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Posts na categoria "Curiosidades"

Raridades na Portobello Road

28 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Ela já foi cenário da comédia romântica ‘’Um lugar Chamado Notting Hill’’, já foi tema de música de Caetano Veloso e é ponto turístico obrigatório na cidade.

Mas, para mim, Portobello Road é muito mais do que isso, e muito mais do que um grande mercado a céu aberto – tem de tudo 5 dias por semana, e tudo mais que você imaginar nos fins de semanas. Um antiquário em busca de informações sobre o dono do chapéu, herança de seu tio, que é uma de suas marcas registradas. Trata-se de um presente, dado por um explorador que chegou ao Peru e que fez amizades com os ursos. Quando parte, de volta à Inglaterra, o estrangeiro faz o convite: ‘’Se vierem a Londres, serão muito bem recebidos’’ . E assim surgiu a história de Paddington que encanta as crianças inglesas.

O antiquariado é a esperança de qualquer novo rico encontrar peças de uma tia rica que ele nunca teve, e testemunhar também uma perseguição a um batedor de carteiras, pois os furtos são frequentes na região. Mas sem violência, só na mão leve.

Quem quiser procurar algo, basta começar o passeio pela parte da rua dedicada às antiguidades e artigos de colecionadores (moedas, relógios, chapéus, bibelôs, discos, soldadinho de chumbo, ursinho de pelúcia, bola de golfe, caixinhas, latinhas, etc, etc, etc.). Mais próxima da estação Notting Hill Gate, no número 86, fica a Alice’s, uma loja com tudo o que você possa imaginar de artigos para casa que remetem à cultura britânica cujo exterior serviu de cenário para o antiquário ‘’As Aventuras de Paddington’’ – que é o ursinho que falei.

Para um passeio completo, continue. Depois aparecerão as barracas de frutas e comida de rua (as de falafel são tradicionais por lá).

Na sequência, há os brechós de roupas usadas e artigos que não são e nem pretendem ser antigos.

Se quiser fugir do agito da rua principal, entre na Crescent. No número 4 resiste a simpática livraria Books For Cooks, só com livros de culinária. O Mário Spíndola enlouqueceria. Andando um pouquinho adiante na mesma rua, você verá onde ficava o The Travel Bookshop, que pertencia a Hugh Grant no filme Um Lugar Chamado Notting Hill. A loja original fechou, mas há outra livraria ali com fachada similar, chamada de Notting Hill Bookshop, onde os turistas continuam a posar para fotos.

No caminho de volta ao metrô, se você for fã de Jamie Oliver, dê uma paradinha na esquina da estação Notting Hill Gate. Lá funciona o Recipease, loja e café. Outra opção interessante é o Charlie’s, no número 59 da própria Portobello Road, que valoriza a comida local e o trabalho de pequenos produtores. Lá, são servidos café da manhã, almoço e lanche. Um prato com linguiça, ervilhas, purê de batatas e molho de cebola que custou 8,95 libras. Pelo mesmo valor é possível tomar a sopa do dia; batata, alho-poró ou tomate, em qualquer lugar que você vá, e experimentar um dos sanduíches – o de salmão defumado é um dos mais tradicionais.

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Nossa música na Islândia

27 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Postando e lendo sobre a Islândia, soube que o Vitor Ramil – o gaúcho Vitor Ramil – estará autografando e cantando no dia 5 de março. Nunca pensei que seu prestígio fosse tão longe, num país único e introspectivo como a Iceland.

Lembrei que numa ocasião, li dele, não sei por que razão, uma correta – corretíssima – análise sobre motores, diesel ou ciclo Otto, ou algo parecido, e me surpreendi. É muito difícil encontrar textos concisos e corretos sobre o assunto nos jornais.

Bem, voltei aos tempos de ‘’Flávio, o metalúrgico’’ (como o filme), e mandei um e-mail para ele elogiando-o e me declarando surpreso.

Nós nos vemos muito pouco, mas temos amigos em comum. Acrescente isto ao seu sucesso, e seu nome é frequente nos nossos papos.

No dia seguinte, quando olhei os e-mails tinha a resposta: ‘’Flávio, muito obrigado. É que antes de me dedicar inteiramente à música, fiz faculdade de engenharia mecânica. ’’

Bem feito, quem mandou eu só prestar mais atenção à sua música.

Pois bem, o engenheiro Vitor Ramil toca dia 5 em Reyquiavic; se você está entre os fãs dele, desculpe o atraso da informação. A Islândia é longe, e o show já deve estar lotado, pois, além de sua música, vai autografar também o seu livro ‘’A Estética do Frio’’. É outra coisa curiosa; um gaúcho pelotense – e dos bons – falando em frio na Islândia, logo na ilha do gelo.

Sucesso e abraços, Engenheiro Vitor.

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Alaska, a última fronteira - II

26 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Até os guardas foram muito simpáticos, e quando nos pararam foi por curiosidade.

A primeira pergunta, sempre: ‘’o que é que vocês fazem aqui com esta placa?’’ . E quando viam a nossa carteira de motorista, ouvíamos com sorrisos. ‘’You must be crazy…deixar o sol do Brasil e vir para cá com um ‘’Poniac’’, que é como eles pronunciam. E um guarda nos disse: ‘’Nunca havia visto um Poniac com 4×4’’. Quando respondemos que era 4×2, falou para o outro: ‘’Fulano, deixem-nos passar, são mais crazys do que você pensa. Good luck!!!’’.

Em alguns trechos ‘’ferrys’’ são obrigatórios. Uma boa parte das cidades só têm estradas locais  e Juneau, por exemplo, a capital, não tem estrada nenhuma. Ou seja, você só chega por ar ou por água. Aquela parte acima do último estado, ‘’Washington state’’, no litoral ainda é Canadá, (mas só no litoral). E depois você vai subindo mais e entra novamente nos EUA; aí começa o verdadeiro Alaska americano. Como as suas relações são ótimas, se você tiver os vistos, viaja com um simples carimbo, e daí em diante você pode ir por terra ou por água.

Há também muitas ilhas costeiras que protegem a costa, o que faz com que não tenha ondas e barcos andam absolutamente serenos. Os ferryes são como trens na Europa; você acerta o relógio por eles. É claro que nas cidades têm automóveis, ônibus, motos, etc. Mas você não sai do município; só há estradas vicinais.

Isto depois de Vancouver (Paralelo de 60º), vai-se até um porto na Ilha Victória e se desembarca na cidadezinha que escolher (pelo menos é o que nós fizemos).

Vocês estão no mesmo país: o Canadá. Indo sempre para o Norte, volta para os EUA. Não é uma surpresa para quem sabe para onde vai, e tem um mapa na mão, é que tem uma faixa no litoral que pertence ao Canadá. Ou seja, mesmo subindo você chega nos EUA e no Alaska: a última fronteira.

 

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Alaska, a última fronteira - I

25 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

ALASKA

Já faz alguns anos que fui para o Alaska. Deduzo que na época já havia Petrolinhos e Petrolões, mas o meu companheiro de viagem e amigo Rolf Janke também não sabia de nada. Não por ser mal intencionado ou desligado como uns e outros; ou melhor, como umas e outras. É que ele era da área técnica, veio da Alemanha para trabalhar na Refap. Casou, teve filhos, e se não nos deixasse tão cedo, teria visto os netos também. Ele era frequentador do Studio, e entre projeções, papos e almoços nos tornamos amigos. Viajante convicto, andou no mundo inteiro, bem como eu gosto; sem pressa. Combinamos várias viagens. Uma delas saiu, e ótima: justamente para o Alaska.

Combinamos de nos encontrar – ele não sei de onde viria, e eu estava no Canadá com um grupo do Candiota. Nem me lembro bem, mas nos encontraríamos em ‘’Savannah’’, onde ele tinha amigos. Savannah é logo acima do estado da Flórida. A viagem, propriamente dita, durou uns 90 dias. A ideia inicial era voar até Vancouver ou Seattle, e daí subir por terra ou por gelo até o norte.

Voltando ao início. Savannah, que eu não lembro se é no Estado da Geórgia ou Carolina do Sul, só o que sei é que analisando ideias, roteiros, preços e curiosidades e acabamos nos decidindo a ir por terra. Compramos um automóvel; compramos um Pontiac com 2 ou 3 anos de uso, baixo volume cúbico e com placa da Flórida, que nos incomodou muito. Não o carro, mas a placa. Passamos todo o tempo lá para cima respondendo: ‘’Até onde vocês acham que vão chegar? É 4×4? Vocês têm pneus especiais? ’’, e por aí afora. Ou seja, mesmo nos EUA se desconhecem as condições do Alaska no verão. Não há neve nas estradas. O serviço de desobstrução é ótimo e a temperatura do dia é entre 6º, 10º à noite, entre às 18h e 20h, e não baixa muito dos 6º, raramente chegava a zero. Coisa que não assusta gaúcho nenhum; usei uma boa bota, que nem precisava, até me arrependi. Boas botas são caras, e comprei uma calça a prova de vento, coisa de 20 dólares, e o restante, roupa do nosso inverno.

A decisão de mudar foi de ambos, e foi tão boa como as suas estradas; raramente pegávamos uma freeway. As inter-states (sem pedágio) são ótimas, bem melhores do que eu poderia imaginar. E antes que eu me esqueça, já vou satisfazer a sua curiosidade: não vi um só buraco, nenhunzinho.

 

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O Rio e suas belezas

23 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Que o Rio é a cidade mais bonita do mundo, não dá para negar. Quando se vem do aeroporto, passa-se o túnel que oficializa a entrada da Zona Sul, vê-se que a luminosidade já é outra, e depois virão as outras belezas.

A textura da areia, a transparência da água, os biscoitos O Globo, a água de coco e o queijo de coalho; para nós gaúchos, é tudo que queremos, mas os que vêm para as Olimpíadas estão preocupados com outras coisas. Não, não são os perigos, a prostituição ou o trânsito…

Pois deu no ‘’Irish Time’’, o principal jornal Irlandês, que a equipe olímpica de vela da Irlanda está horrorizada com o nível de poluição da Baía de Guanabara, onde serão disputadas as provas de iatismo dos jogos de 2016, em breve.

A federação irlandesa trará em algumas semanas um médico para analisar as condições da baía. O objetivo é fazer um estudo das possíveis doenças a que os atletas estarão expostos.

Os irlandeses querem saber se é necessário imunizar os velejadores. O temor é que por causa da poluição eles tenham diarreia, hepatite, tétano ou até mesmo leptospirose.

Um dos atletas, que já esteve competindo nas águas da Guanabara no ano passado, disse que viu até uma carcaça de cavalo boiando.

Exageros à parte, a poluição na Baía de Guanabara, cartão-postal dos cariocas, é um problemão.

Da lagoa, o jornal não falou nada. No mais, parece que nem com a Copa do Mundo aprendemos.

 

P.S.: Se você encontrar alguém com cabelos vermelhos, quem sabe ele seja Irish ou Scotish, portanto não fale das balas perdidas, das tubulações de gás que explodem em plena N.S de Copacabana. Ou melhor, pode falar sim, eles não acreditarão.

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S.O.S: Bird watchers

18 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Venho novamente ao contato com vocês.

Na volta da viagem passada procurei auxílio com vocês. Foram amáveis, atenciosos, e tinham toda a razão. Agradeci na ocasião e o faço novamente agora.

O problema é o mesmo, só que os pássaros são bem maiores. Antes eram Carruiras e Cambacicas, agora são uns passarões de cor marrom claro (mais claro que o da foto), que começaram a aparecer na minha florestinha.

Me dizem outros moradores da Zona Sul que já viram iguais por aqui e que se chamariam Arapuã ou Arabutan.

Eles vêm em busca de ‘’aracás’’, mas a minha árvore produz poucos e por pouco tempo. O casal adora um coqueiro bem próximo a uma janela. Como tem uma película refletiva, eles não nos veem, e ficam se espelhando e tentando interagir com a imagem deles mesmos (ou quem sabe, ela retocando a maquiagem).

Imagino que a vida de pássaros grandes em espaço urbano não deva ser fácil. Gostaria de alimentá-los ou de ajudar, pelo menos. Mas não sei com o que. Na vez passada tentei de tudo antes de recorrer a vocês. Agora estou fazendo o oposto; falando antes com quem entende.

Desde já, obrigado.

Flávio, VIAJANDO POR VIAJAR ou no Puxadinho.

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Cerveja artesanais belgas (por Erin Millar)

18 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Depois de ler este artigo, é que passei a entender o porquê de tantos amigos belgas falarem do prazer de tomar uma Tonglet, de preferência ali e servida por François Tonglet, o proprietário que a descobriu e comprou.

Esta cerveja tornou-se tão popular que a empresa poderia crescer bastante. Mas isso exigiria modernizar o velho equipamento e se transferir para um novo lugar. ‘’Não é o que quero’’, diz Tonglet, olhando com carinho as vigas de madeira manchadas de fumaça. ‘’Quero trabalhar entre essas velhas paredes. ‘’

O bar tender nos serve uma tulipa, com toda a cerimônia, é só conteúdo de mais de uma garrafa da bebida dourada. Embora ainda não sejam três da tarde, copos de amostras e sugestões já estão enchendo a mesa.

E eu penso nas gerações de amantes de cerveja que passaram por esta sala secular, e dos que sonham um dia estar aqui. E logo eu, em princípio um apreciador de vinhos, ter a sorte de estar aqui.

O proprietário ouviu falar da cervejaria então abandonada em 1990, quando procurava um lugar para ser a sede da sua Caracole. O equipamento era antigo (um barril datava de 1766) e o maquinário, movido a manivela – mas funcionava.

Dois homens levavam meio dia para moer o grão necessário para um lote, e o fogo a lenha é aceso na noite da véspera para estar bem quente na hora de ferver a mistura. Como ele controla a temperatura exata? ‘’É só uma questão de experiência. Aprendi a ver quando preciso de três ou cinco achas de lenha. ’’

Em 1907 havia 3.387 cervejarias na Bélgica. Mas, durante as duas guerras mundiais, houve escassez de cereais, e as cervejarias foram desmontadas para reutilizar o cobre. Então, grandes cervejarias industriais, como a Stella e a Brasserie Piedboeuf, inundaram o mercado. No fim da década de 1970, apenas sete cervejarias produziam mais de 75% das cervejas Bélgas. Nas últimas três décadas, porém, quando a Caracole, a De Dolle e outras ressuscitaram, o número de cervejarias locais chegou a 125.

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Vamos falar em cerveja; o carnaval chegou

17 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Cerveja belga – I

É bom que se diga que antes de a Bélgica existir, os monges já faziam cerveja. No século 6º, as abadias seguiam um livro de normas da vida monástica deixa claro que eles produziam cerveja porque a água não era adequada para beber. Os próprios monges consumiam a maior parte e serviam o restante aos pobres e viajantes de passagem. No século 9º, os mosteiros da Europa tinham 600 cervejarias, e as primeiras dessas fábricas comerciais do continente seguiam seu método. Em 1790, o governo revolucionário francês dissolveu as instituições religiosas, e a maioria dos monges fugiu. Eles só retornaram e voltaram a produzir 40 anos depois quando a Bélgica declarou a sua soberania; ou seja, em 1830.

Hoje, a Westvleteren vende apenas cerveja suficiente para sustentar a Abadia e suas obras de caridade. Muito raramente – quando, por exemplo, um prédio precisa de telhado novo – a cervejaria exporta um pequeno lote para levantar recursos. No entanto, apesar do quase culto à sua fama, os monges não têm vontade alguma de produzir mais do que o necessário para a sobrevivência.

Levando na mente imagens de religiosos vestindo hábito e mexendo em caldeirões de cobre, decido abrir caminho até outra abadia. Assim, depois de cruzar a Bélgica de trem, sigo por uma floresta densa até a Abadia de Orval, aninhada num estreito vale vulcânico perto da fronteira com a França.

Debaixo de um carvalho de 300 anos, observo uma basílica em ruínas, fundada em 1132, e noto uma pequena fonte aninhada junto a um antigo claustro. Quando me aproximo, percebo que é neste lugar que, segundo dizem, uma truta veio à tona trazendo na boca um anel valioso perdido por uma condessa em 1070; coisas de lendas… A lenda vive no simbólico logotipo de Orval…Inclino-me e bebo água límpida da fonte, de sabor fresco e nítido como a cerveja em que se transforma.

Meia hora depois, sou apresentado ao vice-presidente, François de Harenne, que, relutante, concorda em me mostrar a cervejaria, embora em geral não se permitam visitas. ‘’É uma tradição nesta região presentear os hóspedes com uma Orval de dois anos… ‘’

 

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Suíça: no vale do absinto - IV

16 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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‘’No dia seguinte, saí disposto, caminhei 40 minutos ao longo do Rio Areuse, desde meu hotel em Couvet até o vilarejo de Môtiers, ponto clássico de produção atual: a principal marca de absinto, Kübler. E como sai cedo. Raios de sol perfumavam a floresta, iluminando a neblina rala do caminho à frente. Por mais de uma hora, caminhei na trilha montanhosa ascendente sem encontrar vivalma. Tinha a certeza de estar perdido, mas acabei avistando a placa que era meu objetivo: La Fontaine Froide ficava adiante.

A tal fonte fria não era a única razão por que eu viera a este minúsculo vale no noroeste da Suíça. Sua água gelada, dizem, é ideal para diluir, ou ‘’turvar’’, na expressão local, um copo de absinto. Destilado intenso, aromatizado com ervas poderosas, o absinto era, como já escrevi, a bebida preferida de impressionistas, poetas, românticos e dos bons vivants da belle époque antes de ser proibida no mundo intelectualizado de  toda a Europa.

Na Fontaine Froide supostamente deveria haver uma garrafa do produto, também chamado por ali de fada verde, para premiar quem sobrevivesse à caminhada montanha acima. Mas, ao lado da bacia escavada em um tronco na qual jorrava água de uma torneira coberta de musgo, apenas um marcador indicava os 1.126 metros de altitude. Nada da garrafa prometida. ’’

Aqui termina o artigo que foi publicado no N.Y.T e trazido em mãos pelo meu amigo Ernst.

Não sei se a ‘’alucinação’’ prometida aos adeptos também fica só na promessa. Sempre ouvi falar da bebida e de seus efeitos. Não retornei à loja em hora mais propícia como prometera ao bar tender e a mim mesmo. Comigo estavam mais três pessoas e já tínhamos comprado ingresso para um espetáculo de música e dança…O bom senso deles prevaleceu, mas quando eu voltar a Praga…

 

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Suíça: no vale do absinto - III

14 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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A história é antiga. Sabe-se que foi depois do iluminismo do século 18 que o absinto começou a ser produzido, contou Christophe Racine, antigo contrabandista e hoje destilador legal do La Fine. Explicou que a lonsa (ou absinto) foi um produto agrícola importante do local. E me mostrou a diferença entre a lonsa farmacêutica, inodora, e as sementes secas da planta, que encheram a sala de um aroma floral.

No roteiro, as casas de madeira e praças públicas parecem intocadas desde quando Jean-Jacques Rousseau buscou refúgio aqui depois da indignação provocada pela publicação de um livro seu, isto em 1762. Pouco adiante da antiga casa que Monsieur Rousseau ocupou. Hoje está La Maison de L’Absinthe, museu, loja e espaço de degustação.

Antes de deixar Môtiers, Racine me ofereceu uma especialidade local, o café briquete; expresso batizado com uma dose de absinto. O amargor da losna acentuava o do café; e descobri que o efeito estimulante do absinto combinado com um toque de cafeína era o combustível ideal para continuar a longa caminhada que prometera fazer. É que estamos numa região que nunca foi conspurcada, que não tem hotéis e fast food de tipo nenhum. É absolutamente igual aos anos que M. Rousseau morou.

 

 

 

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