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Amsterdã e seus "Chopp Tours"

22 de novembro de 2011 0

Terminou outubro, terminaram as nossas festas do chope, mas há alguns lugares onde todo dia é dia de chope. Não, não falo da Alemanha, mas da sua vizinha Holanda. Como na produtiva Europa do Norte ninguém tem tempo para perder, os dutches inventaram mais uma engenhoca de causar inveja para rivalizar com os tours pelos canais – mas sem largar os canecos.

É mais ou menos uma “bicicleta” de quatro rodas, na qual os “ciclistas” podem seguir bebendo – mas tem que pedalar.  Alguém é designado como chauffeur (veja na foto, que é da Revista Time).

Começou como uma brincadeira. Hoje já são três as empresas. Os veículos têm em média cinco metros; cabem umas dez pessoas. Custa mais ou menos US$ 600 por duas horas – dividido por dez pessoas, até vale a pena, pois o grupo tem direito a 30 litros.

Além disso, já está prevista uma parada a cada 30 minutos. E nem precisa dizer para quê. O problema, dizem os locais, é que, quanto mais eles bebem, menos força têm para pedalar, chegando a interromper o trânsito. Mas sempre numa boa; “Azulzinho” holandês é outra coisa.

Mas a experiência tem dado certo, e, numa cidade conhecida por sua tolerância, limites estão começando a ser estabelecidos, adaptados, ajustados.

Uma moradora do Red Light District disse ao repórter que um grupo parou numa parte alegre da cidade, e o roteiro foi interrompido por algum tempo, pois algumas moradoras da rua e alguns turistas, em vez de pedalar, preferiram dividir o chope e fazer um show ao vivo, ao som do karaokê que alegra o bike tour. Enquanto isso, as peças de roupa iam sendo jogadas no teto do veículo.

E isso foi exatamente ao meio-dia. Portanto, quem disse que não se pode beber enquanto se dirige, ou divertir-se enquanto se almoça? Claro que os donos de bar odeiam este tipo de concorrência.

Ah! Deu tão certo que novos carros estão sendo construídos – com melhor tecnologia (até freio eles terão), transportarão até 22 pessoas, e a autonomia também foi aumentada para 60 litros... de chope.

Véu islâmico? Na Holanda também não

09 de novembro de 2011 0

Agora é a vez da Holanda. No rastro da França, mesmo ciente dos problemas causados no vizinho país, a liberal Holanda resolveu proibir, em breve, o hijab, o véu islâmico. A alegação é que o véu islâmico contraria o estilo de vida do país.

“Usar roupas que cubram completa ou parcialmente o rosto está em desacordo com a vida pública”, declarou o governo em nota oficial.

No mesmo dia, o primeiro-ministro Mark Ruttle anunciou leis mais duras para emigrantes e exilados. Os que buscam nacionalidade holandesa terão que apresentar comprovante de renda e comprovar que não receberam ajuda financeira do governo por pelo menos três anos.

O que me parece justo, também, é que evitarão – ou tentarão evitar – as situações como a dos protestos de Londres. Qual foi a razão alegada lá? Que os apartamentos que estrangeiros recebem, com calefação e luz elétrica, sem pagar um vintém, são muito pequenos. Tá?

Passeando por Amsterdam

20 de dezembro de 2010 0

A capital da Holanda me encantou deste a primeira visita. Mas antes de se aventurar de automóvel, leia o que foi escrito sobre viajar de carro na Europa.

Além disso, tem mais o problema ( ou solução)- os canais.

O transporte aquático percorre quase toda a Cidade Velha e os inúmeros canais me fizeram criar uma imagem ainda mais romântica da cidade, até porque entre os barcos ancorados, me surpreendi ao ver casais no deck tomando seu café da manhã.

Na verdade são casas/ barcos. São moradias flutuantes que permanecem fazendo parte da cidade, algumas até mesmo servindo como hotéis.

Circundar o centro histórico de barco ajuda a entender um pouco sobre o passado desta cidade cuja área atual já esteve em grande parte submersa no mar.

Hoje são 160 canais, por isso a região também é conhecida como a Veneza do Norte. Barcos fazem passeios de cerca de uma hora.

Encontra-se facilmente uma fila deles em Damrak, uma das principais áreas da região onde lojas de souvenirs expõem os simpáticos gatinhos que vivos decoram as janelas.

De alguma forma, a antiga vila de pescadores continua lá até hoje em pequenos detalhes. Por debaixo das pontes e curvas fechadas a embarcação passa continuamente pelos principais canais.

Numa das paradas está o Centro Nacional de Tecnologia, Nemo, uma homenagem ao capitão famoso e numa outra o restaurante oriental, um palácio que  lembra o que está flutuando em Hong Kong há muito tempo.

Vistas dos barcos a arquitetura das casas impressiona ainda mais. Coladas umas às outras as taxas eram cobradas de acordo com a largura das fachadas e isso fez com que todas fossem erguidas estreitas e compridas.

A conseqüência foi janelas grandes e roldanas perto do angulo do telhado para alçar a mobília que jamais subiria pelas estreitas escadas. E por que inclinadas para frente? Para que os móveis a serem içados não raspassem nas paredes.

Muitas construções estão visivelmente tortas. Algumas parecem querer se apoiar na casa vizinha.

O terreno pantanoso onde foram construídas deve ser a causa que acabou se tornando uma característica.

O idioma é outro fator que nos deixa a vontade. Não é preciso tentar o  "dutch". Os holandeses  recebem os estrangeiros em qualquer língua, nas escolas estudam quatro. O inglês é falado por todos.

Cuidado, actung, atenzione com as bicicletas.

Elas estão por todos os lados e nós desatentos como bons turistas invadimos o caminho delas. Aliás, a Holanda tem a  rede de ciclovias das melhores da Europa,  obedecem ao sinal e descansam em estacionamentos de três andares. Quase todas são pretas. Como é que as acham? Só perguntando para um holandês!