O post de hoje é da colaboradora, viajante e irmã Larissa da Silva, de carro rumo ao Uruguai. Boa leitura!
Pra quem tá a fim de fazer uma viagem sobre rodas para o Uruguai, além de abastecer no Brasil (o litro da gasolina no país vizinho neste verão estava em média R$ 4,00), mando também algumas opções de hospedagem. Fiz as reservas todas com antecedência (umas 2 semanas), nos sites do Booking e do Hostel World.
Mais uma dica importante pra quem vai ao Uruguai no verão: leve casaco, e mais de um! Dias muito quentes e noites com muito vento (e às vezes até bem frias) estão por vir! Ah, leve toalha de banho também, porque vários hostels não forneceram!
As estradas do RS são tranquilas, e só melhoram quando se atravessa a fronteira. Realmente impressionante! Por lá não vi nenhum viaduto, mas em alguns pontos com cruzamentos você verá sinaleiras no meio da rodovia. Curioso, mas é o único ponto onde você precisará parar. Em termos de tráfego, não vi nada parecido com os congestionamentos que estamos acostumados nas nossas estradas aqui do Brasil.

Semáforos em rodovia do Uruguai (foto: Larissa da Silva)
As hospedagens pelo caminho
Meu roteiro começou de Blumenau (SC), de onde saí no dia 25/12 à noite pra chegar pela manhã em Santa Cruz do Sul (RS). Fomos em 4 amigos com bastante disposição e muitos beliscos (e água!) para as tantas horas de viagem. Os cafés da manhã incluíam sempre manteiga, doce de leite, pão, suco de laranja, leite e café. Frutas eram raras, presunto e queijo nem pensar!
No primeiro dia, após cerca de oito horas de carro, chegamos ao nosso primeiro destino: Punta del Diablo. Nos hospedamos no Hostel Unplugged (aprox. R$ 35 por pessoa em quarto quádruplo e com banheiro coletivo). Para quem está de carro, fica super fácil se locomover pela península. Quem está a pé precisa andar um pouquinho pra chegar ao point dos barzinhos e restaurantes, mas nada que um viajante disposto não possa aguentar. Do hostel se pode ver ao longe um pedaço de mar, as acomodações foram ok, o hostel bem bonitinho e aconchegante apesar do vento gelado, banho bom, café da manhã igual a todos, as paredes dos quartos são de madeira e bem finas, e não ganhamos toalha porque todas já haviam sido cedidas.

Hostel Unplugged de Punta del Diablo, Uruguai (foto: Larissa da Silva)
Seguimos para Colônia del Sacramento em sete horas de viagem partindo de Punta del Diablo. Os tempos são estimados, principalmente porque não fomos tão rigorosos com os horários. Fizemos algumas paradas rápidas em postos de gasolina para banheiro, um salgado ou só esticar as pernas mesmo. Em Colônia ficamos no Hostel Colonial, staff super atencioso e simpático. Tive problemas com o chuveiro, por isso me restou um banho pouco quente e com gotas que eu precisava buscar, mas fui a única! Os demais usaram outro banheiro e acharam incrível, tive azar. Fora isso, tudo ótimo além da cidade ser um encanto! Os preços em torno de R$ 30 por pessoa em acomodação quádrupla.

Hostel Colonial, em Colônia del Sacramento, Uruguai (foto: Larissa da Silva)
No dia 29/12 acordamos cedinho e pegamos o primeiro Buquebus rumo a Buenos Aires. Pegamos o lento (3h de trajeto), mas as poltronas são muito confortáveis, ganhamos lanchinho e viemos dormindo o trajeto todo. Voltamos com o rápido (1h de trajeto), menos confortável e menor. O embarque é parecido com aeroporto, portanto, chegue cedo (1h antes). O ponto de desembarque da empresa é pertinho da Avenida Córdoba, bem central. Ali já começamos a sentir a tão falada malandragem argentina. Íamos pegar um táxi para o hostel, e queriam nos cobrar 80 pesos. Eu, desconfiada, resolvi sair dos portões da Buquebus e perguntar a algum morador local: a pé, deu uns 15 minutos. Foi um pouco sofrido por causa do peso das mochilas, mas ainda nem sabíamos o quanto esta economia foi importante porque o custo da alimentação por lá estava muito acima do planejado.
Ficamos hospedados no Hostel Suites Florida, na Calle Florida, tradicional calçadão de compras da capital portenha. Por cerca de R$ 90 por pessoa, ficamos em apartamentos duplos com direito banho quente, com bastante pressão e até banheira! Além de tudo, como chegamos com o barco às 7h e fomos fazer check in, pudemos deixar as mochilas nos armários da recepção e ganhamos um café da manhã extra. A portinha minúscula esconde o espaço enorme e estrutura de hotel mesmo, além de super bem localizado e organizado. Sem dúvida o mais estruturado de todos os que ficamos na viagem! Tem mesa de sinuca na recepção pra jogar à vontade, telefone pra ligar pra casa a um preço mais honesto que na maioria dos Cyber Cafés. A sala de café da manhã vira, no happy hour e durante a noite, uma festa bem agitada, com direito até a música brasileira, e frequentada também pelos locais que estão saindo do trabalho e querem uma cerveja antes de ir pra casa. Para quem tá hospedado, a entrada é gratuita. Além disso, o hostel oferece pacotes diários com passeios diários e noturnos, idas a festas, na maioria das vezes saindo do próprio hostel. Sensacional! Ah! Pegamos a última sexta-feira do ano em Buenos Aires, e conseguimos presenciar a tradição de jogar os papéis acumulados no ano (picados) e jogar pelas janelas ou sacadas.

Hostel Suites Florida - a sala de café da manhã, em Buenos Aires (Foto: Larissa da Silva)
A próxima parada foi Montevidéu, com hospedagem na região de Pocitos. Gostei da localização, porque pudemos contar com carro para ir à região central (onde está grande parte dos pontos turísticos). Portanto, se for sem carro prefira uma hospedagem mais próxima da Ciudad Vieja (Cidade Velha). A praia de Pocitos é simpática, mas o Hostel Unplugged nem tanto. Pagamos cerca de R$ 35 por pessoa em quarto quádruplo. O staff era muito simpático, mas o chão do quarto era carpete, tinha um pouco de cheiro de guardado, com várias espumas nas paredes, além de uns cabos e fios soltos que acabaram por me machucar. Além disso, dos 4 viajantes do nosso carro, 3 tomaram banhos péssimos nos dois dias. Água impossível de regular, ora geladíssima e ora fervendo. Outro probleminha em alguns momentos foi entrar e sair do hostel, pois nem sempre tinha gente na recepção e por segurança o portão ficava trancado. Esperamos algumas vezes por bastante tempo, tocando a campainha e sem ninguém atender. Fora isso, tinha mercado pertinho e a praia de Pocitos logo ali. Em Montevidéu, o ponto alto foi, sem dúvida, passar o dia 31/12 andando pelas ruas da Ciudad Vieja (em outro post eu conto mais detalhes desta tradição na capital uruguaia).

Hostel Unplugged, em Montevideu, Uruguai (foto: Larissa da Silva)

Típica comemoração de Réveillon em Montevideu, Uruguai (foto: Larissa da Silva)
Em Punta del Este queríamos ficar no El Viajero Brava por alguns relatos que havíamos lido, no entanto não tinha vaga pra o dia 31/12. Por isso, acabamos ficando dia 31/12 no B&B (diária a R$ 135 por pessoa em quarto quádruplo) e nos dois dias seguintes no El Viajero Brava Beach (cerca de R$ 170 a primeira diária – dia 01/01 – e de R$ 80 a segunda diária por pessoa em quarto para seis pessoas). O B&B não havia nenhuma indicação nos sites de reserva, mas a surpresa foi super positiva. Hostel com gente de todo lugar do mundo, staff muito simpático e atencioso, incrível! Únicos pequenos poréns foram ter poucos banheiros e a cozinha ser separada da estrutura de quartos, tendo que passar pela chuva para ir de um ao outro. Para o nosso quarto, tínhamos apenas um banheiro no andar de cima e outros 2 que eram junto com a cozinha. Como estava chovendo muito em Punta, esta logística ficou um pouco prejudica (sair na chuva depois do banho). Mas pelo pessoal que estava lá, pelo staff e pela estrutura, valeria a pena termos ficados todos os dias neste hostel. Como a reserva já estava feita, fomos para o El Viajero Brava Beach. Os dois eram bem pertinhos um do outro, fui caminhando (3 min). Ambos super bem localizados, no meio do caminho entre o Conrad Cassino, na Playa Mansa, e a obra La Mano, na Playa Brava. Neste último, staff atencioso em sua maioria, tinha um mercadinho ficava bem ao lado e o banho era ótimo! O quarto também, muito bom e não tivemos nenhum problema com segurança mesmo tendo ficado em quarto para seis pessoas. Dentro do hostel, não ouvi nenhum outro idioma entre os hóspedes além de português. Eu, sinceramente, prefiro a diversidade.

Cozinha do B&B na noite de Ano Novo, em Punta del Este - Uruguai (Foto: Larissa da Silva)
Nossa última parada foi La Paloma. Ficamos no Hostel Ibirapitá, a R$ 85 por pessoa em quarto quádruplo. O staff adorou quando soube que éramos brasileiros, pois disse adorar nossa música e nossa cultura. Infelizmente, não eram tão organizados quanto atenciosos. Demoramos mais de duas horas para fazer o check in e o pagamento, o microondas não estava funcionando, o chuveiro era frio e por fim, o quarto foi invadido por mosquitos durante a noite. Resultados: janta fria pra alguns, banho pra lavar só o essencial, e uma noite muito mal dormida. Pelo menos tinha presunto e queijo no café da manhã, pela primeira vez na viagem! Seguimos rumo ao Brasil pela manhã, com direito a parada pra compras no Chuí. Na volta viajamos cerca de dez horas entre La Paloma e Santa Cruz do Sul.

Hostel Ibirapitá, em La Paloma - Uruguai (Foto: Larissa da Silva)
E pra encerrar, o último pôr do sol da viagem, em La Paloma. Outro post virá com mais informações sobre as cidades por onde passamos nesta viagem de carro pelo Uruguai.

Uruguai - Pôr do Sol (Foto: Larissa da Silva)
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