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Posts na categoria "Curiosidades"

Arte no centro da cidade

03 de junho de 2014 Comentários desativados

britto

 

Bem, passaram-se três semanas e eu não resisti, fui almoçar com a Florence e o Joal na Duque. E na saída atravessei a Duque.

Fui outra vez no nº973, perto e ali onde permanece a exposição do Britto. Só que esta vez, levei querosene, tira manchas, terebentina e Go Glow, um líquido que eu usava para tirar chiclete do carpete do Studio. Mas não deu, bem que eu tentei tirar mas não deu. Acho que ele se precaveu, ao invés de cola, o Britto Velho deve ter usado as sobras do mocotó que ele costuma comer aos sábados (quente a gente só consegue cuspir cortando com tesoura, imaginem quando esfria). Nem vou dizer onde é pois a fila para autógrafos pode atrapalhar o almoço dele com seus colegas e alunos.

Como não deu para descolar a plotagem, vou fixar o catálogo da exposição ao lado do Brittinho que comprei. Esta vez ele os fez menores e assim coube no meu bolso e coloriu o escritório do semiaberto onde moro (de dia na rua, de noite à sete chaves. Além de cercas, grades, alarmes e cachorros). Enjaulado, mas com o Britto na parede, mas sempre cantarolando: “vivo em um país tropical, abençoado por natureza, mas que beleza!”

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Comida muito boa

13 de maio de 2014 Comentários desativados

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  crédito: http://maisdicasdecasamento.com.br/comida-para-casamento-dicas-do-chef/

 

Mais uma vez leio (e me surpreendo), que são os britânicos, através da revista Restaurant. Que dizem onde se come bem e quais os chefes são “melhores do mundo”. Como se fosse possível escolher um entre os milhares que cozinham para os 7 bilhões que vivem no planeta.

Para dizer que um é melhor, pelo menos teoricamente, os votantes deveriam ter provado a comida de todos os outros. Da Mongólia a Patagônia. É claro que não tenho nem pretensão nem o talento para contestar isto. Mas nos anos que integrei o júri da revista Veja em uma especialidade, e em uma cidade. A minha cidade já era difícil. Contatos, telefonemas, visitas e claro, palpites dos amigos. Imaginem isto pelo mundo, e quem diz que todo mundo tem o mesmo paladar?

Por exemplo, na Mongólia, que falei fora das duas cidades, é só carne, portanto se você for vegetariana ou vegana, como a Laura. Esqueça, vá escolhendo outro lugar. Hoje já se sabe que o mundo não acaba em Torres ou Capão da Canoa. Como eu pensava quando criança.

Bem, o cardápio Mongol era o que falei, mas além de carne tinha leite de égua batido até fermentar em sacos de couro depois de espesso. Secado ao sol, eles dizem que é queijo. Já o cardápio de carnes, pelo menos, não era tão restrito. Assim, havia carne de Yak (que é uma vaquinha de pulôver, de camelo, de cabra, ovelha e camelo velho, que ninguém pensa em abater um camelo jovem). E o mais comum, de marmota, chamada Viscacha, na Patagônia.

Tudo isto com arroz… mas só um pouco mais veados, não viados, provavelmente carne de burricos e cachorros.

Tudo isto comprado em mercados ao ar livre e sem bancas, sem plástico, tapete ou lençol embaixo. Será que alguns jurados da revista foi conferir em Ullan Bataar? Só conto isto por curiosidade, e até confesso que tenho uma inveja enorme dos mesmo assim se você tiver alguma curiosidade em dois ou três dias conto um pouco mais.

Isto é tudo verdade. E ao mesmo tempo, posso dizer que quando morei na ilha a comida era ruim mesmo e o dinheiro limitado a fazia ainda pior. Mas por outro lado, a dita pose britânica é bom que se diga acaba no pub esquina. Depois de dois pints de cerveja, todo mundo se entende e é capaz de sair cantando juntos Satisfaction, em sânscrito.

Mas, quanto à comida, era ruim mesmo. Mas, hoje, tudo mudou. De uns anos para cá, anglo-saxões resolveram aprender a cozinhar e se apaixonaram pelo assunto. E, como as ilhas britânicas são o lugar onde cabem todos os países do mundo, encontra-se ali o melhor e o pior de qualquer culinária.

Acredito neles, até porque escolheram uma gaúcha; A Helena Rizzo, como a melhor chef mulher do mundo. Comprovando que o nosso hino está certo quando diz: E que sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra.

Amanhã, o Moma e Eu.

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Estradas bonitas do Brasil – parte II

12 de maio de 2014 Comentários desativados

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crédito: http://stonedmotoriders.blogspot.com.br/

Passeio ferroviário entre Curitiba e Morretes, a quem me referi estes dias numa postagem, ganha um nova versão: esta é acompanhada de degustação de cinco rótulos especiais de cervejas.

Ora, se o Alasca tem um Beer Train e o Napa Vale, na California idem e o Colorado, também já estava na hora de criarmos o nosso, diz Samuel Cavalcanti, fundador do selo local e um apaixonado por trens… e suponho: cerveja.

O assunto veio à tona após uma postagem sobre a estrada mais bonita do Brasil, que eu acho ser a estrada Graciosa. Eu achar, não diz nada, é como a estória da rua mais bonita do mundo. Será que alguém viu todas as outras? O mesmo se aplica a praia mais bonita do mundo. Quem viu todas?

O passeio é antigo e eu confesso que só conheço por estrada, justamente com o nome que falei: Graciosa. E é ótimo. É que após a postagem, recebi um recorde de jornal do Sr. Mário, onde descreve a descida dizendo é um trem com 18 vagões, sendo que dois dos 18 estavam reservados para uma celebração regada a goles de cervejas. O Beer Train oferece a degustação de cinco rótulos artesanais durante as 3 horas e meia sobre os trilhos. ÀS 8h15, 115 afortunados destes dois vagões – entre profissionais e aspirantes a cervejeiros, famílias e grupos de amigos – já driblavam a ansiedade com suas canecas a postos.

A viagem foi na experiência norte-americana, o projeto lançado há dois anos, quando a cervejaria curitibana Bodebrown – eleita em março a melhor do País no Festival Brasileiro da Cerveja – fechou parceria com a Serra Verde Express, administradora do trecho ferroviário. Desde então, já foram realizados vários passeios, sempre com degustação de rótulos especiais. A previsão é fazer mais cinco até o fim do ano, e as datas serão divulgadas no Facebook.

A atenção dos viajantes se divide entre o encanto natural e o fermentado: a Dama Bier IPA – rótulo da cervejaria homônima de Piracicaba – é apenas a terceira cerveja a molhar as canecas, uma pale ale de cor âmbar e 6,5% de teor alcoólico.

As belas obras da engenharia continuam a pontuar a panorâmica à medida que a viagem segue. São construções que demonstram capricho dos construtores da ferrovia no início do século passado e tudo é favorecido pela baixa velocidade do trem.

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A mais antiga das maratonas

07 de maio de 2014 Comentários desativados

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Crédito: AP Photo/Michael Dwyer

Quem a assistiu foi o meu, o nosso amigo Raul Daudt. Foi a primeira após o atentado à bomba que matou três pessoas e deixou 264 feridos no ano passado, a maratona teve um efeito inverso. Ao invés de ficar aterrorizada, se fortaleceu. Foi a 118ª edição da prova, 36 mil corredores de mais de 70 países expuseram o seu sentimento de redenção e solidariedade.

Neste ano, corredores estão sendo tratados como heróis. O atentado, vocês lembram, foi planejado e executado por dois irmãos chechenos que viviam legalmente nos Estados Unidos. Tamerlan Tsarnaev, que morreu no ano passado e seu irmão de 19 anos que está preso e corre sérios ricos de receber pena de morte

Mas por que escreveu o Raul?

Bem, a meu ver de emoção pois nos três dias que antecederam a prova, sempre que apareciam, carros de bombeiros ou da polícia, era aplaudidos num agradecimento e apoio pelo que fizeram na maratona do ano passado, que mesmo com a nação em luto, em 48 horas mataram um e prenderam outro.

* Atitudes como esta devem ter deixado o Raul com os olhos úmidos. Não estamos acostumados a ao meu ver nem temos razões para manifestar tão entusiasmos em apoio as nossas autoridades. Certamente, atitudes como esta comovam um gaúcho longe dos pagos.

Maratona de Boston foi realizada no dia 19 de abril de 1897 e é a mais antiga das provas de 42,2 km a ocorrer anualmente. Ela foi inspirada no sucesso da maratona dos primeiros Jogos Olímpicos, que aconteceu um ano antes na Grécia. O nova iorquino John Dermott foi o primeiro vencedor. O curioso é que a prova era exclusiva para homens até 1972, quando abriu-se pela primeira vez inscrições para mulheres. No entanto, em 1966 a americana Bobbi Gibb burlou as regras, completou os 42,2 km e deixou uma semente plantada. No ano seguinte, sua compatriota Kathrine Switzer fez o mesmo. Ao ver uma mulher na prova, o organizador do evento disparou para Switzer: “O que você está fazendo na minha corrida? Me dê este número agora”. No entanto, a americana foi protegida pelo seu namorado e outros corredores, conseguindo seguir em frente.

Não sei quando o Raul voltará ao Patropi, o que posso dizer e que ele nos faz muita falta. Espero que quando ele volte, já tenhamos este grau de civilidade e que os nossos administradores justifiquem com seus acertos à vontade para recebê-lo.

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Pamonha

06 de maio de 2014 Comentários desativados

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Quem sabe com a regulamentação da comida de rua, a aposta nos food trucks gastronômicos e as feiras de comida cada vez mais frequentes, elas apareçam. Na Argentina, chama de Humitas. Na Bolívia, como Tamales, na Venezuela Hallaca. No México, Tamales, de novo. No Brasil, Pamonha, que é também um depreciativo. Fraco, mole, lerdo até mesmo lelé.

No Rio Grande do Sul, nunca pegou. Não vou dizer que seja um mistério, mas é estranho pois principalmente nós do Sul que assumimos com facilidade as especialidades dos Hermanos. O princípio dos pratos é parecido, já que o milho era uma das bases da alimentação. A América Latina toda tem o costume de comer essa massa de milho embrulhada. Populações indígenas do oeste da América do Norte até o Chile tinham como principais. Pamonhas, tamales, humitas, são bem próximos, mas cada um tem suas particularidades. Pode ser doce ou salgada; feita de milho ralado, como a da pamonha brasileiros e as humitas mexicanas.

Quantos recheios fazem? A imaginação é o limite. Pode ser molho verde, vermelho, mole, frango, pimentão, queijo, feijão, abóbora, cogumelos, grãos de milho ou frutas como abacaxi, amora, ou doce de leite.

Aqui no Brasil, predomina a pamonha doce, receita de origem tupi-guarani que foi adoçada após a colonização. Já nos países de língua espanhola, os recheios são mais variados – vão desde carne de porco, frango e peixe até torresmo e tomate com feijão.

de Paula Moura

Especial para o Estado

 

PS: 1) Não sei se tem em todo o Brasil. Mas pelo menos, no nosso Sul, onde ela com exceções não existe o significado e sempre de molenga, etc.

2) Em Santa, ela é comum mas tentei comer em Camboriú há 3 semanas. Também inexiste.

Vá entender o Brasil.

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Amsterdam: Red Light

02 de abril de 2014 Comentários desativados

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foto: Wikimedia Commons

Depois de alguns passeios e cervejas, prepare-se para entrar no “Red Light District”, hoje uma atração turística mundialmente conhecida. O “bairro vermelho” é um conjunto de quarteirões centrais em que as ruelas estão preenchidas por “mostras” que induzem à única atividade pessoal, comercial ou industrial, no caso das sex-shops como queira – é o sexo, seus associados e derivados sem hipocrisias. Nos últimos anos, o ambiente decaiu um pouco e que começaram a aparecer alguns personagens marginais que azedaram sua imagem “soft”, mas a chave do seu sucesso, o que torna numa atração tão visitada, quando os museus, é a atmosfera descontraída, agradável e ‘normal’ que o transformam o local acima de tudo, num local exótico. Feito o “tour” dos canais mas não tudo junto é claro, resta alugar uma bicicleta e fazer como toda a gente: pedalar acima e abaixo de canal em canal. Aproveite para ir ao mercado de flores à beira do canal, com vendedores dentro de barcos apregoarem a mercadoria todos os dias. E já que é muito longe, uma visita à antiga cervejaria da “Heineken” e quase de graça com músicas e queijos. Os poucos florins que você paga, vão para a Unicef.

Além dos barcos que falei, você também pode pegar catamarãs bem maiores e sair pelo porto entre gigantescos navios (nos sentíamos como pigmeus em um barquinho ao lado de barcos com 250 metros de comprimento e alguns “liner’s” com 10/12 andares de altura) ou pode sair a procurar museus de tudo o que você quiser, é claro que tem o que você quer. Eu a conheço bastante bem, mas o que mais me agrada é simplesmente flanar. Além disto, existe um telefone muito útil de uma organização de aposentados, mas aptos a tudo. Não querem se acomodar e se propõe a guiar turistas.

Mas só no seu bairro ou numa parte que eles conhecem bem e são também conhecidos o fazem por preços ínfimos, mais ou menos, 5/6 dólares que são repassados a UNICEF. Eles são simpáticos e falantes. E certo que conhecem tudo, eles não falam muito na cidade, mas na sua cidade, no seu bairro como eles o veem e que fizeram enfim da sua vida ali.

ps: os hotéis têm os telefones dos guias da Unicef.

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Em busca da empanada perfeita

27 de março de 2014 Comentários desativados

empanadas

Empanadas são um sinônimo de Argentina. Mas também se encontram as versões chilenas com seu recheio de carne moída, cebola, uva-passa, ovos e azeitonas, além do pino que faz toda diferença. Em praticamente toda a América Central e do Sul comem-se empanadas de carne, frango, peixe, queijo, milho…Herança dos espanhóis, sem dúvida. Mas são tão diversificadas que cada estado e cidade tem a sua (que sempre é a melhor). Além disto quando você elogia alguma pode esperar e ouvir em seguida: “é que você não provou as que faz minha mãe”.

A empanada de carne é tão popular que cada região tem a sua receita – “a melhor”, evidentemente. A base do recheio costuma ser a mesma: carne picada, a faca nem fina nem grossa (nunca moída); o que muda são os temperos e complementos.

A saltenha leva batata, cebolinha e condimentos picantes. A nortenha é recheada com ovo cozido e bastante pimenta. A mendocina? Tem azeitona preta. Na tucumana, a uva-passa é obrigatória. Além da carne, na Pampa recheia-se com uva-passa, azeitona, ovo e cebola. Só não tem batata – pelo menos, não obrigatoriamente porque como a receita varia também de família em família…

A boa empanada tem de ser do tipo abre piernas, como ensina a chef argentina Paola Carosella. “É aquela que obriga a pessoa a se sentar, pegá-la com as mãos e afastar as penas para proteger a roupa.

Mas não faça isso em Salta Ali, deixa escorrer o suco é feio. Educado é sugar o líquido do recheio sem cerimônia.

Em qualquer região, recomenda-se chacoalhar empanada horizontalmente “para distribuir o líquido pelo recheio”.

Para falar a verdade, gosto de todas, já as comi de “La Quiaca a Ushuaia”. Só que para mim, são como refeição e não entrada. Só tenho uma certa reserva para as fritas, a meu ver frita, vira pastel. E o vinho? Para falar a verdade, quem como eu tem um nariz comum, tem mais uma vantagem: tomo qualquer tinto de onde façam boas empanadas. Se tivesse um destes narizes especiais que leio nas revistas especializadas. Vinho não seria um prazer mas frequentemente um problema.

Opinião de Patrícia Ferraz (que sabe tudo de empanadas)

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Tributo a Chiquinha Gonzaga

19 de março de 2014 Comentários desativados

crédito Tiago Halewicz3

Sempre vou ao Studio Clio com um prazer especial, e uma certa nostalgia. Passei ali mais ou menos 6 a 7 meses por ano durante 21 anos para falar a verdade, outros meses também sempre em função a ele procurando registrar o que mostraria na volta. Confesso que foram anos agradáveis, produtivos e estimulantes. Conheci praticamente todos os viajantes da cidade e entre eles, fiz bons amigos e tive muitas surpresas. Vocês não imaginam o número de pessoas daqui que andavam pelo mundo todo e melhor ainda seguem andando.

Voltando ao Studio, frequentemente a reunião em algum boteco das redondezas era ainda mais agradável que a própria mostra. E assim fui fazendo sólidas amizades.

Mas também foram anos que as sextas e sábado não se jantava fora, almoço de domingo? Nem pensar tinha seção da tarde, o que não seria impossível mas saindo do Studio Às 23h chegava-se em algum restô lá pela meia noite…No ótimo, Floresta Negra do seu Fredolino, nem pensar. Dizer a amigos que eu iria mas só chegariam 23h que não me esperassem, que eu jantava antes, que só chegaria para a sobremesa que em último caso deixassem um Baggi Dog era inútil, quando chegava encontrava os outros convidados já meio biritas mas famintos.

Pois bem, na sexta-feira passada fui ver “Homenagem a Chiquinha Gonzaga” um presente oferecido pela Olinda Alessandrini. A própria Chiquinha e a nós assistentes. Espetáculo leve, com músicas certas e alegres justamente na Semana de Carnaval, o som do teatro é ótimo (comandado pelo Marcos Abreu).

Na segunda parte, ela se apresenta com roupas de época e fingindo meia idade, com alguns cabelos brancos, etc. Enquanto ela saia de cena éramos brindados com um filminho de poucos minutos dela ao telefone com algumas personalidades. Na terceira parte, já mais velhinha, de bengala, e amparada pelo mesmo ex jovem namorido, senta ao piano para encerrar. Como idosa, mas com músicas ainda mais populares e alegres…foi ótimo no final, mesmo com toda a alegria algumas pessoas foram as lágrimas.

Foi ótimo de assistir, de ouvir e de olhá-la voltar várias vezes. A plateia insistia e delirava na sua volta. Quando na quinta entrada, perguntou e agora para terminar é qual é a música que vocês querem? E metade da plateia respondeu todas outra vez. A Olinda se apresentou no início como uma jovem senhora Chiquinha… mas com um namorido ainda jovem que (adotou legalmente). Se a nossa zelosa ministra e estivesse lá quem sabe até a prende-se por pedofilia e os irmãos Marshall por indução ao crime? Quando entrou definitivamente para a coxia, foi ótimo ver uma boa parte da plateia com seus cabelos brancos começando a sair lentamente. Mas cantando Oi Abre Alas que eu quero passar…Sou da Lira….

Mas para que a noite toda fosse ótima devíamos ter ido a outro restaurante. Fomos ao Babo Giovani, no Paseo da Zona Sul, onde comi a pior massa, a putanesca da minha vida… A massa (produto) era péssima, e os temperos deram a impressão que abriram a lata e despejaram no prato. Ou seja, vá se falta assistir a dupla Alessandrini/Chiquinha, mas escolha outro restô pra encerrar sua noite.

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Mafalda pt. II

17 de março de 2014 Comentários desativados

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Como já escrevi, em janeiro fiz um giro pela Argentina e voltei cheio de idéias para este papo. Mas quando se chega de volta, se é envolvidos pelo turbilhão da vida brasileira: tenho certeza.  Aqui não se morre de tédio.

E acabamos deixando pra depois as observações de viagem. Pois, a capital Argentina, mesmo no escaldante calor continua magnífica. Ela já foi considerada a Paris da América do Sul.

Desfrutou e desfruta de uma agitada vida cultural. Foi ali que surgiram figuras como: Jorge Luiz Borges (eterno candidato ao Nobel – prêmio que teria perdido por questões políticas), Evita Perón, a mãe dos pobres y la madre de los descamisados, ícone da esquerda… embora tenha flertado intensamente com o fascismo, Carlos Gardel, o cantor que popularizou o tango em todo o planeta e que criou um estereótipo de ser e viver como portenhos e um dos mais polêmicos artistas do futebol; Diego Armando Maradona.

Mas os mitos citados não têm consenso na sociedade Argentina, que é dividida por profundos antagonismos. Não seria na Argentina, onde os debates nos cafés são acirrados e a psicanálise floresce que haveria alguma unanimidade ainda sobre os ídolos e mitos. Embora haja convicção generalizada de que o país está muito melhor do que nos anos da crise, o grau de entusiasmo varia. Para usar uma metáfora comum nos divãs, a situação econômica hoje é como um copo de líquido pela metade: alguns ressaltam a parte cheia, outros preferem olhar o espaço vazio.

Borges, por exemplo, é considerado conservador demais por alguns…. e defendido por outros  como um revolucionário nas letras. Evita foi amada por metade da sociedade e detestada pela outra… Gardel tem sua legião de fãs. Mas também existem milhões de argentinos que consideram outros cantores melhores que ele (entre eles, o próprio Borges que dizia que Gardel havia afeminado o tango por incluir o amor em suas canções) Maradona também é centro de divergências já que, enquanto uma parte dos argentinos o considera um gênio da bola, outros o veem como um prepotente, drogado e péssimo exemplo para a juventude.

Mas, há um mito jamais contestado e que conseguiu o consenso dos sempre antagônicos argentinos: é Mafalda, a emblemática personagem do cartunista Quino. A ironia é que a irreverente menina – unanimidade entre os mitos portenhos – é a única que não existiu em carne e osso.

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Gastronojeans

13 de março de 2014 Comentários desativados

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Moda e comida, ou como dizem hoje, os FF – Fashion and food – têm muito em comum. Transitam no reino do efêmero, podem ser obras de arte, são globais, alimentam o corpo e a alma. Diga-me o que comes, diga-me o que vestes, eu te direi quem és! Esta exclamação – com tantas variantes – corre livros, artigos e raciocínios, solta que está pelo mundo. E a lógica do movimento da globalização.

De um lado está o Jeans que começou de um jeito rústico, provinciano e hoje parece ter explodido em bilhões de maneiras de ser, customizado, bordado, recortado, esfiapado, na lógica do movimento, do fluxo do eterno recomeço. Parecido com o ato de talhar, cortar, soltar, disfarçar, amaciar, flambar, moer, distender, encrespar, mexer nas texturas, produzir efeitos na cor, enfim.

Jeans, nem tanto mas comida são o exemplo efêmeros: quando tempo dura um prato que está sendo comido? E quanto tempo levou para ser preparado. Quem sabe venha desta diferença, um hábito cada vez mais comum: o de fotografar o prato que se vai comer.

Na década de 70 surgiu na França o movimento da Nouvelle Cuisine. Dentre seus principais parâmetros, o desejo e a estética do menos. As pessoas, cada vez mais sedentárias, necessitavam de comidas mais leves, molhos sem cremes, visual, repaginado. Assim foi, e hoje a cozinha contemporânea, continua adepta do menos, só que se pode usar qualquer fruta, legume ou carne, de qualquer parte do mundo.

Um exemplo disso, é pelo menos na cozinha italiana atual a nominação de Mare Monti que não é nada mais do que uma mistura do produto do camponês das montanhas e o habitante da beira do mar. Tudo fica mais fácil se entendermos que no passado não tinham geladeira, freezer, etc. Como conservar os alimentos? Como devia fazer o homem da montanha para levar lulas, camarões, e até um simples peixes para as escarpas de onde vivem? E vivem?

Bem, mas hoje com a tecnologia nem lembramos que uma simples geladeira nos permite isto tudo. E sempre presente, e o micro desgela em poucos minutos.

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