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Que roupa levar em viagens a lugares frios

16 de julho de 2010 1

Faz frio ou calor? Chove muito? Levo casaco pesado? Dá para andar de bermuda de dia? Essas perguntas surgem na véspera da viagem. Tarde demais. Ou falta roupa, ou a mochila vai abarrotada.

Aproveitei que os termômetros baixaram dos 10 graus e bolei um miniguia do viajante do frio. Serve, principalmente, para quem vai a lugares de frio moderado, acima do zero grau. Aí estão incluídos destinos populares como Buenos Aires, Santiago, Bariloche e o Deserto do Atacama. Se a mochilada incluir esforço físico, como trilhas longas, montanhismo ou esportes de neve, aí o equipamento é específico. Procure alguém com experiência na área em questão.

A Júnia Pimenta, editora do Mochileiros.com que mora em Blumenau, tem um lema que cabe bem neste post:
- Bonito, você anda em Blumenau. Quando está viajando, o negócio é ser prático.
Não se preocupe em sair com uma roupa diferente em cada foto. Escolha peças para usar seguidas vezes, que sejam fáceis de limpar e que sequem rápido. A mochila agradece.

Com a combinação correta para aquecer, proteger do vento e da chuva, dá para suportar até termômetros negativos (aqui tem uma explicação bem didática). Em 2009, usei uma blusa de lã, um casaco impermeável com forro de fleece e uma roupa de baixo para enfrentar -8 ºC nos temidos gêisers de El Tatio, no Chile (foto abaixo). Tranquilíssimo. E olha que sou do time dos friorentos.

Casaco

  • Cobrir o corpo com seis, sete camadas de roupa causa desconforto e não garante aquecimento. Se for investir dinheiro em peças para viagem, priorize um casaco. Um BOM representa alívio na mala porque dispensa aquele monte de peças por baixo.
  • Ideal é um conjunto parka (proteção ao vento e à chuva) + fleece (térmico). Algumas peças têm as duas funções, o que é uma mão na roda. Há muitos modelos, marcas e faixas de preço. Pesquise muito na internet se for comprar. Fóruns, como o do Mochileiros, têm informações mil.
  • Camisetas dry fit são ótimas para usar por baixo dos casacões porque tiram o suor do contato com a pele.

Calças

  • Se tiver uma roupa de baixo quentinha, não precisa se preocupar. Para as meninas é mais fácil, meia-calça grossa serve. Underwear com isolamento térmico (uns R$ 130) é a melhor saída. Dura um tempão e serve para os dias frios de Blumenau também.
  • Por cima, jeans, agasalho, moleton, o que preferir. Calças de trekking são leves, resistentes e fáceis de limpar. Os fabricantes produzem conjuntos underwear + a calça. Se quiser investir, esse é o caminho.

Meias

  • Fuja das meias de algodão, elas não transpiram. O suor fica no pé e, com o passar do tempo, esfria. Pé gelado ninguém merece. O atrito do algodão também cria calos com facilidade.
  • Meias finas de lã são indicadas para o frio. Encontram-se em qualquer loja. Há fabricantes que desenvolvem materiais sintéticos especiais para trilhas, também muito indicados.
  • Problemas no pé podem transformar a viagem num inferno. Preste atenção nesse item.

Calçado

  • Com pouca chuva, tênis confortáveis resolvem, desde que não muito vulneráveis ao vento. Em lugares úmidos, uma bota impermeável faz toda a diferença. De novo, há muita variedade. Pesquise.
  • Às meninas: calçado ocupa um espação na mochila e pesa pra caramba. O negócio é um par nos pés e um chinelinho na mochila. Tá mais do que bom.

Outros

  • Pelo alívio que proporcionam, gorro e luvas são altamente indicados. Mas é o tipo de coisa que dá para comprar durante o passeio. Viram souvenirs divertidos.

Gastar menos é viajar mais

13 de junho de 2010 1

Cada vez mais gente viaja no Brasil. O real valorizou, a renda das classes C e D melhorou, as passagens aéreas baratearam e a oferta de crédito para o turismo aumentou. Finalmente, o brasileiro sente que viajar, dentro ou fora do país, cabe no orçamento.
Ótimo.

Só tem um problema: a maioria dos viajantes usa mal o dinheiro suado que decide aplicar em turismo porque não planeja. O consumidor médio brasileiro não é muito chegado a pesquisa, seja para comprar produtos ou serviços. Nossa relação com as finanças ao viajar só reforça essa impressão.

Deixo abaixo uma listinha de erros comuns. Não cometê-los significa usar o dinheiro que sobra para viajar mais.

1 - Depender única e exclusivamente de profissionais para fazer as reservas de hotéis, escolher passeios, restaurantes e locais de compras. Terceirizar o planejamento é abdicar de parte da diversão (e do dinheiro disponível).

2 - Deixar de calcular quanto se gastará por dia de viagem. Quem não faz isso antes de viajar costuma se surpreender com as despesas depois.

3 - Afobação na compra de passagens aéreas. Um pouquinho de pesquisa pode representar centenas de reais em economia. A concorrência entre as companhias abre um mundo de oportunidades.

4 - Entrar no primeiro restaurante bonito que aparece. Procure referências de qualidade e preço com pessoas que já estiveram na cidade em questão.

5 - Preferir sempre o táxi em vez de caminhar ou usar o transporte público. O transporte individual raramente é vantajoso. Informe-se antes de chegar ao destino.

6 - Não pechinchar. Essa dica vale, principalmente, para países sul-americanos. Os preços baixam de oitenta a oito rapidinho. Simpatia e jogo de cintura neles!

Posts futuros abordarão separadamente esses tópicos. Enquanto isso, contem suas estratégias de economia aí nos comentários.