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A expansão dos Amish

26 de agosto de 2016 0

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Quem vive no Colorado ou em Maine talvez nem tenha notado, há um tipo novo de veículos nas estradas: charretes ou carroças mas fiquem tranquilos, o Olívio não assumiu nenhum cargo por lá. Elas estão aparecendo a medida que a comunidade agrícola Amish está crescendo e se estabelecendo em estados muito além de sua região tradicional, Pensilvânia, Indiana e Ohio.

Os Amish estão se mudando por que são cada vez mais numerosos. Nos últimos 16 anos, a população quase dobrou, tem em média 5 filhos por família. Mas explica-se, os Amish adotam uma forma de cristianismo que enfatiza a simplicidade e o isolamento, também estão se sentindo confinados. Também colabora com isto o fato de poderem ter várias esposas. Cidadezinhas se expandem na direção das fazendas e dos pequenos negócios cujas famílias Amish acabam se vendo rodeadas por tudo aquilo que sempre tentaram evitar: estradas, carros. A subida no preço da terra os impedem de ampliar suas propriedades. Tudo isso vem reforçando seus impulsos migratórios para outras regiões, mais verdejantes e remotas.

Parte para seguir os seus preceitos, parte porque são confiáveis. Com a preferência atual de muitos consumidores por produtos sem agrotóxicos e realmente seguros “safe” como se diz lá. As suas pequenas lojinhas que vendiam produtos “clean” (sem agrotóxicos) se tornaram “lojões”. O preço com certeza está acompanhando e pagando o que deseja e os Amish volto a dizer, estão enriquecendo mas continuam confiáveis.

Amish era o sobrenome do alemão Jacobo que começou a expandir a ideia cultuada até hoje na sua Alemanha original mas também no Canada, EUA e Paraguay principalmente.

No fim do século passado fomos passar o Natal em NY e quando aguardávamos o primeiro “New Year” do século, atravessamos o Rio Hudson, pelo túnel (que foi feito quase no mesmo tempo que a ponte do Brooklin) e saímos para o norte do estado vizinho ver as “comunidades” Amish. Foi uma bela semana.

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“Venha em paz e volte com ela”

25 de agosto de 2016 0

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Na foto, tijolos coloridos reproduzem a construção dos morros cariocas formando uma maquete, é num barranco na favela Pereira da Silva, na zona sul.

Hoje a obra de arte que começou em 1997, quando Cirlan Oliveira chegou virou ponto turístico. Diz ele que era uma brincadeira entre ele e o irmão mas a “brincadeira” virou projeto social, ganhou reconhecimento.

Arquitetura, música, teatro, gastronomia. Assim como a arte de Cirlan, muitas outras iniciativas dos próprios moradores têm garantido um futuro melhor a uma parte dos 2 milhões de habitantes das favelas do Rio (1/3 dos 6 milhões de habitantes).

Pensando em impulsionar alguns desses trabalhos a empresa Favela Experience, decidiu vender passeios que promovam intercâmbio e renda entre turistas e moradores.

Dez roteiros em dez favelas estão disponíveis para visitas. Cada passeio leva em média 3 a 4 horas e custa mais ou menos R$ 150 por pessoa, inclui o almoço e os guias bilíngues. Uma lógica diferente da dos pacotes vendidos por agências o turismo este projeto quer mostrar o que acontece de bom nesses lugares.

“Turistar” no morro significa menos selfies e mais mão na massa. Os passeios exploram o que cada local tem de interessante, como a trilha pela Floresta da Tijuca e a cervejaria artesanal do Complexo do Alemão entre outros. Na Pereira da Silva, o visitante poderá criar seu próprio morro com tijolos que estão ali; na Pavuna, dar ideias para um mural aos grafiteiros.

Acho uma ótima sugestão para quem vai ao Rio.

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Turismo de Risco - 1

24 de agosto de 2016 0

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Há vários relatos frequentes de turistas sequestrados em locais de terrorismo insurgente, mas o fato age como atração, falo em países como Filipinas, Afeganistão e Somália, desaconselhados mas que continuam atraindo a curiosidade, o único destino que praticamente sumiu do mapa é a Síria onde já matam 400 mil pessoas mas ainda há destemidos que querem entrar. Estes são atravessados pelas agências “especializadas” via Turquia.

Aqueles que se aventuram se expõem também aos conflitos e estão sujeitos aos mesmos riscos enfrentados pela população.

Outros que vão ao Afeganistão por exemplo vivem o risco dos ataques talibãs bem como sequestros e emboscadas. No início deste mês, um comboio da agência Hinterland Travel com 12 turistas foi atingido por um morteiro perto de Herat, no Oeste do país. Seis, entre eles o chefe da agência, Geoff Hann, ficara feridos. De acordo com viajantes, o Talibã tinha ciência de que o grupo levava visitantes. Procurada pelo GLOBO, a Hinterland não quis comentar o incidente.

Num dos casos mais marcantes, o japonês Haruna Yukawa foi à Síria alegando ser um consultor de segurança que repatriava conterrâneos. Acabou sequestrado pelo Estado Islâmico junto ao amigo Kenji Goto, vídeo jornalista que colaborava com diversos meios de comunicação. Apenas ali veio à tona que Yukawa jamais havia atuado no país! Os dois foram decapitados em janeiro.

Em setembro passado, no Sinai, militares egípcios que caçavam jihadistas atacaram um comboio de turistas que fazia uma excursão no deserto, deixando oito mexicanos mortos. A operação matou ainda quatro egípcios.

“O grupo de turistas estava em uma zona proibida”, justificou o Exército.

Na África, um destino desaconselhado é a Somália, altamente desaconselhado. Os sequestros feitos pelo grupo al-Shabaab e ataques armados contra hotéis que mataram dezenas de turistas e até um embaixador nos últimos dois anos. Isto fez que o Departamento de Estado americano adverti-se contra viagens ao local, mas não em vão.

Alguns lugares onde prosperava no turismo convencional já sofrem com os efeitos dos conflitos. Após atentados matarem nove alemães em Istambul em janeiro, e de uma tentativa de golpe frustrada em agosto, a Turquia espera uma queda de até 40% na visita de estrangeiros.

— A demanda dos brasileiros diminuiu. Eles têm medo de viajar para a Turquia, acho que pelas notícias negativas — diz a guia Dilek Karakas. Ela acha que é isto!!!

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Stratford ir ou não ir

23 de agosto de 2016 0

 

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Este ano marca os 400 anos da morte de Shakespeare e lhe foram prestadas muitas homenagens. Muitas foram também as reapresentações de suas peças. Algumas no teatro circular a céu aberto, em Londres, construído em 1996 similar ao que foi destruído por incêndio em 1613 onde eram apresentadas suas peças.

Ele merece a louvação que recebe dizem os experts, pois sua obra, além de rica popularizou-se e foi acolhida internacionalmente.

Numa reportagem do jornal Zero Hora, em 23/4, foi dito que ele foi capaz de escrever sobre cada um de nós, ao abordar sentimentos humanos como ciúme, dúvidas e ambição. Lições suas, algumas delas sintetizadas em frases ou versos, integraram-se ao uso corrente em outros idiomas. “Ser ou não ser, eis a questão”

No nosso caso, um amigo inglês de mais vinte anos foi sincero numa janta em sua casa no ano passado e disse, claro, é uma ida para “currículo”. Se você é um literato deve ir. Se és chagado a essência do teatro também. Botar o pé em Stratford é importante. Se você não mudou muito desde que nos conhecemos pense 2 vezes. Você tem mais a fotografar, aqui em Londres ou para onde você vai depois: A Cornualha.

Stratford é fácil de ir, de encontrar bons hotelzinhos…. é só sair caminhando da estação de trem. Como vocês já viram ele é um viajante de antes da internet e do GPS.

Segui o seu conselho. Além disto é sempre bom reservar algo a ver num dia especialmente em uma cidade que recebe milhares de visitantes e com um trem que sai as 7h e volta as 9h pontualmente.

Nota: A Cornualha é aquela parte do Sul a esquerda quando se olha o mapa da Inglaterra.

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Perguntar não ofende

22 de agosto de 2016 0

Sem título

Este foi título usado pela Rosane de Oliveira na página 10 da ZH deste domingo. Ela tem razão, o que ofende os pagadores de impostos como você e eu é não ter respostas.

Especialmente num Estado com falta de dinheiro até para pagar salários. Sem um tostão para investir em áreas essenciais à espera de um socorro Federal incerto. E mesmo que o socorro venha, por que manter o que reconhecidamente o Estado faz mal?

A iniciativa privada além de fazer melhor ainda paga impostos.

Às voltas com a falta de dinheiro para pagar os salários e sem como investir em áreas essenciais.

  1. Faz sentido o Rio Grande do Sul ter dois bancos públicos e ser sócio de um terceiro?
  2. Qual a razão da existência de estatais que não faturam o suficiente para cobrir seus custos?
  3. Vender a CEEE e a Sulgás poderia ser a solução?
  4. Por que o governo está demorando tanto em se desfazer dos imóveis que não são utilizados ou estão alugados a preço vil?
  5. Por que não se propõe uma mudança na legislação para impedir qualquer pagamento acima do teto salarial, começando pela acumulação de salário?
  6. Qual é a lógica de uma estatal ter um programa permanente de demissões voluntarias, a que os funcionários aderem as vésperas da aposentadoria?
  7. Que fim levou o estudo para identificar o que é essencial na estrutura do Estado?
  8. Um Estado quebrado tem de ter gráfica, TV, zoológico?
  9. Por que não se cogita transferir atividade de fundações para organizações da sociedade civil, como prevê lei aprovada no governo Yeda Crussius?
  10. Por que tanta demos em lançar as concessões das estradas, se o Estado não tem dinheiro para conserva-las?

Uso um exemplo antigo para deixar claro o que é obvio e não política próxima de eleições. Lembram da Aços Finos Piratini? Durante 25 anos não deu lucro. Era um dos nossos orgulhos. Vendida. Deu lucro em 6 meses e PAGA IMPOSTOS ATÉ HOJE.

Empresas são para empresários ou como se diz no campo: ovelha não é para mato.

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21 de agosto de 2016 0

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Quanto ao país parece que estamos aguardando uma mudança pretendida há uma década, acertou o Claudio Paiva ao abrir a porta da geladeira de sua charge. Ali viu que estão os ovos da serpente. Não podia dar outra coisa. Ultrapassamos com folga a popularidade nefasta do Maluf, dos anões do orçamento nem se fala. Continuamos colocando políticos desclassificados administrando coisas técnicas… não podia dar em outra coisa. Nenhum deles havia administrado algo antes e chegaram com seu apetite voraz as burras do Estado. Ser a favorita do Ex já não diz nada, pelo contrário. Ter um comportamento de “gerentona” muito menos. Pelo que leio se entende que o jogo já foi jogado.

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Santos em paredes

20 de agosto de 2016 0

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Caminhar por ruas antigas do Rio traz a mente Amália Rodrigues cantando:

“…um São Jose de azulejos

mais o sol de primavera

uma promessa de beijos

dois braços à minha espera…

É uma casa portuguesa, com certeza!

É, com certeza, uma casa portuguesa! ”

Eu nunca havia me dado conta disto até ler o artigo do Eduardo Vanini. Até mesmo porque no Rio é difícil levantar os olhos do nível da rua e perder tudo o que balança na nossa frente… O que vemos sempre nos atrairá sempre mais do que os santos fixos em paredes.

Depois de ter lido vi que o uso de imagens religiosas nas fachadas das casas permanece tão viva na cena urbana carioca como no Chiado na Alfama ou Cidade Alta do distante Portugal e que a tradição lusitana de fixar azulejos com imagens nas fachadas permanece muito viva lá, como neste lado do Atlântico.

Mesmo que os moradores atuais não sejam portugueses a maioria dos descendentes faz questão de manter o adorno e para minha surpresa, ainda podem ser comprados nas lojas do centro. É só caminhar nesta área onde o bom gosto fez implodir o “minhocão” ou elevada se você preferir para aparecerem as figuras que falo. Quatro azulejos dispostos na diagonal em uma moldura elevada que faz parte da própria parede. Uma moradora que me viu de máquina na rua disse: “aqui, diferente é a casa que não tem. ”

Quem sabe o chapéu de beijar santo em parede do gaúcho também venha daí…

 

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Dia da fotografia

19 de agosto de 2016 0

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Como de habito a Camila entrou sorridente me felicitando pelo dia da fotografia.

Confesso que não sabia, não tinha a menor ideia, sempre soube do dia dos pais, mães, namorado eram todos os 365 dias e não um ou dois.

Apelei ao Google que sabe de tudo e fiquei sabendo que a escolha do dia 19 é uma homenagem a invenção do daguerreotipo, o antecessor das câmeras fotográficas e foi nesta data em 1839 que a Academia Francesa de Ciências anunciou a nova invenção. Desenvolvida pelo francês Daguerre o dia levou o seu nome.

Conversamos um pouco sobre o tema os grandes fotógrafos e veio a pergunta.

E tu como começaste? Novamente eu não sabia a resposta.

Intuição quem sabe. Sempre gostei mas sem convicção apesar do meu pai conhecer bem o assunto que era comum em casa. Mais jovem, é claro que queria ser bombeiro, piloto de caça ou chofer de ambulância como todos os guris. Mas fotografia? Tinha dúvidas. Acho que foi um dia quem sabe fazendo pose em frente ao espelho no meu quarto e minha mente foi mais veloz que minha teatralidade juvenil e me alertou: Flavio se optares por este ramo, fique atrás das câmeras, terás mais sucesso que na frente delas. Como se pode ver o assunto é infinito e cada foto que você faça terá uma estória, mas assim como elas surgem também desaparecem. Alguns brilhantes como o Cartier-Bresson encheram o saco, ele de uma hora para outra largou tudo e se dedicou a pintura. Nunca mais fez um click.

Outro caso que me intriga até hoje foi o do Raul Daudt um gênio em estúdio, foi para os “States” já com 4 entrevistas marcadas, seu filho Tuca havia agendado e mostrado algumas fotos que tinha, cada vez que ele mostrava ouvia: Diga a ele que venha nos ver. Mas ele cancelou todas as visitas e nunca mais fotografou profissionalmente, coisas de artista, de gênio se você quiser.

Fotografia é assim mesmo. Há alguns meses atrás o Eurico Salis fez uma exposição no museu sobre as montanhas que o Ansel Adams popularizou com suas fotos e seus livros. Por alguma razão que ninguém sabe seis profissionais bons da cidade chegaram antes do horário previsto. Acho que foi fim do horário de verão, sentamos no café do próprio museu e falamos, falamos até a abertura da mostra… e nenhum tinha algum trabalho agendado para a semana mas ninguém pensa em parar. Portanto se você deseja aderir a profissão informe-se em algum estúdio, visite uma cartomante, vá a um pai de santo e não creia só em um…

Camila!

Muito obrigado pela pergunta. Jamais teria lembrado.

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Um piano ao cair da tarde

18 de agosto de 2016 0

 

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Este era o nome de um programa da rádio Eldorado quando eu era metalúrgico em SP. A cidade já era gigante mas as outras rádios só ticavam músicas caipiras e emboladas nordestinas. Felizmente os sertanejos universitários ainda não tinham chegado e os de hoje devem ter sido reprovados mas com louvor.

Mas não vem ao caso, aos nossos ouvidos de industriários acostumados a linhas de montagem, a motores, prensas, fresas, tornos e apitos de fábricas. A rádio Eldorado era ótima mas nós chamávamos o programa: uma tarde ao cair do piano.

Bem ontem dia 17 uma nova versão: um piano caiu no colo de alguém.

Falo numa rifa feita pela ONG Brasil sem Grades criada pelo Luis Fernando Oderich quando o seu filho Max que morava em São Sebastião do Cai vem a Porto Alegre comprar a roupa da sua formatura e foi assassinado.

STOP PRESS

Fui informado agora que o número sorteado pertence a uma medica pediatra e foi o 0936. Seu nome, Carolina Bergamaschi  Zilio. Fiquei sabendo também que ela não toca piano. Certamente foi uma das pessoas que comprou por conhecer a causa desta ONG cujo o nome é o que todos gostaríamos. Um BRASIL SEM GRADES pois as que eu vejo são só nas das nossas janelas.

Boa sorte e boa música Dra Carolina

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Hotel x Prisão

17 de agosto de 2016 0

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Já escrevi sobre um hotel que existe em Estocolmo na Suécia?

É o Hotel Langholmen, lá está, era uma ex-prisão que foi fechada em 1975 por falta de detentos e aí convertida em acomodação de três estrelas. Você dorme em uma cela e pode comer uma refeição típica de prisão ou escolher “à la carte” em um agradável restaurante. Algumas partes foram deixadas como museu também uma experiência cativante. Esta poderia ser uma ideia. Quem sabe poderíamos transformar algum outro hotel em prisão fazendo o inverso de Estocolmo em Curitiba pois já estão faltando celas.

Ao que parece, todo momento tem uma nova decisão do Dr Moro e já faltam alguns beliches e alias tornozeleiras também…

Bem, é bom lembrar que nós que estamos livres, também não podemos muito, o que me lembro é que ainda podemos pintar a nossa fortaleza da cor que queremos pois já estamos cercados com barras nas janelas e frequentemente nos condomínios até com crachá no pescoço e eu vejo lá fora os pássaros soltos e confesso. Eu os invejo…

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