Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "blumenau"

CONHEÇA O VALE 4 - Jornal de Santa Catarina

26 de janeiro de 2011 0

Confira aqui a galeria de fotos com as paisagens do lugar

Textos: Cristian Weiss (cristian.weiss@santa.com.br)
Imagens: Gilmar de Souza (
gilmar.souza@santa.com.br)

A disputa sonora entre o canto dos pássaros e o barulho das corredeiras é o prenúncio de que a histeria urbana ficou para trás. Imagine o lugar onde as águas são límpidas e calmas. Aqui, a vegetação, em parte explorada pela indústria madeireira no início da colonização, insiste em se revigorar.

O paraíso se chama Nova Rússia, e está a apenas 17 Km do Centro de Blumenau, ao Sul do Bairro Progresso. O lugarejo é composto por mata preservada, sítios e recantos naturais.

Espalhadas pela Santa Maria, a rua de chão batido e principal corredor do vilarejo, estão quatro recantos, um café, um pesque-pague e uma pousada. Em todas elas, sempre há um gramado às margens do Ribeirão Garcia ou Ribeirão da Prata, dedicado aos banhos de sol e de rio.

As atrações são perfeitas para aproveitar um fim de semana com a família ou os amigos e desfrutar a natureza. Mais adiante, os morros se impõem entre a paisagem do Vale do Ribeirão Garcia. Um deleite aos olhos ao contemplar as verdejantes colinas ressaltadas pela luz do sol.

OPINIÃO

Ainda temos ar puro

Francisco Moretti
Administrador e morador da Nova Rússia

Aqui ainda é possível respirar o ar puro. E o que mais aprecio é que ainda temos, na Nova Rússia, a água mais limpa. Por isso o que mais me desagrada é quando os visitantes deixam sujeira na beirada do rio, montam churrasqueiras na margem e vão embora. Isso eu acho um absurdo!

RAIO-X

Como chegar

  • Rua 7 de Setembro, Rua Amazonas, Rua Progresso e Rua Santa Maria
  • Distância do Centro de Blumenau - 17 Km

Condições de tráfego

  • Do Centro até a altura do número 4.200 da Rua Santa Maria, a estrada é asfaltada. A partir de então, todos os caminhos são de terra e subida

Principais atrações

  • Lugar ideal para o banho nos ribeirões e para apreciar a vista do alto dos morros
  • Entre as opções de trilhas estão a Minas da Prata. De acesso fácil, pode ser feito a pé ou de bicicleta. Tem túneis e histórias interessantes das antigas minas de prata dos colonizadores alemães. O percurso é coordenado pela Pousada Rio da Prata e leva, no mínimo, duas horas para percorrer 2,7 Km

Hospedagem e alimentação

  • Há restaurantes de comida caseira na beira do rio, em meio à mata. Na Rua Santa Maria estão localizados quatro recantos, um café, um pesque-pague e uma pousada. Destauqes para:
  • Recanto Silvestre: Restaurante comida caseira e chalés para hospedagem - 3336-5447
  • Recanto Arno Schmidt: Restaurante comida caseira, locais para festas, campo de futebol - 3329-5554
  • Recanto Paraíso do Miguel: Restaurante, quiosque e churrasqueiras - 3326-0523
  • Pousada Rio da Prata: Hospedagem, trilhas, alimentação - 3336-1348

Histórico do lugar

  • A região foi colonizada por imigrantes alemães e prussianos, que não prosperaram na agricultura devido ao relevo acidentado. Os colonizadores passaram a explorar a madeira das florestas. Com a descoberta de minérios (prata, ouro e chumbo), a região foi alvo da exploração de multinacionais norte-americanas, espanholas e argentinas. No final da década de 1940, poucos minerais restaram e as famílias abandonaram a região. O isolamento ajudou a garantir a conservação das áreas naturais. Hoje, a Nova Rússia tem a maior área de Mata Atlântica contínua do Vale do Itajaí, a quinta maior do Estado, e a maior bacia hídrica de Blumenau. Conheça mais sobre a região na página da Organização Nova Rússia Preservada.

CONHEÇA O VALE 2 - Jornal de Santa Catarina

19 de janeiro de 2011 0

Confira aqui a galeria de fotos com as paisagens do lugar

Textos: Cristian Weiss (cristian.weiss@santa.com.br)
Imagens: Gilmar de Souza (
gilmar.souza@santa.com.br)

Por entre a atmosfera germânica e as casas enxaimel da Vila Itoupava, eis um teimoso pedaço da Itália. No número 636 da Rua Henrique Havenstein, uma casinha enxaimel se esconde atrás de uma lagoa de vitórias-régias. A placa de boas-vindas na entrada avisa: "O espírito, os aromas e sabores da Itália". A Hostaria Filidoro é comandada por Danilo Berti, o cozinheiro italiano que escolheu a Vila Itoupava para viver.

No local, são produzidos artesanalmente biscoitos, geleias, panetones, xarope de limão e a especialidade da casa: o limoncello - licor de limão siciliano. O local recebe apenas visitas de clientes, mas a intenção é transformá-lo, em breve, num centro de degustação gastronômica e de vinhos e num recanto de agroturismo.

A poucos quilômetros da hostaria, o mundo colonial parou no tempo. O Mercado Zimdars ainda preserva a arquitetura do início do século 1920, e produz os próprios queijos e linguiças. Aos 69 anos, o comerciante Mario Zimdars reproduz a técnica que herdou dos avós na infância e mantém a produção artesanal das iguarias com o sabor da Vila Itoupava. As duas atrações ficam próxima à rota do enxaimel, na Rua Sarmento, lugar onde estão espalhadas 15 residências levantadas com a técnica construtiva herdada dos colonizadores alemães.

OPINIÃO

MARIO ZIMDARS
Comerciante

A fábrica de linguiça eu herdei de meus avós. Por isso precisamos preservar. Sempre digo, não sei fazer outra coisa. Estamos estabelecidos aqui na Vila e continuo tocando com minha família. Eu admiro a Vila principalmente em reconhecimento aos nossos antepassados. Em especial meu avô, que veio para a Vila Itoupava em 1878 e trabalhou como agrimensor e ajudou a explorar essa terra. Para nós, praticamente só existe esta região aqui.

DANILO BERTI
Cozinheiro

Eu sou italiano e o que me seduziu foi saber que aqui havia uma cultura diferente, mas com uma ligação com a Europa. É um lugar muito bonito. Não desfrutar a Vila Itoupava turisticamente seria desperdício.

Como chegar

  • Para chegar, é preciso seguir pela BR-470, e acessar a Rua Dr. Pedro Zimmermann, no Viaduto da Mafisa. O caminho é bem sinalizado
  • Distância do Centro de Blumenau - 25 Km
  • A estrada de acesso à Vila Itoupava faz parte da rodovia SC-474 e é asfaltada. Dentro da Vila, a Henrique Conrad, rua principal, é toda pavimentada. As transversais e a Rua Sarmento, na rota do enxaimel, são estradas de terra.

Principais atrações

  • Rota do enxaimel na Rua Sarmento
  • Vendas de produtos coloniais, chocolates e licores, como o Mercado Zimdars e a Hostaria Filidoro

Hospedagem e alimentação

  • A região conta com alguns restaurantes e confeitarias, principalmente na área central da Vila. Destaque para o Restaurante Abendbrothaus, o único de Blumenau com uma estrela no Guia 4 Rodas

Histórico do lugar

  • A Vila Itoupava é um distrito de Blumenau criado em 1943, situado na região Norte da cidade. A região ainda mantém a característica rural, com criação de gado e agricultura, e preserva parte das construções da época da colonização alemã. O idioma dos antigos colonos é falado por quase todos os habitantes. Há agência bancária, delegacia, hospital e a Intendência, que funciona como subprefeitura. Informações com a Intendência: (47) 3378-1170.

Vem aí o passaporte com chip

13 de dezembro de 2010 0

Goiânia e Brasília serão as primeiras cidades brasileiras a emitir passaportes com chip. O projeto piloto foi lançado pela Polícia Federal (PF). O passaporte ficará mais seguro, os procedimentos de imigração serão mais ágeis e, por enquanto, nada se falou de aumento de preço (hoje em R$ 156,07, com documento válido por cinco anos). A cor permanece azul.

Investimento muito bem-vindo, e que acompanha avanço feito por países europeus, Japão e EUA. Mas a PF poderia, também, investir em mais postos de emissão do documento para viajantes, com melhor estrutura. Blumenau, por exemplo, aguarda um há anos.

Links de um domingo no trabalho

17 de outubro de 2010 0

Divirta-se lendo o Europa Sem Glamour, relato de viagem das jornalistas Caroline Passos, Ana Carolina Silva e Daiane Costa. A última é minha colega de editoria aqui no Santa. Bons textos e histórias engraçadas.

Está em Blumenau rumo a Floripa e quer saber se chove por lá? Digite o nome da cidade neste link e ele te responde na lata, sim ou não.

Cuidado com roubos ao viajar de carro pela Europa, alerta o blog do Ricardo Freire.

Oktoberfest de Munique: mais dicas

12 de outubro de 2010 0

No post anterior, faltou indicar a dupla página sobre a Oktoberfest de Munique publicada no Oktoberzeitung de segunda-feira. No link é possível ver as páginas inteiras, em .pdf. Além disso, no blog Esquenta da Oktober há imagens da festança alemã em vídeo.

Para quem não sabe, Oktoberzeitung é o tradicional suplemento publicado pelo Jornal de Santa Catarina sobre a Oktoberfest de Blumenau. Não deixe de ler.

Aeroclube de Blumenau oferece voo panorâmico no Quero-Quero

04 de agosto de 2010 1

Dia de sol é certeza de movimento nos céus da Itoupava Central, em Blumenau. Ultraleves, planadores, paraquedistas, monomotores... Objetos alados disputam espaço na pista do Aeroporto Quero-Quero rumo ao infinito.

Sábado passado foi um dia assim. Estive lá, como adiantei no post anterior. O convite partiu do Salvador Gomes, amigo jornalista (ex-jornalista não existe) que desde o ano passado dedica-se a uma nova profissão: piloto de avião. Coincidentemente, o Salvador foi meu parceiro de viagem em 2008, no Peru. Mas aí já é outro papo.

- Faço questão de explicar aos meus amigos o motivo de eu ter mudado de profissão. Nada como explicar lá de cima, hein? - disse-me, depois do passeio.

Foram pouco mais de 40 minutos de voo sobre a região central de Blumenau. Passamos sobre o Santa, Vila Germânica, Bom Retiro, avistamos o Morro do Spitzkopf de pertinho (e a imensidão verde que é o Parque Nacional Serra do Itajaí) e retornamos praticamente por sobre o Itajaí-Açu. O rio, aliás, é a cereja do bolo. Parece que faz algumas curvas de propósito, só para fazer a cidade mais bonita.

A aeronave usada é um monomotor Paulistinha, com lugar para o piloto e mais um. A experiência nada tem a ver com a de voar em aviões comerciais, de maior porte, mas me senti bem seguro. Dá para abrir a janelinha, sentir o vento na cara e fotografar à vontade.

O Aeroclube de Blumenau oferece passeios idênticos, mas é preciso agendar. Informe-se aqui, no site deles. Uma hora de voo custa R$ 290. Um tour mais curto, de 20 minutos, sai por R$ 96. O tempo máximo é de duas horas. Você pode sugerir o roteiro, inclusive rumo ao Litoral.

O aeroclube fazia o voo panorâmico com uma aeronave para três passageiros além do piloto, mas ela está em manutenção. Quando estiver pronta para voar, um novo valor será estipulado.

Os preços parecem salgados, mas nem são tanto assim. O voo nas Linhas de Nazca, no Peru, onde estive com o Salvador, custou-nos U$S 65 cada um há dois anos (mais ou menos R$ 113 na cotação de hoje). Dura 20 minutos.

O voo de Blumenau é um baita atrativo turístico. Tende a ser mais interessante com o avião de três lugares, é verdade, mas precisa ser melhor divulgado. Nós, blumenauenses, podemos ajudar.

Que tal sugerir umas voltas sobre a cidade às visitas que vêm de fora? Dá uma olhada na decolagem e diga se vale ou não vale a pena:

Blumenau vista do alto

03 de agosto de 2010 2

Sábado passado vivi a experiência de sobrevoar a cidade onde moro há 29 anos. O Aeroclube de Blumenau faz passeios panorâmicos para turistas e, claro, blumenauenses também. Volto aqui para contar como fazer o tour no próximo post.

Enquanto isso, deixo essa vista do Centro, bem onde está o Teatro Carlos Gomes.

Se Blumenau fosse Mendoza

22 de junho de 2010 0

Se Blumenau fosse Mendoza, viveríamos sobre a areia de um deserto e usaríamos roupa de beduíno. O tratamento que as árvores da zona urbana recebem por aqui sempre me incomodou, mas só tive ideia do que perdemos ao destroçar a (rara) arborização quando conheci o lar dos mendocinos.

Mendoza fica no Oeste da Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes e às portas de um deserto. Chovem lá cerca de 200 milímetros por ano, volume que, no Vale do Itajaí, cai num fim de semana. O que explica a abundância de verde é um engenhoso projeto de irrigação, responsável por trazer a água desde as geleiras dos Andes até as casas, empresas e parques. Reforço: todas as árvores da cidade são espécies exóticas. Não fosse a irrigação, só existiriam arbustos ali.

A distribuição da água é toda feita com a ajuda da gravidade e de equipamentos simples, como o da foto acima, instalado no belíssimo Parque San Martin. Para irrigar as árvores próximas ao córrego artificial, basta fechar essa comportinha.

O excesso de sol e a escassez de água ensinaram os mendocinos que, sem árvores nos passeios públicos, parques e terrenos urbanos, viveriam com o sol a lhes rachar a cabeça. O lugar virou um oásis e recebe turistas do mundo inteiro (Além de tudo, Mendoza é o mais famoso centro de produção de vinhos e azeites do país e fica perto do Aconcágua).

Que tal nos inspirarmos nos argentinos? A começar por manter as árvores da Beira-Rio onde estão.