
Está fácil demais visitar Porto Alegre saindo do Vale do Itajaí. Como avisei no post anterior, passei três dias na capital dos gaúchos. Já conhecia a cidade, mas foi a primeira vez que fui de avião a partir de Navegantes. Prático, rápido e, claro, barato.
Consegui passagens com a Azul por R$ 79 o trecho (+ R$ 17,50 de taxa de embarque). Naquele esquema, já comentado neste post aqui: fugi da sexta e da segunda, quando a procura é maior, e simulei vários horários. Acabei voltando um dia depois do previsto e economizei. A Gol também voa para lá e a Webjet começará em dezembro.
Três dias servem para fazer um minitour portoalegrense e conhecer o essencial. O que não dá para perder:
- Parques. São muitos e a população local adora. Se for no fim de semana, tire o domingo para dar uma volta no Parque Moinhos de Vento, o Parcão. É o mais limpo e seguro dos que eu visitei.
- Cultura. Sempre vai haver um show legal, uma peça de teatro ou uma sessão de cinema alternativo por lá. Consulte o Guia da Semana antes de ir. No fim de semana que eu fui, tinha Paul Mccartney (ok, esse é uma vez a cada vida), Feira do Livro e Cow Parade. Das atrações fixas, a Casa de Cultura Mario Quintana não pode ficar de fora.
- Guaíba. Programinha de sábado à tarde em Porto Alegre: ver o pôr do sol na Usina do Gasômetro. Vide a foto ali de cima.
- Mercado público, que é bem grandão se comparado aos de Floripa e Itajaí. Dá para perder um tempo legal nele.
- Cidade baixa. Área boêmia, com bares para todos os gostos. É onde você deve ir à noite.
Feira do Livro de Porto Alegre
Novembro é o mês perfeito para conferir Porto Alegre. O maior evento literário a céu aberto da América Latina ocorre todos os anos na Praça da Alfândega há 56 anos. O que tem lá? Livros. Muuuuuuitos livros. A preços camaradas, se você tiver tempo de pesquisar.
Aliás, a primeira sensação ao chegar foi de angústia, por saber que não conseguiria ver tudo no tempo que tinha. É banca que não acaba mais. Angústia, também, por não ter dinheiro e mochila suficientes para levar todos os livros que gostaria. Fui na segunda-feira, dia 8, dia mais calmo. Aos domingos, mal dá pra andar, me alertaram gaúchos. Quando cansar, o negócio é tomar um sorvetinho na cafeteria do Margs, ali do ladinho.
Usei táxi só para ir do aeroporto à casa do amigo que me abrigou (um mochileiro com amigos é um mochileiro feliz). O transporte coletivo é aquela coisa de cidade grande. Se não for no horário de pico, vá em frente. Uma solução interessante são as "lotações", que é como eles chamam os ônibus executivos. Há aos montes na área central, partindo para vários bairros.
Enfim, o crescimento do Aeroporto de Navegantes permite estender os passeios de fim de semana a cidades grandes, como Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Rio. Se você teve um fim de semana assim, conte aí nos comentários.




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