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Posts na categoria "Literatura"

Rádio Shangri-lá

07 de novembro de 2012 0

O livro é novo. Comprei devido à minha perene vontade de ir ao Butão. É o primeiro sobre o país que tenho em mãos, o título dá para ser lido na foto. Não é nenhuma Brastemp, mas é único, e a editora é a Roco Ltda, Rua Presidente Wilson, 231, Rio de Janeiro.

Já no Nepal, estive várias vezes e gosto muito.

Numa postagem escreverei um pouco de tudo que vi, o que ouvi falar, e um pouco do livro que não terminei ainda. Não sei se tem na Feira, a edição é nova e a editora deve ter a sua banca na Praça da Alfândega.

Se você gosta de indiadas e espera um dia ir para aquelas bandas, aproveite, não creio que façam novas edições e está em português.

O título original é “Rádio Shangri-lá”. What i learned in the happiest kingdom on eart.

Segredos de passaporte 2

22 de junho de 2012 0

Assuntos com passaporte sempre atraem. É por isso que o Viajando... existe. Para curtir, divertir e iniciar os que ainda não começaram a carregar as suas malas. O dia virá, é cada dia mais fácil. Não esqueça que no passado só os muitos ricos viajavam !!!  Hoje se você  economizar 100 US dólares por mês, no fim de 12 meses terá muitos lugares para escolher.

Segredos de passaporte 2, do amigo Americo Mendes não é o caso, ele não é só turista. É a história de um engenheiro bem  sucedido  e de seus encontros profissionais pelo mundo. Vendendo e comprando. Ou seja, uma experiência internacional; seus contatos vão de colegas engenheiros aos dirigentes de grandes empresas e curioso que é até aos vendedores de salsicha da Alemanha. Pizza Al Taglio na Bella Italia e estrogonof com os tavarish na ex- União Soviética. Enfim, se você pretende ser intronizado no mundo executivo comercial, o livro lhe dará uma boa visão do que o espera. Se quiser conhecê-lo em pessoa, você  vai gostar . Os autógrafos serão

NA SARAIVA DO  MOINHOS,  SEGUNDA DIA 25 A PARTIR DAS 18 :30.

SEGREDOS DE PASSAPORTE 2

Júlio Verne, 100 anos

27 de março de 2012 0

Há aproximadamente 100 anos, morria o escritor Júlio Verne, que tinha fascínio por novas paisagens e novas culturas.

Era uma época de grande entusiasmo: de um lado, descobertas científicas que previam para breve grandes navegações e transportes até mesmo pelo ar – aceita-se a euforia; o 14-bis recém havia feito seu primeiro vôo. De outro, relatos de bravos navegadores faziam brilhar os olhos dos que seriam os primeiros “cidadãos do mundo”.

Até então, as viagens eram penosas e os mistérios dos “exóticos países” chegavam aos europeus em forma de relatos fantásticos. Em meio a tanta efervescência, a Júlio Verne ocorreu levar à população conhecimentos geográficos – e até científicos – através da literatura.

Foram dezenas de livros que mudaram a forma de ver o mundo.

O espírito de viajante começou cedo na vida do escritor. Aos onze anos, o menino nascido em Nantes (na França), fugiu de casa e embarcou às escondidas em um navio. A viagem foi abreviada pelo pai, que o resgatou na primeira parada, mas o espírito de Júlio Verne já estava imbuído da vontade de conhecer novos mundos.

Mas engana-se quem pensa que o escritor foi um grande viajante: a maior parte de seus dias, Verne passou em torno de mapas e ouvindo relatos de viajantes, lendo pela manhã e escrevendo à tarde.

Seu primeiro sucesso foi Cinco Semanas em Balão, que narrava uma aventura sobre o misterioso continente africano, no qual ele jamais pôs os pés.


Depois veio A Volta ao Mundo em 80 dias. O ponto de partida é a nebulosa Londres, com paradas em Bombaim, Calcutá, Hong Kong, Nova York e outros. Mesmo sabendo que, com um balão ao sabor dos ventos, os pousos não são tão precisos, o leitor não consegue deixar de torcer para que o excêntrico Phileas Fogg complete a viagem e ganhe a aposta.

Acho que a sua obra menos conhecida deve ser A Jangada, que se passa na Amazônia e é um detalhado relato sobre a fauna e a flora da região. Há ainda outra obra que gosto muito, que relata uma Viagem ao Centro da Terra, onde o Dr. Lidenbrock, seu sobrinho Axel e o guia finlandês Hans partem para a Islândia – nome que inventaram para “Iceland”, a terra do gelo, a fim de descobrir animais estranhos habitando as entranhas da terra. Ironicamente, colocou o portal de entrada deste mundo subterrâneo sob uma gigantesca geleira, a maior da Europa.

Foi um visionário do turismo de aventura, tão em moda hoje.

Quando a Oceania ainda nem havia sido devidamente identificada, uma citação atribuída ao escritor francês Claude Roy  já quantificava a influência  que esse guia de viagem imaginário teria sobre várias gerações de leitores: “O mundo possui seis continentes: Europa, África, Ásia, América , Australásia e Júlio Verne”.

Pois, blogueiros e FACEiros: nada a acrescentar. Só que eu estive no lugar onde seria a hipotética passagem para o centro da Terra. É sob uma geleira de nome complicado – e botem complicado nisso! Lembram-se do vulcão cujas cinzas transtornaram a Europa? Pois bem, eu já esqueci o nome, mas o tio Google, com certeza, lembra.

Foto: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=10268

Encontro de Xicos

20 de março de 2012 0

Um com x, um com ch. O primeiro foi autor de obras desejadas por muitos e que, há uns seis meses, alcançaram bons preços num leilão da Christie’s, em Nova York.

O Chico com ch, que assina o livro Stockinger, Vida e Obra, onde reuniu o que pôde da obra do Xico, é o José Francisco Alvres, Chico, para os amigos. Mostra, descreve e relata a sua admiração pelo Xico escultor. Não vi todas as fotos, mas as provas que vi são excelentes. Vê-las me deu uma grande saudade do amigo, vizinho e companheiro de viagem. Com visitas quase diárias ao seu ateliê (a 150 metros da minha casa), vi quase todas as obras em alguma fase de execução, e algumas até na caixa para expedição, pois o Xico fazia tudo mesmo.

Ver os guerreiros deitados num caixão ainda sem tampa era até um pouco solene, como um viking deitado, descansando, à espera de sua próxima batalha – que, no caso, seria também a primeira.

Enquanto elas aguardavam comprador, transporte ou alguma exposição, eram silenciosas testemunhas dos nossos embates no snooker (na sala ao lado). Ali, se reuniam, Xico, o grande campeão Sérgio Faracco, o escultor Tenius, Carlos Tenius, o Luiz Barth, também da área artística, o Egon Kröeff, e este escriba e convidados diversos. Com certeza, nos reencontraremos no dia 22. A obra do Xico transcende a arte. Era amigo de todos e, quando nos reencontramos, o assunto não é a sua arte, mas a sua pessoa. Será no Museu de Arte, às 19 horas.

Obrigado, Xico com x por produzi-las. Obrigado, Chico com ch por perpetuá-las num livro.

Não Sou Um Anjo

06 de março de 2012 0

Se você não gosta de Fórmula 1, esqueça este texto. Para falar a

verdade, da Fórmula 1 atual eu também não gosto. As sucessivas mudanças do regulamento a transformaram numa chatice – mais parece um autorama do que uma competição, mas um autorama em que alguns perdem a vida a cada ano.

Não foi sempre assim. O livro recomendado pelo Gordon Esbroglio (que estou iniciando) acompanha essa transformação de esporte romântico para o esporte mais visto pelo mundo – na TV, é claro. Mais que futebol? Sim, é o que dizem as análises, embora para isso tenhamos alguns autódromos vazios. Imagine Barhain, Turquia e China com Fórmula 1. Bem, na China nada está vazio, nunca, nem com a neve do inverno nem quando, no verão, sopram as tempestades de areia que vêm do Gobbi.

Mas no passado não era asism. Por exemplo, houve uma prova em Monza onde corriam três Fá: Fangio, Farina e Fagioli. Na prova inteira, da primeira à última volta, nunca o líder manteve a posição. A primeira posição foi alternada em todas as voltas – repito, nunca o ponteiro passou duas vezes consecutivas na ponta.  Além disso, sem cinto e sem capacete!

Bernie Ecclestone, personagem título do livro, conheci-o pesoalmente graças à amizade que tenho com os irmãos Fittipaldi, então na Fórmula 2.

Mas sejamos claros, nunca convivi com ele Participei de algumas conversas, jantas e tomamos algumas cervejas nos pubs, assim como com o Mr. Chapman em Snetterton (sede da Lotus, onde moravam os dois irmãos), e com o Frank Williams, que foi quem trouxe as companhias de petróleo (a Petronas) para o patrocínio. Hoje continua a comandar a sua equipe, apesar de imobilizado por um acidente de estrada.

Em parte, daí vem o meu interesse para saber um pouco mais sobre essa época.

O título é honesto: Não sou um anjo (eu também não). E não recomendaria aos nossos FACEiros uma biografia de santos (era só o que faltava). Se ele tiver a mesma honestidade do título nas 494 páginas, sem dúvida será um livro fascinante.

Se você não tiver nada melhor para ler, vale pela história de um piloto de limitado talento, de família pobre e que se torna arquimilionário, viaja o mundo em seu jato, decidido, sobretudo na Fórmula 1.

Se você tem alguma dúvida, lembre-se que, com o divórcio, sua ex levou um bilhão (não sei se de euros, libras ou dólares, mas um bi é sempre um bi, mesmo em guaranis).

O autor é Tom Bower, que é um especialista em biografias.

Não gosto de escrever na primeira pessoa, acho arrogante. Sugiro que veja o que escreveu John de Carré: “Bower novamente se aventura em lugares onde outros jornalistas investigativos não se atrevem ou não podem ir. O resultado é um relato surpreendente dos agentes escusos, dos aventureiros e trapaceiros que se digladiam para chegar em primeiro lugar na maior de todas as corridas.”

O Reginaldo Leme participa do livro.

Paguei R$ 59,00 na Livraria do Maneco.

Para saber de outras opiniões, veja a segunda foto.

O Gilberto Gil tem razão: o Rio de Janeiro continua lindo

17 de fevereiro de 2012 0

Que a Luíza já voltou do Canadá vocês todos sabem. Eu só fui até o Rio e já voltei também.

Não foi bem até o Rio. Fiquei em Ipanema e no Leblon. E alguém precisa sair dali?

Pela primeira vez em muitos anos, tenho a impressão de que o Rio está se recuperando (menos o Galeão, é claro – o nosso portão de embarque foi mudado duas vezes em cima da hora, etc.; como é que um estrangeiro se safa? Não me pergunte).

No fim de semana passado – o último antes do Carnaval –, na região em que eu estava passavam blocos constantemente. Bem policiados, e os jardins públicos e da Beira-mar todos protegidos com cercas e telas, banheiros químicos em quantidade (claro, ninguém sabe quanto chope vai ser consumido; portanto, calcular o volume do chope tomado e do expelido é coisa de profissional, como o Dr. Bruno Bertschinger).

Mas me deu a impressão de que a prefeitura está querendo reeditar o Rio, aproveitando a sua luz, a sua cor, as suas rochas monolíticas e suas sambistas.

É verão, fazia calor, mas não senegalês ou porto-alegrês. Mesmo assim, blocos na rua, bares lotados e, graças aos amigos e amigas, só andamos em botecos – botecos ótimos e com comida de boteco. No Rio tem até campeonato de comida de boteco – e que sempre resulta em livro (a foto de um ilustra a postagem).

O que tem também o seu campeonato é a feijoada, que é servida sete dias por semana, 365 dias por ano. Aqui no Rio Grande, a Saúde só permitiria a venda no verão com um médico de plantão e ambulância na porta. Comemos duas vezes: ótimas, e estamos todos aí (até ontem) – isso que conosco estavam dois noruegueses que saíram de Oslo com 26° below; mas,segundo eles, Oslo é no sul da Noruega e, por isso, não faz muito frio!!!

E, até por terem gostado dos botecos e dos blocos, resolveram ficar conosco até a saída do barco. Caminharam o tempo todo. Eles sabem que, para conhecer um lugar é preciso gastar a sola, é preciso ter tempo e, como dizem os velejadores, aceitar o tempo que faz, o vento que vem e o amor que se tem – seja uma bela mulata, um bloco passando, um bueiro que, no Rio, pode explodir (mas isso eu não contei; se contasse, passaria por mentiroso, até porque o Kai, o marido, é engenheiro...).

Bem, adoraram o Rio! E estávamos numa mesa de rua  no Leblon, num lugar chamado A Academia da Cachaça, quando consegui traduzir com algum sucesso a plaquinha que estava presa no chapéu de um sambista: “Se você não der, nóis toca”. Entenderam a tradução, mas não entendiam o meaning. Quando entenderam, começaram a rir, e devem estar rindo até hoje.

O Rio é isso. Viva o Rio!

Bacalhau

22 de dezembro de 2011 0

A ideia era escrever sobre bacalhau, um dos pratos de resistência no Natal italiano, ou seja, dos meus antepassados (a não ser que alguém tenha pulado a cerca). Aliás, a participação do idioma italiano – que se tornou o oficial – na comercialização do bacalhau, me surpreendeu.

Só fiquei sabendo disso bem longe daqui ou da Itália. Foi nas ilhas Lofoten. Claro que você não sabe onde ficam. Mas não se preocupe, ninguém, salvo o Amyr Klink e os noruegueses, sabe. São na costa norte da Noruega, uma fileira de ilhas e ilhotas que protegem a costa, o que favoreceu para que pequenas baías se tornassem sede de companhias pesqueiras (sinto decepcioná-los, mas bacalhau não é um peixe, é um sistema de conservação; quatro espécies de peixe são mais usadas – mais ou menos como o charque: nunca sabemos a raça da vaca; eles, os especialistas, sabem, mas raramente o consumidor).

Pois ali, nessas longínquas ilhas sem vegetação, existe o Museu do Bacalhau. E fica-se sabendo coisas curiosas – inclusive que bacalhau tem cabeça, embora você jamais a tenha visto. E para onde ela vai? Para a África; o maior comprador é a Nigéria, que, depois, exporta para os vizinhos.

Os africanos, em geral, fazem aquelas comidas de tacho ou panelão que conhecemos no Brasil africano e acrescentam as cabeças de bacalhau. Nunca provei, mas devem ser ótimas. Se você já comeu, em Santa Catarina ou no Nordeste, sopa de cabeça de peixe, vai me dar razão.

P.S. Se você se interessa pelo assunto, há um livro chamado Bacalhau, que me foi dado pelo Nestor Hein, com tudo o que se gostaria de saber sobre sua história e sua importância na época das navegações. Achei dentro do livro o roteiro para a visita do museu que ilustra a postagem. É longo para publicar – e, convenhamos, não deve interessar a muitos. O que interessa é o bacalhau no prato. E, como de hábito, o que vou comer no dia 24 é o de sempre. Feito pelas Duas Marias, que estão voltando da Santa Terrinha com receitas novas. Acho que é tarde para você conseguir este ano, mas, se você aprecia o prato, guarde este número: 51 9645-3511.

Voltando ao Museu do Bacalhau, como disse, tenho o roteiro da visita (em inglês e italiano). Se lhe interessar, não custa fazer um xerox e mandar, por conta do Viajando, em agradecimento à companhia que me fizeram neste ano. O melhor, é claro, sería você ir até lá. O nome da primeira ilha é A. isto mesmo, só a primeira letra do alfabeto.

Esses vickings têm cada uma!

Feira do Livro, o grande evento do RS

04 de novembro de 2011 0

Gosto de feiras; já escrevi e repeti isso aqui várias vezes.  Podem ser de hortifruti, brechós de velharias, antiguidades, etc. Mas, agora, se nos apresentam a melhor delas: a dos livros.

Nessa, sou um comprador chato, vou a todas as bancas, até nas que não são do meu gênero, e mesmo sabendo que todas têm quase os mesmos títulos.

Reviro, também, muitos balaios ou livros de segunda mão com traças e ácaros (se a Carmem me lembrar, na semana que vem escreverei o que você deve fazer com eles antes de começar a lê-los).

Se tenho alguma recomendação? Sim, claro que tenho, e terei outras até o fim da feira (com ou sem chuva).

A de hoje é o livro aí de cima, e que tem múltiplos usos. Primeiro, para você ver como Porto Alegre é bonita. Segundo, para dar de presente para aquelas pessoas de quem se diz: “mas ele já tem tudo; o que é que eu vou dar?” (Sim, ele tem tudo, especialmente gravatas, camisas e garrafas de vinho). Neste caso, pense sempre na terceira opção, que o livro do Eurico Salis é mais barato que uma gravata.

Também para dar a pessoas que nos visitam. E para levar para o estrangeiro – você não vai chegar na casa de alguém de mãos vazias, vai?

Você vai conferir e confirmar, também, o que falei acima: como nossa cidade é bonita. O livro é em preto e branco – ou branco e preto, se você preferir (com estas novas leis, a gente tem que abrir o olho...).

E você vai ver que personagens, prédios e sombras têm um belíssimo destaque nos olhos do grande Eurico Salis.

O espetáculo das gigantes está começando.

29 de setembro de 2011 0

Não há muito mais a escrever sobre estas simpáticas viajantes. Todo ano, acho que repito as mesmas coisas. Sorry, mas a verdade é que elas nos fascinam.

Quem as vê de perto pela primeira vez sente uma mistura de sensações, que variam do êxtase à surpresa de estar a poucos metros de uma criatura enorme e dócil.  É que, no momento, estamos no início da temporada para observação de baleias do Sul. Elas estão viajando; algumas, mais apressadinhas, até já chegaram. Justamente ontem, dia 28 de setembro, quando escritores e alguns leitores se reuniram em Londres para os 120 anos da morte de Herman Melville, que escreveu o clássico sobre a baleia Moby Dick. Bem, na realidade, era uma orca (não sei se as orcas são da família das baleias; clique no Google para ter certeza).

É provável, também, que o livro do Melville tenha sido o responsável pelo apelido de “assassinas” para as orcas todas, mas, na verdade, não se sabe de um caso, um só, em que uma orca tenha atacado uma pessoa (com exceção da treinadora do Disney World, mas aí não é na natureza e, ao meu ver, um animal estressado, bem tratado, mas vivendo em um tanque, e não naquele marzão, que é o seu habitat). Que são carnívoras? É claro que são, e, como carnívoras grandes, atacam presas grandes, confirmando a sua fama.

Mas, vamos adiante. As nossas costas têm os pontos mais privilegiados para a atividade.

Vindas da Antártida em busca de águas quentes para se reproduzir e dar à luz seus filhotes, ficam por aqui até que seus nenês tenham metros e toneladas e se sintam fortes para a viagem – que, para eles, será a primeira, pois nascem aqui, em águas mais quentinhas. As mães podem chegar a 16 metros e mais de 40 toneladas, sendo facilmente avistadas.

Ao contrário de certas atividades turísticas, as baleias são fontes de renda e criam empregos. Um estudo mostrou que o negócio é mesmo rentável. Segundo o levantamento, 13 milhões de turistas praticaram observação de baleias no ano passado, o que movimentou US$ 2,5 bilhões em 119 países (para mim, esta é que foi a novidade: nunca pensei que 119 países fossem visitados por elas – mais que a metade dos países existentes).

Em barcos ou a pé (sim, é possível ver baleias apenas caminhando à beira-mar) dois estados brasileiros oferecem essa opção: Bahia e Santa Catarina.

O “verão” delas dura até novembro, e, além das francas, acontece o espetáculo das jubartes, conhecidas pelo temperamento dócil e por um desenvolvido sistema de vocalização (não à toa, são chamadas de baleias cantoras).

Em Caravelas (a quatro horas de Porto Seguro), há passeios de barco que duram de um a dois dias. É uma espécie de safári no mar. O turista, enquanto navega, não sabe se as vai encontrar. Mas, enquanto ele está ali, encantado com a natureza e esperando pelas acrobacias, os especialistas trazem à tona toda a causa da preservação marinha – não só das baleias. Mas só até elas serem localizadas, pois, quando elas surgem, ninguém mais ouve nada, é só emoção.

Nas praias da costa baiana, os encontros com os mamíferos estão garantidos até outubro. Mas, antes de se programar, lembre-se: com vento, elas vão para o fundo – e devem ficar tricotando pulôveres para suas crias nadarem protegidas para os gelos da Antártida.


Save the date - 4 de outubro

27 de setembro de 2011 0

Quatro de outubro, terça-feira, para mim é muito importante. Toda volta ao Studio é muito importante. Ali passei seis meses por ano durante duas décadas. Aliás, um pouco mais. Quando eu quis comemorar os 20 anos, minha assistente, que estava tabulando a série de projeções, foi cruel e disse: “O Flavio? Vinte não, dá mais; já passaram 21...”.

O que sabemos é que foram ali 540 fins de semana entre quatro paredes negras, mas rodeados de viajantes alegres, dispostos e pagantes; quer mais?

E agora, no dia 4 de outubro, temos o lançamento de um livro. Mas aí já é com o Studio Clio e sob nova direção (by Marshall Brothers) muito mais dinâmica. Todas as semanas, tem várias atrações, e ótimas. Tem que ver é se são do seu interesse. Mas a qualidade é sempre de primeiríssima.

Voltando ao livro, são os encontros com o professor, mas impressos e editados, pois todos foram gravados. Não sei o horário, mas os jornais certamente vão publicar. O que sei é que estou muito feliz em ser um deles.

Minha única queixa é que o Studio Clio, seguindo a linha que vejo nas redes sociais, não deveria publicar uma foto minha de hoje, mas de quando eu tinha 20 anos, como fazem os sites de relacionamento.

Eu era jovem e bonitinho, como todo jovem, não este jurássico que você está vendo. Nunca ganhei o concurso de robustez infantil da Nestlé, mas também não precisavam exagerar com a foto que está aí – quem sabe uma foto lá pelos 40/45 e eu não iria reclamar.

Fora isso, obrigado ao Prof. Ostermann, aos Marshall Brothers, a toda a equipe do Studio Clio e, em especial, a você que, se puder, dará um pulo até lá só para dizer que a foto é boa, que não pareço um jurássico e que todos nós somos alegres e inteligentes.

Antes que você pergunte, devo dizer que não sei quem são os outros, mas vou perguntar e publicar.