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Posts na categoria "Curiosidades"

Amsterdam: Red Light

02 de abril de 2014 Comentários desativados

Apresentação1

foto: Wikimedia Commons

Depois de alguns passeios e cervejas, prepare-se para entrar no “Red Light District”, hoje uma atração turística mundialmente conhecida. O “bairro vermelho” é um conjunto de quarteirões centrais em que as ruelas estão preenchidas por “mostras” que induzem à única atividade pessoal, comercial ou industrial, no caso das sex-shops como queira – é o sexo, seus associados e derivados sem hipocrisias. Nos últimos anos, o ambiente decaiu um pouco e que começaram a aparecer alguns personagens marginais que azedaram sua imagem “soft”, mas a chave do seu sucesso, o que torna numa atração tão visitada, quando os museus, é a atmosfera descontraída, agradável e ‘normal’ que o transformam o local acima de tudo, num local exótico. Feito o “tour” dos canais mas não tudo junto é claro, resta alugar uma bicicleta e fazer como toda a gente: pedalar acima e abaixo de canal em canal. Aproveite para ir ao mercado de flores à beira do canal, com vendedores dentro de barcos apregoarem a mercadoria todos os dias. E já que é muito longe, uma visita à antiga cervejaria da “Heineken” e quase de graça com músicas e queijos. Os poucos florins que você paga, vão para a Unicef.

Além dos barcos que falei, você também pode pegar catamarãs bem maiores e sair pelo porto entre gigantescos navios (nos sentíamos como pigmeus em um barquinho ao lado de barcos com 250 metros de comprimento e alguns “liner’s” com 10/12 andares de altura) ou pode sair a procurar museus de tudo o que você quiser, é claro que tem o que você quer. Eu a conheço bastante bem, mas o que mais me agrada é simplesmente flanar. Além disto, existe um telefone muito útil de uma organização de aposentados, mas aptos a tudo. Não querem se acomodar e se propõe a guiar turistas.

Mas só no seu bairro ou numa parte que eles conhecem bem e são também conhecidos o fazem por preços ínfimos, mais ou menos, 5/6 dólares que são repassados a UNICEF. Eles são simpáticos e falantes. E certo que conhecem tudo, eles não falam muito na cidade, mas na sua cidade, no seu bairro como eles o veem e que fizeram enfim da sua vida ali.

ps: os hotéis têm os telefones dos guias da Unicef.

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Em busca da empanada perfeita

27 de março de 2014 Comentários desativados

empanadas

Empanadas são um sinônimo de Argentina. Mas também se encontram as versões chilenas com seu recheio de carne moída, cebola, uva-passa, ovos e azeitonas, além do pino que faz toda diferença. Em praticamente toda a América Central e do Sul comem-se empanadas de carne, frango, peixe, queijo, milho…Herança dos espanhóis, sem dúvida. Mas são tão diversificadas que cada estado e cidade tem a sua (que sempre é a melhor). Além disto quando você elogia alguma pode esperar e ouvir em seguida: “é que você não provou as que faz minha mãe”.

A empanada de carne é tão popular que cada região tem a sua receita – “a melhor”, evidentemente. A base do recheio costuma ser a mesma: carne picada, a faca nem fina nem grossa (nunca moída); o que muda são os temperos e complementos.

A saltenha leva batata, cebolinha e condimentos picantes. A nortenha é recheada com ovo cozido e bastante pimenta. A mendocina? Tem azeitona preta. Na tucumana, a uva-passa é obrigatória. Além da carne, na Pampa recheia-se com uva-passa, azeitona, ovo e cebola. Só não tem batata – pelo menos, não obrigatoriamente porque como a receita varia também de família em família…

A boa empanada tem de ser do tipo abre piernas, como ensina a chef argentina Paola Carosella. “É aquela que obriga a pessoa a se sentar, pegá-la com as mãos e afastar as penas para proteger a roupa.

Mas não faça isso em Salta Ali, deixa escorrer o suco é feio. Educado é sugar o líquido do recheio sem cerimônia.

Em qualquer região, recomenda-se chacoalhar empanada horizontalmente “para distribuir o líquido pelo recheio”.

Para falar a verdade, gosto de todas, já as comi de “La Quiaca a Ushuaia”. Só que para mim, são como refeição e não entrada. Só tenho uma certa reserva para as fritas, a meu ver frita, vira pastel. E o vinho? Para falar a verdade, quem como eu tem um nariz comum, tem mais uma vantagem: tomo qualquer tinto de onde façam boas empanadas. Se tivesse um destes narizes especiais que leio nas revistas especializadas. Vinho não seria um prazer mas frequentemente um problema.

Opinião de Patrícia Ferraz (que sabe tudo de empanadas)

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Tributo a Chiquinha Gonzaga

19 de março de 2014 Comentários desativados

crédito Tiago Halewicz3

Sempre vou ao Studio Clio com um prazer especial, e uma certa nostalgia. Passei ali mais ou menos 6 a 7 meses por ano durante 21 anos para falar a verdade, outros meses também sempre em função a ele procurando registrar o que mostraria na volta. Confesso que foram anos agradáveis, produtivos e estimulantes. Conheci praticamente todos os viajantes da cidade e entre eles, fiz bons amigos e tive muitas surpresas. Vocês não imaginam o número de pessoas daqui que andavam pelo mundo todo e melhor ainda seguem andando.

Voltando ao Studio, frequentemente a reunião em algum boteco das redondezas era ainda mais agradável que a própria mostra. E assim fui fazendo sólidas amizades.

Mas também foram anos que as sextas e sábado não se jantava fora, almoço de domingo? Nem pensar tinha seção da tarde, o que não seria impossível mas saindo do Studio Às 23h chegava-se em algum restô lá pela meia noite…No ótimo, Floresta Negra do seu Fredolino, nem pensar. Dizer a amigos que eu iria mas só chegariam 23h que não me esperassem, que eu jantava antes, que só chegaria para a sobremesa que em último caso deixassem um Baggi Dog era inútil, quando chegava encontrava os outros convidados já meio biritas mas famintos.

Pois bem, na sexta-feira passada fui ver “Homenagem a Chiquinha Gonzaga” um presente oferecido pela Olinda Alessandrini. A própria Chiquinha e a nós assistentes. Espetáculo leve, com músicas certas e alegres justamente na Semana de Carnaval, o som do teatro é ótimo (comandado pelo Marcos Abreu).

Na segunda parte, ela se apresenta com roupas de época e fingindo meia idade, com alguns cabelos brancos, etc. Enquanto ela saia de cena éramos brindados com um filminho de poucos minutos dela ao telefone com algumas personalidades. Na terceira parte, já mais velhinha, de bengala, e amparada pelo mesmo ex jovem namorido, senta ao piano para encerrar. Como idosa, mas com músicas ainda mais populares e alegres…foi ótimo no final, mesmo com toda a alegria algumas pessoas foram as lágrimas.

Foi ótimo de assistir, de ouvir e de olhá-la voltar várias vezes. A plateia insistia e delirava na sua volta. Quando na quinta entrada, perguntou e agora para terminar é qual é a música que vocês querem? E metade da plateia respondeu todas outra vez. A Olinda se apresentou no início como uma jovem senhora Chiquinha… mas com um namorido ainda jovem que (adotou legalmente). Se a nossa zelosa ministra e estivesse lá quem sabe até a prende-se por pedofilia e os irmãos Marshall por indução ao crime? Quando entrou definitivamente para a coxia, foi ótimo ver uma boa parte da plateia com seus cabelos brancos começando a sair lentamente. Mas cantando Oi Abre Alas que eu quero passar…Sou da Lira….

Mas para que a noite toda fosse ótima devíamos ter ido a outro restaurante. Fomos ao Babo Giovani, no Paseo da Zona Sul, onde comi a pior massa, a putanesca da minha vida… A massa (produto) era péssima, e os temperos deram a impressão que abriram a lata e despejaram no prato. Ou seja, vá se falta assistir a dupla Alessandrini/Chiquinha, mas escolha outro restô pra encerrar sua noite.

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Mafalda pt. II

17 de março de 2014 Comentários desativados

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Como já escrevi, em janeiro fiz um giro pela Argentina e voltei cheio de idéias para este papo. Mas quando se chega de volta, se é envolvidos pelo turbilhão da vida brasileira: tenho certeza.  Aqui não se morre de tédio.

E acabamos deixando pra depois as observações de viagem. Pois, a capital Argentina, mesmo no escaldante calor continua magnífica. Ela já foi considerada a Paris da América do Sul.

Desfrutou e desfruta de uma agitada vida cultural. Foi ali que surgiram figuras como: Jorge Luiz Borges (eterno candidato ao Nobel – prêmio que teria perdido por questões políticas), Evita Perón, a mãe dos pobres y la madre de los descamisados, ícone da esquerda… embora tenha flertado intensamente com o fascismo, Carlos Gardel, o cantor que popularizou o tango em todo o planeta e que criou um estereótipo de ser e viver como portenhos e um dos mais polêmicos artistas do futebol; Diego Armando Maradona.

Mas os mitos citados não têm consenso na sociedade Argentina, que é dividida por profundos antagonismos. Não seria na Argentina, onde os debates nos cafés são acirrados e a psicanálise floresce que haveria alguma unanimidade ainda sobre os ídolos e mitos. Embora haja convicção generalizada de que o país está muito melhor do que nos anos da crise, o grau de entusiasmo varia. Para usar uma metáfora comum nos divãs, a situação econômica hoje é como um copo de líquido pela metade: alguns ressaltam a parte cheia, outros preferem olhar o espaço vazio.

Borges, por exemplo, é considerado conservador demais por alguns…. e defendido por outros  como um revolucionário nas letras. Evita foi amada por metade da sociedade e detestada pela outra… Gardel tem sua legião de fãs. Mas também existem milhões de argentinos que consideram outros cantores melhores que ele (entre eles, o próprio Borges que dizia que Gardel havia afeminado o tango por incluir o amor em suas canções) Maradona também é centro de divergências já que, enquanto uma parte dos argentinos o considera um gênio da bola, outros o veem como um prepotente, drogado e péssimo exemplo para a juventude.

Mas, há um mito jamais contestado e que conseguiu o consenso dos sempre antagônicos argentinos: é Mafalda, a emblemática personagem do cartunista Quino. A ironia é que a irreverente menina – unanimidade entre os mitos portenhos – é a única que não existiu em carne e osso.

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Gastronojeans

13 de março de 2014 Comentários desativados

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Moda e comida, ou como dizem hoje, os FF – Fashion and food – têm muito em comum. Transitam no reino do efêmero, podem ser obras de arte, são globais, alimentam o corpo e a alma. Diga-me o que comes, diga-me o que vestes, eu te direi quem és! Esta exclamação – com tantas variantes – corre livros, artigos e raciocínios, solta que está pelo mundo. E a lógica do movimento da globalização.

De um lado está o Jeans que começou de um jeito rústico, provinciano e hoje parece ter explodido em bilhões de maneiras de ser, customizado, bordado, recortado, esfiapado, na lógica do movimento, do fluxo do eterno recomeço. Parecido com o ato de talhar, cortar, soltar, disfarçar, amaciar, flambar, moer, distender, encrespar, mexer nas texturas, produzir efeitos na cor, enfim.

Jeans, nem tanto mas comida são o exemplo efêmeros: quando tempo dura um prato que está sendo comido? E quanto tempo levou para ser preparado. Quem sabe venha desta diferença, um hábito cada vez mais comum: o de fotografar o prato que se vai comer.

Na década de 70 surgiu na França o movimento da Nouvelle Cuisine. Dentre seus principais parâmetros, o desejo e a estética do menos. As pessoas, cada vez mais sedentárias, necessitavam de comidas mais leves, molhos sem cremes, visual, repaginado. Assim foi, e hoje a cozinha contemporânea, continua adepta do menos, só que se pode usar qualquer fruta, legume ou carne, de qualquer parte do mundo.

Um exemplo disso, é pelo menos na cozinha italiana atual a nominação de Mare Monti que não é nada mais do que uma mistura do produto do camponês das montanhas e o habitante da beira do mar. Tudo fica mais fácil se entendermos que no passado não tinham geladeira, freezer, etc. Como conservar os alimentos? Como devia fazer o homem da montanha para levar lulas, camarões, e até um simples peixes para as escarpas de onde vivem? E vivem?

Bem, mas hoje com a tecnologia nem lembramos que uma simples geladeira nos permite isto tudo. E sempre presente, e o micro desgela em poucos minutos.

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Viajantes

11 de março de 2014 Comentários desativados

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Ainda há os poetas da viagem os verdadeiros viajantes desligados que querem ir a determinados lugares só porque querem e por algum motivo que só eles entendem. Por exemplo, um casal amigo meu escreve dizendo que no próximo outono (deles), virão ao Brasil, convites não lhe faltaram e um perguntam se eu quero viajar com eles?

“Vou responder que não sei. Viagens com tantos meses de antecedência é coisa para os loirinhos do hemisfério norte. Além disso, ele não quer vir ao Brasil. Quer ao Pantanal, isto me surpreendeu. Normalmente querem ver a Amazônia, Iguaçu Falls e o Rio de Janeiro. Copacabana tem uma fascínio extraordinário e eles pouco sabem de Ipanema além da garota e do Leblon.

Por que resolveram vir ao Brasil? Nada a ver com samba, um barquinho e um violão ou mulatas maravilhosas. Aliás, vou ter que dizer a eles que somos um país estranho e com interpretações próprias, por exemplo, nádegas de fora, ótimo, todos aceitamos e gostamos. Mas cuidado, mamilos de fora? São execrados e pode até dar cadeira por atentado ao pudor. Agora se sobre eles se passar uma tirinha de pano de 1 cm de largura, tudo bem. Ninguém nem a polícia, nem os “fiscais dos bons costumes” que veem todas as peladonas no Carnaval (que terminou ontem) vem encher o saco. Ou seja, na Avenida ótimo. Na areia? Dá cana. Vá entender.

Mas voltando ao Pantanal. Também, não é bem o Pantanal com onças, capivaras e ariranhas. Querem ver o Tangará vermelho. E me encarregaram de saber quanto o Tangará vermelho está por lá? Que sei eu de Red Tangará?

É claro que vou perguntar aos passaralógos que foram extremamente gentis quando precisei deles (entenda como ornitólogos que eu acho muito sofisticados, “Bird Watchers”. Como meu amigo escreveu é mais complicado ainda.

Mas voltando ao Red Targará. Como eles tem um filho estudando em NY, na primavera passada foram visitá-lo e além do filho e da futura nora viram um bando deles de árvore em árvore no Central Park. Segundo eles, é um lindo pássaro Escarlate e perguntaram aos Bird Wachers Nova Yorkinos todas as informações e para mim ainda perguntaram “você nunca os viu”?

Quando responder à eles, não vou ter coragem de dizer a verdade, que nunca os vi porque eles não vão ao Moma, ao Guggenheim, nem nos shows da Broadway ou nos bares com Jazz no Soho ou no Tribeca. Também não vou dizer que a vida está tão cara no Brasil, que pessoas que preparam batizados, casamentos, Bar Mitzváh, ou bodas de prata, ouro, etc. Vão até lá para fazer compras. Vou preferir dizer que o Pantanal é ótimo. Águas claras em Bonito, Tuiuius por toda parte e que outros inúmeros mamíferos inclusive eu vou fazer todo o possível para acompanha-los.

*O crédito da foto não foi encontrado.

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Hong Kong e seu transporte

05 de março de 2014 Comentários desativados

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Não tenho voltado a Hong Kong nos últimos anos, ou seja, não estive lá depois que os chineses penduraram a plaquinha dizendo ‘’agora sob nova direção’’. É claro que você sabe, depois de 99 anos esgotou o tempo da concessão e os ingleses foram embora. Mas como de hábito deixaram uma cidade cuidada e urbanizada apesar de suas difíceis características. Muitas ilhas, subidas fortes e próximas ao centro comercial. Um Bondinho, até o Victoria Peack, que é o Corcovado deles, bons ônibus, bons ferryes e um excelente metrô (falei excelente), dois aeroportos sendo um deles numa ilha hoje ligada por trem e metrô.

Além disto? Permaneceram os bondes, centenários e eficientes. Com curiosidade estou lendo um artigo do NY Times e diz mais ou menos o que eu já sei, mas há novidades, é claro. Por exemplo, telefones nos metrôs e computadores com internet grátis nas plataformas principais. Hong Kong tem um dos sistemas de metrô mais respeitados, com estações imaculadas. Cruzar a ilha e os novos territórios, ou seja, a parte continental habitada leva meros 25 minutos pela viagem de 12,9 km, em trens que têm um recorde de pontualidade de 99,9%.

Já os bondes, tinham pressagio de morte anunciada por ser de um meio de transporte muito mais lento e menos confortável: os bondes centenários se arrastam pelo congestionamento, fazendo com que seus passageiros sofram sem ar condicionado que esfria a rede de transporte subterrânea. Mas os bondes se mantêm. Chamados de ding-dings, devido aos sinos de aviso para pedestres, os bondes tem dois andares e atraem 200 mil pessoas por dia.

Os idosos e os jovens usam. E muitas pessoas de colarinho branco tomam o bonde na hora do almoço, indo e vindo, de enormes prédios para restaurantes em locais próximos.

A concessionária, tem tanta confiança que os elétricos vão continuar em Hong Kong que está investindo aproximadamente 20 milhões de dólares para atualizar o sistema, em grande parte, com carros de alumínio mais duráveis para substituir os atuais de madeira. Os novos carros são projetados para durar cinco vezes mais – antes que precisem de uma reforma geral. A Veolia está também introduzindo anúncios visuais e sonoros das paradas que se aproximam, melhorias que outros sistemas já usavam há anos.

Ainda assim, os bondes enfrentam cada vez mais os desafios dos bem financiados metrôs, que estão expandindo seu alcance ao redor de Hong Kong com uma nova linha até costa sul, ao mesmo tempo em que estende a linha principal da ilha até uma área onde o bonde agora não tem competição subterrânea. Para competir, para isto Veolia precisa se valer de alguns novos meios para financiar os gastos maiores, alugando placas que ficam nos lados dos carros e bondes antigos para passeios festivos. Tem valores baixos e não terceirizam operações. Com os bondes passando a cada 90 segundos e geralmente lotados, tendo capacidade para até 110 passageiros por carro, o dinheiro continua entrando e pensando bem uma festa

com banda de música, frios, doces e Chopp é uma boa.

A atração nostálgica dos bondes mantêm os passageiros leais. Além disto…

- Os bondes são símbolo de Hong Kong.

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Vendas na praia

27 de fevereiro de 2014 Comentários desativados

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Ouvindo o papo de umas amigas da Eliana e das primas do Rio, eu estava certo que falavam sudoeste asiático, mais precisamente da Tailândia. Lá tem de tudo na praia, lanches, roupas, tarô, leitura de mãos, etc. Massagens com pedras quentes e óleos maravilhosos.

Fazer uma massagem com direito a ofurô, apreciar uma salada, retocar o esmalte das unhas. Também tudo na praia, aqui as opções também estão aumentando. A lista já conta com a entrega de peças íntimas na orla, além de aulas particulares de inglês sob o sol. Eu não podia imaginar que falassem do Rio. É que segundo elas, as empresas estão apostando num novo nicho, uma espécie de “sand deliver” à beira d’água.

A iniciativa ganhou força nesta estação, com o calorão forte andou fazendo.  A ideia é não perder clientes e atrair um maior número de novos. Funciona assim: os clientes ligam e dizem o que querem, dão maior número de referências possíveis, como o nome da rua mais próxima, altura do quiosque, a cor da barraca e da roupa de banho. Do outro lado, as funcionárias usam o celular e vão caminhando até o encontro com o freguês. Em alguns casos, a demanda surgiu por iniciativa dos próprios clientes. Uma estilista passou a entregar suas peças, principalmente calcinhas, após perceber que parte das clientes ficava cansada para enfrentar maratona de compras no pós sol.

- Criei o serviço S.O.S. Entrego camisetas básicas, óculos e peças íntimas onde a cliente está. Ela diz a sua localização e vamos até lá. Levamos amostras, fotografias e uma máquina de cartão.

Diz a prima: – Dou o maior número de referências possíveis, como o nome da rua e só. É como pegar um táxi. Falo a cor do biquíni que quero, do cabelo, da canga ou da barraca. Quando está muito cheio, acho que a “China” usa até um GPS. O certo é que nos encontram sempre.

O verão é sempre uma estação agitada. Então, como passamos o dia na orla, acaba não sobrando tempo pra fazer tudo. – explica a moça.

Bem, e você dirá e porque à Tailândia? É que este tipo de serviço é habitual no sudeste asiático e aqui ao que parece foi introduzido justamente por uma Filipina que era manicure a dava aulas de inglês e assim um novo serviço começou. O número de ofertas aumentou, que antes você lembra eram só sanduíches bebidas, aulas de tarô e biscoito Globo.

Foto: Pedro Kirilos/Divulgação

 

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As Laranjinhas e Eu pt.II

26 de fevereiro de 2014 Comentários desativados

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Não lembro se foi sábado ou domingo, parti de novo, só que desta vez para outro lado. Fui para a Zona Sul tomar um café com amigos frente à Praça Tristeza. O trajeto deve ter 2 ou 3 kms. Nada de extraordinário. Estacionei no Barra e peguei uma Laranjinha em frente. Estavam todas ali, escolhi uma e saí lentamente. Dei uma olhadinha no prédio do Jockey (tombado mas que precisa de umas meia sola para que não tombe literalmente).

Aliás, pelo que eu leio a situação de todos os hipódromos é complicada. A razão? Os jovens não vão mais à corridas de cavalos, o que não deixa de ser irônico, num estado como o nosso. Na época da cavalgada do litoral, agora portanto, surgem vozes que querem proibi-la porque é longe, cansa e desgasta o animal, etc. Chego a achar graça deve ser coisa de quem nunca leu sobre grandes marchas, seja dos Mongóis que foram até a Europa peleando e voltaram ou dos cavalos Gato e Mancha que foram da Patagônia à Nova Iorque em dois anos. Lá por 1939 (os argentinos tem reservas pois o cavaleiro era suíço). Além de outras centenas de indiadas, o mundo se moveu sobre cavalos desde sempre. Mas agora surgem os experts, que acham que 200 km, no plano e com piso macio é demais.

Bem, voltando as Laranjinhas, com elas você pode fazer uma parada a qualquer momento, ouvir barulhos, focar a paisagem, descobrir novos caminhos, desta vez abandonei a Icaraí, fui por dentro por Assunção. Ruas cheias de casinhas e casonas, vê-se pessoas na rua e um monte de atletas de fim de semana, etc.

Lá pelas tantas meu telefone tocou. Era uma amiga minha perguntando: “É você mesmo?” Claro que era. Achei que era, mas o J.N disse que não poderia ser. hahaha!

Cheguei ali, cruzei uma feira empurrando a bike, observando tudo. Quem anda de magrela sabe mais uma qualidade que ela oferece. Não precisa procurar vaga. Você para pra pensar. Pra ouvir. O ritmo do dia muda. Parece mais claro. Parece melhor.

Aí senti falta de um cadeado. Vou deixar com uma correntinha comum no capacete. Este eu não esqueço.

O papo foi continuando e bom como sempre, mas como churrasqueiros, um olho no assado e um outro no gato se levam a Laranjinha vou me queixar pra quem? Me despedi dos amigos e fui embora ecologicamente e feliz, sob a inveja de todos. Já era meio dia e as ciclovias ainda estavam vazias. Dá um pouco a impressão de que a cidade é mais sua. Você redescobre em poucos quilômetros cantinhos que havia esquecido. Você se sente bem. Você sente que fez o bem. Você se torna parte de uma comunidade que pensa em melhorar a cidade. Para mim que nunca aprendi a viajar, rápido, foi ótimo. Me certifiquei mais uma vez que é devagar que se sente o mundo e é devagar também que se sente a cidade, a minha, a sua, a nossa cidade.

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Austrália e sua Barreira de Corais

25 de fevereiro de 2014 Comentários desativados

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A grande Barreira de Corais, que se estende pela costa da Austrália, é um espetáculo que sozinha já compensa a viagem até lá. Trata-se do maior grupo de recifes de coral do mundo, com 2 mil quilômetros de comprimento, até 80 quilômetros de largura. Protegida pelos ambientalistas desde 1975, vai desde as proximidades de Brisbane até o extremo norte do país. Brisbane, sem dúvida, é uma ótima cidade que teve um desenvolvimento enorme. Quando um governador, simplesmente diminuiu os impostos. Fácil, não? Mas não tente sugerir para nossos administradores. Suas praias são ótimas, mas Brisbane não é o lugar para ver a barreira, é muito longe. Cito-a aqui para que você se oriente mais facilmente.

Esse ecossistema quase infinito abriga 400 tipos diferentes de corais, que servem de lar para aproximadamente 2 mil espécies de peixes. Os corais, servem de lar para eles. Os corais são pequenos animais marinhos, que se proliferam em águas quentes e rasas.

Quando morrem, seus esqueletos calcários vão se acumulando nos recifes.

Há várias maneiras de ver essa maravilha, mas a melhor é, sem dúvida, mergulhando. As operações de mergulho duram um dia inteiro e são acompanhadas por biólogos marinhos e incluem refeição e equipamentos.  Só que vocês não ficarão o dia inteiro embarcados. Você vai até os “Pontões” que são grandes superfícies de madeira flutuantes ancoradas onde você passa o dia com tudo à disposição e faz de tudo o que quiser sem pagar mais nada. E mais uma vantagem: os “baixios” são intricados e muito sujeitos, as marés que os tubarões, os perigosos tubarões australianos simplesmente não entram na Barreira, por medo de não conseguir sair.

Quem não puder ou não quiser mergulhar tem a opção por cruzeiros, que partem diariamente da barreira são sempre Catamarãs, que podem navegar em águas bem mais rasas e frequentemente com o fundo de vidro, distante entre 15 e 50 quilômetros do continente. Muitos dos barcos que levam turistas saem de Cairns e Port Douglas, que fica 60 quilômetros mais ao norte. Para praticar snorkel, não é necessária a credencial, coisa indispensável para quem faz mergulho autônomo, com ar comprimido. Além disso, há submarinos, quase sempre amarelos descem uns 20 metros e ficam andando perto dos paredões, depois de algum tempo você esquece que está vendo peixes, corais, tartarugas, polvos pelos enormes vidros e jura ter entrado num mundo submerso.

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