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Posts na categoria "Inspire-se"

Passeio rumo ao Spitzkopf em Blumenau

27 de dezembro de 2015 0

Em meio à mata nativa senti que aquele passeio era o início de uma relação de amor com um pedacinho ao Sul de Blumenau. Subi pela primeira vez o Spitzkopf (cabeça pontiaguda, em alemão) em agosto deste ano. Uma vergonha para uma blumenauense como eu. Deveria ter sido o primeiro passeio pela cidade assim que minhas pernas aguentassem uma caminhada de quase duas horas. O ponto turístico faz parte do Parque Nacional Serra do Itajaí (PNSI) e é visitado há mais de cem anos. Um paraíso para quem quer conhecer a Mata Atlântica preservada, riachos, nascentes de águas límpidas, e principalmente, ficar em silêncio para ouvir o barulhinho da natureza.

::: O que fazer em Blumenau

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas

No inverno, o sol e uma brisa que parecia do mar nos acompanharam durante todo o percurso. No verão, uma névoa de filme de suspense passava em torno das árvores encobrindo a paisagem das montanhas no topo.

Foto: Marcos Dias

No inverno. Foto: Marcos Dias/Arquivo pessoal

 

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

No verão. Foto: Lucas Amorelli/Aquivo pessoal

O acesso é feito pela Rua Bruno Schreiber, no Progresso. A visita pode ser feita aos sábados e domingos das 7h às 19h.  Há estacionamento, mesas para fazer um lanche e banheiros.  Quem recebe os visitantes é a dona Kolka, uma búlgara simpática e falante, proprietária da área do entorno do acesso ao Parque Ecológico do Spiztkopf. Ela dá todas as orientações e conta um pouco da história dela: comprou o terreno em um leilão para preservar. Por isso,  faz questão de conversar com todas as pessoas que sobem o morro. Para entrar paga-se R$ 10 e é preciso deixar os dados, como nome e telefone de contato.

Para os mais rápidos, em uma hora e meia chega-se até o ponto mais alto: 913,98 metros, segundo o ambientalista Lauro Bacca. Para os que gostam de contemplar cada planta e fonte de água são duas horas.

A primeira uma hora de trilha — quando a altura passa de 300 metros — é feita em uma estrada de chão bem tranquila, onde os carros dos proprietários dos sítios que tem no caminho podem passar. Há algumas pedras soltas, mas exige pouco esforço do visitante. Depois da metade, o percurso fica mais íngreme, a mata mais fechada, há muita água passando na trilha e, quase no topo, é preciso se apoiar em árvores e pedras para passar em alguns pontos. Atenção: se os dias anteriores ao passeio forem chuvosos é melhor ir de bota do que de tênis — há muita lama!

Foto: Fernanda Ribas

Foto: Fernanda Ribas/Arquivo pessoal

Quase no mirante, há uma floresta de pinheiros (pinus sp e cunninghamia sp) que foram plantados após os incêndios de 1951. Em 1995, ocorreu outro incêndio, mas dessa vez atingiu apenas o topo. O lugar é ideal para uma pausa na sombra pois a temperatura neste ponto é sempre mais baixa do que no mirante.

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Foto: Lucas Amorelli/Arquivo pessoal

No retorno, se estiver quente, é possível banhar-se no ribeirão que fica a 500 metros da base do parque, em uma trilha ao lado direito. Recomendo levar água, frutas, barras de cereal e bolachas, uma sacolinha para o lixo, repelente, protetor e uma canga ou toalha para sentar e observar a paisagem do mirante. Evite usar roupas pretas, verdes ou azuis por atrair insetos.

No Trip Advisor, o ponto turístico já foi analisado por quase cem viajantes. A maioria deles avalia o parque de maneira positiva: tranquilizante, lindo, vista maravilhosa, contato com a natureza, caminho lindo.

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

Foto: Pedro Tavares

Foto: Pedro Tavares/Arquivo pessoal

O que vocês precisam saber sobre um verão na Califórnia

30 de outubro de 2015 1

Demorei para falar sobre as minhas férias, mas ainda estava racionalizando sobre tudo que ocorreu nos pouco menos de 20 dias que passei na Califórnia com a minha mãe. Uma espécie de reencontro com tudo aquilo que eu não vivi. Esse estado da costa oeste americana já foi a minha casa de dezembro a maio e destino de férias de inverno, mas resolvi apostar todas as minhas cartas no verão. Afinal, a Califórnia, aquela que passa nos filmes, nos clipes da Lana Del Rey e é cenário de editoriais de moda, é quente, florida e colorida. Tem gente nas ruas, cerveja num restaurante do píer, loiras descendo as ruas de skate e velhos sarados com um longboard debaixo do braço.

::: Fim das férias: recalculando rota

San Clemente - Cali

San Clemente – Cali

Quanto tempo ficar e aonde ir na Califórnia? 

E tudo o que eu imaginava de um verão californiano…ocorreu. E diria que foi ainda melhor. Por isso, recomendo muito passar, pelo menos dez dias, vagando de praia em praia. Do Norte ao Sul as paisagens vão mudando conforme a vegetação, o clima, a altura. Se em Big Sur você encontra cenários intocáveis com árvores robustas e muito verde, no Sul a seca deixa a vegetação rasteira da cor da areia e as palmeiras são quase o cartão-postal de todas as praias de Los Angeles a San Diego. Se puder, faça a costa de San Diego a Los Angeles e de Los Angeles a São Francisco.

Desta vez, meu roteiro na costa foi:

- Quatro dias entre San Clemente e Huntington Beach 

T-Street em San Clemente

T-Street em San Clemente

Pela cultura do surfe viva nessas cidades, pela pitoresca e charmosa Laguna Beach, pela histórica e fofa cidade de San Juan Capistrano, pelo atmosfera náutica de Dana Point, pelas praias de San Clemente e Huntington Beach. De Laguna Beach a San Clemente são 14 milhas que dá para fazer pela Highway-1 e ir parando conforme a vontade e a paisagem.

Sugiro parar em San Clemente:  Trestles para olhar as ondas de  Uppers e Lowers e o trem passando na beira da praia, passear pela rua chamada Del Mar que acaba no píer com lojas fofas e restaurantes com o melhor da comida mexicana e sea food, pegar uma praia na T-Street, comprar uma sandália na Rainbow Sandals (tipo as Havaianas da Cali) e comer tacos no tradicional Pedro’s Tacos. 

Sugiro para Dana Point: passear pela marina e visitar o Ocean Institute, ir à praia Salt Creek  que tem um gramado enorme para assistir ao por-do-sol e fazer passeios de barco — tem para a Catalina Island ou para observar golfinhos e baleias (todos saem de Dana Point Harbor).

Sugiro para Laguna Beach (como já morei em Laguna, vou indicar algumas coisinhas que os locais de lá costumam fazer e que muitas vezes podem ser difíceis de achar, mas vale a pena): sugiro caminhar desde o Aliso Beach Park até o Hotel e Spa Montage (se tiver tempo e $ ainda tomaria um drink no Mosaic, um dos bares mais charmosos do hotel), descer os 1 mil degraus da Thousand Steps Beach,  e conhecer o centrinho da cidade que tem lojinhas, sorveterias e cafés maravilhosos (recomendo parar na loja de balas Candy Baron e na sorveteria Dolce Gelato).

- Três dias entre Solvang e Napa Valley

Não deixe de comer doçuras em Solvang, CA

Não deixe de comer doçuras em Solvang, CA

De San Clemente a Solvang são 192 milhas e 5 horas de viagem. Saí cedo e optei por percorrer a US-101 e I-405 (é também possível trafegar pela US-101 e I-5). Em poucas horas é possível conhecer este charme de cidade colonizada por dinamarqueses. O que mais chama a atenção são as confeitarias (sugiro a The Solvang Bakery – desde 1981) e lojas de antiguidades. Almocei comida típica no Mustard Seed Restaurant. 

De Solvang  a São Francisco são mais 5 horas e 300 milhas. O caminho pela US-101 é um tanto quanto interessante para o olfato. O sentido é aguçado ao passar pelas plantações no trajeto: de morango a laranja, passando por couve e alho. A rodovia é duplicada e em alguns trechos tem três pistas de cada lado. A velocidade máxima permitida é 120km/h na maioria do caminho. O mais legal de tudo é observar e sentir o aroma do que é plantado em cada cidade. Daria para fazer uma feira completa com tudo que tinha: uva, morango, cereja, laranja, alface romana, salsinha, cebola, tomate, repolho e alho. Na hora que passamos por Gilroy, a capital do alho, parecia que estávamos em uma cozinha de uma cantina preparando spaghetti com alho e óleo. No trecho, há algumas vinícolas para visitar e chegando próximo a SF você pode se assustar ao ver uma construção enorme e se dar conta que a Nasa é logo ali.

Rodovia US-101 N com plantações com todos os aromas

Rodovia US-101 N com plantações com todos os aromas

Em San Francisco, optei por ficar em um apartamento locado no AirBnb no bairro bem residencial e LGBT chamado Noe Valley. São casinhas no estilo victoriano, coloridas e cheias de personalidade. Muitas delas trazem a bandeira LGBT e flores e plantas nas varandas. SF é uma cidade bem cara para se hospedar. Achei preços bem parecidos com os de NY e por isso hostel ou alugar um apartamento se estiver com mais gente vale a pena.

Noe Valley, bairro onde me hospedei em SC

Noe Valley, bairro onde me hospedei em SC

Como fiquei pouco tempo em SF sugiro um roteiro bem enxuto: comece o dia tomando café na Tartine Bakery. Uma fila gigantesca dobrava a esquina, mas esperamos. Difícil escolher entre tantas outras opções, mas optei por um musli, suco de grapefruit, café gelado, quiche de legumes e tortinha de limão. Minha mãe pediu torta de coco com maracujá, folhado com presunto e gruyere, café e suco de laranja. Orgia gastronômica. Valeu cada minuto de espera e cada centavo (50 dólares tudo).

Tartine Bakery e as delícias que ficam na memória

Tartine Bakery e as delícias que ficam na memória

Se você estiver com os mapas de SF e perceber que algum local está perto, não se engane: a cidade deveria ter mapas topográficos. Uma boa opção para não precisar fazer tudo a pé e pegar o bonde. A linha F percorre toda a região central (Market) da cidade e a baía, onde ficam os píeres.

Parei no City Hall, onde rola uma feirinha bem legal para observar os moradores da cidade. Após isso, parei com o elétrico no pier 39, onde estão os restaurantes e de onde saem os passeios de barco pela baía. É bem turístico, mas vale a pena passear por ali e sentir a brisa do pacífico. De lá fiz um passeio de barco de duas horas passando debaixo da ponte Golden Gate e em frente à Ilha de Alcatraz (é possível visitá-la, mas não tive tempo). Passeios variam de 10 dólares (30 minutos) a 85 (4 horas) por pessoa

Vale a pena também conhecer e fazer uma massagem n Chinatown e sentir a atmosfera cosmopolita na região da Castro Street onde fica hasteada a bandeira gay. Há inúmeros restaurantes deliciosos na região. Recomendação minha: o espanhol Contigo Kitchen and Cava. O chefe de casa é o presunto (Jamon) mas escolhis um flatbread com abobrinhas, queijo de cabra e salame, acompanhado de sangria. O que impressionou foi uma folhinha na sangria de gerânio rosa. O aroma é indescritível.

Não deixe de fazer passeios pela SF Bay

Não deixe de fazer passeios pela SF Bay

Algumas dicas gerais para fazer em SF que recebi de uma local:

- Atravessar a Golden Gate Bridge
- Fazer passeio de barco pela baía
- Passear pelo Golden Gate Park (e museus do parque)
- Passear pelo Heights (onde toda a psicodelia dos anos 60/70 ocorreu)
- Comer no Cole Valley
- Ir ao Ferry Building Market
- Passear e comer em North Beach (Little Italy mais charmosa)
- Comer em algum dos restaurantes asiáticos (chinês principalmente)
- Jantar no Restaurante Foreign Cinema
- Tomar café no Tartine Bakery
- Passear de ônibus elétrico
- Union Square

Se estiver em São Francisco, Napa Valley é logo ali.  É só pegar a US-101 sentido Norte. E aí é que está o segredo deste passeio: você é obrigado a passar pela Golden Gate. Ligue o som no volume máximo, abra todas as janelas do carro e sinta a imensidão de perto desta imponente dama de vermelho. São quase duas horas a Napa Valley e a primeira cidade que você vai parar é justamente Napa, mas são várias cidades na rodovia 29 e 128 para encontrar as melhores vinícolas da Califórnia, de Sul a Norte: Sonoma (mais ao Oeste), Oak Knoll, Yountville, Oakville, Santa Helena e Calistoga.

Antes de chegar à Napa, programe a visita às vinícolas. Algumas aceitam tours apenas com reserva. Optei pela Robert Mondavi Winery, uma das maiores e mais bonitas. É clichê, mas vale a pena  o passeio de duas horas com direito à degustação de alguns rótulos. O caminho até chegar até lá de Napa é lindo e repetitivo: campos verdes de uva e roseiras, lado a lado.

Robert Mondavi Winery

Robert Mondavi Winery

 

Para almoçar, sugiro parar no centrinho de Napa, que não tem nada demais. Sugiro o mercado gourmet Oxbow com lojas de produtos locais e restaurantes deliciosos. Sugiro sentar em um dos bares, tomar um cálice de vinho e pedir um sanduíche com queijos.

Oxbow Market em Napa

Oxbow Market em Napa

 

- Um dia inteirinho em Big Sur (queria um mês)

Já ouvia muita coisa sobre Big Sur antes de realmente pegar a H-1 e conhecer esse pedaço do paraíso preservado, onde você chega a conclusão que a beleza se descortina após uma curva. Saí de SF em uma terça-feira de manhã e resolvi pegar a H-1 em todo o percurso até Los Angeles — são 400 milhas em quase 8 horas de viagem a 80 km/h. Em alguns trechos, se a sinuosa e lendária H-1 cansar,  tente a US-101, mas eu garanto: percorrer todo o trajeto entre essas duas cidades pela costa foi uma das melhores experiências da minha vida.

Mesmo antes de chegar a Big Sur, recomendo algumas paradas: a primeira delas é em Grey Whale Cove com este cenário:

Grey Whale Cove

Grey Whale Cove

Monterrey é a segunda. É uma cidade adorável que fica a três horas de San Francisco pela CA-1 e tem várias coisas para fazer: passear na Pacific Groove de bike ou a pé (foto) com este mar lindo (neste trecho fica o Hopkins State Marine Reserve da Universidade de Stanford para preservar as focas), ir ao Monterey Bay Aquarium, caminhar e almoçar em um dos restaurantes da Cannery Row ou alugar um caiaque na Fisherman’s Wharf e passear nas águas calmas da baía.

Monterrey

Monterrey

Com pista simples, ela amedronta os viajantes de primeira viagem por ser estreita e ter curvas fechadas em alguns pontos. Mas fascina pela vista dos mirantes quando a paisagem pede. E aqui, deixo até uma dica: vá devagar porque você certamente vai querer parar mais de dez vezes ao longo de Big Sur.

A região paradisíaca de Big Sur começa em Carmel e tem extensão de 145 km. Há poucos locais para se hospedar e comer, por isso programe a viagem se quiser dormir por lá. No verão, o que mais se vê são RVs (motor home) parados nos State Parks ao longo da rodovia ou carros e barracas ao lado. Se tiver a oportunidade, acampe por lá.

Paradas obrigatórias em Big Sur: Pfeiffer State Park (foto – uma praia linda para passar o dia e dá para surfar), Nepenthe Restaurante no topo com uma vista fantástica, Julia Pfeiffer Burns State Park (onde fica a McWay Falls) e em um das muitas pousadas/restaurantes na beira da estrada.

Se for parar durma em uma das cidades que ficam na margem da rodovia e que ficam na metade do caminho, como San Simeon ou San Luis Obispo, ou é claro, em uma das pousadinhas roots que ficam entre árvores primas das sequoias em Big Sur. 

Eu fiquei em um dos hotéis de beira de estrada em San Luis Obispo e paguei 70 dólares para duas pessoas.

 

Big Sur é amor (1)

Big Sur é amor (1)

Big Sur é amor (2)

Big Sur é amor (2)

Os outros cinco dias que passei em Los Angeles fica para um próximo post :)

 

 

Aniversário de 165 anos: o que fazer em Blumenau

02 de setembro de 2015 1

Difícil falar da minha cidade. Talvez com olhar do desconhecido seria mais fácil. Se desembarcasse aqui em um ônibus de excursão seria amor à primeira vista. E conto o porquê.

Blumenau não é uma cidade grande, nem tão pequena, mas é possível se perder observando a imensidão do morro do Spitzkopf. É acolhedora e percebo isso ainda mais forte quando vou pra longe e sinto falta de algum bom dia recíproco de um desconhecido ou pela gentileza do motorista ao atravessar na faixa de pedestres.

Gosto daqui não apenas porque nasci e escolhi viver, mas porque a tranquilidade bate a minha porta aos domingos. Me convida para um passeio no Parque Ramiro Ruediger, um pedal na Nova Rússia, uma caminhada na Vila Itoupava mesmo sob o sol quente. Recomendo ficar aqui pelo menos alguns dias para sentir um pouquinho do que ficou do que os alemães trouxeram: a arquitetura germânica, alguns costumes, a língua que ainda se ensina nas escolas e a gastronomia.

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Ah, a comida. E quando penso no que comer em Blumenau, opções não me faltam. Ocorre que a primeira delas é o pão com bolinho da padaria Benkendorf acompanhado de uma fatia de cuca de farofa. Arremataria com um chai do Amantes do Café na Rua Amadeu da Luz, no coração da cidade. Se ainda a fome fosse grande, reservaria uma mesa no restaurante típico alemão Abendbrothaus na Vila Itoupava e ainda terminaria o dia com um sorvete do Schmidt, na Rua Floriano Peixoto. Se nada disso faz sentido pra você, comeria  um pastel na pastelaria Chinesa na Rua XV de Novembro e observaria o movimento da cidade.

Se descesse daquele mesmo ônibus, passaria o dia na Vila Germânica ouvindo as bandinhas dos restaurantes e tiraria fotos das casinhas charmosas que compõem o complexo. Tomaria um, dois, talvez três chopes para conhecer a variedade dos rótulos daqui: Eisenbahn, Bierland e Wunder Bier.  

Se me restasse mais um dia nesta viagem a Blumenau, visitaria a Feira Livre da Proeb que ocorre nas segundas e quintas e compraria Kochkäse, linguiça Blumenau, bolachas confeitadas, pão de aipim, geleia caseira e até pensaria em levar para casa uma conserva de rollmops. 

Parabéns pelos 165 anos, Blumenau!

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Fim das férias: recalculando rota

18 de agosto de 2015 5

O GPS é uma ferramenta incrível criada para localizar quem está perdido. Indispensável em viagens para longe de casa, o que ele tem de necessário tem de teimoso. Teimosia, aliás, é a principal característica humana deste sistema de posicionamento global via satélite. De tanto sugerir uma rota e não outra, às vezes acho que ele tem razão. E uma boa dose de GPS é a ajuda fundamental que viajantes precisam  na hora de voltar de férias.

Três linhas:  tudo o que você precisa

Três linhas: tudo o que você precisa

É como se estivéssemos percorrendo a Highway 1 na Califórnia e de repente caímos na BR-101 no Sul do Brasil. É como entrar no avião errado e parar na África do Sul. É difícil. Leva um tempo. Nos deixa devagar. É como se estivéssemos ouvindo, a todo momento, aquela frase na hora que mudamos de sentido: RECALCULANDO ROTA.

Mas voltar de férias é sempre um recomeço. E de cabeça leve, com o pensamento longe de depois de vivenciar inúmeras experiências — quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? — o sentido das coisas muda. E é exatamente esta mudança que nos deixa novamente prontos para voltar a mesma rotina — casa-trabalho-aula-casa — a mesma família, aos mesmos amigos.

Talvez seja esta a hora de começar algo novo, mudar de hábito, partir para uma dieta ou por que não abraçar uma árvore? Traga aquilo que fez sentido para você nas férias para a vida real. Se gostou de comer panquecas no café da manhã, por que não fazê-las em casa? Se as saladas com frutas e nozes foi a grande novidade no menu da sua viagem, compre as frutas, pique as nozes e invente uma nova refeição para o almoço. Talvez você tenha gostado de pegar metro. Tente andar mais de ônibus, leve a bicicleta para as ruas. Faça aqui o que você fazia lá.

Se a saudade apertar e a rotina te sugar novamente, faça coisas diferentes na sua cidade. Faça pequenas viagens para dentro de si mesmo. Recalcule a sua rota. Quais são suas prioridades agora? Será que tudo que antes tinha tanta importância volta a ter depois de uma viagem? Faça do seu retorno um aprendizado, das férias uma indelével lembrança, das experiências bem sucedidas um guia e deixe estar.

As próximas férias chegam logo. Você mal pode esperar. E aí…começa tudo outra vez.

 

 

 

Quando a vida merece férias!

25 de julho de 2015 4

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Sabe aquela sensação pré-férias que você quer dar conta de toda a vida para não se incomodar depois? Contas a pagar, casa para arrumar, salão para agendar, listas, listas e mais listas! Vivo isto agora, caro leitor. A três dias de embarcar para as merecidas, sinto-me cansada de tanto planejar. Planejo tanto o aqui agora que o depois eu já esqueci. Não sei o que vou encontrar em Los Angeles nem qual vinho tomar em Napa. Deixei de pensar em quais museus visitar em Nova York e que lojas devo entrar. Vou me entregar ao que for pra acontecer.

Deixarei a espontaneidade do momento tomar conta de mim. Vou me doar ao acaso. Liberar os preconceitos. Aceitar o desconhecido e mergulhar no irreconhecível.

Aproveitarei para fazer bons amigos, cuidar dos que estão longe e me desligar dos que ficarão aqui.

Prometo comer fruta no café da manhã, mas não recusarei panquecas nem bacon. Quero sentir o gosto do tempero mexicano e devorar um hambúrguer, mas nem por isso vou deixar de me deliciar com uma boa macarronada.

Vou me permitir. Extrapolar fronteiras. Desafiar minha paciência. Torrar no sol. Dormir.

E vou voltar: talvez mais gorda, mais mansa, cheia de histórias e cansada, mas com a certeza de que faria tudo de novo.

Um beijo para quem fica,

Fernanda.

Por que viajar sozinho?

12 de junho de 2015 0

Faço este post em homenagem ao Dia dos Namorados. Para todos os enamorados que precisam ter um tempo só ou para todos os solteiros que não têm nada a perder. Este post é para vocês.

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Não importa o tamanho da mala que esteja levando, a maior e mais importante bagagem está dentro de você.

Muitas vezes, a gente precisa de um tempo. Talvez para buscar um pouco mais de identidade, à procura por algo que nos faça mais felizes. Será que é ter um bom emprego? Ou um novo namorado? Comprar um carro? Mudar-se de casa? Ou será que não é ir em busca de um mundo onde nada disso faça diferença? É hora de saber quem você é – é hora de viajar!

Pode ser um tédio almoçar sozinho; se perder e não ter com quem contar; ver coisas engraçadas e não ter com quem compartilhar; e na hora de dormir? E as fotos? Quem vai tirar todas as fotografias nos lugares mais interessantes por onde vou passar? E a mala pode estar pesada e você vai ter que pegar um trem, e quem vai ajudar?

Para muitos, essa não é a melhor opção, mas por que não tentar?

Viajar sozinho é como viajar para dentro de si mesmo. É conhecer os seus limites, desvendar os gostos e saber quais são seus maiores desejos. É ter consciência de si, saber até onde você é capaz de ir, é permitir certas coisas e é aceitar a pessoa que você é.

É confiar nas suas próprias escolhas. É um desafio para tornar-se uma pessoa mais forte,confiante e responsável. E se calhar, por que não se sentir melhor e ter mais amor próprio? Naquele momento em que você poderia estar batendo papo com alguém, você está quieto, em um mergulho para dentro de si mesmo. Descobrindo um novo mundo, dando asas a sua imaginação, absorvendo mais intensamente cada pequeno detalhe deste mundo tão grande.

Já é tempo de quebrar o preconceito de pensar que quem viaja sozinho apenas faz por falta de opção. Esqueça seu cachorro, sua mãe, seu papagaio, seus livros, as novelas e a velha rotina. Esta jornada é só sua.

É hora de independência! De liberdade extrema. De fazer o que você realmente quer fazer a hora que tem vontade. Quer comer mais? Coma! Quer ficar o dia inteiro na praia? Fique. Quer dormir cedo e acordar mais cedo ainda? Acorde. Quer ir para balada e dançar até o sol raiar? Dance.

Não é tão previsível como viajar com um companheiro, não é tão seguro como viajar com alguém. Viajar sozinho é simplesmente ser mais você. É sentir cada aroma, sabor e ver cada paisagem com os seus próprios olhos, sem ter que ouvir a opinião alheia. Você pode se satisfazer com cada desejo, como andar de bicicleta até cansar, sem ninguém do seu lado para pedir uma pausa.

Não, não que isso seja uma apologia a viajar sozinho. Não. Mas vale a pena, nem que seja pelo menos uma vez na vida. Talvez você goste, talvez não. Vale a pena tentar.

Por isso, dou algumas dicas:
- Procure destinos mais indicados. Lá com certeza você vai encontrar pessoas que estão na mesma situação que a sua. Não queira dar uma de corajoso e viajar para lugares que vivem em conflitos ou para lugares que não tenham infraestrutura suficiente.

- Informe-se muito bem sobre o lugar que pretende conhecer. É indispensável saber sobre o clima, a cultura local e os passeios que você pode fazer. Por exemplo, não é muito indicado se você é uma mulher viajar sozinha ao Marrocos.

- Na hora de se escolher a acomodação, opte pelos albergues. Eles são um centro de troca de informações sobre viagem. Provavelmente vai ter gente de vários lugares diferentes e você vai aprender bastante. Na maioria das vezes as pessoas que utilizam este tipo de acomodação também estão se aventurando e você vai ter a oportunidade de fazer passeios inesquecíveis com elas. Se você ficar em quarto coletivo, é ainda melhor. Deixe a timidez de lado e já programe os seus próximos dias com seus companheiros de quarto. Além disso, em alguns albergues há um cronograma da semana: na segunda pode ser dia de filme, na terça um barbecue no terraço, na quarta pode ser dia de sair para ir para a balada, na quinta uma caminhada pelo centro da cidade…E você não vai se sentir solitário ou sem ter o que fazer. Muitas vezes os próprios funcionários ou até o dono do albergue podem ajudar com informações turísticas e de lugares pouco convencionais da cidade. Quando fui para Oahu, no Hawaii, me encantei com a hospitalidade do dono do hostel onde estava. Além de morar no mesmo lugar, ele tinha uma van e levava os hóspedes para os lugares que só os nativos da ilha conheciam. Ele me levou junto com mais seis jovens da Dinamarca, Noruega, Estados Unidos e Malásia em uma volta por toda Oahu. Nunca iria ter uma oportunidade de conhecer tantos lugares maravilhosos e tão intocáveis pelo homem.

- Na hora de fazer os passeios,você pode escolher os guiados – os famosos city tours ou optar por conhecer lugares que tendem a reunir um público que seja parecido com você, como caminhadas, safaris, tours de bicicleta, museus, mercados públicos, feiras… Atividades como o ecoturismo ou esportes radicais também são bons para você conhecer pessoas e até fazer grandes amizades.

- Manter contato com seus familiares ou amigos é muito importante. Não deixe de ligar, mandar e-mail ou deixar um recado os atualizando do seu itinerário de viagem.

- Take a Picture, please? Não tenha medo de pedir a alguém para registrar em uma foto aquele momento tão especial.

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Diário de bordo: a experiência de trabalho na Califórnia

09 de junho de 2015 0
Corolna Del Mar, Newport Beach

Corolna Del Mar, Newport Beach

 

Quando converso sobre viagem as pessoas sempre me perguntam como foram as minhas experiências fora do Brasil. Talvez a curiosidade seja o despertar de uma vontade. Elas querem saber para ficar mais próximas da viagem, para se colocar no lugar e se perguntar: será que vou? A minha resposta é sempre a mesma: vá.

Por isso, escrevo hoje sobre a primeira das minhas viagens, em 2006. O primeiro passo para um mundo que não tem fim. Uma viagem que trouxe amigos, desejos e a vontade de retornar à Califórnia. E assim voltei dois anos depois e volto novamente em um mês.

::: Troco de carro ou viajo?

::: Vai pra onde?

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Fim de semana de snowboard em Big Bear Mountain

 

“Estou a dois passos do paraíso…’ era o que soava nos meus ouvidos ao embarcar no avião, com destino a Los Angeles.

A Califórnia sempre me chamou a atenção por ser o paraíso do surf, do mar, do sol, de gente interessante, das estrelas de cinema e por assumir uma personalidade diferenciada dos outros estados norte-americanos. Um lugar com paisagens variadas que surpreendem a todos, começa pelas praias do litoral, passando pelas grandes metrópoles, atravessando os desertos e chegando até as montanhas cobertas de neve.

A decisão de participar de um programa de intercâmbio de trabalho no exterior me motivou muito, pois além de viver a experiência do primeiro emprego, eu poderia ter a oportunidade de viajar bancando todos os meus gastos. A agência ofereceu a lista de empregos e assim tive a oportunidade de escolher a Califórnia como destino.

No total, éramos em 27 estudantes que iriam morar e trabalhar juntos nos três meses do programa. O local de trabalho, o luxuoso Resort & Spa Montage, situado na cidade de Laguna Beach, região de Orange County. A acomodação para os brasileiros era cedida pelo hotel e ficava na cidade de Laguna Niguel.

Os três primeiros dias foram de treinamento de trabalho, aprendemos sobre a história, estrutura e funcionamento do resort. Fomos muito bem recebidos pelos gerentes e funcionários do hotel, sempre muito educados e dedicados em nos ajudar. Durante o treinamento, eles decidiram o setor em que cada estudante iria trabalhar – fiquei com a posição de recepcionista do Spa.

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Trabalho no spa do Montage

 

Morávamos todos no mesmo condomínio e desde o início, o pessoal já se reunia para se apresentar e assim fazer novas amizades. Como já era Natal e todos estavam longe de casa, resolvemos fazer uma grande ceia para comemorar a noite juntos. Era difícil estar longe da família nesse momento, mas nos descontraímos com muita música e bate-papo.

Fazer compras no mercado, abrir conta no banco, ir à biblioteca enviar cartas no correio, pegar ônibus para ir ao trabalho, pedir informação na rua…Nós íamos nos virando e sempre aprendendo mais um pouco inglês. O dicionário nas horas mais difíceis ajudava, e sempre tinha aquele amigo que dava uma força.

A rotina das oito horas diárias de trabalho cansava, mas como nós estávamos em um lugar diferente, tudo era novo e entusiasmo não faltava na hora de trabalhar. Nas duas folgas semanais, aproveitávamos para passear pelas cidades vizinhas, conhecer shoppings, museus, parques e praias.

Quando havia tempo para planejar com os amigos, alugávamos um carro e íamos para as estações de esqui, como Big Bear Lake e Mammoth Mountain, ou pela Highway 1 íamos beirando a costa até chegar a Los Angeles, passando pelas lindas praias de Newport, Huntington Beach, Long Beach, Venice, Santa Mônica e Malibu.

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Minhas roomates

Com o tempo, o ambiente de trabalho já estava familiar e o inglês já fluía naturalmente. Cada dia era uma nova experiência, o contato com os colegas de trabalho e com os hóspedes proporcionava-nos mergulhar em uma cultura diferente, com outras visões de mundo, ideais e hábitos. A vida do norte-americano é muito diferente da que o brasileiro leva, lá as pessoas têm outro ritmo de trabalho, não existem tantos feriados e as férias são reduzidas. Os que eu conheci vivem muito dedicados à profissão, aos estudos e à família.

O convívio com americanos, colombianos e mexicanos nos proporcionou um grande aprendizado. A troca de ideias e experiências nos fez crescer e conhecer novas culturas. A facilidade de se comunicar e a alegria que o brasileiro tem contagiava, fortalecendo ainda mais os laços de amizade. Trabalhei de dezembro a abril e neste tempo ainda pude fazer aulas de inglês no Saddleback College, em Mission Viejo.

Depois de tantos lugares explorados, novas amizades, inglês aprimorado e objetivos alcançados, estava na hora de dizer adeus ao paraíso. Foi a pior parte da viagem deixar o local de trabalho, a casa e os amigos com quem convivemos nos três meses de programa. Muito choro, muitas cartinhas, lembranças, e um see you soon dos amigos.

Rocky Point, North Shore, Oahu

Rocky Point, North Shore, Oahu

A maioria de nós, com dinheiro no bolso, depois de terminar a experiência de trabalho, resolveu aproveitar para conhecer um pouco mais do que os Estados Unidos têm a nos oferecer. Como já era primavera, escolhi o Hawaii, e das oito ilhas que compõem o estado, optei por Oahu por suas famosas praias. Com o objetivo de descansar e refletir sobre os meses em que passei na Califórnia, resolvi por viajar sozinha. Fiquei quinze dias em um albergue, na praia de Waikiki, onde fiz amizades com pessoas da Malásia, Noruega, Dinamarca, Austrália, Uruguai, Alemanha, Nova Zelândia, Brasil e Estados Unidos.

É preciso estar sempre com um sorriso no rosto, disposto a encarar o imprevisível, dedicar-se ao máximo ao trabalho, ser responsável e seguro. Aprendi também a dar mais valor às coisas, ao meu país, a minha casa e a minha família.

A família que eu fiz: os Penna.

A família que eu fiz: os Penna.

“Trust me, it’s paradise. This is where the hungry come to feed. For mine is a generation that circles the globe and searches for something we haven’t tried before. So never refuse an invitation, never resist the unfamiliar, never fail to be polite and never outstay the welcome. Just keep your mind open and suck the experience. And if it hurts, you know what? It’s probably worth it”.
[Do filme “A Praia”, 2000]

Troco de carro ou viajo?

15 de abril de 2015 0

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Não bastasse a dúvida sobre trocar ou não de carro, ainda convivo com a triste ideia de que quero conhecer o mundo todo, ter filhos e ser uma ótima profissional. Eu sei, é difícil querer tudo ao mesmo tempo, mas para mim viajar vem em primeiro lugar. Atirem a primeira pedra.

Quero conhecer o mundo antes de casar. Tirar um ano sabático na Ásia antes de mudar de emprego. Explorar a Austrália antes de ter filhos. Fazer compras na América do Norte antes de me aposentar. Me perder na África antes de envelhecer. Cansar da Europa antes de morrer.

Talvez eu fique com o mesmo carro, aborte o desejo de morar em um apartamento melhor para viajar. Dias atrás pensei francamente. Eu trocaria de carro. Mandei o meu antigo companheiro para o polimento. Estava prestes a percorrer as ruas com mais segurança e conforto. Mas aí aparece uma promoção: PASSAGENS IMPERDÍVEIS – NOVA YORK – VÁRIAS DATAS – A PARTIR DE R$ 1,3 MIL – SAÍDAS DE VÁRIAS CIDADES.

Bastou uma ligação:

— Mãe, topa ir pra Nova York?
— Vamos.
— Qual o número do teu passaporte.
— ……
— Pronto. Olha teu e-mail. Viajaremos no dia 27. Beijos.

É assim, amigos. É a partir desses sites de promoções de passagens que vejo que o mundo está logo ali. A gente trabalha, trabalha, trabalha, estuda, estuda, estuda, corre, corre, corre..para que? Para viajar. Isso é o que fica e ponto final. Nunca esquecerei das peripécias durante as minhas viagens, dos sabores das feirinhas de Natal da Alemanha e do cheiro dos eucaliptos na Califórnia. É isso que fica.

Por isso, caro leitor, te encorajo hoje, nesta quarta-feira cinzenta, a juntar dinheiro para viajar. Vai fazer bem. Engrandece. Muda a intensidade do sorriso. Dá brilho aos olhos.

Pensando aqui nisso tudo, em todas a viagens, fiz um mapinha com os países visitados. A meta é pintá-lo todinho. A hora é agora.

 

 

Fernanda’s Travel Map

Fernanda has been to: Argentina, Austria, Belgium, Brazil, Colombia, Czech Republic, Germany, Italy, Mexico, Netherlands, Paraguay, Portugal, Spain, Switzerland, United States.
Get your own travel map from Matador Network.

12 frases para você ficar com vontade de viajar agora

03 de abril de 2015 0

Fiz uma seleção das minhas frases prediletas sobre viagem aos leitores queridos do blog Viajar Eu Preciso. Muitas delas retirei de livros de viagem e outras encontrei escritas em muros, cartazes e bilhetinhos mundo afora.

Espero que gostem :)

 

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Vai pra onde?

06 de março de 2015 1

Oi, leitor.

Desde que viajei pela última vez, algumas coisas mudaram. Cortei quatro dedos do meu cabelo com um argentino, finalizei um livro sobre, é claro, viagens, e percorri distâncias ainda maiores de bicicleta. Escutei muito hip hop e assisti a 50 Tons de Cinza. Tenho andado distraída. Penso demais nos destinos e até apelei para um catálogo da CVC. Austrália, sul da França ou Indonésia? Mar e areia, Van Gogh e vinho ou macacos e perrengue?

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Passagens baratas, dinheiro guardado e sem férias marcadas. Nada disso me convence. Preciso de algo a mais. Uma inspiração. Ou talvez não precise de nada, apenas ir… Sem planos, amigos e hotel reservado. As melhores viagens são aquelas ao inesperado.
Um dia um amigo me visitou em Munique, quando estudava alemão. Era verão e descobrimos uma piscina natural que era filtrada por algas verdes. Mergulhei. Emergi com algas no rosto e ri. Tomamos cerveja, conversamos sobre a vida e as paixões e me despedi.
Foi espontâneo, despretensioso e valeu.

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Talvez seja a hora de viajar sozinha. Me perder. Perder o ônibus, o metrô e a cabeça. Dançar, estudar uma obra de arte e observar o quebrar das ondas.
A recordação que tenho das viagens que fiz sozinha sempre estiveram muito nítidas em minha memória. Quando fui a Oahu, no Havaí, passei 16 dias com a minha companhia. Sem hora para chegar e para acordar. Fiz amigos (saudades, Fernanda Franco!), evitei compras e me entreguei às delícias da ilha: praia, sol, mar, abacaxi e macadâmia.

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Esqueci de dizer que marquei uma viagem à São Paulo. São Paulo sempre é um bom destino para voltar com umas ideias novas, alguns pensamentos de cidade grande e cansaço.
Mas voltando ao destino da minha próxima viagem. Serei franca. Não sei. Pode ser com a minha mãe, ou acompanho a minha irmã? Posso visitar uma amiga em Gold Coast ou tomar iogurte com minha roomie turca em Istambul. Nada disso é certo. Alguma sugestão aí?
Enquanto não decido, escrevo. Porque escrever sobre viagens é sempre uma saída para viajar sem se deslocar.
Se você, caro leitor, tiver alguma sugestão, por favor, me escreva.
Quero ser convencida.

Um beijo,

Fernanda.