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Passeio rumo ao Spitzkopf em Blumenau

Em meio à mata nativa senti que aquele passeio era...

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Azul lança rota de Florianópolis a Foz do Iguaçu no verão

Do dia 17 de dezembro a 1º de fevereiro de...

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Viajantes: Victória e Cícero e muito calor em Pernambuco

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Trip Advisor divulga os melhores restaurantes do mundo

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Passeio rumo ao Spitzkopf em Blumenau

27 de dezembro de 2015 0

Em meio à mata nativa senti que aquele passeio era o início de uma relação de amor com um pedacinho ao Sul de Blumenau. Subi pela primeira vez o Spitzkopf (cabeça pontiaguda, em alemão) em agosto deste ano. Uma vergonha para uma blumenauense como eu. Deveria ter sido o primeiro passeio pela cidade assim que minhas pernas aguentassem uma caminhada de quase duas horas. O ponto turístico faz parte do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) e é visitado há mais de cem anos. Um paraíso para quem quer conhecer a Mata Atlântica preservada, riachos, nascentes de águas límpidas, e principalmente, ficar em silêncio para ouvir o barulhinho da natureza.

::: O que fazer em Blumenau

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas

No inverno, o sol e uma brisa que parecia do mar nos acompanharam durante todo o percurso. No verão, uma névoa de filme de suspense passava em torno das árvores encobrindo a paisagem das montanhas no topo.

Foto: Marcos Dias

No inverno. Foto: Marcos Dias/Arquivo pessoal

 

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

O acesso é feito pela Rua Bruno Schreiber, no Progresso. A visita pode ser feita aos sábados e domingos das 7h às 19h.  Há estacionamento, mesas para fazer um lanche e banheiros.  Quem recebe os visitantes é a dona Kolka, uma búlgara simpática e falante, proprietária da área do entorno do acesso ao Parque Ecológico do Spiztkopf. Ela dá todas as orientações e conta um pouco da história dela: comprou o terreno em um leilão para preservar. Por isso,  faz questão de conversar com todas as pessoas que sobem o morro. Para entrar paga-se R$ 10 e é preciso deixar os dados, como nome e telefone de contato.

Para os mais rápidos, em uma hora e meia chega-se até o ponto mais alto: 913,98 metros, segundo o ambientalista Lauro Bacca. Para os que gostam de contemplar cada planta e fonte de água são duas horas.

A primeira uma hora de trilha — quando a altura passa de 300 metros — é feita em uma estrada de chão bem tranquila, onde os carros dos proprietários dos sítios que tem no caminho podem passar. Há algumas pedras soltas, mas exige pouco esforço do visitante. Depois da metade, o percurso fica mais íngreme, a mata mais fechada, há muita água passando na trilha e, quase no topo, é preciso se apoiar em árvores e pedras para passar em alguns pontos. Atenção: se os dias anteriores ao passeio forem chuvosos é melhor ir de bota do que de tênis — há muita lama!

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas/Arquivo pessoal

Quase no mirante, há uma floresta de pinheiros (pinus sp e cunninghamia sp) que foram plantados após os incêndios de 1951. Em 1995, ocorreu outro incêndio, mas dessa vez atingiu apenas o topo. O lugar é ideal para uma pausa na sombra pois a temperatura neste ponto é sempre mais baixa do que no mirante.

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Foto: Lucas Amorelli/Arquivo pessoal

No retorno, se estiver quente, é possível banhar-se no ribeirão que fica a 500 metros da base do parque, em uma trilha ao lado direito. Recomendo levar água, frutas, barras de cereal e bolachas, uma sacolinha para o lixo, repelente, protetor e uma canga ou toalha para sentar e observar a paisagem do mirante. Evite usar roupas pretas, verdes ou azuis por atrair insetos.

No Trip Advisor, o ponto turístico já foi analisado por quase cem viajantes. A maioria deles avalia o parque de maneira positiva: tranquilizante, lindo, vista maravilhosa, contato com a natureza, caminho lindo.

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

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Azul lança rota de Florianópolis a Foz do Iguaçu no verão

27 de novembro de 2015 12
Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

Foto: Fernando Gomes/Agência RBS

Do dia 17 de dezembro a 1º de fevereiro de 2016 os catarinenses poderão voar direto de Florianópolis a Foz do Iguaçu pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras. O anúncio da nova rota foi feito nesta quinta-feira pela cia aérea e, primeiramente, atenderá a demanda da alta temporada. Mas o governo do Estado garante que vai trabalhar para que a linha continue disponível após esse período. Serão dois voos diretos por semana:

- Quinta-feira: saída de Florianópolis às 8h40, com chegada em Foz do Iguaçu às 10h40;
- Domingo: saída de Foz do Iguaçu às 14h20, com chegada em Florianópolis às 16h20.

Os valores no site da Azul estão a partir de R$ 639 no mês de janeiro por trecho.

O lançamento dos voos foi anunciado em um evento no Hotel Majestic na Capital que reuniu representantes da Secretaria de Turismo de SC, profissionais do setor de turismo e imprensa.

Além da rota Floripa – Foz do Iguaçu, a Azul também anunciou novos destinos partindo de Florianópolis: Londrina e Maringá (PR) e Passo Fundo (RS) e ampliação do número de voos para São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

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Viajantes: Victória e Cícero e muito calor em Pernambuco

22 de novembro de 2015 0

Em épocas de alta do dólar, nada melhor que explorar o Brasil. Confesso, faltam histórias de viagens por esse país no Viajar Eu Preciso, mas conto com a ajuda dos leitores para trazer um conteúdo bem tupiniquim. A Victória Bürgel e o Cícero Tonet viajaram a Pernambuco no último mês e compartilham aqui algumas dicas do que fazer em Recife e região em sete dias. O casal dá um panorama bem legal das cidades de Recife, Olinda,  Ipojuca (Porto de Galinhas), Tamandaré e Rio Formoso e Maragogi ( norte de Alagoas).

::: Viajantes: André e Karla embarcados em cruzeiro no Pacífico
::: Viajantes: Patrízia e Diogo. Por que trocamos nossa casa pelo mundo?

Ela conta que os passeios partindo de Porto de Galinha são bem fáceis de agendar, porque os vendedores te procuram na rua. O ideal é conversar com vários e decidir qual preço é mais atraente. Ela e Cícero alugar um carro para fazer todas as rotas partindo de Recife:

— A viagem valeu muito a pena, as praias mais lindas e surreais que já conheci. Recomendo a todos. A passagem em si não é muito barata, mas se der sorte como nós, dá para pegar uma superpromoção e gastar pouco por lá. Foi maravilhoso!

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Confira o que a Victória nos conta sobre essa viagem deliciosa de muito sol e calor:

Recife – muita pobreza e sujeira, não aconselho ficar muitos dias. Único charme da cidade é o Recife Antigo, parte conservada da cidade onde se encontram construções antigas, museus, grande monumento com o nome da cidade e lojinhas de artesanato. Lá os artesanatos locais são superbaratos. A tapioca e o açaí são praticamente de graça se comparado aos preços SC. Comemos um açaí na beira do mar com tudo que tinha direito por apenas R$12 E não só açaí e tapioca, a gastronomia em geral tem preço inferior ao nosso. O povo é muito hospedeiro e simpático: fomos superbem recebidos.

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Locais para visitar: Recife Antigo, mercado público (parece um camelo, todos os vendedores te chamam e tem bastante pobreza nos arredores, mas vale pela cultura e comidas típicas). Não chegamos a ir a nenhum restaurante por lá, pedimos comida em casa mesmo (estávamos hospedados na casa de um amigo, o que facilitou muito para economizarmos), mas o que comemos e realmente valeu a pena foi o sorvete da Fri Sabor e o brownie da Brownie Factory, maravilhosos!

O mar de Recife é lindo, visitamos a praia de Boa Viagem, mas não podemos desfrutar pois tem muitos tubarões, então não é recomendado tomar banho de mar por lá.

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Olinda - é uma cidadezinha ao lado de Recife, totalmente histórica. Pegamos um guia que nos acompanhou durante o passeio. Tivemos a sorte de pegar um cara superlegal e empolgado que nos contou a história da cidade com orgulho e sorriso no rosto. Aconselho o turismo acompanhado de guia. A cidade tem muita história que não saberíamos sem a companhia dele, que nos cobrou R$50 para apresentar a cidade inteira em seus mínimos detalhes. Lá encontramos diversas igrejinhas, uma delas com o  altar todo de ouro. As que vimos eram originais desde a construção, com pequenas reformas para manutenção. A cidade era repleta de lojinhas de artesanato, havia meninos dançando frevo, casa dos bonecos gigantes de Olinda, entre outros pontos turísticos. O guia nos disse que nos finais de semana a cidade lota, como se fosse carnaval, rola muito forró e dança. O Carnaval por lá começa cedo, em setembro e outubro, e as pessoas saem de suas casas e desfilam pelas ladeiras da cidade. Os bonecos mais famosos por lá são: O Homem da meia-noite e a Mulher do Dia. Ele sai durante a noite e quando retorna pela manhã  é a vez dela. Em Olinda ,o ideal é ficar apenas algumas horinhas. Não há a necessidade de se hospedar por lá, a distância de Recife é curta. Não comemos por lá, apenas uma cocadinha de rua, espetacular. Vale muito a pena a visita!

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Porto de Galinhas - como estávamos hospedados na casa de um amigo no Recife, fizemos bate e volta todos os dias. São mais ou menos 45 minutos de viagem, supertranquila. O único engarrafamento que se pode pegar é dentro de Recife, que é um realmente um inferno. Lá não existe pisca, as pessoas se jogam pra outra pista mesmo. Recomendo atenção dos motoristas. Mas as praias maravilhosas compensam o estresse do trânsito. Nessa parte do Brasil não tem horário de verão, às 4h o sol já está nos acordando, e às 16h ele já começa a se pôr, então o negócio é levantar mesmo e aproveitar o dia inteirinho, desde cedo. Porto de Galinhas é lindo de morrer.

Primeiro dia: fomos abordados por um menino que o apelido era “Sossego” (por lá todos são muito calmos). O Sossego nos encaminhou pra um estacionamento e nos acomodou com cadeiras de praia e guarda-sol. Lá, quando falarem que você pode ir para o mar tranquilo, sem se preocupar com sua bolsa e acessórios, você pode acreditar, é uma cidade extremamente segura, cheia de policiais, câmeras por todos os cantos e muita gente honesta.

Nosso primeiro passeio foi a jangada até as piscinas naturais de Porto. Quando fomos a maré já estava um pouco alta e água um pouco turva, mas foi espetacular, milhões de peixinhos nadando junto a nós, sem medo algum. Era só fechar a mão embaixo da água que eles se acumulavam em volta achando que tínhamos comida. O passeio de jangada custa R$20 por pessoa, dura mais ou menos 45 minutos e o jangadeiro disponibiliza máscaras de mergulho para que possamos ver tudo com mais nitidez. O resto do dia ficamos pegando o sol e curtindo o mar de água cristalina. Cuidado com o sol do Nordeste: é absurdamente forte (eu me queimei feio, de precisar passar na farmácia pedindo socorro). Enquanto estávamos torrando, diversas vendedores ambulantes passaram oferendo tudo que é tipo de coisa: cocada, caldinho de feijão (lá é normal tomar caldinho de feijão embaixo do sol escaldante), cangas, passeios, meninos mostrando suas artes, entre outras coisinhas. Logo no primeiro dia compramos nossos passeios para os próximos três dias que planejamos ir para Porto.

No outro dia que fomos pra lá fizemos mergulho. Custou R$70 por pessoa (jangada, equipamento, instrutor), o tempo em baixo da água é curto, para mim, não vale o preço, não incluía roupa de mergulho, mas sim as fotos tiradas embaixo da água. Após o mergulho pegamos um buggy, o qual pagamos R$200,00 o aluguel para o dia todo, nós dirigindo, sem guia. O buggy realmente valeu a pena. O guia foi com nós apenas para mostrar o caminho para as praias, depois disso o deixamos em casa e ficamos passeando o dia todo, ponta a ponta. Passamos por Maracaípe, Muro Alto, Cupe e Serambi. As praias mais lindas que já vi na vida. Almoçamos em um restaurante do João em Maracaípe, bom e honesto. Provamos a famosa carne de sol, realmente boa, mas nada de outro mundo.

Em Porto deu para comprar varias lembrancinhas, o bolo de rolo de lá era realmente muito gostoso. Nos alertaram para levar sanduíches para Porto, porque lá o preço era elevado, mas para quem é do Sul os preços são bem em conta.

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Maragogi (Alagoas) - saímos de Recife às 4h da manhã para pegar uma van em Porto de Galinhas às 5h. E essa van nos levou até Maragogi, que fica no estado de Alagoas, bem pertinho de Recife. A viagem durou cerca de duas horinhas. Chegando em Maragogi, o nosso pacote incluía um café da manhã em um restaurante (café superescasso, mas deu para comer alguma coisinha). De lá pegamos o Catamarã, um barco que nos levou às piscinas naturais de Maragogi, que ficam a alguns km dentro do mar. Lá era fantástico, água transparente, vista linda, clima maravilhoso, mas o nosso tempo por lá era curto: as pessoas não podem ficar mais do que o estipulado por um “guardinha” de lá. Depois embarcamos novamente no barco e fomos para outra parte rasa em mar aberto Lá ficamos por mais alguns minutos e retornamos ao restaurante, almoçamos (o restaurante era caro, comemos apenas um aperitivo e uns camarõezinhos que compramos de uma vendedora ambulante) e voltamos para Porto. Esse passeio custou R$100 por pessoa (van, catamarã e café da manhã incluso).

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Praia de Carneiros - saímos de Recife às 7h da manhã para pegar uma van às 8h em Porto. A van nos levou até a praia dos Carneiros, pertinho de Porto. Lá ficamos em um restaurante onde pagas por uma pulseirinha e tens direito a desfrutar dos lazeres do restaurante, como: slackline, caiaque, stand up. Pagamos R$50 nesse passeio, incluindo a van, os lazeres do restaurante e um catamarã. O catamarã nos levou para o bloco de areia que fica no meio do mar, ele aparece quando a maré está baixa, na volta do passeio já não se via mais. A  primeira parada foi nas piscinas naturais, lindas e quentinhas, as melhores que fomos. A terceira parada foi para nos banharmos com argila: tem baldes de argila para passarmos no corpo e mulheres vendendo os produtos da argila. Dizem que quem tem fé fica 20 anos mais jovem com a argila de lá  Tem que ir com fé!!!

Por fim passamos por uma igreja no meio da praia onde acontecem casamentos todos os finais de semana (realmente linda) na beira do mar. Voltamos ao restaurante, almoçamos por lá (um pouco caro, mas satisfez). O resto da tarde curtimos os lazeres do restaurente e voltamos para Porto. Esse foi o passeio mais barato e o que mais valeu a pena, a praia dos Carneiros é a mais bonita de lá.

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O que vocês precisam saber sobre um verão na Califórnia

30 de outubro de 2015 1

Demorei para falar sobre as minhas férias, mas ainda estava racionalizando sobre tudo que ocorreu nos pouco menos de 20 dias que passei na Califórnia com a minha mãe. Uma espécie de reencontro com tudo aquilo que eu não vivi. Esse estado da costa oeste americana já foi a minha casa de dezembro a maio e destino de férias de inverno, mas resolvi apostar todas as minhas cartas no verão. Afinal, a Califórnia, aquela que passa nos filmes, nos clipes da Lana Del Rey e é cenário de editoriais de moda, é quente, florida e colorida. Tem gente nas ruas, cerveja num restaurante do píer, loiras descendo as ruas de skate e velhos sarados com um longboard debaixo do braço.

::: Fim das férias: recalculando rota

San Clemente - Cali

San Clemente – Cali

Quanto tempo ficar e aonde ir na Califórnia? 

E tudo o que eu imaginava de um verão californiano…ocorreu. E diria que foi ainda melhor. Por isso, recomendo muito passar, pelo menos dez dias, vagando de praia em praia. Do Norte ao Sul as paisagens vão mudando conforme a vegetação, o clima, a altura. Se em Big Sur você encontra cenários intocáveis com árvores robustas e muito verde, no Sul a seca deixa a vegetação rasteira da cor da areia e as palmeiras são quase o cartão-postal de todas as praias de Los Angeles a San Diego. Se puder, faça a costa de San Diego a Los Angeles e de Los Angeles a São Francisco.

Desta vez, meu roteiro na costa foi:

- Quatro dias entre San Clemente e Huntington Beach 

T-Street em San Clemente

T-Street em San Clemente

Pela cultura do surfe viva nessas cidades, pela pitoresca e charmosa Laguna Beach, pela histórica e fofa cidade de San Juan Capistrano, pelo atmosfera náutica de Dana Point, pelas praias de San Clemente e Huntington Beach. De Laguna Beach a San Clemente são 14 milhas que dá para fazer pela Highway-1 e ir parando conforme a vontade e a paisagem.

Sugiro parar em San Clemente:  Trestles para olhar as ondas de  Uppers e Lowers e o trem passando na beira da praia, passear pela rua chamada Del Mar que acaba no píer com lojas fofas e restaurantes com o melhor da comida mexicana e sea food, pegar uma praia na T-Street, comprar uma sandália na Rainbow Sandals (tipo as Havaianas da Cali) e comer tacos no tradicional Pedro’s Tacos. 

Sugiro para Dana Point: passear pela marina e visitar o Ocean Institute, ir à praia Salt Creek  que tem um gramado enorme para assistir ao por-do-sol e fazer passeios de barco — tem para a Catalina Island ou para observar golfinhos e baleias (todos saem de Dana Point Harbor).

Sugiro para Laguna Beach (como já morei em Laguna, vou indicar algumas coisinhas que os locais de lá costumam fazer e que muitas vezes podem ser difíceis de achar, mas vale a pena): sugiro caminhar desde o Aliso Beach Park até o Hotel e Spa Montage (se tiver tempo e $ ainda tomaria um drink no Mosaic, um dos bares mais charmosos do hotel), descer os 1 mil degraus da Thousand Steps Beach,  e conhecer o centrinho da cidade que tem lojinhas, sorveterias e cafés maravilhosos (recomendo parar na loja de balas Candy Baron e na sorveteria Dolce Gelato).

- Três dias entre Solvang e Napa Valley

Não deixe de comer doçuras em Solvang, CA

Não deixe de comer doçuras em Solvang, CA

De San Clemente a Solvang são 192 milhas e 5 horas de viagem. Saí cedo e optei por percorrer a US-101 e I-405 (é também possível trafegar pela US-101 e I-5). Em poucas horas é possível conhecer este charme de cidade colonizada por dinamarqueses. O que mais chama a atenção são as confeitarias (sugiro a The Solvang Bakery – desde 1981) e lojas de antiguidades. Almocei comida típica no Mustard Seed Restaurant. 

De Solvang  a São Francisco são mais 5 horas e 300 milhas. O caminho pela US-101 é um tanto quanto interessante para o olfato. O sentido é aguçado ao passar pelas plantações no trajeto: de morango a laranja, passando por couve e alho. A rodovia é duplicada e em alguns trechos tem três pistas de cada lado. A velocidade máxima permitida é 120km/h na maioria do caminho. O mais legal de tudo é observar e sentir o aroma do que é plantado em cada cidade. Daria para fazer uma feira completa com tudo que tinha: uva, morango, cereja, laranja, alface romana, salsinha, cebola, tomate, repolho e alho. Na hora que passamos por Gilroy, a capital do alho, parecia que estávamos em uma cozinha de uma cantina preparando spaghetti com alho e óleo. No trecho, há algumas vinícolas para visitar e chegando próximo a SF você pode se assustar ao ver uma construção enorme e se dar conta que a Nasa é logo ali.

Rodovia US-101 N com plantações com todos os aromas

Rodovia US-101 N com plantações com todos os aromas

Em San Francisco, optei por ficar em um apartamento locado no AirBnb no bairro bem residencial e LGBT chamado Noe Valley. São casinhas no estilo victoriano, coloridas e cheias de personalidade. Muitas delas trazem a bandeira LGBT e flores e plantas nas varandas. SF é uma cidade bem cara para se hospedar. Achei preços bem parecidos com os de NY e por isso hostel ou alugar um apartamento se estiver com mais gente vale a pena.

Noe Valley, bairro onde me hospedei em SC

Noe Valley, bairro onde me hospedei em SC

Como fiquei pouco tempo em SF sugiro um roteiro bem enxuto: comece o dia tomando café na Tartine Bakery. Uma fila gigantesca dobrava a esquina, mas esperamos. Difícil escolher entre tantas outras opções, mas optei por um musli, suco de grapefruit, café gelado, quiche de legumes e tortinha de limão. Minha mãe pediu torta de coco com maracujá, folhado com presunto e gruyere, café e suco de laranja. Orgia gastronômica. Valeu cada minuto de espera e cada centavo (50 dólares tudo).

Tartine Bakery e as delícias que ficam na memória

Tartine Bakery e as delícias que ficam na memória

Se você estiver com os mapas de SF e perceber que algum local está perto, não se engane: a cidade deveria ter mapas topográficos. Uma boa opção para não precisar fazer tudo a pé e pegar o bonde. A linha F percorre toda a região central (Market) da cidade e a baía, onde ficam os píeres.

Parei no City Hall, onde rola uma feirinha bem legal para observar os moradores da cidade. Após isso, parei com o elétrico no pier 39, onde estão os restaurantes e de onde saem os passeios de barco pela baía. É bem turístico, mas vale a pena passear por ali e sentir a brisa do pacífico. De lá fiz um passeio de barco de duas horas passando debaixo da ponte Golden Gate e em frente à Ilha de Alcatraz (é possível visitá-la, mas não tive tempo). Passeios variam de 10 dólares (30 minutos) a 85 (4 horas) por pessoa

Vale a pena também conhecer e fazer uma massagem n Chinatown e sentir a atmosfera cosmopolita na região da Castro Street onde fica hasteada a bandeira gay. Há inúmeros restaurantes deliciosos na região. Recomendação minha: o espanhol Contigo Kitchen and Cava. O chefe de casa é o presunto (Jamon) mas escolhis um flatbread com abobrinhas, queijo de cabra e salame, acompanhado de sangria. O que impressionou foi uma folhinha na sangria de gerânio rosa. O aroma é indescritível.

Não deixe de fazer passeios pela SF Bay

Não deixe de fazer passeios pela SF Bay

Algumas dicas gerais para fazer em SF que recebi de uma local:

- Atravessar a Golden Gate Bridge
- Fazer passeio de barco pela baía
- Passear pelo Golden Gate Park (e museus do parque)
- Passear pelo Heights (onde toda a psicodelia dos anos 60/70 ocorreu)
- Comer no Cole Valley
- Ir ao Ferry Building Market
- Passear e comer em North Beach (Little Italy mais charmosa)
- Comer em algum dos restaurantes asiáticos (chinês principalmente)
- Jantar no Restaurante Foreign Cinema
- Tomar café no Tartine Bakery
- Passear de ônibus elétrico
- Union Square

Se estiver em São Francisco, Napa Valley é logo ali.  É só pegar a US-101 sentido Norte. E aí é que está o segredo deste passeio: você é obrigado a passar pela Golden Gate. Ligue o som no volume máximo, abra todas as janelas do carro e sinta a imensidão de perto desta imponente dama de vermelho. São quase duas horas a Napa Valley e a primeira cidade que você vai parar é justamente Napa, mas são várias cidades na rodovia 29 e 128 para encontrar as melhores vinícolas da Califórnia, de Sul a Norte: Sonoma (mais ao Oeste), Oak Knoll, Yountville, Oakville, Santa Helena e Calistoga.

Antes de chegar à Napa, programe a visita às vinícolas. Algumas aceitam tours apenas com reserva. Optei pela Robert Mondavi Winery, uma das maiores e mais bonitas. É clichê, mas vale a pena  o passeio de duas horas com direito à degustação de alguns rótulos. O caminho até chegar até lá de Napa é lindo e repetitivo: campos verdes de uva e roseiras, lado a lado.

Robert Mondavi Winery

Robert Mondavi Winery

 

Para almoçar, sugiro parar no centrinho de Napa, que não tem nada demais. Sugiro o mercado gourmet Oxbow com lojas de produtos locais e restaurantes deliciosos. Sugiro sentar em um dos bares, tomar um cálice de vinho e pedir um sanduíche com queijos.

Oxbow Market em Napa

Oxbow Market em Napa

 

- Um dia inteirinho em Big Sur (queria um mês)

Já ouvia muita coisa sobre Big Sur antes de realmente pegar a H-1 e conhecer esse pedaço do paraíso preservado, onde você chega a conclusão que a beleza se descortina após uma curva. Saí de SF em uma terça-feira de manhã e resolvi pegar a H-1 em todo o percurso até Los Angeles — são 400 milhas em quase 8 horas de viagem a 80 km/h. Em alguns trechos, se a sinuosa e lendária H-1 cansar,  tente a US-101, mas eu garanto: percorrer todo o trajeto entre essas duas cidades pela costa foi uma das melhores experiências da minha vida.

Mesmo antes de chegar a Big Sur, recomendo algumas paradas: a primeira delas é em Grey Whale Cove com este cenário:

Grey Whale Cove

Grey Whale Cove

Monterrey é a segunda. É uma cidade adorável que fica a três horas de San Francisco pela CA-1 e tem várias coisas para fazer: passear na Pacific Groove de bike ou a pé (foto) com este mar lindo (neste trecho fica o Hopkins State Marine Reserve da Universidade de Stanford para preservar as focas), ir ao Monterey Bay Aquarium, caminhar e almoçar em um dos restaurantes da Cannery Row ou alugar um caiaque na Fisherman’s Wharf e passear nas águas calmas da baía.

Monterrey

Monterrey

Com pista simples, ela amedronta os viajantes de primeira viagem por ser estreita e ter curvas fechadas em alguns pontos. Mas fascina pela vista dos mirantes quando a paisagem pede. E aqui, deixo até uma dica: vá devagar porque você certamente vai querer parar mais de dez vezes ao longo de Big Sur.

A região paradisíaca de Big Sur começa em Carmel e tem extensão de 145 km. Há poucos locais para se hospedar e comer, por isso programe a viagem se quiser dormir por lá. No verão, o que mais se vê são RVs (motor home) parados nos State Parks ao longo da rodovia ou carros e barracas ao lado. Se tiver a oportunidade, acampe por lá.

Paradas obrigatórias em Big Sur: Pfeiffer State Park (foto – uma praia linda para passar o dia e dá para surfar), Nepenthe Restaurante no topo com uma vista fantástica, Julia Pfeiffer Burns State Park (onde fica a McWay Falls) e em um das muitas pousadas/restaurantes na beira da estrada.

Se for parar durma em uma das cidades que ficam na margem da rodovia e que ficam na metade do caminho, como San Simeon ou San Luis Obispo, ou é claro, em uma das pousadinhas roots que ficam entre árvores primas das sequoias em Big Sur. 

Eu fiquei em um dos hotéis de beira de estrada em San Luis Obispo e paguei 70 dólares para duas pessoas.

 

Big Sur é amor (1)

Big Sur é amor (1)

Big Sur é amor (2)

Big Sur é amor (2)

Os outros cinco dias que passei em Los Angeles fica para um próximo post :)

 

 

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Trip Advisor divulga os melhores restaurantes do mundo

14 de outubro de 2015 5

O site colaborativo de viagens Trip Advisor divulgou nesta quarta-feira o prêmio global Travelers’ Choice™ Restaurantes. Os 365 ganhadores do ano foram escolhidos pelos próprios usuários do site, que fazem avaliações e opinam sobre os estabelecimentos no mundo. A partir da quantidade e qualidade das avaliações dos viajantes nos últimos 12 meses o site apresentou os 25 melhores restaurantes do mundo e listou nomes de lugares na Ásia, Canadá, Europa, Índia, América do Sul, Pacífico Sul, Inglaterra e Estados Unidos.

::: Fernando de Noronha é eleita como uma das melhores ilhas do mundo em 2015

:::  Os 25 melhores destinos de viagem de 2015

Eu diria que uma experiência gastronômica pode valer uma viagem inteira. Às vezes quero voltar a algum lugar só pelo sabor e aroma de algo que comi. Um dos melhores prazeres da vida, comer, não precisa ser feito na companhia de alguém ou de frente para uma vista de tirar o fôlego. Basta ter fome.

Foto: Voilà Bistrot/ Divulgação

Foto: Voilà Bistrot – o melhor do Brasil/ Divulgação

Quem nunca ficou com o gosto da canela na boca depois de provar o pastel de nata de Belém em Lisboa? Ou aquele fish & chips com a brisa do mar em uma praia da Califórnia? E a salsicha nas vendas de rua de Munique que você nunca vai encontrar em lugar nenhum senão lá.

No Brasil, o Voilà Bistrot, em Paraty, no Rio de Janeiro, foi eleito o melhor restaurante do País, seguido pelo também carioca, Gruta de Santo Antônio, localizado em Niterói, e o Camarões Restaurante, em Natal, no Rio Grande do Norte. Na América do Sul, o topo da lista ficou com o La Bourgogne, em Buenos Aires (Argentina), seguido pelo Borago, em Santiago (Chile) e pelo Voilà Bistrot, no Brasil.

O site ainda fez uma pesquisa com os usuários brasileiros do site. Para 52%, o tipo de restaurante preferido é o upscale — nem luxuoso, nem casual. Com relação aos restaurantes sofisticados, 48% dizem frequentá-los uma ou duas vezes ao ano, principalmente para celebrar ocasiões especiais (70%). Sobre o tipo de cozinha, a italiana é a preferida (49%), seguida pela brasileira (20%) e pela francesa (16%).

Os 25 melhores  restaurantes do mundo

Foto: Martin Berasategui/Divulgação

Foto: Martin Berasategui – o melhor do mundo/Divulgação

1. Martin Berasategui – Lasarte, Espanha
2. Europea – Montreal, Canadá
3. Maison Lameloise – Chagny, França
4. Adam’s – Birmingham, Inglaterra
5. Restaurant Sat Bains – Nottingham, Inglaterra
6. Geranium – Copenhagen, Dinamarca
7. PIC – Valence, França
8. NARISAWA – Minato, Japão
9. Le Manoir Aux Quat’Saisons – Great Milton, Inglaterra
10. Epicure – Paris, França
11. El Celler de Can Roca – Girona, Espanha
12.TRB – Pequim, China
13. Table 9 – Dubai, Emirados Árabes
14. HanTing Restaurant – Haia, Países Baixos
15. Bouley – Nova York
16. Alinea – Chicago, Illinois
17. Restaurant Locavore – Ubud, Indonésia
18. El Club Allard – Madri, Espanha
19. The French Cafe -Auckland Central, Nova Zelândia
20. Noma – Copenhague, Dinamarca
21. Funky Gourmet – Atenas, Grécia
22. The Test Kitchen – Woodstock, África do Sul
23. La Bourgogne – Buenos Aires, Argentina
24. Vue de Monde – Melbourne, Austrália
25. Borago – Santiago, Chile

Os 10 melhores do Brasil
1. Voilà Bistrot – Paraty, RJ
2. Gruta de Santo Antônio – Niterói, RJ
3. Camarões Restaurante – Natal, RN
4. Koh Pee Pee – Porto Alegre, RS
5. Camarões Portiguar -Natal, RN
6. Taste Vin – Belo Horizonte, MG
7. Poco Tapas – Curitiba, PR
8. Varanda Grill – São Paulo, SP
9. Mahalo – Cuiabá, MT
10. Mocotó – São Paulo, SP

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Onde se hospedar em Blumenau durante a Oktoberfest

02 de outubro de 2015 0

Para vir a Blumenau e ficar bem localizado é melhor programar. Como a Oktoberfest começa sempre na primeira semana de outubro, bom é reservar ou alugar lugar para ficar até agosto para garantir as melhores opções e preços. Além de hotéis, selecionei algumas opções diferenciadas, como ficar em apartamentos ou em cidades vizinhas. A festa ocorre de 7 a 25 de outubro no Parque Vila Germânica em Blumenau.

::: Oktoberfest em Blumenau: roteiros que os blumenauenses fazem na cidade
::: O que fazer em Blumenau

De acordo o Booking.com, 87% das propriedades na região já estão reservadas para o período. E entre os visitantes não estão só brasileiros. No ano passado, reservas vieram da Alemanha, Estados Unidos, Argentina e Portugal na época da festa.

Hotéis

Hotel Steinhausen Colonial (Foto: Gilmar de Souza/Agência RBS)

Hotel Steinhausen Colonial (Foto: Gilmar de Souza/Agência RBS)

Nesta época, os hotéis de Blumenau já estão com ocupação de 95% nos fins de semana. Apesar disso, a visita à festa pode ocorrer nos dias de semana, já que tem desfile e os pavilhões ficam menos cheios.

Selecionei alguns hotéis, que variam de R$ 180 a R$ 250 por dia:

Centro

Hotel Glória
perto do shopping, no Centro da cidade, quartos reformados recentemente e com um dos melhores cafés da manhã.

Plaza Blumenau
bem central, com uma piscina deliciosa em um terraço, mas quartos espaçosos, porém não reformados

Himmelblau
mais próximo da Vila Germânica (15 minutos a pé), quartos reformados recentemente e ao lado do shopping

Ibis
próximo a Rua XV de Novembro onde ocorrem os desfiles e bem central. Café da manhã não incluso no valor.

Mansiones
Mais antigo e próximo à Catedral São Paulo Apóstolo e à Rua XV de Novembro

Ponta Aguda

Steinhausen
Há três opções: o colonial, o apart hotel (Ponta Aguda)  e o hotel (Centro).  Tem um charme e aceita pets de pequeno porte.

Bairro da Velha

Pousada Vila Germânica
Mais simples e intimista, mas bem próxima à Vila Germânica

Blu Terrace
Ao lado da Vila Germânica. Instalações um pouco mais simples, mas menor

 

Aluguel de apartamento/casa

(Foto: Airbnb/Reprodução)

(Foto: Airbnb/Reprodução)

Um possibilidade que é mais barata para quem está em grupo é alugar casas ou apartamentos em Blumenau. Não são muitas as opções, mas separei algumas:

No site Alugue Temporada há apenas duas opções de apartamento para alugar na cidade e ambas perto da Vila Germânica. O site também oferece opções em cidades do litoral, como Balneário Camboriú com 230 opções de aluguel, ou em Penha, uma praia mais tranquila a 62 km de Blumenau, com 40 casas/apartamentos para alugar.

No site AirBnb são 86 opções (até o dia da postagem) entre quartos, apartamentos e casas com a média de preço de R$ 39 por noite.

No Facebook há vários grupos e fanpages de casas para alugar durante a festa. Em uma busca rápida encontrei cinco opções.

 

Nas cidades vizinhas

Tranquilidade de Pomerode (Foto: Gilmar de Souza/Agência RBS)

Tranquilidade de Pomerode (Foto: Gilmar de Souza/Agência RBS)

É uma opção para sair do burburinho de Blumenau e aproveitar o que as cidades do Vale do Itajaí têm a oferecer como ecoturismo, cervejarias, zoológico, restaurantes de comida típica, parques e muito mais tranquilidade.

Timbó

Timbó Park Hotel
Iria’s Hotel

Pomerode

Pousada Dein Haus
Hotel Schroeder
Pousada Rural Mundo Antigo
Pousada Blauberg
Hotel Bergblick
Pousada Lena Rosa
Pousada Max
Casa Branca Boutique
Pousada Pomerode

 

Gaspar

Hotel Raul’s
Eco Hotel Arraial do Ouro
Fazzenda Park Hotel

Indaial

Hotel Indaial

 

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Viajantes: André e Karla embarcados em cruzeiro no Pacífico

14 de setembro de 2015 2

Trago aqui mais uma daquelas histórias de quem resolve abandonar o trabalho em escritório e procurar uma alternativa que concilie satisfação, dinheiro pra viver e muita diversão. Desta vez, é a do catarinense de Floripa André Baader e da esposa da Guatemala, Karla.

::: Viajantes: Patrízia e Diogo. Por que trocamos nossa casa pelo mundo?
::: Casal conta como foi aventura de 80 dias por Argentina, Chile e Uruguai

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Após trabalhar em um banco por cinco anos e estar cursando Contabilidade, o catarinense André Baader resolveu mudar um pouquinho. Dos trabalhos com números, ele abriu espaço para panelas e temperos. Trocou o curso para Gastronomia e resolveu se mudar para os Estados Unidos em 2008.  André e a esposa Karla se conheceram no trabalho, em uma cozinha de hotel na Disney, em Orlando na Flórida. Ela também saiu do país, se formou na Le Cordon Bleu em Orlando, e tinha o mesmo objetivo: aliar trabalho e bem-estar.

Por dinheiro, o catarinense resolveu voltar à trabalhar no banco, desta vez em Orlando, onde ficou por três anos mas acabou caindo na velha rotina novamente:

— Fiquei por 3 anos até ver que estava caindo na mesma rotina traçada pela sociedade, com um belo carro, casa, moveis. Porém ficava oito horas do dia atrás de um computador, com pessoas que você deve aturar, gastando mais de uma hora do dia dirigindo, ficando com minha esposa poucas horas e longe dos amigos.

Eles largaram o emprego, alugaram a casa e resolveram trabalhar em um cruzeiro por cinco meses, no Hawaii. Eles embarcaram no Pride of America em maio, o primeiro navio de passageiros com bandeira americana em quase 50 anos e que oferece itinerários de 7 dias nas ilhas havaianas. Lá eles trabalham na cozinha e pretendem se especializar em cursos com ênfase em Enologia.

Dá para acompanhar a vida deles embarcados pelo site ou pelo Facebook que eles criaram. Lá eles contam os detalhes de trabalhar em um navio, quanto se ganha, o tempo que se tem para viajar, e as pessoas que eles conheceram.

Mais do que mudar de vidas, eles querem também encorajar outras pessoas a fazerem o mesmo:

- Queremos mostrar que a mudança de vida é possível para todos, a todo o momento. Seja mudar de uma cidade, estado, país, trabalho, amigos.

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Fotos: André Baader

 

 

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NYT: o que fazer em 36 horas no Rio de Janeiro

06 de setembro de 2015 0

Projeto que deu certo no jornal mais influente do mundo, o The New York Times, o 36 Hours começou tímido em 2002, quando a Internet ainda engatinhava. A ideia era simples: um jornalista sugere o que fazer em uma cidade qualquer do mundo em 36 horas, de hora em hora. No início, era apenas texto na internet, sem fotos, nem vídeos, como esta publicação aqui sobre Detroit, nos EUA.

36horasRJ

Na matéria, o jornalista descrevia a cidade por meio de palavas: da história até a economia, da arquitetura ao que comer. Atualmente, o jornal americano produz um vídeo de cerca de 5 minutos que mostra como é passar 36 horas na cidade, além de publicar as dicas no jornal impresso. Na edição deste sábado, o Rio de Janeiro foi mais uma vez escolhido para estampar as páginas do diário e também virar cenário do vídeo do site do NYT. Assista:

No vídeo, brasileiros falam que a cidade tem a conjunção do mar e da montanha e que os cariocas são simpáticos e acolhedores. O jeito informal do carioca também é relatado no vídeo: quem nunca circulou de bermuda e chinelo na orla de Copacabana da forma mais relaxada possível?

No vídeo, o NYT sugere voar sobre o Rio de Janeiro para observar o contraste da cidade, as praias, a lagoa.  Veja o que o jornal sugere para fazer em 36 horas:

- Ir a preservada praia de Itacoatiara
- Ir ao Parque Lage
- Comer no restaurante Taberna do Darwin
- Beber na Adega Pérola
- Tomar sorvete na sorveteria Vero
- Passear no Leblon
- Dançar no club La Paz
- Tacacá do Norte
- Ir ao Salvatore Café

O NYT já fez outras reportagens sobre outras cidades brasileiras, confira:

36 horas no Rio de Janeiro:

http://www.nytimes.com/2007/02/25/travel/25hours.html

http://www.nytimes.com/2010/09/19/travel/19hours.html

36 horas em Belo Horizonte: http://www.nytimes.com/2014/04/27/travel/36-hours-in-belo-horizonte-brazil.html

36 horas em Salvador: http://www.nytimes.com/2009/03/01/travel/01hourscol.html

36 horas em Brasília: http://www.nytimes.com/2011/11/06/travel/36-hours-in-brasilia-brazil.html

36 horas em São Paulo: http://www.nytimes.com/2011/03/13/travel/13hours-saopaulo.html

 

 

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Aniversário de 165 anos: o que fazer em Blumenau

02 de setembro de 2015 1

Difícil falar da minha cidade. Talvez com olhar do desconhecido seria mais fácil. Se desembarcasse aqui em um ônibus de excursão seria amor à primeira vista. E conto o porquê.

Blumenau não é uma cidade grande, nem tão pequena, mas é possível se perder observando a imensidão do morro do Spitzkopf. É acolhedora e percebo isso ainda mais forte quando vou pra longe e sinto falta de algum bom dia recíproco de um desconhecido ou pela gentileza do motorista ao atravessar na faixa de pedestres.

Gosto daqui não apenas porque nasci e escolhi viver, mas porque a tranquilidade bate a minha porta aos domingos. Me convida para um passeio no Parque Ramiro Ruediger, um pedal na Nova Rússia, uma caminhada na Vila Itoupava mesmo sob o sol quente. Recomendo ficar aqui pelo menos alguns dias para sentir um pouquinho do que ficou do que os alemães trouxeram: a arquitetura germânica, alguns costumes, a língua que ainda se ensina nas escolas e a gastronomia.

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Ah, a comida. E quando penso no que comer em Blumenau, opções não me faltam. Ocorre que a primeira delas é o pão com bolinho da padaria Benkendorf acompanhado de uma fatia de cuca de farofa. Arremataria com um chai do Amantes do Café na Rua Amadeu da Luz, no coração da cidade. Se ainda a fome fosse grande, reservaria uma mesa no restaurante típico alemão Abendbrothaus na Vila Itoupava e ainda terminaria o dia com um sorvete do Schmidt, na Rua Floriano Peixoto. Se nada disso faz sentido pra você, comeria  um pastel na pastelaria Chinesa na Rua XV de Novembro e observaria o movimento da cidade.

Se descesse daquele mesmo ônibus, passaria o dia na Vila Germânica ouvindo as bandinhas dos restaurantes e tiraria fotos das casinhas charmosas que compõem o complexo. Tomaria um, dois, talvez três chopes para conhecer a variedade dos rótulos daqui: Eisenbahn, Bierland e Wunder Bier.  

Se me restasse mais um dia nesta viagem a Blumenau, visitaria a Feira Livre da Proeb que ocorre nas segundas e quintas e compraria Kochkäse, linguiça Blumenau, bolachas confeitadas, pão de aipim, geleia caseira e até pensaria em levar para casa uma conserva de rollmops. 

Parabéns pelos 165 anos, Blumenau!

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Viajantes: Patrízia e Diogo. Por que trocamos nossa casa pelo mundo?

20 de agosto de 2015 3
Sydney, Austrália

Sydney, Austrália

Queria ter metade da coragem e foco do casal Diogo Dorval da Costa e Patrízia Krieser para largar tudo e botar o pé na estrada. Um tanto quanto inspirador, eles transformaram o inconformismo e inquietude da juventude, que nos ataca entre os vinte e trinta e pouco anos, em um sonho: viajar. Recém-casados, resolveram abrir mão daquela vidinha casa-trabalho, que querendo ou não muitos gostam e são felizes assim, para buscar algo mais profundo, do coração.

::: Casal conta como foi aventura de 80 dias por Argentina, Chile e Uruguai
::: Fim das férias: recalculando rota

Os dois estavam com a mesma vontade. Mas a receita não é fácil. Não é simplesmente “eles largaram tudo e foram embora”.  E desapego nessas horas é fundamental. Juntos abriram mão do trabalho — Patrízia era editora do Sol Diário e Diogo e trabalhava com comércio exterior  —, de pertences — eles venderam alguns móveis, o carro e eletrônicos — e traçaram rumo em direção ao mundo. Eles partiram em maio, levando poucas coisas mas um desejo imenso de botar os pés em terrenos desconhecidos, ouvir línguas indecifráveis e passar por desafios inesperados.

Eles já estão há três meses viajando e passaram pelos Emirados Árabes, Tailândia, Camboja, Indonésia, Malásia, Cingapura, Austrália e Nova Zelândia, onde pretendem passar um tempo. Acompanhe toda a aventura deste casal no blog deles: Rock N’Routes.

Confira o relato que Patrízia fez para o blog Viajar Eu Preciso:

 

Blue Mountains, Austrália

Blue Mountains, Austrália

 

Por que trocamos nossa casa pelo mundo?

 Por Patrízia Krieser

É clichê, mas verdadeiro. É batido, mas funciona. Levamos a sério um velho conselho que ora ou outra alguém recebe, tenha pedido ou não. Falo de ouvir o coração. E como ele fala. Grita. Por que nós, às vezes, somos um tanto surdos, especialmente quando algo nos dá medo. Então escutamos a voz que há tempo cantarolava um sonho em nosso peito e fizemos a escolha que tem nos transformado diariamente.

Deixamos nosso empregos, alugamos o apartamento, vendemos carro, roupas, alguns eletrônicos e objetos pessoais. Colocamos o que coube em duas mochilas, compramos duas passagens e embarcamos em um sonho que começou na Ásia, em maio deste ano. O plano é rodar o mundo até quando der, pelo tempo que for possível. Nosso lar agora é feito das histórias que vivemos.

As razões que nos levaram a mudar o rumo de nossas vida nasceram com a gente. Não foi a crise brasileira, uma possível insatisfação profissional, um choque ou frustação pessoal. Isso seria pequeno demais para nos fazer suportar a saudade diária da família que essa decisão nos impôs. O que nos move (mesmo!) é a paixão por viajar, conhecer diferentes lugares, culturas e pessoas. É o sonho.

E aí você pode perguntar: mas não seria o suficiente viajar nas férias? Seria. Pra muita gente é. E não há nada de errado nisso. Mas junto com a paixão por descobrir mais do mundo, veio a necessidade de encarar desafios, sair da zona de conforto, sentir frio na barriga, tentar algo novo. Uma conspiração de vontades que nos empurraram rumo a essa experiência incrível, que contamos no rocknroutes.com, um blog feito pra inspirar a viajar e também a sonhar, seja qual for o seu sonho.

 

Grande Mesquita em Abu Dhabi (obrigatório usar lenço)

Grande Mesquita em Abu Dhabi (obrigatório usar lenço)

Ritual da Lua Cheia, Balli na Indonésia

Ritual da Lua Cheia, Balli na Indonésia

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