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Posts na categoria "Arte"

Paris é uma festa

21 de outubro de 2014 Comentários desativados

Ernest Hemingway

Na abertura de “Paris é uma Festa”, último livro escrito por Ernest Hemingway e somente publicado depois de sua morte, o escritor americano afirma: “se você, quando jovem, teve a sorte de viver em Paris, então a lembrança o acompanhará pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa ambulante. ”

Poucos tiveram a sorte de viver em outras cidades, quando jovens ou não, mas todos, onde quer que estejamos, carregamos estas cidades dentro de nós.

Ao final de Paris é um Festa, Hemingway nos elucida: “Paris não tem fim, e as recordações das pessoas que lá tenham vivido são próprias, distintas umas das outras. Mais cedo ou mais tarde, não importa quem sejamos, não importa como façamos, não importa que mudanças se tenham operado em nós ou na cidade, a ela acabamos regressando. ”

Cidades não têm fim. E convém lembrar que Paris é Paris e que Hemingway tinha convite para todas as festas, quando nós mortais só sabíamos que elas existiam e víamos suas luzes, e ouvíamos suas músicas bem ao longe ou num pequeno acordeom num bar próximo. Mesmo assim, todos nós nos divertíamos e todos temos saudades…

Entre os autores chamados do “século americano”, Ernest Hemingway ainda é um dos mais populares. O relançamento de sua obra pela Bertrand Brasil, com o novo projeto gráfico, é uma ótima oportunidade para revisitá-lo ou, se for o caso, conhecer o “homem das corridas de touro e dos safáris”.

Agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1954, Hemingway acabaria se matando com um tiro de espingarda no verão de 1961, em sua casa na cidadezinha de Ketchunn, em Idaho. Estava a poucas semanas de completar 62 anos. A popularidade de Hemingway não se deve apenas ao fim trágico ou à aura de machão em safaris associada aos seus gostos pelos tragos e por belas mulheres. Uma característica crucial de seu estilo.

A São Paulo que aparece em vários dos meus textos, bem como Buenos Aires e Londres são – como a Paris de Hemingway – cidades que carrego comigo. Cidades reais são sempre imaginárias nas obras de ficção, assim como cidades inventadas guardam grandes semelhanças com cidades

verdadeiras. A Macondo, de García Márquez, assim como a Gotham City do Batman, são tão reais ou irreais quanto o Rio de Machado de Assis.

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Nico, desculpe não ter voltado!

10 de fevereiro de 2014 Comentários desativados

Nico pronto

 

Assisti o Tangos e Tragédias há muito tempo, mas já no São Pedro. Gostei como todos, se não fosse assim não teria ficado em cartaz no nosso melhor teatro e na pior época em termos de público. Sempre falávamos em voltar a vê-lo, afinal era novo todos os anos, mas não havia pressa pois até o fim do verão tínhamos tempo e no próximo, eles estavam lá. Os assisti também em eventos de empresas. Sempre bons, mas não como no São Pedro. Aquela era a sua casa, aquele é o seu público. Hoje de luto nos juntamos, como uma extensão da sua família. Sbórnia, que é uma ilha que se move, mas não sei de onde veio a palavra. Só sei que em Caxias na minha adolescência era uma palavra comum.

Como nômade assumido e com um xodó por ilhas lamento nunca tê-la encontrado, chego a pensar que ela só existe no mapa do teatro São Pedro, só a dona Eva a localiza. Mas já estou com saudade dela. Em Caxias queria dizer porre. Porre dos grandes, daqueles que só quem tomou vinho Trentino de Tampinha e sobreviveu, pode opinar.  O início da saudade começou há duas semanas num programa do Jô Soares, aonde o grande Jô deixou clara sua admiração pelo maestro Pletskaya, bem maior que os normais elogios e mensuras que ele diz aos entrevistados.

Como nunca pensamos em sua ausência, também não sabíamos o encanto que tínhamos por ele e a falta que ele nos faria, como disse a Elisa Ferraretto: os nossos verões nunca mais serão os mesmos.

Boa viagem, Nico.

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O Imbróglio da Luciana!

01 de outubro de 2013 Comentários desativados

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Seguidamente falamos e ouvimos que o Brasil e os brasileiros não tem memória. Hoje me permito discordar. Discutimos o mensalão, que começou 8 anos atrás. Sabemos quem foi a Luciana de Abreu, que viveu há muito tempo, cujo imbróglio dura uns 10. E ainda se diz que não temos memória… E como Cais da Mauá, nos enrolam há uns 40 anos. É claro que não sei como vão resolver. Uma piscada, voluntária ou não, e as casas da Luciana ficaram de fora… Mas isto ainda é do tempo do Isaac Ainhorn… e ele até já se foi.

Nunca morei no bairro, bem que eu gostaria, mas sempre soube que na rua e no bairro morava o “creme de la creme”, para usar a expressão da época. Ou seja: não era para um gringuinho da “Sera” recém chegado. Estou escrevendo e lembrando os sobrenomes. Mas não é uma queixa, Porto Alegre me acolheu de braços abertos e até hoje me embala com carinho. Uma prova? Tive o Studio, que hoje é Clio, 147 lugares, durante 20 anos com 5 sessões por semana. E só tive uma poltrona vandalizada e da memorabilia que trazia e expunha, só foi levada uma bota do par que eu havia trazido do Tibet. Precisa dizer mais? Torço despudoradamente pelas casas, pela Luciana, pelo bairro e pela “minha” cidade. A piscada é gritante demais para ter sido “um lapso”. Ao meu ver, não importa nem se são bons exemplos de arquitetura. Quem as fez, são o espelho da nossa cidade, uma fotografia quem sabe. No futuro, quem vier, as procurará. Certamente não virá para ver os novos edifícios.

Assim como, na primeira viagem à Europa. Todos vão à Paris (eu também), e pergunto aos que foram muitas vezes: Quem já foi até ao La Defense? Que é o futuro, o bairro novo, tudo limpo, cuidado, como bons projetos, jardins, escritórios sofisticados, etc. Tem até um metrô especial sem paradas, direto. Mas quem já usou? Quem já foi até lá? Mas com certeza todos foram ao Marais, uma bairro onde, no passado, iam morar os emigrantes e os expatriados, judeus, quase sempre.  O nome Marais diz tudo. Pântano, charco com pulgas, baratas e mosquitos em quantidade. Mas foi preservado, não por sua beleza mas por sua história. Aquilo era Paris, aquilo é Paris e eu sempre que vou até lá, tomo um metrô e vou até a rua Des Rosier’s para comer um falafel e tem que ser lá. Tem aqui na Felipe Camarão, meus amigos judeus já me disseram, mas nunca provei. Já em Paris, só o metrô custa mais que o falafel. Já ao “La Defense” fui uma só vez quando fiz um documentário sobre a cidade luz.

Quem, por exemplo, vai para Los Angeles? Só os executivos e pessoas turisticamente desinformadas. Mas todos vão para San Francisco, Carmel e Monte Rei. Aqui em casa já virou dilema: ir ou não ir aos Emirados Árabes? Sei muito pouco sobre eles, me parece uma Disneylandia árabe. Comprei um livro e não mudou muito. Isto que meu amigo Sergio Aldabe, comandante da Etihad, me ofereceu a casa. Ele está sempre voando, eu posso ficar até com o carro, mas não priorizo ir. Dubai não tem alma, que é o que eu mais gosto das cidades que visito. E no imbróglio da Luciana não querem só derrubar as casas, querem tirar a alma. A alma do bairro. Os portugueses que aqui chegaram não tinham ideia do tamanho do Brasil, fizeram casinhas de porta e janela, comuns na Cidade Baixa. Os alemães, que foram os próximos a chegar, foram para a Independência, para o Moinhos de Vento. Não importa se as casas são ou não expoentes em arquitetura ou quem as fez, ela são Porto Alegre. A nossa Porto Alegre. E ao meu ver, devem ficar.

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O Corredor Vasariano

24 de maio de 2013 0

Continuamos em Florença. Imagine-se caminhando até chegarmos na Galeria dei Uffizi em frente a uma grande porta de madeira. Ao nosso lado um grupo de mais ou menos 30 pessoas. Do lado direito da porta, um mármore de Mercúrio. Do lado esquerdo um busto de Esculápio. O passeio foi marcado para as três horas da tarde. A funcionária que guarda a chave ainda não chegou. Às 03h10 ela aparece, faz uma chamada formal e abre o ferrolho. E finalmente, entramos no corredor.

É uma passagem suspensa, de cerca de 800 metros, que liga Uffizi, onde ficava a parte administrativa da cidade, ao palácio Pitti, onde moravam os Médici. Foi inaugurado em 1565. Uma encomenda de Cosimo 1º a Giorgio Vasari, que completou o serviço em cinco meses, a tempo de estar tudo pronto para as comemorações do casamento do filho (a história não fala, mas certamente foi uma obra estatal).

Após um período de restauração, o corredor foi reaberto. Faz uns 4 ou 5 anos. Além de uma vista espetacular da cidade, notadamente do mítico Ponte Vecchio, há uma pinacoteca que tem uma preciosa coleção de auto-retratos. Mas a atmosfera é maior do que isso. O que estamos corredor é o retrato do medo que um déspota tinha de se misturar à plebe. O corredor passa por uma igreja, onde uma tribuna exclusiva permitia que a família assistisse à missa sem ser incomodada. Das janelas, viam o povaréu fazendo barulho lá embaixo. Nós vemos o mesmo: centenas de turistas, metade japoneses. Ouvimos os cliques de suas máquinas fotográficas e também os alto-falantes das guias. As visitas são guiadas e precisam ser agendadas.

Ao fim você pensa: “daqui a pouco nós todos estaremos nas e nos certificaremos que ela já não será para nós a mesma. Florença, grande, esplêndida, maior que a vida, será também a cidade que derrotou um inimigo mais poderoso – o tempo”.

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Florença e Seus Tesouros (parte II)

23 de maio de 2013 0

Como falei esses dias, tive a sorte de ficar três meses em Florença, e ficaria outros três. Noventa dias são pouco para conhecê-la e ainda tem as cidades próximas.

Carro? Absolutamente desnecessário, aliás, só incomoda. O centro histórico é reservado a pedestres e ainda somos obrigados a desviar dos desenhistas de giz, que realizam suas obras de arte no chão. Na Piazza della Signoria, recomendo pausa para um chocolate quente no tradicional Café Rivoire e, sentado ao ar livre, admirar o coração de Florença antiga. Aqui ficava a sede do governo, e também aqui a plebe se reunia para festejar e protestar. Foi neste lugar, em 1478, o nobre Francesco de Pazzi foi atirado do Palazzo Vecchio, nu, pendurado pelo pescoço, por planejar um atentado contra a vida de Lorenzo de Médici, Il Magnífico. Vinte anos mais tarde, o fanático monge Savonarola, que pregava a moralização dos costumes, atirava livros e telas no que chamou “fogueira das vaidades”. Acabou queimado na mesma fogueira por heresia. Em frente ao palácio, o Delhi Aufieri Davi faz pose para as câmeras dos turistas. É uma réplica, instalada em 1873 no lugar onde o original sofreu com sol, chuva e as inundações do rio por 369 anos. O autêntico, esculpido por Michelangelo está na Galeria da Academia, aguardando a sua visita… Se você concordar em ficar horas na fila.

Nas ruas há africanos aos montes, a maioria em situação irregular. Comercializam bugigangas, artigos de couro e pôsteres de cantores. Expõem reproduções de pinturas famosas no chão do vão livre da Galeria Uffizi. Formam um conjunto que contrasta com a imponência da galeria. Enquanto se espera na fila interminável a distração é barganhar com eles. A Ufizzi tem a maior coleção do planeta de arte renascentista. São mais de 100 mil obras. Foi construída em 1560. O prédio fica pertinho do mítico Ponte Vecchio, sozinho já é um espetáculo. E caixas de som foram embutidas nas paredes, tocam música clássica dia e noite.

Deus está nos detalhes florentinos como a farmácia de Santa Maria Novella, uma perfumaria surgida em 1540 que não precisa de endereço: você a encontra pelo perfume. Juro. É a preferida do doutor Hannibal Lecter, o canibal elitista vivido no cinema por Anthony Hopkins. No filme como no romance Hanníbal, o personagem comprava ali o Sapone di Mandole, uma receita exclusiva.

É preciso tempo para descobrir os segredos de Florença. Como eu falei, 90 dias foram pouco. Se você não tiver tempo, veja só o David e caminhe nas viagens posteriores. Eu ainda não havia visto o David na Galeria da Academia. Possivelmente nenhuma obra é mais emblemática. Davi tem 5 metros de altura, olhar alerta, mãos e pés desproporcionais em relação ao resto do corpo. Seus cabelos são encaracolados com duas costeletas tipo Elvis Presley. Concentrado, segurando a funda, ele aguarda o combate com o gigante Golias – ou já o teria batido? Não se sabe, parece entediado. Parece que a qualquer momento, descerá de seu pedestal e pisará em um ou dois japoneses que insistem em dar flashadas. David é um pop star, coberto de pó e restaurado, iluminado pela claraboia da galeria.

Uma multidão o cerca, duas moças trocam comentários, apontam e riem baixinho, provavelmente, analisando as ridículas proporções do pelado David.

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Simplesmente Millôr

06 de abril de 2013 0

Vendo o Breno Serafini no caderno de cultura, é que me dei conta que estamos há um ano sem Millôr. Segundo ele próprio, “um escritor que nunca foi um intelectual”. Ou seja, caustico como sempre e, principalmente, de si próprio.

Só falei com ele uma vez na vida. Foi à tardinha, na casa do Xico Stockinger. Vários falavam ao mesmo tempo. O Xico querendo entendê-lo, eu também. Os assuntos de alternavam com muita rapidez. O Xico olhava para mim, quando eu iniciava a “traduzir”, já tinham mudado tudo e eu me sentia um boneco de ventríloquo com um mentor gago. Depois de alguns tragos, todos se entendiam e o Xico não mais precisou de “intérprete”. É o que o Millôr discreto e educado falava com poucos movimentos labiais, um drama para o Xico. Nunca mais o vi. Aliás, vi uma vez mais, no posto 5 com amigo meu, Albino Brentar, mas é claro que não fui falar com eles. Agora, leio do Bruno Serafini que estamos há um ano sem seus pensamentos.

Passado um ano da perda do multiartista Millôr Fernandes, morto em março de 2012, que é possível dizer? Um vago sentimento de orfandade misturado à certeza de que, pelo menos, sua obra persistirá. E na sua obra, construída com uma irreverência ipanêmica, desdobra-se, mais que um estado de espírito, uma refinada linguagem (e ilustração) como forma de decifrar, julgar, corromper (no bom sentido) e dessacralizar qualquer tipo de dominação.

Ideologicamente, então, a anarquia milloriana não perdoa: em tempos de cachoeiras e mensalões, sempre se faz atual a palindrômica “a mala nada na lama”, ou então, o retrato de nossos dias: “Perdeu-se uma ética a caminho de uma democracia”. Isso, por si só, já bastaria.

Talvez nem todos concordem, mas Millôr, definitivamente, é um dos maiores pensadores brasileiros, não apenas da atualidade. Sua obra continuará necessária, pois o homem, de qualquer tempo, sempre será falho, frágil, e, na busca de uma saída heroica, repetidas vezes escorregará na tragédia. Millôr escolheu a arma da ironia para retratar a sua (nossa) aldeia, sempre questionador, muito sério. Nesse sentido, ficam ainda, como um recado, ecoando suas palavras: “E se a vida for do outro lado?”.

No caso de Millôr, palavra e imagem se fundem, constituindo um amálgama difícil de ser separado, suscitando o debate sobre quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. A gênese, sob esse aspecto, não importa, mas é necessário dizer que a palavra vem em primeiro lugar. Em primeiro, porque é com ela que construímos os nossos pensamentos; em segundo lugar, porque, mesmo Millôr, que opera com as duas linguagens, afirma: “Os chineses têm uma frase que se repete aí cansativamente: ‘Uma imagem vale mil palavras’. E eu sempre digo: ‘Diz isso sem palavras!’”.

Bem, se você leu até aqui, vai concordar comigo: era quase impossível “traduzir” isto para um surdo. Desculpe, Xico; obrigado, Serafini.

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11 de março de 2013 0

Querida Maria Tomaselli,

Depois de ver a tua exposição, na Bolsa de Arte, chego à conclusão que valeu a pena esperar (To para os mais íntimos) 1095 dias. Acho que o teu atual 19º andar abriu ainda mais o teu horizonte. Eu, teu fã assumido, sou suspeito em falar, mas todos que estavam ali adoraram a exposição.

Abraço. Já esperamos a próxima, contando os dias.

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Maria Tomaselli está de volta.

07 de março de 2013 0

Inaugura, hoje, quinta-feira, uma exposição individual na Bolsa de Arte.

Li no jornal que morando no 19º andar de um prédio no bairro Menino Deus, Maria Tomaselli brinca que se considera culpada por colaborar com a urbanização desenfreada do bairro e, por extensão, da cidade.

Até acho que tem alguma razão. Sua visão do que estão se tornando as nossas cidades é clara. Embora, como artista, dela esperamos que crie fantasias, belas fantasias. A mente da “To” é clara, lógica e bem pensante.

Nós, seu fãs, só lhe atribuímos uma culpa: ficar tanto tempo sem uma exposição individual. Três anos, Maria, é muito!

Por favor, pense um pouco menos na tua bela Innsbruck (Áustria) e um pouco mais em nós, no teu fã clube que, do meio da rua, olha para cima. Já estamos esperando a próxima.

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Xico Stockinger em Todas as Suas Facetas

03 de dezembro de 2012 0

É bem provável que você não identifique o autor desta mancha. Não é uma obra. Ele chamava de “Borão”. Era uma brincadeira com e cera quente que sobrava no cadinho quando ele fazia guerreiros e touros.

Eu ia lá com frequência, com muita frequência. Era meu amigo e vizinho. Às vezes para jogar Snooker, às vezes, para levar um vinho. Foi minha e do Miltom Mattos a passagem tomador de cerveja para tomador de vinho.

Quanto ao Snooker, Xico orgulhava-se de fazê-lo bem. E o fazia, mas sem a pretensão de ser um Sérgio Faraco. O Sérgio é um iluminado, padrão Rui Chapéu. O Xico, um bom jogador.

Pois bem, hoje, terça-feira, dia 4, haverá uma homenagem ao Xico, e o mostra de corpo inteiro e não só sua arte, pois é um documentário que abrange várias partes de sua trajetória.

É no Teatro São Pedro, bem como ele merece. E tenho certeza que, depois da homenagem, se pudesse, iria com os amigos de sempre para um boteco. No passado, os conheciam todos. Aliás, é certo que numa homenagem mais íntima os amigos, hoje bem vestidos, o farão. E no bar que formos e na mesa que estivermos, pediremos mais um copo e uma certeza que o copo irá esvaziando, afinal, espíritos também bebem.

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Britto Velho Desenhos

03 de dezembro de 2012 0

A exposição é amanhã, dia 4, terça-feira, lá pelas 19 horas. Digo isso porque é uma exposição incomum e o papo deve se estender até o restaurante Flashi que, como o Britto, também é ótimo.

O convite é de bom gosto. O Britto Velho sentado num trono, que também é um cavalete ficou ótimo. Só faltou a Zuneide, sua musa inspiradora ao lado, abanando.

O convite diz muita coisa sobre o artista. Coisas que nem os seus amigos sabiam. Que ele gosta de filmes do John Wayne tudo bem, mas que lutou karatê, etc. Bem leia você mesmo e encante-se com o lado desconhecido do Britto Velho.

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