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Posts na categoria "Sem categoria"

A Era do Concreto e das Alturas (parte 2)

17 de maio de 2013 0

Saltemos, agora, para o limiar do século XX. Com o desenvolvimento tecnológico das estruturas de aço e do elevador, a capacidade de empilhar pavimentos foi a alturas inconcebíveis.

Pela primeira vez, os edifícios mais altos das cidades não eram mais igrejas. Os arranha-céus que subiam em Chicago e Nova Iorque eram “catedrais do comércio”, repletos de escritórios e funcionários que ultrapassaram a altura da catedral de Saint Patrick. Para os mais religiosos, uma agressão, um sacrilégio!

O Empire State foi construído no ritmo alucinante de 410 dias (não foi obra pública e muito menos da Delta). Quando foi inaugurado em 1931, ele era um casamento sensacional e sem precedente de aço e cimento. Seu cerca de 1 milhão de metros quadrados de espaço de escritórios ainda hoje acomoda 21 mil empregados de mil companhias.

E quanto à maravilha construída recentemente no Oriente Médio?

É notável o fato de o edifício mais alto do mundo ser dedicado inteiramente a residências e algumas funções de apoio como de varejo, entretenimento e comércio. O Burj Khalifa é uma cidade vertical. Como ele chegou no momento em que a economia global está ardendo mais lentamente, há a tentação de vê-lo como produto de uma cultura em extinção.

Mas o Empire também foi construído durante a Grande Depressão. E as grandes inovações de hoje em materiais e estrutura têm o poder de durar, a despeito das circunstâncias em que nasceram. Se uma sociedade adorava Deus em pedra, esta outra venera a empresa em aço.

Texto básico: New York Times

San Pedro de Atacama (parte II)

22 de abril de 2013 0

Ainda nessas altitudes há um último desafio para quem já madrugou e encarou o frio: um mergulho na piscina formada pelas águas quentes que brotaram da terra. Entrar é fácil, duro é a hora de sair. Fora do circuito batido do Atacama, outra opção é a Arica, trata-se de uma cidade à beira do Pacífico, quase na fronteira com o Peru e Bolívia, é um porto livre com uma infraestrutura boa e preços bem menores que os de San Pedro. Andam por lá mochileiros que rumam aos países vizinho, amantes de caminhadas, montanhismo e surfistas. Os interessados em conhecer a história dos povos andinos encontram no Museo Arqueológico San Miguel de Azapata uma exposição que conta a história dos povos que habitaram a região até a invasão pelos espanhóis. O destaque de acervo são as múmias mais antigas do mundo (sim, mais que as egípcias).

Como em todo o Chile, das praias do Pacífico até os Andes, é um pulo. É possível alcançar os altiplanos em pouquíssimo tempo, partindo de Arica de carro pela Ruta 11, que sobe em ziguezague em direção a La Paz (400km ou oito horas de viagem separam as duas cidades). De tempos em tempos, placas nas estradas indicam a presença de pukaras, ruínas de fortes incas que funcionavam até a chegada dos espanhóis.

Nas altitudes, respira-se essa atmosfera Inca. Nos pequenos pueblos à beira das estradas, habitados pelos índios Aymara, a sensação é de voltar no tempo e presenciar um passado não vivido, percorrendo pequenas ruas com casas feitas de adobe onde circula pastores com ovelhas e lhamas.

Putre é uma dessas pequenas cidades. Situada a 3500 metros de altitude e a 150km de Arica, serve como base para muitas caminhadas nos altiplanos. É recomendável um período de aclimatação antes de maiores incursões, para amenizar o mal-estar provocado pelo ar rarefeito.

07 de março de 2013 Comentários desativados

Caros Marshalls,

Nada a agradecer. O Studio sempre estará próximo a mim, mesmo tendo vendido, recebido, escriturado, etc., tive a imensa sorte de que passasse a vocês. Como este é o mês de Saint Patrick e o Studio tem uma cerveja, lembrei de um evento. Soube, depois, que algo semelhante havia sido feito e cancelado após três anos. O que não deprecia a ideia. Só o que sabemos é que precisa correções. E uma razão ainda maior, o evento não era organizado pelo Studio. O que havia sido anteriormente escrito é o que segue, e acho viável e divertido.

Sobre Aeroportos

13 de fevereiro de 2013 0

Gostei de ver a indignação do Tarcísio Mosci, numa publicação na coluna de Artur Xexéu (O Globo – Rio de Janeiro).

O presidente da Infraero tentou passar a imagem de que o aeroporto do Galeão é ótimo, com tudo funcionando. Isso pode enganar a muitos que não viajam de avião, mas não a quem é condenado a utilizar os serviços de lá, pelos quais se paga caro. Assim, um bom serviço não é favor e, sim, obrigação”.

Obrigado, Sr. Mosci. Parabéns. É isso que devemos fazer. Já escrevi que, em recente volta da Europa, mudaram o nosso local de embarque Rio/ Porto Alegre oito vezes. Isso mesmo! OITO. E acabamos sendo conduzidos por uma porta e uma escada que, se quer, número tinha. Entre nós, havia um casal de japoneses de cabelos brancos que só chegaram a Porto Alegre graças à boa vontade (e à vergonha) de alguns passageiros. Imaginem duas pessoas que só falavam japonês, extenuados por uma viagem de muitas horas, e que só o que podiam fazer era mostrar, para nós todos, o cartão de embarque e esperar o nosso “ok” e o polegar para cima.

Hoje, após ouvir que o Renan Calheiros foi reeleito, sinto falta de mais imigrantes bascos. Frequentemente discordo dos seus métodos, mas admiro o seu espírito e a sua rebeldia.

Sorry!

09 de novembro de 2012 0

Estimado Geraldo,

O livro a que te referes se chama Das Pistas Para a História, e está na foto. Foi lançado há uns dois meses, com um coquetel tão bom quanto o livro. É uma realização caprichada dos Pilotos Jurássicos.

Liderados por Gilberto Menegaz, Paulo Lava e Roberto Giordani que mostraram ser tão bons na tarefa quanto nas pistas. São centenas de comentários, entrevistas e análises. Como os conheces, não será difícil conseguir um. O preço público é trinta reais. Se estiver esgotado, eu te dou um, é só passar por aqui.

O McDonald na Storia Dell’Alimentazione

19 de outubro de 2012 0

Foi uma surpresa e uma coincidência. Abri a ZH de hoje e encontrei um roteiro para bons hambúrgueres, incluindo um que ainda não provei: o do Marcelo Patissier, que faz tudo muito, muito bem feito. Ainda não li toda a página da Bete Duarte e já me apresso com algo mais sobre o sanduíche que, entre outras vantagens, já vem, com a carne mastigada.

“Storia Dell’Alimentazione” é livro mas não me peçam para dar uma olhadinha. Cheguei a ele através de um artigo de Dias Lopes, no Estadão. E tem uma historinha de dois irmãos que resolveram transformar a lanchonete, que tinham fundado na Califórnia, em restaurante. O ano era 1948. Dick e Mac McDonald acreditaram que as pessoas e o mundo inteiro comeriam felizes seus sanduíches estandardizados, preparados conforme os princípios do fast-food, ou melhor, da lógica industrial do Henry Ford: linha de montagem.

O tempo foi passando e os alimentos para rápido consumo, feitos em cadeia, realmente conquistaram os americanos. Satisfaziam seu proverbial apetite e a obstinação de comer rápido. Mas em outros países, o McDonald’s, como ficou conhecido, teve de fazer concessões.

Muitas pessoas o criticavam, ou não gostavam da comida, ou achavam que contrariava suas tradições culturais e até princípios religiosos. Na Índia, por exemplo, o hambúrguer já chegou aculturado. Desembarcou vegetariano, depois teve a carne bovina trocada pela ovina. O hinduísmo considera a vaca sagrada, associando o animal a várias divindades. Diga-se de passagem, a vaca entrou de carona. Ela foi só o animal que transportou a deusa Shiva Numa entrada triunfal. E só por isso foi entronizada no panteon hinduísta. Portanto, vetando o seu consumo.

Mas, curiosamente, os maiores problemas do McDonald’s apareceram na Europa, onde o ato de comer sempre foi um momento sagrado. Até a metade do século passado, era impensável, para a população do Velho Continente, comer equilibrado em um banquinho de leão circense, andando na rua ou guiando um automóvel. Na Suécia dos anos 70, o gigante Mc Donald foi acusado de “forçar a saudável juventude a engolir alimentos ‘plásticos’ estranhos à tradição tradicional”.

Sobrou Pro Tatu

09 de outubro de 2012 0

Os que leem o viajando sabem que não defendo o tatu como símbolo da Copa. Mas nunca me passou pela cabeça ir ao Centro para vandalizá-lo. Muito menos entendo aqueles que querem que os espaços públicos não possam ser ocupados por alguns dias. Pessoalmente, acho o contrário e penso que pequenos eventos deveriam acontecer ali constantemente.

Músicos (sem amplificadores), por exemplo. Há quem disse que devam ficar confinados a conservatórios, botecos e pequenos teatros. Em Praga (de onde eu venho agora e só por isto a citação) tem um conjunto de música de malabaristas ou de bonequeiros a cada 100 metros.

E não estão sozinhos. Paris, por exemplo, nos sábados principalmente, você sai do Boulevar Saint Michel e vai até a Place le Voges e  quem sabe até o Marais, sempre sob o som de alguns músicos, na maioria, clássicos e até corais de excelente qualidade, com maestro e tudo. Uma boa parte deles expatriados ou que no passado pularam o Muro de Berlim. Nunca vi alguma animosidade contra eles. Até ao contrário, aplausos e moedas. Quanto ao tatu, se alguém me pedisse uma sugestão para substituí-lo: eu não saberia e o tatu não é brasileiro. É americano, tem de norte a sul do continente. A escolha seria difícil, afinal teríamos sabiás, tucanos, bem-te-vis, preguiças, beija-flores, onças, cotias, preás, macacos e jabutis que fariam alarido musical e até os silenciosos peixões e peixinhos. Como já disse, não gostei do tatu, mas não estou sozinho. Pensando bem, acho até que escolheria o pato, aquele que na música vem cantando alegremente “Quem quem”...

Li no Estadão que já existe um abaixo assinado com 22 mil firmas querendo não mudar o tatu que já está sacramentado, mas para que ofereçam um quarto nome porque os três primeiros são ainda piores que o próprio tatu.

Agrotóxicos, mais uma luta

01 de outubro de 2012 0

Sinto muito, nobre deputado, mas com sua atitude em relação aos agrotóxicos não será possível atender a sua vontade e deixar para lá este assunto. E já que o senhor tenta dizer que não é das causas que o entusiasma, nós leitores é que gostaríamos de lhe perguntar: não tem agricultura na região? Não lembrou que eles, os agricultores, seriam os primeiros a sofrer os efeitos? Ajudar quem? Os laboratórios, os hospitais. A sua assessoria não lhe avisou que estão proibidos na Comunidade Europeia e em todo o Primeiro Mundo? Qual é a ajuda que o senhor quer dar? Ajudar a esvaziar os depósitos dos fabricantes que hoje só vendem para o Terceiro Mundo?

O “dono” da página que li Ireneu Guaruier Filho foi bem claro quando escreveu:

Tenho repetido com alguma insistência que, com a emergência de uma nova consciência ecológica e o advento de redes sociais, ficará cada vez mais difícil sustentar modelos de produção agrícola baseados no uso intensivo de agroquímicos. São sinais desses novos tempos.”

E quanto à sua assessoria, ou melhor, a seus cabos eleitorais, amarra cachorro, lambe botas, vai ficar com eles depois de um mico destes?

Para o nobre deputado não ter que apelar para o tio Google e perder o seu precioso tempo, transcrevemos:

Possíveis danos à Saúde:

Partiona metílica é um inseticida que, segundo a Anvisa, tem efeitos tóxicos para os sistemas nervoso e imunológico, pode levar a mutações genéticas e afeta o desenvolvimento de embriões e fetos, além de gerar desordens psiquiátricas. É proibido, por exemplo, na Europa e china.

Paraquate é um herbicida considerado altamente tóxico para seres humanos, causando transtornos respiratórios. É proibido na Europa.

Quer mais? Precisa mais?

 

Viva a Semana Farroupilha

19 de setembro de 2012 0

Sou daqueles que só diz que é gaúcho fora daqui. Na minha terra, na nossa terra, tenho receio. E com razão. Não sei montar, laçar nem se fala. Faço carreteiro como todos que moraram sozinhos, mas não é uma obra prima. Em cima de um cavalo fico estaqueado. Não é por covardia. Por anos guiei para a equipe oficial da Vemag. Sentia-me tranquilo acima dos 200 km/h na noite e, às vezes, com neblina, o que me valeram três campeonatos gaúchos e vitórias em cinco, 12 horas. Na época, a prova clássica dos carros de turismo. Mas cavalo é outra coisa. Invejo os que saem cavalgando campo a fora olhando o Pampa de cima. Deve ser maravilhoso.

Mas quando chega a Semana farroupilha, estou com os que, mesmo tendo perdido a Guerra, enfrentam o 20 de setembro como uma vitória e cantando os belos versos da campanha do Zaffari:

“Ninguém doma a liberdade

Esperança não se encilha

Galopa livre em meu peito um coração Farroupilha.”


Foto: Ana Lúcia Texeira

Bum!!! Iraque, Síria? Não, é só o Caixa Eletrônico!

18 de setembro de 2012 Comentários desativados

Hoje, ao meio dia, quando saía de um banco me chamou a atenção que um locutor do noticiário relatou as próximas incursões da polícia para checar a segurança dos bancos e caixas automáticos. Nada mais bem-vindo. Há uns dias, escrevi uma postagem que tentava avisá-los da missão quase impossível.

Não creio que alguém da “segurança” tenha lido. Nem tenho a pretensão de ser lido por eles. Mas se alguém dos “habitués” do Viajando por Viajar tiver os endereços eletrônicos, colabore. Mande um e-mail, todos seremos beneficiados.

Outra caixa eletrônica detonada

Leio no Fernando Albrecht o que todo o dia lemos em algum jornal: caixa eletrônica explodida, arrombada ou até levada em alguma caminhonete. Não é novidade para ninguém. Num dia destes, numa fila de um supermercado (Zaffari – Cavalhada), enquanto esperava para fazer uma aposta na Sena, ao meu lado três pessoas faziam algum reparo numa caixa eletrônica. Com ela aberta, fiquei observando o trabalho, mesmo sem pretender assaltar uma, fiquei surpreso com a sua fragilidade. Sei que elas não pretendem ser cofres, mas fazem-nas com um chapa fina e além disso, quadradas? É facilitar muito o trabalho dos assaltantes. Já comentei com amigos que leem o Viajando por viajar, que no passado trabalhei numa fábrica de automóveis. O departamento tinha um nome complicado (Entwiklungsabteilung) ou seja, departamento de desenvolvimento...; éramos poucos: 22 pessoas, quase todos europeus, alemães, na maior parte e o Jorge Lettry, famoso por suas múltiplas qualidades e por ser o italiano mais alemão que conhecemos. Eram outros tempos com bem menos peças prontas e no “desenvolvimento” (Rennabteilung, como chamávamos) fazíamos um pouco de tudo. Éramos fabricantes e não montadores, nada contra. Só assim foi possível diminuir o preço dos automóveis. Trabalhávamos muito com metais, sua resistência, formato, etc. Quando vi aquela caixa até achei graça. Não tem nada que ofereça alguma resistência, além de tudo quadrada, o que facilita ainda mais. Chapa dobrada, fina e plana, um filé, mesmo para arrombadores iniciantes. Se pelo menos partissem de dutos de ferro já prontos; existem em qualquer diâmetro e de qualquer espessura, já complicariam muito. Formas arredondadas são difíceis, seja para colocar “pé de cabra” ou até grudar as bananas de dinamite e quando explodem, a explosão é dissipada. Cantos arredondados ou até sextavados seriam muito mais resistentes e até desajeitados para forçar. Repito, sei que não são cofres, mas tem dinheiro ali dentro... portanto... tornam-se cofres.  Roubos sempre haverá, mas da forma como são feitos até principiantes têm sucesso; aliás, a especialidade só vingou pelo sucesso dos roubos anteriores, embora, às vezes chega a ser engraçado: destroem tudo em volta, até o dinheiro que queriam levar. Sei que tem seguro... Mas quem protege os que estão próximos? Sei também que as bananas explosivas se compram em qualquer mercado de rua na Bolívia. Lembre que a Bolívia toda é um mercado de rua só que os ladrões são bem mais eficientes, roubam até refinarias inteiras e o nosso governo diz AMÉM! Companheiro pode.