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Posts na categoria "Curiosidades"

CUBA/EUA: O FUTURO A 90 MILHAS - II

24 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Continua na minha mesa uma postagem que chegou minutos depois do ‘’acordo’’ e dos discursos gravados e reproduzidos ao mesmo tempo, do presidente de Cuba e dos EUA.

Agora, mais ou menos um mês depois chegou um e-mail que diz: Os EUA pediram o penico. Bem, não entendi nem o imediatismo do 1º, nem a insistência da 2º postagem. Especialmente porque não escrevo sobre política o blog é de ‘’viagem’’, como o nome deixa claro. Além disso, venho de uma família que nunca se interessou por isto, e que veio para o Brasil empurrando o navio quando o tio Benito e o Adolf já preparavam algumas coisas que resultariam na 2ª Guerra Mundial. Ou seja, vieram fugindo de conflitos e regimes totalitários.

Entendi perfeitamente o acordo, mas não entendi tamanha urgência em alguém ter pronta uma resposta de vitória sobre uma atitude tomada a pós 53 anos de uma revolução bonita em sua essência (um grupo de jovens barbudos que desceram da Sierra Maestra e expulsaram um ditador corrupto, justo no 1º de janeiro (ano novo, vida nova, etc). Eu e todos os jovens da época ficamos exultantes. Mas que não levou a nada e sacrificou duas gerações, e só fez com que a Ilha do Caribe se posasse sempre como vítima, e nós, brasileiros de bobos, porque com tantas necessidades locais nossas, escolhemos (ou melhor, escolheram por nós) financiar o porto de Mariel. Por onde já haviam se mandado mais ou menos 120 mil cubanos. Uma parte por descontentamento, e a outra porque abriram as cadeias, os hospícios, os sanatórios e etc. Sem dúvida, uma inteligente sacada do irmão Castro de plantão.

Além de se livrar de contestadores, se livraram de 120 mil bocas para alimentar, só possível graças aos que apoiaram o regime, pois os locais ‘’agora donos’’ do país nunca produziram nem a sua subsistência; México, Espanha, e claro, a Rússia que ainda como União Soviética e seus satélites os alimentavam. O Khrushchov que chegou a dar de presente para a Ucrânia a Criméia, e agora o senhor Putin tomou de volta. E nesse caso, eu não sei se sou a favor ou contra, afinal, são cidadãos que se sentem russos. Ali fala-se russo, toda a nomenclatura russa tem ali inclusive suas casas de verão. A do Brezhnev com uma coleção de automóveis, na sua maioria americanos e alemães. Mas aí é outra coisa. O que me faz balançar, no caso da Criméia a frase que sempre me suscita dúvida é: a terra que pertence ao homem, ou o homem que pertence à terra?

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Hemingway e seus gatos

22 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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No hotel em Hamburgo, vimos um documentário que incluía também um evento em Key West, lugar que o escritor Ernest Hemingway adorava e dizia ser sua casa na América. Eu a havia visitado há alguns anos e fiquei relembrando. Uma casa enorme com o jardim também grande. E cheia de gatos que o escritor adorava. Segundo os cuidadores da mansão, todos da linhagem dos que ali viviam quando ele também ali vivia.

Natural de Idaho, onde se suicidou. E para não deixar dúvida sobre a sua vontade, usou uma arma de caça das que nem elefantes resistiriam.

Tinha também uma casa em Cuba, que quando a visitei tinha e ainda deve ter uma extraordinária semelhança interna com a casa da família Veríssimo aqui, sendo que a casa dos Veríssimos felizmente não tem nas paredes cabeças de animais abatidos. E sei que se dependesse do Luiz Fernando, ele só concordaria em ter a cabeça dos gansos que abatem no Perigout para o patê de fígado.

Outra curiosidade, é que na casa de Cuba não se entra, só se olha o andar térreo e de fora. Ou seja, as janelas ficam abertas e você se aproxima e de fora olha para dentro. Ao lado, uma de suas mulheres construiu uma torre/escritório. O escritor odiou, só entrou uma vez e nunca mais. E em Paris ele vivia no George V.

A apresentação que assistimos era a respeito do relançamento de toda sua obra, mas como era em alemão, não acreditei em tudo…o que eu acho que entendi. Felizmente, um dos quadros do documentário era feito na América, era de uma apresentação de seus “sósias”, que concorriam a uma edição completa da reedição. Eram tão bem representados que nem quero usar a palavra “fakes” ou “covers”, eram quase reencarnações. Todos com as roupas esportivas que nos acostumamos a vê-lo na América ou na África, cujos safaris adorava.  Os que se apresentaram eram perfeitos, especialmente para quem, como eu, nunca o viu ao vivo. Eram tão perfeitos que se graças a algum centro espírita, ele o próprio ali fosse colocado, provavelmente não seria o vencedor… Por que penso assim? Porque há uma história que em um concurso como este para o melhor Carlitos e com o próprio Charles Chaplin participando da brincadeira com os produtores se apresentou e …tirou o terceiro lugar. Classificou-se em terceiro. O bom de tudo isso é que no Brasil a obra do Hemingway também está sendo reeditada.

 

 

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Rio 40º e 450 anos

21 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Este ano o Rio comemora 450 anos. E intelectuais, políticos e a população se apressam em valorizar a chamada Cidade Maravilhosa; – que realmente é –  de belas paisagens, hospitalidade, rica cultura popular e patrimônio histórico. É o Rio nos cartões-postais que conhecemos. Mas há outro marcado pela favelização sem urbanização, educação e sem qualidade, saúde precária, violência urbana, corrupção pública e privada, população de rua numerosa, poluição de rios e lagos, lixo em ruas e encostas e transporte público ineficiente que nós, forasteiros, não conhecemos. É o Rio de fora dos cartões-postais. Seria ótimo se, para além das despesas públicas com festas de aniversário houvesse um debate político sobre esse segundo Rio, ainda pouco lembrado, onde as pessoas podem poluir menos e ainda aprimorar sua saúde física e mental.

Carioquices à parte, concordo; com a sua beleza ninguém pode competir.

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O Studio Clio está a mil

13 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Que o calor anda insuportável, não há dúvida. Quando penso em sair o meu coração balança entre um livro na mão e o que a cidade oferece.

Ultimamente tenho ganhado a programação. Prevalece sobre a eterna dúvida: não sei se vou, etc.

Veja bem! Neste início de janeiro (de praia para muitos) eu já comprei os ingressos pela internet para não esmorecer na última hora.

Ontem, segunda-feira foi o Birdie, Seven Jazz e Groove (eu também não sei o que é groove, mas sei que terça-feira (hoje) vou vê-los e perguntarei. Já os havia visto na copa do mundo. Todos holandeses vestidos de laranja. Da cor da casa Real Holandesa (de Orange).

Estão melhores ainda, é que quando a Holanda jogou aqui, estavam numa maratona de shows, tocando em cafés, no futebol, em bares, no Clio e na inesquecível caminhada da Cidade Baixa ao estádio, etc.

Agora não: estão zero bala com alguma Coruja a menos no copo (nova linha) mas estão ótimos. Tanto que vou outra vez…e com o mesmo grupo pois todos gostaram. Amanhã (quarta-feira) vou almoçar lá, com um especialista..

Falando dos povos Nômades, das estepes, com uma ironia…eu andei por lá e não sei nada. Vou ouvir um especialista renomado que sabe tudo mas nunca botou os pés lá. São as ironias da vida atual. Tipo selfies; todos sabem aonde você está e com o sorriso que você escolheu, mas nem eles, nem você não sabem o que está se passando ao seu redor.

Mas para falar a verdade, nós os Forno Alegrenses temos sorte em ter o Studio Clio e os Marshall Brother’s que escolheram uma programação imperdível, se for do gênero que você gosta, é claro.

E lembre-se: eles todos da equipe (12 pessoas) são Charlie, e se algum não for, é bom que os Brothers não saibam.

Nos vemos lá, abraços.

*E isto tudo:

*Com ótimo ar condicionado;

*Uma qualidade de som ótima, by Marcos Abreu;

*E um bar dentro do Studio, e com garçons o tempo todo;

*E quinta tem mais: paisagens Nórdicas.

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Hallowen e suas atrações

07 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Com o passar do tempo, cultivar abóboras tornou-se um esporte? Uma arte? Uma especialidade? Profissão? Não sei, mas o que quer que seja, está crescendo. Mas a algumas semanas, ainda em Massachusetts, vimos pela TV a Feira Topsfield; é a sua trigésima edição na qual um dos prêmios mais disputados é justamente o que é dado ao produtor da mais pesada abóbora. Este ano chegando a 1900 libras (860kg), quase tão pesada quanto um carro popular.

Na verdade, demorou-se quase um século para conseguir este record, a partir do 1º registro de 400 lb (libras) definido na feira mundial de Paris de 1900, quase 2000 hoje, as abóboras têm crescido mais do que o dobro nas últimas duas décadas. O hobby possui um número estimado de 10.000 participantes em todo o mundo. Claro que são milhares de dólares em prêmios que estão em jogo, mas o gerente geral da feira de Topsfield, diz que não é o que atrai os produtores que competem; pelo contrário, é o orgulho pela produção. -” Quem quer um abobrão que pese 2.000 Ib.? ’’ (O que fazer com uma abóbora desse tamanho?). Diz ele, ‘’é só a propaganda e vaidade. E é tudo sobre a divulgação dos direitos.”

E as mais apreciadas são as abóboras cor de abóbora. Sim, esqueci de dizer que a beleza, cor e formato também contam, e as pessoas vêm de longe para ver e participar, pois as abóboras customizadas são uma das marcas do Hallowen, no dia 31 de outubro.

Lembro que há alguns anos descíamos de Washington em direção à Flórida, e uma das atrações era uma pequena cidade que é tida como a mais preservada de todas. O centro histórico funciona todo ano como qualquer cidade, mas não tem luz elétrica e muito menos asfalto, nem gás para cozinha. E ver as entradas de fazendas decoradas com abobrinhas e abobrões foi um show à parte, mas, além disso, vendiam abóboras cor de abóbora (o que fotograficamente é ótimo).

Na viagem de outubro, já comentei com os faceiros que no dia 31 de outubro estávamos em Salem (e hoje começa uma série na TV) – fomos propositalmente – fica a 30 minutos de Boston, e ir de trem é ainda melhor. Estacionamentos é que não faltam nos EUA, mas em Boston não alugamos automóvel. Aliás, a não ser que eu tenha um destino que seja necessário. Nunca os alugo em cidades, só atrapalham. Em Salém, da estação caminha-se 5 minutos e chega-se ao centro, que como todas as cidades da New England são ajardinadas (os 5 estados que a compõe são assim). E não faltavam abóboras que são a representação do Hallowen. E montes de abóboras estão em todas as praças, portas e escadarias. Alguém (provavelmente a prefeitura) as colocam em pontos estratégicos para que os passantes as levem, as decorem, as pintem, etc. E na televisão, vimos o desfile que falei antes, com a mesma finalidade: o ‘’campeonato’’ dos abobrões.

*Tem desfile e tudo. O que vimos na festa era uma procissão de micro tratores com um pequeno reboque e um abobrão; o peso e os dados do produtor, só. Eram todos muito aplaudidos. Enfim, uma festa ingênua, quase infantil que se torna ótima, alegre e colorida.

Não é só o evento; nos impressiona a participação de todos, com máscaras, roupas, chapéus e bonitas bruxas.

 

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Suécia - II

19 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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A Gata Christie

13 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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A Gata Christie

Hoje, onde era a casa de Agatha, Greenway é também um Jardim Botânico, e nele podemos admirar uma espécie de rosa batizada com o nome da antiga proprietária.

Confesso que esta postagem teve bem mais respostas que eu esperava, mas nem poderia imaginar que uma carona com a dona Agatha rendesse tanto.

Apesar da sua fama, eu só li dela algumas coisas. Quem me falava sobre a região que quero visitar, era o Link, o agradável e bem sucedido industrial e navegador Geraldo Link. Nas vezes que nos encontramos, ele achava imperdoável ter morado lá e nunca ter ido à Cornualha. Não fui até hoje, erro meu, sem dúvida. Nem digo erro, opção; quando mais jovem e com pouca bagagem fui nos lugares distantes, complicados e até assustadores. Já a Cornualha segue à minha espera e cada vez melhor.

Lá se vão muitos anos, e uma tarde a agência me diz: ‘’Hoje seria bom se você fosse ao teatro tal (que eu nunca ouvira falar), vão reapresentar a peça?????’’

‘’É um pequeno teatro, é longe, mas a autora Agatha Christie irá’’. Era inverno e úmido, como costumam ser os invernos em Londres. Quando chego no apartamento comentei o assunto e ouvi: ‘’O pessoal da tua agência está ficando maluco e desinformados; a Sra. Christie nunca vai à estreia de suas peças, e você acha que num dia de inverno ela iria até North London, em um teatro de subúrbio? (O norte de Londres é mais de imigrantes do que de vida cultural), ainda mais que ela está com uma perna quebrada. ’’ Quem falou, sabia do que falava…

Mas no dia seguinte ao chegar no metrô, encontrei nos jornais a Dona Agatha na 1ª página; ela no corredor, numa cadeira de rodas e em 1º plano sua perna quebrada.

Ali estava também a estória; ela cedera os direitos da peça para uma amiga cuja saúde e situação financeira não eram das melhores. Não perdi o emprego, até porque não era um emprego, era compra de serviços, geralmente encomendados. Ficou muito chato.

Um outro episódio que me lembra a escritora, este bem mais recente, foi quando faleceu a Dona Zaia.

Depois da missa de sétimo dia e de ela ter cumprido com louvor a sua estada na terra, veio o mais triste: desocupar o apartamento e decidir a sorte de um felino, então órfão. Todos gostavam dele, mas cada um tinha as suas justificativas para não levá-lo para casa. Coube à Eliana, que o havia comprado e presenteado a sua mãe, vir com ele para uma casa onde jamais havia entrado um gato e viviam 7 Dacshunds (hoje são 6) esperto, como todos os felinos, e entendeu tudo em seguida e nunca se aventurou a andar pelo terreno dos 7 cães neuróticos. Tinha o seu jardim suspenso, e por ali passava os seus dias que terminaram lá pelos 16 anos, com as primeiras fraquezas (senilidade, só).

Começou a receber as visitas do Dr. Aita, e foi quando soubemos que o Chris não era um gato, mas uma gata. A partir daí trocamos seu nome, e pedimos desculpas. Na plaquinha do seu ‘’túmulo’’ ficou sendo A Gata Christie. Seus brinquedos foram enterrados junto, à moda Egípcia; espero que lhe tenham sido úteis. Ela deixou saudades.

 

 

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Agatha Christie e sua cidade

12 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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Prezado Ernest,

sou um dos que te acompanha desde a época do Studio, e tenho sempre umas perguntas em mente, e hoje pedi para um filho digitar (também sou analógico).

E a próxima viagem, qual será?

Ernest, obrigado por continuar me acompanhando. O teu simpático bilhete inspirou esta postagem. O verão vem aí, mas dizendo com certeza não sei para onde vou; a Carreteira Austral, quem sabe, está nos meus planos, mas para falar a verdade, nem eu sei. O Rocinante está na garagem e ainda tenho umas milhas do cartão, mas nunca sei se chegam…na realidade, eu gostaria de lhe responder como na música: ‘’Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí…’’ Mas foi bom você perguntar. Se tivesse que responder num bate/pronto diria que estou pensando em ir para a Riviera Inglesa, assim que chegar o verão deles. Para a Cornualha, lugar que certamente com este nome não faria nenhum sucesso entre latinos; Cornualha, mas para eles não insinua nada. A cidade? Nem eu sei. Diz aqui perto de Torquai (assim mesmo, sem o ‘’h’’ no ‘’Tor’’).

É que estou lendo que lá viveu a Agatha Christie e fiquei curioso. Os fios condutores de seus enredos múltiplos ela reconhece que envolvem a cidade de Torquai, onde nasceu, casou, serviu como enfermeira na 1ª Guerra Mundial e viveu seus últimos 37 anos, (seu nome de solteira era Miller). Com o coronel Archibald Christie ali passaram a lua de mel, em 1914, no mesmo hotel que estavam, dizem Heitor e Silvia Rcali, que fizeram a pesquisa. Na verdade, ocuparam o apartamento por apenas duas noites, pois o coronel Christie fora convocado e partiu para a guerra.

A vivência de Agatha na cidade foi vital para a sua criação literária. Ali ela encontrou, num ônibus, um imigrante belga, baixo e meio atarracado, com um bigodinho curvo que, em seus escritos, se transformaria no detetive Poirot.

Já a experiência no hospital onde atuou como enfermeira foi a via por onde entrou no mundo dos venenos. Aprendeu a distinguir os efeitos mortíferos do arsênico, estricnina, ou eserina – esta última, aliás, foi a chave para desvendar o mistério de A Casa Torta.

Há ali uma rota turística, The Agatha Christie Mile, pelos pontos que instigaram a escritora, onde a realidade ganhou traços de ficção. São 20 paradas – em cada uma, uma novela, conto ou particularidade da vida da rainha do suspense. É possível fazer o trajeto sozinho, mas estar acompanhado de uma guia faz diferença – no nosso caso, além de especializado na escritora, tinha amplo conhecimento sobre Sherlock Holmes. Tudo complementado com toques do mais sutil humor britânico (diz a pesquisadora).

A casa também pode ser acessada por um tour de barco ou em um ônibus da década de 1930 (o mesmo que ela utilizava), que sai duas vezes ao dia do centro da cidade.

Pouco antes de comprar a casa, em 1938, Agatha a descreveu como ‘’uma residência georgiana, dos anos 1780, com um bosque descendo suavemente até o rio, e muitas árvores – a casa ideal, um sonho de casa’’.

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Islândia -II

10 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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Continuo hoje falando da Islândia, mas o que eu gostaria de saber é como este texto foi parar com o meu título de eleitor.

Claro que hoje as coisas lá são mais fáceis. O espectro da fome não existe mais, com eletricidade e a vontade proveniente das áreas termais, eles têm estufas, calefação e até ruas aquecidas; isto mesmo, você não leu errado. O resfriamento do vapor que sai da terra com quase 500º, é usado para aquecer as ruas e calçadas, e assim não é preciso tirar a neve.

Voltando à comida, a tradição continua. A extrema carência que o país vivia até a 2ª Guerra, quando uma área foi alugada aos aliados (mas cujos integrantes não podiam circular pelo país) fez com que adaptassem a sua subsistência às condições da Ilha. E o prato tradicional do passado era: postas de tubarão temperado e envolto em alguma proteção e “enterrados” no Perma-Frost. O nome também não é muito atraente: Roth Shark (tubarão apodrecido).

Bem, mas para que após este relato de frio e comida duvidosa você não desmarque a sua passagem para lá, quero informar que o que relatei acima é que o país é altamente desenvolvido, absolutamente seguro e a comida mudou, e muito, para a melhor. Hoje com educação e eletricidade barata, produzem de tudo em estufas, até bananas e abacaxis.

A única coisa que permanece igual são os “Papagaios do Mar”, que ainda não aprenderam a “amerissar”.

Hoje graças ao esforço dos seus habitantes, aquela ilha é tão gelada que o seu nome em inglês é Ice Land (a terra do gelo). Mas a tradução para o português acabou errada. No entanto eles são todos atrapalhados. O apelido é de ‘’clowns of the sea’’ (palhaços do mar).  É que eles voam como os outros pássaros, pousam em galhos, nas rochas, mas quando pousam na água provam que ainda não aprenderam. Ou seja, o fazem aos trambolhões que provocam risadas dos que estão a olhá-los, justamente por isto. Dão a impressão de estarem no meio de um processo de adaptação à água. É só uma suposição, se for verdade, dentro de alguns séculos terão aprendido e até poderão imitar os pelicanos, absolutamente desajeitados na praia e com extrema habilidade quando voam em grupo, ou em grupo amerrissam.

 

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Veneno - II

04 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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Acho que hoje (dependendo do partido) os Bórgias seriam absolvidos. Além disto, têm a seu favor o fato de serem os criadores dos fantásticos jardins da Villa Borghese, (que virou nome de um Hotel em Flores da Cunha, mas o comprador não gostou e trocou de nome) quando por bem ou por interesses, se mudaram para Roma (a Brasília da época, eu imagino). Mas voltando aos venenos…

Se o veneno pode matar, ele pode também curar. Arsênico, veneno mortal foi usado para tratar leucemia. O Mercúrio foi um tratamento primitivo para a sífilis. É uma questão de dosagem, e até um baseado pode virar medicinal. Acima de tudo, é uma questão de intenção.

Igualmente, contos inesperados como aquele de Leon Fleisher, o pianista famoso cuja carreira foi revigorada graças à uma toxina.

É o paradoxo do veneno: ele ocupa uma tênue linha que separa nossos altivos instintos e conquistas, do nosso lado mais sinistro. Está tudo na dose. Até aí concordamos; mas que as mortes de ex-expiões têm sido muito frequentes, o mundo inteiro concorda. Além disto, a substância usada tem sido a nuclear. Quem tem condições de fabricar venenos nucleares? Os mortos, ou quase, como o Youshenko que sobrevivem por pouco. Junta algumas casualidades, todos eram ou falavam contra o Putin, que também foi o líder da KGB. Acho que os outros espiões estão botando as barbas de molho (enquanto ainda as têm).

A propósito dos Bórgias e sua Lucrécia, dizem que numa das jantas ela se deu conta que o veneno que pretendia usar estava vencido, e desolada com a não realização de um dos seus planos, perguntou ao seu irmão: “Fulano”, veneno vencido é melhor ou é pior?

 

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