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Posts na categoria "Curiosidades"

Uns tem demais, outros de menos

28 de julho de 2015 0

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Alguns países tentam aumentar os nascimentos, outros diminuí-los.

O Japão aprovou um projeto de lei estimulando que, entre outras políticas, os executivos do país, ajudem a aumentar a taxa de nascimento, após uma baixa recorde no quarto ano consecutivo. Que os japoneses trabalham muito e bem, não é uma novidade, mas há outras coisas a fazer na vida e ao que parece não é só o Japão que está preocupado. Aqui está uma olhada, em como os países têm tentado estimular cidadãos de procriar:

Na Coréia do Sul, onde no momento, a mortalidade e a taxa de natalidade se equivalem, o Ministério da Saúde começou a cortar a energia mais cedo um dia por mês, assim estimula os funcionários a irem para casa….. e se multiplicar. Isto desde 2010.

Cingapura, que tem uma das maiores rendas por per capita também tem uma das menores taxas de natalidade do mundo. Dará aos bebês nascidos este ano, um saco de roupas e porta bebês (aqueles panos que as asiáticas envolvem os bebês e os carregam as vezes nas costas, as vezes no peito) para homenagear o 50º aniversário da nação.

Na Rússia, que viu a população diminuir por duas décadas, algumas regiões têm oferecido prêmios, como geladeiras (geladeira lá é como inverno na Europa do Norte, é só usar um saco plástico e colocar no para peito…. do lado de fora, mas vale a intenção dos camaradas) para famílias com bebês nascidos em 12 de junho, um feriado nacional.

A França tem mantido a sua taxa de natalidade entre as mais altas da Europa, com incentivos fiscais e promoções para famílias com pelo menos três crianças, tais como: tarifas de trem com desconto e ingressos de cinema, etc

Os chineses passaram mais de 60 anos limitando um filho por casal, agora achando que no futuro não terão trabalhadores suficientes para ajudar a pagar as aposentadorias, mudaram de atitude.

Eu que nem filhos tenho não deveria dar palpites mas…. criar uma semana de carnaval seria uma boa opção.

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Nous sommes Charlie, você lembra?

27 de julho de 2015 0

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Para nós, longe da França e mais longe ainda daquela pequena rua perto da Praça da Bastilha, onde o 11 de janeiro aconteceu com grande impacto. Quase inacreditável, mas passou e vai para o esquecimento. Mas o artigo de Elena Celestino, de Paris, seis meses depois diz mais ou menos o seguinte:

“A frase “je suis Charlie” virou um símbolo pesado demais para o punhado de jornalistas que sobrou. Na velha redação perto da Bastilha, onde o horror aconteceu, a palavra de ordem está grafitada na parede do prédio, mas tudo em volta está deserto, cercado de barras de ferro. É na sede do “Libération” que protegidos por policiais a paisana, os desenhistas continuam a fazer o jornal. Está difícil manter o “espírito do 11 de janeiro”, uma utopia feita realidade naquele dia em que quatro milhões foram às ruas, unidos, na defesa da liberdade agora. Cinco meses depois, o “Charlie Hebdo” vive uma crise interna – com abaixo-assinado, demissões e brigas – a polêmica sobre quem eram os Charlies sacode Paris e faz vender montanhas de livros.

O mito “Charlie” fez do cartunista Luz um mito na mídia. Autor dos desenhos de Maomé e da primeira capa do semanário depois da morte dos colegas, ele não aguentou a pressão e anunciou que está indo embora do jornal. “Sempre brigamos com os símbolos e agora viramos um. É duro de carregar”, diz ele ao Libération. A partir de setembro, Luz vai pensar na vida e na morte, tentar entender-se com seus sentimentos de dor, raiva e medo, ainda perplexo de estar vivo só porque chegou atrasado para a reunião de pauta.

“Cada fechamento virou uma tortura, passo noites de insônia pensando no que Charb, Cabu, Honoré, Wolinski, Tignous teriam feito”, diz Luz.

O nome dele estava entre as 14 assinaturas de um manifesto à direção da empresa pedindo mais transparência na administração do jornal. Se antes o Charlie precisava das doações dos leitores para continuar circulando, agora ficou rico: a onda de solidariedade encheu com 12 milhões de euros o caixa do jornal satírico.

 “Ele deveria tirar férias”, propõe Bruno Catrès, chefe de pesquisa de Sciences Po. “É um livro estúpido”, diz o sociólogo Alain Touraine. Um e outro acham que existem erros metodológicos na análise do antropólogo, mas Touraine concorda que os jovens do subúrbio não estavam nas ruas, não por xenofobia, mas por questões de convicção política. A desindustrialização e a liquidação do mundo operário em alguns países – acoplada ao desaparecimento do comunismo e do socialismo na França.”

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Eneida R. - I

26 de julho de 2015 0

26-07-15

 

Você me fez uma pergunta procedente. Entendo que com a tua profissão você só pode sair daqui no período de férias; mas não fique amuada por isso. Nem todo o Hemisfério Norte é gelado. O Norte da África, você tem toda razão, eu também evitaria, especialmente agora com as atrocidades do E.I. Aliás, eu estou protelando uma viagem rodoviária do Marrocos ao Egito há uns 10, 12 anos, e para falar a verdade, acho que nunca mais.

Antes era só a Líbia que não dava o visto. Só quem tivesse o passaporte escrito em árabe poderia solicitar (tenho a carta do Consulado de Brasília dizendo). O idioma tradicional dos passaportes sempre foi o francês. Até a tradução para o nome internacional vem do francês. Mas o Kadafi não queria saber das normas internacionais; tinha as dele, que acabaram levando-o ao cemitério.

Pelo que deduzo, vocês são jovens e têm tempo. Podem sair para qualquer lugar do Sul do Globo. Isto lhes dará experiência e aprimorará o seu inglês. Austrália é um mundo à parte; seguro, organizado, mas quase o tamanho do Brasil. E eu o recomendo, vale a pena! Mas é enorme e as atrações são muito distantes umas das outras, o que acaba encarecendo. Ou dividam entre out-back e cidades ou o estremo sul, a Tasmânia, como vocês viram no teatro. Mas podem até, pelo mesmo preço, fazerem um stop em Rio Callegos e na Nova Zelândia. O que já é bom, muito bom.

Além disso, há um roteiro pelo Chile e outra via África do Sul, Malásia e Indonésia. Portanto, não se aborreça, só nesse roteiro vocês preencherão os 90 dias.

P.S: Não, os documentários (audiovisuais) não voltarão. Acho até que foi um erro parar, mas foi definitivo. Na venda, dei até o equipamento para os Marshall Brothers.

Abraços.

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Um papo com Felipe – II

25 de julho de 2015 0

25-07-15

 

Embora não seja visto das ruínas, há um hotel ali que não deveria ter sido construído. Tenho como base o North Cape, no extremo norte da Noruega (4okm após Hamerfest). O parador tem tudo, mas escavado na rocha, você não o vê o platô, um rochedo magnífico que continua como a natureza o esculpiu. Tem tudo o que você pode pensar: comida, farmácia, capela, vista para o pôr-do-sol e nascer do sol, que naquela latitude é bem ao lado, etc. Mas você não pode dormir ali. É a forma que encontraram de sacralizar a área. Já nos Andes, um bom hotel foi construído, quando ali estive. Era administrado por japoneses.

Mas já que ele existe, se puder desfrute-o…fica engraçado acordar dentro de uma nuvem e ser atendido por orientais. E que você, pela manhã, verá só uma nuvem espessa e dirá ‘’que azar, logo hoje!’’ Mas aos poucos as nuvens começam a ceder e a delinear os contornos da ruína, até que, aos poucos, você terá Machu Picchu toda só para você, o que é um privilégio pois, Macchu Picchu, é pequena. Bem, não digo pequena, mas não há ruína que chegue para uma visitação de 2.500 pessoas com seus guias, bandeiras, megafones, que é o que acontece quando chega o ‘’trem dos turistas’’. A medida que eles vão entrando, o encanto vai desaparecendo, e aí você poderá pegar a ‘’lotação’’ e voltar para, a estação de trem lá embaixo, chamada, justamente, Machu Picchu. Mas faltará coragem para renunciar a mais duas ou três horas lá em cima. Se você resolver, pode voltar e ir caminhando pelo trilho do trem, voltando para Águas Calientes. A caminhada é ótima.

Lá mais em baixo está o rio Bamba. Se você foi no ‘’trem dos turistas’’, sinto muito, perdeu. Eu fiz o oposto. E o recomendei ao Felipe. Mas não sei qual ele escolheu.

O povoado de Águas Calientes (o nome vem das águas termais e que teriam sido, no passado, usadas pelos incas) é a base de pernoite para os turistas que querem estar às portas da cidadela Inca no horário de abertura (sem ninguém), antes, portanto, da chegada dos trens turísticos que trazem a maior parte dos visitantes. Mas, por estar distante da estação, exige uma caminhada de 30 a 40 minutos. Magnífica. Vá pelos trilhos, é seguro e inesquecível.

Sei que há uma estrada por ouvir falar, mas ainda não estava aberta quando lá estive.

*O papo com o Felipe tem sido num almoço, e como não há muitos viajantes ou caminhantes, é sempre ótimo. E um recém chegado sempre acrescenta as últimas e preenchem a nossa curiosidade de viajante.

Acostumado a ver o Felipe impecável na televisão, tive até dificuldade em imaginá-lo caminhando com todo aquele tamanho, mas o vi numa telinha de telefone; de tênis, jeans, chapéu, jaqueta pesada, garrafa d’água e de braço com a esposa. Mas era ele. Eu garanto a vocês.

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Sudeste Asiático – “mais perto” e mais barato

24 de julho de 2015 0

Mapa

 

Em 2015, o Sudeste Asiático vai entrar no radar dos brasileiros não só pela beleza das paisagens e das construções milenares, pelas cores e templos, mas também, pela cultura e a picante gastronomia. A região deve atrair mais turistas também pelos preços do dia a dia em dólares. Com a moeda americana há meses ao redor de R$ 3,50 o quarteto formado por Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã, podem representar uma opção de férias abordável.

‘’Com a alta do dólar, o Sudeste Asiático voltará a ser um dos destinos internacionais mais atraentes’’ avalia Ricardo Freire, colunista do Viagem.

Embora não seja rápido, chegar hoje é bem fácil. As empresas que têm suas centrais no Oriente Médio, como Emirates, Etihad e Qatar Airways, são as opções mais convenientes, com passagens de ida e volta a preços muito bons – para viajantes independentes, esta será a parte mais cara da viagem.

Mas é importante prestar atenção à época do ano para escapar das monções. Agora, e por quase todo o primeiro semestre, o tempo é mais seco e o calor dura o ano todo.

Na Tailândia, um dos dez países que mais recebem turistas do mundo (28 milhões por ano), o roteiro para uma primeira visita pede um tempo na capital Bangcoc: Phuket, mais ao sul; e as suas paradisíacas ilhas.

No Laos, Luang Prabang, cidade mais bonita do país, é o principal alvo dos visitantes. Recortado pelo Rio Mekong o centro histórico tem mais de 30 templos entre prédios herdados da colonização francesa.

A ‘’baía dos dragões’’, Halong Bay, com suas rochas agudas fincadas no mar, é o cenário mais famoso do Vietnã. Ao norte está Hanoi, e ao sul, Ho Chi Minh, antiga Saigon; entre as duas, a cidade colonial de Hoi Na merece uma espiada.

No Camboja, vai-se para ver o conjunto de templos Angkor Wat, em Siem Reap, considerado o maior complexo religioso do mundo.

Faz anos que não vou; uns 10 e a península toda é muito produtiva. Deve haver muitas coisas novas e com certeza, mais 100 milhões de Scooter’s, todos dois tempos queimando óleo com a gasolina. Portanto, vá se prevenindo. Em dois dias você se acostuma e vai até achar graça. É uma pena que, especialmente em Bangcoc, alguns Klong’s (canais) estão sendo aterrados para melhorar o trânsito.

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Pois é gente....

23 de julho de 2015 0

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Desculpem o mico. Quem reclamou tem razão. Toda a razão. O maior vilão, o que mais mata, é justamente o que tem cara de bonzinho. Sua figura é quase uma caricatura. Supera neste aspecto, os ferozes crocodilos, sejam os africanos ou australianos (que chegam a 7m e pesam 1000 quilos).

O gorducho hipopótamo, que eu deveria ter citado, é que é furioso. Mas não ataca por raiva ou por prazer. Ataca quando corta-se seu caminho para a água, pois lá é que se sente bem. A água é o seu elemento. Como é que sendo vegetariano, vegano provavelmente, engorda tanto? E só comendo capim? Não me pergunte, mas garanto que ele nunca entrou num McDonald’s.

Se você descobrir informe o Viajando que postaremos. Até que você nos informe, vou comer mais carne e menos verdes, tóxicas e envenenadas salsichas, bem como, gordurosas pizzas.

 

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A hora do rush incomoda a todos

23 de julho de 2015 0

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Que não deu certo, aqui todos nós sabemos. Mas bem que o meu conterrâneo Dib, quando prefeito, tentou. Mas veja o que está acontecendo em outros lugares e não só aqui.

Cada vez mais os europeus mudam hábitos – até profissionais – para fugir do caos dos horários de pico; leio que em Londres, 10 milhões de habitantes, milhares de turistas e gente vinda de cidades próximas procuram fazê-lo. A capital da Grã Bretanha é famosa por seus engarrafamentos de gente, mesmo em atividades banais, como uma simples caminhada por ruas famosas em torno do seu centro comercial, algumas linhas de metrô podem se transformar num simulador de latas de sardinha. Para eles, é claro, nós tiramos de letra. Imagine um paulista no seu automóvel num dia de chuva? Como vemos com frequência.

A opção chamada off-peak living (vida fora dos horários de pico) que em hábitos esportivos ou mesmo profissionais, são rearranjados de maneira a não coincidir com os períodos em que a maioria dos outros está em ação. Em termos práticos, significa trocar a noitada de sexta-feira pela de quarta, ou quinta ou, fazer compras em plena segunda-feira de manhã.

O movimento off-peak não é revolucionário, embora essa opção de vida signifique dormir quando os outros estão acordados, trabalhar quando os outros estão em casa ou mesmo viajar por lazer num dia de semana normal em vez de sexta e sábado. Na Espanha, boa parte das idas ao litoral têm melhores preços em terça, quarta ou quinta-feira.

Viver fora do pico é também uma opção eficiente em termos de custos. Em Londres, há diversos serviços e negócios que oferecem preços menores para quem se destaca da multidão. Academias de musculação, por exemplo, cobram mais barato antes das 16 horas, horário em que a massa começa a sair do trabalho. Bares e restaurantes oferecem promoções e descontos para quem quiser fazer sua farra fora das concorridíssimas noites de sexta e sábado.

Passagens de trem e avião custam menos nos dias de semana e hotéis das regiões vizinhas oferecem descontos nos pedágios para quem se aventurar a pegar a estrada, antes ou depois.

Num estudo publicado recentemente, a prefeitura estimula empresas a fazerem o mesmo, depois de concluir que menos viagens também ajudam a melhorar o trânsito numa cidade, cujos engarrafamentos são capazes de enfurecer até o mais calmo monge budista.

Esse tipo de controle é o ideal sonhado pelo pessoal do peak, mas, ao mesmo tempo, está longe de agradar a grande maioria.

No nosso caso, o projeto não iria tão longe. O que o então prefeito Dib tentou, era só distribuir os horários de abertura e fechamento de lojas entre 11:30 e 13:30 e entre 17:30 e 19:00 horas; isto já evitaria uma boa parte dos nossos engarrafamentos. Uma pena que não emplacou, quem sabe hoje?

A cidade mudou e nós mudamos. Quem sabe poderíamos tentar outra vez?

24-07-15

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Lixo para uns, relíquias para outros- IV

22 de julho de 2015 0

22-07-15 móveids reciclados

 

Leio que uma autora da tese de doutorado “Criatividade e resíduos resultantes da atividade humana”, a doutora Marta Velloso sustenta que o lixo é visto de uma outra forma quando reaproveitado nas artes.

- A gente no Brasil ainda vê o lixo como um produto com a validade vencida. Mas pode existir beleza por trás. O artista plástico que transforma o descarte em arte, como é o caso de Vik Muniz, que tem o seu trabalho respeitado. O mesmo não acontece com o catador, que é visto como mendigo. Ambos sobrevivem dos restos descartados, só que têm tratamentos diferentes. Se você diz que a peça era da vovó, acham bonita, cuidada e elogiam o bom gosto de tê-la incorporado ao patrimônio. Se você diz a verdade, ouve “credo, você não tem vergonha de recolher este lixo imundo?”

Os três meses que ficou em Nova York, serviram de inspiração para a designer Camila Campos, ao lado de Bel Lobo, reparou no lixo com outros olhos.

- Morei num bairro em que as pessoas tinham uma condição financeira boa, o Upper West Side. O lixo era super organizado, os vizinhos deixavam sofá, armário, fogão, todos novos, nas calçadas. Como fiquei numa casa que não era minha, não podia levar nada. Então, quando cheguei ao Rio, passei a prestar atenção – diz Camila Campos.

Hoje, no mesmo móvel, estão ainda uma caixinha de metal, e uma ampulheta achadas dentro de uma caçamba.

A peça está sobre uma mesa de rodinhas faturada no lixo perto de sua casa. A designer forrou com papel contact e recheou o vaso com margaridas. Um espelho com moldura de madeira fez com que ela entrasse dentro do contêiner para resgatá-lo, mas valeu a pena.

Moradora do Rio há oito anos, a mineira Isadora ganhou uma bolsa integral para estudar na UniverCidade, onde aperfeiçoou os dotes em “marcenaria”.

- Noventa por cento dos meus projetos foram feitos com material achado no lixo.

A fissura por caçambas contaminou até os amigos, que telefonam para comentar sobre algum móvel que viram pelas esquinas.

- Sou o homem do lixo, e tenho os meus olheiros – brinca Adi, dono da Casa Beludi (hospedaria no estilo “cama e café”), no Cosme Velho. – Até minha faxineira me liga para contar que viu um sofá ou um abajur não sei onde.

Dia desses, Adi foi premiado com uma ‘’cadeira pavão’’ de palha dando sopa na vizinhança.

- Não acreditei, achei que alguém fosse voltar para busca-la. Mas percebi que estava com uma etiqueta escrito “lixo” – orgulha-se Adi, que não reformou a peça, pois a onda é manter o aspecto original.

- O meu carro está sempre cheio de coisas. É questão de hábito e, para mim, já virou vício. Se você passar e olhar com carinho, não conseguirá mais parar.

 

22-07-15 moveis-reciclados

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Lixo para uns, relíquias para outros – III

21 de julho de 2015 0

Quadros-feito-com-janela

 

* O estilista Thomas Azulay, de 28, é novato no “bloco dos garis”. Este ano, encontrou a primeira peça que foi parar no acervo do seu escritório: um baú preto, descartado na rua por algum vizinho.

- Na dúvida, perguntei ao porteiro, que confirmou que era lixo. Voltei para casa carregado. – Lembra Thomas, que também tem suas queixas com relação à pequena quantidade de lixeiras no bairro e que acaba provocando o acúmulo de lixo na rua ou a quebra das peças que não cabem nos pequenos recipientes.

Foi até a Comlurb, e ficou sabendo que a coleta de “bens inservíveis” é feita pela própria Comlurb. Um adendo: as remoções são feitas por etapas pois, a companhia não dá conta de carregar toda a mobília de um apartamento de uma vez só. Então, pedem para que a cada dez dias se possível, ir descartando peça por peça. Se juntar as artimanhas de todos os caçadores de relíquias, daria para lançar um manual.

Nem todos os achados de Lilli brotaram diretamente de caçambas. Ela confessa que já seguiu “burrinhos de carga”, como carinhosamente chama os burros sem rabo do passado que empilham cacarecos em carrinhos de duas rodas (que chegam a quatro metros de comprimento) pelas ruas do Rio e transportam mudanças inteiras (é um caso a parte, dá gosto velos equilibrando cargas enormes e a si próprios entre uma passada e outra).

* Adi Junior sugere outro ponto. Na verdade é quase um pedido:

- As próprias pessoas que descartam poderiam ter mais cuidado em preservar a peça. Se eles não querem, pode ser que alguém queira.

Um passatempo divertido dessa galera é contar histórias dos seus achados. Um selo meio descascado com a palavra “Washington” colado no baú de Thomas o fez acreditar que a mala já tenha viajado de navio para os Estados Unidos.

Já Poli não entendeu nada quando encontrou uma prancha de surfe inteirinha na esquina de sua casa, na Lapa.

- Passei horas pensando no que faria um surfista descartar sua prancha. Visualizei uma briga de casal, em que a mulher botou o homem para fora de casa e jogou sobre ele todas as coisas. A prancha, inclusive – viaja a designer.

Segue

se você quiser…..

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O tubarão bonzinho

20 de julho de 2015 0

tubarão 1

 

Os jornais de domingo estamparam na 1ª página e o Fantástico referendou a noite.

Eram cenas de O Tubarão ao vivo, cenas eletrizantes e os telespectadores americanos já vinham de um impacto, um casal de jovens namorados, ele com 16 e ela com 12 anos, haviam sido atacados a pouco tempo, num lugar raso.

As testemunhas como no caso de ontem, dizem que assistir ao vivo foi de tirar o fôlego. O tubarão sempre leva a culpa…

Mas há um pouco de injustiça nesta análise, provavelmente porque o tubarão é o vilão mais próximo e no seu elemento o surf, está sempre em alta, pelo prazer, pela novidade e nos mais velhos, como eu, o remorso de não de ter aprendido a tempo, deve ser maravilhoso. Mas vejamos.

52 pessoas foram mordidas nos EUA, não sei porque a preferência por americanos pois, mundo a fora foram só 20 ataques e nenhum fatal. 28 sofreram investidas na Flórida mais do que em qualquer outro Estado e 6 no Havaí;

A maioria foi de surfistas (32%) sinto muito por eles, mas lembre-se também que as aparências enganam. Aquele grandão, com cara de bebezão, simpático, ainda é o maior causador de mortes e 90% de seus ataques são fatais. Quem diria? tem 3 toneladas e é rápido fora d’água e nela mais ainda. Mas é simpático, não tem cara de vilão.

Já o assustador tubarão no ano passado (2014) só matou 2 pessoas. Isso no mundo inteiro. E mesmo sendo caçado em todo o Pacífico para lhe roubarem as barbatanas e de forma cruel, sabemos que frequentemente é jogado de volta sem elas…. assim vai morrendo aos poucos.

Felizmente a “shark soupe” está sendo proibida em muitos lugares. Incluindo Hong Kong, seu maior consumidor e nos EUA com seus milhares de restaurantes chineses.

Mas é bom que se diga que tamanho não é documento. Segundo a Revista Time, os insetos, alguns quase invisíveis a olho nu, matam muito mais.

As feras que falamos matam menos que alguns insetos, mosquitos e besouros que espalham doenças mortais e uma coisa que também nós brasileiros temos que ter em mente e temos aos nossos olhos a cada segunda- feira:

*os acidentes de automóveis que no mundo inteiro matam um milhão e seiscentas mil pessoas. Quantos serão no Brasil? (aqui não contamos os que morrem hospitalizados).

Portanto surfar, nadar com crocodilos ou dar bolachas aos bebezões pesados é perigoso, mas mata menos que não tomar vacinas.

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