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E o Bruno cozinhou

28 de julho de 2016 0

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“Panelas, utensílios, ingredientes, receitas e muita criatividade recheiam a Confraria Bon Gourmet. Esta tradição vem sendo mantida pelos confrades que a integram. Em encontros especiais, cada um deles se esmera para oferece ao grupo e a convidados sofisticação, requinte e qualidade a mesma.

Um algo de dar inveja não apenas pelo sabor e apresentação dos pratos que são elaborados. O clima de amizade, descontração e bom papo contribui para temperar esta história, resgatada através de sua ata de fundação, através da palavra de seus fundadores e da perseverança ano a ano dos princípios básicos que lhe deram origem. ”

 

Isso foi escrito para o livro que comemorava os 32 anos, quem nos dirigia era o Romualdo Skowronsky mais um, nome complicado mas que gestou um belo livro, vamos agora para o quadragésimo ano comendo bem e “sem estrelismos”. A prova disto é que somos mais ou menos os mesmos, a rotatividade é pouca, raramente temos uma vaga por que a nossa constituição estabelece um número e regras que são seguidas.

O mais novo confrade cozinhou pela primeira vez na janta de 7 de julho. Foi o Bruno Bertshinger. A primeira é sempre aguardada com um pouco de ansiedade especialmente pelo novo membro. Não é por eventuais problemas mas uma coisa é cozinhar em casa, com uma assistente e outra é com mais de 20 curiosos no salão e que a cada 20 minutos entra e sai alguém da cozinha até para se certificar que não está havendo uma tele entrega.

No caso do Bruno os aplausos foram sonoros e falaram por si, ele buscou uma receita de “lasanha” de uma vozinha alemã. Eu até trocaria a nome pois nada tinha a ver com as dos meus Patrícios do Norte do “Meridione” ou do Sul da “Bota”. Mas quem intenderia lasanha escrito em alemão? Outro dos seus pratos aplaudidos foi uma sobremesa também com gosto de avó. Um sabor de maça como os que sentia vazar do forno da nona quando criança. Aliás esta ligação com a nona dos grandes músicos nunca intendi bem, sempre com a nona seja de Beethoven, Bach ou Brahms. Por que sempre esta atração pela nona? Do Bruno eu nem desconfiava.

Como já estou salivando a próxima, me preocupou no café da manhã uma notícia que a produção Rio-grandense de maça caiu quase 40% e no Brasil 54%. Portanto a falta do produto pode estimula-lo a repetir a receita fazendo uma apple strudel de banana. Com o talento do Bruno tudo é possível.

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Comida de rua agora é embarcada

27 de julho de 2016 0

 

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Lendo os jornais do centro do país vejo que os food trucks realmente vieram para ficar. Comecei a frequenta-los ano passado no Hawai pois não há como não gostar de comer cedo a noite como fazem os americanos, ainda com luz natural em recantos gramados com brisa e todos falando com todos. Além disto comíamos bem gastando bem menos. Muito menos. De volta a casa passei a busca-los. Aqui é bem diferente pois mesmo de dia olhamos em volta bem como diz o gaúcho, um olho no assado e outro no gato.

O gaúcho sempre foi apaixonado por comida de rua mas havia um certo preconceito. Hoje isso vem mudando e as pessoas já estão conscientes de que na rua é possível comer tão bem como nos restaurantes. O produto em si é ou poderá ser o mesmo, o que não se desfruta é o ar condicionado, as toalhas de linho e os talheres de melhor qualidade. Os programas quando reunidos oferecem ainda atrações culturais que fazem parte do Truck Food Shows.

A verdade é que a comida de rua está cada vez mais próxima de nós. Na Caxias do meu passado era imperdível o cachorro quente de saída de bailes, o vendedor que carregava um conjuntinho de aquecimento a carvão de metal polido. Transportava as salsichas, esquentava o pão tudo no mesmo conjunto, mas a mostarda vinha sempre pendurada na alça da cesta, uma cesta com o abastecimento: pão de reserva, as salsichas para reposição e como era bom.

Os anos foram passando e já em Porto Alegre tive um primeiro contato com um dos precursores o Zé do Passaporte. Fiquei freguês e me tornei amigo, aliás o nome ainda não era este, no caminhãozinho estava escrito “passaporte para o inferno” o nome não era estimulante mas tem que lembrar que geladeiras moveis não existiam mas no caso do Zé havia uma vantagem: era perto do Pronto Socorro. Lembro da festa que ele fez quando o prefeito lhe concedeu o alvará, foi quando conhecemos sua 2ª esposa. Comprou até um caminhãozinho mais novo. Morava numa boa casa subindo a rua Protásio numa travessa a esquerda. Ele vivia com uma bela mulata mas a Julieta nunca foi esquecida. Em papos ele falava algo sobre sua paixão pela nova companheira e a seguir dizia. Mas molho como o da Julieta ela não faz.

Para começar com hambuger. Como vocês podem ver comida de rua era uma novidade e é também um bom negócio. Segue.

 

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Touradas e hamburger

26 de julho de 2016 0

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Na semana passada com o fim de semana de touros na Espanha e especialmente a de San Fermin em Pamplona telefonou o Armando Fonticelha, como todos os anos, para que fossemos ver os “melhores momentos” gravados e selecionados por ele. Sempre discuto os tais “melhores momentos”. Melhores visto por quem? Certamente não pelo touro, mas sabendo que ele fica até as 4 as vezes 5 da manhã acompanhado só por algumas garrafas de tinto. Como não ir? O “messier Armandô” de descedencia espanhola gosta de touradas e nós tupiniquins gostamos da sua cozinha. É um cheff dos bons, mesmo sem diploma impôs sua cozinha pela qualidade. As discussões sempre se acirraram, em parte pelo vinho. E como já disse, torço pelo touro, sempre. Reconheço a coragem e a habilidade dos toureiros, até invejo quando levantam os braços com a lamina nas mãos sob o “traje de luces”, devem ter uma barriga de tanquinho.

A verdade é que torço pelo touro que é o único que vai para a arena mais ou menos como os empreiteiros vão para Curitiba; conduzido. Outros não e ainda pagam para ver a maestria ou se preferirem a selvageria são os que querem ver sangue de qualquer um. Quem se mete em esportes radicais como toureiros, alpinistas e esquiadores ao meu ver não tem direito a queixas (eu mesmo tive um acidente grave na curva mais veloz de Interlagos e nunca piei, a foto foi publicada aqui pelo Bird Clemente e nunca me queixei) Se eu colecionasse selos ou caçasse borboletas certamente não teria ido parar no Hospital de Clinicas na madrugada de um sábado de chuva.

Além da companhia do Armando outra razão são o bom papo e os vinhos de qualidade e frequentemente “uma porqueta” que ficou no seu forno a lenha umas três ou quatro horas. São alias vários fornos é que no Natal uma boa parte da zona Sul festeja com o porquinho do Armando.

O Armando é reconhecido cheff portanto estranhei quando ele disse que não havia preparado nada. É que ele agora vovô, passa a tarde olhando para o neto inglês e babando no Skype…

Achamos que viria uma pizza do vizinho foi quando o João Nadir outro que tem sangue espanhol disse: vamos buscar um hamburger do Nono da Otto, e já foi dizendo. O dono é também o chapista e morou na Irlanda um ano e meio e agora está ali. Trouxe a formula de lá além de ter feito um acordo com um frigorifico e só faz hamburger de costela, da carne coladinha no osso e de Angus. Ora! Todos da roda ficaram surpresos pois como sabemos os molhos e temperos do Reino Unido são uma gozação, há até um blá blá blá, diz que os britânicos tornaram colonizadores e piratas só para fugir da comida inglesa. O Armando sempre muito rápido falou e disse: se vocês não gostarem eu pago tudo sozinho.

Bem, já ultrapassei em número das batidas o que me autorizou a minha atual assistente: a simpática Camila. E acordos são acordos. Amanhã vem a Hamburger Story

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Sobrinho de Lula é morto

26 de julho de 2016 0

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Sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio, Marcelo Rúbio Lima Gomes, “o Pernão”, de 36 anos, foi assassinado a tiros em uma festa. O autor do crime seria Marcelo Machione Mendes Faria, o Marcelinho, que fugiu. O homicídio aconteceu no distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá.

No local acontecia uma festa. Um grupo de pessoas bebia e escutava funk quando os dois começaram a discutir. Ainda não se sabe o que motivou a discussão. Afirmou o delegado.

Nós também não mas eu gostaria de saber por que esta notícia não foi divulgada? Quando cai um pontilhão no Paquistão a noticia é dada com destaque. O assassinato de um sobrinho de alguém que foi 2 vezes Presidente e há uns anos é figura de proa na nossa política passa em brancas nuvens?

Gomes era filho de José Rubens Góes, irmão do ex-presidente Lula por parte de pai. Nem ele nem seu pai eram próximos do líder petista, a mãe de Lula se separou do marido quando o político ainda era criança.

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Armando Fonticelha

25 de julho de 2016 0

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Armando Fonticelha não precisa de apresentação, mesmo quem não o conhece sabe que ele existe. E existe para alegrar as rodas de chope e qualquer bate-papo e outros seus méritos. É um dos fundadores da confraria Bon Gourmet, a mais antiga do Brasil.

Tem três paixões, que se saiba: A dona Mariza, a boa cosinha e touradas. Sendo que alguns anos atrás foi para a Espanha correr os 800 metros dos “Corrales até a Praça dos Touros” mas segundo ele não muito perigoso. Raramente morre alguém mas chifradas, esmagamentos, atropelados são em média 6 por dia. Ele tem razão, mas todos é claro rezam e pedem a proteção de San Fermin que mesmo com toda a sua boa vontade não pode cuidar de tanta gente que além da euforia pela data, estão com taças de “cava” desde que os bares abriram. A “cava”, o espumante deles é a bebida oficial mas é claro que a Anheca ou um Calvados não são recusados. Pois bem, Todos os anos ele nos convida para um “encierro”em sua casa. A comida é ótima e sabendo disto e os convidados capricham nos rótulos de tinto que levam.

O texto que segue é o que ele mandou sexta feira.

 

Flavio,

Desde o dia 7 P.P. tiveram início em Pamplona, os esperados e espetaculares San Fermines.

A corrida diária dos 6 touros e outros tantos “cabrestos” (boi de amadrinhamento que portam cincerros) se inicia na Cuesta de Santo Domingo onde se localizam as corrales e de onde os animais serão liberados para percorrerem os 820 metros até a Plaza. Num tropel maluco as pessoas correm tentando escapar das corneadas e do atropelo. Presentes os riscos de ferimentos e até morte, o que já ocorreu mais de uma vez.

Este ano foi bastante violento e até o dia 11 de junho treze pessoas estavam hospitalizadas. Três com bastante gravidade, vítimas de chifradas severas.

Desta festa maravilhosa participa uma juventude encantada que se desloca de todas as partes do mundo para participar e como não há lugar para todos, dormem pelas praças e de baixo das sacadas dos edifícios mas com a boa vontade dos moradores.

Nas ruas de Pamplona as placas estão redigidas em espanhol e no idioma Basco, nem sei por que pois placas para os bascos não são necessárias e os não bascos não vão entender.

Para que vocês tenham uma pálida ideia do idioma vou transcrever aqui a saudação que é feita todos os dias cinco minutos antes do início do encierro diante da imagem de San Fermin.

O texto é exatamente o mesmo:

“A San Fermin pedimos por ser nuestro patron, nos guie em el encierro dandonos su bendicion”.

“Entzun arren San Fermin zu zaitugu patrol zuzendu gure oinak entizierro hontan otoi”.

 

Até o próximo!

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África do Sul e a Table Mountain

24 de julho de 2016 0

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É impossível andar na Cidade do Cabo sem olhar para a Table Mountain, ela está sempre ali, à espreita e o paredão limita a cidade de um lado. Pode-se subir os 1.000 metros de altura de teleférico ou a pé e tem mais um monte de coisas esquisitas. Estive na África do Sul mais de uma vez, e gostei sempre. A Table Mountain, que falamos, vem com toalha e tudo e que tem uma hora à tardinha que uma grossa nuvem vem do lado oposto e a cobre como se alguém estivesse estendendo a toalha. A nuvem é densa e tem o tamanho da gigantesca pedra e fica parada sobre ela, ou até acho que foi criada para ela. Na Garden Route, que é o nome da estrada até Port Elizabeth, pare em Hermanus e na Marine Dynamics você pode comer um lanche de file de jacaré ou avestruz, a omelete que vem junto também pode ser de ovos de avestruz. Depois do almoço você pode entrar em uma jaula com mais um ou dois amigos e esperar que tubarões brancos que moram por ali venham dar uma olhada em e você. Basicamente não somos o prato preferido mas é bom não colocar as mãos pra fora. É um aquário só que ali o peixinho vermelho é você.

Próxima parada: Plettenberg Bay,um stop para um bungy jump com 216 metros, ou seja, saltos no abismo, só em vê-los já dá um frio na barriga. Como você vê se há coisa que não falta na África do Sul são estímulos para a sua adrenalina.

Andando pela Garden Route paramos em um pequeno “belvedere”, só o que se via era um navio de passageiros com uns 70/80 metros que o vento e o mar empurraram para uma praia com rochas. Um navio encalhado há tempo, todo enferrujado, que olhando da estrada até parecia um filme hollywoodiano e fica-se sabendo que ali faziam festas ótimas, com bandas ao vivo e tudo, menos para sair, pois só era possível na próxima maré. Paramos pois já havíamos ouvido a sua estória, um grupo fazia ali estas festas que são avisadas algumas horas antes. Centenas de passageiros dançantes iam para a festa não tinha hora para terminar pois só se podia alcançar a areia na próxima maré.

 

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Miami

23 de julho de 2016 0

 

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Quando numa roda de amigos se fala em Miami alguns chavões são esperados. Tugúrio de aposentados ou de ricos que fogem do frio do norte. Atrações além do sol e das praias muito poucas. Mas este tempo foi passando, os conflitos na América Central e as convulsões sociais na América do Sul levaram muita gente para lá e hoje também canadenses resolveram se aproximar do equador. Mas isto aconteceu em ritmo americano de uma cidade que só oferecia emprego, e basicamente só na área turística. Hoje todas as analise deixam claro que é o estado e a cidade que mais cresce nos EUA. Por isto Miami ampliou muito sem deixar de ser a meca das compras para ter o seu repertório de atrativos. A s artes hoje são o principal eixo dessa mudança e a explicação para isso? A expansão do fenômeno Romero Britto. Com lojas, lojinhas e grandes pinturas em endereços importantes. Conseguiu superar uma fase de ilustrador para se tornar realmente um pintor. Mesmo com um prestigio limitado a sua conta no banco cresce vertiginosamente e o número de lojas, lojinhas bem como vitrines de galerias cresce enormemente. No voo de volta dezenas de viajantes carregavam suas vistosas sacolinhas.

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A fruta do fim do ano

22 de julho de 2016 2

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O Viajando e o Puxadinho ficaram tão satisfeitos com o índice de leitura do assunto “Azeites” que me estimularam a escrever sobre outro produto, também europeu muito consumido aqui. O nosso país gasta um caminhão de divisa importando da Europa ou nos últimos 20 anos do Chile.

A noz ou as nozes e ai já temos dois tipos básicos, que a Tomaselli tentou me explicas as que se come e as que não vale a pena juntar do chão.

Bem há muito tempo atrás tive a sorte de numa janta sentar ao lado do Geraldo Linck, bom papo, navegador, viajante e soube naquela noite: plantador de nozes pecã, a noz americana. Eu sabia muito pouco do assunto, como até hoje. Ele prometeu me avisar quando fosse até a fazenda perto de Cachoeira. Eu já tinha até esquecido até que um dia tocou o telefone. Era o Geraldo que me disse: Vou amanhã queres ir?  Claro eu sim, respondi. No dia marcado, as 7h da manhã, passou na minha casa já com um livro, que guardo até hoje com uma dedicatória carinhosa. Aprendi na viagem mais sobre nozes do que tudo o que havia lido: era segundo Geraldo, uma cultura que prometia bons ganhos. E era verdade, cresce ano após ano, mas sem muito alarde. Nós do sul somos os maiores produtores. A noz aqui ainda não é habito alimentar mesmo com conselhos médicos só é usada nas festas de fim de ano.

Ela integra a classe das frutas secas, como castanha e amêndoas, tem um volume comercial ainda pequeno e pouca representatividade na mesa brasileira por isso tem um valor muito alto.

Quem sabe plantem pouco por que a primeira colheita é só a partir dos 5 ou 6 anos e a produção plena se faz aos 10 anos e são necessários insumos tipo calcário, adubação e corretivos. Mas o resultado compensa: o mercado nacional está aquecido, os maiores produtores, Estados Unidos e México, vendem boa parte das suas safras para a China, maior comprador mundial. Um hectare pode gerar 4 toneladas. Com o preço médio de R$15 o quilo, a renda atinge R$60 mil por safra, um ótimo negócio e a produção chega a 60 quilos por nogueira. É comum consorciar com outras culturas como o milho ou o feijão e também a criação de ovelhas na mesma área das nogueiras.

Antes que vocês perguntem como estou entrando nos hortifrútis eu explico. Como filho de italianos do Norte comemos muitas nozes desde criança e o preço está cada vez mais alto, já ouvi várias explicações mas a única que acredito é a do chamado “custo Brasil” que inclui impostos altos, leis sociais frequentemente absurdas e quem sabe uns pixulecos…

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Azeites de prima spremuta

21 de julho de 2016 0

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A nogueira é do hemisfério Norte e a oliveira também. Porque nunca foram plantadas aqui é uma incógnita, especialmente a oliveira que sem entrar em detalhes poderia ser plantada de norte a sul do Brasil. Basicamente as melhores são sempre próximas ao Mediterrâneo mas produzem bem na Califórnia, na Austrália, na Argentina e Chile também. Ultimamente no Uruguai e no Rio Grande do Sul é curioso que um produto como este tenha ficado esquecido num país que tem 8 milhões de Km². É usado de norte a sul do Brasil e tem até um nome próprio: Azeite. Os outros são óleos e a procedência tem que vir ao lado, de girassol, de milho, de soja etc. O de oliva é só dizer: azeite e já se sabe o que é. E se sabe também que é o produto mais falsificado do mundo e é bom que seja dito que o Paraguai não tem nada a ver com isto (ainda), sua falsificação é tão antiga que há na Itália uma associação que controla só azeites e a sua fundação é do ano de 1300, ou seja, quando aqui ainda reinava o Juruna e sua tribo. Um colega de confraria é sócio da organização e frequentemente nos brinda com verdadeiros tratados sobre qualidade, acidez, tipos de azeites, data de fabricação, páginas e páginas mas também sobre a falsificação. E se você acha que os falsificados têm aquela imagem de aparência “descuidada” posso dizer que não é bem assim, quem vende um produto não genuíno faz também garrafinhas bonitas com belos rótulos aspersor de plástico para gotejar etc. E um detalhe importante: falsos ou legítimos, nenhum dos fabricantes coloca, como nos vinhos, a data de “spremuta” e de envaze, ambos de grande importância pois a acidez muda com o tempo. Aliás fieis leitores vou falar com o “Barbadinho” que é como chamamos o “Caporale” para que me ceda o material da associação. Mas lembrem-se, ele não é um dos fundadores.

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E o telefone só diz tu tu tu

20 de julho de 2016 0

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Meus amigos se queixaram que ficamos sem o “whats” e que também não é a primeira vez. Qualquer juiz pode parar milhões de comunicações com o mundo inteiro e cada um tem alguns exemplos. Eu sempre fico em dúvida é aquela história do meio e da mensagem. O que é? Como é? Pode alguém cortar? Ele ou ela só corta o meio pois você pode mandar a mensagem por outro meio.

Quem mora longe e ainda mais em lomba, como é meu caso, ou quem tem um home office, que também é meu caso, precisa dele muito mais. É claro que há o celular, mas o celular é para outro círculo de pessoas, tem custo mais alto e nem todos o tem. Aliás, celular de terceiros nunca dou a ninguém, se alguém quer ou queria que você ligasse teria lhe dado o número.

Aprendi isto há muitos anos. Apesar de ser inverno eu estava em viagem a Moscou o que comprova a minha inexperiência. Estávamos na recepção do hotel, e um amigo meu de origem russa queria visitar uns parentes, mas óbvio, queria ligar antes. E achar um endereço escrito em letras cirílicas não é bem assim. Naquela época só o pessoal da KGB podia estudar inglês ou francês. Estudar inglês por quê? Se todas as obras importantes do mundo têm tradução em Russo. Era inverno e inverno Russo. Como a moça da recepção só falava um pouco de francês e meu amigo nenhum, tentei ajudar e pedi um guia telefônico. Ela falou: ‘’Guia telefônico? E ela me perguntou o que era um guia telefônico. Eu expliquei e ela surpresa me diz: “Não usamos guia telefônico’’ Ante a minha surpresa, ela respondeu: ‘’Não usamos isto na União Soviética é desnecessário. Se alguém quisesse que o Sr. ligue, ele teria lhe dado o número’’ Portanto, é desnecessário. Bem, aqui não é assim mas bem que eu gostaria que o meu falasse, pelo menos dissesse um oi.

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