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Posts com a tag "livro"

Encontro de Xicos

20 de março de 2012 0

Um com x, um com ch. O primeiro foi autor de obras desejadas por muitos e que, há uns seis meses, alcançaram bons preços num leilão da Christie’s, em Nova York.

O Chico com ch, que assina o livro Stockinger, Vida e Obra, onde reuniu o que pôde da obra do Xico, é o José Francisco Alvres, Chico, para os amigos. Mostra, descreve e relata a sua admiração pelo Xico escultor. Não vi todas as fotos, mas as provas que vi são excelentes. Vê-las me deu uma grande saudade do amigo, vizinho e companheiro de viagem. Com visitas quase diárias ao seu ateliê (a 150 metros da minha casa), vi quase todas as obras em alguma fase de execução, e algumas até na caixa para expedição, pois o Xico fazia tudo mesmo.

Ver os guerreiros deitados num caixão ainda sem tampa era até um pouco solene, como um viking deitado, descansando, à espera de sua próxima batalha – que, no caso, seria também a primeira.

Enquanto elas aguardavam comprador, transporte ou alguma exposição, eram silenciosas testemunhas dos nossos embates no snooker (na sala ao lado). Ali, se reuniam, Xico, o grande campeão Sérgio Faracco, o escultor Tenius, Carlos Tenius, o Luiz Barth, também da área artística, o Egon Kröeff, e este escriba e convidados diversos. Com certeza, nos reencontraremos no dia 22. A obra do Xico transcende a arte. Era amigo de todos e, quando nos reencontramos, o assunto não é a sua arte, mas a sua pessoa. Será no Museu de Arte, às 19 horas.

Obrigado, Xico com x por produzi-las. Obrigado, Chico com ch por perpetuá-las num livro.

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Não Sou Um Anjo

06 de março de 2012 0

Se você não gosta de Fórmula 1, esqueça este texto. Para falar a

verdade, da Fórmula 1 atual eu também não gosto. As sucessivas mudanças do regulamento a transformaram numa chatice – mais parece um autorama do que uma competição, mas um autorama em que alguns perdem a vida a cada ano.

Não foi sempre assim. O livro recomendado pelo Gordon Esbroglio (que estou iniciando) acompanha essa transformação de esporte romântico para o esporte mais visto pelo mundo – na TV, é claro. Mais que futebol? Sim, é o que dizem as análises, embora para isso tenhamos alguns autódromos vazios. Imagine Barhain, Turquia e China com Fórmula 1. Bem, na China nada está vazio, nunca, nem com a neve do inverno nem quando, no verão, sopram as tempestades de areia que vêm do Gobbi.

Mas no passado não era asism. Por exemplo, houve uma prova em Monza onde corriam três Fá: Fangio, Farina e Fagioli. Na prova inteira, da primeira à última volta, nunca o líder manteve a posição. A primeira posição foi alternada em todas as voltas – repito, nunca o ponteiro passou duas vezes consecutivas na ponta.  Além disso, sem cinto e sem capacete!

Bernie Ecclestone, personagem título do livro, conheci-o pesoalmente graças à amizade que tenho com os irmãos Fittipaldi, então na Fórmula 2.

Mas sejamos claros, nunca convivi com ele Participei de algumas conversas, jantas e tomamos algumas cervejas nos pubs, assim como com o Mr. Chapman em Snetterton (sede da Lotus, onde moravam os dois irmãos), e com o Frank Williams, que foi quem trouxe as companhias de petróleo (a Petronas) para o patrocínio. Hoje continua a comandar a sua equipe, apesar de imobilizado por um acidente de estrada.

Em parte, daí vem o meu interesse para saber um pouco mais sobre essa época.

O título é honesto: Não sou um anjo (eu também não). E não recomendaria aos nossos FACEiros uma biografia de santos (era só o que faltava). Se ele tiver a mesma honestidade do título nas 494 páginas, sem dúvida será um livro fascinante.

Se você não tiver nada melhor para ler, vale pela história de um piloto de limitado talento, de família pobre e que se torna arquimilionário, viaja o mundo em seu jato, decidido, sobretudo na Fórmula 1.

Se você tem alguma dúvida, lembre-se que, com o divórcio, sua ex levou um bilhão (não sei se de euros, libras ou dólares, mas um bi é sempre um bi, mesmo em guaranis).

O autor é Tom Bower, que é um especialista em biografias.

Não gosto de escrever na primeira pessoa, acho arrogante. Sugiro que veja o que escreveu John de Carré: “Bower novamente se aventura em lugares onde outros jornalistas investigativos não se atrevem ou não podem ir. O resultado é um relato surpreendente dos agentes escusos, dos aventureiros e trapaceiros que se digladiam para chegar em primeiro lugar na maior de todas as corridas.”

O Reginaldo Leme participa do livro.

Paguei R$ 59,00 na Livraria do Maneco.

Para saber de outras opiniões, veja a segunda foto.

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Save the date - 4 de outubro

27 de setembro de 2011 0

Quatro de outubro, terça-feira, para mim é muito importante. Toda volta ao Studio é muito importante. Ali passei seis meses por ano durante duas décadas. Aliás, um pouco mais. Quando eu quis comemorar os 20 anos, minha assistente, que estava tabulando a série de projeções, foi cruel e disse: “O Flavio? Vinte não, dá mais; já passaram 21…”.

O que sabemos é que foram ali 540 fins de semana entre quatro paredes negras, mas rodeados de viajantes alegres, dispostos e pagantes; quer mais?

E agora, no dia 4 de outubro, temos o lançamento de um livro. Mas aí já é com o Studio Clio e sob nova direção (by Marshall Brothers) muito mais dinâmica. Todas as semanas, tem várias atrações, e ótimas. Tem que ver é se são do seu interesse. Mas a qualidade é sempre de primeiríssima.

Voltando ao livro, são os encontros com o professor, mas impressos e editados, pois todos foram gravados. Não sei o horário, mas os jornais certamente vão publicar. O que sei é que estou muito feliz em ser um deles.

Minha única queixa é que o Studio Clio, seguindo a linha que vejo nas redes sociais, não deveria publicar uma foto minha de hoje, mas de quando eu tinha 20 anos, como fazem os sites de relacionamento.

Eu era jovem e bonitinho, como todo jovem, não este jurássico que você está vendo. Nunca ganhei o concurso de robustez infantil da Nestlé, mas também não precisavam exagerar com a foto que está aí – quem sabe uma foto lá pelos 40/45 e eu não iria reclamar.

Fora isso, obrigado ao Prof. Ostermann, aos Marshall Brothers, a toda a equipe do Studio Clio e, em especial, a você que, se puder, dará um pulo até lá só para dizer que a foto é boa, que não pareço um jurássico e que todos nós somos alegres e inteligentes.

Antes que você pergunte, devo dizer que não sei quem são os outros, mas vou perguntar e publicar.

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