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	<title>Viajando por Viajar, por Flavio Del Mese</title>
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		<title>Mais Algumas Histórias de Viagens</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 19:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de chegar de alma lavada (e com mais prestações a pagar). Comecei a abrir a correspondência e, do Rio de Janeiro, do meu amigo Scali, um livro. Achei que era de automobilismo ou sobre automóveis, ele é jornalista do ramo, e bom, com vários livro publicados. Não, não era. É sobre 1000 lugares para... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/20/mais-algumas-historias-de-viagens/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/livro-viagens.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4963" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/livro-viagens-300x219.jpg" alt="" width="300" height="219" /></a>Acabo de chegar de alma lavada (e com mais prestações a pagar). Comecei a abrir a correspondência e, do Rio de Janeiro, do meu amigo Scali, um livro. Achei que era de automobilismo ou sobre automóveis, ele é jornalista do ramo, e bom, com vários livro publicados. Não, não era. É sobre 1000 lugares para conhecer antes que o mundo acabe, como acreditaram alguns, em dezembro passado. Ora! Assim não vai dar. Você volta de lugares especiais, onde nunca havia ido (falha minha) e aí você vê que ainda faltam uns 500. Todos novos. Novos não, mas com nomes substituídos, e que a gente nem sabe bem onde são. Um exemplo? Ora! Só na África, após a Segunda Guerra, surgiram 53 novos. Bem, além disso, você sabe que viajar no Continente Africano pode fazer mal à saúde. A não ser que você vá de Aerolula e tenha como aeromoça alguém chamada de Rosemary. O índice de HIV é inacreditável e mais ou menos 50% dos acidentes de aviação mundial são por ali, embora transporte apenas 5% dos passageiros. Ou seja, é preocupante.</p>
<p>Voltando. Você visita três países como as Repúblicas Bálticas (o que fiz agora) e, ao chegar, se certifica que deixou para trás 997 outros. Pô Scali! Muito obrigado, mas não precisava fazer isso comigo. Afinal, somos amigos há tanto tempo.</p>
<p>Da minha parte, vou deixar claro: não sou um colecionador de países. Aliás, nem poderia ser, pois não sei viajar rápido. Faço uma grande diferença em ter estado ou conhecer o lugar. Outra constatação que o livro me apresenta, é que com a explosão da União Soviética, surgiram umas 20 novas/ velhas Repúblicas, na maioria islâmicas e sem boas estradas. Ou seja, o livro que o Paulo Scali me mandou só vai fazer que eu me endivide ainda mais com as companhias de aviação. Por exemplo, ele fala da Crimeia, quem lembra onde é? Só o que sabemos é que a nomenclatura soviética passava lá as suas férias. Aliás, tem uma passagem que acho ótima. Retribuindo a um fim-de-semana em Camp Davis o ex-presidente Brejnev leva o presidente Reagan para sua “datcha” justamente na Crimeia, que deve ser maravilhosa, pois a nomenclatura em qualquer lugar se trata bem. Conta o livro que, após uma refeição, o anfitrião sai mostrando a propriedade (a Crimeia é ali no Mar Negro, acima da Grécia e Turquia).</p>
<p>Tem praias de areias negras, grandes pedras e casas antigas de madeira, é tudo muito bonito. Pelo menos, o lado turco e grego que conheço. Na volta, após a caminhada, entram pelo andar térreo e ao se abrirem as portas. O presidente Brejnev, de surpresa, mostra sua coleção de automóveis em que entre antigos e novos eram uns 50 com preferência para Limosines americanas, Jaguar e Bentleys ingleses. Uns perfeitamente recuperados e outros quase novos. Todos impecáveis. A visita durou mais ou menos uma hora. E quando já estavam subindo para a parte residencial, o sorridente Brejnev pergunta: “Então, o que é que achou?”. “Meus parabéns, ótima coleção”, diz o presidente Reagan. “Não sabia que gostavas de automóveis. Só quero saber o que você vai fazer com ela quando chegar a revolução”.</p>
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		<title>Volta de Viagem</title>
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		<pubDate>Sat, 18 May 2013 14:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ultimamente, em viagens, sinto saudades. Não do ato de escrever, mas do convívio com vocês. Aliás, nunca fui de escrever muito, mas quando o Marcos Abreu me informa o número de visitas me surpreende, sinto até um certo remorso, mas como manter um Blog de viagens... sem viajar! Sei que há gente que faz, mas,... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/18/volta-de-viagem/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/igreja-s-petersburg.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4959" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/igreja-s-petersburg-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Ultimamente, em viagens, sinto saudades. Não do ato de escrever, mas do convívio com vocês. Aliás, nunca fui de escrever muito, mas quando o Marcos Abreu me informa o número de visitas me surpreende, sinto até um certo remorso, mas como manter um Blog de viagens... sem viajar! Sei que há gente que faz, mas, para mim, seria impossível: gosto do que faço. Aliás, o <em>Viajando por Viajar</em> não só fala de viagens, mas só fala de viagens feitas por nós, vividas por nós. Eu nunca cheguei a comentar que ia viajar.</p>
<p>Não que eu fizesse segredo, mas é que nos damos conta em cima do laço que as milhas iam vencer e quase as perdemos. Além disso, a relação valor/ distância mudou. Claro que mudou a favor das companhias.</p>
<p>E mudou justamente quando veio cá, um amigo americano que, numa conversa, me disse: aproveitei e pedi milhas em <em>Advance</em> e, assim, vieram também minha mulher e minhas filhas. E aí perguntei: Como é mesmo? Pediste milhas não voadas? Sim, disse ele, isso mesmo. Ou seja, lá fora, você pode sacar as milhas que vai voar no futuro, conforme a sua fidelidade companhia. Ou seja, lá, vale a pena ser fiel.</p>
<p>Mas, voltando às postagens, como dizia antes, me tornei dependente do contato com vocês. Abro o Lepi de manhã, curioso para ver o resultado do que escrevi ontem. Agora, volto contando da minha passagem pelo Golfo da Finlândia e pelas Repúblicas Bálticas (sob nova direção e muito melhor, apesar de ter um leão de Chacara em cada porta de loja). Até prometi ao Diego Casagrande uma foto do encoraçado Aurora, meio enferrujado, é claro. Estava lá na minha primeira viagem, ainda quando a linda cidade, criada por Pedro, o grande, se chamava Leningrad. O barco ainda está no porto. Foi dele o disparo que anunciou aos Revolucionários de 1917 que a revolução havia começado. Claro que, naquele momento, ninguém imaginava que seria a desilusão que foi, nos milhões de mortos, do fracasso dos planos quinquenais, dos Gulags na Sibéria, etc. Estava bastante próximo do hoje Museu do Hermitage (ainda está).</p>
<p>Quando falo em algum assunto que envolve ideologia (como este), posso afirmar que é coincidência. Nunca li um livro do gênero. Ideologia nunca foi o meu forte, nunca fui a reuniões de centros estudantis em qualquer nível; sempre achei um saco discussões políticas, acho o assunto chato. Até em botecos. As minhas opções, e é claro que as tenho, são por ter visitado os países e não por ter lido sobre ideias revolucionárias ou reuniões de partido, que devem ser ainda mais chatas. E olhe que, em Caxias, fui colega de colégio do “Turco Simão”. Ele, bem mais velho, sempre foi bom orador. Às vezes, vinha ele, voltava a Caxias, ia ao colégio (como ex-aluno). Os Maristas, vendo que ele teria futuro na política, lhe emprestavam o auditório. E lá vinha o blá, blá, blá, sempre o mesmo e repetitivo. Quem sabe viajante precoce e desde aquela época fui me acostumando a ver os resultados visitando lugares... e não a sua ideologia, pois o que vale é o resultado final. E os resultado do comunismo todo mundo sabe, menos a Manuela.</p>
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		<title>A Era do Concreto e das Alturas (parte 2)</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 17:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Saltemos, agora, para o limiar do século XX. Com o desenvolvimento tecnológico das estruturas de aço e do elevador, a capacidade de empilhar pavimentos foi a alturas inconcebíveis.
Pela primeira vez, os edifícios mais altos das cidades não eram mais igrejas. Os arranha-céus que subiam em Chicago e Nova Iorque eram “catedrais do comércio”, repletos de... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/17/a-era-do-concreto-e-das-alturas-parte-2/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/empire-state-building.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4953" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/empire-state-building-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Saltemos, agora, para o limiar do século XX. Com o desenvolvimento tecnológico das estruturas de aço e do elevador, a capacidade de empilhar pavimentos foi a alturas inconcebíveis.</p>
<p>Pela primeira vez, os edifícios mais altos das cidades não eram mais igrejas. Os arranha-céus que subiam em Chicago e Nova Iorque eram “catedrais do comércio”, repletos de escritórios e funcionários que ultrapassaram a altura da catedral de Saint Patrick. Para os mais religiosos, uma agressão, um sacrilégio!</p>
<p>O Empire State foi construído no ritmo alucinante de 410 dias (não foi obra pública e muito menos da Delta). Quando foi inaugurado em 1931, ele era um casamento sensacional e sem precedente de aço e cimento. Seu cerca de 1 milhão de metros quadrados de espaço de escritórios ainda hoje acomoda 21 mil empregados de mil companhias.</p>
<p>E quanto à maravilha construída recentemente no Oriente Médio?</p>
<p>É notável o fato de o edifício mais alto do mundo ser dedicado inteiramente a residências e algumas funções de apoio como de varejo, entretenimento e comércio. O Burj Khalifa é uma cidade vertical. Como ele chegou no momento em que a economia global está ardendo mais lentamente, há a tentação de vê-lo como produto de uma cultura em extinção.</p>
<p>Mas o Empire também foi construído durante a Grande Depressão. E as grandes inovações de hoje em materiais e estrutura têm o poder de durar, a despeito das circunstâncias em que nasceram. Se uma sociedade adorava Deus em pedra, esta outra venera a empresa em aço.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/casa-na-arvore-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4954" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/casa-na-arvore-2-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Texto básico: New York Times</p>
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		<title>A Era do Concreto e das Alturas (parte 1)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 19:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Os primeiros inquilinos já estão morando. Apesar dos contratempos normais, desde a sua inauguração, o prédio comandou uma exuberante proliferação de recordes. O prédio eleva-se a mais de 800 metros, o dobro do Empire State. Já pensou subir com a mobília? E se você toca piano? E quem leva o Totó para passear? Ou o... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/16/a-era-do-concreto-e-das-alturas-parte-1/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os primeiros inquilinos já estão morando. Apesar dos contratempos normais, desde a sua inauguração, o prédio comandou uma exuberante proliferação de recordes. O prédio eleva-se a mais de 800 metros, o dobro do Empire State. Já pensou subir com a mobília? E se você toca piano? E quem leva o Totó para passear? Ou o clássico... meu bem, esqueci as chaves no carro.</p>
<p>Bem, isso veremos no futuro...</p>
<p>Toda a badalação omite duas outras marcas simbólicas que devem enriquecer os livros de história: O Burj Khalifa é, principalmente, residencial e sua armação estrutural é de concreto.</p>
<p>Por que esses dois fatos são importantes?</p>
<p>A busca da altitude máxima é um grande feito para a vaidade tecnológica da nossa época. Uma construção dessas requer um investimento técnico extraordinário e conduz inovações em materiais. Quando avaliamos edifícios, vemos que estruturas altas oferecem dividendos notáveis às sociedades que as criaram.</p>
<p>Pensem na Idade Média. As altíssimas catedrais foram assombrosos marcos. As igrejas aproveitam ao máximo a capacidade estrutural dos materiais disponíveis. Imagine o impacto dos peregrinos ao chegar a essas construções. Ficavam extasiados com o aparente desafio à gravidade e sentiam-se envolvidos pelo poder espiritual transmitido pelos interiores das igrejas, ainda mais quando atravessadas pelas luzes coloridas dos vitrais. Quase um milagre, quem sabe até divulgado como se fosse...</p>
<p>A Igreja de Notre Dame, em Paris ou a de Chartres tinham altura que tem hoje, mas em uma época em que 90% das edificações tinham um só andar, pouquíssimas tinham dois. Imagine o que isso representava?</p>
<p>Como descrer de um Deus que permitia que elas se mantivessem de pé?</p>
<p>A Lincoln Cathedral, na Inglaterra foi <strong>considerada o primeiro edifício a excedera altura da Grande Pirâmide</strong>, um marco a ser considerado. As abóbodas elevam-se como delicadas folhas entrelaçadas numa altura estonteante. Foi a construção mais alta do mundo <strong>por dois séculos e meio</strong>, até seu pináculo central <strong>desabar em 1549</strong>.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/burj-khalifa-dubai.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4948" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/burj-khalifa-dubai-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a></p>
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		<title>Vivendo nas alturas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 20:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos em um safari, literalmente no meio do mato em tendas, confortáveis, mas tendas.
Um dos companheiros tinha um livreto com um nome curioso Arquitetura sem Arquitetos. Folhei o livro e o dono, viajante também e provavelmente arquiteto o comprara em um sebo.
Nunca esqueci o livro. Eram construções simples e óbvias, mas de bom... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/15/vivendo-nas-alturas/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos em um safari, literalmente no meio do mato em tendas, confortáveis, mas tendas.</p>
<p>Um dos companheiros tinha um livreto com um nome curioso <em>Arquitetura sem Arquitetos</em>. Folhei o livro e o dono, viajante também e provavelmente arquiteto o comprara em um sebo.</p>
<p>Nunca esqueci o livro. Eram construções simples e óbvias, mas de bom gosto, feitas em tribos usando pedras, barro e madeira, os únicos materiais que dispunham. O livro tinha mais desenhos que fotografias. Outro dia enquanto tomava um café no “Personalite” vi algumas fotos e lembrei daquele acampamento. Teria a moda migrado da África para a Europa e para a América? Não falava nisto, mas um publicitário francês Adair Laurens decidiu criar uma empresa para construir casas a 10m de altura do chão. Em princípio, maluquice completa, mas destas que dão certo.</p>
<p>Gostei da história e a associei a uma aqui de Belém Novo: construtor e proprietário o Gustavo Nakle, um libanês que decidiu trocar a tradição de lojinha (a sua chamava-se Ao Braço Fixo. Aquela clássica. Braço estendido do qual pendiam gravatas, suspensórios e lenços, pendurados onde? No próprio braço, claro). Com a separação, fez uma casa de Tarzan no maior eucalipto e no ponto mais alto de Belém Novo. Nós, os seus amigos, temíamos por ele e pelo filho que o acompanhou no exílio matrimonial . Nas noites de temporal, aquele eucalipto era tudo que um raio podia desejar. Agora, antes de levar a revista para ele, resolvi dividi-la com os Blogueiros e Faceiros. Portanto, se você sempre quis dar uma de Trazan e a sua Jane concordar, lembre-se que há outras.</p>
<p>A empresa construtora vai bem. A maioria das encomendas vem da Itália e da Provence. Entre os que encomendaram casa a La Cabane Perché, estão o Chateau Valmer que tem duas árvores e, portanto, duas suítes uma para casal e outra para famílias.</p>
<p>Em 12 anos a empresa fabricou 350 casas. Assim que o cliente demonstra interesse em ter uma cabana, a equipe de Laurens analisa a árvore em que será colocada: altura, circunferência, idade. As espécies mais apropriadas são carvalhos e pinheiros. E quanto mais antigas, melhor. O ideal é que a casa fique a uma altura entre 8 e 14 metros do solo. A madeira ideal para eles é o cedro vermelho importado do Canadá. Sólido, leve e não apodrece. Uma casa pode ser feita em três semanas e algumas, mais sofisticadas, levam até dois meses e meio. Nenhum prego se quer é colocado no tronco ou galhos. O sistema faz com que a cabana se encaixe nos troncos e galhos, com uma cinta colocada em volta do tronco que pode ser ajustada. As árvores continuam crescendo de forma natural. “Construímos os sonhos dos clientes, mas focamos em qualidade e na natureza”.</p>
<p>Aí está, portanto, uma nova forma de viver e em caso de dúvida, se morar no sul. Dê uma olhada na do Gustavo Nakle é um professor, além de muito bom escultor.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/casa-na-arvore-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4943" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/casa-na-arvore-1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
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		<title>Vinho é alimento?</title>
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		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto: “vinho é alimento ou não?”, despertou muito interesse há algum tempo atrás, não só na nossa região, mas também em países que até agora não tinham nenhuma tradição de vindima, mas que poderão chegar aqui um dia. Por exemplo, tenho encontrado, nos supermercados, laranjas uruguaias, espanholas e australianas. Ora, se frutas perecíveis, como... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/14/vinho-e-alimento/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/vinho.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4938" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/vinho-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O assunto: “vinho é alimento ou não?”, despertou muito interesse há algum tempo atrás, não só na nossa região, mas também em países que até agora não tinham nenhuma tradição de vindima, mas que poderão chegar aqui um dia. Por exemplo, tenho encontrado, nos supermercados, laranjas uruguaias, espanholas e australianas. Ora, se frutas perecíveis, como laranjas, chegam da Austrália até aqui, por que não vinhos, se poderão nos fazer concorrência? Acho difícil, mas antes de qualquer afirmativa ou negativa, temos que ver preço e qualidade. Como as laranjas, selecionei alguns países que me surpreenderam.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Indonésia</span>: Quando começaram a plantar em Sanur, na Ilha de Bali, uvas Alphonse de Lavelle, os entendidos ridicularizaram a ideia, dizendo que a variedade era de mesa; não seria apropriada para vinhos.</p>
<p>Os mesmos hoje já reconhecem que estavam errados. O rosé de Hatten é um demi-sec e agradavelmente frutado. O produtor de vinhos Vincent Desplat também produz ali um premiado vinho meio-doce, o Pinot de Bali. Mas não me perguntem de onde vem a premiação. Sabemos que hoje, se andarmos a procura de medalhas, títulos de nobreza etc, é só procurar...</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Japão</span>: É a mais desenvolvida indústria produtora de vinhos da Ásia, e surpreendentemente já tem cerca de 230 produtores. Katsunuma talvez seja o mais conhecido. O seu Château Mercian inclui vinhos feitos a partir de uvas japonesas e europeias e já abocanhou muitos prêmios.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Tailândia</span>: A empresa produtora Siam, na Tailândia tudo é Siam. Entenda-se: era o antigo nome do país – começaram o negócio sem pretensão, produzindo vinhos para cortes, para coolers e sucos. Mas, com a ajuda de experts franceses progrediu e hoje o rótulo Chatemp já conquistou medalhas de bronze em competições internacionais, mas no seu filme de divulgação é curioso ver a uva sendo transportada por elefantes e não em bigas. <span style="text-decoration: underline">Bigas</span>?</p>
<p>As bigas são uma engenharia típica da nossa serra. São velhos jipes Willys com tração nas quatro para andar sob os parreirais. Como os Jipes são muito altos, corta-se a parte superior da carroceria e assim passam por baixo dos parreirais. Como os motores são pesados e consomem muito, tiram os motores originais e colocam pequenos motores monocilíndricos diesel e assim tuc,tuc,tuc, vão andando e carregando os cestos de uva. Com isto, substituíram os bigunchos. O que é um biguncho? Um cone de madeira (posteriormente de vime) colocado às costas, como uma mochila, com o qual a pessoa andava sob o parreiral colhendo os cachos maduros e automaticamente os colocavam nas costas.</p>
<p>Ninguém sabe quem criou a primeira biga, nem quem lhe deu o nome – são muito úteis, quando não estão colhendo servem de transporte. Com uma correia para o outro lado, serram lenha, acopladas a um gerador produzem energia etc. Hoje até existem os mini tratores, mas até algum tempo, só as bigas conseguiam passar sob os parreirais. O nome deve ter sido inspirado nos filmes das vitórias e derrotas em arenas romanas. Como falei são muito úteis, mas não têm o charme de elefantes andando lentamente entre espaldeiras. Estes acrescentam um elemento novo ao visual dos campos viníferos tailandeses, portanto um brinde aos velhos, aos novos produtores e também aos elefantes, o novo componente vinhateiro. A biga animal só tem uma desvantagem: consome mesmo quando não trabalha.</p>
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		<title>Um pouco sobre os Vikings...</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 17:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia destes, vamos falar mais detalhadamente do North Cap, que é um marco para viajantes. Pudera, é o último ponto que se pode chegar ao Continente Europeu (daí em diante, só as ilhas Spetsberg). Mas mesmo do penhasco não dá para observar o Polo Norte, simplesmente porque ele não existe. Não é um ponto... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/13/um-pouco-sobre-vikings/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia destes, vamos falar mais detalhadamente do North Cap, que é um marco para viajantes. Pudera, é o último ponto que se pode chegar ao Continente Europeu (daí em diante, só as ilhas Spetsberg). Mas mesmo do penhasco não dá para observar o Polo Norte, simplesmente porque ele não existe. Não é um ponto fixo, tem verões que ele permanece, e verões que ele derrete. Já andei por lá duas vezes, mas sempre por roteiros diversos e dá para ir sem problemas, de ônibus interurbano (assim foi minha primeira ida). Nem tão lá em cima, um pouco antes, mas já no paralelo 69/ 70 mais ou menos, tem o Museu do Bacalhau numa das ilhas Lofoten. Tem também uma vila viking que foi encontrada, restaurada e é mantida como era. Só servem comida da época e produzem tudo ali com fogão a lenha. Posso garantir a vocês que não era fácil ser Viking.</p>
<p>É curioso, aprende-se um monte de coisas, todas da cultura inútil, é lógico. Quem de um país tropical como o nosso, quer saber como viviam os Vikings?</p>
<p>Bem, só mais uma coisa. Lembram-se dos Vikings e dos capacetes? Aqueles com chifres laterais? Há dezenas deles por ali, todos recuperados, nenhum com chifres que, para nós, são quase um distintivo que ninguém quer. Não vi nenhum capacete com chifres. Não estou dizendo que nenhum Viking não tivesse chifres. Provavelmente alguns o tinham... Como em todo o mundo. Não os tinham é nos seus capacetes. Como surgiu a história? Novamente, com os italianos. Um produtor de ópera, que não sei qual é, precisava na encenação, que os “diabos do norte” tivessem um aspecto agressivo, marcante e teve a ideia de coloca-los. Pegou tão bem, o impacto na plateia foi tão grande que até hoje, quando se quer caracterizar um Viking, é só colocar uns chifres laterais e está pronta a caracterização.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/vikin.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4932" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/vikin-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a></p>
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		<title>O Chile e suas particularidades... (parte II)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 16:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra marca nos morros do Vale do Elqui são seus observatórios astronômicos, por conta da limpidez do céu e da ausência de luzes. Os mais antigos são o Mamalluca e o Cerro Tololo, abertos a visitas agendadas com antecedência.
Visite se tiver tempo, é uma indiada eu sei, mas há ali também uma mina de lápis-lázuli,... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/10/o-chile-e-suas-particularidades-parte-ii/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/observatorio.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4925" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/observatorio-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Outra marca nos morros do Vale do Elqui são seus observatórios astronômicos, por conta da limpidez do céu e da ausência de luzes. Os mais antigos são o Mamalluca e o Cerro Tololo, abertos a visitas agendadas com antecedência.</p>
<p>Visite se tiver tempo, é uma indiada eu sei, mas há ali também uma mina de lápis-lázuli, uma das poucas no mundo. A pedra semipreciosa é usada para a fabricação das joias características do país. O vale também guarda minas de urânio, cobre, quartzo, magnetita e manganês. Parte delas foram exploradas pelos dieguitas, povo que habitava a região antes da chegada dos espanhóis. Algumas são abertas a turistas e preservam pinturas geométricas pretas e vermelhas, que hoje são reproduzidas em vasos e pratos.</p>
<p>Quando chega a hora do almoço, fomos levados ao surpreendente Cocinas Solares, no povoado de Villaseca. O restaurante dispensa o uso de energia elétrica, gás ou lenha. Todos os pratos são preparados nos chamados fornos solares: caixas espelhadas que refletem a luz do sol, usados para cozinhar os alimentos. Gerenciada por uma cooperativa de mulheres, servem receitas típicas como cabrito com batatas e arroz e o pastel de choclo, torta de milho com carne. A refeição é acompanhada por uma generosa taça de vinho e termina em uma opção de sobremesa bem chilena e, eu acrescento <strong>gaúcha, também</strong>, o mote com huesillos, grãos de trigo ou arroz cozidos com pequenos pêssegos com caroço e tudo.</p>
<p>Em monte grande, a casa da poetisa Gabriela Mistral, tornada museu, é a principal atração. E a visita é solene, com a reverência que ela merece. O silêncio com que seus visitantes leem seus manuscritos, seu olhar de admiração, a simplicidade do quarto da poetisa, conservado com seus pertences – tudo cria uma atmosfera quase religiosa.</p>
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		<title>O Chile e suas particularidades... (parte I)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 May 2013 16:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Foram muitas as viagens pela costa do Pacífico até o Peru e Equador todas por estrada, bem como um gosto.
Frequentemente, sem notas confiáveis, hoje acabo misturando uma com outra. Não é intencional. É que durante muitos anos usava as fotografias como roteiro e memória. Os filmes eram numerados, como faziam todos os profissionais. Para que... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/09/o-chile-e-suas-particularidades-parte-i/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram muitas as viagens pela costa do Pacífico até o Peru e Equador todas por estrada, bem como um gosto.</p>
<p>Frequentemente, sem notas confiáveis, hoje acabo misturando uma com outra. Não é intencional. É que durante muitos anos usava as fotografias como roteiro e memória. Os filmes eram numerados, como faziam todos os profissionais. Para que elas fossem rentáveis, deveríamos fazer de três a cinco filmes por dia. Não é por nada que o Image Bank de New York distribuía um adesivo para as sacolas dizendo: “<em>Lembre-se: você não está em férias pagas</em>”. Tínhamos isso permanentemente na memória... e nos ombros, pois a sacola de equipamentos pesava ao redor de oito quilos (sem tripé), e sem contar com o peso dos filmes. É só fazer a conta: três a quatro filmes por dia, numa viagem de 60 dias. Além disso, não pense em comprar <em>Kodakchrome</em> em qualquer lugar. Revelá-los muito menos (eram menos de uma dúzia de laboratórios que revelavam, <strong>no mundo</strong>), mas a sua qualidade insuperável justificava o sacrifício. Só para terem uma ideia, no Studio, a tela era de 4,40m e a projeção feita a 19m. Pois bem, o preto era preto e não cinza escuro. O branco era branco. O vermelho era vermelho Ferrari e assim por diante.</p>
<p>Quem guia só vê 50%. Mesmo com condução própria, há lugares que os guias conhecem bem melhor que nós, e, além disso, você não quer passar o tempo todo guiando. Portanto, voltávamos com uma Van cheia de passageiros cansados, mas felizes, por uma estradinha de mil curvas. Momentos antes num pontilhão, um pastor a cavalo conduzia, com a ajuda de cães, centenas de ovelhas. Uma daquelas cenas que você achava que haviam ficado perdidas nos filmes de Hollywood. Mas lá elas fazem parte do presente. Por isso, o vale é místico e religioso, alguns dos adjetivos que os chilenos usam para se referir à região. E isto está bem perto, pouco menos de 500Km da capital Santiago. É terra do Pisco, de comunidades esotéricas, de observatórios astronômicos e da poetisa Gabriela Mistral.</p>
<p>Nos arredores da litorânea La Serena, que encanta mesmo que você não saia dela havíamos saído de manhã, fazia frio, a névoa mal deixa ver as plantações de papaia, na beira da estrada. Apesar da aparência similar à do mamão, a fruta é boa para fazer suco e doce em calda, mas não para ser comida crua (nunca entendi tamanha semelhança e sabor tão diverso). À medida que a manhã avança, o frio dá lugar ao calor característico do deserto chileno. Um mar de parreiras ajuda a compor a paisagem: o verde da vegetação, o ocre das montanhas e o azul do céu se compõem perfeitamente. A cada curva descortinávamos cenários que são fotografias á nossa espera. Plantações de pimenta, chirimoya e paltas se mostram no caminho. Tudo graças à ausência de vulcões na região, que me disseram resulta em menor concentração de minérios no solo e na água – uma das explicações para a fertilidade local.</p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/la-serena-chile1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4920" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/la-serena-chile1-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a></p>
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		<title>Os pratos mudarem é tradição na Itália</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 16:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Del Mese</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nós, filhos de italianos não damos muita bola, mas é difícil de explicar aos “não oriundos” que a Itália foi unificada, mas suas receitas continuam independentes. A pizza alla napolitana feita em Roma leva anchova. Em Nápoles, essa pizza se chama... alla romana! Se non capisci nemmeno loro!
Vamos lá, de novo: quem tem boca vai... <a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/2013/05/08/os-pratos-mudarem-e-tradicao-na-italia/?topo=77,1,1,,,77">Leia mais &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/comida-italiana.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4915" src="http://wp.clicrbs.com.br/viajandoporviajar/files/2013/05/comida-italiana-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a>Nós, filhos de italianos não damos muita bola, mas é difícil de explicar aos “não oriundos” que a Itália foi unificada, mas suas receitas continuam independentes. A pizza alla napolitana feita em Roma leva anchova. Em Nápoles, essa pizza se chama... alla romana! <em>Se non capisci nemmeno loro</em>!</p>
<p>Vamos lá, de novo: quem tem boca vai a Roma e vai comer. Bem, o fato é que, com ou sem trocadilho, quem chega à Itália quer comer os clássicos que tem na memória: a pizza alla napoletana, a bistecca alla fiorentina. Então percebe que um restaurante é um pouco diferente do outro. Mesmo que os pratos sejam preparados daquela maneira há décadas. Variar receitas clássicas na Itália já é pura tradição. A sua é sempre a melhor.</p>
<p>Desde que o país foi unificado, uns 150 anos atrás, um acontecimento histórico que se celebra hoje, os italianos tentaram unificar também suas receitas. Mas não conseguiram.</p>
<p>Só conseguiram estabelecer o seguinte: a massa do tagliatelle deve ser fresca, feita com ovos, e servida com ragù. Como é o ragù? Bem, depende...</p>
<p>Os genoveses criaram o Consorzio del Pesto Genovese, que reconheceu uma receita como a mais autêntica. Mas pela Ligúria se encontram diversas variações do molho à base de manjericão, azeite e alho.</p>
<p>Em Roma, há a Confraternita della Carbonara; em Bolonha atuam Gli Apostoli dello Tagliatello; tem também a Confraternita del Tortellino. Por toda a Itália há gente empenhada em defender a autenticidade <span style="text-decoration: underline">de suas</span> receitas regionais. Cabe a você sair provando.</p>
<p>Nomear um prato de tonno alla palermitano, ou seja, "atum de Palermo", é um modo de associar um prato a determinada região. Algumas vezes as associações fazem sentido - o atum usado é mesmo um atum siciliano, servido com ingredientes locais: azeitonas, alcaparras e tomate. Outras vezes, como no “risotto alla milanese”, não se trata disso. O "risoto de Milão", preparado com açafrão, nada tem a ver com os ingredientes regionais, mas só reflete um hábito cultural local.</p>
<p>Comida é identidade. Identidade é algo emocional e cultural. Reivindicar a paternidade de um prato é demonstrar orgulho criativo. No final das contas, essa relação com a comida é positiva porque as receitas têm significado, origem e lugar, não são conceitos abstratos. Como nação a Itália deve muito a Pellegrino Artusi, autor de <span style="text-decoration: underline">A ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem</span>, publicado em 1891. O livro provou ser um aglutinador das tradições gastronômicas das várias cidades-Estado que hoje compõem o mapa italiano.</p>
<p>Mas unidade não significa abandonar a identidade. Afinal de contas, a Itália, como país unido, tem apenas 150 anos, os EUA têm mais de 300 anos e o Brasil está pelos 600. Comer na Itália é uma das razões de viver e os italianos retêm sua cozinha regional por apreço à tradição. Receitas são transmitidas de geração em geração; há pratos do norte e do sul da Itália que ainda não conhecemos. Lemos sobre eles, e vamos até lá cheios de expectativa e ao provar nos damos conta que é mera cópia do mesmo prato com uma pitada a mais de qualquer tempero. Por outro lado, diz o Carlo Pricchiere em Módena, há um tortellini com recheio de prosciutto, mortadela e parmigiano. O tortellini é feito em toda a Bolonha, mas 20 quilômetros ao norte, em Reggio Emilia, a mesma massa é preparada de uma maneira completamente diferente, mas o nome é o mesmo. Tudo pode acontecer...</p>
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