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Posts na categoria "Curiosidades"

Te cuida, Dado

24 de junho de 2015 Comentários desativados

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Li que tem um bistrô requintado, com boa comida no quadrilátero do charme. É em Ipanema, no Rio; no pátio interno há um jardim ao ar livre para saborear um café expresso, servido em cobiçadas xícaras de cerâmica, fabricadas à mão, uma por uma. Por serem tão visadas, muitos clientes não pensam duas vezes antes de esconder as xícaras na bolsa e levá-las para casa como recordação. De taças de cristal a temperos, passando por peças decorativas e até iPads, os furtos cometidos por comensais têm dado prejuízos aos bares e restaurantes cariocas. Diz O Globo.

- Nos últimos três meses perdemos cerca de dez xícaras. Cada uma custa em torno de 25 reais. Passamos a servir o café em xícaras comuns. As de cerâmica, somente em datas importantes ou acompanhando menus especiais – diz Daniella, uma das sócias que também perdeu R$ 350 com o furto de cinco taças de cristal, e passou por saias justas ao se deparar com clientes tentando sair com o cardápio, disponibilizado em um iPad.

Inaugurado há seis meses, o bar Comedoria, no Leblon, já amarga um baque de R$ 1.400. Kátia Barbosa, proprietária da casa, conta que importou 300 taças em formato de coroa para dar um toque especial às caipirinhas e ao frozen, especialidades do bar. Só restam 23 peças.

Pois bem, esses dias fui ao Dado Bier e fomos servidos com taças importadas ‘’do Alemanha’’, com o nome gravado. E bem gravado.

Contei depois a nota que lera, e comentei: vou repassá-la ao Dado. E alguém da mesa mais astuta, sugeriu, ‘’publica isto; se postares, além do Dado, vais estar avisando a todos os donos de bares e restôs da nova ‘’onda’’: a das lembrancinhas’’, moda que espero, não frutifique por aqui.

Repito: te cuida, Dado.

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Bom dia, Mr. Capone

22 de junho de 2015 Comentários desativados

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Existem algumas pessoas que, apesar de assumirem o lado errado da vida, despertam curiosidades…um deles foi o Ronald Biggs, do assalto ao trem postal inglês. Um detalhe: nenhum dos ladrões tinha uma arma sequer. Hoje o valor seria uma merreca perto dos – também – marginais do Petrolão. Só me dei conta que gostaria de entrevistá-lo, quando li da sua morte. Pagaria os 100 bucks que ele cobrava para conhecê-lo.

Outro que me lembro agora, era nosso vizinho, o argentino Lopes Rega que tem uma história fantástica. Só a parte citada no ótimo livro do Ariel Palácio, acho que ‘’Os Argentinos’’, que transforma uma bataclana (corista) de um cabaret no Panamá em Presidente do país mais evoluído da América Latina. Para entender bem esta transformação, você tem primeiro que se dar conta do que era o Panamá, tanto país como capital (que tem o mesmo nome), na época.

Hoje num jornal do Rio, leio o título: Relíquia Mafiosa. Como descendente de italianos, sei que sempre que alguém escreve máfia ou mafiosa, sobra para nós. Fui ver do que se tratava e…Bingo! Acertei. Era sobre um dos tipos que também desperta curiosidade: Al Capone, o tipo ‘’amor bandido’’ sempre desperta as paixões femininas, mas também a curiosidade masculina. A notícia é que a sua casa, a casa do Al Capone, de agora em diante pode virar set de filmagem.

Sem dúvida foi o fisco americano que o colocou em Alcatraz. Mas o que teria levado Eliot Ness a sair em sua perseguição desenfreada? Depois de tantos anos de crimes? Há várias versões, mas uma das que mais prováveis é, é a que diz que ele havia decidido se meter na política. Será? Pessoalmente, acho que ele não deveria se misturar…Não sou eu quem vai afirmar, mas existem algumas biografias que confirmam. Em São Francisco (Alcatraz) você pode visitar sua cela. Em Chicago, você pode dar uma volta de jardineira nos locais de sua história, com música, bares, a barbearia que ele frequentava, e o local da chacina de San Valentin, etc.

E não esqueça do seu hotel em pleno centro da encantadora Chicago. É bem próximo ao Marco Zero da Rota 66. Quanto à casa da foto, fiquei lhe devendo, caro Faceiro, o primeiro nome do Mr. Capone. É curioso, mas normalmente se publica Al, que vem de Alfonse. Já para a sua casa que falamos no início, você terá que ir até a Flórida. Sei que é em Miami Beach, mas não sei o endereço. Se você não estiver ligado à Copa, futebol y otras cositas más, disque 911, a C.I.A sabe de tudo.

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Sopa de feijão

18 de junho de 2015 Comentários desativados

Cassoulet-11

O VIAJANDO não vai mudar o seu rumo. Não abandonarei as câmeras pelo chapéu alto de chef. Mas esses dias andei postando algo sobre o menarosto. Não o teria feito se a engenhoca não tivesse sido desenhada e construída por Leonardo da Vinci.

Pois bem, foram tantos os e-mails, telefonemas e notas no PUXADINHO perguntando ‘’aonde, como, é verdade? ’’ etc, que me animei a publicar uma outra receita: esta, de feijão branco.

O José Hugo Celidônio é chef de grande prestígio. Espero que o seu cassoulet seja tão bom como o que fazia, uma vez ao ano, o vizinho Stokinger – que insistia que era austríaco (onde ele nasceu). O Celidônio diz que é francês. Eu não tenho ideia de onde ele vem; o que sei é que gosto muito. E o nome que chegou aqui é mais francês que o Asterix.

A escolhi por causa do inverno que está chegando, e porque gosto muito de sopa à noite; principalmente na clássica receita com dobradinha. Aliás, na França, o gras double à la lyonnaise é um dos pratos mais típicos dos bistrôs. Então, no Brasil podemos ter a sopa (para aquecer) e a salada (para quando o sol reaparecer). E vocês já pensaram numa feijoada com feijão branco? Ela existe, e é outro parto típico francês que escolhi, o famoso cassoulet, com uma vantagem; o que sobra, você vende para o correio. Soube que eles usam para grudar os selos.

Igredientes:

- 300ml de feijão branco, 2 colheres de sopa de azeite, 1 cebola média picada, 1 dente de alho picado, 1 cenoura média cortada em rodelas grossas, 1 folha de louro, sal e pimenta-do-reino branca a gosto, 1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico, 100ml de creme de leite.

Rendimento: quatro a seis pessoas.

Modo de preparo:

- De véspera, deixe o feijão de molho em água fria;

- Refogue a cebola no azeite, junte o alho, a folha de louro e as rodelas de cenoura. Refogue mais uns minutinhos, mas sem pegar cor.

- Fora do fogo, junte o feijão escorrido e cubra com água (cinco dedos acima do nível do feijão). Volte a panela para o fogo alto e deixe levantar fervura, mexendo. Diminua o fogo, tampe e deixe cozinhando até que os grãos estejam macios. Se estiver secando, junte mais água. Retire do fogo e deixe esfriar.

- Tire a cenoura e a folha de louro. Separe uns 30 grãos de feijão e reserve. Passe a sopa ni liquidificador ou processador e reserve.

- Antes de servir, reaqueça em fogo médio, acrescente o creme de leite, prove e corrija sal e pimenta-do-reino branca. Sirva com grãos de feijão e salsinha picada por cima.

E agradeça ao José Hugo Celidônio.

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Let it Bier

15 de junho de 2015 Comentários desativados

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Li na Zero Hora a bela entrevista do Dado Bier. Sou seu amigo e frequento seus bares e restaurantes. Admiro sua dedicação aos empreendimentos. As nossas relações são antigas e, portanto, suspeitas. Eu andava de carona no veleiro do seu avô e convivi com seus pais aqui e em Londres.

Da ‘’entrevista’’, como de hábito, me chamou a atenção a sua modéstia. Modéstia que sempre observei em suas ‘’casas’’. Foi ele quem abriu a primeira casa de sushi elegante; já gostávamos de comida japonesa, e com um grupo de amigos, frequentávamos o restaurante da Sra. Sakae, gratos e sem queixas.

Mas o restaurante que era na Riachuelo, na esquina com a Marechal Floriano, era uma lancheria, com azulejos na parede e tudo mais que uma lancheria da época tinha que ter, e a comida era boa. Íamos as sextas-feiras. Até que o Mr. Cerveja, (ninguém se chama Bier impunemente) abriu o seu e a dona Sakae abriu o seu novo, também muito, muito superior ao da esquina. Íamos nos dois, pois o Dado só abria à noite. Saíamos da Lomba, o Xico Stockinger, eu e as famílias para irmos ao – na época – longínquo Iguatemi. Era tão longe que brincávamos de parar lá, em vez de em Osório, quando fossemos à praia. Não dava; ele não abria para o almoço.

E o lugar era tão elegante e agradável, que uma noite ocupamos todo o restô (eram 2 ou 3 mesas). Após o pedido, a garçonete que nos conhecia de outras madrugadas, fez a seguinte pergunta: ‘’E o que é que o senhores vão tomar?’’ Cada um escolheu a seu gosto. Com comida japonesa eu nunca sei o que ‘’harmoniza’’. Até hoje. E ainda mais num lugar elegante como aquele, sem saber o que pedir.

E depois de um constrangido silêncio, disse: ‘’Por favor, me traz uma caipirinha.’’ A moça olhou em volta, e disse: ‘’Seu Flávio, neste ambiente, caipira, só eu.’’ E a gargalhada foi geral.

*Continuei convivendo com o Dado e sua simplicidade na casa do vizinho Xico quando, no seu aniversário, ele fazia uma ‘’feijoada branca’’, um cassoulet, para falar a verdade. Um prato só, a fórmula era única também porque ele não conseguia repetir. Houve uma vez que, para dar mais gosto e na falta de brasas, tostou a linguiça com o mesmo maçarico que soldava os seus guerreiros. Ficou ótimo.

Só o que se repetiam eram os convidados, os fiéis amigos que não esqueciam a data. Especialmente o Dado, que inicialmente trazia o seu porta-malas lotado com as primeiras Dado Bier’s. E depois, fazendo jus ao seu sucesso, trazia uma Van com um garçom fardado para abri-las. E mais tarde, já com os barris de alumínio, era quase um food truck; ou melhor, bier truck. Foi quando me dei conta que os Beatles devem ter feito a música ‘’let it bier’’ para ele, e só depois, para não ficar piegas, mudaram para ‘’let it be’’.

O Xico se foi há tempo. Pouco para quem deixou uma obra como a sua. Não sei se aonde ele está fazem aniversários, mas com certeza deve sentir falta das bier’s do Dado. Companheiros ele sempre teve. E, recentemente, quem subiu com as últimas novidades foi o Norton que, como bom leiloeiro, foi de martelo na mão.

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Patos, patas, patinhos - II

11 de junho de 2015 Comentários desativados

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Se você, amigo Faceiro, leu o que eu escrevi baseado nos patos do David Coimbra (ótimo, como sempre), devo dizer-lhe que esqueci de acrescentar a última frase. Diz ele: ‘’Aquela cena trivial não havia sido uma vitória dos patos; havia sido uma vitória da civilização.’’ Bravo David.

Estes esquecimentos têm sido frequentes, mas me nego a crer que seja alguma travessura do tio Alz. Continuo achando que é um defeito. Meu também, mas de outro tipo. É que sou um péssimo burocrata, e isto tem me feito pagar alguns micos.

Se você insiste em achar que é coisa do alemão, faça como estou fazendo agora: junte o polegar e o indicador com um pouco de força e diga em voz alta, ‘’aqui ó!’’

A verdade é que eles conseguiram salvar as espécies desde as que se habitaram à cidades, como os patos e os esquilos. E também, outra ave que se vê facilmente pelas ruas e árvores, vivendo com curiosa independência, é o peru. Os pioneiros, quando chegaram da Inglaterra, no começo do século 17, enfrentaram invernos terríveis, passaram necessidades e aprenderam com os índios massachusetts a matar a fome com a carne escura do peru. Assim que obtiveram sua primeira grande safra, comemoraram comendo, exatamente, peru assado, e assim surgiu o Dia de Ação de Graças, que goza de mais prestígio entre os americanos do que o Natal.

Os perus continuam por aí, passeando tranquilos pelas ruas de Boston. Os índios, não – mas o Estado leva o nome do povo deles. Se é que isto é consolo.

E outro que muito se vê nos parques, é o bizão, que chamam de búfalo. Mesmo sabendo que não é búfalo. É visto em manadas de 400, 500, mas aí é outra história.

Abraços, David.

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Buenos Aires: novas descobertas pelas ruas de Palermo

06 de junho de 2015 Comentários desativados

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O tango, as empanadas e a feira de San Telmo continuam a poucas horas daqui. Com preços baixos mais por causa da crise econômica deles (mas já nem tanto), nada mal passar uns dias entre Recoleta, Palermo e seus cafés.

No bairro moderninho da cidade, dá para se divertir com muitas coisas, e também entre outlets e as lojas sempre lotadas de brasileiros.

Se você é dos que frequenta Buenos Aires com uma certa frequência, certamente vai encontrar novidades. Os altos e baixos da vida Argentina estão fazendo muitas alterações; lojas novas surgem a todo o instante. E nem eles sabem por quanto tempo.

Reconheço que são uns heróis, abrir lojas com a instabilidade atual é um ato de coragem. Mas a roda tem que andar…E pensar que no fim da 2ª Guerra eram mais ricos que os EUA, tinham mais dinheiro em caixa, mais ouro no banco de La Nación, e crédito ilimitado. Mas, lamentavelmente havia maus políticos com uma caneta na mão. Neste mesmo período de tempo, nações como a Islândia, que só o que tem em volta é um mar gelado e revolto, passaram de comedores de roth-shark para primeiro mundo.

Percorra as ruas sem pressa e fique atento às marcas locais, aquelas que você conhece desde sempre. Assim como Tienda Palacio, com objetos de decoração; Papelera Palermo; Sopa de Principe, com bonecos; Grisino, moda infantil e moda masculina, já deram lugar às outras.

No mesmo bairro há ótimas opções de gastronomia, como o Olsen, perfeito para um brunch de domingo, e o badalado Tegui. O clima úmido dos Hermanos está mais para vinho do que para cerveja, o que está longe de ser um problema.

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Menarosto - III

05 de junho de 2015 Comentários desativados

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A receita usada por nós é similar à publicada por Bartolomeu Scappi, cozinheiro do papa Pio V, em seu livro de culinária. Sempre se soube que os papas comiam bem. E na Serra, até hoje, quando alguém pergunta se ‘’comeste bem’’, é comum se ouvir, ‘’como um papa! ’’ Scappi diz no livro que ‘’na primavera, quando os passarinhos são jovens, é melhor depená-los a seco e colocá-los no espeto com fatias de toucinho’’.

A carne em espetos que aparece nas obras do Mestre Martino e de Scappi, deriva da utilização de lanças de metal e madeira, instrumentos de defesa e de ataque, usados na caça e, pouco a pouco, também na preparação de alimentos. Utilizava-se a lança para espetar peças inteiras de carne de caça, como pássaros e lebres, estes sempre acompanhados de toucinho para compensar a ausência de gordura, para amaciar e dar sabor à carne.

Na região de Bréscia existem diversos tipos de girarrosto, com mecanismos regulados por contrapesos, que recordam o funcionamento de relógios com pêndulos e corda manual. Todas as casas nobres possuíam o seu, como as nossas churrasqueiras hoje. Era símbolo de status, da fartura e do bem estar.

Na região de Flores, o Menarosto tem seus mestres conhecidos pela sua expertise e pelo sabor do prato que preparam.

São voluntários, pessoas da comunidade, geralmente homens, que aprenderam a arte com seus pais e avós, replicando receita aprendida com seus antepassados. Exercem esta função em festas comunitárias como uma arte nobre, como depositários de um ‘’segredo’’ culinário que se reveste de importância, e que repete um ritual, uma celebração de fartura e bom gosto, que afasta atavicamente a fome e as privações dos nossos antepassados no início da colonização.

Lombardia, na Itália, é reconhecida por elevar o padrão no uso de espetos para assar as carnes como uma arte. Não é para menos que a cidade de Nova Bréscia, colonizada por imigrantes daquela região, tornou-se famosa por exportar grandes assadores, mestres na arte do churrasco que se tornaram conhecidos como donos de cadeias de restaurantes.

A receita do Menarosto aqui no RS é similar ao do spiedo bresciano, da região da Lombarda. Nesta receita, carnes diversas como porco, gado, frango, coelho, passarinhos são espetados em pedaços, entremeados de condimentos e banhados com uma mistura de manteiga, e da gordura do próprio cozimento enquanto assados em fogo feito com lenha de videiras e oliveiras.

Otávio Rocha, perto de Flores da Cunha, é conhecida pela excelência de seu Menarosto, segundo Floriano Molon, estudioso do assunto, segue-se uma receita similar: leitão, codorna (substituindo os passarinhos), frango, coelho entremeados de toucinho e temperados com sálvia, assados em espetos giratórios sobre as brasas e servidos com massa e polenta.

 

*À Maria Beatriz Dal Pont, os nossos parabéns e muito obrigado.

 

 

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Ciclovias – II

04 de junho de 2015 Comentários desativados

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Voltando às magrelas…quem sabe, alguém que estiver em campanha pode propor uma solução que vi na Nova Zelândia há muito tempo, e depois vi em outros lugares: uns ganchos para que se possa pendurar a bicicleta na frente dos ônibus, cabem uma meia dúzia. E assim, os ciclistas poderão fazer os trajetos longos, uma parte do seu trajeto ou a união entre dois trajetos, e até se proteger de uma chuva inesperada.

Nos mesmos ganchos podem também ser pendurados carrinhos de crianças – de preferência, sem as próprias. Neste caso, via sempre o motorista ou alguém ajudando a mãe cheia de pacotes e bolsas. E não atrasa o trânsito…é quase automático.

Me parece Sebastião, que o que tem que ser incentivado são os trajetos em que o ciclista sinta a diferença no fim do mês. Como? Eu não sei, não tenho a menor ideia, mas como soube que o Ney está na sua equipe, peça a ele, que é inteligente e talentoso, e descubra qualquer coisa.

Mas vejo, por exemplo, que quando vou ao mercado, os ganchos próprios para bicicleta estão quase sempre sendo usados por sombrinhas e bolsas.

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Menarosto – II

03 de junho de 2015 Comentários desativados

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Na postagem anterior, falamos que em Flores da Cunha temos uma tradição culinária diferenciada e que a distingue e a identifica: o Menarosto. É o prato típico oficial da cidade, além de objeto de estudos e documentários, servido em festas comunitárias ou religiosas que reúnem a comunidade, turistas e apaixonados por gastronomia que buscam o sabor do passado, e cultivam o que se chama de comer bem.

Nesta região, bem como na Itália, o Menarosto saiu do âmbito familiar e passou a ser uma prática cultural, um patrimônio imaterial que identifica um saber fazer milenar aqui aportado através dos imigrantes.

Na verdade, não é originalmente um prato, mas uma técnica de preparo e cozimento de carnes no espeto, fixado numa estrutura giratória sobre o calor do fogo, mais ou menos o que você vê na foto. Na Itália, traduzido livremente, significa ‘’gira o assado’’ ou assador.

O curioso é que é uma cópia de uma estrutura giratória, desenhada por Leonardo Da Vinci para o uso ao ar livre em campanhas, já que os nobres e senhores feudais viajavam constantemente para visitar seus domínios ou estavam em batalhas para defendê-los. O desenho original deste equipamento está no famoso Codice Atlantico de Leonardo Da Vinci, uma coleção de 12 volumes em exposição permanente na Biblioteca Ambrosiana, em Milão.

O desenho leonardiano é mais sofisticado; tem uma chaminé encimada por uma hélice movida pelo ar quente emanado do próprio fogo, que fazia girar os espetos mecanicamente. O mecanismo sustentador dos espetos é similar ao usado na região nos dias atuais.

Nos séculos 16 e 17, existiam em uso na Europa estruturas chamadas de giraspiedi ou girarrosto, feitas de metal. A carne vinha espetada por inteiro ou, no caso, de pequenos animais de caça como passarinhos. Vinha em pedaços entremeados de legumes, verduras e toucinho.

 

SEGUE

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Pelo Golfo da Finlândia... - III

30 de maio de 2015 Comentários desativados

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Ficamos ali até mais ou menos uma hora da manhã. Nosso hotel era na mesma rua e chegamos fácil. Na entrada olhamos o termômetro: -4º. Só então sentimos frio… e era o início da primavera, segunda semana de maio.  Enquanto esperávamos o concierge abrir a porta, grupos passavam alegres em direção ao largo onde estávamos. Iam se juntar aos amigos para festejar…

No café da manhã do hotel, sentamos com duas senhoras inglesas, hóspedes também, e ficamos surpresos; é que havíamos nos encontrado no café da noite anterior. O nosso assunto era a parada no Largo. Também nos disseram que só sentiram frio depois de ver o termômetro. Nos disseram que dentro do restaurante, de uma hora para outra, apareciam no telão rostos conhecidos. Primeiro o Brejnev, depois vejo Stálin e a seguir, Gorbashov, com discursos políticos antigos, se dirigindo ao povo. E Todos riam…Antes era parte do sistema, agora, do entretenimento, da comemoração.

Os dias de amargura foram substituídos por gozações no telão de plasma. Disseram também, as duas recatadas senhoras inglesas, que já passava das três da manhã quando voltaram, e que se divertiram muito com um grupo que continuava bem agitado. Só haviam saído pelo barulho ensurdecedor; nós havíamos saído pela mesma razão. Música, cantorias em russo, e claro, rock altíssimo.

 

 

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