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Posts na categoria "Planejamento e economia"

Gol anuncia que vai começar a cobrar ônibus entre Navegantes e Blumenau

14 de fevereiro de 2013 2

Quem vem de avião ao Estado e precisa chegar a Blumenau, depende de táxi desde o Aeroporto de Navegantes (o mais próximo) ou do ônibus executivo, oferecido por algumas empresas de aviação em parceria com uma empresa privada de frete. A segunda opção é bem mais barata, até porque há companhias aéreas que incluem o trecho de graça, como a Azul e, até este mês, a Gol. É que, em março, a Gol anunciou que vai começar a cobrar R$ 45 por trecho entre Blumenau e Navegantes.

Por sua vez, na mesma data que a Gol vai começar a cobrar os R$ 45 por trecho, a TAM anunciou que os passageiros da companhia serão isentos da taxa para o ônibus entre Blumenau e o Aeroporto de Navegantes. A empresa Transportes Executivo, que tem a parceria com as companhias aéreas, confirma que recebeu o comunicado de intenção da Gol e da TAM, mas garante que até neste dia 15 de fevereiro, nenhum contrato foi assinado.

(Foto: divulgação)

Em tempo: a Webjet também oferece o serviço entre Blumenau e Navegantes, mas cobra R$ 45 por trecho. As quatro empresas juntas têm 29 horários diferentes para cada percurso, o que facilita bastante a vida do viajante. Para efeito de comparação, um táxi cobra cerca de R$ 200 pelo trajeto.

DICA: passeio guiado e de graça por Barcelona!

22 de outubro de 2012 0

Está em dúvida entre os muitos projetos arquitetônico de Gaudì, a diversão da praia ou o convite a se perder nas Ramblas e no Bairro Gótico? Barcelona, a capital da Catalunha, é realmente um daqueles lugares pra se voltar dezenas de vezes na vida. Ao mesmo tempo que você logo se sente íntimo, não faltam tentações para descobrir novos cantos e encantos desta cidade espanhola. Mas, se você reservou pouco tempo para explorar Barcelona (sim, três dias é pouco tempo), considere a opção de se inscrever nos passeios guiados e gratuitos que existem por lá.

Barcelona (Foto: Divulgação)

Parc Guell, um dos pontos turísticos visitados nos passeios guiados pelas obras de Gaudì

>>> Runner Bean Tours:  a agência organiza passeios para famílias com crianças, outro pela parte antiga de Barcelona e outro dedicado às excentricidades de Gaudì, o artista queridinho (não à toa) da Catalunha. Demora cerca de três horas caminhando. Os guias falam espanhol, catalão e inglês. É preciso fazer reserva antecipada no site.

>>> Discover Walks:  aqui há opções quatro dias por semana por três roteiros diferentes: Ramblas + Bairro Gótico // Parques e prédios de Gaudì // Museus + lugares favoritos de Pablo Picasso.  Os guias são nascidos em Barcelona e os passeios gratuitos saem às 10h (Gaudì), 15h (Ramblas) ou 17h (Picasso). Não é preciso se inscrever com antecedência, basta aparecer no horário certo no local indicado no site.


VÍDEO: volta ao mundo em nove meses, uma viagem por 14 países

26 de setembro de 2012 1

Muito legal o vídeo que o trio do blog 360meridianos postou esta semana sobre a viagem de volta ao mundo que eles fizeram. Foram 14 países e quatro continentes em nove meses de trip!

Nômades from 360meridianos on Vimeo.

Para realizar a viagem, eles compraram uma passagem de volta ao mundo por US$ 4.000. O gasto médio por dia foi de 80 Euros na Europa (incluindo acomodação, comida, atrações turísticas) e de 30 dólares na Ásia (exceto Hong Kong e Cingapura).

Blumenau no Google Street View

13 de agosto de 2012 0

Eu já tinha escrito um post aqui no blog, maravilhada com as facilidades do Google Street View para o planejamento de viagens (confere aqui!).  No Vale do Itajaí, Rio do Sul e Itajaí tiveram as fotos lançadas pelo Google no ano passado. E o carro esteve aqui em Blumenau até no início de 2012. O resultado foi publicado agora.


Blumenau no Google Street View

Blumenau no Google Street View

Encontrei até o meu pai nas fotos, a brincadeira é útil para o planejamento de viagens mas também é divertido perder alguns minutos localizando sua casa, seu trabalho, o restaurante favorito, o parque etc. Ah, antes que alguém reclame de invasão de privacidade, o Google Street View distorce os rostos das pessoas, placas de carro etc.

Dicas de hospedagem e de como chegar a Jericoacoara, no Ceará

24 de março de 2012 0

No planejamento da minha viagem de férias a Jericoacoara, encontrei informações desencontradas e poucas indicações de pousadas com depoimentos de quem já tinha ido. Então, divido aqui o que descobri in loco neste canto do Ceará:

Como chegar

A partir de Fortaleza (CE), se você não tem um veículo 4×4, falta dinheiro ou habilidade pra alugar um carro com tração, o jeito mais vantajoso de chegar é com um transfer contratado. Os postos de informação turística de Fortaleza indicam a empresa Enseada como a mais confiável. Por R$ 60 eles te levam de micro-ônibus com ar-condicionado em uma viagem de cinco horas até Jijoca, cidade a que pertence Jericoacoara. A Enseada inclui nos R$ 60 o pagamento para os motoristas do pau-de-arara que percorrem em trilhas de areia os 45 minutos entre a cidade de Jijoca e a vila de Jericoacoara. Portanto, ao todo, sua viagem vai durar pelo menos seis horas. No valor também está incluso um guia pra te levar até a Pedra Furada no dia da chegada (se for ficar mais do que três dias em Jeri, pode optar em ir sozinho porque o guia só mostra o caminho, não passa nenhuma informação) e, no caminho de volta para Fortaleza, o grupo para por três horas na Lagoa do Paraíso (é tempo suficiente pra aproveitar com calma e almoçar).


Caminho entre Jijoca e Jeri (Foto: Letícia da Silva)

Caminho entre Jijoca e Jeri (Foto: Letícia da Silva)


O micro-ônibus sai diariamente entre 9h e 9h30min de Fortaleza, mesmo que te garantam que a partida é às 8h. É que os passageiros são pegos nos hotéis da orla e no Mercado Central e, por isso, há a desvantagem das excursões, que sempre têm viajantes inconvenientes atrasados, prejudicando todo o grupo em efeito cascata. Mesmo assim, do ponto de vista prático e financeiro, vale a pena. Se você for de ônibus de linha, vai pagar o táxi até a rodoviária, a passagem de R$ 30 cada trecho, mais o deslocamento entre Jijoca e Jeri (R$ 5 por trecho, em média). E vai ter que contratar um bugueiro pra te levar até a Lagoa do Paraíso. Agora, se você alugar um 4×4, aí vale percorrer o litoral com calma. Entre Fortaleza e Jeri, conheça Icaraí, Cumbuco, Lagoinha, Flecheiras e Icaraí de Amontoada, todas praias queridinhas dos cearenses.

Serviços

Jericoacoara tem igreja, posto de saúde, academia de ginástica e agência dos Correios. Na agência, há uma parceria com o Banco do Brasil. Pagando uma taxa, é possível fazer saques. Se você tem conta em outros bancos, esqueça! E, mesmo se você for correntista do Banco do Brasil, melhor levar dinheiro vivo. As pousadas, os melhores restaurantes e as lojas aceitam o cartão de débito/crédito das bandeiras Visa e Master. Mas os bugueiros, por exemplo, não.

Falando em bugueiros, os mais confiáveis pertencem à Associação dos Bugueiros ou à By Boogie, ambos na Rua Principal. A bugueira Simone é a única mulher de Jeri e vangloria-se por ser estrelada há dois anos pelo Guia Quatro Rodas. De fato, passear com ela é garantia de emoção (com segurança e música boa no rádio).

Apesar de não ter postes de iluminação pública, as pousadas e restaurantes são iluminadas. Mas, para noites sem lua cheia, leve uma lanterna por precaução.

Onde ficar

Fiz a reserva pelo www.booking.com, onde sempre encontro preços promocionais em pousadas e hotéis excelentes. Tem a vantagem de reunir avaliações de hóspedes e definir o perfil do viajante que está dando opinião, o que facilita a sua identificação com esta ou aquela crítica. Minha opção foi pela Wind Jeri, na Rua do Forró, a 100 metros do mar e pertinho dos restaurantes mais estrelados.


Pousada Wind Jeri, com o mar e a Duna do Pôr-do-Sol lá no fundo (foto: Letícia da Silva)

Pousada Wind Jeri, com o mar e a Duna do Pôr-do-Sol lá no fundo (foto: Letícia da Silva)


A Wind Jeri é tudo que promete no site, com o “agravante” de ter um staff simpatissíssimo. Há outras pousadas que me pareceram ótimas: Casa de Areia, Vila Kalango, The Chili Beach, Villa Terra Viva e Maxitalia.

Onde comer

Claro que faltou tempo e fome pra experimentar todos os restaurantes de Jericoacoara que achei convidativos, mas aí vão alguns imperdíveis:

- Tia Angelita: serve uma das melhores cocadas da Terra e certamente a melhor de Jeri. Fica na Rua Principal, perto da única academia da vila

- Tamarindo: o restautante só abre à noite e oferece mesas embaixo da árvore homônima. Nos galhos do tamarindo estão pendentes as luminárias. A decoração é linda, entre romântica (meia-luz) e divertida (o porta papel higiênico do banheiro é uma bunda gordinha de fio dental). O atendimento também é ótimo. Mas boa mesmo é a comida, da entrada aos drinks e à sobremesa. Serve frutos do mar com temperos diferenciados, saladas excelentes e pizzas de massa bem fininha. Pra quem vem do mar, fica na Rua da Farmácia, que é a primeira travessa à direita entre a Rua do Forró e a Rua Principal.

- Carcará: serve um camarão no abacaxi que é di-vi-no! O restaurante tem boa variedade de cachaças e de capirinhas. Fica na Rua do Forró

- Kaze Sushi Bar: é o único japonês de Jeri, fica anexo à pousada Wind Jeri. Serve um sushi de salmão com creme cheese e molho de pimenta que é dos deuses!

- Leonardo Da Vinci: restaurante aconchegante e apetitoso na Rua Principal. Dois chefs italianos comandam a cozinha

- Sorveteria Engenhoca Doce: tem muitos sabores de frutas regionais, fica na praça

Confira aqui outras dicas de Jericoacoara: como chegar, onde se hospedar, serviços e sugestões de restaurantes

Dicas de albergues pelo mundo

05 de março de 2012 7

Os albergues estão cada vez mais populares entre viajantes de todos os tipos. É comum encontrar famílias, idosos, patricinhas. Mas, claro, a maioria ainda é de jovens mochileiros. Por que escolher um albergue, em vez de um hotel?

1) Você conhece gente do mundo inteiro, a fim de trocar ideias sobre roteiros, as barbadas e as roubadas da cidade, além de indicar destinos que você não planejava conhecer até então
2) Os viajantes de todas as idades estão alegres, de bem com a vida, com espírito de confraternização
3) Os melhores albergues têm bares anexos onde sempre rola uma festinha animada, um happy hour, uma sinuca de fim de tarde e aquele bate papo pra definir onde vai ser a balada
4)  A maioria dos albergues é equipada com cozinhas comunitárias, além de servir o café da manhã incluso na diária. Portanto, quando você chegar cansado no início da noite de tanto bater perna, vai poder preparar uma comidinha caseira, comprada no mercado por preços módicos (até 70% menores do que nos restaurantes). Por mais simples que seja a refeição, ajuda a matar a saudade de casa
5)  É, o preço da diária também é um atrativo. Mas, pra mim, os outros motivos acima são ainda mais determinantes. E hoje há albergues tão seguros e confortáveis quanto hotéis três ou quatro estrelas


Hostel Wombats Naschmarkt, em Vienna (Foto: Divulgação)

Hostel Wombats Naschmarkt Vienna, o melhor que já fiquei (Foto: Divulgação)

Este quarto da foto acima é no melhor albergue que já fiquei na vida: o Wombats Naschmarkt de Viena, na Áustria. Fica bem localizado,  em frente ao Mercado Público (como o nome leva a concluir), perto das atrações principais e do transporte público. O atendimento é ótimo, a segurança surpreende. Os corredores que levam aos quartos só abrem se você portar o cartão de hóspede, que precisa ser lido por um decodificador localizado no hall do elevador. Assim que a porta abre, você tem alguns segundos pra entrar e ela fecha novamente. Os quartos são limpos, organizados, com móveis novos (o albergue abriu em março de 2011). O bar do hotel… ou melhor, do albergue, é a sensação, um lugar com cerveja, drinks e petiscos a preço justo, música animada, mesas de sinuca e sofás confortáveis, tudo com um design moderninho. Depois do cansaço do dia, nem precisa ir pra balada, ela veio até você! O preço varia de acordo com a período do ano.

Bar do Hostel Wombats Naschmarkt, em Vienna (Foto: Divulgação)

Bar do Hostel Wombats Naschmarkt, em Vienna (Foto: Divulgação)

Outros albergues legais:

- Nice Camélias, em Nice, na Riviera Francesa: ótimos atendimento e localização, preço bom, lugar limpo e confortável, com uma boa cozinha e um bar espaçoso de frente para o jardim. O único inconveniente é que os quartos coletivos não têm armários com chave, o que redobra a necessidade de cuidado
Roma Mágica, na capital da Itália: na verdade é um apartamento, bem pertinho do Coliseu. São dois quartos (um pra casal e outro pra três pessoas), banheiro e cozinha. Tem café da manhã e te faz sentir em casa. Limpinho e seguro. E tem aqueles elevadores beeeem antigos, divertidíssimo
Los Amigos Opera, em Madri, na Espanha: os banheiros são coletivos, mas limpos. A internet é de graça. O clima é dos melhores e a localização, perfeita, a poucos passos do metrô e no meio de caminho pra qualquer atração. Fica num prédio antigo e ocupa o quarto andar inteiro, mas os quartos são pequenos
Kabul é o melhor de Barcelona, na Espanha.  Conseguir reservar um quarto é quase impossível, principalmente no verão. Uma opção bem localizada, segura, com internet, lavação, café da manhã honesto e bom clima é o Center Ramblas.
– O Mundo Hostel é boa opção em Cracóvia, na Polônia. Preço módico, quartos limpos com banheiro particular, cozinha bem equipada, staff simpático, lugar seguro. Existem outros mais centrais, mas este fica a no máximo 10 minutos a pé de todas as principais atrações
– Saindo da Europa e indo para o Peru, a capital Lima tem um bom albergue, da rede Flying Dog Hostel. Há dois bons em Miraflores, que é o bairro dos restaurantes, mais seguro e arborizado do que o Centro.

Um albergue que NÃO indico é o Auberge Internationale des Jeunes, em Paris. Úmido, staff confuso, cozinha pequena, quartos que não condizem com a reserva feita (e paga) antecipadamente.

E você, tem albergues pra indicar no Brasil ou em qualquer lugar do mundo? E albergues que são uma roubada? Conte aqui no blog, ajude outros viajantes independentes a se planejar com segurança, conforto… afinal, um bom albergue é meio caminho para garantir que a viagem vai ser excelente!

Füssen guarda o castelo de um rei louco e as histórias da monarquia alemã

16 de maio de 2011 1

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Na fronteira com a Áustria, entre os nevados Alpes Bávaros e um lago turquesa, esconde-se o sonho de consumo de um rei megalomaníaco: o Castelo Neuschwanstein.

Idealizado pelo rei Ludwig II, o Castelo Neuschwanstein, em Füssen, inspirou Walt Disney a construir o Castelo da Cinderela (Foto: Letícia da Silva)

Ao Sul da Alemanha, a pequena cidade de Füssen, que durante o século XIX recebia a realeza  para as férias de verão, hoje vive diariamente repleta de turistas interessados em conhecer um pouco mais da história da Bavária ou simplesmente em fotografar a construção que inspirou Walt Disney a criar o Castelo da Cinderela. Idealizado pelo rei Ludwig II, o Schloss Neuschwanstein ficou 17 anos em construção, mas só foi habitado por dois anos, até que Ludwig II foi encontrado morto em um lago, junto com o médico. Antes disso, porém, abandonou duas noivas às vésperas do casamento, construiu outros tantos castelos, palácios e jardins por toda a Europa e deixou o pai desgostoso por nunca ter se interessado a sério por nada que fosse além de gastar dinheiro com luxos.

O seu castelo em Füssen tem elevador, sistema integrado de calefação e outras modernices raramente vistas em imóveis da época. Os ambientes decorados em azul royal, dourado, espelhos e luminárias de cristal estão preservados para visitação, que só é autorizada com hora marcada, na presença de um guia e sem câmera fotográfica ou filmadora.

ECONOMIZE NO TRANSPORTE E RESERVE TEMPO

Para chegar a Füssen, a cidade base é Munique. Há três trens diretos pela manhã (os outros sete fazem escala), que demoram duas horas para completar o percurso. É possível comprar um bilhete individual na DB Bahn por 23 euros o trecho. Ou, se você é adepto da minha filosofia de economizar mantendo a qualidade, escolha adquirir a opção Bayern Ticket, que permite que um grupo de cinco pessoas use qualquer trem da Bavária por 24 horas. Custa 29 euros, valor que pode ser dividido entre os integrantes do grupo. Se você estiver em dupla, já vale a pena. Ainda que o fiscal vá torcer o nariz quando você responder que não há outras três pessoas inclusas no bilhete, não há restrição de uso por menos gente que o indicado pela empresa de trem.

Considere também, no passeio, o custo de 7,60 euros por pessoa para pagar o ônibus que faz o percurso de ida e volta entre a estação de trem (Füssen Bahnhof) e os castelos. Sim, porque não bastasse o imponente Schloss Neuschwanstein (12 euros a entrada), de Ludwig II, o vilarejo à margem do lago turquesa abriga outro, o Hohenschwangau (10,50 euros a entrada), que pertencia a Ludwig I, o pai. Não impressiona tanto por fora, mas dentro é mais bonito, preservado e cheio de histórias do que o castelo vizinho.

Mais antigo e menos imponente do que o castelo de Ludwig II, o Hohenschwangau é bem mais impressionante do lado de dentro (Foto: Letícia da Silva)

Com os dois castelos para visitar, além de dedicar um tempo para espiar as lojas e almoçar na vila embaixo dos castelos, sugiro embarcar em Munique às 7h03min (o primeiro trem direto) e preparar a volta para as 17h51min (com escala em Buchloe, mas só quatro minutos de intervalo entre um trem e outro) ou para as 18h51min (direto). Eu deixei a preguiça falar mais alto, fui a Füssen no trem das 9h07min e a visita acabou meio atropelada.

É preciso considerar no planejamento deste passeio a demora para comprar os bilhetes (a fila é gigante) e o fato de que não dá para entrar imediatamente nos castelos. Só há acesso na hora marcada no bilhete, que o pessoal do guichê orienta direitinho e já programa o intervalo exato entre um castelo e outro. Se perder o horário, resta a opção de comprar outro ticket. Mas, pelas histórias vividas ali e pela paisagem bucólica da pequena vila, vale muito a pena reservar o dia para conhecer um pouco mais das loucuras de Ludwig II.

Na capital mundial da música clássica, pelo menos uma barbada!

10 de maio de 2011 3

Após um mês em férias, voltei! E o primeiro post desta nova etapa é sobre Viena!

A capital austríaca é uma cidade encantadora e cara. Até a comida de rua, que nas cidades alemãs custa cerca de 3 euros, em Viena não sai por menos de 6. É o preço que se paga por caminhar em ruas limpas e arborizadas, entre prédios milenares devidamente preservados, que te transportam no tempo. Por lá, nem as charretes para turistas, que dividem espaço no trânsito de quase 2 milhões de habitantes, soam falsas como nas outras grandes cidades históricas européias. 

Viena, capital da Áustria, no quarteirão dos museus, único lugar do mundo onde as carruagens não destoam da paisagem urbana (crédito: Letícia da Silva)

Mas sempre há barbadas para explorar (e se divertir) na capital mundial da música clássica. Para assistir a Don Giovanni, um clássico de Mozart escrito em 1787, na Staatsoper (a Ópera Nacional), é possível conseguir ingresso por 3 euros!

Uma hora antes do espetáculo começa a venda de ingressos a 3 euros para o balcão (crédito: Letícia da Silva)

Ok, você não terá a visão privilegiada de quem paga mil euros para alugar o Balcão Real, outrora exclusivo dos imperadores. Precisará ficar em pé por uma hora e meia e, de preferência, não poderá abandonar o lugar que conseguiu nem para ir ao banheiro porque outros cativos do balcão (o lugar de quem paga 3 euros) não respeitarão a ordem de chegada. Mas dá pra ver tudinho e ainda há uma telinha que transmite, em tempo real, os diálogos da ópera em espanhol, inglês, alemão e japonês, o que facilita um bocado a compreensão de quem tem dificuldade em entender o italiano (idioma original de Don Giovanni). Sem falar que, ainda que óperas não estejam entre minhas opções preferidas de lazer, sair de Viena sem assistir a uma é como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel. Melhor ainda se couber no bolso, certo?

Ah, para conseguir a barbada, compareça à Ópera Nacional (Rua Opernring, Metrô U1, U2 ou U4 até a estação Karlsplatz) uma hora antes da atração do dia começar. Os ingressos promocionais para o balcão são vendidos numa sala ao final do corredor à esquerda da porta principal. Atenção, eles são limitados. Aceita-se cartão de crédito/débito Visa e Mastercard.

O prédio em estilo bolo de noivo da Ópera Nacional é a principal casa de música clássica da capital austríaca (crédito: Letícia da Silva)

Descoberta de um planejamento de viagens: facilidades do Google Maps

08 de abril de 2011 3

Em cinco meses de planejamento da minha próxima viagem (embarco segunda-feira! uhuuu!), aprendi que hospedagens para um casal são bem mais salgadas do que dividir o quarto com amigas (e até estranhos), que para um casal pode ser mais vantajoso financeiramente ficar em hotel do que em albergue, que por mais que você pesquise sempre aparecerá uma dica nova que provocará a tentação de mudar o roteiro e que 26 dias na Europa será pouco demais até para quem decidiu conhecer apenas 7 cidades, aproveitando cada uma ao máximo. Mas a parte mais divertida do planejamento só foi possível depois de uma dica da minha colega Mari Furlan, síndica do blog Dedo de Moça e apaixonada por viagens como eu. O bonequinho amarelo do Google Maps é viciante!

Explico: antes de reservar albergues e hotéis ou decidir pela casa de amigos que moram na Europa, ficou fácil descobrir se as maravilhas prometidas nos sites oficiais das hospedagens são verdade ou mentira. Com ajuda do bonequinho amarelo do Google Maps, nenhuma espelunca (espero!) me engana com promessas de localização privilegiada. A partir da manutenção da fachada do prédio, também é possível imaginar a limpeza e a segurança no lugar.

O recurso existe desde 2009, chama-se oficialmente Google Street View e, desde o ano passado, incluiu as brasileiras Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte na lista das cidades mapeadas e fotografadas. As maiores cidades do mundo estão lá, em todos os ângulos. Então consegui pesquisar Frankfurt, Munique, Berlim, Praga, Cracóvia, Viena e Milão, as cidades que decidi me dedicar a partir da semana que vem. É divertidíssimo e útil.

Basta digitar um endereço de qualquer metrópole mundial e observar se o bonequinho amarelo aparece, ali onde destaquei em vermelho. Aí arraste o boneco até o local exato. Antes de largar o boneco, o Google lhe dá uma prévia de foto e endereço em miniatura, para você saber se o cursor está no ponto exato pretendido

Aqui, usei Praga como exemplo. Ao arrastar o bonequinho amarelo até a Dlouhá Street, em segundos aparece a foto acima, da Praça da Cidade Velha, com o Relógio Astronômico (D), o Memorial de Jan Hus (centro) e a prefeitura (E). Qualquer pessoa pode enviar uma foto relacionada e o Google "anexa" à imagem ofical, pra dar mais opções ao internauta

Vai à Europa pela primeira vez? Confira as dicas de planejamento

05 de abril de 2011 0

O caderno Viagem desta terça-feira no Santa traz uma reportagem curiosa e muito útil para quem está planejando a primeira Eurotrip. São dicas práticas para escolher o tipo de mala e os países que integrarão o roteiro, fugir dos 400 museus que aparecerão no caminho, encontrar bons parceiros de viagem e economizar com reservar de trem e hospedagens mais centrais, em áreas seguras e próximas aos pontos turísticos.

>>> Confira aqui a íntegra da reportagem