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24 de maio de 2015 Comentários desativados

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O Nepal pré terremoto - II

02 de maio de 2015 Comentários desativados

newars

 

Durante as décadas de 60 e 70, o sonho escapista de toda uma geração voltou os olhos para aquele lado do mundo.

Enquanto os grupos politizados (pró Mao) tentavam derrubar as estruturas lá mesmo, outros mergulhavam no misticismo e sonhavam com longas viagens físicas e mentais. Os Beatles foram meditar na Índia, mas a Índia era muito conhecida, muito movimentada, muito populosa. Portanto, foram para o sopé dos himalaios. Rishikesh foi o lugar, e ali permaneceram por longos meses.

Visitei o Ashram, quase no centro da cidade, bem próximo de uma ponte pênsil. Lá embaixo um rio cujas águas geladas vinham dos himalaios e iam para o Ganges. O que, automaticamente, as tornavam sagradas. A fumaça das cremações era constante. A região é tão próxima que, sem dúvida, deve ter sido afetada.

Aos poucos, a capital do misticismo foi sendo estabelecida naquela encosta do Himalaia, no pequeno Reino do Nepal. E até hoje, Katmandu continua sendo o pólo de atração para milhares de peregrinos não religiosos que buscam a fuga de uma sociedade desumana.

E eu me pergunto: como estarão agora, 5.500 cremações depois?

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O Nepal pré terremoto - I

01 de maio de 2015 0

olho de buda

 

Katmandu sempre despertou a nossa curiosidade:

*Pelas montanhas?

*Pelo seu misticismo?

*Pela aula de sobrevivência naquelas montanhas?

*Pelos seus gurus?

*Pelo Yeti?

Qual é a verdade? Que segredos guardam seus mosteiros? Estive por lá bisbilhotando. Fui levado não pelo misticismo, mas pela curiosidade, e encontrei uma cidade fascinante, onde a vida é dura, mas alegre. Onde a população é pobre, mas os templos são ricos. Onde monges de religiões milenares convivem com hippies que ainda não sabem que o movimento acabou.

Dominando a tudo e a todos, o terceiro olho de Buda, presente a cada templo, embalado pelo som dos sinos e das flautas, parece garantir que é possível, sim, que antigas culturas sobrevivam em nossos tempos modernos. Pois, Katmandu, na verdade, é isso: um lugar onde o tempo esqueceu de andar e onde passado e presente convivem numa dimensão mágica.

E agora, sem a maioria dos seus templos, diminuirá seu fascínio? Era a arquitetura que nos atraía? Os seus ritos? E agora, como estará o país que era um dos mais povoados do mundo (por km², é claro)?

Jornais, revistas e o VIAJANDO falarão por algum tempo…quanto? Até que outra tragédia aconteça.

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Seu Adelino e o casarão azul

27 de abril de 2015 Comentários desativados


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Será entregue amanhã o casarão azul restaurado pelas Lojas Colombo, no centro de Porto Alegre.

Não conheço o seu Adelino, mas tenho simpatia por suas iniciativas. É que temos um amigo em comum que gosta muito dele; é o Madruga Duarte, e através dele fico sabendo de algumas coisas. Por exemplo, a restauração de um prédio na rua Dr. Flores.

O edifício, considerado patrimônio histórico, estava fechado, preservado, e a parte interna recebeu instalações adequadas e exigidas, preservando o que ele tem de mais valioso.

Pessoalmente, acho que esta seria a solução para outros prédios. Se esperarmos a iniciativa da prefeitura vai demorar séculos. Eles têm muito mais a fazer, e o que arrecadam vai à Brasília, e quando volta só vem uma parte. Lembrei-me disso passando no Capitólio, em plena Borges. Do Cais Mauá, nem se fala. Aliás, falar se fala, mas agir… Isto que está a uns 200m do cavalo do Gal Osório, e 200 da prefeitura.

A burocracia – e no caso de Brasília, o desinteresse e a mão grande – liquidam qualquer esperança. Lembro do Geraldo Link, que hoje deve estar feliz navegando entre as nuvens, mas quando estava entre nós teve todos os problemas possíveis por ter montado uma escola técnica que só matriculava jovens necessitados, que estudassem em um turno e tivessem boas notas. Link os vestia, alimentava e formava para a futura manutenção de máquinas agrícolas. Tudo funcionava bem.

Eu fiz palestras lá e admirava as atividades. Sou testemunha que tudo funcionava bem (não esqueça que fui metalúrgico em São Paulo), até o dia que chegaram dois ou três ‘’fiscais’’; a empresa foi multada e a escola acabou. E não é o único exemplo; em Flores da Cunha, com a Florence, foi mais ou menos a mesma coisa. Quem sabe o tal do público-privado funcione.

Com estes dois exemplos bem sucedidos – no início, e depois multados e obrigados a fechar – de escola, eu até me constranjo em sugerir uma atividade que vi próxima a Boston. Uma escola de jardinagem. E se quisermos a nossa cidade bonita teremos que fazê-la, só assim jardins privados e parques públicos podem ter futuro.

SEGUE

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26 de abril de 2015 Comentários desativados

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19 de abril de 2015 0

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Caros Faceiros

12 de abril de 2015 Comentários desativados

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As razões são diversas, mas tivemos que seguir o filho do Radicci, o Guillermino. É que queremos avisar aos que pediam para ser Face amigos que temos agora 400 espaços.

O engenheiro Marquinhos, no fim de semana passado se dedicou ao VIAJANDO POR VIAJAR, e defenestrou um monte de aproveitadores. Adivinhe quem? Bem, os políticos, ora! Que dão um dedo, às vezes algo mais, para aparecer.

A vocação para papagaio de pirata começa a se manifestar no dia seguinte à eleição. Pudera.

Li na Zero Hora de hoje (sexta-feira, 10 de abril), que o chofer do deputado Jardel ganha R$16.886,3. Até a semana passada ganhava só R$4.462,99 para dirigir um carro com ar, ABS, GPS e todas as outras letras do alfabeto, e tanque sempre cheio.

Bem, agora que já azedei o seu café, quero lembrar que temos 33 deputados, e a remuneração dos outros 32 choferes deve ser semelhante.

O engenheiro Abreu tinha tempo e defenestrou a totalidade deles e mais algumas grandes empresas que só queriam publicidade.

Sobraram assim, vagas para: amigos, leitores e pequenas atividades, as que sempre que possível damos uma forcinha. Eu sempre me desculpava por não poder aceitar, e é muito constrangedor você dizer ‘’não’’, ‘’sinto muito’’, etc. Mas a culpa não é nossa, é a formatação do Face que não aceita mais de 5000 nomes. O que fazer?

Bem, o Marquinhos já havia criado o PUXADINHO, e viva eles! O PUXADINHO e o Marquinhos…

Obrigado por querer nos prestigiar e querer ser amigo do VIAJANDO (e por ter esperado).

‘’Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração…’’ Diz o Milton Nascimento; e eu vou segui-lo.

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22 de março de 2015 0

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Santa e os seus engenhos de farinha

21 de março de 2015 Comentários desativados

engenho

 

Reencontrei algumas notas feitas numa manhã que fui a um engenho de farinha (farinha de mandioca) em Floripa.

Sim, hoje ainda há sobreviventes da atividade; proprietários de engenho movidos à tração animal, mas que também podem ser tocados à eletricidade. ‘’É diferente porque alguns são móveis. Em vez de trazerem a mandioca, nós levamos a máquina’’ – dizem eles.

‘’Ligamos na tomada ou no motorzinho estacionário que toca a engenhoca toda. Cobramos por produção.’’ O seu Zico se atreve a denunciar que o motivo do abandono das tafonas foi político; uma forma de pressão para favorecer os grandes. Começaram a pedir piso de cimento e azulejo nas paredes em atafonas de sapé. A reforma custava mais que o prédio. Seu Zico vive, nos dias atuais, às custas de seu engenho itinerante e reclama da falta de apoio. ‘’Às vezes eu consigo instalar o engenho junto ao Mercado Público, para os forasteiros verem. Mas é por pouco tempo, só nos eventos ou comemorações. Agora tenho a agradecer a UFSC pela força que estão me dando. Está difícil continuar vivendo desse jeito. Mas mesmo assim vou tentar levar a atividade até o fim de meus dias. ’’ Observa, emocionado. As lágrimas rolaram e eu parei com as perguntas.

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Isto é que é mico

14 de março de 2015 Comentários desativados

pirarucu

 

No sábado passado, a uma semana, portanto, fomos a um lugar que comemos muito bem, mas pagamos um mico (um mico enorme, quase um King Kong). Chegamos para almoçar com dois casais convidados, um deles amazonense de nascimento e formação, e sempre saudoso dos pratos de sua terra; aqueles peixes deliciosos e com temperos que só tem por lá. Nós no Rio sempre repetíamos ‘’vocês têm que ir ao Rio Grande, temos um restaurante que a dona casou e morou por lá, etc, etc.’’

Bem, o dia chegou e nós cumprimos a promessa: os levamos ao House Café, do qual somos clientes (o nome não diz bem o funcionamento da casa). Só que chegamos lá sábado às 13h, ou seja, com 24 horas de atraso; no sábado, ao meio dia o restaurante nem ia abrir.

Bem, fomos recebidos pelo pessoal da limpeza, que obviamente não sabia o que fazer. Enquanto falávamos, chegaram os donos vindos do Super, que é do outro lado da rua (Dona Laura, 19). Chegavam com as compras para um evento de 70 pessoas naquela noite. Ela, a proprietária, nos ouviu e não levou dez segundos para se desculpar de um erro que não sabemos de quem foi (provavelmente nosso). Serviu-nos uns belisquetes, champanhe, é claro, para aliviar a tensão e, em 40 minutos, nos serviu um excelente almoço, só para nós, oito pessoas. Ninguém entrou e ninguém saiu. A casa é agradável, tem cara de casa, não de restô. Até o amazonense convidado, que promovemos a cacique Arthur, que é bom de forno e fogão achou o pirarucu ótimo. E estava mesmo, foi opinião geral, 8×0. Saímos da garagem (sim, tem estacionamento) pouco antes do evento da noite, tudo na maior tranquilidade.

Obrigado, Ana Celina, obrigado José Renato.

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