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Posts na categoria "Sem categoria"

Meus caros amigos

08 de julho de 2015 0

Perdoem-me a inconstância das postagens nas últimas semanas.

É que o meu home-office sofreu uma parada involuntária. A minha auxiliar passou num concurso e o meu teclado emudeceu. Textos eu até tenho prontos, a maioria sobre as loucuras do Oriente Médio ou as atrapalhadas da Grécia, que ao meu ver, jamais deveria ter sido aceita na comunidade europeia junto com a Alemanha, França, Bélgica e Holanda.

Quem sabe até viesse bem uma união mais ao sul, com Chipre, Malta ou Creta em que pese, pelo que se lê, esta última está cheia de cretinos.

A Magna Grécia do passado não está com toda essa bola, ainda mais que embarcaram numa olimpíada como nós embarcamos na copa do mundo e nós, já estamos pintando de branco os nossos elefantes vazios ou quase. Imaginem a Grécia, cuja população deve andar entre nove a dez milhões de habitantes, quem vai encher os estádios?

É obvio que gostaria de estar enganado, mas também não gosto nada de ter que pagar esta conta.

Bem, não escrevi este recado por mau humor. Pelo contrário, a partir de segunda-feira assume o escritório a Veridiana, bióloga de profissão e portanto, habituada a tratar com dinossauros como os do Spielberg e com um da Lomba do Asseio, que até hoje não sabe mais de duas operações e isto no tablet. Até agora só o que sei que é muito simpática. Seu nome é Veridiana e tenho quase certeza que é a própria da literatura gaúcha e que quem a mandou foi o espectro do Érico, portanto não deve estar errado.


Abraços

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21 de junho de 2015 Comentários desativados

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Lixo e luxo

20 de junho de 2015 Comentários desativados

lixo1

 

Diz um ditado popular americano: ‘’One man’s trash is another man’s treasure’’ (o lixo de um homem é o tesouro de outro homem). O hábito de catar móveis e peças de decoração no lixo soa familiar para quem já teve a experiência de morar fora do país, não só nos Estados Unidos, mas também em cidades europeias como Londres e Berlim. É comum ouvir relatos de viajantes que montaram seus apartamentos com peças garimpadas. A tendência talvez se explique pelo intenso vaivém de estrangeiros do mundo todo que passam curtas temporadas nessas metrópoles e são obrigados a se desfazer de pertences na volta para casa, ou de febre consumista dos moradores.

Em Nova York, existe uma espécie de ‘’dia do lixo’’(uma vez ao mês), em que os moradores são liberados para despejar seus objetos nas calçadas e colocá-los à disposição de quem quiser pegar. Afinal, existe curioso (e doido) para tudo. O tal dia tem data e hora marcada e é organizado por bairros. Imagina se todo mundo resolvesse desmontar a casa de uma vez? Difícil é perfilar os objetos encontrados, e o estado de conservação também é fator surpresa. Sofás e cadeiras se multiplicam a cada esquina. Eletrodomésticos também: televisão, micro-ondas, torradeiras e impressoras.

Tem ainda o lixo que é luxo e riqueza, como taças de champanhe (em alguns casos, intactas), roupas de grife e peças de arte. Logo depois das festas de fim de ano é que as pessoas fazem a farra. O que sobra de acessórios de Natal dá para montar as árvores dos próximos cinco anos.

 

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07 de junho de 2015 Comentários desativados

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24 de maio de 2015 Comentários desativados

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O Nepal pré terremoto - II

02 de maio de 2015 Comentários desativados

newars

 

Durante as décadas de 60 e 70, o sonho escapista de toda uma geração voltou os olhos para aquele lado do mundo.

Enquanto os grupos politizados (pró Mao) tentavam derrubar as estruturas lá mesmo, outros mergulhavam no misticismo e sonhavam com longas viagens físicas e mentais. Os Beatles foram meditar na Índia, mas a Índia era muito conhecida, muito movimentada, muito populosa. Portanto, foram para o sopé dos himalaios. Rishikesh foi o lugar, e ali permaneceram por longos meses.

Visitei o Ashram, quase no centro da cidade, bem próximo de uma ponte pênsil. Lá embaixo um rio cujas águas geladas vinham dos himalaios e iam para o Ganges. O que, automaticamente, as tornavam sagradas. A fumaça das cremações era constante. A região é tão próxima que, sem dúvida, deve ter sido afetada.

Aos poucos, a capital do misticismo foi sendo estabelecida naquela encosta do Himalaia, no pequeno Reino do Nepal. E até hoje, Katmandu continua sendo o pólo de atração para milhares de peregrinos não religiosos que buscam a fuga de uma sociedade desumana.

E eu me pergunto: como estarão agora, 5.500 cremações depois?

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O Nepal pré terremoto - I

01 de maio de 2015 0

olho de buda

 

Katmandu sempre despertou a nossa curiosidade:

*Pelas montanhas?

*Pelo seu misticismo?

*Pela aula de sobrevivência naquelas montanhas?

*Pelos seus gurus?

*Pelo Yeti?

Qual é a verdade? Que segredos guardam seus mosteiros? Estive por lá bisbilhotando. Fui levado não pelo misticismo, mas pela curiosidade, e encontrei uma cidade fascinante, onde a vida é dura, mas alegre. Onde a população é pobre, mas os templos são ricos. Onde monges de religiões milenares convivem com hippies que ainda não sabem que o movimento acabou.

Dominando a tudo e a todos, o terceiro olho de Buda, presente a cada templo, embalado pelo som dos sinos e das flautas, parece garantir que é possível, sim, que antigas culturas sobrevivam em nossos tempos modernos. Pois, Katmandu, na verdade, é isso: um lugar onde o tempo esqueceu de andar e onde passado e presente convivem numa dimensão mágica.

E agora, sem a maioria dos seus templos, diminuirá seu fascínio? Era a arquitetura que nos atraía? Os seus ritos? E agora, como estará o país que era um dos mais povoados do mundo (por km², é claro)?

Jornais, revistas e o VIAJANDO falarão por algum tempo…quanto? Até que outra tragédia aconteça.

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Seu Adelino e o casarão azul

27 de abril de 2015 Comentários desativados


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Será entregue amanhã o casarão azul restaurado pelas Lojas Colombo, no centro de Porto Alegre.

Não conheço o seu Adelino, mas tenho simpatia por suas iniciativas. É que temos um amigo em comum que gosta muito dele; é o Madruga Duarte, e através dele fico sabendo de algumas coisas. Por exemplo, a restauração de um prédio na rua Dr. Flores.

O edifício, considerado patrimônio histórico, estava fechado, preservado, e a parte interna recebeu instalações adequadas e exigidas, preservando o que ele tem de mais valioso.

Pessoalmente, acho que esta seria a solução para outros prédios. Se esperarmos a iniciativa da prefeitura vai demorar séculos. Eles têm muito mais a fazer, e o que arrecadam vai à Brasília, e quando volta só vem uma parte. Lembrei-me disso passando no Capitólio, em plena Borges. Do Cais Mauá, nem se fala. Aliás, falar se fala, mas agir… Isto que está a uns 200m do cavalo do Gal Osório, e 200 da prefeitura.

A burocracia – e no caso de Brasília, o desinteresse e a mão grande – liquidam qualquer esperança. Lembro do Geraldo Link, que hoje deve estar feliz navegando entre as nuvens, mas quando estava entre nós teve todos os problemas possíveis por ter montado uma escola técnica que só matriculava jovens necessitados, que estudassem em um turno e tivessem boas notas. Link os vestia, alimentava e formava para a futura manutenção de máquinas agrícolas. Tudo funcionava bem.

Eu fiz palestras lá e admirava as atividades. Sou testemunha que tudo funcionava bem (não esqueça que fui metalúrgico em São Paulo), até o dia que chegaram dois ou três ‘’fiscais’’; a empresa foi multada e a escola acabou. E não é o único exemplo; em Flores da Cunha, com a Florence, foi mais ou menos a mesma coisa. Quem sabe o tal do público-privado funcione.

Com estes dois exemplos bem sucedidos – no início, e depois multados e obrigados a fechar – de escola, eu até me constranjo em sugerir uma atividade que vi próxima a Boston. Uma escola de jardinagem. E se quisermos a nossa cidade bonita teremos que fazê-la, só assim jardins privados e parques públicos podem ter futuro.

SEGUE

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26 de abril de 2015 Comentários desativados

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19 de abril de 2015 0

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