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Posts na categoria "Curiosidades"

Nine Eleven- I

03 de setembro de 2015 0

03-09-15

 

Fazem 14 anos e não é preciso muito esforço para lembrar detalhes de um dia com jeito de fim de mundo. Naquele dia, como faço quase todos os dias, desligo o rádio após o noticiário das oito, um pouco antes ou um pouco depois e vou a luta como todos nós, não chego a ter uma “pauta” mas sempre tenho uma lista de coisas por fazer.

Quando toca o telefone: é a Eva Maria Boeguer, que ainda as vezes chamo de a Eva da TAP, é que foi gerente ali “a vida inteira”, ou seja, conhece todos os Manoéis e Joaquins; ela estava apavorada dizendo: liga a TV, liga a TV… com toda razão. Ela tem um filho, o único, em Nova York. Hoje sei, todos sabemos, que eram exatamente 9:48hs, milhões de indivíduos estavam fazendo o mesmo.

Foi quando o primeiro avião sequestrado se chocou contra uma das Torres. “É um acidente” pensei, me recusando a aceitar o pior e achando que o que eu via era um re-play do primeiro que se espatifara contra a Torre Sul, antes mesmo que o WTC virasse pó diante de um planeta incrédulo, transformando Manhattan numa nuvem negra que parecia de mentira: a maior potência mundial estava sob ataque. O que eu vi era na realidade, o segundo avião atingindo a outra torre.

A partir dali, começou uma onda terrorista que vem durando anos e que não tem dia para acabar. Se é que um dia vai acabar…

 

Segue

se você quiser…

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Corrida de Camelo

02 de setembro de 2015 0

02-09-15

 

O vencedor da grande corrida é provável que seja imprevisível, mas quase certo. Mal humorado, egoísta, rosnando e susceptível a morder e cuspir sem aviso: camelo é assim. O piloto vai ter orgulho e um pouco de loucura para correr de camelo. Aussie estilo não é para os fracos de coração. Estes que se encontram em qualquer lugar perto do meio da Austrália, em julho, devem fazer o seu caminho para o Fanfarrão Park, em Alice Springs, quando o impagável Camel Cup estiver ocorrendo, para ver este espetáculo divertido.

A tradição começou quando alguns companheiros correram em camelos ao longo de um leito seco do rio em 1970, e foi dar força à força. Agora, formando a peça central de um evento anual que tem a sua própria arena e atrai um grande número de espectadores da cidade e interior circundante, para alguns entretenimentos malucos.

Ao contrário das graves corridas de camelos que ocorrem em alguns países árabes, com os animais altamente treinados montado em velocidade alta por jockeys, este evento é o caos puro. Cada corrida é totalmente imprevisível, com até 15 camelos largando com um início caótico – alguns não largam, outros vão para trás e alguns até saem em um bom ritmo. Mas, uma vez que estas bestas temperamentais correm desajeitadamente, é uma visão coletiva curiosa.

Há sérias eliminatórias antes da grande corrida, seguido por corridas divertidas, como a lua de mel Handicap. Há uma atmosfera maravilhosa de carnaval e entre as raças existem todos os tipos. É uma distração agradável para toda a família, como a corrida de riquixá, Kids Kamel Kapers e uma variedade de barracas que atendem à todas as necessidades dos visitantes, oferecendo também, uma oportunidade de se encontrar com representantes amigáveis das organizações de voluntários, que tornam a vida agradável nesta cidade remota. É realmente um dia fantástico.

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Tempo das andanças

01 de setembro de 2015 0

01-09-15

 

Basta mencionar a palavra drive para a maioria dos australianos e eles vão pensar na hora do rush (engarrafamento). Mas a palavra também se refere ao transporte de grandes rebanhos de gado, conduzido ao longo de rotas tradicionais, normalmente do Outback até os matadouros, que podem estar a mil ou dois mil quilômetros.

É claro que hoje existem os Road Treins, com três vagões de dois andadores e no mínimo (por lei) 1000 HPS. Mas os Road Treins (que você vê na foto) só podem andar por uma estrada, até hoje chamada de “The Track”, que atravessa a Austrália de norte a sul, ou seja, de Darwin a Alice Springs ao civilizado sul, sendo praticamente uma só reta de 3000 mil quilômetros.

Mas na tentativa de recapturar a aventura da vida de um tropeiro do passado, o Outback australiano oferece aos visitantes a oportunidade de montar nessas mesmas trilhas do deserto, acompanhando os rebanhos que tem até 500 rezes. As indiadas são organizadas a cada dois anos, tendo rotas diferentes a cada vez. Ao longo de 400 milhas Oodnadatta Track, os participantes irão cavalgar pelas planícies aparentemente intermináveis ​​dos desertos do sul e contornar com a vasta extensão de planícies de sal do Lago Eyre. Os animais hoje, são transportados em caminhões e levados para o mercado, em questão de dias (fazê-lo da maneira antiga leva até seis semanas).

Fileiras de candidatos a serem da última geração de tropeiros, os cola fina da cidade, juntam-se para um piffling de alguns dias (que podem chegar a 30 dias) de cada vez, e as condições são onerosas. Tendas são alcatifadas com um bar e uma biblioteca portátil, refeições incluem café da manhã campeiro, buffet quente e jantares gourmet. Casas de banho e sanitários estão alojados em dois caminhões seguindo o rebanho.

Gente como o Crocodilo Dundee pode não aprovar – mas quem está ligando?

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Malas prontas, passaporte na mão- I

31 de agosto de 2015 0

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A preparação para uma viagem é sempre tensa, seja qual for o destino. Quando jovem, você vai sem lenço e sem documento, agora você vai, mas o seu cérebro insiste em continuar na zona de conforto, portanto há uma ambiguidade no pensamento e nas atitudes. Se for uma indiada, ainda mais. Indiadas são viagens a lugares que se você esquecer o creme dental no hotel ou no acampamento anterior, não vai ser fácil comprar outro. Em Havana por exemplo, a atendente me disse que, na falta usavam uma mistura de bicabornato com sabonete (isto 50 anos depois da vitória Revolucionária).

Na Mongólia, depois de três semanas sem fazer a barba, o barbeador elétrico arrancava os pelos, não os cortava. Bem, andei meia Ulan Bator a procura de giletes, para simplificar, só as consegui depois de atravessar o deserto de Gobi e chegar à China… a Pecking para falar a verdade.

Atenção, não estou reclamando. Gosto de indiadas. Só estou falando nas dificuldades que acabam proporcionando bons papos com os amigos.

Agora me preparo para ir a um país que, pelo que sei, é úmido e belo, castelos mil e estradas estreitas, nas quais se dirige pelo lado oposto. Diga-se de passagem, sempre o fiz sem problemas. A única providência que tomo é fazer um cartaz com os dizeres: “KEEP LEFT” e colocar sobre o volante para o caso de sair cedo e sonolento ou… de ter tomado um cálice a mais.

Pra onde quero ir agora as distâncias são curtas, os trens são bons e o uísque é ótimo, portanto, estou pensando em não guiar. Ônibus interurbanos que devem ser bons também é claro, mas lembre-se: você deve ter menos volumes do que mãos. Se você é dos jecas que leva tudo o que tem em casa, esqueça este tipo de viagem e alugue um carro com porta malas grande e aí… não beba. Neste caso verique, é quase certo que você está indo para um país errado, de que adianta a bebida ser boa se você não pode beber?

Segundo os ingleses, que de uma maneira geral, tentaram ensinar o mundo a viver e construíram um império sob o qual, o sol nunca se punha (há quem diga que só o fizeram para fugir dos cozinheiros ingleses) mas isto é coisa de contestadores. Nenhum país hoje, tem tantas aulas de culinária… se aprenderam? Bem, isto eu conto na volta.

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Confraria Bon Gourmet

30 de agosto de 2015 0

30-08-15

 

Sempre gostei de comida, de boa comida. Acho até que fui predestinado a ser de uma Confraria (como os que José Simão comenta pela manhã) falo isso, não sobre excentricidades culinárias, como comida molecular, etc, e vou até fazer uma confissão: meu segundo e terceiro nome “Lupo Trimalcione” era de um personagem da literatura romana ligado a comida, quem conhece a história sabe, que um dos seus pratos preferidos era com línguas de papagaio!

Não sei como as faziam, mas me arrepia só de pensar, quantos Louros e Ricos eram trucidados para que alguns romanos se deliciassem… Bem, aprovando ou não, o meu homônimo virou personagem de “Satyricon” rodado pelo Federico Fellini.

É óbvio que quem me deu o nome nunca aprovaria o que o Lupo Trimalcione original fazia, mas, ele intuiu que aqui no sul do mundo o seu filho, mesmo sendo um cozinheiro de segunda, encontraria o Luiz Carlos Maciel, o Rolfo Jung, o Flavio Alcaraz e outros que felizmente ainda vivos, mesmo sem saber a proveniência do nome, me acolheriam em seu meio.

E assim foi, há anos me delicio com o resultado dos melhores condutores de fornos, fogões e caçarolas. É claro que falo de uma época em que panelas não eram instrumentos de se protestar em ruas e sacadas. E assim os anos foram passando, e eu, que nunca passei de um cozinheiro medíocre, exerci a atividade nos cantos do mundo onde andei e…as convidadas sempre sobreviveram. É também verdade, que convidar alguém para jantar em casa, naquela época, era quase a confirmação que haveria sobremesa. Hoje, me dizem que nada disso é necessário. Micro-ondas e tele entregas ajudaram a acabar com a hipocrisia. A não ser, é claro, para as moçoilas mineiras, que vão para a cama as 8hs… porque tem que estar em casa as 10 (hs).

Mas estamos no RS e fazem 39 anos que a Confraria começou a estimular e melhorar a nossa culinária. Somos a mais antiga do Brasil e nos orgulhamos disso. Mas pensando bem, até os “carreteiros do passado” já nos davam uma amostra de criatividade ao salgar e amaciar o charque, enquanto a tropa andava. Hoje, até eu faço bem feito, com tomate seco e azeite de “prima spremuta” e as vezes, quando Confrades vão jantar lá em casa, ainda acrescento trufas brancas do Piemonte.”

A verdade é que a nossa comida aqui no sul melhorou muito e a Bon Gourmet se orgulha de ter estimulado esta escalada.

Hoje são dezenas de escolas de culinária na capital e interior, quem sabe centenas/milhares de chef’s se laurearam. A confraria ajudou também a melhorar os ingredientes. Não vou exagerar dizendo que já servimos: “magret” com gansos da Patagônia, nem fígados gordos como os do Perigot francês, mas chegaremos lá.

Parabéns Confrades!

Bon Gourmet

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Sobre o estado das águas de Guanabara

29 de agosto de 2015 0

guanabara

 

Chove, olho para as praias, vejo a borda da lagoa e leio os jornais, tudo nos faz pensar na discussão. Quanto à análise não há dúvida. É só olhar a TV, não precisa nem constatar. Mas por outro lado, surgem os atletas cariocas dizendo que ali nadam e velejam desde crianças e seguem saudáveis e bem dispostos. Terão mais anticorpus? Serão as vacinas? Lembrem que os índios morriam de gripe no primeiro contato com os colonizadores, provavelmente não era bem a “gripe” que se anunciava.

Lá por 1500/1600 a sífilis era disseminada e para ela não havia remédios, aliás, não havia sequer água potável. Os mais saudáveis só tomavam cerveja, e foi assim que esta bebida se impôs nos conventos e nas caravelas: não apodrecia.

Mas  nós brasileiros, com quase 7000km de costa, calor o ano todo, mais Iguaçu, Amazônia, cidades históricas no centro e as facilidades do sul estar próximo de outros países, bem que deveríamos receber mais de os duvidosos 5 milhões de turistas/ano (Argentina recebe mais ou menos a mesma quantidade), nada contra os hermanos, muito pelo contrário, mas esta polêmica sobre as águas de Guanabara e as imagens dos esgotos sendo despejados em plena “princesinha do mar” ou nas águas que banhavam “The Girl of Ipanema” e hoje sua filha, além de milhares de outras merecedoras do título, certamente não nos farão bem.

Lembramos que: inúmeros destinos asiáticos foram evitados por medo de um novo tsunami – que além de bastante improvável, sequer tinha atingido muitos deles, como Bali.

O terremoto do Haiti ameaçou o turismo da vizinha República Dominicana (é a outra metade da ilha) que não tinha sofrido nenhum abalo – e ainda empregava imigrantes haitianos que precisavam dos salários para enviar dinheiro às famílias.

Evidentemente, o Nepal não é visitável neste momento. Mas assim que o país tiver condições de receber turistas, vai proporcionar viagens incríveis. Alguns palácios e torres vão estar faltando, mas a simpatia e o agradecimento genuíno sobrarão. O país é encantador. Os nepaleses, se diz de boca pequena, são os indianos de bom humor… e ainda tem os Himalaias, Everest, Anapurna e o… abominável Homem das Neves – que nunca falou com ninguém, nunca feriu ninguém, nem se sabe se existe, mas é abominável.

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Noronha: o arquipélago do Brasil

28 de agosto de 2015 0

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Me dizem que é sempre grande a empolgação a bordo do avião que diariamente chega a Fernando de Noronha. Mesmo sem saber exatamente quanto tempo falta para o pouso, estão com o rosto colado nas janelas e há um murmúrio quase colegial entre os adultos.

É uma agitação extrema para colocar logo os pés no arquipélago. Esse sedutor território tem uma das mais fabulosas sequências de praia do planeta, com faixas de areia tão alvas e preservadas que mal parecem receber turistas. E tem o mar. Ah, o mar… Difícil, para não dizer impossível, outras águas brasileiras exibirem os escandalosos tons de azul e verde. Acredite: só vendo para entender.

O mirante da Baía do Sancho revela a praia que, segundo o site TripAdvisor, é a mais bonita do mundo. É nisto que eu discordo, não há uma classificação e ninguém no mundo conhece todas as outras.

Há décadas, o padrão nas pousadas era tomar banho frio e os restaurantes eram contados numa mão, porém, uma série de melhorias foram feitas. Mas na essência, nada mudou. Ainda bem. As baías escondidas continuam colecionando títulos de melhores praias do mundo, a vida marinha se exibe em águas com uma impressionante visibilidade e os moradores recebem os forasteiros com simpatia, como se esses fossem os primeiros a chegar àquelas deslumbrantes terras de origem vulcânica.

O arquipélago foi descoberto em 1503 pelo navegador Américo Vespúcio, italiano que estava a serviço da Coroa Portuguesa. Também passaram por ali os holandeses, franceses e britânicos, como o naturalista Charles Darwin e o navegador Ernest Shackleton, líder das primeiras expedições à Antártica.

Seja qual for o preço do sonho, Noronha tem uma opção que cabe no seu bolso, para você também curtir, entre nativos e uma porção de turistas, um show de maracatu. Dá para comer pratos inventivos – gastronomia molecular, ou pedir uma singela tapioca no Gostosinho, restaurante móvel puxado por uma moto. A hospedagem segue a mesma toada: pousadas domiciliares, que funcionam na casa dos nativos.

Bem mesmo assim, nunca fui até lá, culpa minha? Não sei. Tentei várias vezes. Nos últimos anos não tenho nem tentado, mas no passado o preço assustava, ia para alguma agência, via os preços e depois ia olhar o calendário, saber a estação das chuvas, etc… e aos poucos ia me dando conta que pelo preço de uma só ilha, na época com acomodações razoáveis, eu poderia ir a um monte de outras, à Polinésia por exemplo, Caribe nem se fala, e aos poucos, eu não tinha mais uma ilha na cabeça, mas o mundo inteiro. Devo ter quem sabe, um certo gosto por arqueologia sentimental, a me ligar a lugares onde as coisas estão acontecendo.

Ali naquelas ilhas tropicais não acontece nada, elas só existem. Elas só estão ali e vão continuar portanto, elas estarão me esperando. Já me peguei pensando que eu poderia ter estado lá quando alguns dos meus heróis passou ali, O Darwin por exemplo. Escrevi sobre ele e as ilhas da magia ontem.

Ou quando por ali passou o Shackleton, imagine ele preparado para ficar meses no continente antártico e, chega em Noronha, absurdamente tropical e só deve ter prosseguido por ouvir o latido dos seus huskies prontos para puxar trenós.

Sonho eu de vez enquando, ter estado lá quando passou o Américo Vespúcio, bem antes que o Cabral. E daí qual a vantagem? Nenhuma. A não ser que Vespúcio…o único letrado dos grandes navegadores e, que abordo havia sempre um ou dois escribas para relatar o que viam e o que acontecia – tenho até pena deles. Simplesmente porque tinham aprendido a ler, eram forçados a deixar os seus escritórios e sair Atlântico afora sacudindo naquelas cascas de noz.

Bem mas chega. Comecei só tentando responder a mim mesmo por que nunca fui a Fernando de Noronha. É que cada vez que leio um texto como o de Eduardo Vessoni me arrependo de não ter ido… e ponto final.

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Unificação do idioma português – II

27 de agosto de 2015 0

mapa

É claro que não pretendo me estender muito num assunto que amarga a todos nós. Mas também não quero fazer como o avestruz, que esconde a cabeça, fecha os olhos e acha que o leão faminto não o verá.

Não tenho críticas ao idioma, conheço-o pouco, nunca li os clássicos. Erro meu sem dúvida. Mas tenho quilometragem que permite expor alguns fatos, de que mesmo sendo falado por uns 250 milhões de pessoas, continua a ser um código secreto entre os habitantes da Santa Terrinha e nós, os aprendizes. Na África só o falam conosco, viajantes ou moradores brancos. Entre eles devem ter uns 100 dialetos.

Eu uma vez, encontrei em Goa (e não há razão para ir duas vezes) uma placa dizendo literalmente: casa de putas, e era mesmo. Goa na época pertencia a Portugal, mas na índia os marinheiros lusos volta e meia ali apareciam e o dono do Bordel atraía assim, quem lesse o português. E também há um lugar onde provavelmente nem o ministro saiba, onde andaram os navegadores da Santa Terrinha: Penang. Uma pequena península acoplada a grande península da Malásia, uns 250km ao norte da capital Kuala Lumpur (onde ainda se veem pedras esculpidas em Portugal), português com a Cruz de Malta. Não esquecendo também da Macau. Mas se encontrar algum jovem que fale português, ganha um prêmio o ministro. Eu dou o prêmio.

Na época do conflito da Indochina (Vietnã, Laos, Camboja, etc) ainda havia um pequeno restaurante no centro. Bem no centro a pequena casa sob uma grande árvore, onde se comia boa cozinha portuguesa, já feita por chineses, mas nas últimas idas ninguém falava português, aliás, já ninguém falava uma só sílaba da “Inculta e bela: a última flor do Lácio,”.

Ainda naquela época, antes de 1997, o governo esquerdista de Portugal quis devolver Macau aos chineses (antes de acabar o acordo de secção, que terminaria em 1997) e eles não á quiseram, alegando que era cara de manter – viciada e corrompida. Na prática, já tinham todo o domínio (até a água ia da Main China, se a quisessem era só fechar a torneira). Inclusive o Casino Lisboa, de propriedade dos dois irmãos, acho que de sobrenome Shaw; e lá quem falava português? Só os filhos de portugueses influentes, que para lá mandavam os filhos, fazendo assim, que não fossem para o seu verdadeiro conflito que era em Angola e Moçambique.

Estes gozadores jovens que ainda falavam o idioma de Camões, diziam que ele perdera um olho justamente em Macau, que enquanto fugia resolveu olhar para traz e foi atingido. É claro que era gozação, quero deixar isso claro, para poder continuar indo ao meu restaurante português preferido sem que cuspam no meu prato.

Quanto a Timor? Lá cheguei indo em direção a Austrália… e para conseguir sair de lá teria que voltar a Jakarta e dali tomar o aéreo (acabei indo num avião Catalina da 2ª Guerra, que transportava “logs”, provavelmente de contrabando. Viajei 4 horas sentado nos próprios troncos que ele levava, cinto? Nem pensar.)

Mas quanto ao idioma? Exatamente da mesma forma que Macau tinha algumas famílias de prestígio e para lá mandavam seus filhos (e com toda a razão), por que vai um gajo lusitano lutar por uma causa perdida, por uma guerra, que não é sua e na qual não crê?

Falando em crer, as únicas marcas que lembravam Portugal são algumas igrejas católicas que contrastam com as mesquitas.

Obs: Sei do seu esforço e agradeço, mas não vai dar.

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Iotti

26 de agosto de 2015 0

26-08-15

 

Que meu amigo Iotti ou o Radicci, como quiserem, andam numa fase ótima eu não tenho dúvida. Mas depois de escrever isto, me dei conta que ele não anda numa fase ótima; ele é ótimo. Especialmente se você é descendente de gringos, aí vai entender melhor suas tiras diárias. Mas atenção; não é do Radicci, Dr. Paulo, que falo. Este é acupunturista de mão cheia e tem no sobrenome só um C. Aliás, tenho que começar a entendê-lo melhor. Ele me espeta todo sem dor nenhuma, é verdade, fico uns 20min como um boneco de voodoo cheio de agulhas. E ainda pago por isso, e não é só, saio sorrindo já tendo marcada a próxima visita.

Quanto ao Iotti, acho que nós todos estamos dando a ele um farto material: mensalão, 7×1, petrolão, petrolinhos, Fifa, Fifão e Fifinhos. Ah! E medalhas às pessoas que só a nobre ex-deputada Marisa sabe quem são. Quando eu ainda morava na “Sera”, sabia que o sobrenome da deputada era ligado a caixões funerários que deviam ser ótimos, confortáveis e duradouros, pois nunca soube de alguém ir ao Procon depois de experimentá-los.

Mas nós, os otários, palhaços que não assumimos o nariz vermelho, deveríamos lembrar que aqui no RS além do Iotti, temos o Marco Aurelio, o Santiago e o Rango – ou será que é o Edgar Vasques?

Depois de ler o livro escrito pela Suzana Gastal, já estou achando o Edgar ainda melhor que o personagem.

Vou parar por aí, pois no RS, terra de todos eles, também tem xiitas. E eu me lembro dos paralelepípedos parisienses manchados de sangue e não quero ter que sair por aí com cartazes “nous sommes Radicci”.

Forza Iotti.

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Unificação do idioma português –I

25 de agosto de 2015 0

25-08-15-

 

É curioso quando se vê um dos nossos ministros falando na TV, falam para um público que só eles imaginam que exista. Este que leio no Globo de 27 de julho (foi o mesmo que vi na TV falando) me dá a impressão de que nunca pôs os pés no chão. Quem sabe até o tenha feito, mas sempre sobre os tapetes macios do Itamarati. Nunca conversou com um homem de rua, incluindo também, a atual criação: a mulher sapiens

Quando o vi, falava do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Me refiro a entrevista de Juca Ferreira. Não se preocupe por não conhecê-lo, ninguém o conhece. Mas é ministro da cultura… é que não estamos a sua altura e eu não tenho também a menor ideia de qual partido ele é, mas sei quem o escolheu, aliás, como haviam dito a semana passada: quem o nomeou tem um princípio de alzheimer. Mas não é verdade, disseram os cientistas, pois para isto, precisaria ter cérebro.

Os cariocas não têm receio? Como dizem uma barbaridade dessas?

Lamento e discordo totalmente do nosso ministro. Nosso idioma não tem expressão nenhuma, nem nunca terá, sinto muito. Se não tinha antes da internet, google… imaginem hoje, que o inglês é falado nos quatro cantos do mundo e até no Iran, em Cuba e na Coreia do Norte.

Falando português você só se comunicará com serviçais de hotéis. O sujeito sai daqui achando que é bilíngue e chega em qualquer outro lugar mono. Não tenho nenhuma formação para afirmar isso categoricamente, ou como aprendi no governo passado “peremptoriamente”, estou aproveitando para usá-la, enquanto lembramos.

É bem possível que nossos filólogos estejam querendo passear em primeira classe as nossas custas… falando português.

Vamos para o caminho do esperanto. A ideia foi boa? Claro que foi. Mas hoje precisaríamos chegar a qualquer lugar e perguntar em inglês: sorry, alguém aí fala esperanto?

Diz ele também que… se juntarmos as economias dos países que falam em português, teríamos a quinta maior economia do mundo. E daí? Mudaria alguma coisa em relação ao idioma? O que exportamos são produtos de extração e soja, sem valor agregado.

Vamos ministrar alhos com bugalhos?

Segue

se você quiser…

 

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