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Posts na categoria "Curiosidades"

Estacionamento de Fábrica

24 de outubro de 2014 Comentários desativados

Estacionamento-Galeao

Pelo telefone sexta-feira me pediram para contar novamente a história do estacionamento da Scania. Vou resumir e repetir porque acho um exemplo formidável.

Na época, alguns anos atrás, o comentário foi no programa do Flávio Alcaraz, então na Guaíba. O seu Oscar, pela sua sinceridade disse: ouço com atenção teus comentários, mas voltei ainda meio dormindo e perdi o início.

Aos que não ouviram, é uma história que se passou com um funcionário da Scania, que foi fazer uma especialização na matriz, em Gotemburg, na Suíça.

Todas as manhãs um colega sueco o pegava no hotel. Era fim de setembro, frio leve para eles, para mim um gelo. Chegávamos cedo e estacionávamos o carro longe da porta de entrada (eram uns 2.000 funcionários com carro). Isto em Gotemborg. No primeiro dia, não disse nada, no segundo, no terceiro… Depois, com um pouco mais de intimidade perguntei: vocês têm áreas demarcadas para estacionar? Notei que quando chegamos, o estacionamento estava vazio, e você deixa o carro lá no final mesmo com chuva…e ele me respondeu assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar – quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha?”

Este fato ocorrido há muito tempo, fez com que eu começasse a rever uma série de conceitos em relação ao próximo, e execro o conceito Gerson de querer ter vantagem em tudo.

P.S: contei pela primeira vez esta história ainda quando trabalhava em SP, e hoje, uns 40 anos depois, ainda ouço… ou seja: vale a pena repetir os bons exemplos!

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Paris é uma festa

21 de outubro de 2014 Comentários desativados

Ernest Hemingway

Na abertura de “Paris é uma Festa”, último livro escrito por Ernest Hemingway e somente publicado depois de sua morte, o escritor americano afirma: “se você, quando jovem, teve a sorte de viver em Paris, então a lembrança o acompanhará pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa ambulante. ”

Poucos tiveram a sorte de viver em outras cidades, quando jovens ou não, mas todos, onde quer que estejamos, carregamos estas cidades dentro de nós.

Ao final de Paris é um Festa, Hemingway nos elucida: “Paris não tem fim, e as recordações das pessoas que lá tenham vivido são próprias, distintas umas das outras. Mais cedo ou mais tarde, não importa quem sejamos, não importa como façamos, não importa que mudanças se tenham operado em nós ou na cidade, a ela acabamos regressando. ”

Cidades não têm fim. E convém lembrar que Paris é Paris e que Hemingway tinha convite para todas as festas, quando nós mortais só sabíamos que elas existiam e víamos suas luzes, e ouvíamos suas músicas bem ao longe ou num pequeno acordeom num bar próximo. Mesmo assim, todos nós nos divertíamos e todos temos saudades…

Entre os autores chamados do “século americano”, Ernest Hemingway ainda é um dos mais populares. O relançamento de sua obra pela Bertrand Brasil, com o novo projeto gráfico, é uma ótima oportunidade para revisitá-lo ou, se for o caso, conhecer o “homem das corridas de touro e dos safáris”.

Agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1954, Hemingway acabaria se matando com um tiro de espingarda no verão de 1961, em sua casa na cidadezinha de Ketchunn, em Idaho. Estava a poucas semanas de completar 62 anos. A popularidade de Hemingway não se deve apenas ao fim trágico ou à aura de machão em safaris associada aos seus gostos pelos tragos e por belas mulheres. Uma característica crucial de seu estilo.

A São Paulo que aparece em vários dos meus textos, bem como Buenos Aires e Londres são – como a Paris de Hemingway – cidades que carrego comigo. Cidades reais são sempre imaginárias nas obras de ficção, assim como cidades inventadas guardam grandes semelhanças com cidades

verdadeiras. A Macondo, de García Márquez, assim como a Gotham City do Batman, são tão reais ou irreais quanto o Rio de Machado de Assis.

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Os Faróis e seu charme

20 de outubro de 2014 Comentários desativados

farol3

 

O Farol da Ilha da Paz completa um século. São 100 anos iluminando os mares, e receberá como presente a sua restauração.

É em São Francisco do Sul, no norte do Estado de Santa Catarina: quase no limite com o Paraná. O centenário será comemorado com a entrega das obras. Pelo menos é o que nos disseram quando fomos até lá.

Fico contente com isto, mas espero que depois de restaurado nos deixem visitá-lo. Gosto de faróis, sempre gostei. Quem sabe porque lá de cima se enxerga mais longe, mas no Brasil é proibido visita-los. No RS, ainda bem, assumimos que somos um ponto de passagem.

Mas Santa Catarina precisa entreter seus visitantes e mesmo assim as visitas são proibidas.

A proposta é entregar esses locais recuperados interna e externamente.

Mas mesmo após estas modificações a comunidade ainda não vai poder visitar o local porque é considerado patrimônio histórico e artístico. Sim, e daí?

Para visitas não há data pois ainda precisamos fazer trilhas, restaurar a casa de barcos, etc (disse-me o empreiteiro).

Nesta primeira etapa, a equipe está fazendo o levantamento histórico – ou seja, papéis e mais papéis.

Um dia, um português em Lisboa me disse: somos o “país do papelinho”, e vocês nossos herdeiros diretos. –Sem dúvida ele tinha razão. “Também estamos fazendo o mapeamento de danos e estado de conservação, além de planos de intervenção”, explicou a arquiteta Vanessa Pereira.

Atualmente, o farol encontra-se em situação preocupante. O aspecto positivo é que a alvenaria usada na construção foi muito boa.

Mesmo assim, as cinco residências –que no passado abrigaram as famílias dos zeladores estão sem telhado e as paredes podem desabar, mas a ação do tempo não esconde a beleza arquitetônica e a casa mais conservada é a dos rádios que servem de abrigo para os faroleiros. No farol é preciso trocar o acrílico que o envolve e instalar cortinas. As janelas que circundam a escada de acesso também precisam ser trocadas.

O pedreiro Valdecir e outro homem da consultora, disseram que o reboco e o sistema hidráulico já estão prontos, as paredes novas já substituirão as velhas, mas manterão o estilo do prédio. As dificuldades são grandes. É preciso todo um trabalho de logística para levar o material até a ilha, geralmente feito por barcos. Mas por exemplo, o transporte de tintas estes dias foi feito de helicóptero por uma patrulha da Marinha.

Com a passagem do tempo, o Farol sofreu com a falta de manutenção.

Ele tem alcance de 25 milhas e funciona com gerador.

Mas este tipo de energia deverá ser substituído por energia solar. Tudo bem, mas poderá ser visitado? Lembro de Cabo Polônio, logo depois do Chuí, tem até anúncio estimulando a visitação e graças a isto, está impecável. Os nossos são nossos e o boi não lambe.

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Turismo

18 de outubro de 2014 Comentários desativados

amyrklink

Os aviões mais rápidos e partidas diretas de Porto Alegre provocaram uma extensão nos nossos horizontes. E nem nos surpreendemos. Com uma das maiores conquistas das nossas férias, a liberdade, hoje vai-se sem grandes problemas a todos os lugares que imaginávamos com namoradas(dos) e sem a hipocrisia de antes.

O gelo do Ártico é atravessado hoje por grupos de turistas – atléticos – mas turistas. Guias e cordas os ajudam a subir pelas trilhas do Everest, e até mesmo viagens espaciais estão começando a serem especuladas, veja as recentes investidas do Richard Branson (o dono da Virgen Records) ao espaço. Antes o desafio era viajar, agora não vem ao caso. Estas viagens estarão ao alcance financeiro do turista normal. E, pelo que leio, da atual classe média brasileira.

Viagens experimentais ou não, dão uma fantástica sensação de liberdade e a possibilidade de admirar lugares antes considerados impossíveis para o viajante convencional nos dão uma sensação formidável de amplidão. Antes eram verdadeiras expedições, hoje, uma viagenzinha comum, e já preenche as férias inteiras.

Mas, como disse, há cidades com muita gente, todas as pessoas procurando e até chegando nos lugares antes difíceis. Nosso conterrâneo e meu herói Amyr Klink, por exemplo, está preparando o seu Paraty 2 para uma volta a vela pela Antártida entre baleias, orcas, pinguins, focas e elegantes marinhos. Quem sabe um dia leve os “seus” turistas também a Geórgia do Sul onde repousa Shackleton, outro dos seus heróis.

 

 

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Os Parlamentares que gostaríamos de ter

09 de outubro de 2014 Comentários desativados

noruegaFoto- Radius Images.DiomediaFoto: Radius Images.Diomedia

 

Já escrevi aqui, e foi surpresa para muitos, que há uns dez anos atrás em Floripa estávamos hospedados no hotel Castel Mar, um discreto hotel entre três e quatro estrelas. E com o jornal na mesa tomávamos o café, quando vimos que ao lado era a pessoa que estava na capa do jornal­. É, não é? Será, não será? Na foto estava com a cabeça coberta…Era o primeiro ministro da Noruega.

Conheço bastante bem o país (para um estrangeiro), e não me impressionei com o seu comportamento. Com ele havia uma outra pessoa. Uma meia hora após, o reencontramos no balcão, nós íamos embora e ele também. Ajudamos um pouco a funcionária com o inglês, ele agradeceu a recepcionista e a nós. Pegou uma maleta média e entrou no táxi que haviam chamado e seguiu para o aeroporto. Sem assessores, aspones, guardas costas, claque, etc.  O hotel é o que fica quase embaixo da cabeceira da ponte velha, a Hercílio Luz ou, como dizem os jornais locais: a cabeceira insular da ponte. Por que nós estávamos ali? Porque era central e porque fazia bem ao nosso bolso. Ele que tinha à sua disposição as finanças do país mais rico da Escandinávia, e quando se diz da Escandinávia se diz da Europa e do mundo, ele deve também ter escolhido por ser bem situado e ter o que ele precisava.

Bem situado, bom ar condicionado e um saudável café da manhã…e não se sentiu desonrado por carregar ele mesmo a sua mala. Faz isto uns dez, doze anos. Hoje, leio na Veja desta semana um artigo sobre a Suécia. Sei que a Suécia não é a Noruega. Mas são vizinhas lá em cima, na Escandinávia com a mesma descendência (Vicking’s). E os mesmos princípios, diz a revista:

O aparato do Estado sueco é enxuto. No país, uma monarquia parlamentarista os políticos não têm direito a carro oficial com motorista nem viagens a jato privado. Os vereadores não ganham salários; recebem entre 77 e 154 reais por sessão a que são obrigados a comparecer. Nenhum deputado tem secretária ou assessor. Durante a semana, os parlamentares que moram fora da capital passam a noite em cubículos de apenas um cômodo. Nem mesmo o primeiro-ministro tem direito a empregada, e ele já declarou ser o responsável por limpar a casa e lavar a própria roupa. Os suecos prezam a transparência e não toleram a corrupção. Em 1995, Mona Sahlin, então vice-primeira-ministra e favorita a assumir o cargo de premiê, teve de retirar sua candidatura depois que um jornal local revelou que ela havia usado o cartão corporativo para pagar as despesas pessoais, incluindo chocolates Toblerone.

A própria rainha Silvia, após uma reportagem, vasculhou a suposta atuação de seu pai no Partido Nazista; no final da história, ele pode até ter ajudado um judeu a fugir para o Brasil.

Boa parte da gestão dos serviços voltados à população de terceira idade fica a cargo dos 290 municípios. Os condados (21 ao todo) são responsáveis por prover a saúde, enquanto cabe ao governo central e aos parlamentares estabelecer diretrizes.

Bem, vou parar por aí. Quero só informar – e não que você passe a odiar o Brasil inteiro e as pequenas brasílias que se estabeleceram em cada uma das nossas capitais. Estes dias, li num daqueles cavaletes de rua:

Voto….não tem preço.

Mas tem consequências, é verdade!

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Uma garota cinquentona

29 de setembro de 2014 Comentários desativados

mafalda 5

Um dia deste lendo o Ariel Palácios no livro “Os Argentinos” (ótimo), li que a Mafalda era a única unanimidade no país. Embora ela só existisse nos quadrinhos do Quino. É verdade, nenhum país é tão contestador como o dos vizinhos. Pois bem, ela faz 50 anos hoje. Uma data que merece ser comemorada. Se você acha que estou exagerando com o temperamento dos vizinhos. Vamos deixar claro que não estou falando de futebol, quem sabe seja o componente francês deles mais atuante e acerbado. Na Franca, existe até um verbo para estas discussões acaloradas…que não levam a nada. É o Rouspeter, nem sei se escreve assim, sou um “falso francês” e quase analfabeto.

Falo, leio mas na hora de escrever, só o Champolion deve ser capaz de entender. O exemplo do que falo é fácil de constatar na sua próxima ida a B.A. É só parar em frente a uma cia jornalística. Eles têm o hábito de colocar o jornal em quadros na parede. Só a parede informativa, é claro. E em alguns minutos você verá as discussões que se formam entre os leitores passantes e diga-se de passagem com opiniões bem fundamentadas. Mas falávamos da Mafalda e do seu cinquentenário. Quem sabe até eles ou só eles todos a apoiem. Em sua “Idiosincrásia” (eles adoram a palavra, mais ou menos, como a “porsupesto”.

Se você a lê ou tentou ler a pequena contestadora em português, terá toda razão se disser que não gostou ou não gosta. Eu mesmo comprei um livrão, capa dura, etc, para dá-lo de presente a um casal que não domina o espanhol. E não dei. Achei tão sem graça que até hoje não dei de vez enquanto o encontro em alguma prateleira. Não tenho coragem de jogá-lo fora mas também não quero passar como mensagem ruim da minha heroína. Não, não culpe os tradutores. Que foi o que eu também fiz, a tradução é correta e os desenhos são os originais, é que perde a graça. É como o Veríssimo fizesse o seu analista de São Leopoldo ou em homenagem a seu pai, o analista de Cruz Alta, não ia funcionar. Tinha que ser de Bagé e ponto.

Pois a Malfada que completa hoje 50 anos mas a meu ver será a garota contestadora. Não sei bem quando a conheci, sempre tive um grande contato com “los vecinos”. Mas é certo que não existia quando na minha juventude lá morei.

A genial garotinha reúne tudo o que seu criador quis…ironia, graça, inteligência e lucidez. Mas quando penso que ele criou para uma campanha de vendas (Acho que de eletrodomésticos) ficar em dúvida: “Como poderia ela induzir alguém a comprar qualquer coisa?” Bem, só o seu autor poderia responder. Lembro agora de um casal amigo que se separou numa boa daquelas que ambos assumiram que o “casamento não fazia mais sentido”, etc. Mas foram parar no escritório do Dr. Marino Cunha, um advogado, meu amigo pela intransigência de ambos com os volumes da Mafalda! Hoje isto não aconteceria, existem repedidas reimpressões. Antes eram raridades e se procuravam os números que faltavam nos sebos de Buenos Aires.

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Papas – pt. II

01 de setembro de 2014 Comentários desativados

jazz_band

http://www.collectorsroom.com.br/

Outro papa não eleito em Concílio e portanto, sem fumaça branca ou preta mas eleito pelos que já precisaram de seus conhecimentos é o engenheiro Abreu. Sei até que ele vai se constranger, portanto aproveito que ele esteja viajando para postar, se você o conhece, por favor, não diga que leu e muito menos que fui eu que escrevi. Mas se você morar num apto. barulhento e não consegue mais dormir… Ligue sim. Se o boteco da esquina que você frequenta, mas faz rodas de samba 2 vezes por semana, o “ou ou ou” dele é muito forte, também, se você tem uma casa com música obviamente com volume de deixar um vizinho surdo também. Se a Kiss o tivesse contratado hoje teríamos mais 242 jovens entre nós. Eu o conheci, há uns 25 anos, com uma mudanças no trânsito o meu quarto ficou um inferno. Eu acordava lá pelas 5:30/6 horas, quando passava o 1º ônibus. A seguir vinham o 2º, o 3º eu não dormia mais e eu passava o dia sonado. O meu semi-aberto estava insuportável. Um dia desesperado procurei o pessoal da Eucatex contei o porquê do meu sono constante e porque tinha ido falar com eles e ouvi: “tem um sujeito que é o papa em absorção sonora, um engenheiro que só trata disto, se especializou na América”. Se até hoje “formado na América” pesa. Imagine naquela época. O próprio pessoal da Eucatex me deu o telefone. Pois bem, me preparei para receber o engenheiro. Na hora marcada, para em frente um Opala semi-velho e desce um magro de jeans e camiseta fiquei em dúvida. Será que este ERA o tal de papa? Ou é o chofer anunciando sua visita? Bem, contei meu drama: ele abriu a pasta, puxou um ‘barulhometro’ (aparelho de medir barulhos) pra mim, mas que deve ter um nome técnico bem mais sensato.

Mediu altura, ângulos, furos, etc. Analisou materiais e mais ou menos em uma semana me apresentou os planos e a proposta, recebeu 50%, supervisionou o serviço e eu voltei a dormir. Durmo bem até hoje. Depois eu fiquei sabendo do seu mestrado na América do Norte e que trabalhava pra firmas inglesas, executando milagres de Remasterizarão em discos originais artigos num discreto edifício no Menino Deus. Aliás, os vizinhos até hoje não entendem porque que de vez em quando chega um carro de transporte de valores, descem dois seguranças cada um com um canhão nas mãos, entregam um pacote a um magro de bermuda e camiseta e vigiam até que ele, de dentro do edifício, faça um sinal de ok.

Os vizinhos, é claro, ficam olhando. Não sabem se são jóias, relíquias, como o Cálice do Santo Grall, quadros impressionistas para serem restaurados, cocaína ou um saco de dólares que alguma viúva rica deixou em agradecimento por serviços prestados. Fique tranquilo Dr. Marcos não vou descrever os serviços.

Bem, os vizinhos também vão continuar curiosos, pois não sou eu que vou entregar o ouro. Só posso dizer que no verso dos pacotes diz “British Mail”. É ou não é um papa?

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Rishikesh em nosso trem

25 de agosto de 2014 0


trem

http://papudimaluco.files.wordpress.com/

Graças a um bom papo com a professora de Yoooga Nair Filipon (nada a ver com o técnico. Ela e Filipon de sobrenome e ele é um Felipe grande e automaticamente virou Felipão) pela duração de um almoço voltei a Rishikesh, que ela conhece bem passou alguns meses lá estudando e eu viajando duas ou três noites, mas já com lenço e documento pois a Eliana foi junto.

A cidade foi uma das primeiras paradas do “nosso” trem. É melhor que eu explique, o documentário foi mostrado há anos, o nome foi a Índia em nosso trem, ainda quando ao Studio não havia sido acrescentado a palavra Clio, me diz o prof. Francisco que é uma deusa grega. E o Chico falou, está falado. Acho até que ele fez bem, muito bem substituir o nome de um pecador assumido por o de uma Deusa Virginal (mas é bom que se diga, o Studio nunca se chamou Del Mese, virou Del Mese para os frequentadores, o que fazer?). Só agradecer. Sempre considerei uma atenção pessoal.

Voltando a viagem. Foi uma viagem de 32 dias em um vagão indiano, que pertencia há um inglês chamado Ashley. Só não pertence mais porque se desintegrou na última viagem. O teto caiu, em em um lado as janelas quebraram, o teto ficou em 45 graus e sem comunicação, o pessoal do comando nem soube e assim foram até a próxima estação que era distante, pois o trem era lento e o tempo frio e chovia. Aliás, estas coisas sempre acontecem nos piores momentos.

Não sei quantos estavam a bordo. Sei que não houve feridos e que com galhardia enfrentaram a situação. E como bons súditos de sua majestade chegaram a próxima estação, provavelmente cantando: “God save the Queen”.

Hoje, o Ashley é nosso amigo. Ele havia comprado o vagão e tinha uma licença para enganchá-lo atrás dos trens normais, com ele damos a volta na Índia. 19 pessoas, todos menos 2 eram anglo-saxões. Nossas paradas preferenciais eram em pequenas cidades, que tinham atrações mas geralmente não tinha hotéis. Ou seja, a ausência de hotéis e infraestrutura as excluira dos “Indian Lovers”. E eles são muitos.

Rishikesh foi a segunda parada, a primeira havia sido Agra, a cidade do Taj Mahal e uma exceções. Ambas tem hotéis e Ashrans e etc. Mais do que isto, Rishikesh é considerada a capital extra oficial da yooooga! Bem, a Nair a quem chamamos de Namastê havia estado lá, é claro, com mais milhões de pessoas, incluindo os Beatles, suas mulheres e quem sabe produtores, agentes e etc. Ficaram um longo tempo e dizem os que conhecem sua obra que os meses de Rishikesh foram fundamentais. Havíamos chegado durante a noite como nas próximas 31 dormimos no vagão, no “nosso” vagão na estação ferroviária, é claro, que também tinha cozinha e biblioteca, em seus 44 metros de comprimento.

Pela manhã, saímos caminhando a pé em meio a riquishas, pedintes, falsos e verdadeiros, elefantes e camelos que nunca faltam. A pé também atravessamos uma ponte de ferro herdada dos ingleses. Uma travessia de uns 300 metros, víamos lá em baixo fumaça proveniente de uma cremação. Nada impede que você mesmo creme o seu falecido. Os ricos e poderosos são cremados com madeira de sândalo, cuja fumaça é perfumada. Mas os indianos comuns vão para fogueira com os parentes em volta e uma certa tristeza, mas sem lágrimas, carpideiras, etc. Só com a consciência de uma vida que se foi como uma vela que queimou até o fim. A magreza dos indianos favorece a operação. Uma coisa que sempre me chama atenção, os pés que ficam fora da primeira queima, parecem cada vez maiores, só depois são virados para o centro da fogueira, e vão desaparecendo.

Quanto a nós, continuávamos caminhando. Andar pela Índia é sempre estar em um labirinto de mascates apregoando às suas mercadorias, vendedores, camelôs, vendedores de rua, bancas, banquinhas, vacas e bicicletas. No caso, em Rishikesh ao fundo tínhamos a Cordilheira dos Himalaias, um belo panorama. O que fomos visitar era o Ashram, onde haviam ficado os Beatles que era igual aos outros todos, com um jardim pouco cuidado e uma pintura com aspecto de que já precisava de outra. Eles herdaram a atividade da jardinagem, mas os 300 anos de ocupação não foram suficientes para que eles desenvolvessem um prazer pela função.

Bem, esqueci os macacos que são sempre uma presença constante no subcontinente indiano. E uma coisa que se tornaria comum: Placas dizendo “cruzamento’ passagem de elefantes. Paramos todos, não há ser humano ocidental (mais os japoneses) que não queira uma foto em frente a uma placa destas.

Diz a Namastê que as pessoas vêm para cá e mudam suas vidas. Mesmo sem Starbucks e Mc Donalds, portanto, nada que um tapete de yoooga não resolva.

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Cuidado nas estradas

22 de agosto de 2014 Comentários desativados

estradas

Estes dias escrevi sobre más estradas. Aliás, pior que más estradas, escrevi sobre estradas que já foram boas e onde passo uma ou duas vezes por semana, ou seja, que conheço bem como a 122? E trechos da BR 116, digo trechos porque ela segue até o nordeste. Não só eu as conheço, no momento até os buracos me conhecem. Não estranharia se um dia eles começarem a me abanar.

Recentemente, escrevi sobre um só buraco que me custou 1.714 reais se dividir pelo pedágio que hoje não se paga mais (era 6,90), teria que passar 248 vezes para empatar. Sem contar o tempo perdido, o gasto em taxi e os dois dias sem carro.

E lembro das fotos no jornal quando se comemorou o fechamento aquela barreira para o desenvolvimento do RS. Depois disto, recebi um telefonema de um sr. Aspone com uma justificativa ainda pior. O senhor tem que compreender: Tem chovido muito ! E que o concerto já foi programado, começará em setembro, ou seja, ainda abusam da inteligência do usuário. Como se no restante do mundo não chovesse. Aliás, quero crer que no Uruguai e Argentina, tão perto, também não chova. Pois em nenhum dos países vejo buracos. Nem na Argentina, sempre conflitada e depois de 64 anos de governos populistas sem resultados.

Não se vê um só buraco do Norte até Ushuaia no paralelo 54º. Nem mesmo naquelas que cruzam a cordilheira. Pode não ter asfalto como no passo de San Antonio de los Cobres, mas quando tem como no Passo Jama é perfeito.

Jamais se fala que a estrada foi feita fora de especificações e que os concertos são ridículos, se você ficar observando verá algum com uma camadinha de asfalto e brita fina encher a cratera, …e só.

Se quisermos podemos observar a nova RS 448, a Rodovia do Parque, uma das minhas almejadas estradas. Por anos, esperamos plana, sem rochas e sem casebres aos lados. Ótimo, não? Hoje agradeço a sua existência, hoje ela está aí mas me pergunto todas as semanas até quando? Com uns 6 meses de uso já temos emendas salientes, a cada 100 metros parecem emendas de trilhos dos trens antigos, solavancos “degraus” entre alguns trechos e um piso desuniforme e da pior espécie, e isto que passo com um automóvel de bastante distância entre eixos. Mais para pesado que para leve. Nem imagino o que deve ser com carros, curtos e leves. Caminhões, muito raramente vemos, os ônibus que poderiam sair diretos da rodoviária, suponho que estejam proibidos. Que empresa não gostaria de que seus carros saíssem direto da rodoviária encurtando tempo, distância e índices de Carbono. Consumo também e quem sabe podendo diminuir o custo da passagem, não sou um especialista na área, estou só enumerando situações óbvias e existentes aqui perto, bem perto.

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Nova York terá um novo rei no céu

20 de agosto de 2014 Comentários desativados

edi

Em 2015, o 432 Park Av. redesenhará o skyline da cidade como o maior residencial do Ocidente. É que li na Revista Forbs, sorry.

Por Francoise Terzian

Diz o ditado que se você vencer em Nova York, vencerá em qualquer lugar. Quem já venceu e estiver disposto a desembolsar US$ 95 milhões para viver a exatos 426 metros de altura terá, literalmente, a capital do mundo aos seus pés. Em menos de um minuto, o elevador leva do térreo ao topo do residencial de luxo 432 Park Avenue, localizado entre a 56th e a 57th, a quatro quadras do Central Park. Lá do alto do 96º andar, o que se vê é uma mansão vertical de 767 metros quadrados e 24 janelas de impressionantes 3 x 3 metros, com isolamento e vista para os mais diferentes ângulos da capital do mundo. Do banheiro com piso de mármore, uma banheira instalada bem na frente de outro janelão transforma o hábito diário em uma espécie de cinema Imax. O cenário? Uma Nova York exclusiva.

O arranha-céu residencial feito de concreto, aço e vidro tem exatos 104 apartamentos com aquecimento central e sistema de ar-condicionado, piso de carvalho maciço, mármore nos banheiros e na cozinha e pé-direito de 3,8 metros. Ou melhor, 49, porque 55 já foram vendidos até o fechamento desta edição. Cinco deles para brasileiros cujos nomes são mantidos em segredo.

Com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2015, o residencial dos sonhos nem terminou de ser erguido e já é tratado como o mais alto do Hemisfério Norte. Seu traçado, assinado pelo arquiteto uruguaio Rafael Viñoly, supera em comprimento o One World Trade Center e o Empire State, respectivamente com 417 metros e 381 metros. Sem contar a antena. “É um projeto sobre Nova York e para Nova York. O objetivo foi criar algo atemporal, perene, que não saia da moda”, define Viñoly.

Os últimos dez andares foram dedicados às penthouses. Dali para baixo são dois por andar e, em alguns poucos casos, três por andar. O mais barato custava US$ 7 milhões, mas já foi arrematado. Agora, o apartamento mais acessível sai por US$ 16,9 milhões. Os tamanhos variam de 245 a 767 metros quadrados.

Para manter a privacidade dos moradores, dois andares do edifício foram reservados para acomodar funcionários e visitantes, em apartamentos de 32 a 57 metros quadrados, com preços que vão de US$ 1,5 milhão a US$ 2,8 milhão. Para assegurar uma vista privilegiada para os moradores, o primeiro piso residencial inicia no 34º andar ou a 104 metros do solo. Dali para baixo, os moradores encontrarão os chamados amenities, que são compartilhados e oferecem piscina, spa, fitness center, restaurante, biblioteca, auditório, escritórios executivos, salas de conferência, adegas climatizadas, brinquedoteca e salões de festa. Há espaço, inclusive, para promover uma festa de casamento para 350 convidados.

O empreendimento está no terreno outrora ocupado pelo drake hotel. O projeto dos incorporadores Cim Group e Macklowe Properties, a responsável pela Apple Store da Fifth Avenue e seu cubo de vidro de 10 metros, teve início há seis anos e tem custo avaliado em cerca de US$ 1,2 bilhão – valor que inclui a compra de terreno e a construção. As vendas, no entanto, devem ultrapassar a casa dos US$ 3 bilhões. Pela previsão de Harry Macklowe, fundador da Macklowe Properties, por volta de 50% dos imóveis deverão pertencer a americanos e a outra metade a estrangeiros. “O 432 será o edifício do século 21 assim como o Empire State foi o do século 20”, conclui.

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