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Posts na categoria "Curiosidades"

Obrigado Eurico

02 de maio de 2016 0

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Graças ao Eurico Salis nestes primeiros dias de frio, um pedaço da paisagem norte-americana, brilha nas salas negras do MARGS. Foi quando o Eurico inaugurou a mostra de fotografias da Califórnia. A exposição reúne 29 registros feitos por ele no período em que residiu na costa oeste dos Estados unidos. No dia, Salis falou sobre o trabalho:

− Eu morava em Monterrey, onde viveu Ansel Adams (Californiano mestre em fotografias de natureza), que me inspirava desde pequeno, o que me motivou bastante. Era para ser uma expedição com vários outros fotógrafos, mas acabou ficando em cima da hora e fui explora-las sozinho.

Sob as câmeras e lentes do Eurico Salis, as salas negras fazem até agora a melhor exposição fotográfica do ano. O assunto é o Bigsur, mostrando em detalhes, as montanhas da região que já haviam sido expostas por seu ídolo. Seu e de milhões de aficionados.

São fotos sobre as quais o fotógrafo fala muito pouco e com razão. O que vale é o resultado final e não as peripécias para sua obtenção, portanto, vá vê-las. Ansel Adams e Eurico Salis moraram em Monterrey. Adams já beirando os 90 e com seu pequeno, mas o valente motor-home descobria caminhos e ângulos inéditos, colocou muito de sua experiência nos livros que escreveu e editou, principalmente de sua famosa Zone Sistem. Mas muito econômico sobre os seus resultados.

Preferia falar para os fotógrafos dedicando-se e ensinando a sua técnica.  Tinha razão em falar pouco de seus trabalhos, grandes fotógrafos como Eurico, o fazem também.

Nota: Estou voltando de viagem, por favor confira pelo telefone do museu para ver se a exposição ainda está sendo mostrada.

Nota 2: Informe-se também sobre a palestra/aula que ele prometeu fazer. Nesta eu também quero ir, aliás, preciso assistir, li um dos livros da Zone Sistem, mas confesso que lendo ficou numa nebulosa lembrança, não entendi nada. E o Eurico certamente vai botar um filtro na minha incompreensão e faze-las azular, como fez nas montanhas Yosemite, que recebe mais de 5000.0000 milhões de visitantes/ano. Tantos quanto o nosso país recebe.

 

 

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Christiania- Dinamarca

01 de maio de 2016 0

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Copenhaguen é uma cidade tão bem resolvida que se permite ter um distrito livre, onde moradores e frequentadores vivem segundo suas próprias regras, Christiania é o nome.

As leis de Christiania são curiosas: não buzinar, não correr (para não criar pânico) e aquelas lembranças da comunidade alternativa (a mais velha da Europa), só pode ser registrada nos neurônios, pois fotografar é proibido.

O bairro, hoje distrito, na área central de Copenhague, era uma base militar abandonada até 1971, no auge do movimento da contracultura hippies eles e outros malucos-beleza passaram a ocupar o terreno. Hoje, cerca de mil pessoas de três gerações moram ali, num terreno de 400mil m², onde se espalham grafites, bares, armazéns, banquinhas vendendo maravilhas, cafés e casas noturnas.   Vá tranquilo, não tem policiamento, mas é absolutamente seguro. Como todo o país.

* Copenhague tem algumas coisas curiosas, uma delas é que bem no centro, junto aos bares e restaurantes, tem alguns teatros e, mais ou menos uma hora antes da apresentação, o que obviamente coincide com a saída das pessoas do trabalho. Os artistas sobem nas marquises e dão uma canja, cantando, sapateando, tocando algum instrumento ou até recitando trechos da peça que vão encenar. É ótimo, falam com o público e, com isso estimulam a muitos, como foi o nosso caso. A assistir a performance.

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Rallyes na Islândia

30 de abril de 2016 0

30.04

Há algum tempo escrevi sobre a Islândia. Mas não encontrava as fotos, desta vez a culpa não foi só minha é que com o feroz ataque dos cupins no meu escritório tive de desmontar tudo, pior que desmontar. Estantes e a mesa do escritório com gavetas é vero monte de quinquilharia que juntamos. Só uma enchente como vi na semana passada no Rio e São Paulo.

Portanto agora faço um; resumo este piquenique é da confraternização sobre uma geleira onde fazem Rallyes cujos postos de passagem obrigatórios são marcados eletronicamente eu não sei como, mas os ralizeiros sabem (com chips! Obrigado Oca). No meio do convescote está o freezer para bebidas e o que você vê em volta são os pratos que cada um levou para o Ágape. Um detalhe que me lembro, as rodas são largas e especiais e a pressão dos pneus entre 3 e 5 libras. Sei que você não acreditou, mas é uma boa razão para ir até lá e conferir!

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Hotéis Exóticos

29 de abril de 2016 0

29.04

Temos quase o mesmo nome. Me chamo Flávia, mas com ‘’a’’. Quem sabe isto tenha me estimulado a lhe escrever.

É que tenho lido e – muito -sobre hotéis diferentes e até estranhos. É verdade que existem? Poderia me dizer alguma coisa sobre eles, meu caro xará? Obrigada.

− Já escrevi sobre isto, só não sei as datas. Se você é boa de internet pode dar uma marcha ré no PUXADINHO e vai encontrá-los.

Estes tipos de habitações temporárias está se tornando cada vez mais comum nas savanas africanas. Lá são quase obrigatórios, procurei hotéis em cima de árvores. É um barato ver os animais caminhando há 3 ou 4m abaixo… Nos países frios, há os hotéis feitos de gelo, até a cama, o bar, os balcões são de gelo (deve até ser curioso tirar da parede o gelo e botar no whisky). Já os vi, mas nunca me hospedei. É que sempre que vou a lugares frios, vou no verão, e eles já estão interditados por perigo de desabarem. E além disto são caros, tem de ser refeitos a cada ano. E é verdade, as pedras são fabricadas em formas para usar menos mão de obra e serras elétricas, e tem que tirá-las da forma ou dividi-las para fazer paredes e alicerces. Além disto, é um novo projeto a cada ano e, não uma meia sola.

Por aqui, sei de hotéis temáticos, mas no Brasil a utilização é explícita. Já me falaram de suítes chinesas ali pela RS-122 que vai a São Vendelino e, espero que não tenha a onipresente figura do camarada Mao na cabeceira. E em Caxias tem um motel com decoração de cantina e parreirais. A ideia até que é boa, mas creio que as fantasias estão na cabeça de cada um. Mas se esta for a sua, quem sabe ela passe por um up-grade ao ver tudo aquilo. Me lembro de ter fotografado um em Stockolm que era um antigo presídio. Um presídio sueco, é claro, mas as celas e o restaurante onde tomei o meu café da manhã mantinham-se iguais e, pelos corredores estão figuras de poliéster com roupas de prisioneiros e seus números que, segundo me disseram, eram de prisioneiros famosos. Eu confesso que não sei dizer se se trata de algum tipo de fetiche ou mera diversão.

No caso brasileiro, acho que até ia faltar vaga e, no caso das delações premiadas até viria bem uma segunda Papuda em Brasília. Teria de ser que construída logo, porque pelo jeito lotaria em breve.

Há dezenas deles em diversos países. Talvez porque seja fácil reformar uma cadeia. O Hotel Katajaooka, em Helsinque, é um presídio cinco-estrelas, muito indicado, eu presumo, para criminosos de colarinho branco. Já o Hostelling Internacional Jail. Hotel, em Ottawa, é um albergue. Se bem que reformado, aplica-se para prisioneiros comuns, já que muitas das antigas celas têm vários beliches, provocando a promiscuidade desejada por alguns.

Confesso que esses são lugares em que não me sinto em casa, não me sentiria a vontade na verdade, se pudesse escolher, como sugere a minha xará, iria para um dos hotéis que ficam em árvores, aqueles do início do texto; um velho sonho de criança, quem sabe.

E vamos adiante, Flávia.

Abraços.

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Viajar sozinho

28 de abril de 2016 0

28.04

Estimada Renata              

Qualquer principiante, ou viajante calejado, ao decolar, estará lidando com o desconhecido com o incerto. As pessoas fazem coisas diferentes em culturas distintas: guiam pelo lado errado, são mais ou menos pontuais, cobram mais ou menos cortesia, etc. Essa situação, já pode ser desconfortável para os viajantes mais assustadiços, o que não me parece ser o caso, quando se vai para o Reino Unido.

Mas para oferecer menores percalços, existem excursões como a que você provou em sua primeira “aventura”. A sua descrição é perfeita, tudo funciona: a organização facilita o transcorrer da viagem, mas pede em troca, uma carga de tensões e obrigações diárias que podem limitar o prazer da jornada. E pode ser ainda pior se o tempo que restar aos passageiros em cada atração for menor do que o reservado para a lojinha de souvenires.

Mas vejo com alegria, que você pretende dar a si mesma; uma nova chance ao viajar na companhia de amigas, mas cuidado entenda que, as vezes, uma jornada com amigos estraga tanto a viagem como a amizade, não digo que isso seja uma norma, mas acontece.

Se der errado não se aborreça. Viajar é um prazer tão grande e tem o condão de provocar emoções inesperadas que qualquer companhia inadequada, leva à vontade de lançar impropérios.

A solução pode estar dentro de você, ou a prezada leitora se vacine contra tensões e viaje mais desarmada, ou ainda faça uma nova experiência: viajar sozinha para um único e sonhado destino. Prepare-se lendo o quanto possível. Depois viaje no seu ritmo, da maneira que mais lhe convier. Veja uma coisa de cada vez e dê a ela o tempo que você estabelecer.

(É claro que você não deve começar indo ao Paquistão, Mongólia ou algum país do centro da África), escolha um país que você possa, sentar-se em um café e ver as pessoas indo e vindo não lhe dê mais prazer do que ver velhas tumbas em velhíssimas catedrais? Quem sabe visitar um mercado lhe seja mais saboroso do que ir a um restaurante caro? Resumindo, na próxima viagem, olhe para dentro de si e faça do seu jeito. E deixe para mais tarde os que citei como exemplo.

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México

27 de abril de 2016 0

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Aproveite que foi até Cancun e dê uma esticadinha, há muitas atrações próximas que merecem visitas. Chichén Itza, é considerada uma das 7 maravilhas do Mundo moderno, as mais impressionantes ruínas do Estado de Yucatán, a pouco mais de 3 horas de Cancun, merecem ser visitadas com calma.

Chegue o quanto antes para aproveitar ao máximo, com a menor quantidades de turistas possível, porque enche mesmo. Faça uma visita guiada, custa aproximadamente 80 reais. Para compreender a grandeza do Templo de Chac Mool, da praça da Mil Colunas e do campo de jogos. Principal atração, a pirâmide de kukulcán é o cartão-postal da cidade mais, que teve seu auge por volta do século 9 d.C.

Considere dormir em Mérida se for de carro ou, se preferir fazer um bate-volta, basta contratar um tour na própria cidade, o que não aconselho.

Mérida a vibrante capital do Estado de Yucatán sintetiza o passado do país em construções do século 16, nas cores de suas casas coloniais e nos pratos bem temperados. No lado Sul da Playa Grande, a principal, contemple a decoração da Casa de Montejo, edifício de 1549 que pertenceu à família homônima até 1970.

Umas das primeiras da América, a Catedral de San Ildefonso foi erguida em 1560 sobre um templo maia e foi saqueada na Revolução Mexicana (1919). Passe ainda pelo Paseo de Montejo, Boulevard desenhado para aristocracia do século 19 desfilar, numa tentativa de criar uma versão local da Champs-Elye- Sée.

Tulum a pacata vizinha de Cancun e Playa del Carmen tem charme e um quê de romantismo. Polvilhada por pousadas e pequenos hotéis ao longo de sua orla de mar verde clarinho, a vila tem poucas e deslocadas lojas e um punhado de bares e restaurantes.

Cozumel, com 65 pontos de mergulho ao longo de 28 quilômetros de costa, esta ilha de frente para a Playa del Carmen surpreende com seu azul único e diversidade de fauna e flora marinhas (sim é mais do que você imagina). Se não tiver intenção de mergulhar, há pouco a fazer por lá.

Têm barcos diários e, o mantra de Chichén Itza prevalece: chege cedo. Única das cidades maias à beira-mar, a zona arqueológica permite que se nade em sua praia de águas claras.

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O nosso novo museu da aviação

26 de abril de 2016 0

22.04

As três postagens anteriores já estavam prontas quando li no Estadão que o Museu de Aviação da TAM havia fechado as portas. Bem no nosso feriado o dia 2 de fevereiro.

A empresa informou que “a decisão está atrelada ao acirramento dos desafios econômicos do País, provocado pelo aumento da inflação, resultando em uma desaceleração do setor aéreo”.

Argumenta ainda que “tentou de todas as formas buscar alternativas para manter o espaço em funcionamento, mas infelizmente…. Realmente é lamentável…

O museu surgiu a partir da restauração de um antigo monomotor dos irmãos Rolim um deles, fundador da TAM, é João Amaro.

No acervo do museu, localizado na Rodovia Engenheiro Talles de Lorena Peixoto. Ali estão aviões clássicos, jatos e caças, a maioria em plenas condições de voo. Destaque para o Fokker 100, o MIG-21 Russo e o Dassault Mirage III, cujos modelos novos o Brasil quase comprou, a negociação não saiu por alguma razão que nunca foi explicada, e nem precisa. Só gostaria de lembrar que a empresa Dassault é também dona do conhecido Jornal “Le Monde” que no governo do Sr. da Silva publicava páginas e, páginas de louvores a ele, ao Brasil, ao governo e a tudo que fosse verde e amarelo.

Certamente os jornalistas da área política devem saber melhor, mas gastar tantos bilhões em um país com má saúde, mau ensino, estradas intransitáveis, dívidas assustadoras e o Aedes aterrorizando milhões de lugares: Eu só concordaria se nos informaram bem e com dados concretos, o que o Paraguay está se armando e comprou duas novas garruchas?

Voltando ao Museu, realmente deve ser muito caro manter um museu com 20.000m² e 90 aeronaves, o custo estimado pela TAM era de 300mil reais por mês. Uma das tentativas era lavá-lo para São Paulo onde certamente teria mais visitantes, embora considerando a distância tiveram 100 mil visitantes em 2014 pode-se considerar bom. Mas o custo do transporte e adaptação da outra área também ajudou a inviabilizar a mudança.

O fechamento entristeceu o ambiente aeronáutico e o que se espera é seu retorno.

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Aviões- I

25 de abril de 2016 0

21.04

Se você é um viajante, é bem possível que um dos seus desejos seja a Califórnia, afinal como diz a música “Never rains in Southern California”, o que é quase uma verdade, mas quando chover saia de perto.

Em Los Angeles eles tem um “bacião” para recolher água não absorvida imediatamente pelo sistema, é todo verde, não há construção e só um piscinão para armazenar água. É gigantesco. Você leva uns 20 minutos para cruzá-lo de automóvel a 60 milhas p/h e é também o caminho para a casa do Henrique Mutti, onde me hospedo.

E o escritório dele é na Hollywood Boulevard, ao lado do Chinese Theatre, onde até a pouco era feita a entrega do Óscar e a calçada, é que como diz a música que cantava o Silvio Caldas (Caldas, não Santos): “e tu pisavas nos astros distraída sem saber que a aventura desta vida é a cabrocha, o luar e o violão”, pois são muitos os pés de astros e estrelas que encantaram gerações que estão nas calçadas.

Você sai do escritório do Mr. Mutti pisando em estrelas como Doris Day, sapateando sobre o nome de astros como Jean kelly e Fred Astaire ou pisando no Trench Coat de Humphrey Bogart.

Pois bem, numa ocasião tentamos passar e já não dava. Encheu tudo em meia hora de chuva e em poucos minutos havia mais helicópteros do que todos os que vi na vida somados. Pois, bem, se você for subindo pelo número 1, chegará em São Francisco e a seguir até Seattle e ali pertinho você pode ir vê-los sendo montados. Já que falei em helicópteros até EVERETT, a Casa dos Boeings, o estado já é Washington State que falamos estes dias.

Com cerca de 40 hectares de construção e pátios, a Boeing Factory em Everett, Estado de Washington, não é muito maior que a Cidade do Vaticano. Em volume, é a maior construção da Terra.

Na fábrica se passa por uma série de túneis, depois se sobe. E quando a porta do elevador abre, você estará num espaço tão vasto que perderá a noção de que está num lugar fechado. Outra surpresa é o caráter tridimensional do empreendimento. O termo “chão de fábrica” não faz justiça a um espaço no qual enormes peças de avião flutuam em guindastes pelas alturas.

É que você de uma passarela superior vê a montagem simultânea de 10 ou mais Boeings de todos os tamanhos e tipos. A passarela está a uns 20 metros de altura e com pessoas especializadas que lhe respondem a tudo o que você quiser saber. Quando você termina a volta que deve levar umas 2 horas, você chega num aeroporto, só da fábrica, que é onde sobem e descem todos os aviões que vem para manutenção.

Deve ter alguns quilômetros de comprimento e com aviões de todas as bandeiras, dos dois lados é um show. Só aí você se dá conta do gigantismo de uma fábrica de grandes aviões.

A visita é espetacular, mesmo que você não tenha nenhuma vocação aeronáutica vai se encantar. Quando visitei era gratuito. Hoje os tempos mudaram e você paga 15 dólares, mas vale muito mais.

 

 

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Ilhas Gregas

24 de abril de 2016 0

26.04

Corfu é a maior ilha grega no Mar Jônico, com 135 mil habitantes, mais parece uma cidadezinha italiana, com suas casas coloridas e vasinhos de flores. No passado, foi alvo da cobiça de romanos, bizantinos, venezianos e franceses, entre outros. Com clima típico do Mediterrâneo, tem a economia baseada na cultura da oliva, falam em 4 milhões de pés esparramados por suas terras que produzem, também, vinho por ser bem próxima à Itália. Próxima de mais, não é um bom exemplo de ‘’ilha grega’’.

Pergunte a qualquer morador de Corfu qual é a atração imperdível e a resposta será imediata: a Baía da Fortaleza Velha, na parte oeste. Segundo os nativos, este é o lugar mais lindo do mundo. Sim, sim, há certo exagero aí, mas o local vale a visita.

São na verdade, três baías de águas calmas, de onde se vê o barco petrificado de Ulisses. Reza a lenda que o herói voltava à Itaca, depois de 10 anos guerreando quando teve o barco transformado em rocha por Poseidon e naufragou. Ele foi salvo pela filha de Alcino que se apaixonou por ele. Claro que não dá para levar à sério, mas a rocha tem forma de navio e está lá, no meio do mar.

Da baía sai uma estrada estreita que leva à um Mosteiro, cuja construção data de 1800. A igreja é toda decorada com pinturas dos apóstolos e de Santo Expiridião, o protetor de Corfu. Vale lembrar que a igreja ortodoxa grega tem princípios parecidos com os da Igreja Católica, mas algumas diferenças fundamentais: os fiéis, por exemplo, não reconhecem a autoridade do Papa e não obedecem a Roma; os padres podem formar famílias (o que é bem mais saudável). Ao lado do Mosteiro há um museu com algumas relíquias ortodoxas, como uma Bíblia de prata, de 1918. Quem quiser levar uma réplica para casa, basta seguir para o cômodo adiante, onde um souvenir sai por cerca de 30 euros que é muito mais caro do que no centro histórico da ilha.

P.S.: De lá reserve umas horinhas (e alguns euros) para gastar nas ruazinhas estreitas e abarrotadas de lojas e mais lojas.

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Tallinn/Estônia

23 de abril de 2016 1

25.04

Tallinn fica “em frente” (geograficamente ao sul) de São Petersburgo, são as duas cidades expoentes do Golfo da Finlândia. De trem, a viagem é longa pois dá-se a volta no Golfo. Preferimos o ferry; para isto, volta-se a Elsinski e duas horas depois em outro ferry, Tallinn.

Nos últimos 20 anos, a capital da Estônia tornou-se uma cidade dinâmica, chique e empolgante. Tallinn abriga excelentes exemplos de arquitetura atual que refletem a confiança readquirida de seu povo com a libertação do jugo soviético. Além de preservar a arquitetura medieval, a cidade vem passando por uma grande expansão.

Do alto do monte Toompea vê-se como a cidade extraiu o máximo de suas raízes históricas. Tallinn surge pela primeira vez no mapa da Europa Ocidental, lá por 1250, mas só foi reconhecida depois de conquistada pelos dinamarqueses e da construção de uma fortaleza que fizeram. “Tallinn” é uma abreviatura de Taani Linnus, que significa justamente isso: “fortaleza dinamarquesa”.

Em 1347, o rei dinamarquês a vendeu aos alemães. A cidade prosperou nos séculos X IV e XV como importante membro da poderosa Liga Hanseática. A Cidade Velha, hoje restaurada é Patrimônio da Unesco, é um monumento vivo a esse período de sua história.

Tallinn ficou relativamente estagnada no período tzarista, da Rússia no reinado de Pedro, o Grande especialmente. Durante a maior parte do século 19, era apenas um balneário de veraneio para os russos ricos. Porém, a construção da ferrovia Tallinn-São Petersburgo, em 1870, devolveu o prestígio da cidade como importante centro de comércio. A partir do fim da Segunda Guerra, com a ocupação soviética, o grande influxo de operários de língua russa superou a população local.

Desde a queda do comunismo e a sua independência, em 1991, os meios de transporte aéreo e marítimo melhoraram a sua integração com a Europa Ocidental. A cidade estreitou vínculos com a Finlândia e, a linha de ferryboat que usamos é hoje muito boa. O trajeto é feito com barcos finlandeses “europeus”, como eles preferem dizer…sem hostilizar o gigantesco vizinho que os oprimiu por 40 anos.

Achei toda a viagem boa e com bons preços, resolvi postar, além disso nos Bálticos, países Bálticos, tem mais dois que visitamos Letônia e depois a Lituânia são próximos, mais ou menos 4 horas não de ferries, mas de excelentes ônibus suecos e mais 4 horas para a última que falei, são próximas, bonitas e, bem cuidadas. Mas totalmente diferentes em estilo.

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