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Posts na categoria "Curiosidades"

Rishikesh em nosso trem

25 de agosto de 2014 0


trem

http://papudimaluco.files.wordpress.com/

Graças a um bom papo com a professora de Yoooga Nair Filipon (nada a ver com o técnico. Ela e Filipon de sobrenome e ele é um Felipe grande e automaticamente virou Felipão) pela duração de um almoço voltei a Rishikesh, que ela conhece bem passou alguns meses lá estudando e eu viajando duas ou três noites, mas já com lenço e documento pois a Eliana foi junto.

A cidade foi uma das primeiras paradas do “nosso” trem. É melhor que eu explique, o documentário foi mostrado há anos, o nome foi a Índia em nosso trem, ainda quando ao Studio não havia sido acrescentado a palavra Clio, me diz o prof. Francisco que é uma deusa grega. E o Chico falou, está falado. Acho até que ele fez bem, muito bem substituir o nome de um pecador assumido por o de uma Deusa Virginal (mas é bom que se diga, o Studio nunca se chamou Del Mese, virou Del Mese para os frequentadores, o que fazer?). Só agradecer. Sempre considerei uma atenção pessoal.

Voltando a viagem. Foi uma viagem de 32 dias em um vagão indiano, que pertencia há um inglês chamado Ashley. Só não pertence mais porque se desintegrou na última viagem. O teto caiu, em em um lado as janelas quebraram, o teto ficou em 45 graus e sem comunicação, o pessoal do comando nem soube e assim foram até a próxima estação que era distante, pois o trem era lento e o tempo frio e chovia. Aliás, estas coisas sempre acontecem nos piores momentos.

Não sei quantos estavam a bordo. Sei que não houve feridos e que com galhardia enfrentaram a situação. E como bons súditos de sua majestade chegaram a próxima estação, provavelmente cantando: “God save the Queen”.

Hoje, o Ashley é nosso amigo. Ele havia comprado o vagão e tinha uma licença para enganchá-lo atrás dos trens normais, com ele damos a volta na Índia. 19 pessoas, todos menos 2 eram anglo-saxões. Nossas paradas preferenciais eram em pequenas cidades, que tinham atrações mas geralmente não tinha hotéis. Ou seja, a ausência de hotéis e infraestrutura as excluira dos “Indian Lovers”. E eles são muitos.

Rishikesh foi a segunda parada, a primeira havia sido Agra, a cidade do Taj Mahal e uma exceções. Ambas tem hotéis e Ashrans e etc. Mais do que isto, Rishikesh é considerada a capital extra oficial da yooooga! Bem, a Nair a quem chamamos de Namastê havia estado lá, é claro, com mais milhões de pessoas, incluindo os Beatles, suas mulheres e quem sabe produtores, agentes e etc. Ficaram um longo tempo e dizem os que conhecem sua obra que os meses de Rishikesh foram fundamentais. Havíamos chegado durante a noite como nas próximas 31 dormimos no vagão, no “nosso” vagão na estação ferroviária, é claro, que também tinha cozinha e biblioteca, em seus 44 metros de comprimento.

Pela manhã, saímos caminhando a pé em meio a riquishas, pedintes, falsos e verdadeiros, elefantes e camelos que nunca faltam. A pé também atravessamos uma ponte de ferro herdada dos ingleses. Uma travessia de uns 300 metros, víamos lá em baixo fumaça proveniente de uma cremação. Nada impede que você mesmo creme o seu falecido. Os ricos e poderosos são cremados com madeira de sândalo, cuja fumaça é perfumada. Mas os indianos comuns vão para fogueira com os parentes em volta e uma certa tristeza, mas sem lágrimas, carpideiras, etc. Só com a consciência de uma vida que se foi como uma vela que queimou até o fim. A magreza dos indianos favorece a operação. Uma coisa que sempre me chama atenção, os pés que ficam fora da primeira queima, parecem cada vez maiores, só depois são virados para o centro da fogueira, e vão desaparecendo.

Quanto a nós, continuávamos caminhando. Andar pela Índia é sempre estar em um labirinto de mascates apregoando às suas mercadorias, vendedores, camelôs, vendedores de rua, bancas, banquinhas, vacas e bicicletas. No caso, em Rishikesh ao fundo tínhamos a Cordilheira dos Himalaias, um belo panorama. O que fomos visitar era o Ashram, onde haviam ficado os Beatles que era igual aos outros todos, com um jardim pouco cuidado e uma pintura com aspecto de que já precisava de outra. Eles herdaram a atividade da jardinagem, mas os 300 anos de ocupação não foram suficientes para que eles desenvolvessem um prazer pela função.

Bem, esqueci os macacos que são sempre uma presença constante no subcontinente indiano. E uma coisa que se tornaria comum: Placas dizendo “cruzamento’ passagem de elefantes. Paramos todos, não há ser humano ocidental (mais os japoneses) que não queira uma foto em frente a uma placa destas.

Diz a Namastê que as pessoas vêm para cá e mudam suas vidas. Mesmo sem Starbucks e Mc Donalds, portanto, nada que um tapete de yoooga não resolva.

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Cuidado nas estradas

22 de agosto de 2014 Comentários desativados

estradas

Estes dias escrevi sobre más estradas. Aliás, pior que más estradas, escrevi sobre estradas que já foram boas e onde passo uma ou duas vezes por semana, ou seja, que conheço bem como a 122? E trechos da BR 116, digo trechos porque ela segue até o nordeste. Não só eu as conheço, no momento até os buracos me conhecem. Não estranharia se um dia eles começarem a me abanar.

Recentemente, escrevi sobre um só buraco que me custou 1.714 reais se dividir pelo pedágio que hoje não se paga mais (era 6,90), teria que passar 248 vezes para empatar. Sem contar o tempo perdido, o gasto em taxi e os dois dias sem carro.

E lembro das fotos no jornal quando se comemorou o fechamento aquela barreira para o desenvolvimento do RS. Depois disto, recebi um telefonema de um sr. Aspone com uma justificativa ainda pior. O senhor tem que compreender: Tem chovido muito ! E que o concerto já foi programado, começará em setembro, ou seja, ainda abusam da inteligência do usuário. Como se no restante do mundo não chovesse. Aliás, quero crer que no Uruguai e Argentina, tão perto, também não chova. Pois em nenhum dos países vejo buracos. Nem na Argentina, sempre conflitada e depois de 64 anos de governos populistas sem resultados.

Não se vê um só buraco do Norte até Ushuaia no paralelo 54º. Nem mesmo naquelas que cruzam a cordilheira. Pode não ter asfalto como no passo de San Antonio de los Cobres, mas quando tem como no Passo Jama é perfeito.

Jamais se fala que a estrada foi feita fora de especificações e que os concertos são ridículos, se você ficar observando verá algum com uma camadinha de asfalto e brita fina encher a cratera, …e só.

Se quisermos podemos observar a nova RS 448, a Rodovia do Parque, uma das minhas almejadas estradas. Por anos, esperamos plana, sem rochas e sem casebres aos lados. Ótimo, não? Hoje agradeço a sua existência, hoje ela está aí mas me pergunto todas as semanas até quando? Com uns 6 meses de uso já temos emendas salientes, a cada 100 metros parecem emendas de trilhos dos trens antigos, solavancos “degraus” entre alguns trechos e um piso desuniforme e da pior espécie, e isto que passo com um automóvel de bastante distância entre eixos. Mais para pesado que para leve. Nem imagino o que deve ser com carros, curtos e leves. Caminhões, muito raramente vemos, os ônibus que poderiam sair diretos da rodoviária, suponho que estejam proibidos. Que empresa não gostaria de que seus carros saíssem direto da rodoviária encurtando tempo, distância e índices de Carbono. Consumo também e quem sabe podendo diminuir o custo da passagem, não sou um especialista na área, estou só enumerando situações óbvias e existentes aqui perto, bem perto.

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Nova York terá um novo rei no céu

20 de agosto de 2014 Comentários desativados

edi

Em 2015, o 432 Park Av. redesenhará o skyline da cidade como o maior residencial do Ocidente. É que li na Revista Forbs, sorry.

Por Francoise Terzian

Diz o ditado que se você vencer em Nova York, vencerá em qualquer lugar. Quem já venceu e estiver disposto a desembolsar US$ 95 milhões para viver a exatos 426 metros de altura terá, literalmente, a capital do mundo aos seus pés. Em menos de um minuto, o elevador leva do térreo ao topo do residencial de luxo 432 Park Avenue, localizado entre a 56th e a 57th, a quatro quadras do Central Park. Lá do alto do 96º andar, o que se vê é uma mansão vertical de 767 metros quadrados e 24 janelas de impressionantes 3 x 3 metros, com isolamento e vista para os mais diferentes ângulos da capital do mundo. Do banheiro com piso de mármore, uma banheira instalada bem na frente de outro janelão transforma o hábito diário em uma espécie de cinema Imax. O cenário? Uma Nova York exclusiva.

O arranha-céu residencial feito de concreto, aço e vidro tem exatos 104 apartamentos com aquecimento central e sistema de ar-condicionado, piso de carvalho maciço, mármore nos banheiros e na cozinha e pé-direito de 3,8 metros. Ou melhor, 49, porque 55 já foram vendidos até o fechamento desta edição. Cinco deles para brasileiros cujos nomes são mantidos em segredo.

Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2015, o residencial dos sonhos nem terminou de ser erguido e já é tratado como o mais alto do Hemisfério Norte. Seu traçado, assinado pelo arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, supera em comprimento o One World Trade Center e o Empire State, respectivamente com 417 metros e 381 metros. Sem contar a antena. “É um projeto sobre Nova York e para Nova York. O objetivo foi criar algo atemporal, perene, que não saia da moda”, define Viñoly.

Os últimos dez andares foram dedicados às penthouses. Dali para baixo são dois por andar e, em alguns poucos casos, três por andar. O mais barato custava US$ 7 milhões, mas já foi arrematado. Agora, o apartamento mais acessível sai por US$ 16,9 milhões. Os tamanhos variam de 245 a 767 metros quadrados.

Para manter a privacidade dos moradores, dois andares do edifício foram reservados para acomodar funcionários e visitantes, em apartamentos de 32 a 57 metros quadrados, com preços que vão de US$ 1,5 milhão a US$ 2,8 milhão. Para assegurar uma vista privilegiada para os moradores, o primeiro piso residencial inicia no 34º andar ou a 104 metros do solo. Dali para baixo, os moradores encontrarão os chamados amenities, que são compartilhados e oferecem piscina, spa, fitness center, restaurante, biblioteca, auditório, escritórios executivos, salas de conferência, adegas climatizadas, brinquedoteca e salões de festa. Há espaço, inclusive, para promover uma festa de casamento para 350 convidados.

O empreendimento está no terreno outrora ocupado pelo drake hotel. O projeto dos incorporadores Cim Group e Macklowe Properties, a responsável pela Apple Store da Fifth Avenue e seu cubo de vidro de 10 metros, teve início há seis anos e tem custo avaliado em cerca de US$ 1,2 bilhão – valor que inclui a compra de terreno e a construção. As vendas, no entanto, devem ultrapassar a casa dos US$ 3 bilhões. Pela previsão de Harry Macklowe, fundador da Macklowe Properties, por volta de 50% dos imóveis deverão pertencer a americanos e a outra metade a estrangeiros. “O 432 será o edifício do século 21 assim como o Empire State foi o do século 20”, conclui.

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Papas

19 de agosto de 2014 0

radio

foto: tempodavovo.blogspot.com

O simpático “Papa Francisco foi de volta para o distante Vaticano, mas ninguém precisa morrer de saudades. Nossas cidades estão cheias de Papas – sempre tivemos o Papa das Pizzas, o Rei do Futebol, o Papa do Bacalhau. Estes superlativos fazem parte do nosso dia a dia e já foram até incorporados ao nosso idioma. Às vezes até dizem aquele “é o papa do?” e pode ser pastéis, bauru ou espetinhos de gato. Tem até os autoproclamados que até escrevem seu suposto título na placa do boteco. Claro que falo dos genéricos.

É que para nós que não cozinhamos na 1ª fervura, a história dos objetos está ligada a nossa própria história. No passado não havia tantos objetos, o consumo hoje está tão facilitado que é mais fácil comprar um novo rádio, relógio ou liquidificador. É que há, a meu ver, um excesso de produtos sendo descartados ainda em bom estado e… pobre do meio ambiente. Muita gente até pode pensar o que as visitas vão dizer em verem esta velharia na minha casa? Um amigo, meu Michelle. Roteirista de comerciais de televisão tem em sua casa uma TV ainda da época que eram a lenha. Eu não vou a este extremo, mas tenho alguns objetos insubstituíveis consequentemente com frequência recorro, os meus papas, para concertá-los.

Um deles é o Bigode, que atende também pelo nome de Tranquilo, mas nem tão tranquilo assim. (Fone? 054 – 91150478). Pois tem um monte de filhos. Tranquilo sim, mas em caso de indecisão ao tratar do preço dos estofados, encoste-se na parede. É o Papa dos estofados, os faz muito bem, nunca fui a outro estofador. A casa é a mesma, hoje com ajuda dos filhos melhorou mais ainda. É em Caxias e dai? Pick up são para isto.

E do Horst Diesk o que dizer? 1º que era sobrinho do seu Iwers, também o Papa dos DKW’s e com ótima oficina (fone é 33420790) ou seja, papa hereditário que lhe valeria um cardinalato com a morte do seu Iwers herdou tudo, mais ou menos como na decantada democracia dos irmãos Castro. KKK! Quem deve estar fazendo KKK! são eles pois estão com um porto novo (que eu e você pagamos). Aliás, vai ficar novo por muito tempo. Pois eles não tem o que exportar e nem grana para importar. E agora ouvi dizer que vamos emprestar 150 milhões de dólares, claro para melhorar os aeroportos… os nossos estão tão bons que ….não precisamos mexer.

Bem, para rádios e toca-fitas novos ou antigos, daquele tempo em que os celulares pesavam um quilo. Eu e muitos porto-alegrenses temos outro Papa, o Dinho. Conserta o seu rádio e aquela eletrola que você ganhou da sogra e não tem coragem de se desfazer, O Dinho não só concerta como ainda restaura o móvel. Tirar os cupins, acho que um por um. Concorde comigo, quem faz isto não é um Papa (fone?  32172245). Frequentemente o móvel que você vê na Revista CARAS foi ele que consertou. Aliás, um Papa e com ainda mais méritos. Pois conserta raridades com peças que deixaram de ser produzidas há 50 anos. Não parece um milagre? Bem, coisa de Papas. Estou me preparando para ir até lá. Para pedir a benção e agradecer as graças exercidas. Vou propor também que o santifiquem.

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Da Marly

15 de agosto de 2014 0

P1090801

É tanta a admiração dos Porto alegrenses pelo pôr-do-sol que resolvi publicar um, por enquanto inédito. Ou seja, o Sol é o mesmo mas a Ponte Staiada como primeiro plano é uma novidade.

Gosto do viaduto. Melhorou muito o trânsito, acho que toda Zona Sul gosta, é só lembrar dos engarrafamentos de antes. Não gosto do nome Estaiada.

Sei que ela já foi batizada, mas a cidade ainda não assumiu o nome e eu não repito, quero, desejo pelo menos que seja esquecido. Gosto dos nomes que surgem do povo dos usários, quer um exemplo? Ali perto está um que também tem nome e daí? Quem sabe qual é o seu nome de batismo? Muito poucos. Mais justo é o nome que a cidade lhe deu: da Marly e merecido. Foi a primeira empreendedora que deu aos namorados da cidade o prazer de transar com ar condicionado no verão e inverno ah! e com chuveiro quente.

Muito melhor que as “pensões” da Botafogo ou os Volkswalgens da época.

Com a praça da Encol foi a mesma coisa. A empresa já foi para o espaço mas o nome continua, assim, como o pôr-do-sol. A foto é de telefone, ou seja, pode ser muito melhorada, é só um lembrete de um “vizinho” para que os “sun set lovers” da capital passem por lá na hora certa. E façam mais um click.

Abraços,

Flavio Del Mese.

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Músicos de rua

13 de agosto de 2014 Comentários desativados

musicos metro

Estes dias escrevi aqui da minha admiração por músicos de rua e hoje leio no Estadão que o Metrô do Rio vai dar um teto para eles. Algumas estações vão virar pontos de apresentações, para shows, solistas ou performers como em outras grandes cidades. Deve ser uma tentativa de alegrar um pouco a vida dos usuários. Muito pouco para compensar o que temos visto do metrô no noticiário da noite, mesmo na TV chapa branca onde “quase tudo são sorrisos”.

A ideia não é original, mas é ótima. Já vi, nem lembro onde, orquestras inteiras, 50/60 figuras tocando clássicos e folclore.

Lamentavelmente serão só seis estações que vão virar palco, na próxima semana. Serão shows gratuitos de artistas que se apresentam habitualmente em metrôs de Nova York, Londres, Paris e Berlim que estarão aqui. Para 2015, a Metrô Rio já planeja convocar músicos locais.

O Festival Internacional de Músicos de Metrô vai começar na terça e irá até sexta-feira e terá 12 atrações de 8 países, incluindo 3 cariocas.

Os estrangeiros foram selecionados entre os melhores das duas primeiras edições da mostra, que em 2010 e em 2012 passaram por São Paulo com sucesso.

O criador é o produtor Marcelo Beraldo, um expert no assunto que viajou por 14 cidades para conhecer artistas e descobrir quais as regras de cada metrô.

“Em Montreal, por exemplo, há uma plaquinha para sinalizar onde eles podem tocar; já em Barcelona e em Londres e uma marcação no chão que indica”.

Em cidades como Nova York, ele testemunhou a profissionalização dos artistas. “Os espaços nas estações são disputados e acontecem brigas sérias. Conheci gente que ganha US$ 7 mil por mês, tocando três ou quatro horas por dia”, lembra Beraldo.

“Tem de ser muito bom. E para que se tenha uma ideia, gente como Eric Clapton e Rod Stewart tocaram em metrôs quando jovens.” O que não quer dizer que todo músico de rua vai se tornar um Clapton ou um Stewart.

Por aqui, não temos essa tradição mas já há sinais de aceitação. Na Assembleia do Rio, tramita um projeto de lei que permite música e poesia nos trens e estações.

Atualmente, a presença de músicos é tolerada, mas, quando os usuários reclamam, os seguranças são orientados a convidá-los para dar um break. Muitos passageiros preferem o silêncio.

Durante o festival, que terá sessões entre 11 e 13 horas e entre 17 e 19 horas, os músicos não poderão pedir contribuições dos espectadores, eles serão remunerados pelo patrocinador, a Red Bull, a mesma que patrocinava uma equipe na F1.

A passagem de chapéu também será vetada a partir de janeiro, quando o Metrô pretende abrigar shows com regularidade. Mas aí eu acho que não há uma norma. Alguns pedem, outros colocam estojos de guitarras com algumas moedas e muitos colaboram. Acho esta uma forma de saber quem os passantes gostarão de ouvir de novo.

“Será também uma oportunidade de eles divulgarem seu trabalho”, explica Salles. O projeto prevê abertura de inscrições em setembro. Não haverá discriminação de gênero musical.

Performance

Na manhã desta quarta-feira, a convite do jornal O Estado de S. Paulo, o Duo Entre Rios, que tocará no festival, fez rápida performance na Estação Carioca.

Apressada e desavisada, a maioria dos passageiros não prestou atenção no repertório da jovem dupla, que vive de tocar na rua.

“É um palco muito sincero: se as pessoas gostam, batem palmas e se ouve o tilintar das moedas. Mas também há os desinteressados”. Já a articulista Roberta Pena Fort relata que grandes músicos já se propuseram a tocar em estações e depois de meia hora estavam sós e com poucos vinténs na caixinha.

O fisioterapeuta Wilson Rosa, de 74 anos, aprovou. “É ótimo para quebrar a monotonia.”

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Carros em leilão

12 de agosto de 2014 Comentários desativados

carros

Que as coisas não vão bem para o lado dos hermanos, todos nós sabemos e até lamentamos. É sempre melhor ter vizinhos prósperos. Me conta um casal que esteve por lá e são fluentes em espanhol, não bem espanhol o que se fala nos dois lados do Rio do Prata. E está mais para o Castelhano e um linguajar de Castilha.

Bem, me dizem eles que a noite conserva o encanto de sempre, as livrarias abertas até mais tarde e que se fala mais do vice-presidente Boudou que quando não administra o país, toca em uma banda de Rock do que do calote quase certo da sua dívida externa. Fala-se muito do aumento dos “choros” (batedores de carteira) nos lugares turísticos (quando vivi lá eram apelidados de “chilenos”, os então carteiristas), claro que se fala muito dos colegas, carteiristas em chinelos que ocupam o poder. Mas que Buenos Aires ainda vale a visita. Ao que parece, a vida também não deve estar boa para os “Hinchas”, torcedores de futebol e a minha dedução é provavelmente uma nota do Jornal O Globo, você pode lê-la na integra.

A reproduzi acima. Diz O Globo que durante a Copa, 170 carros argentinos foram apreendidos pelo Detran Carioca e 110 continuaram no Pátio. E diz mais: se até outubro não foram retirados com pagamento de multas, infrações e diárias irão a leilão.

Cabe a pergunta: e como voltaram os mais ou menos 300 tripulantes? A passagem de volta não seria mais cara do que multa e combustível? Seriam caros ilegais, “cachibaches viejos” como se diz por lá? A nota só diz que são Renaults, Peugeot e Nissan’s entre outros, que bem ou mal chegaram ao Rio, portanto haviam feito os 3/4/5 mil quilômetros. Quem sabe seus tripulantes tenham ficado por aqui, afinal, se temos aceitados haitianos, ganeses e nigerianos bem que poderíamos aceitar alguns “criollos”, a nossa carne está bem melhor mas temos falta de bons assadores.

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Arte entre quatro paredes – parte II

09 de agosto de 2014 Comentários desativados

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http://media.guggenheim.org/

Em Londres, por exemplo, o Night Safari consiste em visitas ao salão central e às galerias adjacentes, seguidas por bebidas e prosa com cientistas do museu. A Dino Snores for Grown-Ups Sleepover – algo como “ronco do dino: festa do pijama para adultos” – é um pacote que inclui jantar com café da manhã, música e projeções de filmes em meio aos esqueletos de dinossauros.

Em Nova York, já disse, o Museu de Arte Moderna faz algo parecido. Reúna pelo menos dez amigos e você pode agendar um passeio de 60 minutos – antes ou após o expediente – com um professor particular de história da arte. Já no Museu Guggenheim, “Art After Dark” são eventos sazonais centrados em uma exposição ou programa especial. Uma vez que o público em geral sai, os integrantes do programa e seus convidados podem desfrutar do prédio e das exposições, ao som de uma playlist musical elaborada pelo curador da mostra ou o próprio artista. Um bar vende vinho e cerveja.

Nos Museus do Vaticano, uma série de empresas tem oferecido passeios para contemplar obras-primas de Leonardo, Caravaggio e Rafael fora dos horários tradicionais. Há também um novo pacote: logo cedo, pouco antes da abertura oficial, depois um café da manhã com queijos e fiambres, e um buffet americano no pátio principal do Vaticano, seguido por uma turnê de galerias e salas logo após a abertura.

Em Florença, onde fiquei uma boa temporada, me acostumei a ver as enormes filas de pessoas que queriam entrar na Galleria degli Uffizi, eram intermináveis. Isto depois de ficar mais de duas horas tentando comprar o ingresso.

É claro que você pode comprar antecipado pela internet com meses de antecedência, mas será que naquele dia e naquele horário você estará a fim de ver lá dentro o peladão David que você vê lá fora?

Recentemente, tivemos uma outra dúvida. Ir ou não ir ao parque Lezienki visitar a casa e ver (só ver) o último pianão que tocou Chopin? A dúvida era grande e acabou nos dividindo, um casal foi ver mais ou menos os locais que o pianista frequentava (ele morou ali na juventude). Depois mudou-se de Varsóvia para Viena, Paris e quem sabe para a Alemanha também pois eram os centros musicais da época. O outro casal, éramos eu e a magra ficamos flamando e nos perdemos pelas ruelas e volta e meia víamos placas de músicos, escritores e até do Papa Polonês. As placas? As de sempre, aqui morou, aqui estudou… etc, etc. Nos encontramos para o almoço num restaurante central. Onde provavelmente Chopin nunca esteve. E ele nem sabe o que perdeu.

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New York para Principiantes pt. VII

30 de julho de 2014 Comentários desativados

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foto: http://nyoobserver.files.wordpress.com/

Um vendedor ambulante com seu carrinho de alumínio numa boa esquina fatura uns 500 dólares por dia. Não demorará muito e ele terá o suficiente para estabelecer-se.

Nas ruas os tons de vermelho e amarelo brilham contra o fundo escurecido dos tijolos. Os ruídos urbanos e o vozerio se misturam com buzinas dos ambulantes. As vitrines e os aromas dão uma vontade urgente de comer.

Existem alguns marcos históricos mas não são os mais importantes. Primeiro vem a comida; há mais de 200 restaurantes nessas poucas quadras. Para vencer as barreiras linguísticas, basta olhar, apontar, comer e pagar. Mas se você não quer fatias de pizza “Al taglio” (ao corte, uma fátia, um dólar) são ótimas e um dia conversando com um amigo me confirmou: “sim, também gosto muito”. E depois de pensar um pouco me ocorreu, claro que sim, o trigo para massa é muito bom, os queijos são de primeira, os tomates só são usados se muito maduros e são mais doces e até perfumados. Felizmente, para eles ninguém inventou tomate chamado “Longa Vida”, que dura 30 dias. Por que alguém precisa comprar um tomate para o mês que vem? Bem, os condimentos muito bons também. E os pizzaiolos? Italianos, como não vai ser bom? Tem ainda a solução dos “Salad Bars” a palavra “bar” para eles vem de barra, mais ou menos balcão, e não são só saladas no self servisse. Além delas, têm duas ou três sopas, alguns frios e vários tipos de nozes. Quando você enxergar nozes, saiba que está tudo incluído mas “nuts” quer dizer também malucos. Nada a ver, mas é isto, você comerá muito bem e por 6/7 dólares. Se não for inverno, vá para rua, você verá escadarias cheias de gente e grupos sentados na grama. Todos estão fazendo a mesma coisa que você: comendo bem e gastando pouco.

Alguns edifícios têm telhado em pagode; no alto das ruas bandeirinhas tremulam ao vento. Becos estreitos conduzem para clubes de onde vem o som de músicas com gongos, tambores e os estalos de ma-jong, jogo semelhante ao dominó, uma paixão entre os chineses.

Outra característica marcante da arquitetura é o labirinto de escadas de incêndio – palco de várias mortes de gângsters, no cinema e na vida real. São bonitas mesmo sem as luzes de Hollywood.

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Arte no centro da cidade

03 de junho de 2014 Comentários desativados

britto

 

Bem, passaram-se três semanas e eu não resisti, fui almoçar com a Florence e o Joal na Duque. E na saída atravessei a Duque.

Fui outra vez no nº973, perto e ali onde permanece a exposição do Britto. Só que esta vez, levei querosene, tira manchas, terebentina e Go Glow, um líquido que eu usava para tirar chiclete do carpete do Studio. Mas não deu, bem que eu tentei tirar mas não deu. Acho que ele se precaveu, ao invés de cola, o Britto Velho deve ter usado as sobras do mocotó que ele costuma comer aos sábados (quente a gente só consegue cuspir cortando com tesoura, imaginem quando esfria). Nem vou dizer onde é pois a fila para autógrafos pode atrapalhar o almoço dele com seus colegas e alunos.

Como não deu para descolar a plotagem, vou fixar o catálogo da exposição ao lado do Brittinho que comprei. Esta vez ele os fez menores e assim coube no meu bolso e coloriu o escritório do semiaberto onde moro (de dia na rua, de noite à sete chaves. Além de cercas, grades, alarmes e cachorros). Enjaulado, mas com o Britto na parede, mas sempre cantarolando: “vivo em um país tropical, abençoado por natureza, mas que beleza!”

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