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O BRASIL E BRASÍLIA HOJE

25 de maio de 2017 0

Catedral - Brasília Cathedral - Brasilia Catedral - Brasilia

Não há como ler os jornais e não tirar as conclusões pessoais. As minhas foram antecipadas em uns 60/70 anos por Enrique Santos Discépolo, quando ele escreveu “Cambalache”, que foi proibido na Argentina 40 anos depois de ter sido escrito, cantado e popularizado por todos os cantores, especialmente os chegados ao “lunfardo”, que era a voz da boca, das amuebladas, dos conventillos e, claro, dos cabarés.

Em Buenos Aires vivi quase dois anos e ali fiz boas amizades, nem sempre com “boas pessoas”, mas sem dúvida aprendi muito além do idioma, e como dizem os tangos, de las cosas buenas y malas. O que são as boas y malas hoje podemos filosofar outro dia, mas “cambalache” é atual, mesmo que cantada por Gardel no início do século passado.
Vejo com as notícias de hoje e quem sabe la cabeça de antaño que Santos Discépolo tinha razão quando escreveu.
Posto no original, crente que todos nós do sul temos escondido um pequeno dicionário de espanhol que nos permite entender e comparar. Se houver alguma dúvida, escreva e com prazer traduzirei. As comparações com Brasília não precisa, com certeza você mesmo fará.

Cambalache
Que el mundo fue y será una porqueira ya lo sé; 
En el quinientos seis y en el dos mil también; 
Que siempre ha habido chorros, maquiavelos y estafaos,
contentos y amargaos, valores y dublés.
Pero que el siglo veinte es un despliegue de maldá insolente, ya no hay quien lo niegue.
Vivimos revolcaos en un merengue y en un mismo lodo todos manoseaos…

Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor, 
Ignorante, sabio, chorro, generoso, estafador 
Todo es igual… Nada es mejor…
Lo mismo un burro que un gran profesor 
No hay aplazaos ni escalafón… 
Los inmorales nos han igualao…

Si uno vive en la impostura y otro roba en su ambición, 
da lo mismo que sea cura, colchonero, rey de bastos, caradura o polizón…

¡Qué falta de respeto! ¡Qué atropello a la razón!
¡Cualquiera es un señor! ¡Cualquiera es un ladrón! 
Mezclaos con Stavisky, van Don Bosco y la Mignon, 
Don Chicho y Napoleón, Carnera y San Martín…
Igual que en la vidriera irrespetuosa de los cambalaches se ha mezclao la vida, 
Mejor letra o poema de tango y, herida por un sable sin remaches, 
ves llorar la Biblia contra un celefón.

¡Siglo veinte cambalache problemático y febril!… 
¡El que no llora no mama y el que no roba es un gil! 
¡Dale que nomás! ¡Dale que va! 
¡Que allá en le horno nos vamo’a encontrar!
No pienses más, sentate a un lao, que a nadie importa si naciste honrao.

Es lo mismo el que labura noche y día como un buey,
que el que vive de los otros, que el que mata, que el que cura o está fuera de la ley…

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IMIGRANTES

24 de maio de 2017 0

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Será que é só Veneza? Será que é toda Itália? Será a Europa inteira? No ano passado não vimos nenhuma violência, mas lemos na Irlanda e Escócia muitas pichações e até placas bem escritas em vitrines: NO MORE MOSQUES. O Que já é uma violência étnica? Religiosa? Política? Sei lá?

Mas voltamos a Itália. Entre suas vielas antigas e estreitos canais, Veneza esconde o charme que faz turistas e românticos de todo o mundo suspirarem. Mas, com o problema migratório que atinge a Europa, a histórica cidade agora escancara nas ruas os vestígios de uma tragédia humanitária.

Com um sistema de recepção a imigrantes e refugiados sobrecarregado, a cidade se distancia da sua tradição de hospitalidade iniciada com a guerra na Iugoslávia. O resultado é a violação de direitos fundamentais dos recém-chegados, que ocupam as calçadas para escapar da rotina dos centros de acolhimento.

Apenas no ano passado, 181 mil imigrantes chegaram à Itália, que se vê no epicentro da crise migratória europeia. E embora este lado do Adriático não receba tantos quanto a costa do Mediterrâneo, Veneza vira o exemplo do drama que percorre o país. Em janeiro, um refugiado da Gâmbia se afogou no Grande Canal, enquanto dezenas de turistas, que passeavam em barcos, o filmavam com seus celulares. Ninguém pulou para ajudar Pateh Sabally. Morreu entre insultos e gritos. Nunca se esperava que isso acontecesse na bota italiana.

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A FERRO E FOGO 2

22 de maio de 2017 0

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Li na ZH de ontem o estrilo do meu amigo Tenius sobre os painéis da praça DomSebastião – diga-se de passagem, por amor a nossa cidade, pois o monumento em questão não é dele. O Tenius é nosso especialista em monumentos para parques e praças, e a ferrugem é a sua adversária. O Chico Alves, que chamo de “Chico com CH” tem razão, o aço não é o japonês do tipo Corten. O dos Açorianos, aquele é à prova de ferrugem (mas não de xixi).

Por serem ambos os escultores meus amigos e obviamente por gostar do assunto, acompanhei e fotografei a execução de ambos, e também o do Castelo Branco, feito para ser colocado no parque Marinha, pago (em parte ou todo) pela iniciativa privada. Este foi projetado para ser olhado e admirado, preferencialmente a uns 150/200m de distância, ou seja, pelo grande fluxo de tráfego da continuação da Avenida Borges de Medeiros, numa visão lateral, e não a que lhe coube no Parcão.

Mas terminado o monumento e com as primeiras eleições diretas próximas, a palavra Castelo Branco virou palavrão, aliás, até agora. Veja a absurda mudança da Av. Castelo, enquanto nada que se chame Getúlio foi mudado. Sou testemunha do Carlos Tenius andando pelos gabinetes do poder à procura de lugar para montar o monumento (que foi cortado ali por Canoas) sob o olhar ingênuo mas treinado do “Salvador”, funcionário do Tenius e do Instituto de Artes.

Ter o recorte do Xico do lado oposto ao Cachorro do Rosário, pintado ou não, é uma opção dos paisagistas da prefeitura, os guerreiros do Xico são impactantes em qualquer cor. No caso do monumento da praça, o artista já se foi (contra a vontade, tenho certeza, o Xico era um indivíduo que amava a vida e exercia o seu amor por ela). Tenho várias peças de ambos, e todas sem ferrugem, tanto as externas como as internas, pintadas ou não.

Algumas gerações não serão suficientes para que a ferrugem se acentue a ponto de prejudica-lo, mas nem por isto devemos empobrecer o visual da nossa cidade permitindo que desapareça. O ferro ou aço, não vem ao caso, está de forma vertical o que já impede o depósito de água ou umidade, o que aumenta muito sua resistência ao tempo. E este tem uma vantagem sobre o Açorianos: a altura, que impede que os passantes o usem como mictório.

No caso do Açorianos, lembro também da luta de Carlos Tenius para que a prefeitura, através da “Parques e Jardins”, fizesse um canteiro de “Coroa de Cristo de 2 ou 3 metros de largura”, evitando assim os mijões. Mas como espinhos protetores não rendem votos, possivelmente o Tenius não verá o seu desejo cumprido, e nós veremos sempre um monumento da nossa cidade servindo de mictório, com enormes buracos provocados pelos mijantes.

P.S: O ato se tornou tão comum que em uma ocasião, o escultor vivendo na Europa, fomos, seu filho Tiago, também escultor, e mais quatro pessoas da prefeitura com carro da prefeitura, examinar o monumento e fotografar os buracos. Falo em buracos de mais de um metro de altura e uns 60cm de largura, e os usuários passantes vinham praticamente ao nosso lado para a sua mijadinha habitual, sem a menor preocupação.

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VIAJANTES SOZINHOS APROVEITAM MAIS?

21 de maio de 2017 0

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Rogério Lima afirmou que “a melhor companhia de um viajante é a dele próprio”, sugerindo que as pessoas que viajam sozinhas como ele faz usufruam muito mais. Decidi fazer um comentários sobre a opinião de outro grande viajante.

Querido Rogério: Como é de conhecimento de alguns, eu viajo muito sozinho.Quando não estou com ninguém, faço mais amigos. Acho que é valioso ter alguém com quem se possa compartilhar as impressões e sensações. Mas sou obrigado a contestar, até certo ponto, sua afirmação de que “a melhor companhia de um viajante é a dele próprio”.

Não vamos às compras porque preferimos os museus; não vamos aos museus porque preferimos as compras; não queremos jantar no restaurante sugerido porque queremos muito comer “apenas uma massinha”. E vice-versa. Em algum momento da viagem temos vontade de estrangular nosso roommate. A sensação deve ser recíproca. As fantasias são perigosas mas nada acontece, graças a Deus – exceto se o seu companheiro for um psicopata, o que é melhor saber antes!

Mas é fácil constatar que amizades, casamentos e outros tipos de relação podem ficar profundamente abalados com uma viagem. Tenho um amigo que fez uma viagem de “reavivamento de seu casamento” para a belíssima Sicília. A tragédia foi tão grande que o próprio vulcão Etna resolveu participar com uma grande erupção. Pudera, se você está se reconciliando com alguém que convive 10/12 horas por dia… passa a ter 24 de convívio.

Em parte, a razão desse despautério é explicada pelo legado de Nelson Montag: “quando você viaja – disse ele – a primeira coisa que põe na bagagem são seus problemas”. Ou seja: não adianta ir para Paris ou Roma porque aquela dor de amor não vai te deixar. By the way, Nelson era um viajante emérito, mas tinha lá seus problemas com as manias alheias.

Tenho a impressão, no entanto, que se você ler atentamente essas linhas abrir mão de parte de suas preferências (e de discutir esse tema com a sua companhia antes de embarcar), tudo pode dar certo.

Se, porém, depois de algumas tentativas, você decidir que vai se tornar um viajante solitário, escolha bem o roteiro, planeje-se de tal forma que, ao chegar ao destino, você o considere familiar como seu bairro. Com o coração aberto e a ausência de picuinhas, você vai conseguir apaixonar-se mais e vai ter tempo de flanar e contemplar – duas tarefas fundamentais para quem viaja. A vida é como é, existe a possibilidade de que, com o coração leve e a alma quente, você conheça melhor seu companheiro de jornada.

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AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA

20 de maio de 2017 0

 

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Acompanhando o cotidiano de vereadores e deputados observo que eles compartilham uma obsessão. Não, nada a ver com caixa 2, deixemos isso para a Polícia Federal. Estamos falando de uma certa compulsão por homenagens (que devem render votos, é claro). Boa parte da atividade oficial do nosso legislativo gira em torno do projeto que a ONG Transparência Brasil classifica de “sem relevância”. Estamos falando da criação de honrarias, do batismo ou renomeação de logradouros e, claro, da instituição de dias comemorativos.

A adoção de datas simbólicas pegou no Congresso Nacional, na Assembleia do Rio e na sua Câmara dos Vereadores: dias para todos os gostos. Uma parcela considerável do calendário já está ocupada por efemérides relacionadas a entidades religiosas ou prevenção de doenças. O resto se divide entre homenagens a gêneros musicais, categorias profissionais e modalidades esportivas.

Dia Nacional do Reggae (o ritmo jamaicano é celebrado em 11 de maio), Dia Estadual do Detetive Particular (fique de olho em 26 de julho) e Dia Estadual do Corfebol (um esporte semelhante ao basquete, 18 de dezembro) são alguns exemplos. Há até espaço para boas intenções: ironicamente, o estado do Rio tem três datas de alerta contra a corrupção. Só esqueceram de avisar o primeiro casal.

Existem ainda centenas de projetos em andamento, sem falar nos dias disso e daquilo que marqueteiros tentam impor. Esse levantamento comprova que a percepção da maioria da população faz sentido: a Câmara de Vereadores até produz, mas muito mal. Na pauta de votação da última semana, por exemplo, tem mais dois projetos desse tipo: a inclusão do dia do entregador e o dia da emprega doméstica. Com o atual nível de proposições, é até bom que as sessões só aconteçam três vezes por semana. O estrago é menor.

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FIM DE OBRA

19 de maio de 2017 0

 

Durante uns dias, tive em casa dois pintores – nenhum deles como a Tomaseli, o Brito Velho o Miró ou o Mabe. Em vez deles, me tocou receber o Betão e o Marcão, boa gente, que aqui estiveram para o modesto porém relevante trabalho de tirar da parede pregos de quadros anteriores e de recobrir de branco as paredes do cafofo onde vivo há 50 anos. Ótimos, recomendo os dois.

Portanto não repare se ao me encontrar sentir um vago cheiro de tinta. É o preço que pago pela alegria de ver recuperada a alvura do chateau. Além de um punhado de reais, que despendi sem reclamar, passei dias de muito desconforto. Durante a obra que me obrigou a trocar até o assoalho tive a ideia de estar vivendo na cidade de Aleppo (que por sorte conheci ainda inteira): entre um bombardeio americano e um russo. Nenhum fricote, apenas a surpresa inesperada de encontrar tanta gente convivendo no mesmo espaço, carregando latas e escadas. Eu, que era capaz de encarar paradas duras no passado, hoje quase entro em parafuso para escolher uma simples tabela de cores e lembrar em que prego estava aquele quadro. Casa de ferreiro espeto de pau. Por que não fiz um clique?

Falta de treino desde que deixei SP, onde era metalúrgico da indústria de automóveis. Aqui me tornei um incompetente que nunca mais foi capaz de sair à procura de um outro ninho onde morar, tendo para tal usufruído, até agora, da ajuda de almas generosas. Cheguei aqui, gostei da lomba, dos belos pores do sol e da vista da cidade, e ficarei bem, até o momento da cremação. Mas sem pressa… Quando cheguei o local estava deserto. Já era bonito, mas ninguém queria. A propriedade havia sido vendida por duas vezes, e os compradores perderam o haras por renúncia. Morar na “Lomba do Asseio”? Nunca. Por que a gozação “do asseio”? é que aqui era a ponta do Melo ou da m….. era onde o cocô da cidade era despejado pelos cabungueiros à noite e sem alarde, mas o “perfume” dizia que passavam por aqui, que o ponto era aqui… e era.

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17 de maio de 2017 0

PARIS, REGIÃO DE VINHOS?

montmartre

Que a França é o país do vinho não é nenhuma novidade. O país produz a bebida desde a chegada dos gregos e romanos à Costa Mediterrânea há cerca de 2,6 mil anos. No entanto, pouquíssimas pessoas sabem que a região parisiense, também chamada de Île-de-France, já foi a maior produtora de vinhos do país, com muito mais vinhedos que Bordeaux.
Durante toda a Idade Média, os vinhos da parte norte eram chamados de vinhos de Île-de-France, uma área que se estendia da Normandia até Champagne e, principalmente, concentrada ao longo do vale do rio Sena. Os vinhos produzidos em Paris e arredores eram muito reputados devido à alta qualidade para a época, e frequentemente eram exportados para o Reino Unido e Norte da Europa. Como o consumo na capital era alto e os meios de transporte precários, a produção nos arredores de Paris era fundamental para saciar a sede dos parisienses.
Ao longo dos anos esta produção foi desaparecendo por diversos motivos, como a construção das linhas férreas, no século 19, que facilitou a chegada dos “vinhos do sul”, em geral tintos com mais corpo e cor, como os Bordeaux, vinhos Languedoc e Provence, até então pouco conhecidos no norte. Hoje, restam apenas alguns vinhedos remanescentes de uma era dourada.
Os Reis, por exemplo, possuíam sua própria produção no coração de Paris na Île-de-la-cité, enquanto os monges cultivavam vinhos em St-Germain-de-Prés e Montmartre e no Quartier Latin. Ao redor da cidade, no Banlieu, algumas localidades ainda produzem alguns hectares de forma comercial, mas, sobretudo, com o intuito de preservar a tradição. Argenteuil, Issy-le-mulineaux e Surennes ofecerem os melhores passeios enoturísticos para os curiosos em degustar um verdadeiro vinho parisiense.
Todos os anos, no mês de setembro, acontecem as Fêtes de la Vendange ou Festas da Vindima, onde se celebra a colheita em diversos locais, especialmente em Montmartre. Encontrar esses vinhos é bastante difícil, mas não impossível. No passado, eram eles que animavam as festas dos cabarés e inspiraram músicos, poetas e pintores como Picasso, Salvador Dalí, Claude Monet e Vincent van Gogh. Esta história merece ser redescoberta.

“Surrupiado” da revista de vinho Bon Gourmet.

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AMYR KLINK

16 de maio de 2017 0

Já com atraso, num caderno da ZH de abril, encontrei a entrevista de Amyr Klink a Rodrigo Lopes. Republico uma parte. É bom saber como pensam nossos ídolos, especialmente quando é um cidadão do mundo.

AMYR KLINK POSE

Como o cidadão Amyr Klink vê o Brasil hoje? Vai ser melhor ou pior depois da Lava-Jato?

Se não sair melhor não será porque a gente não merece. Será porque somos covardes em todos os sentidos. E se a gente não aproveitar agora… É um escândalo. Isso aí que está acontecendo no Rio de Janeiro, um Tribunal de Contas capacho de políticos e empresários.. Não pode. Não pode um Sérgio Cabral sair vivo. Tinha de ser enforcado em praça pública. Não sou adepto de condenações cinematográficas, mas me preocupa a falta de indignação do carioca. Por que eles não estão indignados? O cara minou sistematicamente o Estado, é autor de centenas de assassinatos, de morte. O dinheiro que ele desviou causou sofrimento, doença, morte. Acho que é maravilhoso o que está acontecendo.

 

Um recebi uma carta do Pedro Parente, que era uma espécie de bronca, dizendo que ofendi a Petrobras. Eu não ofendi a Petrobras, não ofendi os funcionários da Petrobras. Comentei um fato que é a realidade. É uma empresa corrupta. Lamento pelos funcionários, mas meu comentário, infelizmente, é a realidade. “Ah, mas foram só sete pessoas que mancharam o nome da Petrobras”. Lamento, não foram só sete.

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O INSTITUTO INHOTIM

14 de maio de 2017 0

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O hoje famoso parque sempre nos surpreende. Além de ter frutificado numa zona sem a menor graça, ter sido transformado de uma antiga fazenda, perto de uma cidade que só existe porque o parque é próximo, agora vai realizar mais um de seus sonhos: ter um teatro que se chamará “Grota dos Sonhos”.

Terá um palco inserido dentro de um lago e uma área para piqueniques no meio da plateia. “Vai ficar belíssimo”, diz o diretor do instituto. O nome foi sugerido por Bernardo Paz (que criou tudo no que era um sítio da família), e a princípio causou certo estranhamento. “Inhotim também não foi considerado um nome fácil no começo, muita gente foi contra. Mas pegou e virou uma marca”, conta.

Com este propósito, chega ao Rio o artista plástico Hugo França (que recentemente expos na Bolsa de Arte, aqui em POA), que transforma árvores mortas nos enormes bancos e esculturas de madeira espalhadas em Inhotim. Ele vai trabalhar num ateliê a céu aberto no Parque Nacional da Tijuca, onde esperam por ele o tronco de uma jaqueira de 19 toneladas e a raiz monumental de uma figueira, entre outras peças.

As obras feitas a partir delas serão expostas no futuro, e quem sabe algumas serão levadas para o parque e inseridas na vegetação onde ficam melhores ainda. E uma notícia também muito boa, o hotel dentro do parque está sendo reformado. Nós podemos dizer que a ambientação será maravilhosa, pois gentilmente acharam um lugar para que estacionássemos o Farofa Andante, que é como os meus invejosos amigos chamam o motorhome que eu chamo de Rocinante. Ficamos bem no meio da floresta, na qual o único barulho que ouvíamos era o cantar dos pássaros.

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SAFÁRI NA NAMÍBIA

13 de maio de 2017 0

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Meu amigo Lucio Pacheco, viajante e leitor do Puxadinho, me pergunta: qual a melhor época para um safári na Namíbia?

Lucio, nunca fui a Namíbia, mas quero ir (se você não lembra, a Namíbia é aquele país que o nosso ex amavelmente definiu como sendo um país tão limpo que nem parecia África. Os afrodescendentes devem ter agradecido). O país foi colonizado por alemães, que o entregaram ainda após a I Guerra (1914-1918) como compensação de guerra.

A melhor época para um safári na região é no inverno, ou seja, entre maio e setembro; quanto mais tempo passar, menos frio fará, e os animais se protegem do calor ficando à sombra… você não os vê e nas fotografias só aparecem manchas mostrando que eles estão ali. É possível se hospedar em hotéis ou pousadas e fazer game drives (os passeios em busca dos animais) na área pública do parque, que normalmente são mais baratas do que as reservas privadas, ou se hospedar num lodge de luxo adjacente ao parque, onde vocês cruzarão só com bichos, não com outros turistas. A diferença é que nas reservas privadas os “rangers” levam você até onde os animais estão, nos outros você é quem sai à procura deles (achar os Big Five não é fácil). Se você é um dos que anda fugindo da lava-jato e não sabia que tinha dinheiro lá fora, vá sem medo, com isto você foge do Dr. Moro, que não é uma fera, só está tentando botar nosso país nos eixos.

E hoje, quando o Sul da Europa e a do Leste ficam quase intransitáveis de tantos turistas, imigrantes e refugiados, é o momento de curtir os outros países, e a Namíbia é um deles, com temperaturas agradáveis e clima estável. Quando? Como? Acho que só há uma rota lógica, Rio/Johanesburgo e aí Windhoek. E se você quiser continuar a viagem lembre que estará bem mais próximo do outro lado do mundo e do Oceano Índico, só depende mesmo do tempo que você dispõe e das reservas que tem… As Ilhas Maurício, Reunion e até Seychelles estão mais próximas.

Abraços, Lúcio.

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