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INDIA 2 O Rasthajan e as Vilas Esquecidas pelo Tempo

14 de outubro de 2014 0

rajasthan

 

Há quem diga que dos vilarejos da Índia, os menos turísticos são os melhores de se visitar. Pois, além de receberem menor número de visitantes (o que facilita o  contato com a população) e até por isso ostentam uma arquitetura e um modo de vida intocados. Tomemos o exemplo das cidadezinhas de Bodhgaya e Pushkar, ideais para quem quer enriquecer o espírito e aprender sobre meditação, budismo e ioga…

Só que ambas cidades não têm nenhum hotel  e somente dois ou três restaurantes. Os vilarejos são tão pequenos que não dá para acreditar de onde surgiu tamanha grandeza arquitetônica.

Só para lembrar, o documentário que fiz se chamou: A Índia Em Nosso Trem. Nós ficamos hospedados no mesmo vagão que viajávamos. Já contei que um inglês meio pirado comprou um vagão e o enganchava nos trens de cidade em cidade.

O programa mais comum dos poucos que se dispunham no lugar era apanhar uma bicicleta ou um riquishá e descobrir as incontáveis ruínas espalhadas ao redor das cidades.  Uma experiência de tirar o fôlego! Apesar do tamanho, no Rajastão há sempre um forte grandiosamente belo que domina a paisagem do lugar, o forte é sempre avermelhado e sempre apelidado de “red fort”, é que na região a pedra é sempre um tipo de arenito vermelho ao lado de inúmeras mesquitas, templos e ruínas que encantam qualquer pessoa interessada em arquitetura, história, ou alguém que simplesmente queira se sentir em mundo esquecido pelo tempo. Um novo Xangri-lá. Pushkar, por sua vez, é uma das mais charmosas do Rajasthan. Só que as ruínas têm vida, continuam sendo visitadas, têm gurus morando, incenso permanentemente aceso e macacos, macacos mesmo, que compartilham os espaços com as divindades entalhadas em pedra, seja shiva, ganesha, vishnu e outras centenas de milhares, aliás, que não sei e que é impossível saber o nome mas que permanentemente seguem sendo alvo de preces e cuidados. Uma experiência que vale a pena. Pushkar, por exemplo é uma das mais charmosas e das menores mas com infraestrutura que inclui pequenos restaurantes e pousadas simpáticas. Respira-se um clima pacífico de vila, apesar de já mais habituada a visitantes a atração é ser um dos locais sagrados mais tranquilos da Índia: lá, o consumo de álcool, carne de qualquer espécie e até ovos foi banido da vila toda, e não de alguns meses. E ainda se ouve o som de cantos suaves saindo pelas janelas.

Também é o lugar onde se vê mais animais pelas ruas: macacos roubando comida das vendas, vacas transitando livremente, esquilos em quantidades sendo alimentados nos jardins e passarinhos pela árvores, dos elefante e camelos nem se fala…são usados para tudo. Principalmente para mudanças. É curioso para nós olharmos e vermos que lá longe acima do trânsido vem uma bíblia inteira quase que flutuando no espaço. Mobília de uma casa indiana que não tem nada a ver com aquele monte de quinquilharia que juntamos (e adoramos), mas sempre alguém guarda roupa, cristaleira ou material de cozinha, cadeiras, mesas…e se veem de longe, ainda há mais famílias em cima. Ou seja, só um elefante mesmo… E o pôr do sol incrível, a poeira avermelhada da terra permanentemente no ar age como um filtro dourando-o ainda mais. Não esquecer que o “Rajastão” é um deserto, e este é o momento inesquecível do dia com centenas de pessoas na clássica posição de ioga, imóveis, meditando seriamente e alguns ocidentais recarregando as baterias.

Quanto a Bodhgaya, esta cidade é marcada por ser o local onde Buda, sentado sob uma árvore, atingiu a iluminação ou foi iluminado. Devido a isto, tornou-se uma cidade muito importante para peregrinos budistas. Ali há inúmeros mosteiros e monges dos mais diferentes aspectos, pois a maioria dos países próximos que tem uma população budista predominante proporcionam que a construção de templos para os seus monges peregrinos e com as características e estilo de seu país fica muito curioso e bonito. Ali se hospedam peregrinos com ou sem família. São centenas, e ao lado, um hotel para mortais comuns.

Assim há um mosteiro tailandês, os tibetanos têm mais de um, e ainda há o japonês, o chinês, os da Birmânia, Sri Lança, Butão, Vietnã, Nepal, Coréia, Taiwan, Bangladesh e outros mais. Cada um segue as características de sua própria cultura, dando a Bodhgaya um ar de grande diversidade arquitetônica e beleza cultural.

 

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Cozinha

13 de outubro de 2014 Comentários desativados

comida

 

Todos conhecemos, ou pelo menos temos uma referência de José Hugo Celidônio: a de chef que ele é. E dos bons.

Mas sempre que alguém vem precedido de um rótulo achamos que ele só sabe fazer aquilo.

Leitor que sou de suas receitas, aprendi que ele também pensa bem. Veja por exemplo o que ele escreveu:

 

‘’Hoje o tempo voa, amor:

Para saber quanto vale um ano, pergunte a um estudante que não foi aprovado no exame final. Para saber quanto vale um mês, pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro. Para saber quanto vale uma semana, pergunte a um editor de uma revista semanal. Para saber quanto vale um dia, pergunte a uma diarista com dez filhos para criar. Para saber quanto vale uma hora, pergunte aos namorados que vão ter um encontro. Para saber quanto vale um minuto, pergunte a quem perdeu um trem ou um voo. Para saber quanto vale um segundo, pergunte a quem sobreviveu a um acidente. Para saber quanto vale um centésimo de segundo, pergunte a quem ganhou uma medalha de prata numa Olimpíada.

O tempo não espera…Aproveite cada momento, principalmente se você puder dividi-lo com alguém especial. E para saber quanto valem dez…minutos, tenha atenção quando estiver cozinhando o estrogonofe. ’’

José Hugo Celidônio.

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Assados do campo mas no asfalto

02 de outubro de 2014 0

churrasqueiro-pesquisa-precos

foto: http://www.mercadomineiro.com.br/

Se há um segredo que os argentinos dominam é o do assado. No meio de um jardim, as carnes são colocadas no fogo – muitas vezes inteiras – e servidas aos clientes que se acomodam em mesas ao ar livre no jardim (o teto do salão também se abre nos dias de tempo bom). A madeira é colhida de árvores certas, proporcionando um aroma bem particular aos diferentes cortes. O clima é de churrasco de domingo, mas pode ser qualquer dia pois o hotel funciona todos os dias. Mas um churrasco aristocrático, é bom dizer, mas que você forasteiro pode participar.

Estou falando agora, não do Norte Argentino mas uns para 2000 kms abaixo, a minha lembrança mais antiga do Hotel Alvear é de quando eu trabalhando em Buenos Aires, entregava lá alguns envelopes e só. Hoje, muitos anos depois, me dei o luxo de ir algumas vezes. O Alvear sempre teve as mesas lotadas de convidados ilustres. Ou seja, está fora dos lugares que frequento no dia a dia mesmo lá. Aliás, os restaurantes de hotel ganharam força recentemente depois da inauguração do Faena, que criou nos portenhos o hábito de atravessar os lobbys luxuosos em busca de boa comida. Este que é especializado em carnes (como se precisasse em B.A) e as oferece maturadas a seco até por cem dias nas câmeras a frio que ficam logo atrás do balcão de entrada do restaurante, para serem admiradas pelos clientes. O cuidado com as carnes é a uma das atrações desse e de outros restaurantes de clima aristocrático – com pé-direito, iluminação natural e móveis sóbrios. Mas há também opção de carne sem maturação, em cortes de angus ou de kobe que inventado no Japão já chegou na Argentina.

Entre as carnes envelhecidas, há cortes como bife de chorizo, costela ou ojo de bife. Os pedaços passam por um controle de envelhecimento de 30, 60 ou até 100 dias de maturação e chegam à mesa bem macios e com um sabor de proteína animal mais marcado. Não tenho informações precisas, mas já li que o processo não é bem visto pelas autoridades sanitárias brasileiras. O por que? Não sei. O que sei é que as carnes “dry aged”, do restaurante Eleno, como o ao lado, batizado de Nuestro Secreto que são os dois restaurantes que acabam de ser inaugurados no Four Seasons e estão entre os 50 melhores da América Latina, pela revista Restaurants, o que não é pouco.

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Cadeados – pt. III

01 de outubro de 2014 0

cadeado

Bem, com a atitude da prefeitura de Paris e desolado. Telefonei para o Britto Velho e ele sequer lembrava. Acostumado com quadros grandes nem lembrava de cadeado ou de tê-lo pintado. Mas não é coisa do tio Alz se aproximando. Os artistas têm outro olhar e outra cabeça.

Meia hora depois telefona sua musa, a Zuneide, já dizendo: e claro, que tenho está no meu pen drive e acrescentou isto e mais isto. Amanhã vou mandar. Nem nos lembrávamos. É que foi antes da expo de São Paulo, o Britto estava muito atarefado e pintou o teu cadeado em alguns minutos, talento é talento mas… (não precisava menosprezar). Só porque está submerso para sempre. É uma pena. E todos juntos… Disse ontem a correspondente de Paris que juntos são mais de 50 toneladas!!! Mais ou menos 2 jamantas grandes carregadas.

Por sorte, nenhum bateaux mouchê ou não e cruzava naquela hora que caiu a balaustrada. Só um cadeado daqueles na cabeça ia fazer um estrago considerável. A grade toda nem imagino. Mas faria o Bateaux Mouche Titanicar. Na mesma noite, recebi da Zuneine ainda não estava pronto, quando a musa fotografou, foi enquanto a 1ª camada de tinta ia secando e como era só para arquivo colocou junto uma outra peça. Mas já dá para ver que era um cadeadão.

Na postagem anterior deixei claro o meu repudio por quem quer que toque nas coisas verdadeiramente populares como cadeados e as casas da Luciana de Abreu até botecos, agora sendo reformados por arquitetos. Ora, performar um “pé sujo” é uma afronta aos costumes, aos Manoeis e Joaquins (falo do Rio de Janeiro). Mas aos poucos estou me rendendo. Muitos são os países que estão admitindo a necessidade de tirar os cadeados, portanto não posso ser eu o único certo. Tanto cobre, latão e bronze. Também não deve fazer bem as águas já meio poluídas. E enquanto escrevo isto fico sabendo que na Coreia, ou seja, do outro lado do Planeta mais precisamente em Seul para evitar problemas semelhantes no Parque Namsan, ponto panorâmico da cidade, foram colocadas sete “árvores do amor”, aptas a receber os souvenirs. Foi instalado ainda um posto de descarte para chaves, pois havia o costume de atirá-las para baixo, o que poderia atingir desavisados. E pior, algum sem telhado como eu. Ali, há também um grande coração de aço, já todo adornado…com cadeados. Enquanto a isto, na outra Coreia, logo acima não há esta preocupação. Estão todos correndo atrás do Sanduíche de cada dia e quem sabe sonhando com um baurú com ovo como os nossos. Os dois países sempre surpreendem a viajantes, estudiosos e curiosos.

O mesmo povo na mesma península, ou seja, com o mesmo clima com o mesmo idioma, mesma religião. Mas outro regime. O mesmo que não fez nada que desse certo e agora o proclamam como o regime do século 21.

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Para quê pardais?

24 de setembro de 2014 0

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foto: http://fetracan.org.br/

É compreensível que um presidente ou uma presidente saiba bem mais do que um simples leitor de jornal das necessidades de seu país. Mas para que não venham dizer que ando inventando, delirando mostro chamada de O Globo. Mesmo que eu tivesse devaneios não seria capaz de ir tão longe.

Hoje, nas condições que estamos com todos os índices despencando, comprar unidades de defesa antiaéreas é de arrepiar. Eu enumeraria umas 100 prioridades. Conheço bastante bem o meu país. E não de avião presidencial ou helicóptero, pelo chão mesmo, pelo dito asfalto e seus buracos, pelos pontilhões derrubados, pelas enchentes dos últimos anos e não refeitos. Falo do litoral de São Paulo e Rio, ou seja, de lugares que eu passei, vi e até comentei no Viajando e no Puxadinho (21 de maio de 2014).

Entendo, todo o favorecimento para a produção de automóveis, a preferência é clara. Por que? Porque mais ou menos 50% retornará em forma de impostos, ou seja, fabricar ou montar, pelo termo mais atual gera grande “lucro”. Construir estradas? É dinheiro que sai dos cofres. Além disto, incomoda muito. Atrasam, tem que visitar, agradar criancinhas, além de ser dinheiro que se vai e alguém sempre inventa que são superfaturados, etc.

Mas voltando ao início. Estamos lendo muito sobre o Oriente Médio, todo ele e seus eternos conflitos, não só em Gaza e Israel. Alguém poderia me dizer por que alguém daqui ou de fora da nossa América do Sul, inclusive os citados do Oriente Médio teriam a ideia de atacar o Brasil? Que dá crédito e depois acaba perdoando as contas? Uruguai, Paraguai, Argentina, estes na situação atual se nos bombardearem, tomara que seja, com empanadas (ótimas por sinal).

Será que agora além dos nossos Hermanos de ideologia, vamos começar a auxiliar a Rússia também? Auxiliar Putin na reconquista do Império (que ele já começou)? E precisa de apoio, de cumplices, que só poderão vir? Da África e do continente sul americano?

Andei por lá, uns 6 meses atrás, para falar a verdade na melhor parte da Rússia. Na única que merece ser revisitada, São Petersburgo, que das vezes anteriores que visitei ainda era Leningrad, gostei de ver a melhora. Depois da queda do muro, 1989/1990, muitos resolveram estudar inglês, os jovens principalmente, que facilitou muito a comunicação. E o que dizem? Bem, os jovens dizem que não há emprego, dizem que se formam e que não conseguem trabalhar, não há indústrias, consequentemente eles não têm treinamento para emigrarem, só diplomas, só músicos são aceitos e até requisitados para orquestras européias. Bem, chega. Antes que alguém diga que estou escrevendo sobre política internacional (quem sou eu para isto).

Longe disto, estou escrevendo sobre vida, sobre o dia a dia sobre o que se vê e se ouve de seus habitantes.

A Rússia não produz um só parafuso (a expressão é deles), me dizem uns jovens com seu grupo numa praça. E se você é viajante ou turista observador, pergunto: Você já viu um produto russo a venda? Certamente não. Nem o meu relógio, marca Soviet e dos bons tempos. Era o relógio que os oficiais da Marinha ganhavam na formatura junto com o clássico Espandin. Comprei o de um camarada que pulou a cerca na Lapônia, perto e na época que afundou o Kursk há uns 100 quilômetros de Murmansk. Estes dias precisei trocar a pilha e contei por alto a estória, o relojoeiro com o meu relógio aberto me disse que eu estava brincando (ou mentindo) e que o relógio é feito na Suíça. O que os russos fazem bem é armas. Muito bem, mas será que nós precisamos delas? Só posso deduzir é que de helicópteros e jatinho as condições impedem que se veja mais claramente o nosso país, a falta de tetos, de água potável, de saúde? E saúde, sem esgotos? Será que é possível? Bem, isto os aspones podem responder. Só sobra uma dúvida, como é que sobrevivemos de 1500 até hoje sem uma bateria antiaérea de primeiro mundo?

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23 de setembro de 2014 Comentários desativados

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foto: www.hisitaly.com

Há algum tempo, nem sei quando. Escrevi uma postagem sobre a Transiberiana falando sobre anseios de viajantes. Que quando querem ir não há nada que os impeça, conselhos de amigos, livros editados, pouca grana, revoluções, guerras, conflitos de fronteira, etc.

Eu comentava na ocasião que a viagem mais insípida feita por mim. Foi a tempo, muito tempo, mas eu já era grandinho e com muitos kms na mochila. Devia ter aprendido. Mesmo assim, resolvi encarar a Trans Siberiana. Eu não tinha da viagem nenhuma boa informação, etc, etc. E levava comigo um livro que dizia exatamente o que ela viria a ser. Uma chatice. Fui sincero ao redigir.

Agora, algum tempo depois, recebo um texto, que tenta me consolar.

Eu o teria escrito, se tivesse o seu talento. O leitor de nome obviamente fictício me enviou uma transcrição de um texto do jornal Estado de São Paulo, onde um articulista bem humorado que se assume como Mr. Miles (sr. milhas em português) escreveu: Sintetizando o que um viajante qualquer gostaria de ter assinado. Adoraria tê-lo escrito.

*Mas mesmo que, como Matusalém, eu viva 969 anos eu não seria capaz de responder a todos anseios de teus leitores.

Veja o que outros viajantes te propõem:

Pois eu quero conhecer o outro lado de cada rio, o fim de cada floresta e o topo de cada montanha. Quero dobrar todas as esquinas e percorrer cada trilha, já que, se elas existem, é porque levam a algum lugar. Quero aspirar todos os perfumes, porque eles vêm das flores e as flores dizem da terra mais do que qualquer manual. E o mesmo quero dos sabores, das pessoas, das nascentes e poentes em cada estação do ano.

Sou, como você vê, um bocado ambicioso, mas essa ambição não tem a ver com dinheiro, poder ou arrogância. Quero, pela simples vontade de querer, andar pelo mundo um dia após o outro. E, por mais que eu o faça, jamais chegarei a conhecer tudo o que há. Pois, ainda que eu fosse imortal, restaria sempre a chance de começar a jornada de novo. Porque os caminhos, as gentes, as cidades e tudo o mais – eles mudarão e eu mesmo mudarei. Essas são as condições que tornam a existência tão fascinante!

Caro Mr. Miles, meus verdadeiros parabéns e mais um abraço. Melhor impossível.

 

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Monumentos em restauro

23 de setembro de 2014 Comentários desativados

monumentos em restauro

 

Meus parabéns ao Sinduscon por encabeçar a ideia de restauração dos nossos monumentos, nem digo das nossas “obras de arte” pois o que vai ser restaurado nessa primeira investida são placas indicativas de algo que frequentemente nem se sabem mais o que é ou que pretendia ser, mas que sujos ou danificados são muito piores. Soube na semana passada que os serviços iniciaram. Ótimo.

Um dos que eu recomendaria o restauro, foi justamente feito com patrocínio do Sinduscon que foi criado mas estou escrevendo de memória, sem consulta. Fico até em dúvida em afirmar. É uma homenagem ao Pneumologista do Mario Rigato. Foi o primeiro, que eu saiba a combater com violência, os males do fumo. Aliás, a ferrugem faz hoje com o monumento o que o tabaco faz nos pulmões. A escultura é da Glória Corbeta, foi muito feliz  (estereotipando com perfeição o homenageado) é só o olhar a obra para lembrar o porte elegante e a gravata borboleta dele próprio. Mas o tempo passou e o descaso também. Ele ficou perto do Sinduscon, mas de costas para o tráfego (Ipiranga com Ramiro). Do Engenheiro Sessegolo, sabemos que muita coisa boa que se pode esperar. Inclusive, coisas a serem restauradas com pouco dinheiro. Desde que a iniciativa privada o faça, se a cidade ou o Estado assumirem só em tempo e burocracia se vai a verba.

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A encantadora Munique

22 de setembro de 2014 0

 

oktoberfest

foto: www.vidaeturismo.com

Munique é considerada por muitos, como a cidade mais bonita da Alemanha, e depois de conhece-la é um pouco difícil discordar. Mas julgar cidades vendo beleza de é sempre duvidoso. Algumas nos impactam na primeira caminhada, Paris, por exemplo, por outras nos apaixonamos com a convivência e dou Londres como exemplo. Todos que passam lá algum tempo a adoram tornam-se verdadeiros Londoner’s. Mas voltando a Munique, sua silhueta onde se destacam as torres gêmeas com abóbodas esverdeadas da igreja impressionam muito. E ainda mais sabendo que depois de visitar sua cripta você pode subir de elevador até o topo das torres e ter uma magnífica vista.

Além disso, a torre pontiaguda da prefeitura parece afirmar orgulhosa que nenhuma cidade alemã poderia lhe levar o título. Munique ou Murchen é uma mistura de arte, cultura e alegria de viver. Lembrada sempre como a capital da cerveja e associada à Oktoberfest e saborosas wurst (salsichas) de todos os tipos, parques e festivais, grande convivência com deliciosas tradições. É difícil saber qual o tempo necessário para se conhecer a cidade. Uma sugestão é começar andando pela margem do rio que corta a cidade ao meio. Num lado, fica o coração de pedestres onde os turistas encontram muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas que oferecem desde lanches rápidos até flores. Na praça, onde pontualmente às 11, 12 e 17 horas, durante 8 minutos executam um verdadeiro show: São grandes bonecos de madeira que se movem acompanhados por músicas, representando momentos importantes da história. Depois do show, vá até o deutsche Museum, um dos melhores da Europa. Lá está contada a história do desenvolvimento da ciência e tecnologia desde seus primórdios, assim instrumentos musicais e muito mais. Mas vamos ao principal evento, a Oktoberfest (que começa em setembro) cuja tradição teve início em 1810 quando do casamento do príncipe Ludwig I. Seu pai, o rei Max Joseph resolveu comemorar com uma grande festa que deve ter sido interminável. Hoje dura 16 dias, as diversas cervejarias e bares da cidade montam pavilhões no parque aos pés da estátua do padroeiro. O local vira um imenso parque de diversões, com música, danças, roupas típicas e são abertos muitos barris de cerveja. Como um detalhe quando abrem um barril e se ouve aquele esguicho de ar eles sempre põe um microfone perto e assim como todo o pavilhão… Ouve e comemora em uníssono.  Mas se você não for na época da Oktoberfest, não se preocupe, pois a cidade é uma permanente festa em suas inúmeras cervejarias e você não pode deixar de experimentar suas tradicionais biers, não é mesmo? Você ouvirá a todo instante. A vida é uma festa a ser vivida e comemorada.

*O nome é óbvio, lembra outubro mas se você for em setembro já estará tudo a sua espera.

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Post de domingo - Especial 20 de Setembro

21 de setembro de 2014 0

20pOS

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Trans Siberiana

20 de setembro de 2014 0

fer_8b

 

foto: http://www.russobras.com.br/

Eu sabia que não valia a pena, viajantes anteriores me haviam dito. Livros, haviam deixado ainda mais claro, mas viajantes são de uma raça estranha quando querem e vão. É algo interior que faz ir. Estou falando e dando como exemplo a Trans Siberiana. E ainda por cima, fui sozinho quem sabe acreditando que como meu perfil greco/romano. Alguma beldade asiática caísse no meu colo e poderia ver em mim o homem da sua vida. Não, nenhuma viu, mas a esperança é a última que …

E foram nove dias dentro de um trem, sem nada à esquerda e nada à direita, apenas as estepes. Os outros viajantes, para sorte deles, falavam vários idiomas. Russo, chinês, mongol e alguns dialetos… nem preciso dizer. Voltei quase mudo, gastei os meus dólares e não vi nada, ninguém vê nada. Até porque os soviéticos que sempre tiveram pouco que mostrar, antes e depois de qualquer vila, plantaram fileiras e mais fileiras de árvores. E você não via nada, nem a vila. A minha sonhada visita ao lago Baical. Também não aconteceu. Na época, década de 70, ofereciam a possiblidade de duas paradas. Tudo organizado pelos camaradsky mas como não havia trens todos os dias. 3 dias em cada uma custariam mais que o total da viagem. E o que ninguém avisa: já naquela época, pelo mal uso das águas, o lago em alguns lugares havia retraído 100 kms (hoje pelo que se sabe continua secando e algumas margens estão há 200 kms da margem antiga).

Melhorou um pouco depois da fronteira chinesa, mas aí era o deserto de Gobbi, que recentemente voltei a cruzar. De Ulan-Bataara Pequim no fim da viagem à Mongólia. Só quem ganhou com isto foi o meu dentista, pois os jipes russos trepidavam tanto que devo ter perdido várias obstruções na viagem.

Não havia toaletes, banho também não. Comida? O prato do dia lembrava daqueles virados de panelão de quando eu era estudante em pensões. Recentemente uma parada de estrada me lembrou a comida. Uma comida que nós e o João Nadir com a família comemos (na BR 116 perto de Vacaria, chamam de Entrevero, mais ou menos tudo o que sobrou de ontem (em japonês também existe, chama-se “soborô”, a pronúncia é quase a mesma “soborô de ontem”, nesta segunda viagem de jipe pelo Gobbi, tínhamos carne fresca à vontade especialmente de marmota. Abatidas aos tiros de 22 todos os dias. Mas só carne de ovelha, cabra, cavalo, yak (é aquela vaquinha de pulôver. Não havia cereais, alface, etc. Só encontramos macarrão depois de cruzar a fronteira chineza. Bem, voltando à indiada, viajante é assim, não aprende nem com seus próprios erros. Tanto que me convidassem para ir outra vez, se não pensar bem antes de responder, quem sabe…vá de novo.

Prezado Luiz, sinto muito.

Não gosto de frustrar sonhos de ninguém. Portanto, não desista dos seus. Mas por favor não credite a mim. O que não quero é mentir, engana-lo, frustra-lo. Existem vários livros, compre-os, leia-os todos e tire suas conclusões. Com toda a sinceridade, a Trans Siberiana foi das viagens que fiz a mais frustrantes e menos proveitosas que já fiz. Mas boa sorte! Não há duas viagens iguais. Quem sabe a deusa que eu não encontrei esteja esperando por você.

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