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Posts na categoria "administração pública"

Será que a OAB vai continuar...nos ajudando?

25 de julho de 2012 0

Graças a OAB parece que algo começa a ser feito. No meu celular ainda não senti as mudanças, mas estou esperançoso. É a primeira vez que tenho alguma esperança. Será que vamos ter de apelar para a OAB pelas outras melhorias que esperamos?

Centenas de carros entram no estado todos os dias. As estradas, as mesmas com alguma maquiagem. Aliás, todos  os dias que subo a serra, na saída de Porto Alegre, vejo duas obras distintas: uma estatal e uma privada. Uma de cada lado, chamam a atenção, mesmo que você não queira. Uma anda rápida, a outra como uma tartaruga. Grávida. E nós nunca nos revoltamos com os que deixaram a situação chegar a este ponto. Sem dúvida faltou um componente basco no caldeirão que falava o pai do Luis Fernando.

Já que estamos no assunto, se não for  pedir demais, será que a OAB não pode dar uma forcinha nos aeroportos?  O de São Luiz do Maranhão acaba de ser obsequiado com três  bilhões. Falei 3 bilhões para um super-super aeroporto. Não houve nenhum voto contrário. Quem votaria contra o líder de uma ilibada família que há mais de 60 anos domina aquela parte do Brasil? O fato do Maranhão ter todas as piores estatísticas do Brasil é só um acaso. Os de São Paulo, Rio, Porto Alegre que se f.... Lembro-me agora de outro trabalho, se não for pedir demais para a Ordem, já que obtiveram o apoio de todos os estados e  de todos os brasileiros.

Outro trabalho que deveremos pedir ou implorar, colocar na fila da OAB é claro, pois para a União não adiantará (estão todos ocupados com as eleições) é sobre o direito de andar a pé, pois deverá ser em pouco tempo o meio mais rápido de se deslocar. Até as magrelas serão superadas. Até elas vão engarrafar.

Todos nós sabemos e comentamos, mas a página 3 até já imprimiu algumas sugestões futuras. Eu colei no espelho do banheiro; na hora de fazer a barba é bom ter em que e em quem pensar.

Caros blogueiros

11 de julho de 2012 0

Não sei se “deu no jornal”, como a nossa nova coluna. Recebi do amigo Ney Gastal e pensando bem, não sei como o Brasil chegou ao século 21 sem  a modernidade que o Maranhão vai ter. Leia a seguir .

Obrigado Sir Ney Gastal

O Sarney já sabe.


Aeroporto São José e Santa Roseana. Três bilhões de dólares. Estado rico é assim...

Dizendo ter resolvido todos os problemas du Maranhão, tais como fome, miséria, saúde, educação e segurança, agora a princesa dos lençóis (maranhenses) prepara-se para coruar sua administração estadual, com o auxílio inclusive de verbas do Senado capitaneado pelo senhor seu pai, Coroné Ribamar, construindo o que garante ser o mais muderno aeroporto du MUNDO ! ! ! !

Êta clã sarnoso, êta sarnalhada.

Uma vez nu pudê, sempre nu pudê...

É mesmo de fudê.

Vejam só.

( aeroporto internacional de São Luis)



Lucidez de um loirinho

09 de maio de 2012 0

Nasci em Caxias e até hoje subo a serra. Uma ou até duas vezes por semana. É óbvio que conheço ali muitas pessoas. Mas não conheço o Sr. Manfred Reitz. Falha minha sem falta  e não deve ser difícil encontrar um Manfred entre tantos Giovanis e Giusepes.

É que gostaria de lhe dar um abraço pela lucidez de seus comentários. Na segunda-feira, dia 7, como é  bem possível que você não tenha mais a sua Zero Hora :


“O Brasil está vivendo num caos em que os políticos são corruptos e estão em ascensão , as Forças Armadas estão sucateadas , a Justiça é ineficaz e omissa, pois a criminalidade e a impunidade aumentam assustadoramente , a saúde agoniza nos corredores dos hospitais, a educação sendo dilapidada, e os cidadãos pagando compulsoriamente obras faraônicas para sediar a Copa utópica de 2014. Graças a Deus , dentro deste contexto existe a imprensa, que ainda está conseguindo se manifestar. E, neste quesito, exalto o trabalho da Zero Hora , que deixa seus leitores bem informados ,sendo imparcial nas suas matérias”.

Manfred Reitz

Aposentado – Caxias do Sul

Nova estatal

30 de abril de 2012 Comentários desativados

Nova estatal

Já não chegam as que temos e que exaurem o nosso cofre?

Sabemos todos que o estado sempre  foi e será um mau gestor : o DAER, DNIT, são venais ; que sejam purificadas , mas mais uma estatal ? Lembro de uma que era minha cliente,  há uns 20 anos e nunca deu lucro. No 26 º ano foi vendida e em 6 meses começou a dar lucro. Eu só tive prejuízo; nunca mais me chamaram para fotos, mesmo assim ,como gaúcho e pagador de impostos fiquei contente com a privatização. Não acompanhei o negócio , não li sobre ele, mas o comprador,  o King Jorge falou uma frase que nunca esqueci: ACIARIA? Não é para amadores .... agora através de impostos e empregos dá lucro e deve ser muito, pois foi saneada em 6 meses. Realmente siderurgia não é para curiosos. Companhias de economia mista invariavelmente transformam-se em cabides de emprego, além de caras se tornam ineficientes.

O mínimo que se pode pedir diante de tal proposta é que a Assembleia Legislativa necessariamente ausculte a vontade do povo. Dizer que isso já foi feito, na eleição não me parece correto. Se a atual administradora enfrenta dificuldades para cumprir com suas atribuições e  se livrar de constantes denúncias , a saída não está na criação de mais uma.

Estamos bem na foto

02 de abril de 2012 0

É só o que posso dizer: a Lomba do Asseio está bem na foto. Não temos “intervenções”, temos painéis, e

sculturas, muros bem pintados e, até, uma Fundação, que, cujo prédio, projetado pelo arquiteto Siza, quem sabe seja a escultura que seu mentor, o Iberê Camargo, não fez.

E já que falei no que temos de bom, devo dizer também que as assinaturas são boas. O Gustavo Nakle foi o primeiro. Já representou o seu país numa Bienal, em São Paulo, o que não é pouco para um filho de libaneses que abandonou o lojinha para se dedicar à escultura. Segundo dizem, havia começado em Montevidéu, com uma pequena lojinha – tão pequena que era chamada, por alguns amigos, de Ao Braço Fixo, que era como ele expunha as gravatas, os suspensórios e os cintos que vendia.

A outra assinatura também é conhecida: Tenius – aliás, fez o monumento do Largo dos Açorianos. Agora é o seu filho, que já fazia objetos artísticos com ferro e solda. Era um bom artesão, mas, agora, assumiu a veia da família e fez aquela escultura vermelha que ilustra a postagem. Além de bonita, com a grama verde e o céu azul, ficou emoldurada.

O Tiago Tenius, filho do grande Carlos Tenius, está, pois, no caminho do pai, que só fazia obras grandes. Graças ao dinâmico tocador, que é o prefeito Fortunati, a prefeitura criou uma boa solução até para um muro que estava sempre sujo, lambuzado pelos pichadores que se acham artistas de rua (só se acham): retocou o muro, pintou o fundo e escolhe, convida, ou, até, analisa projetos de verdadeiros “street artists”.

Por que o nome em inglês? Porque foi na América do Norte que começou, e, com o nome original, você pode entrar na net, encontrá-los lá, em galerias, museus, etc.; quem sabe você tenha até visto o filme sobre o Basquiat, que foi do gueto pobre até o Moma só com a sua arte e seus vícios – lamentavelmente, os vícios cobraram a fatura muito cedo.

Mas, voltando... Convenhamos, não é nada mau para um bairro que começou como local de despejo de dejetos – todos os dejetos. Até hoje, alguns, mais velhos, lembram do nome antigo: “Ponta da Merda”, em vez de “Ponta do Melo”, que é o que está nas cartas náuticas.

Moro aqui há muito tempo. O “pout pourri” de perfumes e cheiros já havia saído, mas o trapiche ainda existia. O local já era ótimo, mas nenhum porto-alegrense da cepa viria morar aqui. Porém, o tempo foi passando. Como não sou porto-alegrense nato nem da cepa, pois filho de imigrantes pobres – pobres como todo imigrante – fui ficando e, nas muitas madrugadas, de volta do Treviso, só o que se encontrava eram carroças com frutas e legumes da Vila Nova em direção ao Mercado – mas um lampião era obrigatório. Nem isso o Dr. Olívio exigiu quando as trouxe de volta... Aliás, ficará na memória dos porto-alegrenses: mandou a Ford embora e trouxe as carroças.

Mas, como falei, o tempo foi passando e pessoas como o aquarelista Mancuso, o escultor Stockinger e o estilista Rui Spohr vieram para cá. E não foi só. Construtores contrataram bons arquitetos e belos edifícios começaram a surgir. Com o “Xópi”, melhorou ainda mais. Dúvidas? Ainda temos, é claro. Vão abrir a perimetral da Vila Tronco? Já com ciclovia ou vamos fazer mais um puxadinho, como fiz com o Face? E o Estaleiro? Está tudo parado porque a Prefeitura precisa do local para colocar os “tubulões”? Ou estão à espera de uma câmara de vereadores mais compreensiva... E só o que se sabe é que vão longe os tempos em que, quando eu marcava um “spaghetti” aqui em casa, os meus amigos perguntavam: “a que horas?”; eu dizia o horário e tinha que ouvir: “ok, se os índios não atacarem... nós chegaremos”

Boa viagem, Chico Anysio

30 de março de 2012 0

Outro dia, lendo a Zero Hora, vi um pequeno texto do Chico Anysio. Diz ele: “O humor é irmão da poesia, o humor é quem denuncia. Eu não tenho a possibilidade de consertar nada, mas eu tenho a obrigação de consertar tudo, porque esta é a obrigação primeira do humorista. O humor é tudo, até engraçado”.

Eu, Flavio, declaro que não sei fazer humor, mas assumi o pensamento do Chico Anysio quanto a informações. Acho que não devemos ser omissos sobre coisas que vemos, e penso que, com pouco esforço e custo, facilitariam ou melhorariam o nosso dia a dia. Só depende de nós.

Há muita coisa que se vê viajando, que pode melhorar nossa cidade. Mas não adianta lembrar delas de vez em quando ou contar para os amigos depois do segundo chope. Por exemplo, uma infinidade de cidades europeias antigas quase sempre são cortadas por rios e canais – aliás, a Europa inteira o é. Em que pese a boa educação da maioria das pessoas, sempre aparecem flutuando garrafas PET, algum saco plástico ou copos... Muitas delas, quando tem correnteza, são barradas pelas telas mandadas colocar pelos “burgomestres” – telas de ferro, telas dessas que vejo nos grandes ferros velhos da Assis Brasil e que retêm as sujeiras maiores, posteriormente limpas por alguém. Claro que passam papéis e folhas, mas, no nosso caso, não passariam pneus, sofás e restos de prateleiras. Não sendo o Dilúvio navegável, é claro que os barcos coletores de lixo também não passariam – assim como não passarão gondoleiros cantando “Porto Alegre é demais”. Mas não custa sonhar.

Se funcionaria ou não aqui, o Fortunati e seus técnicos é que vão dizer, mas, quem sabe, valha a pena tentar. É sabido que as aves que aqui gorjeiam nem sempre gorjeiam como lá, mas....

P.S. A ilustração que usei provavelmente é de gente que já está à espera dos gondoleiros que falei. Afinal, os taludes foram feitos, estão bonitos e definitivos, mas seria bom agirmos logo quanto aos novos residentes.

Adeus, Chico Anysio.

Parabéns, Dona Dilma

07 de março de 2012 0

A mudança de rumo mostra a conscientização do governo de que a INFRAERO (como o restante da máquina pública) é má gestora.  Portanto, valeu.

Não sei se o mesmo governo vai pedir à militância que esqueça as promessas de campanha. Embora a privatização não seja bem uma privatização, já que, em alguns casos... como Guarulhos, ficou com a INVEPAR e fundos de pensão estaduais e federais, sendo que a INFRAERO controla 49%. Está no edital.

Uma vez sentada na cadeira presidencial, a Presidente se deu conta do que nós, usuários de check ins e check outs, já sabíamos – e diante de um fiasco global que seria transmitido para todos os países, participantes ou não da copa.

Na semana passada, por exemplo, o nosso vôo foi mudado de portão duas vezes pouco antes do embarque. Não me perguntem o que deve fazer um estrangeiro. O serviço de som avisa, mas a televisão não mostra.

O discurso contra a venda de “bens públicos” foi amaciado e a necessidade de melhor atendimento foi assumida. Para nós, simples passageiros, o caminho está certo.

Só falta agora, nos “bota-fora”, parar de incensar os ministros que botaram a mão no nosso bolso e, se os partidos deixarem, pedir o dinheiro de volta – seja em libras, dólares, euros, ou até em guaranis nós, os contribuintes, aceitaremos de bom grado.

Olhos Atentos

29 de fevereiro de 2012 0

Com a publicação sobre a Olhos Atentos da beira do rio – aquela ponte para o infinito perto da Usina –, a dona Maria Luísa, leitora do Viajando por Viajar, me manda uma foto da escultura Homenagem ao Dr. Mário Rigatto, que fica no cruzamento da Av. Ipiranga com a Rua São Luís,  e me pergunta: você tem passado por ali?

Para falar a verdade, sim, passo com razoável frequência, mas não a vejo quase. É que quem a colocou o fez de maneira que ela ficasse de costas para o tráfego. Quem sabe os pedestres a vejam; os que passam no sentido Centro-PUC não, não a vêem.

Fui até lá e fiz outra foto. As fotos de telefonezinhos comuns raramente têm resolução para serem publicadas.

O que vi me indignou. O homenageado, não merecia que ele, precursor da campanha antitabagista tivesse sua homenagem corroída pela ferrugem como os pulmões o são pelo tabaco. Quem a patrocinou e quem a colocou sei que foi um grupo de médicos colegas seus. Os passantes também não devem estar contentes. Alguém da prefeitura bem que poderia dar uma olhada.

 A restauração é fácil. Só o que se precisa é lixa, um convertedor de ferrugem e tinta – branca e vermelha.

A autora foi feliz na representação. O Dr. Mário Rigatto era magro, alto, elegante e usava gravata borboleta. Na escultura, ficou igual – talento é talento. Aliás, a Glorinha Corbetta, também magra e elegante, sempre impecável e dona de um cachorro salsicha, deve ter se sentido à vontade para criar e estilizar o homenageado, que já há 20, 30, quem sabe 40 anos atrás, combatia os males do cigarro.

Do jeito que a escultura está, mais parece ter sido patrocinada pela indústria fumageira – ou, se deixarem assim, é só agregar: ”Veja, olhe bem: assim ficarão os seus pulmões”.

Seria mais uma colaboração na campanha contra o tabaco. Quem sabe agora a virem para o sentido do tráfego e a iluminem. O Dr. Mário, a artista e os nossos pulmões merecem.

Passarela para o infinito

28 de fevereiro de 2012 Comentários desativados

Já várias vezes escrevi aqui que não sou hábil com computadores, e tablets; às vezes, até com telefone me atrapalho. Portanto, estando em Floripa – a antiga Desterro – fiquei surpreso ao ler no Estado de São Paulo um artigo sobre um assunto que havia circulado nas redes. O que li era de Elder Ogliari, a respeito da escultura Olhos Atentos e ameaças à sua retirada.

Ora, se a prefeitura aceitou a obra, que foi colocada em lugar de destaque e de grande movimento de flâners, não cabe a ela, hoje, discutir a qualidade artística, gosto pessoal, valor ou não do artista, e se a peça é uma instalação ou não, se está bem ou mal situada. Podiam, no passado, não aceitá-la, mas, hoje, pertence ao nosso acervo, ao seu, ao meu, etc., independentemente do que alguns achem – e, além disso, o “restauro” tem valores perfeitamente pagáveis.

Não creio que o prefeito Fortunati queira ou vá tirá-la. Não sei em que condições ele falou sobre a obra. Também não me parece que seja um homem de fazer as coisas “na surdina”. O conserto é barato se for feito por uma pessoa (é só o piso, não requer pintura). Agora, se fizerem um edital, depois criarem uma comissão, depois um grupo de trabalho, a vaca vai pro brejo – aliás, para o Guaíba, que é bem pertinho.

Deixei este texto escrito quando fui tomar chuva em Santa. Sabiamente, a Carmem não postou. De volta a Porto Alegre, fiquei sabendo, pelo Britto Velho, que colore pátios e casas com suas belas obras, que o assunto já foi resolvido e, consequentemente, minha manifestação é extemporânea.

Mesmo assim, resolvi postá-la. Sou um dos que gosta da Olhos Atentos, embora não seja chegado às instalações, mas a minha opinião é a mesma – inclusive sobre obras que, digamos, “não gosto”, e, daí, “o meu, o nosso” gostar não tem nada a ver. Todas as obras ajudam a formar o aspecto da cidade, e é isso que vale.

NOTA: Já passaram uns três meses desde que prometeram restaurar? Minha semana de chuva, inesquecível, foi entre o Natal e o 31 de dezembro. Volto a Olhos Atentos e, para minha surpresa, tudo segue como antes no quartel de Abrantes.

Meu caro e ativo prefeito, será que também vai ficar para depois da copa?

Socorro Fortunati!

23 de fevereiro de 2012 0

Não, não é por morar em zona de risco que estou escrevendo ao prefeito. Li nos jornais e o meu amigo Ney Gastal já me havia mandado um e-mail de três páginas – dizendo que estou morando em zona perigosa e que a Lomba do Asseio, algum dia, inapelavelmente, vai deslizar Guaíba adentro. Mas continue lendo; não vou pedir indenização (por enquanto). Fui eu que escolhi. Já usufruí aqui mais de 50 anos de magníficos ocasos e vistas da querida Porto Alegre. Portanto, até aceito ir Guaíba adentro, ainda mais em boa companhia, e o museu do Iberê e seus frequentadores são uma boa companhia; o Iberê em pessoa... não sei se eu conseguiria conviver com ele, mas isso é outra coisa. Se tirássemos os neuras... dos museus, provavelmente poderíamos reunir tudo em um só prédio. Em compensação, o alegre e também genial Xico Stockinger e seu exército de guerreiros estarão nos esperando, serão ótimas companhias. Só o que quero é que, na eventualidade de acontecer, a D. Regina tome conta dos meus salsichas, protegendo-os, como fez com os animais da Redenção.

Mas a razão do meu pedido de socorro não é para preservação – o que quero é um contêiner. Não! Não é para mim, é para a nossa rua, e para a praça em frente, que está a meus cuidados. É que, frequentemente, aparecem sacos de lixo no chão. Não sei quem os coloca. Não tenho vocação nem para inspetor, nem para delator, mas sei que é coisa de maleducados. Um só chega para emporcalhar uma rua, pois, logo depois de colocados, vêm os papeleiros, depois os plastiqueiros ou peteiros (sorry, não sei como chamar quem recolhe as garrafas PET – petistas seria pior – e a especialização está chegando em todas as áreas). Na sequência, os cachorros da rua. Quando chegam os lixeiros, já está tudo espalhado. Recolhem o que podem, mas sem muito sucesso.

Portanto: SOCORRO, FORTUNATI! Moradores de lomba também têm os seus direitos (e deveres). Mas que uma lomba que tem asseio no nome seja suja é uma desagradável ironia.

Desde já, obrigado.

 Foto: Eurico Salis.