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Posts com a tag "Uruguai"

Ainda não pintei minhas vassouras.

14 de outubro de 2011 0



Nem tenho a pretensão de pedir isto a uma Maria Tomaselli ou a um Britto Velho – seria demais. Me contentarei em ser um pintor de subúrbio, mas com o verde e amarelo na alma; o que vale é a causa. Calma, não estou sendo um ufanista de última hora. Os que passam pela Lomba do Asseio, quando virem uma bandeira com as nossas cores, saberão que é ali que moro. Ela está ali, com mastro e bem colocada, há uns 20 anos. Aliás, que eu saiba, é a única hasteada em uma residência. Esta brasilidade não vem de agora; herdei de meus pais, os estrangeiros mais brasileiros que conheci, que espero que, onde estiverem (no inferno, eu acredito –não desejaria a chatice do céu a duas pessoas que amo) continuem me estimulando.

Há muitos anos, e conhecendo a nossa complacência, sempre que ouvia contar estórias da nossa massa mansa, comentava: nos falta um pouco de sangue basco. Não os estou defendendo nas atrocidades que já cometeram, mas elogiando na perseverança, sua raça, sua garra e seu amor a Euskadi (a pátria basca)

Pois bem, há algum tempo, vindo de Montevidéu, estacionei o motor home na Praça de Treinta y Três – cujo nome vem dos 33 Orientales –, jantamos em mesas ao ar livre, e, na volta, após uma garrafa do seu bom “Tannat”, atravessando a Praça, (coisa que eu não faria aqui), deparei-me com um monumento aos 33, claro, e ali estavam seus nomes.

Automaticamente, comecei a lê-los: duas ou três famílias espanholas, outras duas ou três de nome alemão; alguns sobrenomes italianos e os restantes, mais de 50%... nomes bascos... Sem querer aumentar a cisão étnica, ou atribuir ao DNA faculdades que desconheço, voltamos ao Rocinante, e fui dormir com mais uma comprovação da minha antiga intuição. Uma vez em casa, procurei conhecedores da história cisplatina... mas é bom não se estender... Eles eram 33; nós, verde-amarelos, 12.000. E preferimos entregar o Uruguai, com as desculpas de sempre, para não derramar sangue... pela união dos hermanos, pela latinidade, etc., etc. Ou seja, a falta de huevos vem de longe!

Cassinos

14 de setembro de 2011 0

Lendo o Fernando Albrecht, encontrei uma pequena nota, daquelas que ele faz melhor que ninguém, pois seu poder de síntese é extraordinário.

Referindo-se a uma crítica do jornal uruguaio El País, o jornalista comenta sobre os cassinos da capital, e afirma o que se sabe: que o jogo é bom negócio... para a banca, mas que os cassinos municipais de Montevidéu dão prejuízo. Em dez anos, a “intendência” perdeu 20 milhões de dólares. Nem precisa dizer porquê. Sendo estatais... já se sabe, mas não custa lembrar. O lucro das mesas não consegue pagar nem a folha – as razões são as de sempre: desleixo, número excessivo de funcionários, apadrinhados, e as ações trabalhistas.

É bom que se pense nisso, pois, volta e meia, alguém acena com a reabertura do jogo, que curaria todos os males – assim  como o petróleo a 6.000 m, que, por enquanto, é uma ilusão, um sonho, um devaneio, mas já estão gastando por conta.

Aos ufanistas do jogo, é bom lembrar que, com o Cassino do Estoril, em Portugal, também foi assim: rombos e mais rombos. Até que o passaram a profissionais da administração de cassinos. Lembro que os jornais da Santa Terrinha falavam das máfias, das organizações mafiosas e todos os congêneres... que conhecemos bem.

Enquanto isso, o grande exemplo, Las Vegas (“The Sin City”), continua de vento em popa – e no meio de um deserto e sem cidades próximas. A cidade virou uma atração por si só. Depende cada vez menos do jogo, e, segundo as últimas estatísticas, 46% dos que vão até lá nem chegam perto das mesas. E pode-se observar que, salvo alguns “pacotes”, nada mais é de graça ou subvencionado. O preço dos shows também é mais ou menos uniforme com as grandes cidades. Ou  seja, o jogo vive do jogo, os hotéis da hotelaria e os espetáculos do que oferecem – bem como tem que ser.

Aeroportos 14 BIS

08 de julho de 2011 0

 

Lendo a manchete acima, parece que todos temos problemas com aeroportos. Quem sabe tenhamos mesmo. O do JFK, sem dúvida, é curioso, e, até, hilário, especialmente numa cidade como Nova York. Felizmente, o êxodo das tartarugas foi respeitado. Aqui, nem mesmo o usuário o é.

Não há dia que não se ouça, em algum lugar, críticas à qualidade e à conservação dos nossos aeroportos. As novas interpretações da ANAC tentam provar que não são tão ruins assim. Como de hábito, o papel aceita tudo. Torne-se um usuário e veja... As férias de julho vêm aí e serão não um teste, mas a comprovação de tudo o que dizem os usuários. Afinal, vêm aí uma copa, olimpíadas, etc. O que é um descaso com os passageiros brasileiros. Por que temos que melhorar para os estrangeiros que virão? E nós, que pagamos a conta? Já que o dinheiro é nosso, não vem $$$$ de fora, portanto, por que não os melhoramos antes? Aliás, isso eu gostaria de perguntar à família Sarney, que rege o Maranhão desde quando o Sarney era garotinho, pois o aeroporto de São Luís acaba de perder o prestigioso título de ser internacional (ha ha ha!) porque estão atendendo em tendas Isso mesmo, você leu bem: tendas!

Sabem que a Copa será aqui, mas quem inaugura aeroportos são os nossos vizinhos. Disseram-me esses dias o José Cláudio Kruse e sua esposa, Joyce, que Montevidéu inaugurou um belíssimo aeroporto. Nunca foi assim, mas, dito por eles, acredito piamente.

Agora leio nos jornais do centro do país que, em Buenos Aires, o aeroporto de Ezeiza, depois de passar por uma ampla reforma, inaugura, no dia 19, um novo terminal.  Serão oito portões de embarque, 2500 vagas no estacionamento, 12 postos de imigração e 600 assentos na sala de espera, numa área de 21 mil metros quadrados.