Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Curiosidades"

O galo de Flores da Cunha

26 de março de 2015 Comentários desativados

fotos hotel jane 2009 004

 

A história já é conhecida, e graças ao Sr. Kunzler, o falecido dono da Pousada do Galo Vermelho – o que era uma gozação – ,foi transformado por ele em símbolo da cidade. Assumiu o mico do passado e passou a alegrar as gerações mais recentes, e chegou a ser o símbolo da sua fábrica de bebidas, de sua pousada e da cidade. Tem um enorme e bonito no Parque de Exposições, e um menor, mais modesto, de 2m e meio no pátio do Villa Borghese. Menor, mas assinado pelo Xico Stockinger.

Pois bem, um dia vi uma réplica de galo, um galo grande, gordo de mais de 50cm de altura e encomendei 25. A seguir falei com a To, (a Maria Tomaselli) que recrutou além dela própria, mais 24 artistas, entre eles Gustavo Nakle, o Caé Braga, o Joaquim Fonseca, o Radaelli, o Luis e a Carmem Bart e a Ana Maria Franco de Lima, que além de artista, é uma maga reconhecida e que recebe fluidos de antigos druidas.

Bem, todos lá, conforme o combinado, à meia noite ela comandou uma cerimônia, e por coincidência, ou por seus fortes poderes, a Ana Maria fez com que a temperatura baixasse rapidamente à zero grau. Bem, meia noite, em volta de uma fogueira, ou seja, zero hora e o termômetro em zero. Eu que não sou dos mais crentes, comecei a levar a coisa à sério.

A fogueira foi acesa pelo Francisco Cosmeli e a querida Verinha. Em seguida, entoaram alguns mantras tibetanos para trazer bons fluidos ao nosso empreendimento. Enquanto isso, um azevinhe era plantado (azevinhe é a planta sagrada dos druidas) e cada um de nós colocou um pouco de terra. Faltaram raios e trovões para dar uma sonoplastia natural, mas a maga Ana Maria, usando suas forças, os substituiu por uma lua que parecia um disco de prata. O azevinhe? Está lá; os galos também. São 25, não viraram canja ou galeto por serem de cimento. O problema era expô-los; cada um pesava 46 kg. Somados, pesam mais de uma tonelada. Até pensei em trazê-los e mostrá-los em Porto Alegre. O conjunto era muito bom, mas haja prateleiras.

Depois, foram para um hall de entrada onde estão até hoje.

Um dia desses vou convidar os pintores todos, e por gratidão, fazer um almoço no qual não haverá nem galeto, nem canja, nem salpicão. Nada que lembre o símbolo da cidade sendo antropofagiado.

Bookmark and Share

A revista Press

25 de março de 2015 Comentários desativados

DSC_4600 (1)

 

O Júlio Ribeiro é um jornalista de destaque, além de ser dono de um belo texto, é dono também da revista Press. Mais jovem que os 52 anos que ele diz ter, fala sobre a época em que vivemos. E uma das suas conclusões é que estamos vagando em círculos, e vagamos há séculos desde a Idade Média, e dela não conseguimos nos distanciar.

Este é só um trecho do que publicou no mês passado:

‘’A humanidade está andando em círculos. Vagamos, há séculos, em torno da Idade Média e dela não conseguimos nos distanciar. O máximo que diferenciamos é em um pouco mais de tecnologia. Inclusive, para praticar barbáries ainda maiores.

Eu não tive coragem de ver, mas quem assistiu as cenas do vídeo produzido pelo Estado Islâmico, mostrando a execução do piloto jordaniano Muath al-Kasaebeh, diz que é uma das cenas mais vergonhosas que a humanidade poderia produzir. Eu, que só vi as fotos, fiquei vários dias enojado, abalado, profundamente triste.

Na Idade Média, os ‘’inimigos’’ do Estado, e da Igreja, eram queimados vivos. Giordano Bruno foi um deles. Foi considerado herege pela Santa Inquisição por defender ideias como a do espaço infinito. No dia 17 de fevereiro de 1600, com a idade que eu tenho hoje, 52 anos, foi queimado vivo no Campo de Fiori, em Roma.

415 anos depois, o Estado Islâmico queima vivo, em uma gaiola de ferro, com chão de madeira, o piloto jordaniano e distribui o vídeo para o mundo inteiro. Mas, não precisamos ir longe para reencontrarmos a Era das Trevas. Nas favelas do Rio de Janeiro são bastante conhecidas as execuções nos ‘’microondas’’, quando alguém que cai em desgraça perante os chefões de tráfico é colocado no meio de uma pilha de pneus e é queimado vivo. Foi assim que mataram o meu conterrâneo, o pelotense Tim Lopes, coincidentemente, também ais 52 anos de vida.

Na Idade Média, os homossexuais eram torturados com um instrumento docemente chamado de ‘’Pera’’. Uma traquitana de ferro, no formato da fruta, que era introduzida ao anus do ‘’herege’’ e que ia sendo aberta gradativamente, até estourar o intestino do condenado. Hoje, só no Brasil, um homossexual é assassinado a cada 28 horas. Muitos, com requintes de crueldade. A propósito, no Brasil, ‘’o país da alegria’’, uma pessoa é assassinada a cada nove minutos.

As mulheres que, por qualquer motivo, fossem acusadas perante o tribunal da Santa Inquisição, ou que fossem consideradas ‘’bruxas’’ pelos inquisidores, eram torturadas com um instrumento chamado ‘’Esmaga-seios’’. O nome diz tudo e não preciso entrar em detalhes. Hoje, quatro séculos depois, mais de 100 milhões de mulheres já sofreram a extirpação do clitóris nos países africanos.

Daria para escrever uma edição inteira desta revista mostrando o quanto próximos vivemos da Idade Média, o quanto bárbara continua a humanidade. Seja no Iêmen, no Rio, em Porto Alegre, nos campos da Etiópia ou na antiga Roma. Fico nestes poucos exemplos, para tentar preservar um pouco de doçura, que ainda possa ter resistido a tudo isso, no meu e no seu coração e que nos permita, ainda, imaginar que estamos evoluindo. É o que nos resta!’’.

Bookmark and Share

24 de março de 2015 Comentários desativados

amyr

Trechos de uma entrevista de Amyr Klink

‘’Na Noruega, os superdotados, por exemplo, ganham regiamente do governo para fazer pesquisa e ensinar. Aqui, nós os perdemos para empresas estrangeiras, ou para o submundo. Um Marcola, um Fernandinho Beira-Mar, esses são claramente superdotados. Eles dirigem grupos complexos, sem normas escritas e de dentro da cadeia. Nós os perdemos para o outro lado.

Ainda pior é a situação dos cursos técnicos. No Brasil, apenas 5% dos estudantes frequentam escolas profissionalizantes. Nos 20 maiores países do mundo, essa média é de 50%!

*Temos uma costa enorme, repleta de portos naturais. E, no entanto, nosso faturamento na gestão e guarda de embarcações em todo o país é superado pelo porto de Palma de Mallorca, que guarda 10 mil embarcações por ano, movimentando quase 5 bilhões de euros. Eu disse Palma de Mallorca: apenas um dos muitos portos das Ilhas Baleares, que nem sequer pertencem à Espanha Continental! Eis um exemplo: não aproveitamos nosso potencial em diversos segmentos que deveriam ser estratégicos. Turismo e serviço são dois deles. Somos o único país a receber os que passam por aqui em direção às Malvinas ao Estreito de Magalhães e Polinésia, e não param…porque não oferecemos condições’’

*Temos ótimas condições nisso e não fazemos nada para valorizar o que podemos chamar de ‘’diferença local’’. E olha que o design é o único diferencial que vai nos permitir ser competitivos diante do avanço da indústria chinesa. Ou seja, o problema é não conseguir transformar o que temos em valor. Tudo isso para mostrar um lado bom: a melhor coisa no universo empresarial brasileiro é que tudo ainda está para ser feito!

*‘’O Brasil ainda tem espaço para um grau de ineficiência muito elevado. Eu testemunho isto constantemente. Nós temos excesso de regras e o hábito de não cumprir muitas delas. Precisaríamos ser mais concisos e precisos. Nós temos de deixar de acreditar em falácias do tipo ‘’todos somos iguais perante a lei’’. Somos? Os índios têm direitos que eu e você não temos. Os políticos, nem se fala. E quanta gente mais! Enfim: temos muito a fazer, ao contrário, por exemplo, dos suecos (que eu cito por causa de minha mãe) que já tem tudo pronto. Nós sabemos disso, mas estamos muito acomodados.

*O governo tem um grau de intervenção exagerada na economia e, por isso, transfere a sua ineficiência para todas as áreas. Isso mascara a riqueza brasileira – o Brasil não é e nem nunca foi um país pobre – só que a quantidade de desaforos econômicos que a gente tolera em função dessa intervenção é impressionante. Temos políticos completamente equivocados que, em qualquer outro lugar, quebrariam o país. E aqui não estoura (por enquanto) justamente porque o Brasil é um país rico.

*Outra coisa: eu lamento que o gestor público brasileiro tenha uma formação, que, para falar a verdade, é muito baixa do ponto de vista cultural e educacional. Acho que deveria ser proibido eleger um indivíduo que não tenha, no mínimo, feito um curso de gestão pública. O modelo de hoje é parecido com o do ibope nas televisões: se um cara enforcando um coelho dá audiência em uma emissora, então todas as emissoras vão mostrar coelhos esmigalhados.

*Nosso sistema político permite um grau de oportunismo sem precedentes. E, no entanto, somos obrigados a conviver com esta história de que o menos errado dos modelos políticos é este.’’

Bookmark and Share

Por um dia lindo de chuva

23 de março de 2015 Comentários desativados

guardachu

 

Os cariocas costumavam nos dizer ao telefone, ‘’aqui está dando praia’’ só para humilhar os paulistas em dias de sol. E, se continuar assim, teremos todos – não importa a distância do mar – que explicar a nossos netos que ‘’tempo bom’’ era assim: céu sem nuvens e o astro-rei a brilhar. Enfim, isso que cada vez mais igualamos com o inferno, o que já foi uma delícia!

Lá em casa, toda tardinha de sexta-feira nublada a gente oferecia à Santa Clara um ovo no fundo do quintal para que no dia seguinte ela mandasse um pouco de sol, esse mesmo que virou vilão da meteorologia, o inimigo número um das garotas do tempo na tv.

Quem descreve mais ou menos assim é o Tutty Vasques; e pelo que tenho visto, ele tem razão:

‘’É que em São Paulo sempre foi diferente, e o conceito de ‘’tempo bom’’ deve ter mudado também. E na semana passada tivemos um dia de tempo muito bom para a situação. Muitos podem até ter esquecido a parte alagada, os prejuízos, as lágrimas de quem perdeu quase tudo, ou tudo. As grandes aglomerações urbanas sempre deixam à mostra as incúrias administrativas. Ouvi e dei razão ao Boechard falando. Será que não se deram conta que era a hora de limpar tudo? De desobstruir, que mais cedo ou mais tarde as chuvas viriam?’’

São Paulo tem vivido, portanto, lindos dias de chuva. O conceito de ‘’tempo bom’’ mudou: o sol, sabemos agora, não pode ou não deve viver longe da chuva, e vice-versa. Água às vezes falta, às vezes tem de sobra.

Já escrevi aqui que por duas vezes (num passado remoto) fomos retirados do trem (ainda não havia metrô), na caçamba de um caminhão, e pelo lado ‘’errado’’, pois era o único jeito de nos retirarmos, já que um caminhão não entraria na estação de trem; eram só uns 100m, mas intransponíveis para quem trabalhava ‘’engravatado’’. Nem sempre dava, mas se possível, alguém que tinha telefone em casa, fixo, aquele pretão, era avisado para que não viesse. Mas como avisar 1400 pessoas? Bem, cada um tinha 2 telefonemas a fazer em caso de emergência; esses dois, uma vez avisados também tinham dois, que a seguir já eram quatro, depois oito, em pouco tempo 16, 32, 64 e assim por diante. Quando ‘’havia linha’’ em ½ hora estavam todos avisados. Bem, isto quando dava linha. É claro que a sujeira era enorme, e garrafas pet, hoje culpadas de tudo, ainda não existiam, mas a água era de um arroio sagrado; o do Ipiranga, onde o Dom Pedro teria gritado ‘’Independência ou morte”.

Outros estudiosos atestam que ele teria gritado à sua amada, que com cavalos mais rápidos o alcançara: ‘’- Prudência, volte!”. E dois oficiais que teriam testemunhado sacaram as espadas e olharam para ele, e disseram: ‘’Majestade, é ‘’Independência ou morte’’. Jamais saberemos a verdade, o que sabemos é que o Maluf agora é ficha limpa, imagine a ficha dos outros.

Bookmark and Share

Em Hong-Kong: a navegada do século

20 de março de 2015 Comentários desativados

o-HONG-KONG-facebook

Você pode achar que a famosa travessia de 8 minutos entre a ilha Victória em Hong-Kong e o Kaoloom, no continente, vendo os audaciosos contornos da cidade e com seus edifícios espetaculares não podia ser melhorada. Engana-se. Você pode estender o passeio por 60 minutos e adicionar champanhe à vontade.

Fazendo o circuito completo no interior da Baía, neste caso, você elevará a dita travessia à um nível totalmente novo, e finalizando a noitada com uma refeição para dois no próprio restaurante do Península (e o Península não é um hotel qualquer). Só para que tenhas uma ideia, a frota que leva e traz hóspedes do aeroporto é toda de Rolls Royce. Eram 7 na última vez que os vi estacionados ali, e bem ao lado de alguns riquishós, nada que represente melhor o presente e o passado.
Um Ferry antigo, especialmente restaurado foi escolhido para o passeio. Ele parte todas as noites até o último dia do verão. A jornada, incluindo quantidades industriais de champanhe, translado do hotel ao ancoradouro em um também antigo ônibus panorâmico, uma refeição com três pratos e uma garrafa de vinho do próprio Península, custa apenas 100 euros para o casal.
Enquanto você janta, um quarteto de cordas toca na galeria acima, e você terá uma das experiências de pequena viagem mais fascinante do mundo. Este é o objetivo do pacote lançado pelo Península em conjunto com a companhia de Ferry’s, e é algo que nem os que vão pela primeira vez, nem os que já visitaram Hong-Kong, devem perder.
Não quero dizer muito mais para não estragar a surpresa, mas acho que vão limitar a champanhe ou aumentar o preço no dia que o Mário Fernando e a Dona Suzana Spíndola decidirem fazer o tour.

Bookmark and Share

A Águia Careca

19 de março de 2015 Comentários desativados

águia

 

Os bird watchers (observadores de pássaros) na América do Norte estão exultantes. Em um único dia, contaram cerca de 3770 Águias Carecas nos céus sobre uma cidadezinha da British Columbia. Diga-se de passagem, a águia não tem nada de careca. Ela tem uma bela cabeça branca, o que frequentemente faz com que a gente não veja a cabeça – só o bico e os olhos atilados – pois o branco das penas misturado com a neve ao fundo desaparece.

Desde então, esta pequena cidade canadense tem celebrado o título de ‘’capital mundial da Águia Careca. ’’ Por que Brackendale? A resposta deve ser encontrada na reprodução anual do salmão que transforma o Squamish River em um buffet flutuante irresistível para elas. A temporada de reprodução ocorre de meados de novembro a meados de fevereiro, e a melhor maneira de estar perto das águias sobrevoando suas presas é participar de um Safari de Águias, uma das expedições organizada pela Canadian Outback Adventures. Conduzida por guias licenciados, estas viagens têm partida todos os finais de semana ao longo da temporada, independente das condições de tempo.

Preços para a excursão de duas horas iniciam em 110 dólares, e a recompensa é maravilhosa: ver voando na altura de 2 ou 3 metros as águias passarem e mergulharem na água e fazerem suas vítimas com uma precisão impressionante antes de voltar para as árvores baixas, e então devorá-las. Fica-se a 4 ou 5 metros delas. E mais, tudo isso acontece a apenas uma hora de carro de Vancouver.

Mesmo se você for do tipo que não sai da cama antes do café da manhã, é compensador. Além disto, levantar um pouco antes para ver as águias tão perto vale a pena, afinal, você não foi até lá para isto?

*Os arroios rasos ficam vermelhos de salmões, pois, depois da desova, as fêmeas deixam de ser cor de peixes e ficam vermelhas;

*É sabido por todos que os salmões voltam para desovar e morrer. Portanto, não lamente. É o seu ciclo de vida, dependendo de onde você for. Em Kodiac Island, por exemplo, você em vez de águias, verá ursos. Seguindo a estatística, existem ali 3 por quilômetro quadrado, e nesta época nem olham para os seres humanos; estão preocupados em armazenar energia para o inverno. Por que se reúnem ali? É que com algumas fontes de águas termais o rio não congela.

P.S: Abraços aos atenciosos Bird Watchers do Sul.

Bookmark and Share

Festa das cores

18 de março de 2015 Comentários desativados

holi_2013_5

 

O verão termina no dia 20, e para nós se aproxima o outono, provavelmente a nossa estação mais bonita lá em casa. Já começamos a botar os suéteres para ventilar e irem se livrando da naftalina e espero que dos ácaros também. Já chega a hora das vacinas e das lareiras. Enquanto isto, o outro lado do mundo começa a festejar a primavera.

A melhor que assisti (das exóticas), sem dúvida, é da Índia, onde é chamada festa das cores, pois uma das tradições é se jogarem pós coloridos. Originalmente era chamada de Holika. Para ser sincero, nunca assisti na Índia, só no vizinho Nepal, também hinduístas e portanto com a mesma linhagem de festas. No centro de Kathamandu, na Durbar Square, umas 500/600 se enxiam a si e aos outros de pigmentos coloridos. A sujeira era inimaginável, mas as fotos ficaram extraordinárias, e venderam feito pastel em corrida de cancha reta.

Holi é um festival indiano antigo, originalmente chamado de Holika, e que teve início séculos antes de Cristo. O evento marca a chegada da primavera e homenageia o deus Krishna.

O Holi começou como uma festa do triunfo do bem sobre o mal, e promove os relacionamentos de todas as classes sociais; com música, dança e pó colorido espargido sobre todos. Reza o mito que o rei demônio exigiu que todos em seu reino o adorassem, mas seu filho Prahlad virou devoto de Vishnu, e aí a bagunça começou.

Irritado com o fato de seu filho adorar Vishnu, o demônio Hiranyakashyap pediu que sua irmã Holika, imune ao fogo, que pegasse Prahland no colo e o queimasse. Como Holika estava usando seus poderes para o mal, o plano falhou, e Prahland ficou ileso, enquanto Holika foi chamuscada pelas chamas.

Em algumas partes da Índia, efigies de Holika, irmã de Hirnayakashyap, são queimados, e os hindus acreditam que essas cinzas trazem boa sorte. Ou seja, lá como aqui, devotos acreditam em qualquer coisa.

Bookmark and Share

Saint Patrick’s Day - II

17 de março de 2015 Comentários desativados

StPatricksDayHappy

 

Que eu saiba, até hoje a maior comemoração é em Nova Iorque, onde a própria catedral é dedicada ao santo. E eu lembro bem disto. Uma ocasião, com o Bone Rangel, saímos do hotel em direção a uma loja de judeus ortodoxos da 46, onde todos os fotógrafos brasileiros compravam equipamento, quando começamos a ver uma multidão vestida de verde, com chapéus extravagantes, botinhas verdes com ‘’pompons’’, etc, etc. Isto foi lá pela metade da Corrida Espacial. O homem já tinha ido à lua e eu ainda sob o efeito do ‘’Bourbon’’ da noite anterior. Achei que eram os marcianos retribuindo a visita. Quanto ao Bone, que era o cantor do Flamingo, e já refeito do trago (tínhamos ido ao Blue Note), me tranquilizou dizendo: ‘’Não, não são eles. São os irlandeses.’’ Como é que sabes? ‘’Ora! Estão todos com latas de cerveja na mão (e ainda não eram 10h).

É que estávamos chegando na igreja que no passado foi o maior prédio de Nova York.

Quando começou a ser construída, o projeto previa que ela tivesse dimensões comuns. Vinte e um anos depois de ficar pronta, ficou quatro vezes maior, e dominava Nova Iorque com seu perfil gótico. Era o prédio mais alto da cidade, bem em frente ao Rockfeler Center. Hoje ela foi engolida pela cidade e esmagada pelos edifícios.

Mas, se a velha catedral não se impõe mais pelo tamanho, ainda domina pela empáfia. É como uma velha aristocrata empobrecida, obrigada a viver entre os ricos, mas convencida de que sua postura soberana permanecerá.

A fama dos Irlandeses como bar tender’s vai longe, e se espalhou pelo mundo. E a fidelidade que eles têm a sua cerveja, a Guiness, também. Só em Porto Alegre, que eu saiba há, ou havia, quatro Pubs ou bares de irlandeses. Que eu me lembre temos: o Shamrock, numa travessa perto do Colégio Militar; o Mulligan e o Dublin, os dois últimos próximos à Padre Chagas, ambos com chope da Guiness.

Além deles, em Porto Alegre há algumas aves desgarradas que conhecem bem o ramo, mas quase sempre de origem alemã, e nem querem saber do santo, querem é beber. E o mais importante: querem vender cerveja. E se o Carnaval dura tanto tempo, por que não uma semana de vivas ao Saint Patrick’s?

Cheers, prost, salute, skal!

Bookmark and Share

Saint Patrick’s Day

16 de março de 2015 Comentários desativados

1St-Pat_2845820b

 

No momento que você começar a ler este post, uma centena, ou mais, de cidades anglo-saxãs já estão preparando os festejos, e quem sabe, passando a ferro suas camisas verdes, remontando o seu chapéu que deve ter ficado em alguma gaveta desde o 17 de março do ano passado. Mas lembre-se que a festa é irlandesa. Quem promove as festas são os ‘’irishs’’, que imigraram, e continuam abrindo as loiras geladas.

E se quando você chegar na Padre Chagas e começar a ver cerveja verde, não se preocupe, você não bebeu demais ainda. É que algumas cervejarias colorem até o chope de verde em homenagem ao santo. Cheers!

Quem faz isto aqui é o Dado, cujo proprietário tem cerveja até no nome: Bier. Portanto, é quem mais tem direito de experimentar pessoalmente. Gosto dele que é um pração. Enquanto vivia o meu vizinho Xico Stockinger, no aniversário ele mandava uma van com todos os piu-pius, dois bons tiradores de chope (isto bem antes dos food trucks, que acabavam embebedando até os guerreiros do Xico, que são feitos de ferro e madeira).

Mas para cerveja verde de erva mate, de verdade, eu não sou gaúcho suficiente. Agora, um pouco de história:

O dia de Saint Patrick’s é dia de muita festa, principalmente em países anglo-saxões, pois o Saint Patrick’s é um feriado irlandês que homenageia o missionário que converteu os irlandeses ao cristianismo. Até hoje não sei se foi bom, pois eles continuam brigando; um lado da rua era católico e o outro protestante, portanto, dale pau! (E falam do Oriente Médio…).

Mas como todos sabem, os irlandeses são chegados à um trago e são bons bar tender’s. Acredita-se que o santo tenha nascido na Escócia por volta de 300 d.C. Logo na Escócia, que é o contraponto constante.

Irlandeses e Escoceses são adversários em tudo, mas como o santo é razão para grandes festejos, eles até aceitam homenageá-lo mesmo que seja escocês.

Conta a lenda que aos 16 anos ele foi sequestrado e vendido como escravo na Irlanda. Trabalhou como pastor de ovelhas e começou a ter visões religiosas que o orientaram em tudo, até como encontrar uma maneira de fugir num navio que ia para a França, onde se tornou padre e, mais tarde, bispo. Muitos anos depois voltou à Irlanda decidido a pregar o cristianismo.

O Saint Patrick’s Day é basicamente o dia de se vestir de verde – cor da Irlanda – e de se divertir. Não só na Irlanda, tanto que a primeira celebração de São Patrício foi feita em Boston, em 1737.

Atualmente, com desfiles e muitas brincadeiras, que incluem os duendes que fazem parte do folclore irlandês. São eles os guardiões do pote de ouro que se encontra no fim do arco-íris. Portanto, viva!

E se no dia do Santo você começar a ver cerveja verde, não se preocupe, você não bebeu demais. É que algumas cervejarias colorem até o chope de verde, em homenagem ao santo, cheers!

Bookmark and Share

Boutiques de azeite

10 de março de 2015 Comentários desativados

Azeite (1)

 

Há quem diga que o azeite está seguindo os exemplos dos vinhos e dos queijos. A última década foi determinante para o avanço do setor de azeites no Brasil. O consumo total aumentou em torno de 190%.

A mesma curva ascendente que posiciona o país entre os dez que mais que compram e utilizam o produto, também fomenta um filão de negócios a ser explorado. De olho nesse potencial, Armando Comin, e sua mulher Iris fundaram a Rua do Alecrim, uma loja especializada em azeites.

‘’Vivíamos na Espanha e percebemos essa tendência. Isso ficou na nossa cabeça. Não como negócio, mas fizemos cursos e fomos aprendendo sobre o produto. Vimos que ele tinha o mesmo potencial da cerveja, do vinho, do chocolate’’.

De volta ao Brasil, o casal transformou o hobby em negócio e abriu uma loja virtual. O conceito é o mesmo da unidade, inaugurada em outubro deste ano, na Vila Mariana. Além de uma variedade de 50 rótulos, os clientes contam com um empório com 400 diferentes tipos de produtos.

‘’Na internet pudemos entender mais sobre o nosso consumidor e as fragilidades que tínhamos’’, explica o empresário, que já investiu cerca de R$ 500 mil no empreendimento.

A empresa também promove degustações para o público e tem planos de entrar no segmento de cursos.

‘’O azeite está no mesmo estágio do vinho há 20 anos. A procura por kits para empresas nos alertou sobre o potencial e investimentos em embalagens personalizadas’’, conta Iris. Para ganhar competitividade, o negócio é focado em azeites da categoria premium. Nenhuma das garrafas comercializadas no local são encontradas em supermercados. Isso assegura a fidelização de um público especializado.

O atendimento diferenciado, assim como a exclusividade e qualidade dos rótulos, são os principais pontos de atenção do negócio. ‘’O encantamento é extremamente importante em um negócio com essas características. O cliente é atraído pela especialização e pela experiência. O preço dos produtos é também um fator; quanto mais exclusivo, melhor’’.

(Texto de Roberta Cardoso)

Bookmark and Share