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Posts na categoria "Curiosidades"

El Calafate

13 de fevereiro de 2016 0

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Estes dias abrindo uns recortes de uma gaveta não comida pelos cupins ainda, vi uma bela foto da geleira mais próxima de El Calafate, parei e me detive. Da geleira Perito Moreno todas as fotos são boas, mesmo que você erre tudo, ainda assim…

Só durante o texto é que li o nome do autor e vi sua foto – e aprendi a seguir que é ator, e bom ator – aí é que me lembrei dele “morando” em uma das caves da Capadócia, aí fui socorrido pela Magra que sempre que pode vê a novela (mas não lê a Caras), o seu nome é Montagner (Domingos se não me engano).

Segui lendo e aí vi que além de ator tem um bom texto. Diz ele sobre Calafate:

Vivi 30 dias na Patagônia argentina, conheci uma exuberância da natureza sem igual, aprendi como se prepara o lendário cordeiro patagônico, deixei cadeira cativa em bares para lá de hermosos e realizei um trabalho gratificante.

El Calafate é uma cidade da província de Santa Cruz, e seu nome vem de um arbusto espinhoso que dá uma fruta deliciosa com a qual se faz geleias e sorvetes. Os galhos, por suas características fibrosas, eram usados pelos espanhóis para calafatear as naus, isto é, preencher os espaços entre as madeiras do casco, termo semelhante ao que usamos em português: calafetar. A cidade era um posto de descanso dos mercadores de lã que levavam suas mercadorias ao porto.

Ao passar um mês numa cidade de pouco mais de 6 mil habitantes, acabei descobrindo, por exemplo, que uma garrafa colocada em cima de um automóvel significa que ele está à venda. O cotidiano me deixou íntimo de certos bares, como o simpaticíssimo Cambalache, que permitiu à nossa equipe fazer “asados” em seu quintal nas horas de folga e nos rendemos ao clima de fraternidade ao ver o dono de outro bar tradicional, o Isabel, vir tomar cerveja conosco. Sem esquecer do charmoso Libro Bar, com suas inúmeras referências literárias rabiscadas pelas paredes e trilhas sonoras incomparáveis.

A simpatia com “los hermanos” se consolidou principalmente no período em que estivemos gravando num barco por dez dias consecutivos.

Sem voltar a El Calafate, a equipe argentina criou um clima tão bacana de irmandade com a nossa equipe que a lembrança daqueles árduos dias de trabalho é de pura alegria.

Ver um iceberg despencando de 60 metros de altura é algo que realmente não dá para esquecer. Ele submerge e emerge como uma jazida preciosa de um azul inacreditável. Assim como um mergulho, numa das cenas, em águas a 3°C. Ou ainda contemplar as vacas selvagens nas encostas pastando como cabras – animais descendentes de rebanhos dos antigos moradores das terras do atual Parque dos Glaciares, onde gravamos momentos épicos em lugares como Perito Moreno, Upsala e Spegazzini.

Só me resta voltar. Agora de moto. Ruta 40, me aguarde!

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Dia do fotógrafo

12 de fevereiro de 2016 0

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No café da manhã, abri o jornal como sempre faço e fiquei sabendo que é o dia do fotógrafo ou da fotografia. Fico até emocionado, é que com as máquinas atuais o que vale é você estar lá, e óbvio ter a disposição necessária. A técnica está ficando para segundo plano e a foto que você repetiu e não vai usar não tem mais custo, é só deletar.

Antes não era assim. Você tinha que sair de casa com um pacotão de filmes. Nenhum fotógrafo responsável compraria filmes no caminho e “se o filme que você comprou era daquele pacote que ficou decorando a vitrine e tomando sol?”

Bem, mas hoje é o dia do fotógrafo, que eu nem sabia que existia. E andei lendo o número de mortos na profissão. Para falar a verdade na “nuestra américa” muito mais em emboscadas por ter tomado um partido ou por escrever contra ou a favor de grileiros, políticos ladrões, traficantes, protetores da floresta, etc, em guerra mesmo são menos, mas mesmo assim o número é assustador.

No Oriente Médio com ou sem máquina no pescoço é só alguém olhar pra ti e te achar com cara de “infiel” e você pode ser fuzilado, degolado, afogado, queimado e a família nem saberá aonde estão os seus restos.

A pergunta de sempre: por que alguém se expõe tanto?

É claro que há o lado profissional, mais prestígio, salário, um degrau a mais na atividade, etc. Mas a meu ver, há algo mais, um prazer íntimo, pessoal de estar no lugar onde tudo está acontecendo, onde está o foco das atenções mundiais. Não é vaidade não. Quem sabe um pouco “ou muito” de irresponsabilidade, mas fotógrafos são assim mesmo.

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Elephant Parade

11 de fevereiro de 2016 0

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Obrigado Sr. Marcelo, pedi ajuda aos Faceiros porque nunca poderia imaginar. Pensei todas as fórmulas de promoção da ilha da fantasia, ilha da magia, etc, mas não pensei nos próprios elefantes. Gosto deles, e quem não gosta? Chegar ali para o fim do ano e encontrar uma manada é de surpreender a qualquer um. Perguntei a vários, mas ninguém sabia. Numa Agência de Turismo me deram uma resposta que eu logo vi ter entrado na porta errada. É uma promoção!  

Agora graças a você fiquei sabendo que um elefante distrai muita gente, mas 80 elefantes distraem muito mais. As figuras são de fibra de vidro medindo 1,5 metro de altura e cerca de 70 kg, no tamanho de filhotes, caprichosamente pintados. A capital de Santa Catarina será a primeira cidade na América Latina a receber o Elephant Parade, evento criado para arrecadar fundos para campanhas de preservação da espécie e recuperação de elefantes asiáticos vítimas de maus tratos. Durante o evento, os elefantinhos estarão espalhados por diversos pontos da cidade. Ao final da exposição, as peças serão vendidas em um leilão marcado para o dia 2 de abril. Mais informações no site elephantparade.com.br

Obrigado Marcelo! Eu Flávio, gosto deles e vou vê-los sempre que posso na Tailândia, ou ali ao lado no Laos, cuja bandeira tem um elefante e o slogan é o país dos 100 mil elefantes. Há um passeio para vê-los tomando banho cedo da manhã. É que conforme a época faz muito calor. Quem quiser andar de elefante, alimentar elefante com cachos de banana ou com cocos que se compra, é ali. No caso dos cocos, eles primeiro quebram com a pata e depois comem tudo. Lembrem-se eles são elefantes não burros.

No norte do mesmo país, Chiang Rai, passeia-se com eles em florestas e plantações de ópio, é o Golden Triangle. Mas não conte para ninguém, se souberem vou ter que sair cantando: me dei mal, me dei mal, bateu na minha porta o japonês da Federal.

Ao lado na Birmânia, há uns 30 anos era o único jeito de visitar uma gigantesca área cheia de stupas e… tigres.

No elefante lá de cima estás protegido, mas é muito descômodo, depois de uma hora, você prefere os tigres de bengala (de cartola não vi nenhum). Mas como a maioria dos stupas tem uns 2,50 metros não se vê quase nada, se estiver ao nível da estrada e entre um elefante e um jeep velho, viva o elefante! Na área tem uns 100 mil stupas.

Caro Marcelo, muito obrigado! Graças a pessoas como você é que o Puxadinho se mantém bem informado.

Abraços

Aos “elephant lovers” repito o endereço do elephantparade.com.br

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Atrás das muralhas... uma Abadia

10 de fevereiro de 2016 0

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Quando vem pela estrada parece um castelo murado. De perto não é nada disso, mas sim uma abadia medieval protegida por uma fortificação numa ilha minúscula no litoral do Atlântico Norte.

Por sinal só é uma ilha duas vezes ao dia, na maré cheia. Quando a maré baixa, a ilhota vira uma colina pedregosa incrustada nas areias da Bretanha, a uns 300 quilômetros de Paris.

Não surpreende que o conjunto tenha um hipnótico poder de atração: um milhão de turistas o visitam a cada ano.

O espetacular cinturão de muralhas e torres que cercam o Mont Saint-Michel está ali desde o século 15. Não faltam passagens secretas, criptas e masmorras, o que aumenta o ar de mistério.

O melhor fica lá em cima, no topo do morro: é a abadia dos monges beneditinos, que levou 500 anos para ser construída. Hoje nem sei, mas a história relata que os monges viviam em clausura, oravam e meditavam – mas também mandavam e desmandavam, porque o abade tinha o mesmo poder que um senhor feudal, aliás, era um senhor feudal religioso, com direito de vida e morte sobre quem estivesse em seu território.

Na Idade Média, era ali que os monges copiavam os manuscritos, aprendiam línguas antigas e estudavam as plantas e os animais, eram os cientistas da época.

A abadia é uma das três obras-primas da arquitetura gótica francesa – as outras duas também são religiosas, a igrejas de Notre Dame e a Catedral de Chartres, que é conhecida como La Merveille – isso porque foi erguida, diz a lenda, no mesmo lugar onde, nos idos de 708, o arcanjo Miguel teria aparecido ao vivo a Santo Aubert, ordenando-lhe que ali erguesse um oratório. O milagre impressionou tanto os devotos da época que o nome do anjo, depois elevado a Santo, virou também nome do morro, do oratório e da própria abadia.

As muralhas vieram na época em que a abadia se tornou um famoso centro de peregrinação – e, em consequência, virou alvo dos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos, de 1337 a 1453. Nos anos pós-Revolução Francesa, em 1789, o monte foi transformado em prisão. Só depois, virou monumento nacional.

Apenas 180 anos depois os monges conseguiram à abadia suas funções religiosas – mas elas permanecem em segundo plano até hoje. O Mont Saint-Michel continua sendo, antes de mais nada, uma atração turística extraordinária.

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Uma Paris que a gente não conhece-II

09 de fevereiro de 2016 0

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Com tantos hermanos nos visitando neste verão, podemos até falar um pouco mais do tiroteado Bataclan, que certamente influenciou a nossa querida Buenos Aires.

O Bataclan, agora ainda mais famoso, tem longo passado. O estabelecimento foi classificado como monumento histórico. Construído em 1864, com o nome Grand Café Chinois – depois, Théâtre Bataclan. Em 1926, foi transformado em cinema e, no final dos anos 1960, voltou a ser uma sala de espetáculos. Seu nome é uma referência mundial, tem uma história que chegou a América do Sul e a sua então “capital” Buenos Aires. Pelo menos é o que presumo, pois quando ouço o tango Garufa, um clássico que segue sendo ouvido até hoje, e que o google me diz que é de 1927, no seu penúltimo verso diz:

“Caes a la milonga en cuando empieza

Y sos para las minas el bareador

Sos capaz de bailarte La Marsellesa

La marcha Garibaldi y El Trovador”

Claro que é uma gozação a um falso malandro, que de madrugada “despues de um caf com leche y uma ensaiamada” (sanduíche), vai pra casa sozinho mas se achando…. “Yo soy un rana”. Fenomenal!

No primeiro verso outra referência: “ Tenes mas pretensiones que Bataclanas?” O que é Bataclanas? É bem provável que você, mesmo sendo fluente no idioma dos hermanos não entenda, a não ser que tenha convivido em “El Abasto” ou em algum Conventilo, ou ainda… del outro lado del puente… Alsina.

Portanto se entendeu, não entregue o ouro, pode não pegar bem… quanto a Bataclanas são coristas no “lunfardo” porteño, provavelmente tenha vindo das coristas do Bataclan, quando faziam excursões a então e até hoje “Reina del Plata”, que por sua vez veio da opereta com este nome dado por Jaques Offenbach, situado no Café Voltaire no leste de Paris, bem ao lado do badalado Café de Saint-Martim.

 

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Vegas e Palmira

08 de fevereiro de 2016 0

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Las Vegas me impressiona, mas não me surpreende…. Mencionei aqui, que todas as civilizações que enriqueceram quiseram deixar para o tempo e para a história monumentos em louvor a sua própria prosperidade.

Das pirâmides do Egito até a Coreia do Norte e suas estátuas e monumentos, tudo vem dessa mesma ambição. De Angkor Wat a ponte de Brooklin, a Cidade Proibida de Pequim ou a encantadora Veneza e seus canais, mas nenhuma foi tão longe como Las Vegas, que juntou muitas atrações em alguns km² e no meio do deserto. E a água? Bem, como precisavam cada vez mais dela, fizeram outra obra espetacular: a Represa Hoover. Muito bonita e eficiente.

Esta dedução ocorre todos os dias e em todas as dimensões. Já contei aqui, certa vez, que em minha primeira visita à Pirâmide de Quéops fui abordado por nativos de gelaba e turbante que me ofereceram um pequeno pedaço do colossal monumento, fiquei revoltado e a Eliana mais ainda. Poderia ser falso é claro (o que é um pedaço de rocha além de ser um pedaço de rocha?), mas olhei adiante e vi outro rapaz, com uma faca rudimentar, escalavrando a mais famosa das construções mortuárias. Assim não leva muito tempo para entender, somos todos nós, a raça humana é que está destruindo Palmira.

Mas os povos empobrecem, são superados por outros ou, mesmo quando isso não ocorre, tem o mais desprezível dos prazeres humanos: destruir o que eles próprios não foram capazes de erguer.

Tem dúvidas? Pois bem, sabe por que a Esfinge não tem nariz? Os soldados de Napoleão faziam tiro ao alvo no que é um dos sonhos da humanidade conhecer.

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O Novo canal do Panamá

07 de fevereiro de 2016 0

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A semana passada postamos um texto sobre o novo Canal. É que com os novos voos decolando de Porto Alegre, se abriram novas opções de visitas, férias e passeios sem passar pela balburdia dos aeroportos de São Paulo e do Rio. Não sei se no turismo o novo Canal terá alguma influência, certamente terá, no tráfico de grandes navios vindos da Europa e no Coast to Coast americano, Japão e sudeste asiático, etc.

Volto ao assunto porque já passados uns 6 meses da notícia, a imprensa brasileira calou. Sabe-se que será na Nicarágua e deverá trazer mudanças para a navegação. Não tão grandes como as do primeiro Canal, mas principalmente, porque grandes barcos poderão fazer embarques diretos, sem trans bordos.

O Canal projetado perto do atual poderá mudar algo na navegação sul americana como fez o primeiro Canal, não creio. Convém lembrar que os franceses do Engenheiro Lesseps já haviam aberto o de Suez, a pá e picareta, pequenas explosões e os quase famintos “fellas”. Mas para um povo descendente dos que construíram pirâmides e a esfinge não deve ter sido tão difícil.

Na América Central apareceu um outro inimigo: o mosquito. Que agora está azucrinando a nós e ao mundo. Sei que é irônico, mas é, depois dos políticos desonestos, o nosso grande inimigo atual. Todos contra um mosquito, e foi um mosquito que levou a falência a grande Companhia do Canal. Transmitia a malária e é o mesmo Aedes aegypti. O tempo passou e o tio Sam tomou conta da obra e abriram o Canal que funciona a 100 anos.

Hoje, mais de um século depois, com a malária controlada e decididos a disputar a primazia mundial, surgem antagonistas dispostos a abrir outro Canal a uns 300 kms ao norte: na Nicarágua. Bem, mas por que abrir outro se o primeiro ainda tem tempo livre e espaço de sobra? Aí é areia demais para a minha Vemaguete, e só quem pode responder são os “players” atuais: os chineses.

A atual ausência de notícias obviamente se deve as incertezas do mundo e não ao desinteresse dos jornalistas. Dúvida 1: com o petróleo a 30 dólares, ainda vale a pena tentar? E já há estudos de como ficará o mundo com o petróleo a 10 dólares?

Dúvida 2: e se a energia limpa continuar nessa evolução tão rápida? O que faremos depois com tanker’s de 300 metros de comprimento? Provavelmente o mesmo que alguns gênios? Pensaram ou não pensaram ao desembolsar dinheiro nosso, dos nossos impostos construindo “arenas” em lugares sem futebol. E até com futebol, pois o Maracanã em pleno Rio está dando preju.

Vantagens de prestígio político vêm em primeiro lugar. A China pretende e se prepara para assumir a hegemonia mundial, mesmo com seus problemas internos. Segundo, obtiveram o imediato apoio dos russos, que com o Putim, buscam a reconquista do império perdido (ele já começou, como você sabe) faz e fará qualquer coisa que antagonize os EUA.

 

Vantagem russa, é que pelo novo Canal passarão navios gigantescos que transportam os dois únicos produtos que a Rússia exporta em quantidade (além de armas), petróleo e gás em “tanker’s” que não cabem entre as comportas do Canal existente. E os chineses financiadores e executores da obra poderão receber e fornecer do terceiro mundo, a preços melhores, minérios que transformarão em matéria prima para sua enorme indústria, já que tudo hoje é “made in china”.

Os desentendimentos com a Europa, EUA e Canadá são comuns, os Russos querem o apoio e o fornecimento de produtos que o terceiro mundo tem de sobra, e sabem que seus capachos ideológicos aceitam e aceitarão o pagamento em armas, tanques, foguetes, etc. É uma pergunta a quem não é vermelho de carteirinha, você já viu algum outro produto industrializado russo a venda no mercado internacional?

Os russos se aliaram imediatamente aos chineses no interesse pelo projeto, aliás, se aliam automaticamente a tudo que possa antagonizar os EUA. A nossa carne, por exemplo, até pouco tempo “não tinha o padrão exigido pelo consumidor russo”. Bastaram as restrições europeias e canadenses para que ela passasse a ser de primeira, e com louvor (sorte nossa).

É que a Rússia, o maior país do mundo e com menos de 150 milhões de habitantes, não conseguem produzir a sua alimentação.  Ainda não conseguiram se recuperar dos planos quinquenais do passado, e daí o seu interesse pelas férteis terras da Ucrânia. É claro que você lembrou do filme do “Dr. Zivago”, já pensou que o frio impede uma produção melhor, isso poderá até manter a sua tese na roda de chope na esquina, especialidade da esquerda.

Mas eu gostaria que você lembrasse, antes que alguém o conteste, que também é verdade que existe um país chamado Canadá. Tão frio como a Rússia. E é sempre o primeiro ou o segundo em produção e exportação de cereais.

Quanto ao Canal Sino/Nicaraguense, vamos ter que esperar. Primeiro, é bem mais longo; segundo, as comportas deverão ter ao redor de 35 metros, uns 25 a mais que as do Canal existente, o que deve ser fácil, se lembrarmos que o do Panamá já completou um século.

Por ali passarão “tanker’s” de quase 300 metros com petróleo. Ótimo até para nós (bata na madeira como eu estou fazendo), pois estaremos afastando um possível acidente aqui pelo extremo sul, mas por outro lado, um barco de 300 metros cheio de chinoiseries assusta também.

Publicado também: http://fernandoalbrecht.blog.br/

 

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Palmira -II

06 de fevereiro de 2016 0

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Por que volto ao assunto Palmira? Pelo choque que tive ao saber que uns bastardos continuam destruindo uma cidade antiga onde não mora ninguém, e reconhecida pela UNESCO como patrimônio histórico. Hoje ocupada pelo E.I., cientes que nenhum dos “inimigos” que tenha algumas gramas de massa cinzenta no cérebro, pensaria em bombardeá-la.

*Não foi o primeiro caso, em Angkor Wat (Wat quer dizer templo), no Cambodja, foi a mesma coisa. Os “Viet Congs ou os Khmer Rouge…” o ocuparam e fizeram ali um paiol, certos que os ocidentais não os bombardeariam… e acertaram, nenhuma só bomba foi jogada. Foi o reconhecimento de ser a maior relíquia budista da Ásia e do mundo que os salvou.

Foi em 1971, nós estávamos em Siem Reap, a seis quilômetros do conjunto, que tem um quilômetro de comprimento e uma “cerca” ou melhor, uma limitação que imita duas serpentes entrelaçadas em toda a volta. E por dia só cinco pessoas podiam ir até lá e de bicicleta. É que houve um acordo entre os adversários para que os franceses que estavam trabalhando nas pequenas represas pudessem terminá-las antes da época das chuvas (ou teriam que refazer o todo o trabalho depois). Bem, nem sempre os cinco eram do serviço de arqueologia… as vezes algum jornalista ou fotógrafo preenchia a vaga, desde que credenciado e que falasse francês.

Outra “curiosidade”: na época da colheita do “ópio” também havia um Acertado Armistício, afinal, sem a receita do principal produto não haveria “guerra”, pois guerra é cara em vidas e em armas e munição, portanto “no opium no war”.

*Já os Budas de Birmingham não tiveram a mesma sorte. Entalhados na pedra e com mais ou menos 45/50 metros de altura, além de metralhados foram explodidos no Afeganistão. Nós os vimos no inverno de 70/71 (janeiro ou fevereiro), estavam a 7/8 horas de Cabul, a capital do Afeganistão. Foi minha primeira viagem à Ásia (ir por terra no inverno, prova minha inexperiência), nosso destino inicial era Kathmandu.

Quanto aos Budas, eu nem sabia da existência, mas um casal de jovens americanos também em busca do Nepal, tinha recebido do pai dela, escultor, a informação sobre os Budas e preciso vê-los, etc, etc. Foi sorte, só duraram até os anos 80, os talibans se encarregaram de destruí-los.

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Obrigado Pedro!

05 de fevereiro de 2016 0

Por usar o seu tempo, que pelo que dizes é precioso, para me responder.

É provável que você não tenha lido as páginas policias dos nossos jornais nos últimos dias. Se você leu e acha que mesmo com estas carências em segurança, saúde, etc, os prefeitos que deixaram de botar dinheiro no carnaval estão cometendo um crime contra a cultura, nós nunca vamos estar de acordo. Aliás, também sou contra em patrocinar Olimpíadas ou Copas, isso é para países prontos, e ao meu ver é claro, o que não representa nada a não ser a minha opinião.

Nem por isso me considero o melhor patriota, mas mesmo assim, continuaremos convivendo, é o melhor da democracia que você faz questão de ressaltar.

Eu só gostaria de acrescentar que ela é o único regime que aceita e que tolera que outras ideologias existam. A maravilha de vivermos em um país democrático é podermos ter e dar as nossas opiniões, mas está havendo uma confusão, porque ultimamente, está sendo exigido não “ter uma opinião”, mas sim “ter a mesma opinião”.

E se não tivermos lá vem os black blocs eletrônicos em peso e a pedido de alguma curriola nas redes sociais e nos telefones privados.

Aí eu pergunto: como seria possível termos todos a mesma opinião em questões como o aborto, a eutanásia, a liberação das drogas, a pena de morte e a posição política? Mas aí é outra estória…

Abraços e obrigado! Sei que seu tempo é precioso, só o seu, claro.

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Bugatti volta Volkswagen

05 de fevereiro de 2016 0

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A Bugatti renasceu no Salão do Automóvel de Paris há alguns anos, com a apresentação do EB 118 com um inédito motor de 18 cilindradas. A marca italiana pertence agora a alemã Volkswagen. É um pouco difícil entender porque uma fábrica que tenha a palavra “Volks” em seu nome, possua hoje tantas marcas sofisticadas sob o seu guarda-chuva.

Agora está traçando uma estratégia de fornecer motores para as demais montadoras coligadas, caso da Seat e Audi, sendo que a motorização do EB 118 é uma novidade. Consiste em três bancadas de motores de seis cilindros, combinados em forma de E.A Bugatti, que foi criada pelo italiano Etore Bugatti (de onde surge as iniciais dos seus veículos), no início do século XX. Seu último produto foi o superesportivo EB 110…

É curioso, mas a Volkswagen alemã virou uma consumidora frenética das mais famosas grifes mundiais. A empresa adquiriu as inglesas Bentley e Rolls Royce, além das italianas Lamborghini e Bugatti, fugindointeiramente ao destino que o seu fundador imaginava.

Para Peter Schmitt- C.E.O., da Automotive Industry, a opção da Volks mostra um interesse em motores de alta tecnologia, mesmo com preços acima dos usuais, para carros de faixa superior, como os Bentley. “Se a Bugatti está equipada com um grande motor, Ferdinand Piech vai querer usá-los nos outros carros da empresa”.

Para ele, o chairman da Volkswagen AG irá misturar componentes simples dos motores do menor carro da empresa, seja Golf ou Lupo, com os propulsores da maior Bugatti ou qualquer outra marca coligada. Piech é considerado como um revolucionário dentro da holding, por sua atuação de sucesso na redução de custos e otimização da produção.

OBS: Não sei de quando é esta informação, é uma que saiu das gavetas dos móveis comidos pelos cupins (que bicho fgdezx), só sobraram as gavetas. Mas acho tão surpreendente uma fábrica tão bem sucedida mudar totalmente o seu direcionamento com carros mais populares, que resolvi postar. O homem do bigodinho deve estar se revirando no túmulo, se é que o tem.

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