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Posts na categoria "Sem categoria"

Hotéis Exóticos

29 de abril de 2016 0

29.04

Temos quase o mesmo nome. Me chamo Flávia, mas com ‘’a’’. Quem sabe isto tenha me estimulado a lhe escrever.

É que tenho lido e – muito -sobre hotéis diferentes e até estranhos. É verdade que existem? Poderia me dizer alguma coisa sobre eles, meu caro xará? Obrigada.

− Já escrevi sobre isto, só não sei as datas. Se você é boa de internet pode dar uma marcha ré no PUXADINHO e vai encontrá-los.

Estes tipos de habitações temporárias está se tornando cada vez mais comum nas savanas africanas. Lá são quase obrigatórios, procurei hotéis em cima de árvores. É um barato ver os animais caminhando há 3 ou 4m abaixo… Nos países frios, há os hotéis feitos de gelo, até a cama, o bar, os balcões são de gelo (deve até ser curioso tirar da parede o gelo e botar no whisky). Já os vi, mas nunca me hospedei. É que sempre que vou a lugares frios, vou no verão, e eles já estão interditados por perigo de desabarem. E além disto são caros, tem de ser refeitos a cada ano. E é verdade, as pedras são fabricadas em formas para usar menos mão de obra e serras elétricas, e tem que tirá-las da forma ou dividi-las para fazer paredes e alicerces. Além disto, é um novo projeto a cada ano e, não uma meia sola.

Por aqui, sei de hotéis temáticos, mas no Brasil a utilização é explícita. Já me falaram de suítes chinesas ali pela RS-122 que vai a São Vendelino e, espero que não tenha a onipresente figura do camarada Mao na cabeceira. E em Caxias tem um motel com decoração de cantina e parreirais. A ideia até que é boa, mas creio que as fantasias estão na cabeça de cada um. Mas se esta for a sua, quem sabe ela passe por um up-grade ao ver tudo aquilo. Me lembro de ter fotografado um em Stockolm que era um antigo presídio. Um presídio sueco, é claro, mas as celas e o restaurante onde tomei o meu café da manhã mantinham-se iguais e, pelos corredores estão figuras de poliéster com roupas de prisioneiros e seus números que, segundo me disseram, eram de prisioneiros famosos. Eu confesso que não sei dizer se se trata de algum tipo de fetiche ou mera diversão.

No caso brasileiro, acho que até ia faltar vaga e, no caso das delações premiadas até viria bem uma segunda Papuda em Brasília. Teria de ser que construída logo, porque pelo jeito lotaria em breve.

Há dezenas deles em diversos países. Talvez porque seja fácil reformar uma cadeia. O Hotel Katajaooka, em Helsinque, é um presídio cinco-estrelas, muito indicado, eu presumo, para criminosos de colarinho branco. Já o Hostelling Internacional Jail. Hotel, em Ottawa, é um albergue. Se bem que reformado, aplica-se para prisioneiros comuns, já que muitas das antigas celas têm vários beliches, provocando a promiscuidade desejada por alguns.

Confesso que esses são lugares em que não me sinto em casa, não me sentiria a vontade na verdade, se pudesse escolher, como sugere a minha xará, iria para um dos hotéis que ficam em árvores, aqueles do início do texto; um velho sonho de criança, quem sabe.

E vamos adiante, Flávia.

Abraços.

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Viajar sozinho

28 de abril de 2016 0

28.04

Estimada Renata              

Qualquer principiante, ou viajante calejado, ao decolar, estará lidando com o desconhecido com o incerto. As pessoas fazem coisas diferentes em culturas distintas: guiam pelo lado errado, são mais ou menos pontuais, cobram mais ou menos cortesia, etc. Essa situação, já pode ser desconfortável para os viajantes mais assustadiços, o que não me parece ser o caso, quando se vai para o Reino Unido.

Mas para oferecer menores percalços, existem excursões como a que você provou em sua primeira “aventura”. A sua descrição é perfeita, tudo funciona: a organização facilita o transcorrer da viagem, mas pede em troca, uma carga de tensões e obrigações diárias que podem limitar o prazer da jornada. E pode ser ainda pior se o tempo que restar aos passageiros em cada atração for menor do que o reservado para a lojinha de souvenires.

Mas vejo com alegria, que você pretende dar a si mesma; uma nova chance ao viajar na companhia de amigas, mas cuidado entenda que, as vezes, uma jornada com amigos estraga tanto a viagem como a amizade, não digo que isso seja uma norma, mas acontece.

Se der errado não se aborreça. Viajar é um prazer tão grande e tem o condão de provocar emoções inesperadas que qualquer companhia inadequada, leva à vontade de lançar impropérios.

A solução pode estar dentro de você, ou a prezada leitora se vacine contra tensões e viaje mais desarmada, ou ainda faça uma nova experiência: viajar sozinha para um único e sonhado destino. Prepare-se lendo o quanto possível. Depois viaje no seu ritmo, da maneira que mais lhe convier. Veja uma coisa de cada vez e dê a ela o tempo que você estabelecer.

(É claro que você não deve começar indo ao Paquistão, Mongólia ou algum país do centro da África), escolha um país que você possa, sentar-se em um café e ver as pessoas indo e vindo não lhe dê mais prazer do que ver velhas tumbas em velhíssimas catedrais? Quem sabe visitar um mercado lhe seja mais saboroso do que ir a um restaurante caro? Resumindo, na próxima viagem, olhe para dentro de si e faça do seu jeito. E deixe para mais tarde os que citei como exemplo.

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México

27 de abril de 2016 0

27.04 1

Aproveite que foi até Cancun e dê uma esticadinha, há muitas atrações próximas que merecem visitas. Chichén Itza, é considerada uma das 7 maravilhas do Mundo moderno, as mais impressionantes ruínas do Estado de Yucatán, a pouco mais de 3 horas de Cancun, merecem ser visitadas com calma.

Chegue o quanto antes para aproveitar ao máximo, com a menor quantidades de turistas possível, porque enche mesmo. Faça uma visita guiada, custa aproximadamente 80 reais. Para compreender a grandeza do Templo de Chac Mool, da praça da Mil Colunas e do campo de jogos. Principal atração, a pirâmide de kukulcán é o cartão-postal da cidade mais, que teve seu auge por volta do século 9 d.C.

Considere dormir em Mérida se for de carro ou, se preferir fazer um bate-volta, basta contratar um tour na própria cidade, o que não aconselho.

Mérida a vibrante capital do Estado de Yucatán sintetiza o passado do país em construções do século 16, nas cores de suas casas coloniais e nos pratos bem temperados. No lado Sul da Playa Grande, a principal, contemple a decoração da Casa de Montejo, edifício de 1549 que pertenceu à família homônima até 1970.

Umas das primeiras da América, a Catedral de San Ildefonso foi erguida em 1560 sobre um templo maia e foi saqueada na Revolução Mexicana (1919). Passe ainda pelo Paseo de Montejo, Boulevard desenhado para aristocracia do século 19 desfilar, numa tentativa de criar uma versão local da Champs-Elye- Sée.

Tulum a pacata vizinha de Cancun e Playa del Carmen tem charme e um quê de romantismo. Polvilhada por pousadas e pequenos hotéis ao longo de sua orla de mar verde clarinho, a vila tem poucas e deslocadas lojas e um punhado de bares e restaurantes.

Cozumel, com 65 pontos de mergulho ao longo de 28 quilômetros de costa, esta ilha de frente para a Playa del Carmen surpreende com seu azul único e diversidade de fauna e flora marinhas (sim é mais do que você imagina). Se não tiver intenção de mergulhar, há pouco a fazer por lá.

Têm barcos diários e, o mantra de Chichén Itza prevalece: chege cedo. Única das cidades maias à beira-mar, a zona arqueológica permite que se nade em sua praia de águas claras.

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O nosso novo museu da aviação

26 de abril de 2016 0

22.04

As três postagens anteriores já estavam prontas quando li no Estadão que o Museu de Aviação da TAM havia fechado as portas. Bem no nosso feriado o dia 2 de fevereiro.

A empresa informou que “a decisão está atrelada ao acirramento dos desafios econômicos do País, provocado pelo aumento da inflação, resultando em uma desaceleração do setor aéreo”.

Argumenta ainda que “tentou de todas as formas buscar alternativas para manter o espaço em funcionamento, mas infelizmente…. Realmente é lamentável…

O museu surgiu a partir da restauração de um antigo monomotor dos irmãos Rolim um deles, fundador da TAM, é João Amaro.

No acervo do museu, localizado na Rodovia Engenheiro Talles de Lorena Peixoto. Ali estão aviões clássicos, jatos e caças, a maioria em plenas condições de voo. Destaque para o Fokker 100, o MIG-21 Russo e o Dassault Mirage III, cujos modelos novos o Brasil quase comprou, a negociação não saiu por alguma razão que nunca foi explicada, e nem precisa. Só gostaria de lembrar que a empresa Dassault é também dona do conhecido Jornal “Le Monde” que no governo do Sr. da Silva publicava páginas e, páginas de louvores a ele, ao Brasil, ao governo e a tudo que fosse verde e amarelo.

Certamente os jornalistas da área política devem saber melhor, mas gastar tantos bilhões em um país com má saúde, mau ensino, estradas intransitáveis, dívidas assustadoras e o Aedes aterrorizando milhões de lugares: Eu só concordaria se nos informaram bem e com dados concretos, o que o Paraguay está se armando e comprou duas novas garruchas?

Voltando ao Museu, realmente deve ser muito caro manter um museu com 20.000m² e 90 aeronaves, o custo estimado pela TAM era de 300mil reais por mês. Uma das tentativas era lavá-lo para São Paulo onde certamente teria mais visitantes, embora considerando a distância tiveram 100 mil visitantes em 2014 pode-se considerar bom. Mas o custo do transporte e adaptação da outra área também ajudou a inviabilizar a mudança.

O fechamento entristeceu o ambiente aeronáutico e o que se espera é seu retorno.

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Aviões- I

25 de abril de 2016 0

21.04

Se você é um viajante, é bem possível que um dos seus desejos seja a Califórnia, afinal como diz a música “Never rains in Southern California”, o que é quase uma verdade, mas quando chover saia de perto.

Em Los Angeles eles tem um “bacião” para recolher água não absorvida imediatamente pelo sistema, é todo verde, não há construção e só um piscinão para armazenar água. É gigantesco. Você leva uns 20 minutos para cruzá-lo de automóvel a 60 milhas p/h e é também o caminho para a casa do Henrique Mutti, onde me hospedo.

E o escritório dele é na Hollywood Boulevard, ao lado do Chinese Theatre, onde até a pouco era feita a entrega do Óscar e a calçada, é que como diz a música que cantava o Silvio Caldas (Caldas, não Santos): “e tu pisavas nos astros distraída sem saber que a aventura desta vida é a cabrocha, o luar e o violão”, pois são muitos os pés de astros e estrelas que encantaram gerações que estão nas calçadas.

Você sai do escritório do Mr. Mutti pisando em estrelas como Doris Day, sapateando sobre o nome de astros como Jean kelly e Fred Astaire ou pisando no Trench Coat de Humphrey Bogart.

Pois bem, numa ocasião tentamos passar e já não dava. Encheu tudo em meia hora de chuva e em poucos minutos havia mais helicópteros do que todos os que vi na vida somados. Pois, bem, se você for subindo pelo número 1, chegará em São Francisco e a seguir até Seattle e ali pertinho você pode ir vê-los sendo montados. Já que falei em helicópteros até EVERETT, a Casa dos Boeings, o estado já é Washington State que falamos estes dias.

Com cerca de 40 hectares de construção e pátios, a Boeing Factory em Everett, Estado de Washington, não é muito maior que a Cidade do Vaticano. Em volume, é a maior construção da Terra.

Na fábrica se passa por uma série de túneis, depois se sobe. E quando a porta do elevador abre, você estará num espaço tão vasto que perderá a noção de que está num lugar fechado. Outra surpresa é o caráter tridimensional do empreendimento. O termo “chão de fábrica” não faz justiça a um espaço no qual enormes peças de avião flutuam em guindastes pelas alturas.

É que você de uma passarela superior vê a montagem simultânea de 10 ou mais Boeings de todos os tamanhos e tipos. A passarela está a uns 20 metros de altura e com pessoas especializadas que lhe respondem a tudo o que você quiser saber. Quando você termina a volta que deve levar umas 2 horas, você chega num aeroporto, só da fábrica, que é onde sobem e descem todos os aviões que vem para manutenção.

Deve ter alguns quilômetros de comprimento e com aviões de todas as bandeiras, dos dois lados é um show. Só aí você se dá conta do gigantismo de uma fábrica de grandes aviões.

A visita é espetacular, mesmo que você não tenha nenhuma vocação aeronáutica vai se encantar. Quando visitei era gratuito. Hoje os tempos mudaram e você paga 15 dólares, mas vale muito mais.

 

 

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Ilhas Gregas

24 de abril de 2016 0

26.04

Corfu é a maior ilha grega no Mar Jônico, com 135 mil habitantes, mais parece uma cidadezinha italiana, com suas casas coloridas e vasinhos de flores. No passado, foi alvo da cobiça de romanos, bizantinos, venezianos e franceses, entre outros. Com clima típico do Mediterrâneo, tem a economia baseada na cultura da oliva, falam em 4 milhões de pés esparramados por suas terras que produzem, também, vinho por ser bem próxima à Itália. Próxima de mais, não é um bom exemplo de ‘’ilha grega’’.

Pergunte a qualquer morador de Corfu qual é a atração imperdível e a resposta será imediata: a Baía da Fortaleza Velha, na parte oeste. Segundo os nativos, este é o lugar mais lindo do mundo. Sim, sim, há certo exagero aí, mas o local vale a visita.

São na verdade, três baías de águas calmas, de onde se vê o barco petrificado de Ulisses. Reza a lenda que o herói voltava à Itaca, depois de 10 anos guerreando quando teve o barco transformado em rocha por Poseidon e naufragou. Ele foi salvo pela filha de Alcino que se apaixonou por ele. Claro que não dá para levar à sério, mas a rocha tem forma de navio e está lá, no meio do mar.

Da baía sai uma estrada estreita que leva à um Mosteiro, cuja construção data de 1800. A igreja é toda decorada com pinturas dos apóstolos e de Santo Expiridião, o protetor de Corfu. Vale lembrar que a igreja ortodoxa grega tem princípios parecidos com os da Igreja Católica, mas algumas diferenças fundamentais: os fiéis, por exemplo, não reconhecem a autoridade do Papa e não obedecem a Roma; os padres podem formar famílias (o que é bem mais saudável). Ao lado do Mosteiro há um museu com algumas relíquias ortodoxas, como uma Bíblia de prata, de 1918. Quem quiser levar uma réplica para casa, basta seguir para o cômodo adiante, onde um souvenir sai por cerca de 30 euros que é muito mais caro do que no centro histórico da ilha.

P.S.: De lá reserve umas horinhas (e alguns euros) para gastar nas ruazinhas estreitas e abarrotadas de lojas e mais lojas.

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Tallinn/Estônia

23 de abril de 2016 1

25.04

Tallinn fica “em frente” (geograficamente ao sul) de São Petersburgo, são as duas cidades expoentes do Golfo da Finlândia. De trem, a viagem é longa pois dá-se a volta no Golfo. Preferimos o ferry; para isto, volta-se a Elsinski e duas horas depois em outro ferry, Tallinn.

Nos últimos 20 anos, a capital da Estônia tornou-se uma cidade dinâmica, chique e empolgante. Tallinn abriga excelentes exemplos de arquitetura atual que refletem a confiança readquirida de seu povo com a libertação do jugo soviético. Além de preservar a arquitetura medieval, a cidade vem passando por uma grande expansão.

Do alto do monte Toompea vê-se como a cidade extraiu o máximo de suas raízes históricas. Tallinn surge pela primeira vez no mapa da Europa Ocidental, lá por 1250, mas só foi reconhecida depois de conquistada pelos dinamarqueses e da construção de uma fortaleza que fizeram. “Tallinn” é uma abreviatura de Taani Linnus, que significa justamente isso: “fortaleza dinamarquesa”.

Em 1347, o rei dinamarquês a vendeu aos alemães. A cidade prosperou nos séculos X IV e XV como importante membro da poderosa Liga Hanseática. A Cidade Velha, hoje restaurada é Patrimônio da Unesco, é um monumento vivo a esse período de sua história.

Tallinn ficou relativamente estagnada no período tzarista, da Rússia no reinado de Pedro, o Grande especialmente. Durante a maior parte do século 19, era apenas um balneário de veraneio para os russos ricos. Porém, a construção da ferrovia Tallinn-São Petersburgo, em 1870, devolveu o prestígio da cidade como importante centro de comércio. A partir do fim da Segunda Guerra, com a ocupação soviética, o grande influxo de operários de língua russa superou a população local.

Desde a queda do comunismo e a sua independência, em 1991, os meios de transporte aéreo e marítimo melhoraram a sua integração com a Europa Ocidental. A cidade estreitou vínculos com a Finlândia e, a linha de ferryboat que usamos é hoje muito boa. O trajeto é feito com barcos finlandeses “europeus”, como eles preferem dizer…sem hostilizar o gigantesco vizinho que os oprimiu por 40 anos.

Achei toda a viagem boa e com bons preços, resolvi postar, além disso nos Bálticos, países Bálticos, tem mais dois que visitamos Letônia e depois a Lituânia são próximos, mais ou menos 4 horas não de ferries, mas de excelentes ônibus suecos e mais 4 horas para a última que falei, são próximas, bonitas e, bem cuidadas. Mas totalmente diferentes em estilo.

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Aeroportos e seus jardins

22 de abril de 2016 0

20.04

Estes dias escrevi sobre aviões. Boeings, no caso. Uma visita imperdível se você for a Seattle.

Sou piloto com bom número/horas em monomotores (2.000 hs) eu precisava só de 200 para fazer a então chamada “escolinha da Varig” o sonho de todos nós. Mas a vida mudou, então fui para São Paulo e era o início da indústria de automóveis. Comecei a conviver com engenheiros e técnicos do mundo inteiro, é claro que a minha vida mudou, para um gringuinho da “serra” era um mundo novo, mas até hoje gosto de aviões.

Mas gosto de pequenos aviões que no passado te davam toda a liberdade de pousar em pequenos campos, assistir corridas de automóvel em estradas ou até sair de Caxias e pousar no litoral, tomar um banho de mar e voltar correndo para pousar antes das 18h, pois não havia iluminação ou instrumentos.

Hoje continuo fascinado pela herança “marítima” da aviação, eu explico. Se os aviões hoje cruzam milhares de milhas, é em partes porque navios uma vez fizeram o mesmo. Muitas grandes cidades foram fundadas como portos. Cingapura, estabelecida como posto de trocas por sir Stamford Raffles, que hoje é nome de um hotel charmoso reflete esta história entre ar e água.

Quando você for, contemple o aéreo e o náutico no Changi Beach Park. A sugestão é fazê-lo de bicicleta que é a melhor forma; estão numa praia e os avisos de que são proibidos quaisquer esportes que elevem o turista do solo. Logo você descobre o motivo: pouco acima das palmeiras passam enormes jatos em procedimento de pouso, ou seja, na verdade Drones.

A ciclovia corre paralela às pistas de pouso do Aeroporto Changi e depois pare no Bistrô Changai. Na volta, o taxi deixa você no metrô ou no próprio aeroporto, a caminho do embarque, se você fez só uma longa escala.

Escrevi sobre este aeroporto quase propositalmente é que há anos estamos querendo aumentar as pistas do nosso Salgado Filho. Temos um país com todas as vantagens e só ficamos nas promessas.

Comparo com Singapura, que até o fim da 2ª Guerra foi uma possessão inglesa. Caiu nas mãos dos japoneses sem disparar um tiro.

Hoje é uma ilha multirracial de malaios, chineses, indianos é “westens”, cada vez que passo por ali tenho a exata impressão de jamais ter estado, apesar de saber até hoje o nome das ruas.

Pois bem, esta ilha é cortada pelo Equador, onde ao que se sabe nada viceja e, era tão ingrata a seus moradores que nem praia tinha e claro, com conflitos eternos entre hindus e muçulmanos. Hoje é um dos melhores e mais prósperos lugares do mundo, sem conflitos e limpíssimo. Eu também não acreditaria, apesar do calor? E mesmo assim, próspera e limpa? Se não acreditar lhe dou razão, eu também não acreditaria se me contassem.

Mais uma razão para você conferir. Marque uma escala quando for para aquelas bandas e, não leve repelente, limpa como é, nem o Aedes deve ter, deve ter sido exterminado antes da sua chegada.

 

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Caro Elias

21 de abril de 2016 0

24.04

Um livro sobre churrasco deve ser um ótimo presente para quem more no nordeste e queria fazer churrasco gaúcho. Como dizes: é comum em todo sul, mas apesar de Chef, ele não consegue. O livro que falei é ótimo, o autor chama-se Leon Dziekaniak. Que como de hábito e não sei de onde veio, mas com poucas vogais e aliás, tantas consoantes devem ser do leste europeu. Provavelmente polonês, aliás, é curioso todos que escrevem sobre churrasco tem nome complicado. Os gaúchos que eu chamo “de verdade”, os que usam bombacha e lidam com gado, cavalões e ásperos de Chimarrão no dia a dia, não veem a menor necessidade de escrever, não precisaram aprender. Eles mamaram a arte do assado de suas mães e da convivência com pais e irmãos a tempos. Me disse o Leon que estava esgotado. Quando isso acontece eu sempre ligo para alguns Sebos e eles sempre acham.

Os Sebos têm a qualidade de salvar os livros das traças, ácaros e cupins e colocá-los novamente nas mãos de leitores e a preços saudáveis. A meu ver, salvo livros especiais de consulta, livros tem que circular, ninguém vai ler um romance duas vezes.

Na era atual e com tablets, e-books etc, aquelas fotos de bibliotecas serão coisas do passado, lembranças de família, isso até que os arquitetos e decoradores resolvam fazer só a lombada dos livros, aí você compra por metro e não por título e autores, só para as fotos…

Com os teus elogios de leitor andei telefonando para dois Sebos que sou comprador, só disseram que vão procurar com os colegas, ou seja, mesmo com sobrenome Dziekaniak, ele deve ter escrito um bom livro.

Enquanto eu respondia um e-mail, a Andreza minha assistente, já que não achando o livro do Leon entrou no escritório rindo, é que ela achou outro de nome ainda mais complicado: “O livro do churrasco”, de John Willoughby e Chris Schlesinger (Editora Publifolha).

Não conheço melhor churrasqueiro que o Jarbas Pessano e os gêmeos, Franco de Lima, filhos do Juan Nadir, que nunca leram mais de três linhas sobre o assunto, eles têm é talento. Com os nomes e estes acima, eu compraria sem dúvida se eles escrevessem sobre fish and chips e Yorkshire pudding.

NOTA: Não quero ser repetitivo, mas nem todos leem tudo. É que desde a última semana os meus livros estão espalhados pela casa toda, o que desorganizou tudo, é que um bichinho chamado cupim, comeu todas as prateleiras, só ficou aquela casquinha chapeada que colocam para nos impressionar e cobrar mais, mas a vingança está chegando, estou me tornando igual ao mais sádico carrasco nazista; e os estou colocando no micro ondas em grupos de 4 a 5.

Quanto a outra opção ainda não pus em prática, é a de me vestir como um ídolo georgiano chamado Stalin. Mas onde vou achar uma túnica daquelas? Estrelas, vermelhas tem sobrando, muitas pelo que sei, até no lixo. A outra opção não menos cruel é a de brincar de Santa Inquisição, cujo Museum fui ver uma vez e me arrependo até hoje, mas vai dar muito mais trabalho. Na época não havia micro, mas até segunda-feira eu resolvo. Se não resolver vou apelar para o Giordano, Bruno, que foi vítima de uma fogueira.

OBS: Elias, sobremesas gaúchas? Também é com o Leon, chama-se Clássicos da Doçaria Gaúcha, do Martins Livreiro.

Abraços, Flávio

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A greve dos aeroviários

20 de abril de 2016 0

19.04

É… Há um mundo dos interessados em saber mais sobre aviões e viagens aéreas, seja você ou não um geek da aviação. Confesso que eu também não sabia. Sempre que há um Air show procuro ir, o que eu não sabia era da existência de tantos “museus”, assim como nunca imaginei a existência de “condomínios” que a atração não fossem praias, piscinas ou campos de golf.

Bem então vou lhe dizer que existe e,em quantidade. São condomínios que a atração principal é o campo de pouso dentro de sua área e em volta estão casas com garagens para o seu automóvel e também para o seu AVIÃO. Loucura? Quem sabe, mas cada um na sua e, deste tipo de excentricidade existem quantidades. Veja por exemplo:

Perto do aeroporto de Los Angeles, a loja da rede In-N-Out Burger, na West 92nd Street com Sout Sepulveda Boulevard oferece hamburger’s e cheese burgers duplos e um dos melhores pontos do mundo para se ver aviões. Comprei o The Jet as a Art, de Jèffrey Milstein, com estonteantes fotos de aviões e fiquei sabendo.

Já em Houston, no texas, tem um adorável museu da era de ouro das viagens aéreas, o 1940 Air Terminal desativado de arquitetura art déco o esperando. Eu só fiquei sabendo quando em Houston fiquei hospedado com o Daniel, também fotógrafo e que era um pouco mais velho do que eu e, tem entre seus feitos ter combatido com a Força Aérea Americana na Guerra da Coréia.

O museu Imperial da Guerra, na Inglaterra, é um bate-volta de um dia desde Londres. Tem uma bela colação de aviões militares e civis, incluindo um Concorde, num histórico campo de aviação construído para a guerra. Ingresso: £ 15,90, free aos domingos.

Já a cerca de 20 quilômetros de Moscou, na Rússia, o Museu Central das Forças Aéreas é o mais importante museu da aeronáutica russa que sucedeu a CCCP soviética. Pode-se ver o TU-144 supersônico (o “Concordski”). O Concordski é uma cópia, um xerox tão claro que até virou piada, assim como a CAMARADSKY, confesso que nunca o vi, mas bem que gostaria de ver algo sobre o programa espacial soviético, que ao ver de muitos é a única coisa que os russos fazem bem, tem também um modelo experimental de foguete do programa espacial russo.  Confira antes da visita e as restrições de entrada.

Eu diria, reconfirma também, pois tudo lá é complicado. Devo dizer que nunca fui, nem sabia que existia, se tiver uma outra chance irei.

Segundo outros, não é bem assim, quando alguém perguntou a um dos chefes da Nasa o porquê do sucesso russo no início da corrida espacial, o oficial respondeu: − É que os alemães deles são melhores que os nossos. 

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