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CEREJEIRAS EM FLOR

24 de abril de 2017 0

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O Hanami – a florada das cerejeiras – é famoso em todo Japão. As ruas ficam lotadas de pessoas ávidas para ver as alamedas floridas em parques e avenidas. Conforme as temperaturas sobem, as flores começam a surgir, do sul para o norte. Há até uma previsão do tempo específica para o fenômeno.

Em Tóquio, a florada este ano começou cinco dias mais cedo que o habitual, mas o clima mudou e estancou o processo. Agora, estima-se que seja o melhor período para observar. Em Kyoto, a previsão é que as flores desabrochem esta semana.

Mas não é apenas no Japão que se pode observar o acontecimento. O país presenteou diversas cidades do mundo com mudas de sakura (cerejeiras), que estão florescendo pelo Hemisfério Norte e no Brasil também – o Parque do Carmo, em São Paulo, é famoso pela florada, que só ocorre aqui entre agosto e setembro.

É sabido que os londrinos celebram a chegada da primavera se refestelando sob qualquer raio de sol que apareça – especialmente nos fins de semana. E há cerejeiras em diversas partes da cidade para se aproveitar os dias ao ar livre. No Kew Gardens, há tours guiados para ver as plantas; o Regent’s Park conta com árvores espalhadas em vários de seus jardins, e o Kesington Gardens exibe suas cerejeiras logo na entrada pelo Lancaster Gate.

Na década de 1990, os japoneses presentearam Berlim e Brandemburgo com 10 mil mudas, como forma de parabenizar os alemães pela derrubada do Muro. Desse total, 1200 mudas foram plantadas em um trecho de 2 km, hoje conhecido como Alameda das Cerejeiras, exatamente onde passava a malfadada muralha. Há uma outra área florida perto de Bornholmer Strasse e também noo Kienberg Park, que realiza um festival para celebrar a florada.

Na capital chinesa, todo ano a chegada da estação das flores é comemorada com o Festival da Primavera. São mais de 136 mil hectares, cerca de 200 mil plantas e aproximadamente 2 mil cerejeiras, no parque fica lotado de pessoas ávidas para ver o espetáculo. Durante o hanami, a entrada custa 10 yuan (R$ 4,50). Além das cerejeiras, os jardins do parque contam com tulipas e pessegueiros.

Já na capital americana, as cerejeiras já desabrocharam – em Washington, estima-se que 1 milhão de pessoas visitem a cidade para ver as sakuras, espalhadas pelas margens do Rio Potomac. As mudas foram doadas pelo prefeito de Tóquio, em 1912, e hoje criam um espetáculo em tons de rosa. Este ano, o Festival da Flor de Cerejeira vai até dia 16, com desfiles, corridas, shows e apresentações da cultura japonesa, queima de fogos e outras atividades. Além disso, a cereja é a estrela de pratos de diversos restaurantes.

 

(Do Estadão).

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POLÍTICA

23 de abril de 2017 0

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Vamos falar a verdade – está mais do que comprovado que deputados, senadores e ministros pensam exclusivamente em sua sobrevivência. Para alguns, nem mais a reeleição está assegurada. O temor é o de poucos escaparem de processos e condenações. As articulações correm soltas, tendo como objetivo a “salvação” dos políticos envolvidos. E note-se, são de quase todos os partidos.

A decepção com eles pode ser vista na última manifestação no Parcão. Foram nitidamente menores as participações, apesar de sua importância. Pode-se levar em consideração a pauta muito difusa e talvez de difícil assimilação. O seu traço mais saliente, porém, se manteve no apoio à Lava-Jato e sua luta contra a corrupção. A meu ver, o lugar (o Parcão) é muito elitista à grande massa, para participar deveria vir de onde mora até o centro, tomar outro ônibus, pagando é claro, e sem o sanduíche de mortadela…

Só o que faltava, propostas de financiamento público e de voto em lista fechada, na qual você sequer sabe em quem vota e se elegem primeiro os caciques dos partidos, justamente os que estão no comando: os que queremos nos livrar. Já eles querem desesperadamente um foro privilegiado. Em outro país, provavelmente seria motivo de riso: NÓS ENTRAMOS COM MAIS OU MENOS 5 BILHÕES PARA PERDER O DIREITO DE VOTAR EM QUEM QUEREMOS. HÁ! HÁ! HÁ!

Por exemplo, um político envolvido na Lava-Jato seria protegido por uma posição vantajosa na lista, e teria sua reeleição praticamente assegurada. E os não escolhidos terão emprego em uma estatal ganhando só uns 30 mil por mês. Que decepção.

Fala-se em 5 bilhões num país em que as escolas estão em pedaços. Faltam vacinas e merenda mas quanto ao casal vilão do momento a mãe vai para casa cuidar das crianças. E como se sabe até os filhos vão ficar sem computador. Até a babá e a faxineira, o chofer, o entregados de compras, o carteiro, o garagista e os vizinhos serão revistadas para ver se tem algo eletrônico.

A ideia só poderia sair de Brasília. A prova da sua despreocupação é que cadeias confortáveis nem estão sendo projetadas. Quem sabe os 16 anos do Cunha os faça mudar de ideia, e passem a construir mais presídios.

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A GRANDE FRAUDE DO AZEITE II

22 de abril de 2017 0

 

O M. Restaurateur falou de azeite, uma de suas paixões, por uns 15 minutos enquando comíamos uma omelete as fine erbs, o melhor que já comi. Fazem isto uns 15 anos, a partir daí além de lhe mandar um cartão ás vezes passei a ler mais e procurar entender um pouco sobre o assunto. E quando encontro algo interessante, aproveito para republicar e enviar também aos colegas da confraria Bon Gourmet, que em setembro comemorou 40 anos. E também para ir informado, pois o RS é agora um produtor e há quem diga que é a “uva do futuro”.

Sempre me chamou a atenção que o Brasil, com 8 milhões de km² e umas dezenas de etnias, a maioria delas ligadas ao Mediterrâneo, e automaticamente ao azeite, não o produz. As únicas oliveiras que conheço foram plantadas pelo jornalista Flávio Alcaraz em frente à sua casa. É uma coisa curiosa, além dos kms quadrados que falei e das etnias que aqui se estabeleceram temos quase todos os climas, do tórrido nordeste às montanhas de Minas, do frio do Paraná e do nosso pampa…. ninguém plantava oliveiras. (CONTINUA)

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BOAS NOVAS

21 de abril de 2017 0

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O meu amigo Madruga Duarte encerra suas mensagens com um mantra “NÃO HÁ NADA QUE NÃO PODE SER MELHORADO”. Lembrei dele quando li sobre os novos táxis aquáticos de Paris. Não agridem o meio ambiente pois flutuam sobre as águas, não fazem barulho algum e são movidos a energia solar.

As cidades do mundo estão ficando cada vez mais populosas, e muitas usam a engenhosidade para aproveitar melhor as vias aquáticas. É o caso de Paris, onde um novo tipo de transporte está sendo testado.

O Sea Bubble, uma ideia de Alain Thebault, inventor e recordista francês de iatismo, é uma nova forma de táxi aquático que “voa” acima da superfície da água usando quatro “barbatanas” como asas.

- Na verdade, a ideia foi de minhas filhas – diz o inventor. – Elas me pediram que inventasse um táxi com emissão zero porque estavam cansadas de ver e ler sobre toda essa poluição.

Os Sea Bubbles são movidos a energia solar e têm espaço suficiente para quatro passageiros e um piloto, embora Thebault espere que, um dia, o piloto se torne desnecessário. Já nós aqui estamos em vias de suspender o Catamarã pelo assoreamento do rio. Só as chuvas que podem nos ajudar.

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ENTRE MONTANHAS

20 de abril de 2017 0

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São 19h45, e o sol se põe no Oceano Pacífico. Da margem nos chama a atenção a ausência da areia fina e a grande quantidade de cascalho, o que representa, para quem nunca esteve na região, o clima desértico costeiro. A estrada de pedregulhos nos acompanhará pelos pouco mais de 700 quilômetros percorridos em quatro dias de viagem.

O mapa mostra que estamos em um pontinho no extremo norte do Chile, um corredor entre o Peru e Bolívia (era da Bolívia, mas se meteram de pato a ganso numa guerra, o Chile ficou com a terra e anos depois lhe deu direito de tráfego). Apesar de pequena, essa região apresenta uma grande diversidade. É possível, em apenas 4 horas, sair do nível do mar e subir 4.300 metros até o altiplano, onde as temperaturas vão abaixo de zero.

Faça o trajeto sem pressa. Nas curvas do Deserto do Pacífico, quem reina é o sol forte e o céu azul-turquesa que contrasta com o marrom das montanhas. Em meio à paz e solitude do deserto, se revelam vales pontuados com o verde das plantações, onde podemos ver sinal de civilização em pequenos povoados. Em Codpa, por exemplo, há energia elétrica por apenas 2 horas durante a noite. E, quando as luzes se apagam, a magia vem do céu de tão estrelado.

A chegada ao altiplano é o ponto alto da viagem. Montanhas, picos nevados, vulcões, salinas que se apresentam como um tapete branco para os delicados flamingos viverem tranquilamente ao lado de lhamas e alpacas que habitam no local. E como se contemplar esse cenário cinematográfico já não fosse suficiente, ainda é possível se banhar e relaxar em termas naturais e praticamente exclusivas, já que a região ainda é pouco visitada por turistas. É claro que você vai sentir a altitude, ela afeta mais uns do que outros, e alguém sem dúvida vai lhe sugerir e vender chá de coca – mas se você acha que vai ajudar, o efeito psicológico ou você tem que tomar em baldes – o melhor é levar umas capsulas de glicose.

Além do espetáculo natural, há mais de 90 igrejas entre Arica e Parinacota, erguidas pelos colonizadores espanhóis entre os séculos 16 e 17. Elas vêm sendo reformadas aos poucos e têm grande importância para os moradores. Sempre simpático e bem receptivo, o povo faz questão de mostrar um pouco de sua cultura para quem visita a região. Abrem suas casas para hospedagem, preparam refeições com carinho e estão sempre prontos para contar uma história e… pedindo para visitar o motor home. Ficam deslumbrados com La Casita Andante.

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19 de abril de 2017 0

CENAS INIMAGINÁVEIS

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As cenas são pavorosas. Um dos vídeos mostra seguranças entrando no avião da United, arrancando o homem da poltrona e arrastando-o pelo chão; os seus gritos gelam a alma.

Nas imagens capturadas por um quarto aparelho se vê seu rosto ensanguentado, e se ouvem as suas palavras: “Me matem. Me matem. Apenas me matem”. O homem espancado e humilhado, um médico de 69 anos, foi escolhido aleatoriamente para, junto com outros três passageiros, para deixar o avião.

É certo que você já viu as cenas. Só na China foram vistas por 300 milhões de pessoas, e justamente a Ásia que gera quase 40% dos passageiros da United. E como o passageiro em foco é asiático, chinês provavelmente, espera-se uma rejeição maior dos asiáticos, e que os futuros passageiros só comprem na United quando as outras companhias estiveram lotadas, o que para nós que assistimos já é uma pequena vingança.

A Cora Ronái em sua página de quinta-feira, 13 de abril, relata a truculência policial e a passividade dos companheiros de voo daquele senhor maltratado. Salvo duas ou três mulheres que se manifestaram com real indignação, o resto ficou calado.

No dia após, o CEO da companhia não disse nenhuma palavra a não ser que estavam todos muito “upsetting with the event”. Nem uma palavra de desculpas ou pedido de perdão… mas as ações da empresa despencaram. O senhor mercado não ficou só “upset”, as ações perderam quem sabe um bilhão de dólares. O CEO da companhia ficará bem mais que “upset” quando os passageiros se reacomodarem nos assentos de outras companhias. Pelo menos é o que espero.

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A GRANDE FRAUDE DO AZEITE I

18 de abril de 2017 0

UM FLANEUR EM AIX EN PROVANCE

É bem possível que eu já tenha escrito algo disto, pois em 15 minutos me deram uma aula de azeite inesquecível. Bem, inesquecível é um exagero, sabendo que as “dicas” surgem quando menos se espera. Mas até hoje é certo. Eu estava fotografando (e passeando em) Aix En Provance, a ideia era fazer um slide-show, ali já moraram muitos artistas famosos e ainda moram outros, e cada um deles deixou a sua assinatura, e ali ficavam, sempre atraídos pela sua “luz”, mas o dia estava coberto e eu, claro de mau humor, logo hoje?? etc, etc..
Até que lá pelas 10h, para minha surpresa, começou a melhorar, eu dei de mão nas duas Nikons e não parei mais até as 3 da tarde. Aí reencontrei a Eliana e fiquei com remorso. Mas fotografia é uma atividade absorvente e solitária, com medo que as nuvens voltassem saí clicando desesperadamente. Naquele tempo, as máquinas ainda faziam click. A cortina subia e descia com um barulho próprio. Num teatro era uma vergonha, todos olhavam para o fotógrafo. Hoje se veem centenas de pontos de luz, mas ninguém reclama: são todos cumplices.
Para aumentar o meu remorso, minha mulher tem horários para comer, elásticos mas tem, eu sou o oposto, se ocupado vou em frente. Ela é mais prevenida, quando me vê com máquinas, disfarça, para numa lojinha e leva umas barrinhas, umas nozes, etc.
Bem, saímos caminhando, em Aix En Provance restaurantes é o que não falta. Estramos num deserto, eram quase 4 horas e só havia um homem de branco como os seus cabelos, com um avental e pratos e talheres de quem havia acabado uma refeição. Ele levantou e veio em nossa direção, eu me dei conta pelas luzes quase apagadas que o restô já havia encerrado. Nos cumprimentamos e lhe falei o óbvio, pardon monsier, je sui desolê, não quero incomodar, não me dei conta que o restô já havia encerrado. E ele como francês educado disse: desolê se moi por não poder atende-lo, a cozinha já fechou. Mas, se for uma coisa rápida eu mesmo faço em minutos com prazer. E eu que não esperava tanta gentileza respondi obrigado, etc, aceito se o senhor tomar um copo de vinho conosco, ele também ficou surpreso. A história continuou com desolê pra cá, desolê pra lá, e na Provance é claro que se falou em azeite, ou melhor, ele falou e eu ouvi.

(segue)

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TODOS INOCENTES

17 de abril de 2017 0

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Antes de ter o blog eu desconfiava um pouco do que lia nos jornais, das listas e das pesquisas. O tempo foi me ensinando. Hoje eu não saberia como enumerá-las por ordem de importância. O que eu tenho certeza é que você já as leu e concorda comigo: que os que as pronunciaram são todos inocentes.

-Estou surpreso com a notícia da inclusão de meu nome.

-Todas as doações feitas para minhas campanhas foram oficiais.

-Sou o maior interessado no esclarecimento de toda essa situação.

-Só irei me manifestar quando tiver acesso ao teor das delações. (modo de não saber quais foram as descobertas)

-As afirmações são mentirosas.

-Confio na justiça do meu país.

- O citado não foi localizado.

- As doações empresariais sempre respeitaram as regras eleitorais

- Não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou com os seus dirigentes.

-As doações foram devidamente registradas junto ao TRE.

Parece um banco de cordeiros, com ilibada reputação, incapaz de cometer qualquer desvio. Esquecem que estamos cansados de saber de que são capazes de tudo para se manter no poder. Precisamos é eliminá-los de vez da vida pública.

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MARROCOS

16 de abril de 2017 0

Se em suas andanças pelo sul da França ou pela Península Ibérica você estiver pensando em dar um pulinho no Marrocos, parabéns, acertou na escolha. O país está ali do ladinho, e tem uma carga de exotismo que adiciona mais sabor a qualquer viagem. O problema é que passar algumas horas em Tanger não vai resolver a sua curiosidade. É possível até que esse passeio estrague o destino para sempre, porque Tânger é muito conturbada, a começar pela chegada. Talvez não haja tempo para desfazer a primeira impressão até o fim do dia. É a única cidade do país que eu não recomendo a ninguém. Aliás, não sou só eu, é um dos chamados “black points” do turismo na região.

O Marrocos merece uma viagem mais tranquila, que pelo menos inclua Marrakesh. De todo modo, saibam que não existem voos de Portugal a Tânger. É preciso pegar um ferry-boat na Costa da Luz espanhola, perto de Algeciras. Embora o trajeto ideal, que já fiz e recomendo, é a ida por Gibraltar, que é um pedaço do Reino Unido encrustado no sul da Espanha.  Sm querer interferir nos seus planos, mas acho que se você ler sobre a história da região e dali for ao mágico Marrocos vai gostar muito mais de ambos.

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CONFRARIA

15 de abril de 2017 0
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Um dos nossos assuntos dos sábados no mercado é sempre comida. O lugar já é um estímulo, tanto que deixamos de nos reunir em lugares com estacionamento mais fácil, ar condicionado melhor, etc. Mas o Mercado é o mercado e ponto. Os assuntos são diversos, mas, como falei, o mercado nos estimula a falar do que vemos: comida.
Estes dias alguém defendeu a comida étnica, outro disse que ela é quase sempre feita de sobras. Outro referiu que lembrava com saudade o arroz de china pobre que comia quando veio estudar em Porto Alegre e vivia numa república. Ora! Todos sabem que ele é feito com o que se encontra na geladeira. Um terceiro, chegado a artes marciais, rindo, disse que adora comidas que possam ser fatais (rins, ostras, cogumelos) e até citou aquele peixe venenoso de nome complicado que alguns japoneses fazem sushi.
Mas as conversas andam mudando. Aliás, hoje tudo está mudando. A palavra do momento em culinária parece ser “sustentabilidade”. Esta parece ser a visão de pessoas que passaram recentemente a se preocupar em ter uma “política de compra” diferenciada.
Parece não estarem ligadas ao sabor, mas ao processo de produção, no que se passa lá na fazenda. E entra na preocupação a forma em que o alimento foi processado ou transportado, e se vem de lugar próximo ou do outro lado do mundo. Até algum tempo atrás, falávamos com a maior naturalidade de “confit de canard, trufas do Piemonte e patê de foi”. Agora, alguns anos depois, quarenta para ser preciso, na Bon Gourmet, o assunto costuma ser o de sempre: sabor e preparo.
Mas se a responsabilidade dos que cuidam da reunião mensal está clara, a dos que cuidam da cozinha parece ser limitada à capacidade de escolher o fornecedor. O papel da gastronomia passa pelos chefs, que não escolhem apenas os produtos, mas também determinam o que fazer com eles. E assim se passaram 40 anos…. Bem, na reunião de março, dois experts recriaram a inesquecível festa de, ou jantar da, Babete. Lembram?
Mas o nosso Capo, na reunião de abril, teve a brilhante ideia de esquecer por um tempo as observações de Berchoux, o criador do termo “Gastronomia Moderna” e os ensinamentos do Monsieur Brillat Savarin e voltar aos nossos primórdios: a carne assada. E acertou em cheio até por ter o melhor assador que conheço, e o único que aprendeu na Suíça. Falo isto há muito tempo. Ele e o ex-membro da confraria e sempre bem-vindo Carlo Bicchieiri tinham filhos pequenos, moravam em apartamentos e no fim de semana iam ao Veleiros e me levavam junto. Enquanto estávamos abrindo alguma garrafa, as crianças brincavam e o Marcelo preparava as brasas. Dentro de algum tempo, ainda molhados, nos sentávamos na mesa e o assador apresentava 4 ou 5 tipos de carne, prontas ao mesmo tempo e todas ótimas, e sem as clássicas culpas… ao açougueiro.
Pois bem, o Pipi com este gesto nos fez voltar às nossas origens e foi a janta mais alegre que tivemos, todos gostaram. O fato de nos levantarmos para a salada ou para mais um pedaço de carne fez que mudássemos de lugar, mudando os papos e as companhias. A confraternização foi ótima. Parabéns ao Marcelo Patissíer, ao Armando Fonticelha e ao nosso Capo
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