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Posts na categoria "Curiosidades"

Se a Dilma voltar

27 de junho de 2016 0

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O Brasil já virou uma piada internacional. Outro dia ainda viajando, sobrou para nós todos. Tive vontade de chorar, segundo a imprensa estrangeira, nós somos incompetentes, a economia está quebrada e o impeachment pode até impedir os jogos, pois somos desorganizados, caem pontes e pistas, os mosquitos estariam esperando os atletas, a baía de Guanabara é um lixo só, bosta boiando, o crime campeia na cidade, onde conquistamos brilhantemente o recorde de estupros. Mas tem coisas boas também, cada atleta receberá 50 camisinhas o que convenhamos é para atletas mesmo. Nas olimpíadas de Londres receberam 20, mas o Rio é mais estimulante, nisto concordamos. Portanto 50 estão de acordo.

Não vi, mas sei que tem ou teve até um programa humorístico. O famoso, Saturday Night Live que fez uma sátira – Dilma fumando charuto e tomando caipirinha, numa galhofa insultuosa que sobrou para o País todo. Mas a Dilma sabe defender o país. Seus discursos revelam isso.

É o que o Jabor disse num jornal daqui, “antes de Lula, o Brasil estava afunfunhado. Mas o presidente Lula me deixou um legado, que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro. O Brasil é um dos países mais sólidos do mundo, que em meio à crise econômica mundial das mais graves, talvez desde 1929, é o país que tem a menor taxa de desemprego do mundo. Obrigado Jabor pelo lembrete é bom saber.

Ai veio o estupro 33, e o que disseram os jornais: do mundo inteiro você já leu.

Como se isto não chegasse já de volta ao país aquele que vocês conhecem onde cantam os sabias, onde se tem o sabor da jabuticaba e a segurança da tomada de três pinos. Vejam o que foi publicado. O que podemos fazer? O que podemos dizer? Como contestar? Mostrei a minha mulher que a pesar de termos o mesmo sangue peninsular nas veias é bem mais articulada e orientada que eu, acertou em duas palavras: votar melhor.

 

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Uber

26 de junho de 2016 0

26.06

Em todas as áreas da atividade econômica, todo avanço tecnológico, como utilização, acaba por aumentar a eficiência e a capacidade de competição da atividade. De privilégios como os que regem a atividade dos taxistas, é um jeito inaceitável de rejeitar os avanços tecnológicos e de manter a sociedade no atraso, apenas porque não querem adaptar-se aos novos tempos.

A ineficiência dos atuais serviços de taxi não se limita à baixa qualidade do serviço prestado.

O sistema no Brasil funciona com enormes ineficiências e grandes desperdícios. Não faz sentido, por exemplo que um taxi faça uma corrida de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos e tenha de voltar vazio, porque apenas taxis do município de Guarulhos têm direito à prestação do serviço a partir do aeroporto.

Estes também têm de retornar vazios porque não podem apanhar passageiros em São Paulo, Se qualquer um pode contratar uma corrida de taxi ao município vizinho e este mesmo taxi pode fazer o caminho de volta ao ponto de origem com um passageiro.

Além de enorme desperdício em combustíveis, essas regras contribuem para aumentar os congestionamentos de trânsito.

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Rota do Sol

25 de junho de 2016 1

25.06

Com o frio que tem feito é até irônico falar em Rota do Sol, na Itália tem uma de nome semelhante Solaria.

*Esta estrada é um belo exemplo de como são as coisas no Brasil, nós temos aqui no Sul a Rota do Sol! No Nordeste com a proximidade – do Equador e consequentemente o calor permanentemente não faria sentido.

Li e ouvi a história de um dos participantes. Ela começa em 1931, um grupo de homens se reuniu-se para atravessar a Serra numa picada. Uma picada que os levaria de Caxias até a beira do Atlântico. É que havia a possibilidade de se construir um porto onde, navios poderiam partir e chegar sem ir até Rio Grande. Era a procura de um atalho que os aproximasse com a terra de onde tinham vindo seus avós, seus pais e quem sabe, até alguns deles próprios. Não amavam o mar. A viajem era apenas uma maneira de se aproximar da Península Itálica. No entanto, as circunstâncias não permitiram que um porto fosse construído em Torres, mas o sonho da estrada se perpetuou. A semente continuou latente.

As gerações foram se sucedendo. E um dia ela germinou. Um dos descendentes dos imigrantes, o então major Euclides Triches, sentiu crepitar mais forte a chamada da esperança, imaginando que um dia o caminho mais próximo, mais econômico e turístico seria tornado realidade. Liderou então um movimento de prefeitos e autoridades da Serra; convocou também o Estado para uma reunião em Torres visando atiçar as brasas da ideia de 1931. (Provavelmente do então governador Flores da Cunha).

E mais, decidiu que a representação de Caxias iria pelo possível traçado da futura rodovia.

Num Chevrolet preto da prefeitura, viajaram Triches, então prefeito e sua esposa dona Neda e em um Jipe o secretário Onil Xavier e, representando o jornal Pioneiro, o fotógrafo Carlos Bordim e o escriba, que contou a história: Jimmy Rodrigues.

− Almoçamos em Lajeado grande. Disse ele. − Chovia muito. Depois sempre com o Chevrolet fomos e seguimos pela estrada para São Francisco e o Jipe pelo campo, encontraram-se, já era noite fechada, em Tainhas, onde dormiram. Desceram a Serra do Pinto e, no dia seguinte, a reunião decidiu, com entusiasmos típicos dos gringos, abraçar a ideia.

Passaram-se sessenta anos, a estrada está “quase” concluída, devemos ficar atentos para que a pretexto da rodovia não ser prioritária e a custar “muito caro”, não venham a deixar que ela volte a ser uma picada. Como na época do Prefeito Triches. E terminem de verdade.

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A festa acabou

24 de junho de 2016 0

24.06

Na revista The Economist, o Cristo Redentor já foi o foguete em decolagem espetacular em direção ao espaço sideral (em novembro de 2009), passou a ser o mesmo foguete despencando dos céus (em setembro de 2013) e o mesmo Cristo, mãos na cara, envergonhado do que vê (na edição de 2 de janeiro). O país do futuro adia mais uma vez seus projetos, sabe-se lá para quando.

A percepção internacional pode ás vezes ser um tanto exagerada. Com requinte de sadismo, tende a deleitar-se com as desgraças alheias. Mas não mente, quase sempre reflete a existência de problemas graves. E não há como esconder a realidade crua calcada em números: O PIB mergulhando perto de 4%; a inflação avançando em direção aos 11%; e o desemprego, na casa dos dois dígitos.

A prostração maior não é que esse quadro seja o resultado de uma catástrofe natural ou de uma guerra cruel. É unicamente o resultado de erros de política econômica em cadeia perpetrados ao longo governo Dilma.

 

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Placas

22 de junho de 2016 0

22.06

Curioso que sou, sempre gostei de placas; vendo o livro cuja capa postei, me convenci que não sou o único. Deve ser uma das mais primitivas formas de comunicação, se o criador ao invés de conselhos ao primeiro casal tivesse escrito que a maçã era só pra ser a sobremesa quem sabe, a humanidade fosse melhor… Mas fomos enganados desde o início. Bem, ai sugiro o Darwin e sua teoria da evolução das espécies e tudo mudou.

O que se tem certeza é que as placas existiam bem antes da internet ou do Facebook, do Whatsapp e pelo jeito vão continuar existindo. Apesar do português tosco, gosto delas, pois quem sabe, vendo-as me auto absolvo dos meus próprios erros. Quem nasceu na “sera”, as vezes tem uma recaída e tropeça num Burbaum.

Eu tive uma que falava em um crocodilo Nilótico (verdadeiro) que existiu e existe desde quando fecharam o crocodilódromo do litoral, que era da Dra. Andréia.

Na voz das ruas ou da minha rua virou jacaré, a casa do jacaré nunca soube se foi uma rebaixada para a segunda divisão da espécie, ou uma tentativa da nacionalização de um verdadeiro africano. A diferença é grande, embora na Amazônia exista o jacaré Açu que vai a quase 5m. Já os crocodilos podem chegar a 7m, que é crocodilo que não acaba mais.

Eles os crocodilos vivem em charcos de água doce ou salgada e o jacaré lá em baixo eles também, só vivem na água doce. Se alguém duvidar desta informação inútil mande-o (a) conferir no Kakadu Park no extremo norte da Austrália, onde os donos de restaurantes e pequenos comércios os mantém, para atrair curiosos como eu. Ficam um cercadinho não muito confiável…. Mas estão lá e o Ibama deles pelo jeito não reclama. E para nós o que mais impressiona não é só o tamanho, mas principalmente o diâmetro do “Barrigão”, eu sempre soube dos 7m, mas nunca imaginei uma barriga daquelas num Crocodilus Porosus que não toma chope. Bem a velha placa enferrujou e eu tirei. A atual Esqueça os cães e cuidado com o dono. Não tem produzido o efeito necessário para viver em P.A, os Larápios que costumavam levar as lâmpadas. Agora levaram o refletor todo.

Bem a nova placa já está pronta, devo coloca-la na semana que vem, e você leitor do puxadinho vai ser dos primeiros a vê-la.

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Noruega II

21 de junho de 2016 0

21.06

Caro Dr. Paulo gostei de saber que vais a Noruega, pois o que os meus polegares querem é alguém que vá a todos os congressos.

E além disso a Noruega é um grande jardim. Comece por Geiranger que é do lado oposto de Oslo.

É um passeio imperdível. Geiranger mais ou menos a capital dos fjordes. Todo o caminho até lá, é uma atração por si. Visto da janela do carro, ou das janelas do trem, o gelo parece que vai despencar dos paredões. Difícil resistir a selfies no local. Aliás o trem para três vezes só para os passageiros admirarem a paisagem.

É de Geiranger também que saem os navios que cruzam o fjorde homônimo e levam também a Stryn, no fjorde vizinho. A caminhada até o embarque é curtinha, mas você pode parar para conhecer cachoeiras, as lojas de roupa, cafés e uma simpática casa de chocolates. A viajem dura 1h30, tem até quatro partidas diárias no verão, o custo é razoável. E você pode se quiser voltar pedalando, por prazer e sem gastar um tostão, eles emprestam as bikes.

Antes de embarcar, porém, aproveite para conhecer um atrativo diferente, escondidinho dentro do Hotel Union. O dono é colecionador de carros antigos que circularam pela região entre 1920 e 1930. Um deles pode ser visto logo na recepção. Outro com um vidro por cima, faz as vezes de uma grande mesa, onde são deixados xícaras, copos e pratinhos. Outros oito, entre eles um Cadilac 1919.Há também lembranças de antigos gigantes do ramo, como Shell, Tiger, Esso, e fotografias da época.

Como não poderia deixar de ser, a decoração de outra parte do hotel é inspirada no mundo automotivo. O bar, por exemplo, é uma animada oficina mecânica…com mesa de bilhar.

Mas voltando aos barcos e aos fiordes o cenário não poderia ser mais bucólico. Cercado por montanhas cuja vegetação mal se distingue das rochas, o canal parece não ter fim. O vento forte faz o corpo se inclinar sem esforço – mais uma prova de que luvas e gorro são indispensáveis. Se estiver muito frio, corra para a parte interna da embarcação, com poltronas quentinhas. Mas não vai ficar por muito: a paisagem que se vê do lado de fora, vale o nariz gelado – depois, é só se aquecer com um café. E uma dose Slivowit.

Portanto, caro dr. Radicci vá e divirta-se. Só não deixe de avisar os meus polegares, quando voltar.

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Havaí - I

20 de junho de 2016 0

20.06

No mês passado teve um convescote de food trucks aqui no Barra. Devia ter sido um sucesso, todo o estacionamento estava lotado.

Mas no dia seguinte, fiquei sabendo que não foi bem assim; uma pena. Gosto do sistema e dou a maior força; por que boa comida tem que ser para as zelites e em restaurantes caros se os produtos são os mesmos? O que me disseram é que a espera era longa, fila para a ficha, fila para fazer o pedido (e longa espera para ser servido). Acredito que tenha sido por inexperiência, por ser dos primeiros encontros. Já comentei aqui que usávamos o serviço de um estacionamento semelhante, na brisa sombreada pelos coqueiros no Havaí.

A propósito de Havaí, a 2ª vitória de um brasileiro no campeonato mundial não foi exatamente uma surpresa. Me surpreendeu mais o fato do 1° campeão ser paulista. É claro que São Paulo tem praias – e boas – mas areia clara e ondas sempre faz com que a gente pense no Rio. Agora o 2° campeão mundial para nossa alegria tem o apelido de “mineirinho”, será que é mesmo de Minas?

Com isto se fala, falou e falará tanto que até o distante Havaí será para sempre lembrado. No nosso caso de não surfistas (o que lamento muito), o lembramos com prazer. Saudades dos lugares e até dos preços que pagamos lá, seja em restôs com toalha ou nos food trucks, que estão se popularizando por aqui.

Perguntei a uns jovens e responderam que depois de toda programação do dia, quando bate a inevitável larica, eu deveria ir a um determinado lugar de food trucks, sem formalidades que lhe permite vender noodles bons e econômicos. Os jovens – surfistas ou não –  adoram a tigela de macarrão japonês fresco, tanto que as filas e a espera também são constantes lá.

Os noodles são preparados na hora, atrás do balcão, por funcionários mais que acostumados. O cozinheiro gentilmente estendeu o prato quando pedi que mostrasse como se faz aquela sopa leve e nutrititva típica do Japão (udon).

O zaru udon nos foi servido e com molho dashi em uma tigela pequena, que já seria suficiente, e ainda pedimos tempurá de frango, camarão e aspargos, e spam musubi, um lanche básico havaiano feito de carne processada grelhada e arroz, tudo embrulhado em alga preta (que na primeira olhada achei que era fita isolante, mas felizmente não era). O total para dois, com bebidas ficou em US$ 17,53, e foi comida demais.

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La Puna II - Norte Argentino

19 de junho de 2016 0

19.06

A Quebrada de Humahuaca é um itinerário que tem cerca de 10 mil anos. Por seus caminhos passaram aborígenes de várias etnias – dos quais ainda hoje se conservam artesanatos, crenças religiosas, festas, músicas, ritos e técnicas agrícolas. Trata-se de um estreito e árido vale montanhoso de 155 quilômetros de comprimento, que percorre a bacia do Rio Grande. Ali estão alguns povoados que formam o circuito de Volcán, Maimara, Tumbaya, Purmamarca, Tilcara, Urquia e Humahuaca, que nós mesmo vizinhos, nunca ouvíramos falar…. Todos são muito bonitos, mas vale destacar os quatro últimos.

Purmamarca tem não somente lugares inesquecíveis, mas uma formação excepcional, conhecida como a montanha das sete cores, por sua variedade cromática.

Vermelhos, verdes, azuis, ocres, amarelas e violetas se alterando vestindo estas montanhas, sobretudo ao amanhecer quando o sol ilumina antes as montanhas.

Tilcara, fundada em 1586 e situada a mais de 2,4 mil metros de altitude, conta com seu famoso Pucára, termo que na língua quíchua significa lugar fortificação. Trata-se de um lugar onde os nativos se concentravam para se esconder de outras tribos. Já Urquía é um tranquilo povoado colonial cuja igreja abriga pinturas de curiosos e coloridos anjos com rostos Indiácos e cor de cuia, que é como nós gaúchos chamamos aquela cor. Humahuaca, a quase três mil metros de altura, foi sempre considerada a capital histórica da Quebrada. Como em Urquía, com suas casas de adobe (barro misturado com pequenos seixos e palha), ruas estreitas e empedradas e velhas lanternas coloniais nos postes nos fazem imaginar que o tempo parou.

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Sherlock está vivo II

18 de junho de 2016 0

18.06

É provável que você não sabia que foi o criador do Sherlock quem introduziu o esqui no cantão dos Grisões, em 1892. Eu também não, pelo menos é o que afirma o Museu do Castelo, expondo entre seus preciosos itens o par de esquis pioneiro de Conan Doyle. Mas a grande atração é mesmo a reconstituição fidelíssima da famosa sala de estar de Sherlock na Baker Street 221B, uma autêntica joia do bricabraque Vitoriano, entulhada dos pertences e acessórios famosos do grande detetive.

Desta só há outra comparável, a sala do pub com seu nome em Londres. Também há no museu incontáveis instrumentos de tortura, inclusive a terrível donzela-de-ferro de Nurembergue, que se imaginava apenas uma lenda, mas de que é prova viva o único exemplar no mundo, ali exposto.

Para os sherlockfilos, talvez a coisa mais valiosa desta coleção seja o rascunho original em que Conan Doyle delineou o fim do personagem, cuja estreia se deu em 1887, para comemorar o centenário da publicação. Aficionados britânicos fizeram uma verdadeira peregrinação aos lugares vestidos a caráter, havia até um Sherlock e um Dr.Watson, eles fizeram o roteiro de O problema Final, em que Holmes, disfarçado de padre, engana até o amigo Watson (elementar, meu caro…), passearam por Meiringen, onde a filha de sir Arthur Conan Doyle colocou a pedra fundamental do novo Museu Sherlock Holmes.

Pois foi na Suíça que Sir. Arthur se livrou do personagem. Mas não por muito tempo. Em 1903, não resistindo mais as cartas e pressões de leitores do resto do mundo, ele ressuscitou o detetive, publicando uma nova série de aventuras.

Na qual Sherlock reaparece em Londres e conta a um perplexo Watson como liquidou Moriarty em Reichencach e se salvou do abismo. Uma nota de humor inglês também é encontrada no Museu, ao lado de uma flauta tibetana feita de uma tíbia humana: um cartazete igual esclareceu “Não é verdade que Sherlock tenha feito esta flauta com a tíbia de Moriarty. Ele jamais seria capaz disso: Sherlock Holmes era violinista…”

 

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Londres e suas tradições

17 de junho de 2016 0


17.06

A capital da Inglaterra tem programas de sobra, mas saiba que alguns dos mais tradicionais com o passar do tempo podem ter se tornado sem graça. Mas é claro nem todos hoje são os que gostávamos, no passado, nós também passamos, e outras atrações menos conhecidas agora nos surpreendem.

No meu caso além dos clássicos que basta olhar os cartões postais o meu predileto é sempre o mesmo. Caminhar pelas ruelas, travessas e passagens. Escolher um bairro e perder-se nele, Higth Street Kensington por exemplo, mas pode ser também o centrão, aquelas ruas em volta de Picadilly Circus até o Marble Arch, onde num passado remoto reuniam-se os hipyes e claro, junto a eles alguns “Bobbies” fantasiados de Hippyes. Alguns magros em suas vestimentas clássicas ainda estão por ali. São os que até hoje não se deram conta que o movimento acabou. É também uma boa oportunidade para ver o telhadinho no terceiro andar onde tocaram os Beatles quando fecharam a sua loja, famosa a Apple, era no telhado uma esquina insignificante, sei bem quando foi, pois cheguei em Londres pela primeira vez uns dias depois e estavam em todos os jornais, especialmente o Melody Makers. Outra coisa que me encantava e me encanta até hoje, são as feiras e os mercados. Existem quantos você quiser, clássicos, antigos, galerias, ex – matadouros, que hoje são boas lojas mas que lembram estilizados açougues; é só olhar nos guias e ver em que dia da semana eles fazem o seu flash ou se são permanentes. Agradecendo o fato de você estar lendo o que escrevo sobre uma cidade que me ensinou a viver. Digo pra você não perder tempo, evite Porto Bello Road. Já era, foi magnífico, eu mesmo fazia um Freely (bico), acompanhando casais e famílias quase sempre paulistas que não conheciam nem a cidade nem o idioma. Eu ficava boquiaberto com o que tinham e invejando os novos ricos como comparavam e o que os antiquários tinham para vender, desde faqueiros espetaculares até execráveis cabeças de leões e Kudus e embalsamados.

Compravam para criar uma história familiar e se aproximar dos quatrocentões esquecendo que os primeiros chegantes quase sempre eram degredados e prostitutas, menos os parentes deles, é claro. A escolha dos faqueiros por exemplo: não era bem pela estética, ou preferência mas principalmente pelas letras gravadas, algumas iniciais tinham que coincidir com os sobrenomes. Estive lá em outubro e no fim de semana, que era o dia certo. Pois bem, perdeu todo o charme, poucas são as vitrines que merecem uma olhada. Nem os antigos Pubs que reuniam, vendedores, turistas, compradores, curiosos e músicos de rua resistiram, a decepção foi grande. Nos frustrou o fim de semana? Para terminar: Quais as feiras que hoje você deveria visitar? Não sei, só moradores podem dar palpites. São dezenas. Mas é claro que os guias ajudam.

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