Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Viajante: Guilherme Rosa, road trip com amigos ao Uruguai

20 de março de 2015 0

Nada melhor do que fugir do burburinho carnavalesco de Balneário Camboriú para curtir a estrada em amigos. Meu amigo Guilherme Rosa conta como foi a viagem ao Uruguai e dá dicas de lugares para curtir e surf points na região.

 

Road trip com amigos ao Uruguai

A cidade é Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e é Carnaval. Já conseguiu imaginar a cena?! A fim de evitar trânsito, praias lotadas e toda essa loucura que acontece quando a cidade está cheia, cinco amigos resolveram passar o feriado no Uruguai.A receita era a mais simples possível: um carro, poucas bagagens, algumas pranchas e três barracas. A ideia era tentar curtir essa época do ano da maneira mais tranquila que desse.

Optamos por sair de Balneário na quinta-feira, para fugir do movimento na BR-101. Saímos por volta das 10h. Na programação, nosso primeiro destino seria a cidade de Pelotas no Rio Grande de Sul. Este trecho da viagem é o mais longo, na teoria dura umas 8 horas, mas na prática e com cinco pessoas num carro a história é outra. O lado ruim de viajar em cinco, além do aperto no banco de trás do carro, é que sempre alguém demora um pouco mais do que o outro e às vezes uma parada que poderia ser de 15 minutos acaba durando 40! Mas com certeza viajar com cinco amigos confinados num carro tem muitas coisas boas, risadas eternas, conversas sobre assuntos inesperados e, lógico, o revezamento na direção.

01 ESTRADA

Na estrada. Foto: Guilherme Meneghelli/Especial

Depois de muitas horas dentro do carro e inúmeras paradas para abastecer, ir ao banheiro e comer … chegamos em Pelotas! Eram quase 22h e fomos direto ao hostel que tínhamos agendado online. O que na realidade não precisava, pois estava bem tranquilo e havia vários quartos sobrando. O hostel que ficamos se chama Hello e é bem bom. Passou por uma reforma recentemente e não deixa nada a desejar dos hostels que já fiquei fora do país. Quem visitar Pelotas, vale muito a pena ir ao bar, restaurante e galeria de arte Madre Mia. Por indicação de uma amiga, acabamos jantando e tomando algumas cervejas neste bar antes de cair de cama.

Hostel Hello (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Hostel Hello (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Restaurante Madre Mia. Foto: Guilherme Meneghelli/Especial

Restaurante Madre Mia. Foto: Guilherme Meneghelli/Especial

No dia seguinte, sexta-feira, acordamos cedo, enchemos o tanque e partimos para o Uruguai. Uma dica de alguns amigos que já foram ao Uruguai é encher o tanque do carro antes de entrar na BR-471, pois ela corta a Estação Ecológica do Taim e não há nada neste trecho de mais ou menos 200 quilômetros de extensão.

Chegando a Chuí, é hora de trocar Reais por Pesos. Perguntamos a algumas pessoas onde havia casa de câmbio e logo achamos —  R$ 1 valia 8,50 pesos. Também é legal e econômico já fazer algumas compras na Zona Franca. Lá há diversas lojas com inúmeras coisas que um Free Shop de aeroporto tem. Nós compramos as bebidas para o feriado todo. Um pack com duas garrafas de whisky Jack Daniels saía por USD 48. Valeu a pena. Lá no Uruguai só compramos algumas cervejas para beber na praia. À noite bebíamos o nosso whisky com Coca-Cola.

Chuí (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Chuí (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Chegando na fronteira, basta sair do carro e apresentar os documentos (RG ou passaporte) e também os documento do carro junto com a carta verde. Como o Uruguai é um país do Mercosul, a entrada e o tratamento com o turista brasileiro são muito tranquilos. A Carta Verde é a liberação para o carro rodar em território estrangeiro. Hoje é possível fazê-la pela Internet com um custo de aproximadamente R$ 150.

Entramos no Uruguai por volta do meio-dia e a nossa primeira visita foi à região do Forte de Sta Teresa, onde há algumas praias que poderiam ter onda. A área é uma região militar, muito bem organizada e limpa. Lá dentro, também tem um camping bem grande e pareceu ser bem frequentado. A melhor onda da região se chama La Moza, uma direita que no início quebra em um fundo de pedra e depois se estende ao longo da praia. Para infelicidade de todos, o mar não estava bom, bem pequeno e com vento. Partimos para o nosso destino, Punta Del Diablo.

Praia de La Moza (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Praia de La Moza (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

Punta Del Diablo é bem perto do Forte de Sta Teresa, uns 20 minutos dirigindo ao Sul. Logo na chegada tem uma avenida asfaltada bem longa, e é ali que está localizado o principal camping da região, Camping Punta Del Diablo. O camping é organizado, com banheiros coletivos, piscina e uma área enorme para montar barracas, estacionar trailers e carros. Pagamos cerca de R$ 35 a diária. Acredito que fora de feriados longos deva ser mais barato. Logo que chegamos demos uma volta na praia atrás de ondas, mas pela falta delas acabamos num restaurante para tomar nossa primeira Patricia, cerveja uruguaia. Muito boa por sinal.

07 PUNTA DEL DIABLO

Punta Del Diablo ( Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

06 SURF CHECK PUNTE DEL DIABLO

Surf check em Punta Del Diablo (Foto: Marcelo Araújo/Especial)

Ao longo dos dias que ficamos em Punta Del Diablo, a previsão não cooperou e acabamos surfando apenas dois dias em um mar bem ruinzinho com bastante vento. O jeito foi montar acampamento na areia, se divertir bebendo cerveja, trocando ideia, dando risadas e também curtir um pouco mais a noite uruguaia. O centrinho de Punta é bem roots, lembra um pouco a praia da Guarda do Embaú em Santa Catarina, com muitas ruas sem calçamento e várias tendas hippies, com artesanato à venda. No centrinho, um bar se destaca: o Primata. Fomos lá todos os dias. Ele me lembrou muito os bares do Peru.

O som que se escuta por lá é algo meio parecido com reggaeton, porém toca algumas músicas brasileiras, claro, no melhor estilo Bali Hai. O legal desse bar é que fica uma galera na parte de fora e não paga nada para entrar, então deixávamos nossa bebida no carro e toda hora que o copo ficava vazio voltávamos para refazer nossa dose de Jack com Coca-Cola. A vida noturna na cidade é um pouco estranha: o maior clube noturno da região se chama El Club e até agora nós não entendemos o porquê, mas ele só abre as 4h da manhã! O clube é amplo há partes abertas e bares espalhados por toda parte. Não sei dizer se é um bom lugar para ir, talvez sim, talvez não.

10 WHISK COM COCA

Whisky com Coca (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

09 ALMOC¦ºO CAMPING

Almoço no camping (Foto: Marcelo Araújo/Especial)

O que acontece muito no Uruguai são festas em casa, organizados pela galera que aluga casa por lá. São os chamados “concentras”, aqui pra nós de Santa Catarina é o popular “esquenta”. Porém lá os concentras muitas vezes viram festa e ninguém saía da casa, até porque o El Club só abre às 4h e muita gente já acha bem tarde.

Os dias foram passando e nada de onda e apenas muito vento. Tínhamos a ideia de descer mais ao Sul para visitar outras praias como La Pedreira e La Paloma, mas com a previsão de onda estava bem ruim, decidimos ficar por Punta mesmo e antecipamos a nossa volta em dois dias. No último dia, levantamos bem cedo, arrumamos o acampamento, barracas e o carro e começamos nossa jornada de volta. Nossa volta resolvemos fazer sem parar para dormir. Foi bem cansativo mas em cinco pessoas deu para revezar a direção e tornar a voltar menos perigosa. Saímos do Uruguai às 8h da manhã e chegamos em Balneário Camboriú por volta da meia-noite.

No fim, o saldo foi muito positivo, fazer algo diferente e fugir dessa super lotação do feriado valeu a pena. E acredito que viajar com grandes amigos não importa o que aconteça, sempre vai ser bom. A experiência de ficar acampado e confinado com mais quatro pessoas foi muito positiva para todos nós. Com certeza vamos lembrar por muito tempo dessa viagem!

08.2 CERVEJA FINAL DE TARDE CENTRINHO

Cerveja no fim de tarde no Centrinho (Foto: Marcelo Araújo/Especial)

11 ULTIMO JANTAR CENTRINHO

Último jantar no Centrinho (Foto: Guilherme Meneghelli/Especial)

 

Coisas de viajante

Por que viajo? Quando estou viajando, especialmente de férias e fazendo o que gosto, me sinto vivo!
Destino de férias? Algum país com clima tropical e com onda
Lugar perrengue? Acho que o norte do Peru
Prato inesquecível? Não lembro de algum específico, mas em cada país que já conheci tento experimentar a comida local, aquela de rua bem típica.
Item necessário na mala? Vibe!!
Meu lugar favorito? Austrália
Recomendo? Qualquer viagem com seus amigos
Não recomendo? Não viajar

Faça um comentário

comments

Envie seu Comentário