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22 de março de 2015 0

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Santa e os seus engenhos de farinha

21 de março de 2015 Comentários desativados

engenho

 

Reencontrei algumas notas feitas numa manhã que fui a um engenho de farinha (farinha de mandioca) em Floripa.

Sim, hoje ainda há sobreviventes da atividade; proprietários de engenho movidos à tração animal, mas que também podem ser tocados à eletricidade. ‘’É diferente porque alguns são móveis. Em vez de trazerem a mandioca, nós levamos a máquina’’ – dizem eles.

‘’Ligamos na tomada ou no motorzinho estacionário que toca a engenhoca toda. Cobramos por produção.’’ O seu Zico se atreve a denunciar que o motivo do abandono das tafonas foi político; uma forma de pressão para favorecer os grandes. Começaram a pedir piso de cimento e azulejo nas paredes em atafonas de sapé. A reforma custava mais que o prédio. Seu Zico vive, nos dias atuais, às custas de seu engenho itinerante e reclama da falta de apoio. ‘’Às vezes eu consigo instalar o engenho junto ao Mercado Público, para os forasteiros verem. Mas é por pouco tempo, só nos eventos ou comemorações. Agora tenho a agradecer a UFSC pela força que estão me dando. Está difícil continuar vivendo desse jeito. Mas mesmo assim vou tentar levar a atividade até o fim de meus dias. ’’ Observa, emocionado. As lágrimas rolaram e eu parei com as perguntas.

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Isto é que é mico

14 de março de 2015 Comentários desativados

pirarucu

 

No sábado passado, a uma semana, portanto, fomos a um lugar que comemos muito bem, mas pagamos um mico (um mico enorme, quase um King Kong). Chegamos para almoçar com dois casais convidados, um deles amazonense de nascimento e formação, e sempre saudoso dos pratos de sua terra; aqueles peixes deliciosos e com temperos que só tem por lá. Nós no Rio sempre repetíamos ‘’vocês têm que ir ao Rio Grande, temos um restaurante que a dona casou e morou por lá, etc, etc.’’

Bem, o dia chegou e nós cumprimos a promessa: os levamos ao House Café, do qual somos clientes (o nome não diz bem o funcionamento da casa). Só que chegamos lá sábado às 13h, ou seja, com 24 horas de atraso; no sábado, ao meio dia o restaurante nem ia abrir.

Bem, fomos recebidos pelo pessoal da limpeza, que obviamente não sabia o que fazer. Enquanto falávamos, chegaram os donos vindos do Super, que é do outro lado da rua (Dona Laura, 19). Chegavam com as compras para um evento de 70 pessoas naquela noite. Ela, a proprietária, nos ouviu e não levou dez segundos para se desculpar de um erro que não sabemos de quem foi (provavelmente nosso). Serviu-nos uns belisquetes, champanhe, é claro, para aliviar a tensão e, em 40 minutos, nos serviu um excelente almoço, só para nós, oito pessoas. Ninguém entrou e ninguém saiu. A casa é agradável, tem cara de casa, não de restô. Até o amazonense convidado, que promovemos a cacique Arthur, que é bom de forno e fogão achou o pirarucu ótimo. E estava mesmo, foi opinião geral, 8×0. Saímos da garagem (sim, tem estacionamento) pouco antes do evento da noite, tudo na maior tranquilidade.

Obrigado, Ana Celina, obrigado José Renato.

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Seychelles: paraíso terrestre - II

13 de março de 2015 Comentários desativados

seychelles map MAIN

 

As ilhas Seychelles são ricas em plantas raras. Como estão logo acima de Madagascar, que é chamada de A Galápagos das plantas. Sobrou também para as Seychelles, uma das quais é o coco-do-mar, nativo de Praslin, que cresce no Vallée de Mai. A sua semente é a maior da natureza e deu lugar a muitas lendas quando foi levada pelas marés até as costas da África, Índia e Indonésia. Na época, pensava-se que os seus frutos cresciam debaixo do mar. As ilhas ficam fora da faixa de ciclones, mas recebem as chuvas das monções entre novembro e fevereiro com os ventos de noroeste. Esta época quente e úmida dá lugar a um período mais fresco cujas temperaturas raramente descem abaixo dos 23º C e o mar se agita enquanto os ventos sopram de sudeste (de maio a setembro).

Chegamos lá partindo da África do Sul ou do Quênia, não lembro, e voltamos no circuito inverso e com mais uma semana em Reunion e Maurícios, também encantadoras.

Chegamos sem planejamento nenhum. Nos primeiros 3, 4 dias quebramos a cara. Era a semana da Páscoa; é que nós havíamos ficado em Nairobi bem mais tempo que o planejado. Ficamos assistindo o Rallye do Quênia, onde participava a equipe Auto-Union (da qual fui piloto), e na ocasião quem guiava para a fábrica das 4 argolas era a campeã mundial Michelle Moutton. Era a primeira prova do ano, e como é da tradição, cada fábrica fazia uma festa, e assim era, festas e mais festas – coquetéis, para falar mais corretamente – da apresentação do novo carro, nova equipe, etc.

Foram umas 4 ou 5 em clubes tipo country. Espetaculares. Bem depois chegamos em Seychelle e não encontramos nem carro para alugar, e fomos dormir em um muquifo de última (muquifo mesmo), com banho de mangueira, e no ‘’jardim’’. Vexame total e era a primeira viagem feita com a Eliana. Aí é que eu me dei conta que na minha vida eu teria também b.E e a.E :before Eliana and after Eliana

Mas o certo é que por alguns dias em Seychelles, qualquer mico vale a pena.

 

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Caros Faceiros, socorro!!!! E feliz ano novo.

08 de março de 2015 Comentários desativados

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Como sabemos, o RS e o Brasil começam o ano depois do Carnaal! Skindô! Skindô!

Pensando nas nossas mazelas, não sei porque devemos dar aos concorrentes, seja do BRICS, seja os do Cone Sul, tamanha vantagem; dois meses por ano Este é o meu pensamento.

Mas até grandes empresas fazem isto. A Oi! de quem sou usuário, parece que não ligar para isto, pois estou a duas semanas sem telefone fixo.

Como divido com vocês do PUXADINHO e do VIAJANDO, alegrias de viagem, bons pratos da Confraria, alegrias das férias, e também tragédias como a do Charlie Hebdo, passarei a contar e publicar diariamente o número de dias que o Graham Bell aqui da mesa está calado.

Antes que me perguntem se paguei a conta, já digo que sim. Se já chamei o meu amigo Ivan para verificar a parte interna, também.

Só falta pedir o apoio de vocês, que como eu são tratados com desconsideração total pelas ‘’telefonias’’. E ouço isto todos os dias, leio também nos jornais todos os dias.

Portanto, se aparecer na sua telinha um telefone enorme, fui eu que botei. O número ao lado, é de dias que estamos sem o fixo. Ainda não coloquei mais nada, mas é claro que já estou pensando na família dos diretores…

Se não tiverem o que fazer, por favor, colabore comigo e com as vítimas da Oi!

O número deles é: 0800 031 0800.

E o do mudinho aqui de casa é: 3249 1381.

Desde já, obrigado. Quando acontecer com você, lembre que o VIAJANDO e seu PUXADINHO estão às suas ordens.

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22 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Cervejas belgas artesanais - III

19 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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O que exatamente torna tão boa a cerveja artesanal? Será porque a sua magia não pode ser reproduzida em lugar nenhum? Para os conhecedores de vinho, essa pergunta pode parecer ridícula; é óbvio que um bom Chianti da Toscana é produto de vinhedos cultivados numa região específica. Mas a cerveja é diferente. Seus ingredientes – cereal maltado, lúpulo, levedo e água – são mercadorias globais. O processo de fabricação é amplamente conhecido, e há séculos que quase não muda. Então, como foi que a Bélgica, país com só 11 milhões de habitantes, tornou-se o berço das cervejas mais divinas já produzidas?

Quando levo aos lábios o copo de uma Saxo, uma exclusividade da Caracole, a espuma espessa exala um aroma surpreendente que me faz lembrar o que torna a cerveja belga tão especial. O cheiro picante e frutado dá lugar a uma explosão de sabor, ao mesmo tempo terroso, herbáceo, amargo e com toques de mel. Uma sutil doçura caramelizada exala o cheiro de lenha queimada. Para mim, uma bebida dessa complexidade nem parece cerveja; é um néctar. Assim é que devia ser.

Caso se possa chamar assim, a Meca da cultura cervejeira belga é um mosteiro isolado, 250 quilômetros a noroeste de Falmignoul, onde entusiastas se reúnem para provar a Westvleteren 12, um néctar marrom-escuro considerado por muitos a melhor cerveja do mundo. Mas, enquanto subo até a Abadia, percebo que o mais próximo que chegarei dos monges será olhar, cheio de vontade, os três metros de altura do muro de tijolos que os cerca.

Ali chegando, ocupo uma mesa no café ao lado, lotado, e o único lugar onde nós, leigos, podemos provar a rara cerveja no barril, com a sua riqueza de passas e caramelo e o dobro do álcool de uma cerveja comum. Aliás, 4,70 euros por uma caneca da melhor cerveja do mundo parece um preço razoável.

Bem, amigos blogueiros e cervejeiros, gostei do artigo. Só para não ultrapassar a pesagem, no aeroporto rasguei as páginas da revista…o fim do artigo foi junto, mas eu estou tão curioso como vocês para saber como o Erin Millar o terminou. Se algum de vocês conhece o texto, ou sabe como termina, por favor, mande para o VIAJANDO POR VIAJAR. Publicarei sem falta com os créditos e um muito obrigado. Peço desculpas a vocês, e, quanto aos monges belgas, espero que me absolvam.

 

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Inhotim - II

02 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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A história é longa. O livro que trouxe (e agora não acho) tem umas 200 páginas. O parque botânico merece todos os elogios que você já leu. E mais um: numa cidade totalmente sem graça, cheia de caipiras, sem hotel, sem restaurante ou lancheria mineirez que nem o mineiro Lúcio entende. O realizador e construtor Bernardo Paz conseguiu educar e ensinar o nosso idioma a 1200 jovens. É claro que não falei com os 1200, mas ali foi, de toda a viagem, o único lugar que ouvi as três palavras mágicas: com licença, por favor e muito obrigado. Por que 1200? Porque é o número de funcionários que o parque tem (inacreditável? Eu também acho).

Graças ao seu charme (não o conheço, mas como casou pela 7ª vez, acho que posso dizer isto) e sua liderança, conseguiu juntar vários apoiadores de 1ª linha e transformou o que era uma fazendola familiar, onde ele passava as férias, num jardim botânico de extrema beleza. Projeto iniciado por Burle Max e continuado por seus antigos alunos e colaboradores até hoje. É a maior concentração de palmeiras diferentes (do mundo) não sei se mandaram – ou ele foi buscar nos rincões do planeta.

Artistas contemporâneos do mundo inteiro colaboraram, ou venderam peças suas que estão misturadas entre árvores de ‘’tamanho amazônico’’ abatidas pelo tempo, e de uma madeira quase indestrutível, trabalhadas por escultores como o austríaco Krashberg e seus seguidores de estilo e proposição. Me arrependo de em vez do livro não ter trazido o CD – ou ambos – com fotos estáticas. – Escrevendo é difícil mostrar o parque, ainda mais para quem sempre ilustrava o texto, slides, etc. Em média, 1 a cada 7 segundos, além de trilha sonora.

Esqueça o que falei da estrada, depois que você entra no parque tudo muda; pela informação, limpeza, mapas, etc.

Tem um ótimo serviço de bares e lanches leves; lembre-se que o verão é quente em qualquer lugar. Garrafas e sorvetes a vontade mas nenhuma no chão ou em volta das lixeiras.

Para as refeições convencionais, um excelente buffet, tudo aberto, sem portas e janelas, mas sem mosquitos (que odeio).

Árvores abatidas pelo tempo acabaram virando bancos, mesas e cadeiras. Outras foram transformadas em esculturas no restaurante; uma mesa de uns 20m e repleta de coisas boas, duvido que alguém não encontre algo do seu gosto em tantos metros de comida. A comida mineira até poderia ter um destaque, mas não tem. Além da grande mesa, ilhas de comida italiana, de comida espanhola e japonesa. Ou seja, até a comida foi globalizada.

Os chefs estrangeiros acrescentaram a vida cultural e uma riqueza enorme de ingredientes. Confesso a minha agradável surpresa. Não faltava também no buffet carne seca nordestina, feijãozinho mineiro e campeiro – que já falamos – e o nosso churrasco.

*Outra atitude extremamente gentil ocorreu quando fomos na administração do parque, pois havíamos lido que o estacionamento deveria ser desocupado até às 19h. Depois de explicarmos a situação de ‘’campistas’’, nos permitiram permanecer num acesso a uma entrada de serviço, também bem cuidada e ajardinada, e bem próxima a guarita principal. Ali ficamos por mais duas noites como únicos ocupantes de um pedaço específico de paraíso em silêncio absoluto, salvo os pássaros da manhã que nós despertávamos com a nossa prazerosa caminhada.

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O Nariz

01 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Confesso que nunca fiz nada para merecer medalha. Não fui herói em nada, nem serei. Chega-se a uma idade que é melhor ter ausência de corpo do que presença de espírito. Além disto, sou de uma família pequena, muito pequena, e não ligada à discursos. E também não fui o 1º a chegar; quando cheguei uma boa parte da história já estava feita.

Meu pai chegou aqui empurrando o navio como os outros imigrantes e fez o que pôde, mas pouco para ser homenageado. Pouco, muito pouco (dizia). E tudo feito em retribuição e agradecimento ao país que o acolheu. Mas hoje o que vale é o discurso, o puxa saquismo, e ele só trabalhava. Nas horas de folga, se é que os imigrantes as tinham. Em vez de se promover ou se candidatar, tocava violino com frequência na casa de pacientes. Mas sou obrigado a reconhecer que até havia alguma semelhança com a família recentemente homenageada.

É que pacientes terminais a terra cobre assim como não há reclamações com aqueles que fabricam caixões funerários.

Eu que assisti a tudo, pensei bastante antes de escrever, e o estou fazendo como pagante de impostos; colaborei com as 21 medalhas, vou pagar também pelo meu nariz de palhaço. O que me chamou a atenção no sábado passado quando encontro com uns amigos para um papo, é que até os esquerdistas presentes perguntaram: ‘’Bem Flávio, aonde é que se compram estes vermelhos narizes? ’’. Ou seja, nem tudo está perdido. Até os que usam, ou usavam distintivos da estrela vermelha ficaram envergonhados.

P.S: comprei no camelódromo.

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18 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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