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14 de dezembro de 2014 0

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07 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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16 de novembro de 2014 0

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Deixando espaço para o improvisto

10 de novembro de 2014 0

deixando espaço para

(Texto extraído de Zero Hora. Autora desconhecida)

Os visitantes de primeira viagem deveriam evitar algumas das atrações mais famosas para abrir espaço às descobertas de improviso. Perder-se, beber, esnobar a Mona Lisa. A Sala dos Estados, no Louvre, onde a pintura de Da Vinci está pendurada é tão lotada que qualquer momento transcendente que se pode esperar ter em sua presença é descartado.

Espírito de flanar, tudo – não apenas objetos de museu – merece ser visto.

Como eu acredito nisso, acordava toda manhã indecisa sobre qual direção tomar apesar de já ter tirado férias em Paris várias vezes e falar um francês rudimentar o suficiente para vagar com confiança.

Numa quinta-feira em abril, escolhi o norte. A basílica Sacré-Coeur parecia se elevar à distância como Oz. Peguei a Rue Laffitte na direção da Rue des Martyrs, uma artéria com cerca de um quilômetro de extensão repleta de lojas de alimentos, butiques vintage e bistrôs batizados em honra: a São Dênis, bispo que durante o Império Romano foi decapitado e, segundo a lenda, carregou a cabeça enquanto saiu andando. Procurava provisões para um piquinique.

Este bairro ao sul de Montmartre é conhecido hoje em dia como SoPi (sul de Pigalle), e seu influxo de bares atrai boêmios burgueses, além de algumas comparações com o Marais. Gosto dali porque existe uma brisa da confusão da Paris medieval, quando a cidade era mesmo o país das maravilhas do “flâneur”.

Caminhei pelas ruas úmidas passando por cafeterias ganhando vida, bancas de fruta e lojas abertas com toldos ensolarados como aquele em que se lia Fromager Chataigner, onde uma mesa de queijos me atraiu da calçada. Alguns idosos batiam papo com o proprietário enquanto eu apontava para um bloco decorado com três ramos de lavanda (agora presas entre as páginas da minha caderneta).

 

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09 de novembro de 2014 0

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26 de outubro de 2014 0

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BEM VINDO A CAROLINA DO NORTE. O MAIS MILITARMENTE AMIGÁVEL ESTADO DA NAÇÃO.

Nossos cidadãos usam armas escondidas (fora da vista).     

Se você matar alguém, nós mataremos você!

Nós temos (zero) cadeias e 513 cemitérios.

Aproveite sua estadia!

 

 

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INDIA 2 O Rasthajan e as Vilas Esquecidas pelo Tempo

14 de outubro de 2014 0

rajasthan

 

Há quem diga que dos vilarejos da Índia, os menos turísticos são os melhores de se visitar. Pois, além de receberem menor número de visitantes (o que facilita o  contato com a população) e até por isso ostentam uma arquitetura e um modo de vida intocados. Tomemos o exemplo das cidadezinhas de Bodhgaya e Pushkar, ideais para quem quer enriquecer o espírito e aprender sobre meditação, budismo e ioga…

Só que ambas cidades não têm nenhum hotel  e somente dois ou três restaurantes. Os vilarejos são tão pequenos que não dá para acreditar de onde surgiu tamanha grandeza arquitetônica.

Só para lembrar, o documentário que fiz se chamou: A Índia Em Nosso Trem. Nós ficamos hospedados no mesmo vagão que viajávamos. Já contei que um inglês meio pirado comprou um vagão e o enganchava nos trens de cidade em cidade.

O programa mais comum dos poucos que se dispunham no lugar era apanhar uma bicicleta ou um riquishá e descobrir as incontáveis ruínas espalhadas ao redor das cidades.  Uma experiência de tirar o fôlego! Apesar do tamanho, no Rajastão há sempre um forte grandiosamente belo que domina a paisagem do lugar, o forte é sempre avermelhado e sempre apelidado de “red fort”, é que na região a pedra é sempre um tipo de arenito vermelho ao lado de inúmeras mesquitas, templos e ruínas que encantam qualquer pessoa interessada em arquitetura, história, ou alguém que simplesmente queira se sentir em mundo esquecido pelo tempo. Um novo Xangri-lá. Pushkar, por sua vez, é uma das mais charmosas do Rajasthan. Só que as ruínas têm vida, continuam sendo visitadas, têm gurus morando, incenso permanentemente aceso e macacos, macacos mesmo, que compartilham os espaços com as divindades entalhadas em pedra, seja shiva, ganesha, vishnu e outras centenas de milhares, aliás, que não sei e que é impossível saber o nome mas que permanentemente seguem sendo alvo de preces e cuidados. Uma experiência que vale a pena. Pushkar, por exemplo é uma das mais charmosas e das menores mas com infraestrutura que inclui pequenos restaurantes e pousadas simpáticas. Respira-se um clima pacífico de vila, apesar de já mais habituada a visitantes a atração é ser um dos locais sagrados mais tranquilos da Índia: lá, o consumo de álcool, carne de qualquer espécie e até ovos foi banido da vila toda, e não de alguns meses. E ainda se ouve o som de cantos suaves saindo pelas janelas.

Também é o lugar onde se vê mais animais pelas ruas: macacos roubando comida das vendas, vacas transitando livremente, esquilos em quantidades sendo alimentados nos jardins e passarinhos pela árvores, dos elefante e camelos nem se fala…são usados para tudo. Principalmente para mudanças. É curioso para nós olharmos e vermos que lá longe acima do trânsido vem uma bíblia inteira quase que flutuando no espaço. Mobília de uma casa indiana que não tem nada a ver com aquele monte de quinquilharia que juntamos (e adoramos), mas sempre alguém guarda roupa, cristaleira ou material de cozinha, cadeiras, mesas…e se veem de longe, ainda há mais famílias em cima. Ou seja, só um elefante mesmo… E o pôr do sol incrível, a poeira avermelhada da terra permanentemente no ar age como um filtro dourando-o ainda mais. Não esquecer que o “Rajastão” é um deserto, e este é o momento inesquecível do dia com centenas de pessoas na clássica posição de ioga, imóveis, meditando seriamente e alguns ocidentais recarregando as baterias.

Quanto a Bodhgaya, esta cidade é marcada por ser o local onde Buda, sentado sob uma árvore, atingiu a iluminação ou foi iluminado. Devido a isto, tornou-se uma cidade muito importante para peregrinos budistas. Ali há inúmeros mosteiros e monges dos mais diferentes aspectos, pois a maioria dos países próximos que tem uma população budista predominante proporcionam que a construção de templos para os seus monges peregrinos e com as características e estilo de seu país fica muito curioso e bonito. Ali se hospedam peregrinos com ou sem família. São centenas, e ao lado, um hotel para mortais comuns.

Assim há um mosteiro tailandês, os tibetanos têm mais de um, e ainda há o japonês, o chinês, os da Birmânia, Sri Lança, Butão, Vietnã, Nepal, Coréia, Taiwan, Bangladesh e outros mais. Cada um segue as características de sua própria cultura, dando a Bodhgaya um ar de grande diversidade arquitetônica e beleza cultural.

 

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Cozinha

13 de outubro de 2014 Comentários desativados

comida

 

Todos conhecemos, ou pelo menos temos uma referência de José Hugo Celidônio: a de chef que ele é. E dos bons.

Mas sempre que alguém vem precedido de um rótulo achamos que ele só sabe fazer aquilo.

Leitor que sou de suas receitas, aprendi que ele também pensa bem. Veja por exemplo o que ele escreveu:

 

‘’Hoje o tempo voa, amor:

Para saber quanto vale um ano, pergunte a um estudante que não foi aprovado no exame final. Para saber quanto vale um mês, pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro. Para saber quanto vale uma semana, pergunte a um editor de uma revista semanal. Para saber quanto vale um dia, pergunte a uma diarista com dez filhos para criar. Para saber quanto vale uma hora, pergunte aos namorados que vão ter um encontro. Para saber quanto vale um minuto, pergunte a quem perdeu um trem ou um voo. Para saber quanto vale um segundo, pergunte a quem sobreviveu a um acidente. Para saber quanto vale um centésimo de segundo, pergunte a quem ganhou uma medalha de prata numa Olimpíada.

O tempo não espera…Aproveite cada momento, principalmente se você puder dividi-lo com alguém especial. E para saber quanto valem dez…minutos, tenha atenção quando estiver cozinhando o estrogonofe. ’’

José Hugo Celidônio.

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Assados do campo mas no asfalto

02 de outubro de 2014 0

churrasqueiro-pesquisa-precos

foto: http://www.mercadomineiro.com.br/

Se há um segredo que os argentinos dominam é o do assado. No meio de um jardim, as carnes são colocadas no fogo – muitas vezes inteiras – e servidas aos clientes que se acomodam em mesas ao ar livre no jardim (o teto do salão também se abre nos dias de tempo bom). A madeira é colhida de árvores certas, proporcionando um aroma bem particular aos diferentes cortes. O clima é de churrasco de domingo, mas pode ser qualquer dia pois o hotel funciona todos os dias. Mas um churrasco aristocrático, é bom dizer, mas que você forasteiro pode participar.

Estou falando agora, não do Norte Argentino mas uns para 2000 kms abaixo, a minha lembrança mais antiga do Hotel Alvear é de quando eu trabalhando em Buenos Aires, entregava lá alguns envelopes e só. Hoje, muitos anos depois, me dei o luxo de ir algumas vezes. O Alvear sempre teve as mesas lotadas de convidados ilustres. Ou seja, está fora dos lugares que frequento no dia a dia mesmo lá. Aliás, os restaurantes de hotel ganharam força recentemente depois da inauguração do Faena, que criou nos portenhos o hábito de atravessar os lobbys luxuosos em busca de boa comida. Este que é especializado em carnes (como se precisasse em B.A) e as oferece maturadas a seco até por cem dias nas câmeras a frio que ficam logo atrás do balcão de entrada do restaurante, para serem admiradas pelos clientes. O cuidado com as carnes é a uma das atrações desse e de outros restaurantes de clima aristocrático – com pé-direito, iluminação natural e móveis sóbrios. Mas há também opção de carne sem maturação, em cortes de angus ou de kobe que inventado no Japão já chegou na Argentina.

Entre as carnes envelhecidas, há cortes como bife de chorizo, costela ou ojo de bife. Os pedaços passam por um controle de envelhecimento de 30, 60 ou até 100 dias de maturação e chegam à mesa bem macios e com um sabor de proteína animal mais marcado. Não tenho informações precisas, mas já li que o processo não é bem visto pelas autoridades sanitárias brasileiras. O por que? Não sei. O que sei é que as carnes “dry aged”, do restaurante Eleno, como o ao lado, batizado de Nuestro Secreto que são os dois restaurantes que acabam de ser inaugurados no Four Seasons e estão entre os 50 melhores da América Latina, pela revista Restaurants, o que não é pouco.

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Cadeados – pt. III

01 de outubro de 2014 0

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Bem, com a atitude da prefeitura de Paris e desolado. Telefonei para o Britto Velho e ele sequer lembrava. Acostumado com quadros grandes nem lembrava de cadeado ou de tê-lo pintado. Mas não é coisa do tio Alz se aproximando. Os artistas têm outro olhar e outra cabeça.

Meia hora depois telefona sua musa, a Zuneide, já dizendo: e claro, que tenho está no meu pen drive e acrescentou isto e mais isto. Amanhã vou mandar. Nem nos lembrávamos. É que foi antes da expo de São Paulo, o Britto estava muito atarefado e pintou o teu cadeado em alguns minutos, talento é talento mas… (não precisava menosprezar). Só porque está submerso para sempre. É uma pena. E todos juntos… Disse ontem a correspondente de Paris que juntos são mais de 50 toneladas!!! Mais ou menos 2 jamantas grandes carregadas.

Por sorte, nenhum bateaux mouchê ou não e cruzava naquela hora que caiu a balaustrada. Só um cadeado daqueles na cabeça ia fazer um estrago considerável. A grade toda nem imagino. Mas faria o Bateaux Mouche Titanicar. Na mesma noite, recebi da Zuneine ainda não estava pronto, quando a musa fotografou, foi enquanto a 1ª camada de tinta ia secando e como era só para arquivo colocou junto uma outra peça. Mas já dá para ver que era um cadeadão.

Na postagem anterior deixei claro o meu repudio por quem quer que toque nas coisas verdadeiramente populares como cadeados e as casas da Luciana de Abreu até botecos, agora sendo reformados por arquitetos. Ora, performar um “pé sujo” é uma afronta aos costumes, aos Manoeis e Joaquins (falo do Rio de Janeiro). Mas aos poucos estou me rendendo. Muitos são os países que estão admitindo a necessidade de tirar os cadeados, portanto não posso ser eu o único certo. Tanto cobre, latão e bronze. Também não deve fazer bem as águas já meio poluídas. E enquanto escrevo isto fico sabendo que na Coreia, ou seja, do outro lado do Planeta mais precisamente em Seul para evitar problemas semelhantes no Parque Namsan, ponto panorâmico da cidade, foram colocadas sete “árvores do amor”, aptas a receber os souvenirs. Foi instalado ainda um posto de descarte para chaves, pois havia o costume de atirá-las para baixo, o que poderia atingir desavisados. E pior, algum sem telhado como eu. Ali, há também um grande coração de aço, já todo adornado…com cadeados. Enquanto a isto, na outra Coreia, logo acima não há esta preocupação. Estão todos correndo atrás do Sanduíche de cada dia e quem sabe sonhando com um baurú com ovo como os nossos. Os dois países sempre surpreendem a viajantes, estudiosos e curiosos.

O mesmo povo na mesma península, ou seja, com o mesmo clima com o mesmo idioma, mesma religião. Mas outro regime. O mesmo que não fez nada que desse certo e agora o proclamam como o regime do século 21.

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