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Passeio rumo ao Spitzkopf em Blumenau

27 de dezembro de 2015 0

Em meio à mata nativa senti que aquele passeio era o início de uma relação de amor com um pedacinho ao Sul de Blumenau. Subi pela primeira vez o Spitzkopf (cabeça pontiaguda, em alemão) em agosto deste ano. Uma vergonha para uma blumenauense como eu. Deveria ter sido o primeiro passeio pela cidade assim que minhas pernas aguentassem uma caminhada de quase duas horas. O ponto turístico faz parte do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) e é visitado há mais de cem anos. Um paraíso para quem quer conhecer a Mata Atlântica preservada, riachos, nascentes de águas límpidas, e principalmente, ficar em silêncio para ouvir o barulhinho da natureza.

::: O que fazer em Blumenau

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas

No inverno, o sol e uma brisa que parecia do mar nos acompanharam durante todo o percurso. No verão, uma névoa de filme de suspense passava em torno das árvores encobrindo a paisagem das montanhas no topo.

Foto: Marcos Dias

No inverno. Foto: Marcos Dias/Arquivo pessoal

 

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

O acesso é feito pela Rua Bruno Schreiber, no Progresso. A visita pode ser feita aos sábados e domingos das 7h às 19h.  Há estacionamento, mesas para fazer um lanche e banheiros.  Quem recebe os visitantes é a dona Kolka, uma búlgara simpática e falante, proprietária da área do entorno do acesso ao Parque Ecológico do Spiztkopf. Ela dá todas as orientações e conta um pouco da história dela: comprou o terreno em um leilão para preservar. Por isso,  faz questão de conversar com todas as pessoas que sobem o morro. Para entrar paga-se R$ 10 e é preciso deixar os dados, como nome e telefone de contato.

Para os mais rápidos, em uma hora e meia chega-se até o ponto mais alto: 913,98 metros, segundo o ambientalista Lauro Bacca. Para os que gostam de contemplar cada planta e fonte de água são duas horas.

A primeira uma hora de trilha — quando a altura passa de 300 metros — é feita em uma estrada de chão bem tranquila, onde os carros dos proprietários dos sítios que tem no caminho podem passar. Há algumas pedras soltas, mas exige pouco esforço do visitante. Depois da metade, o percurso fica mais íngreme, a mata mais fechada, há muita água passando na trilha e, quase no topo, é preciso se apoiar em árvores e pedras para passar em alguns pontos. Atenção: se os dias anteriores ao passeio forem chuvosos é melhor ir de bota do que de tênis — há muita lama!

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas/Arquivo pessoal

Quase no mirante, há uma floresta de pinheiros (pinus sp e cunninghamia sp) que foram plantados após os incêndios de 1951. Em 1995, ocorreu outro incêndio, mas dessa vez atingiu apenas o topo. O lugar é ideal para uma pausa na sombra pois a temperatura neste ponto é sempre mais baixa do que no mirante.

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Foto: Lucas Amorelli/Arquivo pessoal

No retorno, se estiver quente, é possível banhar-se no ribeirão que fica a 500 metros da base do parque, em uma trilha ao lado direito. Recomendo levar água, frutas, barras de cereal e bolachas, uma sacolinha para o lixo, repelente, protetor e uma canga ou toalha para sentar e observar a paisagem do mirante. Evite usar roupas pretas, verdes ou azuis por atrair insetos.

No Trip Advisor, o ponto turístico já foi analisado por quase cem viajantes. A maioria deles avalia o parque de maneira positiva: tranquilizante, lindo, vista maravilhosa, contato com a natureza, caminho lindo.

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

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