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A caminho das Índias

27 de setembro de 2016 0

curiosidades-sobre-a-india-6

Frequentemente, falamos aqui nos blogs sobre a Índia. Quase sempre das suas religiões e de seus problemas, mas a Índia está mudando. É claro que não se muda, de uma hora para outra, um país que tem mais de um bilhão de pessoas, 17 idiomas oficiais e uma área quase semelhante à nossa, que vai do frio dos Himalaias ao sul tropical (o sul deles é mais ou menos onde passa o nosso Amazonas – entre os paralelos 5N e 20S).

Os caminhos da Índia são um destino exótico e intenso. Berço de deuses e coberta por quatro milênios de história, a Índia combina o antigo e o moderno, a ostentação e a simplicidade, o sagrado e o profano. Sem dúvida, você vai precisar de mais de uma vida para conhecer a Índia e seus quatro mil anos que falamos. Dividida em 28 estados numa mistura exuberante de palácios que invadem os olhos em qualquer esquina. Sempre penso na Índia não apenas como um destino de viagem. É o destino em si.

Nova Déli é a capital, e o retrato do que significa ser um país milenar em um mundo conquistado pelo novo, arranha-céus e sadhus (homens sagrados por sua vida completamente desapegada dos bens materiais) contrastam entre si, alguns vestidos de cor laranja, outros nus (verão e inverno) cobertos de cinzas. Complexos industriais modernos e feiras livres onde se veem serpentes encantadas por flautas. Hotéis globais vizinhos de restaurantes de dois séculos. É o lugar perfeito para aterrissar e, de olho no mapa, comprar seus tíquetes de trem para rodar o país. Mas saiba de uma coisa: o verão por lá não é para amadores. Evite os meses de maio, junho, julho e agosto, no sul especialmente, quando as temperaturas chegam a 45ºC.

Mombay ou Bombay, se quiser, é a maior cidade da Índia, mais conhecida no Brasil pelo antigo nome Bombaim, é o mais bem-acabado reflexo da colonização inglesa. Tem prédios vitorianos, clubes de críquete, drinques em decks para o mar e ônibus vermelhos de dois andares. Mas não espere a fleuma britânica pelas ruas. Lá estão também grandes favelas e a melhor vida noturna da Índia. Além disso, a cidade é a sede da rica Bollywood, a gigantesca indústria cinematográfica, a maior produção de filmes do mundo (sim, mais filmes lançados por ano do que em Hollywood) para consumo próprio – são filmes para nós ingênuos e legendados em 17 idiomas. Continua…

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De um gaúcho voluntariamente expatriado, mas leitor do nosso blog, recebo uma postagem pessoal que diz:

27 de setembro de 2016 0

Meu caríssimo amigo,

 

Teu procedimento de segurança é mais que louvável em razão das notícias que temos daí da nossa querida Porto Alegre e das demais cidades desse louco país…Na verdade de muito tempo para cá os “custodiados” somos nós…

Os meliantes, de todos os escalões, mantêm-se soltos e nós que nos cuidemos, posto que enquanto geram esta insegurança poucos têm tempo para pensar e aceitam como válido até o argumento de que as propinas na Petrobras eram só os 3%, ou, pior, que o Grupo Schaim ganhou um contrato de 1 bilhão e seiscentos milhões de dólares em troca de um mísero empréstimo de 12 milhões de reais…Aí é subestimar demais a nossa compreensão dos fatos, mas ninguém vê isto???????? Se para um mero diretor sem grande expressão foram 100/200 milhões de dólares, quantos não foram para os chefes? E ninguém da imprensa trata disso…

 

Fernando

 

Ele, sem dúvida, sabe das coisas. Mas como não o consultei, vou colocar só o primeiro nome.

 

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AquaRio já está para peixe

26 de setembro de 2016 0

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É inegável que o Rio de Janeiro, nossa vitrine, foi beneficiado. O Brasil todo ajudou e vai continuar ajudando a pagar, mas revelou, inclusive, aos cariocas, um pedaço da Baía de Guanabara que há muito tempo havia sido escondido pelo “minhocão”. Ali mesmo, na Região Portuária, já é possível também “mergulhar” em milhões de litros d’água, sem se molhar.Já estão no aquário que o Rio ganhará em 9 de novembro, filhotes de tubarão, moreias, arraias, lagostas, baiacus e boa parte das 350 espécies que vão povoar o local.

Após os atrasos de sempre, a inauguração foi adiada por quase seis meses. Os 28 tanques já começaram a receber os animais. Também já está montado o enorme esqueleto de 13 metros da baleia jubarte. Após um ano de limpeza, ela, do fundo do oceano, ganhou lugar de destaque: está suspensa sobre a entrada do prédio.

— Todas as obras estão prontas. Estamos agora na fase de equilíbrio biológico, diz o diretor. Para isso, introduzimos bactérias e, aos poucos, alguns dos peixes que ficarão em cada tanque. Irão liberando matéria orgânica e as bactérias vão fazendo a decomposição, construindo, assim, o equilíbrio do ambiente.

Mesmo faltando pouco para a inauguração, já é possível ter ideia do que o visitante vai ver. E quem vem dar as boas-vindas são as moreias. Elas ficam num recinto dedicado apenas aos seres marinhos perigosos.

Caminhando um pouco, se chega a um tanque onde há um globo de acrílico transparente, onde o público entra e pode ver um cardume nadar ao redor de suas cabeças. Depois, dois outros tanques roubam a cena. São reproduções dos mares do Caribe com corais e peixes das mais variadas cores.

Para a parte final da visita, o melhor foi reservado. Um tanque de 7 metros de profundidade e 500m² de área. Por este enorme aquário, passa um túnel de acrílico por onde as pessoas vão caminhar.

Também será lá que os mais entusiasmados vão poder nadar com tubarões. O mergulho só deve começar a ser oferecido em 2017.

A ideia de 50% da população brasileira de alimentá-los com algumas figuras expoentes de Brasília já não foi aceita por seus pares.

 

Referência: http://oglobo.globo.com/rio/tanques-do-aquario-que-abrira-em-novembro-ja-estao-cheios-de-animais-20006485#ixzz4J7Ug0nmf

 

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Os poetas e artistas têm razão: a Cornualha é linda

25 de setembro de 2016 0

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No ano passado após a publicação da postagem da cidade da Agatha Christie, me perguntaram sobre a Cornualha, este ano já a citei em outro post. Eu também achava o nome curioso, lá não significa nada e como falei, nunca havia ido até lá. Antes disto, porém, no sentido de conseguir informações mais personalizadas, liguei para amigos viajantes e fiquei surpreso; nenhum deles havia estado lá.

Portanto, fui ao tio Google e ele me disse que: Cornwall, é um condado que fica no sudoeste da Ilha principal. Tem uma população de uns 500 000 habitantes. Nome tradicional é Ducado da Cornualha, sendo que ser “Duque de Cornualha” é um dos títulos do herdeiro do trono, mas sempre que se fala isto, alguém dá um sorrisinho…

A Cornualha portanto, é parte da área céltica da Grã-Bretanha. Gostei tanto do que li que exatamente um ano atrás passamos o mês de setembro lá.

Hoje, a sua economia depara-se com o declínio das atividades mineiras e da pesca, tendo-se tornado, cada vez mais, dependente do turismo. A área é conhecida pelas suas paisagens, e pelo seu clima ameno. Acho que quando falam em ameno, falam para europeus.

A Cornualha é considerada uma das seis ‘’Nações Celtas’’. O condado mantém a sua identidade com a sua história e língua, o córnico.

Ali se encontram inúmeros castelos, residências e jardins fascinantes para visitar também cativantes cidades no litoral. Alta qualidade em bares acolhedores e restaurantes de chefs renomados. Não se esqueça das especialidades regionais: como o pastel da Cornualha recheado com carne e batata e eles colocam creme de leite. E não deixe de assistir a uma peça de Shakespere no teatro localizado ao lado do penhasco. É ao lado dos famosos cliffs, está assentado dramaticamente na faixa litorânea.

Dizem também que seu deslumbrante litoral é, ao mesmo tempo, um cenário maravilhoso e eu voltei achando ser a sua principal atração.

Cornwall, com sua luz e paisagens tem sido o lar de artistas, e você encontrará galerias e estúdios em todos os lugares.

St. Ives, por exemplo, abriga uma filial da Tate Galeria, assim como um Jardim de Esculturas.

Olhar vitrines e fazer compras são atividades corriqueiras. Sendo assim, você não se decepcionará. Utensílios domésticos “vintage”, cerâmica, arte e artesanato – tudo ao seu alcance!

Você poderá passear e aproveitar as lojas e butiques independentes em pequenas cidades e vilas de pescadores. Não há um só shopping em toda a região.

Castelos, catedrais e museus são outras atrações da Península. E todos ficarão animados com uma viagem até o ponto mais ocidental da Inglaterra, The Land’s End, O Fim da Terra (para os que falam português), Finistere para outros, e Finimundi para os italianos.

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O Japão, os japoneses e Gaigin’s (estrangeiros)

24 de setembro de 2016 0

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Bem, ontem eu ia contar uma estória de um mico. Acabei terminando a postagem com outra e hoje de manhã, quando liguei as máquinas, já havia uma gozação do Marcos Abreu e um outro perguntando se um senhor chamado Alzheimer morava aqui perto.

Bem, a estória é um pouco antiga. Eu andava pelo interior do Japão, muito agradável e seguro, mas complicado de se fazer entender, especialmente se você anda de ônibus e não tem o endereço que você quer escrito em japonês. Se você é jovem e tem cara de jovem e eles supõem que és estudante. Todos procuram ajudar, param terceiros na rua para ver se se entendem, etc. E eu andava de Riocan em Riocan (os albergues). E na rua quase sempre nós procuramos outros ocidentais, que todos sabem aonde moram.  Eu procurava amigos meus que me abrigariam por uns dias, como de fato fizeram.

O que mais complica é que as casas não têm o número sobre a rua. O que têm número são os quarteirões, mas nós não sabemos como funciona. Aprendi depois que tudo se resolve se você souber onde é o “servidor de comida”. Como trabalham muito, poucos cozinham em casa e preferem receber do entregador a janta. Ele, obviamente, conhece a todos os clientes e moradores.

Voltando a minha odisseia, eu já caminhara bastante e com uma maleta leve, mas maleta, tive a atenção de todos, mas só atenção não resolvia meu caso. Era verão, mas começava a escurecer e pela cabeça da gente começam a passar sempre as piores coisas, apesar da absoluta segurança do país.

Sentei em um banco, desolado, sem saber bem o que fazer, quando levantei os olhos e vi uma moça bem vestida de olhos puxados e pedi, por favor, se ela conhecia a rua, fulano de tal e o número, mostrei o cartão, etc. Ela pegou o papel, identificou o lugar rapidamente e me respondeu em bom inglês. Entendi bem, agradeci e disse: posso lhe fazer uma pergunta? Ela respondeu: sim, claro, mas ficou surpresa. Eu disse então: como é que você fala um inglês bom e tão fluente? E veio a resposta: é que eu sou americana, estou aqui aprendendo japonês.

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FOTOGRAFIA - PARTE III

23 de setembro de 2016 0

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Pense bem antes de assumir compromissos profissionais, há grandes dúvidas, muita coisa para ver e para escolher. A sua curiosidade é grande mas é preciso paciência, o lugar é novo mas o que você quer pode demorar a acontecer ou enfrentar uma semana de chuva.

Lembrem também que hoje as fotos viajam rápido com um clique no computador. As agências de fotografia colocam a disposição do cliente centenas, milhares de boas fotos, muito boas. Situações mais comuns como aqueles telefonemas do passado: preciso de uma foto de um beija-flor ou de uma borboleta azul, você sabe que tem? Hoje existem prontas… feiras, praças, trânsito, Natal, idem, idem.

Nas grandes cidades se compram disquetes com 200 fotos por 10 ou 20 dólares e as agências de publicidade sabem disto melhor que nós, e ainda vem liberada dos direitos, veja a diferença, uma foto de uma reunião de escritório por exemplo exige 7/8 indivíduos que estarão ganhando um cachê e que assinaram a venda da sua imagem para aquela cena, só para aquela e por um tempo determinado.

Mas há também surpresas. Um dia recebo a comunicação de uma venda: 8 fotos na Coréia só que a imagem dizia eram valores os números das fotos e shipyards (estaleiro). Ora! Eu só me lembrava de visitar um estaleiro em Taipei (que não é Coreia), na época mas lembrava que não tinha feito um só click pois o tempo estava péssimo, muito menos 8. Reconhecendo que a minha organização não era grande coisa fiz um fax para NY (você lembra o que era um fax?)  Bem no dia seguinte vem os números das fotos etc, etc.

Eram minhas e haviam sido feitas nos fundos da minha casa no Estaleiro só eu havia ido a pedido do Sr. Renato fotografar o lançamento de um pequeno navio e mais dois ainda em obra e em diferentes etapas de construção. No chão umas correntes longas e pintadas de cores que indicavam a sua resistência.

Pedi ao Sr. Renato, um dos diretores, voltei no dia seguinte e fiz várias fotos. Fui a pé e levando o cachorro, ou seja, algo descompromissado.

Nunca imaginei que um ano depois fossem vendidas no outro lado no mundo.

Portanto, se você achar que vai caminhando de mãos dadas com a sua paixão e as fotos aparecem por encanto, esqueça. Além disso, conhecendo o Brasil de hoje, quanto tempo você acha que resistiria com um tripé uma sacola de câmeras sem um pit bull numa rua de Porto Alegre?

Lembre-se na nossa rodoviária roubam até cadeirantes (estava no jornal a foto feita com um telefone, é claro).

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EUA

22 de setembro de 2016 0

Williamsburg

Uma nevasca fora de tempo que nos fez parar, ou seja, uma esperada neve extemporânea mas anunciada pelo Cleo Khun deles. Estávamos em Cape Cod – que recomendo a todos – é na Costa Americana do Atlântico, acima de Boston, onde chegaram os peregrinos. O May Flowers, a religião protestante e a vontade de trabalhar e de construir um país, mas McDonalds? Starbucks? Nem pensar. Só se você se afastar uns 4/5km, aí encontrará um shopping (lá é Mall), com tudo que você quer, e até o que nem havia pensado. Conservação lá é levada a sério; muito sério. E segue o mesmo padrão das pequenas vilas do norte da Europa. A vila era assim e assim ficará.

Uma outra, chamada Williamsburg, onde estive há anos e não tem nada a ver com a Nova Inglaterra, é ao sul da capital Washington. Também ali chegaram pioneiros. Mas o assunto conservação, autenticidade, preservação, chamem como quiserem, vai a um nível jamais visto por mim.

O centrinho antigo, o núcleo do bairro, não foi (nem será) mudado em nada a ponto de não ter asfalto, paralelepípedos e nem um tratamento anti poeira. Só circulam por ali diligências e belas carroças. Bares e restaurantes não usam gás, só fogão a lenha (luz elétrica nem pensar) e as pessoas que trabalham ou entregam compras ou cartas, etc, usam roupas da idade que a vila foi fundada e construída.

Já num círculo maior, que provavelmente foi sendo desenvolvido anos depois, já estabelecem um índice de modernização maior, por exemplo, carros antigos e as diligências andam sobre um piso de pedras, e já têm ônibus (também vintage). Garçons, atendentes de loja, choferes, colegiais e professores se vestem com o estilo da cidade e já têm o conforto de geladeira, fogões a gás, etc.

Já no 3º círculo, volta a ser uma cidade americana como muitas outras, com limites na altura dos prédios, quem sabe do tipo de arquitetura, mas já se veem propagandas do KFC, fried chicken, Coca-Cola, motéis conhecidos, ônibus urbanos, troleys, e muitos outros.

Porém, o centro e o centrinho são intocáveis. O pequeno bairro não terá, em hipótese alguma, uma nova casa, nos terrenos desocupados os moradores plantam suas verduras e suas flores.

 

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FOTOGRAFIA - PARTE II

21 de setembro de 2016 0

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Caros blogueiros, o número de perguntas e de curiosos me surpreendeu. Eu não imaginava que a profissão ainda tivesse tanto apelo mesmo depois da Fuji, Agfa e Kodak terem sumido, aliás, quase todos os grandes fabricantes de câmeras de hoje não tinham feito um click a 10 anos.

Estou tentando fazer respostas mais explicativas pois para minha surpresa o assunto despertou a curiosidade e o interesse de muita gente. Numa época de desemprego e inflação muita gente quer uma atividade paralela ou um bico para ajudar na ração do cachorro, “um freela” no jargão fotográfico.

Mas leve em consideração também que a fotografia baixou muito seus custos e os nossos ganhos, não tendo mais filme e impressão, não tem mais o custo do laboratório, ampliação e também menos empregos em laboratórios mas com muito mais gente fotografando, mas muito poucos imprimindo, e como as fotos “de telefone” estão cada vez melhores, mais fáceis cada vez mais gente fotografa mas ter lucro com fotografia é hoje bem mais difícil.

E eu não sei onde isso vai terminar não só na fotografia mas em todos os campos de atividades as mudanças estão acontecendo muito rapidamente. No Brasil com a roubalheira generalizada que lemos todos os dias que os políticos quase sempre são os mesmos e, para surpresa, reeleitos. Muita gente pensa duas vezes em se estabelecer e cada vez mais optam por um concurso público. Antes de abrir um negócio fotográfico, um Studio no caso dependo de muita gente. Tente antes algum nicho que você se de bem, regatas, fotos de crianças em parques era “mamão com açúcar”. Hoje também deva ser, a mãe sempre compra mesmo que a criança tenha saído nessa com os pezinhos tortos e um olho para cada lado. Uma amiga minha, boa fotógrafa encontrou um nicho ótimo, fotografava mulheres gravidas seminuas valorizando o barrigão. As fotos eram ótimas, algumas intimas é claro só não sei como funcionava a profissão.

Como é que ela encontrava tantas gravidas para fotografar ou tantas gravidas descobriram que ela era boa na especialidade?

Voltando para fotografia de viagem, você é um viajante ou um sonhador? Lembre-se que basicamente a fotografia é uma atividade solitária, a luz, a inclinação solar faz que as vezes você espere horas por algo que acontece…ou não.

Se tens uma companhia o olhar é outro e a paciência menor, por exemplo tem uma foto da Ponte do Guaíba com parte das pontes que o Leonid Streliaev fez que levou anos indo e voltando até conseguir o que queria. Na minha sacola além de um livro, ainda tem um stiker distribuído pela agencia escrito “Lembre-se você não está em férias pagas”.

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Semana Farroupilha

20 de setembro de 2016 0

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Eu no ano passado escrevi este texto, e foi para a gaveta:

Qpuando de volta assei pela verdadeira Beira Rio, a Semana Farroupilha tinha terminado, os galpões já estavam sendo desmanchados e guardados para o ano que vem. Em 2016, deverão aumentar os piquetes e o nosso orgulho. E cantaremos mais vezes o nosso hino. Todo ano nós, os “cola fina” da cidade aprendemos um pouco mais.

No ano anterior, haviam sido publicados, por Luiz Roberto Dalpiaz, oito símbolos ecológicos e culturais do nosso Rio Grande. São estes que seguem e dos quais também me orgulho embora nunca tenha vestido uma bombacha (por respeito, em mim ficaria uma fantasia. E bombacha é uma coisa séria). São os símbolos:

*A árvore é erva-mate;

*A bebida é o chimarrão;

*A ave é o quero-quero;

*O animal é o cavalo crioulo;

*A planta medicinal é a marcela;

*A escultura é o Laçador; (seriamente ameaçado pelo gauchito uruguaio que agora está no centro do Parque Farroupilha)

*O instrumento musical é a gaita;

*A flor é o brinco-de-princesa.

Esta última escolha me intriga um pouco. Com todos os nossos feitos e glórias em guerras e revoluções, com o nosso linguajar de carnívoros com bons dentes, como escreveu Érico Veríssimo, a nossa flor símbolo ser o brinco de princesa. Me assusta um pouco. Já ouvi tentativas de explicação dos gaúchos de verdade (os da Campanha) que ela representa a delicadeza com as prendas, o respeito à natureza, sua beleza e várias etc. Mesmo assim, algumas coisas me assustam um pouco. As gozações injustas e defensáveis são várias. Sobre a valentia sobre porque acordamos tão cedo… Mas uma me atemoriza mais: e se o “macaco” Simão da Bandeirantes descobrir? O programa dele vai de Norte à Sul e de Leste à Oeste. O que fazer? Caga-lo a pau ou repetir outra vez “Que sirvam nossas façanhas, de modelo…a toda a terra…’’

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Queenstown – Nova Zelândia

19 de setembro de 2016 0

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Ao sul, a outra ilha de clima ainda mais frio, fica um dos principais destinos do país. Queenstown, ladeada por montanhas e às margens de um lago. Após subir na Sky Gondola que leva os visitantes a um morro de 450 metros de altura, de onde você tem uma vista estupenda e poderá descer de várias maneiras: de carrinho ladeira a baixo ou a pé, se deliciando com o panorama ou ainda de bicicletas emprestadas.E como você sabe, para baixo todo santo ajuda.

Você não poderá dizer que conheceu Queenstown se não for à ponte do Rio Kawarau, berço do bungee jump (um esporte que nunca entendi) e se jogar lá de cima esperando que os tornozelos aguentem.

Quando eu era pequeno, bem pequenininho, se dizia na “sera” que programa assim era para quem tinha mãe na zona e pai na cadeia. Mas hoje tudo mudou e nem posso pensar nisso, pois os pais do Kiko Hein são amáveis. Esses dias ele fez um vídeo de si mesmo pulando justamente do rio onde o esporte nasceu.

É importante que se diga que nunca houve acidente algum. Os padrões de segurança na Nova Zelândia são absolutamente confiáveis. Não sei quanto tempo dura o salto no vazio, pois segue-se despencado e voltando várias vezes das alturas, o suficiente para você pensar: o que vim fazer aqui? E você escolhe se quer que a sua cabeça encoste na água ou não.

Se você gostou, reserve desde já para a próxima “indiada”. E ainda tem uma mais alta, é um edifício de nome complicado (Burj Khalifa), de 828 metros de altura. Fica nos emirados, em Dubai, é claro.

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