
No primeiro contato aqui no Viajar Eu Preciso, avisei que o blog serviria como uma caixinha para guardar histórias de viagens. Minhas, já há algumas nos posts enfileirados abaixo. Pois este texto aqui inaugura a série Relatos de Viagem, com histórias de outros mochileiros. Participe enviando suas experiências e dicas para evandro.assis@santa.com.br. Pode ser viagem internacional, nacional e até aquele passeio aos rincões do Vale do Itajaí.
O relato abaixo é da Júnia Pimenta, engenheira civil que vive em Blumenau. Mochileira experiente, é moderadora do Mochileiros.com e acaba de chegar da Alemanha onde, entre outras aventuras, foi à edição de número 200 da Oktoberfest original. Divertam-se e aproveitem as dicas.
Por Júnia Pimenta
Outubro chegou, e com ele as festas mais esperadas por todos os que curtem reviver (ou conhecer) os costumes dos nossos imigrantes. Boa música, boa comida, excelente bebida. Ein Prosit, ein Prosit der Gemütlichkeit fica martelando na sua cabeça logo cedo... Numa boa manhã de primavera, sinal de que a Oktoberfest daqui começou. Mas, e a Oktoberfest original, aquela, lá de Munique, que deu início a tudo isso? Fui lá conferir!
Em setembro de 1810, o badalado casamento do então Príncipe Herdeiro Luis I da Baviera com Tereza de Saxe Hildburghausen, teve como gran finale uma corrida de cavalos aberta à população de Munique no 1º domingo de outubro (daí o nome Oktoberfest, mesmo iniciando em setembro). A festa foi um sucesso, e assim iniciou-se a tradição: uma grande festa para toda a população de Munique no mês de outubro.
Os números são impressionantes. Cerca de 6 milhões de pessoas participam desta grande comemoração. O caneco de chope é grande (1 litro!), o preço corresponde ao tamanho (8,80 euros, cerca de R$ 20), mas a diversão é garantida! A festa acontece em um grande parque aberto (o Theresienwiese, o mesmo da festa de casamento) e não se cobra entrada. Dezenas de barracas espalhadas pelo parque te ofertam os mais variados tipos de comida e bebida, vários doces e um inconfundível coração de pão de mel que todo mundo adora exibir pendurado no pescoço, como se fosse uma plaquinha, com as mais interessantes e abusadas frases. (Me dá um beijo?).

Ao custo de 5,5 euros (ou R$ 12,00) você delicia o tradicional brot mit wurst (pão com lingüiça). Rot wurst, weise wurst (lingüiça vermelha, branca, assada, cozida, frita, com mostarda...). A variedade é tanta que você duvida. Lá fora a curtição rola solta, mas basta você entrar em um dos pavilhões das famosas cervejarias da Alemanha pra ver o que realmente é a Oktoberfest. Pura loucura! Todos os pavilhões são bem disputados, mas os da HB- Hofbräu München e Paulaner são os preferidos por quem conhece e gosta de chope.
À primeira vista, a festa é um pouco diferente da nossa, quase todos sentados, conversando e bebendo (não necessariamente nesta ordem) até que começa a música. Aí a coisa muda! Sabe toda aquela energia que o povo alemão deixou guardada durante todo o inverno? Então...é ali que ela explode! Em questão de segundos, todos sobem sobre as mesas (sim, lá é permitido) e, canecos erguidos, começam a mais divertida e desengonçada tentativa de dança.

A música é energizante e o ritmo, divertido. A engraçada coreografia da música Cowboy und Indianer leva qualquer um a dançar até a exaustão. Tudo vira uma grande confraternização. Turistas e locais se balançam ao som da musiquinha como se fossem amigos há anos. Prosit!
Serviço
- Saindo do Brasil, há vôos diretos para Frankfurt ou vôos com uma escala, finalizando em Munique, ao preço médio de US$ 1500.
- Faça reserva do seu hotel com no mínimo 3 meses de antecedência ou aceite pagar preços inflacionados devido à festa. Hotéis da rede Accor ( Ibis, Etap...) saem entre 100 a 200 euros a diária.
- Em Munique, ande de metrô pagando 1,80 euros cada trecho. Compre seus tickets em máquinas disponíveis nas próprias estações. Se você quiser curtir a festa, desça na Estação Theresienwiese.
- A temperatura média é de 20 °C, mas no fim da tarde um casaquinho vai bem.
- O teor alcoólico do chopp fabricado para a festa (6°) é um pouco superior ao nosso chopp brasileiro, então, beba com moderação!
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