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Posts na categoria "Curiosidades"

Carl Djerassi – O criador da pílula anticoncepcional

17 de abril de 2015 Comentários desativados

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Com a morte de Carl Djerassi, chegou ao fim a carreira de quem deu à raça humana a sua maior liberdade.

Não vi nada na imprensa brasileira, é claro que não leio tudo o que se publica. Mas, num mundo permissivo como o de hoje, acho que o personagem deveria ter tido um destaque maior.

*Djerassi chegou aos EUA aos 16 anos, mais um imigrante austríaco sem um tostão como todos os imigrantes, e tempos depois escreveu a Roosevelt pedindo ajuda. Sua intercessão trouxe-lhe uma bolsa de estudos, colocando-o em uma jornada de realização científica que o levou a tornar-se conhecido como o pai da pílula.

Corajoso e transgressivo, Djerassi foi a própria definição de um homem multifacetado da Renascença. Foi tudo: eminente professor, brilhante engenheiro químico, empresário e pioneiro biomédico, ele foi celebrado pelo o seu desenvolvimento de anti-histamínicos e seu trabalho em favor do meio ambiente de controle de pragas foi significativo. Além disto, também escreveu poesia, peças de teatro e romances. Começou em uma fazenda de gado e estabeleceu um programa de residências para artistas.

*No entanto, Djerassi merece ser lembrado pela minha geração pela criação da pílula anticoncepcional, o que, sem dúvida, deu às mulheres o que elas mais queriam: liberdade.

‘’Agora a mulher é livre dentro de sua própria pele, não sujeita a gravidez involuntária. Agora ela pode exercer sua liberdade pessoal ou apreciar a busca da felicidade. Ao nos dar o controle de nossos corpos e decisões reprodutivas, a pílula revolucionou nossas vidas econômicas, políticas e sexuais e nos permitiu ter filhos, quando queremos e estamos preparadas financeiramente para apoiar nossa decisão e emocionalmente comprometidos com a natureza do amor.’’

P.S: O texto final é de agradecimento de Eleanor Roosevelt, e é da revista Time.

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África do Sul - II

14 de abril de 2015 Comentários desativados

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A Garden Route é realmente espetacular. Tem 300kms, e vai de Cape Town – ou Johanesburgo, não me lembro – a Port Elizabeth.

É mais ou menos como duas da nossa Freeway, e entre as duas há um canteiro de 50 ou mais metros, todo cuidado e ajardinado, principalmente com Proteas, a flor símbolo do país, que é uma espécie de Ortência de terra deserta, mais seca, mas não menos colorida. Aliás, a África do Sul tem muita pouca água. Os próprios jardins urbanos públicos ou privados não podem ser regados, têm que ser projetados com plantas locais que exigem pouca água ou que sobrevivam só com o orvalho.

Voltando à Rota Jardim, ela é toda, como diz o nome, ajardinada, e em distâncias de mais ou menos 50/100 km, tem áreas de descanso com banheiros e água quente. Toaletes, é claro, com papel, sabonete e toalhas, aquelas 3 beldades que raramente se encontram juntas por aqui; todas impecáveis. Sem ninguém que cuide, e sem moedas para a entrada.

Vejo isto com uma enorme inveja, e sempre que vejo coisas assim me lembro de quem está em Brasília. Será que devemos continuar votando em quem fala bonito ou em quem já fez algo? Ou pelo menos tenha estudado? Os romanos, e isto há 20 séculos atrás, tinham escolas para pessoas aprenderem administrar as terras conquistadas.

Os ingleses, em cujo império o sol nunca se punha, tinham faculdades para administrar as colônias ultramarinas, e estudos para cada uma delas com sua geografia, etnia e religião. Entre elas, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Índia.

Nós elegemos bons oradores, e até gente porque jogava futebol. Li hoje o caso do Jardel; ele tem talento nos pés, e só. Isto interessa ao eleitor? Acho que a nós interessa mais massa cinzenta do que bons dribles.

Pois bem, contratou 21 auxiliares, alguns já encalacrados com roubalheira, em dois meses não disse ao que veio, e agora se mandou para o Ceará. É claro que você não votou nele. Mas com pessoas assim, podemos um dia consertar o Brasil?

 

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Califórnia, lá vamos nós - II

10 de abril de 2015 Comentários desativados

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Olhando, tudo lembra beleza, nada ali lembra o abismo que pode estar se abrindo logo depois que você passar. A estrada passa por pequenas praias e a vida segue lenta, mas cheia de charme. Logo após o vilarejo de Marshall, numa pequena enseada, Nick’s Cove é o point. Um restaurante que fica em cima de palafitas que se prolongam sobre um píer. Há um bar, mesas na varanda e um grande salão onde o chef se esmera na filosofia ‘’da fazenda para a faca’’, que é como eles dizem quando a comida não passa pelos super’s.

As ostras são criadas em fazendas marinhas ali ao lado, em Tomales mesmo. O mac-n-cheese de caranguejo com cheddar de fazendas vizinhas, é prova que sempre se pode dar vida a qualquer combinação. Para acompanhar? Lagunitas, produzida em Petaluma, cidade próxima que se orgulha e ostenta mais um contraste: uma cervejaria que é a única no mar de vinhos de Sonoma.

O lugar oferece também bangalôs sobre o mar. Em estilo retrô, banheira de cobre e o reflexo do sol na água entrando pelas persianas de madeira. Em determinadas épocas, à noite, sob um oceano de estrelas, o mar fica verde fluorescente, provocada pelo agitar das algas.

Mais adiante, sempre na Highway 1, está Bodega Bay. É uma região de haras e lodges, com um portinho e praias desertas, que ficou famosa em 1963 com o set de ‘’Os Pássaros’’, de Alfred Hitchcock. Mas os pássaros, o Hitchcock deve ter levado de volta, pois não vi nenhum…Não se engane com os dias ensolarados; a neblina sempre vem. Depois siga em frente até as sequoias gigantes do extremo norte, daquelas que se passa de carro por dentro. Mas, lá pelas tantas você vai se perguntar: por que dirigir tanto, conhecer tanto? Bom mesmo é ficar ali, com ostras e um chardonnay. Ali é o lugar para se hospedar. Fora do vilarejo, numa colina acima de uma laguna, com vista para o oceano, é confortável, sem ser esnobe, e custa o mesmo que um hotel na nossa Serra.

Tem um ótimo restaurante, o Duck Club, onde o salmão selvagem do Alasca é uma boa aposta. Estrada acima pode-se ir até a foz do Russian River. Nada é o que parece ser. Há serenidade à beira do abismo.

Num piscar de olhos ou num milhar de anos, ali mesmo a falha de San Andreas pode se abrir num abismo à sua frente ou atrás de você e o mar avançar furioso engolindo tudo o que há em terra. No Big One, a Califórnia se abriria em duas.

Portanto: Tin-tim! E que venha o Big One.

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Thai Café

07 de abril de 2015 Comentários desativados

tailandia

 

Se você estiver caminhando por Bancoc e encontrar uma estrutura de madeira com telhado curvo e quase vertical próxima da estação do trem aéreo na fervilhante Sukhumvit Road, em Bangcoc, e achar que é um templo, deve ser perdoado; parece mesmo um templo.

Além disto, está em meio a uma vegetação exuberante, córregos e laguinhos. Parece mais um santuário das centenas existentes na capital. Portanto, se você se aproximar para tomar um café, ouvirá um ‘’bem-vindo ao Banrie’’. Ele é o porta estandarte da cultura do café no país. Aos clientes é servida uma seleção de misturas preparadas domesticamente e ao modo tailandês: com muito açúcar e leite de côco.

‘’Na Tailândia, nós entendemos o café como uma sobremesa, por isso o preparamos doce e bem cremoso’’, explica o pessoal do Banrie.

Ele abriu a empresa em 1997 com pequenas lojas construídas dentro de postos de combustível, e atualmente a cadeia já tem 104 filiais. O ex arquiteto está construindo o Banrie para ser um concorrente da poderosa rede de cafés americana que se tornou muito atuante no país.

‘’Para enfrentar o super-homem você não pode enviar um simples chimpanzé, você precisa do Hanuman’’, diz ele invocando o nome do rei dos macacos, da mitologia hindu. E nós somos o Hanuman.

O hino nacional toca com regularidade nas lojas, e em Saichol se compra o melhor café a preços mais altos para estimular os produtores. É, claro, você não precisa ser um fervoroso patriota para degustar ali uma xícara de café. Mas, ao final do dia, este é simplesmente um lugar agradável para relaxar e recarregar as baterias.

O que mencionei antes, parecido a um templo que fica na Sukhumvit Road, que é mais ou menos a nossa Farrapos, também é a maior loja da cadeia e está aberto 24 horas; afinal, a batalha contra a superpotência mundial dos cafés, que é o Starbucks, acontece dia e noite.

Escrevo isto com um certo pesar. É que aos poucos, nomes famosos e sempre estrangeiros, vão tomando conta de um produto que sempre fomos os maiores produtores, mas nunca conseguimos ser um expoente. Nunca conseguimos acrescentar valor agregado ao que produzimos. É só produção, seja café, soja, algodão ou qualquer outro.

Já a Colômbia, com sua cópia do Johnny Walker, que inspirou o ‘’Juanito Caminador’’, hoje está no mundo inteiro. Os alemães dominam o comércio do café, os italianos as máquinas de prepara-lo, e os Colombianos dominam o café de qualidade. Não temos no país um doce de café, um sorvete de café, refrigerante ou pudim.

Começo a pensar que os nossos melhores homens de marketing estão todos preferindo fazer campanhas para políticas e projetos para estatais…

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Será que 12% o ibope é injusto?

05 de abril de 2015 Comentários desativados

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No café da manhã, estou lendo a revista Time de 24 de outubro de 2014. Esta vez não é no dentista e não é na sala de leitura ou na sala de jogos – que é como eu chamo o meu escritório. Todos os que não tem aonde jogar alguma coisa, jogam lá. Pois bem, a revista de renome e prestígio mundial fez uma pesquisa em 34 países emergentes perguntando diretamente às pessoas quais os maiores problemas que encaram em seus países. E o resultado foi:

1º – Crimes, com 83%;

2º – Corrupção, com 76%;

3º – Saúde, com 59%;

4º – Escolas deficientes, com 56%;

5º – Poluição das águas, com 54%.

Será que você conhece algum país que pense assim?

Isto está na página 8. Já na página 9, ao lado portanto, estão as notícias que também fotografei porque você não ia acreditar. E traduzi para que você não perca tempo.

Uma delas diz que no estado de Alberta (Canadá), estão dando um agrado para as crianças que voluntariamente recolhem sujeira – é bom que se diga que sujeira, lá, é algum papel de bala, ou um pauzinho de picolé – ou que atravessam as ruas nas faixas zebradas. O prêmio? Um hambúrguer.

E ao lado, outra notícia, diz: BRASIL (em vermelho), número de pessoas mortas pela polícia entre 2009 e 2013: é de 11.197, quase o mesmo que toda a polícia americana abateu nos 30 últimos anos.

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Sancho Pança e seu burrico

04 de abril de 2015 Comentários desativados

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Estou lendo sobre a rota de Don Quixote de Toledo a San Clemente, recentemente lançada, onde os viajantes descobrirão os famosos moinhos de vento, os castelos e, lógico, a casa da Dulcinéia. Sem ela, esta nova rota não teria razão de existir.

No meio da leitura me lembrei de novamente pedir socorro aos Faceiros. Me dou bem com o idioma, mas não chega para o que eu quero. E quando me lembro do grupo ou ‘’de la Barra’’, que convivia quando jovem em BA, lembro também que estávamos muito mais para ‘’adiós muchachos’’ do que para a obra do Cavaleiro Andante.

A nossa vida era entre ‘’el Mercado del Abasto’’ e os ‘’conventillos’’ bem mais divertidos que bibliotecas que tinham como seu herói o Sancho Pança que agora procuro.

A ajuda é pouca, já pedi ajuda aos leitores do PUXADINHO, mas sem sucesso, todos, até eu, sabemos o nome do cavalo de do Don Quixote: Rocinante, que é como chamo meu Motor Home. Mas o tempo vai passando, e como canta Júlio Sossa, ‘’la juventud, se fue; mi casa ya no está.’’

E passei a achar que o nome Rocinante é pretensão demais para o meu pequeno Motor Home. Além do mais, quando leio as atitudes de Brasília, me sinto ainda mais para Sancho…

Vai me faltar ainda o nariz de palhaço (mas o Sancho também não usava). Digo isto porque hoje ficamos sabendo pelos jornais que ainda não pagamos as reformas de escolas, e que ficamos devendo dinheiro para a área da saúde. E vamos dar para a Bolívia 80 milhões, nem sei se de reais ou dólares. Mas 80 milhões, até de pesos paraguaios, é um monte, especialmente quando o beneficiado é o Sr. Morales, que está enchendo o nosso país de cocaína, e por extensão, de crack.

Mas voltando ao pedido, já pedi socorro para os Faceiros e ninguém me respondeu. Quem sabe algum dos novos leitores do PUXADINHO saiba.

Me parece que em vez do altivo cavalo do Don Quixote, seria bem mais propicio o nome do burro do Sancho. O problema é que li sobre a dupla na infância, e ela passou há tempo. Se é que na obra o nome do burrico é citado. Já me disseram que só os animais dos nobres tinham nome. Será? Custo a acreditar.

Por favor, se alguém souber me informe. É só uma palavrinha, e vai me deixar muito feliz. Há anos ando a procura dela.

Desde já, obrigado.

Flávio.

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Bacalhau

03 de abril de 2015 Comentários desativados

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A vida dos pescadores de bacalhau sempre foi dura, duríssima para falar a verdade. Existem até hoje descrições e receitas que relato aqui que são da Herman Melville, em Nantucket, Moby Dick or The Wale, em 1851 e é bem possível que quando criança você tenha lido ou visto o filme. Todos vimos, era um clássico.

Quanto aos lugares, Try Posts era o mais farto dos locais de pesca. Merecia bem o nome que tinha pois lá as panelas estavam sempre cozinhando ensopado de peixe. Ensopado para o café, ensopado para o almoço e ensopado para o jantar, até você começar a procurar espinhas de peixe saindo pelas suas roupas. A área em frente à casa era pavimentada com conchas. A senhora Hussey usava um colar de vértebras de bacalhau polidas, e Hosea Hussey tinha livro de contabilidade encapados com pele de tubarão. ‘’Mesmo no leite havia um sabor de peixe, mistério que eu não sabia explicar’’, diz ele, ‘’até que em uma manhã resolvi dar um passeio na praia e vi a vaca malhada da dona Hosea comendo restos de peixe entre os barcos de pescadores e caminhando pela areia. Ela parecia bem tranquila entre cabeças decapitadas de bacalhau, ela parecia bem tranquila, isso eu asseguro. ‘’

Além disto, o livro fala (e eu fui ver) das catedrais de bacalhau. São umas armações de madeira com o formato de telhados, ou melhor, tetos de igreja devido à altura. São armações feitas até hoje para começar a desidratar o bacalhau (bacalhau é um processo, e não um peixe, assim como charque).

Mas a região era de terras devolutas, portanto, quem as construía e usava durante a temporada tinha que deixar alguém para assegurar as armações, e evitar que outros barcos que vinham com a mesma finalidade chegassem antes e se apoderassem delas. Com isto, alguém tinha que ficar sozinho. Naquele frio até a primavera, que também era fria, era a esperada do ‘’seu’’ grupo. É o que fala o livro do emprego mais solitário do mundo. E é provável que 6 meses depois, ou a empresa falisse, ou o barco naufragasse. Ou até não achasse a pequena baía que haviam chegado na vez anterior.

Acho que aí começaram os primeiros projetos de alguma coisa, que séculos após viria a ser um objeto chamado GPS.

 

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Caros Faceiros

01 de abril de 2015 Comentários desativados

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Estou devendo a alguns de vocês algumas respostas. Entre eles, um senhor que cobrou duas vezes, mais a Nair, minha vizinha, ao Edson, ao Henry e mais alguns.

Peço desculpas a todos pela demora, é que eu havia feito uma mensagem aberta ao nosso prefeito e esperava fazer uma resposta que serviria a todos, mesmo que endereçada ao ativo Fortunati.

É claro que eu não pretendia que, em uma cidade de mais de um milhão de pessoas, ele ligasse para mim, ainda mais com tudo o que tem a fazer. Mas esperava, é claro, que algum aspone da equipe, aqueles que recebem para ficar bisbilhotando nas redes, mandasse um recado. Para a Oi eu mandei um samba antigo da Carmem Miranda chamando ‘’alô!alô! responde…’’eles entenderam, consertaram o meu telefone. Com a prefeitura não está sendo bem assim.

O meu amigo Fortunati está desculpado com tudo o que ele anda fazendo; inaugurando viadutos. Os de Brasília refugaram a extensão da pista do Salgadinho, e, além disto, inimigos na trincheira como os vereadores do seu partido; é dose. A proposição dos vereadores de colocar aparelhos de ar condicionado em todos os ônibus velhos é até ridícula. É bem de quem nunca tentou isto nem em um carro de passeio. Deixam claro o seu desconhecimento sobre o que estão legislando. É claro, é possível que em breve algum técnico vai me contradizer. Vocês sabem que toda a venda dá lucro. Nem falo em custo ou passagem. O que eu quero saber é: e a mão de obra? Como colocar num carro velho, que pode chegar a 30m de comprimento, e manter a sua eficiência?

A prometida grana que viria de Brasília para as trincheiras da Carlos Gomes não veio – e acho que nem virá – pois tudo o que ele fizer só o prestigiará se ele for candidato a qualquer coisa. Por qual partido? Se nem ele sabe, muito menos nós.

Bem, não entendo os políticos, nem pretendo. Mas começo a entender melhor os aspones e o título que lhe deram. E pelo que ouvi da dona Dilma, em breve deverão também estar sujeitos à ficha limpa. O que, sem dúvida, já deverá melhorar.

É, eu, que sempre achei que cabia a eles responder as postagens envidas por outros ou por eles próprios; me enganei outra vez. Achei que ficavam em frente do computador para usá-lo a pedido de seu patrono e colaboravam. Pelo menos poderiam. É que mandei uma mensagem com fotografias de algumas coisas que vi lá fora, bonitas, econômicas, e que numa época de telefones que fotografam e máquinas de fotografar que não falam, viriam bem. Bem para todos.

É bom que se diga: em nenhuma das proposições eu teria algum lucro, alguma vantagem. Foram coisas vistas lá fora, e que quem sabe viessem bem ao nosso Forno Alegre.

Portanto, Faceiros, mais uma vez desculpas e até perdões eu imploro. As razões da demora foram estas, mas esta semana irão os esclarecimentos.

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Carnaval - II

31 de março de 2015 Comentários desativados

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E prossegue Afonso Romano de Sant’Anna…

[...] Opondo à ruidosa bateria das escolas de samba, às delicadas músicas venezianas.

Opondo até mesmo a utilização de poucas e harmônicas cores na palheta da fantasia italiana, à profusa mistura de cores tropicais.

Pode-se falar também de um Carnaval de riqueza versus um Carnaval de pobreza. De um Carnaval civilizado versus um Carnaval primitivo.

É preciso lembrar que o Carnaval brasileiro, até os fins do século 19 era extremamente violento.

Contudo, o Carnaval de Veneza nem sempre foi tão civilizado. Os textos mais antigos sobre essa festa datam do século Xi. A utilização das máscaras era para ‘’mascarar’’ exatamente aqueles que seduziam e violentavam pessoas durante as festividades. O que fez com que, em 1608, se proibissem as máscaras.

Evidentemente, um Carnaval sem máscaras contraria o espírito da celebração. Por isso, o Carnaval de Veneza quase chegou a se extinguir no fim do século XIX, e, nos últimos anos a prefeitura da cidade tem investido para que esta festa seja revivida.’’

*Já dá para ver que o texto não é meu. É muita areia para a minha Vemaguete – nem fazendo duas viagens…

O Carnaval veneziano é uma exceção dentro da própria Itália. Se formos a Viareggio, por exemplo, assistiremos a uma celebração moderna, crítica e ruidosa. E em algumas outras localidades, as festividades se aproximam mais do que ocorre no Peru, na Bolívia ou em qualquer aldeia hispano-americana.

Veneza e Rio são dois cenários de um só drama, onde o cômico e o dramático resumem a perplexidade humana diante do eterno recomeço da morte e da vida.

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Carnaval - I

30 de março de 2015 Comentários desativados

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A pouco terminou o Carnaval, quem foi ou não para a Avenida deve ter ouvido e lido os mesmos chavões de sempre.

De tudo que li e ouvi, uma só exceção achei que valeria a pena repassar às pessoas que leem o PUXADINHO. Foi do Afonso Romano de Sant’Anna, que diz:

‘’Há vários Carnavais dentro do Carnaval: o Carnaval de Veneza e o Carnaval do Rio. Duas faces da celebração erótica da vida. Um, em plena ardência do verão tropical, o outro, celebrando o término do inverno e a primavera por vir (justamente agora) em Veneza, Nice, etc.

Num, os corpos tropicais estão praticamente nus, suando seus desejos. O sol está latejando nas bocas, peitos e coxas. A pele é exposta como uma fantasia sedutora.

No outro, os corpos estão cobertos, denunciando a ligação com o inverno. Corpos cobertos e recobertos. A máscara é total. Mesmo os olhos e a boca estão pintados.

Os grupos de foliões tropicais movimentam-se em danças vertigionosas. Rodam as saias, giram as porta-bandeiras e os passistas; tudo é vertigem.

…Já os mascarados venezianos caminham lentamente, ou se deixam fotografar imóveis nas pontes, nas praças, como se fossem estátuas. É quase um museu estático.

O Carnaval carioca (baiano ou pernambucano) é o instante amazônico da multidão. Uma escola de samba pode ter até seis mil pessoas. E os espectadores na Avenida são os caudatários afluentes de fluxo dionisíaco. O indivíduo e a multidão se confundem.

Em Veneza, predomina o indivíduo fazendo um solo com sua fantasia. Os personagens venezianos, embora cubram todo o corpo com requintadíssimas fantasias. Nos trópicos expõe-se a  pele como fantasia, mas exibem os peitos e bundas exuberantemente. É o louvor sobretudo do baixo-ventre, das partes ocultas o ano inteiro. E assim se poderia continuar essa análise contrastiva.’’

SEGUE…

 

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