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22 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Cervejas belgas artesanais - III

19 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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O que exatamente torna tão boa a cerveja artesanal? Será porque a sua magia não pode ser reproduzida em lugar nenhum? Para os conhecedores de vinho, essa pergunta pode parecer ridícula; é óbvio que um bom Chianti da Toscana é produto de vinhedos cultivados numa região específica. Mas a cerveja é diferente. Seus ingredientes – cereal maltado, lúpulo, levedo e água – são mercadorias globais. O processo de fabricação é amplamente conhecido, e há séculos que quase não muda. Então, como foi que a Bélgica, país com só 11 milhões de habitantes, tornou-se o berço das cervejas mais divinas já produzidas?

Quando levo aos lábios o copo de uma Saxo, uma exclusividade da Caracole, a espuma espessa exala um aroma surpreendente que me faz lembrar o que torna a cerveja belga tão especial. O cheiro picante e frutado dá lugar a uma explosão de sabor, ao mesmo tempo terroso, herbáceo, amargo e com toques de mel. Uma sutil doçura caramelizada exala o cheiro de lenha queimada. Para mim, uma bebida dessa complexidade nem parece cerveja; é um néctar. Assim é que devia ser.

Caso se possa chamar assim, a Meca da cultura cervejeira belga é um mosteiro isolado, 250 quilômetros a noroeste de Falmignoul, onde entusiastas se reúnem para provar a Westvleteren 12, um néctar marrom-escuro considerado por muitos a melhor cerveja do mundo. Mas, enquanto subo até a Abadia, percebo que o mais próximo que chegarei dos monges será olhar, cheio de vontade, os três metros de altura do muro de tijolos que os cerca.

Ali chegando, ocupo uma mesa no café ao lado, lotado, e o único lugar onde nós, leigos, podemos provar a rara cerveja no barril, com a sua riqueza de passas e caramelo e o dobro do álcool de uma cerveja comum. Aliás, 4,70 euros por uma caneca da melhor cerveja do mundo parece um preço razoável.

Bem, amigos blogueiros e cervejeiros, gostei do artigo. Só para não ultrapassar a pesagem, no aeroporto rasguei as páginas da revista…o fim do artigo foi junto, mas eu estou tão curioso como vocês para saber como o Erin Millar o terminou. Se algum de vocês conhece o texto, ou sabe como termina, por favor, mande para o VIAJANDO POR VIAJAR. Publicarei sem falta com os créditos e um muito obrigado. Peço desculpas a vocês, e, quanto aos monges belgas, espero que me absolvam.

 

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Inhotim - II

02 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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A história é longa. O livro que trouxe (e agora não acho) tem umas 200 páginas. O parque botânico merece todos os elogios que você já leu. E mais um: numa cidade totalmente sem graça, cheia de caipiras, sem hotel, sem restaurante ou lancheria mineirez que nem o mineiro Lúcio entende. O realizador e construtor Bernardo Paz conseguiu educar e ensinar o nosso idioma a 1200 jovens. É claro que não falei com os 1200, mas ali foi, de toda a viagem, o único lugar que ouvi as três palavras mágicas: com licença, por favor e muito obrigado. Por que 1200? Porque é o número de funcionários que o parque tem (inacreditável? Eu também acho).

Graças ao seu charme (não o conheço, mas como casou pela 7ª vez, acho que posso dizer isto) e sua liderança, conseguiu juntar vários apoiadores de 1ª linha e transformou o que era uma fazendola familiar, onde ele passava as férias, num jardim botânico de extrema beleza. Projeto iniciado por Burle Max e continuado por seus antigos alunos e colaboradores até hoje. É a maior concentração de palmeiras diferentes (do mundo) não sei se mandaram – ou ele foi buscar nos rincões do planeta.

Artistas contemporâneos do mundo inteiro colaboraram, ou venderam peças suas que estão misturadas entre árvores de ‘’tamanho amazônico’’ abatidas pelo tempo, e de uma madeira quase indestrutível, trabalhadas por escultores como o austríaco Krashberg e seus seguidores de estilo e proposição. Me arrependo de em vez do livro não ter trazido o CD – ou ambos – com fotos estáticas. – Escrevendo é difícil mostrar o parque, ainda mais para quem sempre ilustrava o texto, slides, etc. Em média, 1 a cada 7 segundos, além de trilha sonora.

Esqueça o que falei da estrada, depois que você entra no parque tudo muda; pela informação, limpeza, mapas, etc.

Tem um ótimo serviço de bares e lanches leves; lembre-se que o verão é quente em qualquer lugar. Garrafas e sorvetes a vontade mas nenhuma no chão ou em volta das lixeiras.

Para as refeições convencionais, um excelente buffet, tudo aberto, sem portas e janelas, mas sem mosquitos (que odeio).

Árvores abatidas pelo tempo acabaram virando bancos, mesas e cadeiras. Outras foram transformadas em esculturas no restaurante; uma mesa de uns 20m e repleta de coisas boas, duvido que alguém não encontre algo do seu gosto em tantos metros de comida. A comida mineira até poderia ter um destaque, mas não tem. Além da grande mesa, ilhas de comida italiana, de comida espanhola e japonesa. Ou seja, até a comida foi globalizada.

Os chefs estrangeiros acrescentaram a vida cultural e uma riqueza enorme de ingredientes. Confesso a minha agradável surpresa. Não faltava também no buffet carne seca nordestina, feijãozinho mineiro e campeiro – que já falamos – e o nosso churrasco.

*Outra atitude extremamente gentil ocorreu quando fomos na administração do parque, pois havíamos lido que o estacionamento deveria ser desocupado até às 19h. Depois de explicarmos a situação de ‘’campistas’’, nos permitiram permanecer num acesso a uma entrada de serviço, também bem cuidada e ajardinada, e bem próxima a guarita principal. Ali ficamos por mais duas noites como únicos ocupantes de um pedaço específico de paraíso em silêncio absoluto, salvo os pássaros da manhã que nós despertávamos com a nossa prazerosa caminhada.

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O Nariz

01 de fevereiro de 2015 Comentários desativados

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Confesso que nunca fiz nada para merecer medalha. Não fui herói em nada, nem serei. Chega-se a uma idade que é melhor ter ausência de corpo do que presença de espírito. Além disto, sou de uma família pequena, muito pequena, e não ligada à discursos. E também não fui o 1º a chegar; quando cheguei uma boa parte da história já estava feita.

Meu pai chegou aqui empurrando o navio como os outros imigrantes e fez o que pôde, mas pouco para ser homenageado. Pouco, muito pouco (dizia). E tudo feito em retribuição e agradecimento ao país que o acolheu. Mas hoje o que vale é o discurso, o puxa saquismo, e ele só trabalhava. Nas horas de folga, se é que os imigrantes as tinham. Em vez de se promover ou se candidatar, tocava violino com frequência na casa de pacientes. Mas sou obrigado a reconhecer que até havia alguma semelhança com a família recentemente homenageada.

É que pacientes terminais a terra cobre assim como não há reclamações com aqueles que fabricam caixões funerários.

Eu que assisti a tudo, pensei bastante antes de escrever, e o estou fazendo como pagante de impostos; colaborei com as 21 medalhas, vou pagar também pelo meu nariz de palhaço. O que me chamou a atenção no sábado passado quando encontro com uns amigos para um papo, é que até os esquerdistas presentes perguntaram: ‘’Bem Flávio, aonde é que se compram estes vermelhos narizes? ’’. Ou seja, nem tudo está perdido. Até os que usam, ou usavam distintivos da estrela vermelha ficaram envergonhados.

P.S: comprei no camelódromo.

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18 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Cenas de guerra no coração de Paris.

17 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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O pesadelo tornado realidade: jihadistas franceses atacando o país que lhes deu guarida.

Samuel Feldberg, professor de Relações Internacionais da Universidade de SP diz: ‘’O atentado contra o jornal de humor francês foge dos padrões de outros ataques.’’

As evidências mostram que houve organização. Os perpetradores conheciam a rotina do jornal e a quem queriam atingir.

O mais comum em atentados é o chamado ‘’lobo solitário’’, que se arma de forma improvisada, escolhe alvos aleatórios em locais públicos e não planeja uma fuga, um suicida convicto. A tragédia de quarta-feira aponta para uma direção contrária.

Vivem na França, convertem-se ao radicalismo islâmico, vão treinar em campos da África ou Oriente Médio e estão prontos para transformar o fanatismo em tragédia. Duas camisetas na mochila, uma passagem de avião a 75 euros, e são recebidos pelo Estado Islâmico na Síria ou pela al-Qaeda no Iêmen. Na volta à Europa dessa geração de jihadistas, é o fantasma que assombra hoje os franceses, britânicos, alemães e escandinavos.

Nos últimos meses, foram recenseados na França cem núcleos de extremistas, 118 pessoas estão respondendo a processos por ligações com extremismos, 80 foram presos. Os serviços especializados calculam muito mais: 1.200 núcleos comporiam a rede francesa…

Jean-Marie le Pen, fundador da FN diz:

‘’ A rejeição da barbárie é dever de todos os franceses. Nós estaremos ao lado do povo francês, com o povo francês, longe do cortejo parisiense, infelizmente apossado por partidos que representam o que os franceses mais detestam: o espírito partidário. ‘’

Foi mais lacônico, mas não menos direto. Denunciando uma manifestação ‘’orquestrada pela mídia’’ disse: – Eu lamento, não sou Charlie.

Quais consequências podemos prever?

‘’Eu não gostaria (ninguém gostaria) de ser um viajante Muçulmano na Europa ou nos EUA neste momento. ‘’

Quem às vezes repetia isto era o João Ubaldo Ribeiro. Ele dizia que para viajante ele tinha a cara errada. Na Alemanha pareceria Turco, na França pensavam que ele era Árabe, nos EUA o confundiam com centro americanos. Nada mais certo.

Sobre a chacina de Paris, ainda se falará por muito tempo. Se precisasse dizer algo mais, eu diria: insanidade religiosa. Incompreensível hoje, bem como na Idade Média quando os reis católicos estimulavam e patrocinavam as Cruzadas; ódios étnicos, também incompreensíveis, perpetraram multi-assassinatos os mais recentes, seja pelo Adolf na Alemanha, seja por Stálin na União Soviética. O que não se imaginava – ou pelo menos não podíamos imaginar – é que se chegasse no século XXi com esses ódios. Até há pouco, Católicos e Protestantes se matavam a pau na Irlanda. E ambos são cristãos.

 

 

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Vinho antigo

17 de janeiro de 2015 Comentários desativados

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Sócrates julgava ser o vinho ‘’o óleo para a chama da vida’’. Mas, como era o vinho que os gregos e os romanos bebiam?

Certamente não como os que conhecemos hoje. Sabe-se que os mais apreciados eram brancos (melhor dizer, amarelo âmbar) e doces, bem doces. Os gregos tinham hábitos que podem ser considerados estranhos, como adicionar água do mar ao vinho, uma moda que chegou até Roma e ‘’pegou’’ em Pompéia; infelizmente ou felizmente se perdeu no tempo. A adição da resina de um tipo de pinheiro criou o Retsina, um vinho resinado que se toma até hoje na Grécia. No primeiro gole, e até no primeiro e segundo dia é um horror, mas como em muitos lugares é o único, vai tocando…depois confesso que ele vai melhorando.

Pelo que andei lendo, o melhor era o seu Falesnum, da costa. Hoje este vinho, é claro, não existe mais, mas pode-se tentar imaginá-lo; um branco grego produzido a partir de uma antiga variedade de uvas muito usadas naquela época, a Graco. O vinho de hoje, mesmo lá e mais seco, pode ser uma experiência interessante. O sabor real, porém, deve ser mais parecido com o Vin de Paille, ou o Vino Santo, italiano, ambos suave  (suave demais a meu ver), todos produzidos a partir de uvas deixadas secar ao sol.

Vinhos doces de uvas Moscatel também são uma boa pista para os especialistas destes sabores perdidos no tempo. A variedade Moscatel é das mais antigas. Seu nome vem da palavra mosca, ou musca, inseto que era atraído pela sua doçura.

Difícil vai ser ter coragem para misturar um pouco de água do mar a um copo de vinho, por pior ou melhor que ele seja, mas quem disse que moda e bom gosto andam juntos?

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28 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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Boutiques de azeite - I

27 de dezembro de 2014 Comentários desativados

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Estávamos em um dos cafezinhos de Cape Cod, e um cartaz dentro da galeria anunciava  degustação de azeite, e achei que era só uma atração a mais, mas com aquele vento de beira mar, e cidade ainda com a neve de ontem. Não digo que parecia o inferno, pois era branco, e se fosse, eu encontraria muita gente conhecida, e o Barqueiro Caronte é personagem da minha infância…mas no purgatório, sem dúvida, e encontraria conhecidos.  Sem outra alternativa, entramos galeria a dentro.

Foi ótimo, ali uma degustação de azeite, eu nunca havia participado de nenhuma. Tivemos ótimas explicações, e até compramos um vidro com trufas e o outro com temperos que vou tentar repetir em casa.

Como funciona? Você prova o que quiser, tem uns copos plásticos, alguns biscoitinhos, alguns temperos sob cada recipiente, algumas informações e as pessoas da casa só observa e interveem para maiores detalhes; mas esperam sempre que você se dirija a eles. Ou seja, sabem que você quer provar, e não incomodam.

O azeite, a meu ver, não chegou ainda em nível dos vinhos, mas estamos a caminho. Quem sabe, em breve teremos sommeliers de azeite? Mas sem pressa, é claro; o azeite tem mais de 4000 anos de vida, portanto, repito: sem pressa. Mas vamos chegar lá, quem diria que hoje existam Baristas só para tirar o seu café?

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Onde ir no Natal?

25 de dezembro de 2014 0

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Um leitor do blog me enviou um e-mail, e me cobra por ter vendido o Studio. Depois de alguns imerecidos elogios, me faz uma pergunta de difícil resposta. O mundo é grande, as opções não são finitas, o dólar subindo, onde ir nesse Natal? Já não dá mais para este, mas vem mais por aí.

Orlando, no ano passado, deu vazão aos seus sonhos. Há muitos lugares belíssimos e com clima de Natal, mas o importante é no que você e sua amada estão pensando: praia ou serra, para começar? Onde eu gostaria de passar o Natal? Acho que isso é mais difícil. Natal é uma festa familiar e eu não tenho família, portanto fica ainda mais difícil dar palpites. Provavelmente, o melhor Natal é onde os teus queridos estão, ou quem sabe… um lugar bem longe, onde eles não possam ir…

Para mim, é um evento triste, sou filho único e meus pais já faleceram e nunca fomos natalinos. Ou seja, não sou ‘’gingo bélico’’, e acho a Simone cantando ‘’hoje é Natal…’’ um saco.

Pelo teu sobrenome, penso que os teus devaneios podem, no próximo ano, te levar à uma vila na Alemanha. Se falas alemão, ótimo, caso contrário, pense duas vezes. Depois do segundo “shnaps” todos falam com você em alemão e quando percebem que você não entende, seguem falando… em alemão.

Alguma cidadezinha do Piemonte, quem sabe, com 1 metro de neve, e um idioma mais próximo ao nosso. Tem também Rovaniemi, nordeste da Finlândia, com renas de verdade puxando trenós de verdade; ou até mesmo para Place de la Concorde, olhar a subida da Champs Elisée toda iluminada e tomando champagne nacional (a não ser que você tenha levado a sua de Garibaldi).

O Natal é algo que tem a ver com nossas fantasias, e não vou dizer que não gosto, mas quem entende mesmo de Natal são os norte-americanos. Você é envolvido pela atmosfera do lugar, pelas músicas, pela decoração urbana, pelas liquidações e, nas cidades menores, todas as casas com seus jardins iluminado (falei todas as casas).

Deves estar achando que sou mais um idiota americanófilo. Idiota, quem sabe, americanofílo acho que não. Me sinto melhor, muito mais em casa, na Europa, do que nos Estados Unidos. A genética pesa muito.

Mas, voltando ao Natal e a sua pergunta. Se alguém me oferecesse uma passagem, um free ticket, eu iria à Las Vegas. É o único lugar que se pode viver uma fantasia completa. Você pode tomar o café da manhã em Paris, almoçar no Cairo, tomar o chá das 5 em Londres e navegar ao entardecer, numa autêntica gôndola veneziana, vendo o sol se pôr no deserto.

Você pode estar pensando… Las Vegas? Mas Flávio, em Las Vegas é tudo artificial, tudo é fake! E eu pergunto: por acaso o Papai Noel é verdadeiro?

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