passageiros quase dobrou.

Enquanto isso, novas companhias privadas surgem. Algumas delas oferecem o serviço integral, mas outras, as low-cost, atraíram milhões de viajantes que antes se locomoviam de trens e ônibus. Com isto, muitos aeroportos não tem áreas de embarque e outras instalações suficientes para gerenciar a invasão e criam descontentamentos.

De fato, as companhias se encontram num momento paradoxal. A demanda é alta, e a previsão é que o número de passageiros domésticos cresça em 25% nos próximos anos. Por causa das limitações no sistema de embarque e desembarque, as empresas estão sendo forçadas a procurar outras oportunidades engajando-se em guerras por tarifas que reduzem seus lucros. Algumas recorrem à atitudes absurdas, como a que levou ao recente acidente em Medellín.

Tomem a Índia como exemplo. A companhia Air Deccan anuncia uma tarifa de apenas $6,60 mais taxas por um voo de Nova Delhi até Jaipur, ou seja, eles devem ter carga para o destino, mas não passageiros. Acrescente o aumento dos combustíveis e você tem a receita para contas no vermelho. Analistas creem que as perdas das companhias podem ter chegado a milhões de dólares no ano passado.

A solução recomendada tem sido a fusão das menores para sobreviver, pois estavam perdendo mercado para companhias mais eficientes. O governo espera que a incorporação diminua o congestionamento nos aeroportos. Mais fusões também estão por vir – a Índia, que falamos, hoje possui 13 companhias aéreas, provavelmente em breve terá duas ou três empresas grandes e três ou quatro de pequeno porte. A saúde da aviação do país dependerá das melhorias nos aeroportos.

Um novo aeroporto em Bangalore já está sendo construído; também estão sendo construídos novos terminais em Nova Delhi e Mumbai. Esses aprimoramentos são prioridade para passageiros como Mehta, que desabafa: “finalmente estão começando a remodelar os aeroportos”. Mas até que o governo alcance a rapidez da iniciativa privada, as companhias devem ficar presas nas filas do check-in…

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BILBAO

06 de janeiro de 2017 0

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No coração do País Basco, lá no norte da Espanha, está Bilbao, que entrou oficialmente no radar turístico. Com a inauguração do imponente Guggenheim, o museu revestido com escamas de titânio confirmou seu arquito, Frank Gehry, como um nome conhecido em todo mundo.

A cidade é pequena, tem aproximadamente 350 mil habitantes, e é uma história de sucesso urbano que ainda está sendo escrita, com melhorias no transporte, espaços verdes, planos para a revitalização de bairros esquecidos e modernas torres erguendo-se ao lado de ícones antigos, que também receberam restauro recentemente.

Bilbao se tornou uma cidade projetada pelas paradas de metrô desenhadas pelo arquiteto britânico Norman Foster que parecem camarões gigantes. A cidade também se tornou um destino procurado pelos amantes da gastronomia: conta com estrelas Michelin, comida autêntica vendida em pequenos bares e restaurantes – frequentados por forasteiros e moradores – e vitrines da Thermomix (loja especializada em utensílios para cozinha) para comprovar sua fama.

E como turistas tendem a permanecer nos arredores do Gugen (apelido local para o Guggenheim), a cultura e a qualidade de vida da cidade foram preservadas, aguardando agora quem se dispuser a explorá-las e suas grandes modificações.

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E O QUEEN MARY? ACHO QUE ELE AINDA PODE HOSPEDÁ-LO

04 de janeiro de 2017 0

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Depois de cruzar o Atlântico exatamente 1001 vezes, o lendário Queen Mary, símbolo de elegância entre as décadas de 30 e 60, fez sua última travessia. Aposentado desde 1967, foi ancorado no porto de Long Beach, na Califórnia, onde hoje funciona como hotel. Agora, os mais nostálgicos têm a chance de experimentar parte desse glamour num irmão gêmeo, pois a Cunard Lines construiu o Queen Mary II, ao custo de 780 milhões de dólares. Mas no velho estilo – casco negro e deques superiores brancos –, o transatlântico tem até uma réplica do apito do Queen Mary original e apartamentos duplex com até 544 metros quadrados, mordomo e academia de ginástica. A viagem inaugural foi feita em 2003.

Nesses anos todos em que o Queen Mary I esteve ancorado, a indústria dos cruzeiros cresceu vertiginosamente. Um dos projetos mais ambiciosos é o do ResidenSea, navio gigante que, em vez de cabines, tem casas. A cada ano, o ResidenSea faz um cruzeiro pelo mundo inteiro com seus moradores. É possível comprar uma “residência” ou aluga-la por curtos períodos, mais ou menos em time sharing. As mais modestas têm duas suítes, copa, cozinha e sala. As luxuosas possuem 3 suítes, duas salas, cozinha, mesa de jantar com oito lugares e varanda. O ResidenSea passa por 40 países, sempre em épocas festivas, procurando estar presente em eventos como o Carnaval do Rio, o Festival de Cinema em Cannes e o Prêmio de Fórmula 1 em Mônaco, etc, etc.

Eu sabia que o Queen I estava, mas confesso que nunca havia pensado em ir até lá, a tentação era grande, não só pelo Queen mas porque bem perto dali estava o Sprooce Goose ( mais ou menos o Ganso do Cedro), pois na falta de alumínio o interior da asa era de madeira) projetado, feito e voado pelo Howard Hugges, que além disto era milionário e dono de vários recordes de velocidade em aviação, o que durante a 1ª Guerra era uma busca notável e uma colaboração heroica com os aliados, ele mesmo pilotava os aviões que projetava .Além disto namorava a…. Jane Russel, para quem desenhou o sutiã meia taça. Precisa mais? Para mim não e lá fomos, o Henrique Mutti e eu tomar o café da manhã com o casal Pace. O casal Pace que falo era o Moco, piloto de fórmula 1 e vencedor do Grande Prêmio Brasil. Com uma Brabhan, mas com o convite do Moco era irrecusável. É um pouco curioso, você estar num navio ancorado e que não vai sair.

Ficamos de papo desde o breakfast até quase meio dia, visitamos uma boa parte do barco. Tudo de extremo luxo, mas de uma estética de quando foi fabricado que era rigorosamente mantida, e pelo que soube não fez muito sucesso como Hotel, quem sabe pelo aspecto retrô, ou pela distância que o separa da cidade.

Acho até que não mais está em Long Beach e o Sprooce Goose (que é uma visita que vale a pena) também deve estar em outro hangar.

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