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Posts na categoria "Festividades"

Caro Elias

21 de abril de 2016 0

24.04

Um livro sobre churrasco deve ser um ótimo presente para quem more no nordeste e queria fazer churrasco gaúcho. Como dizes: é comum em todo sul, mas apesar de Chef, ele não consegue. O livro que falei é ótimo, o autor chama-se Leon Dziekaniak. Que como de hábito e não sei de onde veio, mas com poucas vogais e aliás, tantas consoantes devem ser do leste europeu. Provavelmente polonês, aliás, é curioso todos que escrevem sobre churrasco tem nome complicado. Os gaúchos que eu chamo “de verdade”, os que usam bombacha e lidam com gado, cavalões e ásperos de Chimarrão no dia a dia, não veem a menor necessidade de escrever, não precisaram aprender. Eles mamaram a arte do assado de suas mães e da convivência com pais e irmãos a tempos. Me disse o Leon que estava esgotado. Quando isso acontece eu sempre ligo para alguns Sebos e eles sempre acham.

Os Sebos têm a qualidade de salvar os livros das traças, ácaros e cupins e colocá-los novamente nas mãos de leitores e a preços saudáveis. A meu ver, salvo livros especiais de consulta, livros tem que circular, ninguém vai ler um romance duas vezes.

Na era atual e com tablets, e-books etc, aquelas fotos de bibliotecas serão coisas do passado, lembranças de família, isso até que os arquitetos e decoradores resolvam fazer só a lombada dos livros, aí você compra por metro e não por título e autores, só para as fotos…

Com os teus elogios de leitor andei telefonando para dois Sebos que sou comprador, só disseram que vão procurar com os colegas, ou seja, mesmo com sobrenome Dziekaniak, ele deve ter escrito um bom livro.

Enquanto eu respondia um e-mail, a Andreza minha assistente, já que não achando o livro do Leon entrou no escritório rindo, é que ela achou outro de nome ainda mais complicado: “O livro do churrasco”, de John Willoughby e Chris Schlesinger (Editora Publifolha).

Não conheço melhor churrasqueiro que o Jarbas Pessano e os gêmeos, Franco de Lima, filhos do Juan Nadir, que nunca leram mais de três linhas sobre o assunto, eles têm é talento. Com os nomes e estes acima, eu compraria sem dúvida se eles escrevessem sobre fish and chips e Yorkshire pudding.

NOTA: Não quero ser repetitivo, mas nem todos leem tudo. É que desde a última semana os meus livros estão espalhados pela casa toda, o que desorganizou tudo, é que um bichinho chamado cupim, comeu todas as prateleiras, só ficou aquela casquinha chapeada que colocam para nos impressionar e cobrar mais, mas a vingança está chegando, estou me tornando igual ao mais sádico carrasco nazista; e os estou colocando no micro ondas em grupos de 4 a 5.

Quanto a outra opção ainda não pus em prática, é a de me vestir como um ídolo georgiano chamado Stalin. Mas onde vou achar uma túnica daquelas? Estrelas, vermelhas tem sobrando, muitas pelo que sei, até no lixo. A outra opção não menos cruel é a de brincar de Santa Inquisição, cujo Museum fui ver uma vez e me arrependo até hoje, mas vai dar muito mais trabalho. Na época não havia micro, mas até segunda-feira eu resolvo. Se não resolver vou apelar para o Giordano, Bruno, que foi vítima de uma fogueira.

OBS: Elias, sobremesas gaúchas? Também é com o Leon, chama-se Clássicos da Doçaria Gaúcha, do Martins Livreiro.

Abraços, Flávio

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Abóboras festival

18 de abril de 2016 0

17.04

Dois dias antes do campeonato internacional de 1995, uma dúzia de homens reúnem-se na horta de Ciliberto. Eles içam a moranga num cerrado e a colocam delicadamente sobre a prancha apoiada numa empilhadeira. Em seguida, ela foi depositada com cuidado em duas velhas balanças que Ciliberto colocou, lado a lado, na entrada da garagem.

Um grito parte do grupo: − Novecentas e sete! (Mas é preciso descontar o peso da prancha e do encerrado).

− Não chega a 900 libras. Consta Ciliberto, o plantador está incrédulo.

Ele anda em volta da moranga, decepcionado. Aquela abóbora o iludira, apenas para decepcioná-lo no final.

Mesmo assim Ciliberto, a mulher Joan, e os filhos rebocaram a moranga para Ottawa, Canadá, amigos estavam lá Dom Elack também.

O concurso realizou-se na fazenda de Ferner Gus, em Ottawa. A moranga de Ciliberto pesou oficialmente (383,3 quilos). Mas a de Paula Zehr, cultivada em Lowvile, estado de Nova York, alcançou (493,1 quilos), sendo a mais pesada do mundo.

Ciliberto aplaudiu Paula e foi-lhe dar os parabéns. Enquanto ela se postava atrás da balança, posando para a imprensa, lágrimas rolavam em seu rosto. Os olhos de Ciliberto pareciam úmidos também.

Mas ele está acostumado aos contratempos. Afinal, é um plantador de morangas. Ciliberto sabia, e todos os outros cultivadores também que a tristeza passaria. E a luta pela moranga de mil libras iria continuar.

Em outubro de 1996, Paula Zehr e o marido, ultrapassaram a barreira das mil libras (481.3 quilos), rendeu aos dois cultivadores do estado de NY um prêmio de 53 mil dólares em dinheiro. Os produtores Brasileiros têm outras coisas para se preocupar… Mas só para registrar: a maior abóbora-moranga brasileira, no Guinnes book o livro dos recordes- (1997), não foi além de 35 quilos.

 

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Gigantes da Horta II

16 de abril de 2016 0

16.04

Estes dias publicamos um post sobre abóboras gigantes, claro que é esquisito; Abóboras? Publiquei por curiosidade, mas o show ao vivo não é ruim. Pequenos tratores rebocam as gigantescas abóboras e os assistentes aplaudem, só nos cabe aceitar, são atividades alegres de outra cultura. Mas com música, cerveja e comida country.

O retorno foi tanto que resolvemos postar os recordes de outros produtos Hortigranjeiros.

Desde que tiveram a ideia do campeonato mundial em 1954 o Guinnes Book vem relacionando as frutas e os legumes mais pesados do mundo. Embora nenhum tenha derrotado poderosa moranga, aqui vão alguns só por curiosidades.

  • Abóbora de 408,5 kg, Baltimore, Ontário, 1994.
  • Aipo de 21,8 kg, Newport, Reino Unido, 1994.
  • Brócolis de 15, 87 kg, Palmer, Alasca, 1993.
  • Cebola de 5,55 kg, Anstruther, Fife, Escócia, 1994.
  • Maça de 1,47 kg, Hood rivrs, Oregon, EUA, 1994.
  • Melância de 118,84 kg, Arrington, tennessee, EUA, 1994.
  • Repolho de 56,24 kg, Llanharry, Rhondda, País de Gales, 1989.
  • Rabanete de 17,2 kg, Tanunda, Austrália, 1992.

 

Nos anos seguintes, a Agremiação foi se expandindo mais e mais, hoje são 16 locais de pesagem, em toda a América do Norte. No primeiro sábado de outubro, os plantadores levam suas morangas gigantes para esses locais. Tornou-se uma festa, um show.

Aqui tudo começou em 1993, conta Don Black, ele obteve uma de (401 quilos). Ele tinha prometido a si mesmo que, se algum dia conseguisse uma candidata ao mundial, “levaria a moranga a seu lugar de origem”.

Assim, colocou-a em sua caminhonete e dirigiu durante 22 horas até a Nova Escócia para se inscrever no concurso.

Conta também que levanta-se às 5 horas da manhã para polinizar suas morangas, pois cada planta produz flores masculinas e femininas. A feminina permanece fértil por apenas seis horas. Plantadores inspecionam suas hortas toda a noite no fim de julho, procurando flores femininas prontas para abrir na manhã seguinte. Então chegam antes de clarear, antecipando-se às abelhas.

Abaixado, Cilibeto afasta as folhas gigantescas e rompe cuidadosamente, uma por uma, as flores masculinas. Pequenas partículas de pólen cobrem cada estame como fina poeira amarela. Ele pincela os pistilos femininos com o pólen.

Na base de cada flor feminina há uma diminuta moranga, que cresce depois que a flor é polinizada. Ciliberto prefere fertilizar apenas uma abóbora por planta.

Dois meses depois, em 10 de setembro, ele finca estacas de 2,5 metros em torno da planta, que ocupa uma área do tamanho de meia quadra de tênis e, cobre o cercado de madeira com fibra de vidro. Nesse dia a moranga de Ciliberto está entre as maiores do mundo, com peso estimado em (409,6 quilos). E Ciliberto ainda tem tempo a seu favor, pois elas continuavam crescendo até 31 de outubro, o dia da pesagem.

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Sydney: gay Mardi Gras

04 de abril de 2016 0

04.04

Se você gosta de sua rua com desfiles chamativos, irreverentes e com uma ponta de imprevisibilidade, então o anual Mardi Gras (carnaval) em Sydney, vem a ser um dos melhores. Sydney tem uma das comunidades de gays e lésbicas mais vibrantes do mundo e celebra o seu orgulho e diversidade nesta festa de final de verão.

São 10.000 participantes do desfile, estimados em mais de meio milhão. O número da relativamente curta história do evento é surpreendente. Mardi Gras foi originado em 1978 com um protesto sobre os direitos dos gays, realizado na sequência dos motins de Stonewall, em Nova York. O que era visto como a resposta excessiva da polícia ao protesto, levou diretamente para a descriminalização da homossexualidade em New South Wales, também surgiu assim, o nascimento da celebração da cultura gay que agora é, estimulada para se tornar o maior do mundo.

O desfile à noite começa no Hyde Park e faz o seu caminho ao longo da chamada “milha de ouro” abaixo de Oxford Street e Flinders Street, terminando em Moore Park. Uma sucessão de carros alegóricos decorados de maneira extravagante e trajes ultrajantes fornecem uma festa para os sentidos. Há meninos marchando, camiões de discoteca, drag queens em limos, no auge de tudo isso, por tradição. Você vai ter que marcar seu lugar no início do dia, se você quer ter a certeza de uma boa vista ao lado da rua. Você pode ser capaz de comprar ingressos para assentos de arquibancadas. O desfile é seguido por uma dança, a festa é a noite toda.

A parada cheia de confetes brilhantes de carnaval é, de fato o resultado de um festival de artes de três semanas e a promoção de uma enorme gama de eventos culturais de gays e lésbicas, incluindo um festival de cinema que apresenta o mais recente em Queer Cinema.

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Não lembro de onde recortei, mas é da Martha com TH

26 de março de 2016 0

26.03

 

Diz ela…a cada vez que recebo um comunicado desses, lembro como é ser tratada como cidadã. E penso: é assim que tinha que ser. Tudo, tudo na vida. Não sou inimiga da flexibilidade, há modos diversos de se administrar uma cidade, em relacionamento, em trabalho, porém muitos problemas seriam eliminados se optássemos pela maneira consagrada, a que sempre funcionou: a transparência e assertividade.

Como é que tem que ser? Se te perguntam, responda. Se te emprestam, devolva. Sem dinheiro, não compre. Se te dão, agradeça. Se te confiam, cuide. Se te agridem, afaste-se. Se te pagaram, entregue. Se cansou, pare. Se te confidenciaram, silencie. Se te roubaram, acuse. Se colocou no mundo, crie. Se contratou, pague. Se gostou, fique. Se não gostou, recuse. Se errou, desculpe-se. Se acertou, repita. Se tem que fazer, faça. Se prometeu, cumpra. Se vai atrasar, avise. Se te necessitam, ajude. Se você precisa, peça.

É feito um relógio. Tic-tac, no ritmo da eficiência.

Li e adorei a coluna da Martha com TH é uma viajante também e que tem um imenso talento para sentir, botar no papel e nos faz sentir também. Acho que foi no jornal de domingo, ela escreveu de Londres.

 

Obrigado Martha Medeiros

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Gigantes da horta

23 de março de 2016 0

 

23.03 Abóbora

 

No início, é apenas diversão, mas logo os plantadores se rendem ao encanto primitivo dos gigantes da horta. A única decoração nas paredes da casa de Don Black, no norte de Nova York são, alguns diplomas que concedem a suas abóboras o título de campeãs mundiais. Já as gavetas dos armários estão cheias de sementes. Antes de ir para a fábrica pela manhã, ele inspeciona a horta de morangas à procura de intrusos, insetos marmotas, ou cervos.

Black, 40 anos está tentando cultivar a campeã das morangas: para que uma atinja a marca de mil libras (453, 6 quilos). Em 1994, um cidadão, na província de Ontário, Canadá, conseguiu uma de (449 quilos), a maior já vista. Ele atribuiu parte do mérito ao canteiro onde e cultivou. Seu amigo Barry cultivou a segunda maior (429 quilos).

No concurso de 1º de outubro, eles dividiram o prêmio de 28 mil dólares, nada mau para dois amigos, empregados de uma fábrica de sabão. Black vendeu sua hortaliça gigante a um restaurante de são Francisco para o festival de morangas. Dois cassinos de Las vegas disputaram a de Dejong. O vencedor mandou buscar de avião Dejong, a mulher, o filho e a moranga, recebendo-os com uma luxuosa limusine.

Os apreciadores de morangas vêm de todas as áreas de atividade: bombeiros, agricultores, guardas-florestais e corretores da bolsa. Começam a cultivar morangas gigantes por diversão, mas logo esses horticultores de quintal se rendem ao encanto da atividade.

Durante os meses de junho e agosto, uma moranga Atlantic Giant pode aumentar quase 16 quilos por dia! Sua moranga tinha mais de 990 libras (449 quilos) quando explodiu, apenas nove dias antes do concurso de 1994. Uma tragédia.

Há três verões Tonny Ciliberto teve um pressentimento enquanto preparava seus campos nas mediações da Pensilvânia, profetizou. – Alguém vai alcançar a marca das mil libras este ano. E esperava que fosse ele.

Ciliberto, um pedreiro de 43 anos, adoraria cultivar morangas no solo macio de uma fazenda em Ontário, onde no verão o sol não se põe antes das 22 horas. Entretanto, foi no contraforte rochoso das Montanhas Pocono, que ele fez sua horta. Atualmente ele tem encosta mais fofa, macia e rica da Pensilvânia.

Durante o inverno, Ciliberto selecionou as sementes para o plantio. Uma das cinco que   que escolheu vinha da mãe da moranga de 990 libras de Herman Bax. Em 24 de abril, para apressar a germinação, ele raspou cuidadosamente as extremidades das sementes com a lixa de unhas. Em 7 de maio, transplantou as mudas de dez centímetros para a horta e cobriu cada um coma estufa do tamanho de uma casa de cachorro.

Durante as semanas seguintes adubou a terra fartamente.  Borrifou grandes, quantidades de emulsão de peixe desodorizada e regou com algas marinhas liquidificadas. Usou até sal de Epsom, não para pés, mas para traseiros doloridos nas suas morangas: no fim do verão, elas podem ficar com pontos vulneráveis nas partes onde se apoia no chão esses pontos dão origem a furos, o que leva à classificação.

Todos os dias surgem variedade de abóbora diferentes como a Dill`s Atlantic Giant a Howard Dill, criador de gado leiteiro em Windsor, Canadá, que começou a cultiva-las no fim da década de 60, e já venceu quatro campeonatos mundiais consecutivos, e suas sementes ou as descendentes delas foram responsáveis por praticamente todas as campeãs dos últimos 20 anos.

Ray Waterman, agricultor e dono de restaurante em Collins, no estado de Nova York, foi o primeiro a ter a ideia de criar uma competição mundial em 1982. Ele e Dill fundaram a Confederação Mundial da Abóbora, coisa que jamais vamos entender.

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Dia da água

22 de março de 2016 0

catar

 

 

Confesso que não sabia que o insumo mais importante das nossas vidas tinha dia. Só por dizer eu não sabia amanhã de manhã quando apagar as luzes e der comida para os cachorros, vou olhar bem. Se tiver alguém com cara de oriental, mesmo disfarçado de pipoqueiro não abro. Se estiver de óculos escuros então, fujo pelos fundos, fujo de vergonha na verdade. É que estou lendo Eduardo Giannetti e fiquei sabendo que o Brasil chega ao século 21 com 85% de todo o esgoto residencial urbano (145 milhões de habitantes) sendo despejados diariamente “ in natura” nos nossos rios, córregos, e logradouros.  Nosso país tem mais de 500 anos e um terço de brasileiros sofreram interrupção no fornecimento de água nos últimos 30 dias. O atlas do abastecimento Urbano de água informa que 55% dos nossos municípios – 73% da demanda total estão sujeitos à falta de água na próxima década.

Isto é apenas a face mais visível da inépcia na gestão dos nossos recursos hídricos. É o absoluto descaso no tratamento adequado e uso eficiente do liquido mais utilizado. Descarte ilegal e desperdício completam o quadro. O índice de perdas físicas (vazamentos) “gatos” no suprimento de água chega a 37% em média no Brasil.

No programa de universalização do acesso à rede geral de abastecimento 95% da população urbana dispões de água (será?).

Resultado: o reaproveitamento da água utilizada nas casas e fábricas é ínfimo. Os rios e lagos das regiões urbanas, que poderiam ser fontes de abastecimento, viraram diluidores de esgoto a céu aberto, sem falar do seu impacto sobre a saúde. O desperdício de água tratada é cavalar. (A expressão é dele)

O modelo baseado na preocupação quase exclusiva com suprimento de água, oriundo de mega-represas e fontes cada vez mais caras, e distantes, sem o menor cuidado com o tratamento dos fluentes, reuso e conservação, acaba por minar a viabilidade do próprio abastecimento.

Má governabilidade é o seu nome. E mesmo assim vejo na TV, ouço na rádio e leio que o culpado de tudo é o mosquito, ele é o culpado de tudo. Quinhentos anos não foram suficientes para nos ensinar que sem esgotos, saneamento em geral e sem água, não há saída. Mas mesmo assim devemos continuar colocando água sanitária nos depósitos, grandes ou pequenos. Virando bicos de garrafas para baixo, guardando pneus velhos em lugar seco etc. Se não vai piorar.

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Tudo verde no dia 17

14 de março de 2016 0

17.03

 

 

Vim há uns meses atrás da Irlanda e concordo com os que me antecederam, não há como não gostar deles, do país e das pessoas.

Lembrando assim, dois assuntos me vêm imediatamente a cabeça o seu santo padroeiro o São Patrick, ou são Patrício se preferirem. Que vem aí o seu dia que é tradicionalmente celebrado e passou a ser festejado por todo o mundo (com muita cerveja Guinnesss). Além de Dublin que tem atividades por toda a cidade o dia todo, Nova York na distante América também organiza a sua St.Patrick Day Parade, que parte às 11 horas da esquina da 5ª Avenida com a rua 44: na igreja que já foi o prédio mais alto da cidade e é dedicada ao santo. Chicago é também um bom exemplo do prestígio, eles têm uma ideia inusitada: todos os anos as águas do Rio são tingidas de verde, a cor do famoso padroeiro, mas além disto é bom que se diga que todos vestem algo verde, pintam o que puderem e usam aqueles chapéus enfeitados.

E até o que não deveria ser verde vira verde, pequenos deslizes de verde são aceitos neste dia. com bandas e desfiles etc. No etecetera por exemplo inclua comida com cor verde, doces, bolos, Irish cakes e tudo mais. As pequenas cervejarias artesanais que melhoraram tanto a qualidade da cervejapor aqui, lá colorem a cerveja verde também (aliás a Dado Bier) aqui também tem uma cerveja verde. Mas ai é covardia o meu amigo Dado nasceu com cerveja no nome.

Além disso os “campeonatos” de bar-tender ou bar-man como chamamos aqui, tem também sua premiação neste dia. Eles são páginas inteiras de jornais. Ser bar tender por lá é uma ótima profissão dizem que são os psicólogos da massa tem bom papo e procuram ouvir e resolver os problemas dos clientes já alcoolizados ou ainda não.E é claro que recebem boas gorjetas como resultado da consulta.  Nós chegamos em Dublim por estrada vindos da ex conflitada Belfast e achamos que o país inteiro estava alcoolizado. E quem sabe estivesse. E com uma forte razão. Um time de futebol irlandês havia ganho o campeonato “ Gaelico” galez  que basicamente é jogado só por quatro países mas é importantíssimo assim como o antigo idioma que é tão prestigiado que até hoje os sinais de transito estão nas duas línguas.

Naquela noite a Esbórnia era ainda maior que era apresentada no teatro São Pedro pelo Hique Gomez e pelo Nico Nicolaiewsky?

 

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Os Vikings e a acupuntura

08 de março de 2016 0

 

Noruega

Pois bem cada vez que eu vou ao consultório do Paulo Radici (o médico e não o pai do Guilhermino), o papo começa ou termina em viagens. Entre uma leve espetada e outra nos meus polegares, surgem cidades que gostamos e que queremos ir pretendemos voltar ou que perdemos as fotos, etc, uma tragédia, a mesma foto feita hoje não diz o mesmo. Ele expert em acupuntura, anda pelo mundo interessado em novas técnicas e agora ao que me parece, com os olhos mais voltados para o Canadá. É que com o cadinho étnico existente ali, os eventos de acupuntura quase constantes. Mesmo quando os meus polegares pararem de doer, acho que vou continuar indo. Estou me convencendo que as agulhas estimulam também a memória.

Agora estou tentando convence-lo de ir a Escandinávia. Não sei se acupuntura ali é muito desenvolvida mas sei que o dólar está em R$ 4,00 e com a quadrilha que está no poder vai a mais.

É claro que assisti televisão semana passada e me chamou a atenção como é que um homem de moral ilibada, como ele diz que nem país de 204 milhões de habitantes não há pessoa mais pura que ele, nenhum mais honesto que ele, circula com amigos do quilate de um Vacareza, Bunlai, Delúbio, José Dirceu e outros que estão vendo o sol nascer quadrado. Mas vamos esperar, quem sabe nos expliquem, mas como falávamos a Noruega é cara mas lá também tem pizzas e tacos é claro que não falta nas criações com peixes e frutos do mar. Em Oslo, região portuária é uma boa opção para prova-los, com cardápio variado e pratos rápidos. A preço que podemos pagar.

Na primavera e outono o frio não espantava as pessoas. Ao menos até as 22 horas, quando a luz do dia chega ao fim, o movimento é intenso. Os carros, muitos elétricos dividem espaço com as ciclovias, vermelhinhas como as nossas. Elas acompanham árvores retorcidas e ainda sem flores.

Como vocês estão vendo prossegue a minha campanha de convencer o Dr. radici de ir para a Escandinávia. A razão é que quanto mais congressos ele for, os beneficiados, são os meus polegares. Se você resolver pegar uma carona nas sugestões, não se avexe como diz na TV (a Ivete Sangalo) e neste caso não deixe de fazer uma visita ao museu viking, onde estão objetos e três barcos usados (para funerais) pelos guerreiros nórdicos há ilhares de anos. Só indo até lá para acreditar que os típicos capacetes que foram de vikings não tinham o par de chifres que estamos acostumados a ver. Os chifres foram obra de um diretor de teatro italiano, que para caracteriza-los melhor os colocou. A campanha continua.

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A confraria Bom Gourmet Rumo aos 40 anos

04 de março de 2016 0

 

 

Pipi mota Cozinha confrariaBacalhauQue se saiba é a mais antiga do Brasil e isto nunca foi contestado na passada terça-feira, os fornos e queimadores foram entregues a dois experts, ambos conceituados médicos e de comprovada eficiência culinária. André Hermann e José Cláudio kruse.

Se você gosta do assunto leia o que eles mesmos escreveram para iniciar a temporada de 2016. Só o eu posso dizer é que os aplausos que receberam foram calorosos e demorados.

 

Em mares nunca dantes

Iniciar mais um ano na Bom Gourmet nunca é tarefa fácil. Há a angustia da expectativa, do novo e vontade de apresentar algo original mais interessante. Optamos por um pequeno giro marítimo com a nau aprumada a alguns destinos espalhados neste mundo de águas.

Começamos pelo Rio de Janeiro, a pátria dos botecos, onde os chips de jiló e congêneres fazem sucesso regados a muito chopp. Nossos chips são de Zucchini batata doce roxa acompanhados de espumante da serra Gaúcha.

De Punta Del Leste, Uruguay, vem os chipirones, comum em todos os restaurantes, pequenas lulas salteadas a la plancha acompanhadas de cebola caramelizada em Shoyu e Aceto Balsamico.

Após vamos a Portugal, ao Alentejo que associa migas a frutos do mar para fazer as interessantes açordas. Nossa Açorda é de tomate e camarões. Iniciamos com alho, cebola e oliva; acrescentamos as migas de pão dormido, caldo de peixe, vinho madeira e tomates pelatti. Selamos os camarões em um pouco de óleo e alta temperatura à maneira chinesa. Juntamos o pirão no final. Sal e coentro. Acompanhamos com Chateau Bellevie, Bordeaux Blanc, Sauvignon blanc e Semillon 2011.

Também de Portugal é o bacalhau, passado na farinha de trigo e maisena, após em ovo batido e finalmente em panko. Frito, é servido sobre lentilles vertes du Puy, pequenas lentilhas francesas, quase negras, da região dos vulcões em torno de Clermond Ferrand. As lentilhas são acrescentadas a bacon, cebola e pimentão vermelho picado salteados em oliva e cozidas em água al dente. Coberto por folhas de coentro. Acompanha vinho Bridlewood pinot Noir Monterey, California, EUA 2012.

No Alentejo, os doces conventuais utilizam as gemas e açúcar em profusão. A encharcada d’ ovos é feita com gemas (18), ovos (3), passados em peneira e acrescentados a uma calda ponto de fio (300ml de água com 600g de açúcar) com pau de canela e casca de limão que são retirados antes de juntar os ovos. Ao servir são queimadas levemente por maçarico.

Bom apetite!

André Hermann

José Claudio Kruse

Confraria Bom Gourmet 1.3.2016.

 

 

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