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Posts com a tag "aeroportos"

Parabéns, Dona Dilma

07 de março de 2012 0

A mudança de rumo mostra a conscientização do governo de que a INFRAERO (como o restante da máquina pública) é má gestora.  Portanto, valeu.

Não sei se o mesmo governo vai pedir à militância que esqueça as promessas de campanha. Embora a privatização não seja bem uma privatização, já que, em alguns casos… como Guarulhos, ficou com a INVEPAR e fundos de pensão estaduais e federais, sendo que a INFRAERO controla 49%. Está no edital.

Uma vez sentada na cadeira presidencial, a Presidente se deu conta do que nós, usuários de check ins e check outs, já sabíamos – e diante de um fiasco global que seria transmitido para todos os países, participantes ou não da copa.

Na semana passada, por exemplo, o nosso vôo foi mudado de portão duas vezes pouco antes do embarque. Não me perguntem o que deve fazer um estrangeiro. O serviço de som avisa, mas a televisão não mostra.

O discurso contra a venda de “bens públicos” foi amaciado e a necessidade de melhor atendimento foi assumida. Para nós, simples passageiros, o caminho está certo.

Só falta agora, nos “bota-fora”, parar de incensar os ministros que botaram a mão no nosso bolso e, se os partidos deixarem, pedir o dinheiro de volta – seja em libras, dólares, euros, ou até em guaranis nós, os contribuintes, aceitaremos de bom grado.

Nine eleven e a nossa segurança

11 de setembro de 2011 Comentários desativados

Nos últimos dias, revi centenas de imagens que não sairão das nossas lembranças. As cenas dos aviões explodindo, as chamas, os corpos caindo das torres nos dão um novo choque – mas as filas já voltaram aos aeroportos. Já nos acostumamos com os guardas controlando inocentes passageiros que, às vezes, têm que tirar até os sapatos e mostrar o que têm nos bolsos. Faço isso sem problemas – pelo contrário, gosto que zelem pela minha segurança. Discordo das pessoas que dizem que esta é uma humilhação imposta pela América. Não considero exagerado o cuidado, depois de ter visto o buraco que ficou no lugar das torres. Muito pelo contrário, me preocupo quando o controle é mais superficial.

E, ainda, eu concordaria com tudo o que viesse minimizar os horrores daquele inesquecível setembro. As críticas parecem vindas de pessoas que conhecem pouco ou fingem que esqueceram o que podem fazer os radicais islâmicos ou qualquer radical.

Na verdade, viajando é que nós aprendemos um pouco sobre o mundo. Na mesma hora em que desci do avião em Chicago, uma semana antes do primeiro aniversário do 11 de setembro, pude ver como tudo o que eu pensava que ia acontecer no aeroporto era errado. Não houve nenhum exagero. Aliás, não houve na viagem inteira. Com um outro casal, este norueguês, demos a volta nos Estados Unidos. Cinquenta dias, quase 11.000 quilômetros, sem que absolutamente ninguém nos pedisse papéis ou abrisse nosso porta-malas.

Mas, na mesma hora em que eu, um iemenita, um paquistanês e um peruano chegamos ao país, cada um vê a cidade, o país, da sua forma, bastante diferente da trincheira que havia imaginado.

A maioria das pessoas, no entanto, não tem a oportunidade de ir aos lugares e ver. Cabe a nós, alguns de nós, pelo menos, com o nosso tempo e dinheiro, dar as impressões. Certas para uns, erradas para outros.

Os mesmos princípios se aplicam a todos. Mesmo se a gente não vai mais longe que a padaria da esquina ou ao restaurante libanês do outro quarteirão, acho que devemos externar nossos conceitos a qualquer momento e tentar caminhar fora de nossos preconceitos. Aqueles que ficam em casa podem achar que o mundo lá fora é perigoso (e quanto mais ficarem em casa, mais perigoso lhes parecerá).

Há uns 4 ou 5 anos, em férias fotográficas, fui ao Oriente Médio e à Síria, hoje tão tumultuada. Logo me pareceu que o seu povo era bem mais amigável do que a ditadura do país sugeria na época, que as ruas eram limpas e que, para um visitante, a vida em muitos aspectos era mais segura do que na cidade de onde eu vinha.

Viajar ao exterior nos permite equiparar melhor as situações e oportunidades da cidade que nós aceitamos como nossa. Com todas as guerras e conflitos da região, nossa tendência é (a minha era) achar que o Oriente Médio era um salve-se-quem-puder.

Voltei surpreso. Guerra à parte, é muito seguro.

Não conheço, em todos esses anos “on the road”, alguém que tenha sido roubado no Oriente Médio. As pessoas zelam pelas suas mãos e pelos seus pescoços, mas alguns extremistas fanáticos desequilibrados fizeram o “nine eleven” acontecer. Que outra forma de impedir a repetição sem uma vigilância exacerbada? Em Tel Aviv, embarcando para a França, tiraram as barbatanas da minha camisa. Também não reclamei e, se tivesse que dizer algo, diria: muito obrigado.

Foto da Revista Veja.

Aeroportos

14 de julho de 2011 0

De uma maneira geral, os aeroportos são mais ou menos iguais; falo nos projetos, desenhos e construções. Alguns melhores, outros piores. Alguns equipados com moderna tecnologia que permite pousos e decolagens com qualquer tempo. Outros nem tanto. Alguns têm hotéis, cinemas, teatros, revistarias, lanchonetes, etc.; tudo para tornar mais agradáveis as intermináveis esperas. (Há algumas semanas, levei 30 horas para chegar dos Estados Unidos à Lomba do Asseio. Sei que a Lomba do Asseio é longe, mas 30 horas é demais. Culpa de quem? Ora! Nem precisa dizer: dos que administram mal o nosso dinheiro.) Pois bem, até nisto aquelas ilhas lá longe,no meio do Pacífico se sobressaem. Falo das ilhas havaianas, onde passei três semanas. Além de ter tudo o que esperamos de um aeroporto, eles projetaram para o centro do prédio um enorme jardim, mais floresta que jardim (as fotos acima são de lá). Assim, depois do check in, os passageiros podem ficar no ar condicionado com cafés e book shops, etc., ou passear numa minifloresta enquanto esperam o seu voo. Com um detalhe, aliás, dois detalhes: sinal wireless em plena “floresta” e tomadas à vontade para carregar o seu celular ou ligar o lépi.

 O som de pássaros e riachos foi uma forma hábil de deixarem de lado a música havaiana. (Se é gravação? Claro que é! Que me perdoem o Elvis e o Havaí 5.0, sua música é um horror tipo harpa paraguaia.) A primeira música você até gosta; na segunda, você fica em silêncio. Na terceira, você quer estrangular o músico. Na quarta, se vier aquela música sobre o Lago Azul de Ypacaray, você terá minha absolvição caso de metralhe o conjunto.

 Na verdade, é um realismo fantástico, e no cenário há também telões com as praias e aquelas ondas do tamanho de um edifício.

Aeroportos 14 BIS

08 de julho de 2011 0

 

Lendo a manchete acima, parece que todos temos problemas com aeroportos. Quem sabe tenhamos mesmo. O do JFK, sem dúvida, é curioso, e, até, hilário, especialmente numa cidade como Nova York. Felizmente, o êxodo das tartarugas foi respeitado. Aqui, nem mesmo o usuário o é.

Não há dia que não se ouça, em algum lugar, críticas à qualidade e à conservação dos nossos aeroportos. As novas interpretações da ANAC tentam provar que não são tão ruins assim. Como de hábito, o papel aceita tudo. Torne-se um usuário e veja… As férias de julho vêm aí e serão não um teste, mas a comprovação de tudo o que dizem os usuários. Afinal, vêm aí uma copa, olimpíadas, etc. O que é um descaso com os passageiros brasileiros. Por que temos que melhorar para os estrangeiros que virão? E nós, que pagamos a conta? Já que o dinheiro é nosso, não vem $$$$ de fora, portanto, por que não os melhoramos antes? Aliás, isso eu gostaria de perguntar à família Sarney, que rege o Maranhão desde quando o Sarney era garotinho, pois o aeroporto de São Luís acaba de perder o prestigioso título de ser internacional (ha ha ha!) porque estão atendendo em tendas Isso mesmo, você leu bem: tendas!

Sabem que a Copa será aqui, mas quem inaugura aeroportos são os nossos vizinhos. Disseram-me esses dias o José Cláudio Kruse e sua esposa, Joyce, que Montevidéu inaugurou um belíssimo aeroporto. Nunca foi assim, mas, dito por eles, acredito piamente.

Agora leio nos jornais do centro do país que, em Buenos Aires, o aeroporto de Ezeiza, depois de passar por uma ampla reforma, inaugura, no dia 19, um novo terminal.  Serão oito portões de embarque, 2500 vagas no estacionamento, 12 postos de imigração e 600 assentos na sala de espera, numa área de 21 mil metros quadrados.