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Posts com a tag "rio de janeiro"

Cruzeiro não espera passageiro atrasadinho

11 de janeiro de 2011 0

No caderno Viagem de hoje, do Jornal de Santa Catarina, a repórter Daniela Matthes relata o dia a dia de um navio de cruzeiros pela costa brasileira. O que areportagem (leia clicando aqui e aqui) não conta é a historinha abaixo. É bom estar ciente dela.

Por Daniela Matthes

Em dezembro, fiz um cruzeiro de seis noites pela costa brasileira. Na segunda parada, no Rio de Janeiro, estava aguardando na fila do desembarque, dentro do navio, quando entrou um grupo de pessoas gritando, reclamando muito. Aparentemente, eles estavam com roupas de praia. Não entendi o que estava acontecendo. Depois, alguns tripulantes comentaram o motivo da reclamação da família.

No dia anterior, em Vitória (Espírito Santo), o navio atracou para desembarque dos passageiros e, como sempre, o horário limite para o embarque já havia sido anunciado amplamente. A turma desrespeitou o horário de embarque, e atrasou mais de uma hora. Quem estava dentro do navio ouviu os pedidos de comparecimento daqueles passageiros no sistema interno de som. O anúncio era feito pelo menos a 10 minutos. Tentaram contato com a família que estava em terra que dizia que estava chegando.

No navio, os passageiros sabiam que o horário de saída do porto já estava atrasado. No final das contas, a embarcação saiu e a família ficou em terra. Quando o navio já estava longe, a família chegou e pediram que ele voltasse. O comandante, autoridade máxima do navio, informou que voltaria só se as custas fossem bancadas. Uma cifra com muitos zeros, sem dúvida.

A família foi amparada pela agência de receptivo. Eles foram encaminhados até a próxima parada do navio - neste caso o Rio - para só então embarcar novamente. Provavelmente depois tiveram que pagar as despesas não previstas.  Em uma pesquisa pela internet, vi que a maioria das operadoras de cruzeiros já colocam no contrato que não aceitam embarque de passageiros atrasados. Atracar uma navio de 46,8 toneladas com cerca de 2,5 mil pessoas a bordo é caro e burocrático. Por isso, durante o desembarque para fazer o city tour, é bom reservar um período maior para o deslocamento e estar dentro do navio meia hora antes do horário limite para embarque.

Um roteiro para Amy Winehouse no Rio de Janeiro

07 de janeiro de 2011 0

O G1 fez um divertido roteiro para tirar Amy Winehouse de uma vez por todas do hotel onde está hospedada no Rio de Janeiro. Ela está trancada lá desde que chegou ao Brasil, quarta-feira. O roteiro tem dicas que também cabem em bolso de mochileiro.

A maluquete faz show neste sábado em Floripa (eu vou). Onde você levaria Amy Winehouse em Santa Catarina?

Seis dias para conhecer o Rio de Janeiro (2)

29 de dezembro de 2010 3


Como havia prometido, segue a última parte do roteiro da Letícia da Silva sobre o Rio de Janeiro. Para concluir, ela lista os locais que não dá para perder, como o Jardim Botânico. Divirtam-se.

5. Pontos turísticos para visitar em seis dias:

- Corcovado: vá de manhã, prefira subir de trenzinho pela via inaugurada por Dom Pedro II ou negocie um pacote com os taxistas. Uma hora é suficiente para ficar lá em cima, tirar fotos com o Cristo Redentor e apreciar o Rio em um ângulo de quase 360 graus.

- Morro da Urca/Pão de Açúcar: suba no meio da tarde, para poder apreciar o pôr do sol quando ainda estiver lá em cima. Vai parecer mais perigoso andar no bondinho envidraçado ao escurecer, mas o céu vermelho refletido na Baía de Guanabara e o Cristo Redentor lá longe, ao fundo, formam um cenário no mínimo fotogênico.

- Forte de Copacabana: um pouco da história do Brasil está ali preservada. Também tem exposição de arte e uma filial da centenária Confeitaria Colombo (em uma caminhada de 15 minutos, passando por dentro do Parque Garota de Ipanema, chega-se ao Arpoador).

- Centro Histórico: vá acompanhado, porque há lugares bastante inseguros. Aqui ficam o Cine Odeon, o Theatro Municipal, a Câmara de Vereadores, o Museu Nacional de Belas Artes, o Paço Municipal, Acabdemia Brasileira de Letras, livrarias convidativas (algumas abrem 24 horas) e outras tantas atrações que remetem ao início da colonização do Brasil, quando o Rio era a capital federal. A matriz da Confeitaria Colombo é lindíssima! Invista um dia inteiro nesta área

- Maracanã: você vai encontrá-lo em obras até 2013, mas garanto que valerá a pena voltar ao Rio para assistir a um jogo com casa cheia. A experiência de assistir Flamengo e Santos no dia de despedida do Maracanã me levou às lágrimas. Teve até vascaíno emocionado quando as torcidas organizadas resolveram cantar juntas o hino do clube. De arrepiar! E dá para conhecer as dependências internas durante o dia, inclusive o vestiário e a tribuna de honra.

- Palácio do Catete: só o jardim já é lindo (e a visita, gratuita). Para entrar na casa onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, programe-se. Apesar de os folhetos de divulgação garantirem que fecha às 17h, o último visitante entra às 16h30min.

- Jardim Botânico: a pé ou a bordo de um carrinho aberto, o lugar inaugurado para Dom João VI em 1808 é impressionante. Palmeiras imperiais, cactus, bromélias e orquídeas são o básico da flora perto das 3,2 mil espécies cultivadas aqui.

- Lagoa Rodrigo de Freitas: alugue um pedalinho ou uma espécie de bicicleta para duas pessoas e divirta-se na beira da lagoa. Recarregues as energias em um dos restaurantes à luz de velas e com música ao vivo do lugar

- Pedra Bonita: o visual lá de cima, no caminho para a Pedra da Gávea, vale enfrentar até o medo de altura. E não custa nada

- Arcos da Lapa: o antigo aqueduto é bonito de dia e à noite. Se pegar o bondinho até SantaTereza durante o dia, caminhe sem pressa pelas ladeiras de pedra. À noite é perigoso

Enfim, em uma semana fazendo tudo isso que está acima não vi nenhum assalto, me arrependi apenas de não ter ido antes conhecer a cidade que é realmente maravilhosa, e voltei para casa planejando a próxima viagem a uma das cidades mais fotogênicas e com o melhor astral que já conheci. Um brinde ao Rio de Janeiro!

Roteiro: seis dias para conhecer o Rio de Janeiro

16 de dezembro de 2010 1

Este post retoma a seção de roteiros, onde colaboradores do blog depositam nesta caixinha eletrônica novos trechos do "poema da fugacidade" dos viajantes, como expliquei no primeiro contato por aqui. Se você quiser compartilhar com os leitores deste blog alguma experiência, história ou dica de viagem, é só comentar aí embaixo ou mandar para o e-mail que está aí do lado.

A colaboradora de hoje é a Letícia da Silva, editora de Geral e Segurança do Santa. Ela foi ao Rio de Janeiro em setembro e faz um relato de uma cidade bem diferente daquela que assistimos pela televisão nas últimas semanas. Detalhista que é, a Lelê encheu o texto de manhas poderosas para se aproveitar bem o Rio. Por isso, resolvi dividir em dois posts.

Neste primeiro, opções para se alugar apartamentos em vez de ficar em hotéis ou albergues, dicas de transporte, praias e bares, muitos bares.O próximo capítulo vem nos próximos dias. Aproveitem.

Por Letícia da Silva

O verão está próximo e, neste caso, o clichê é bem-vindo: o Rio de Janeiro continua lindo (e merece ser visitado e revisitado SEMPRE). Preparei dicas econômicas, e nem por isso menos divertidas, do Rio (sem incluir violência ou baile funk). Tudo que está aí embaixo é possível de fazer com calma em seis dias, garanto.

1. Em vez de albergues ou hotel, que tal alugar um apartamento?
No www.copaapartments.com o atendimento é ótimo, o serviço no local melhor ainda e o apartamento era tudo aquilo que escolhemos e mais um pouco. Na quadra do mar, em Copacabana, estávamos perto de mercados, farmácia, feirinha de rua, bons restaurantes (entenda-se por isso comida de qualidade a preço justo) e estação de metrô. Para quatro pessoas, uma suíte confortável, um quarto grande, banheiro no corredor, cozinha completa, sala com TV a cabo, DVD e som, máquina de lavar roupa e segurança 24 horas no prédio por R$ 120 a diária (R$ 30 por pessoa). Tudo limpo, organizado, com taxas inclusas e um taxista que te pega no aeroporto. E o prazer de se sentir em casa depois de bater muita perna entre praias, pontos turísticos e bares do Rio.

2. Para turistas sem pressa, o transporte público é indicado.
Claro, é preciso ficar de olho nos pertences de algum valor, mas tanto o ônibus quanto o metrô são eficientes. Se quiser economizar tempo, basta levantar o braço e os táxis brigam para decidir qual vai parar primeiro. Dividindo em quatro pessoas, como foi o meu caso, vale a pena. Se preferir caminhar, cuide com as faixas de pedestre. Elas são ignoradas pelos motoristas, assim como o sinal vermelho.

3. Acorde cedo e aproveite as praias.
Isso não significa passar por todas elas em excursão turística, mas escolher uma ou duas por dia, alugar uma cadeira e um guarda-sol na beira do mar, beber cerveja (a Itaipava é a mais comum por lá) ou água de coco, comer Biscoitos Globo (www.biscoitoglobo.com.br/) e não se importar com a muvuca ao redor. Sim, praias como Leblon e Ipanema são como Balneário Camboriú na temporada: lotadas. A Barra da Tijuca concentra os famosos e Copacabana/Leme, as famílias e os aposentados da antiga burguesia. Outras são menos disputadas, mais preservadas e distantes, como Prainha e Grumari, ambas na Zona Oeste, reduto de surfistas, naturistas e hippies.

4. Inclua todos os bares possíveis no roteiro.
E prepare-se para ficar em pé na calçada bebendo cerveja gelada em copo de vidro. Indico alguns clássicos:

- Jobi, no Leblon (experimente o pernil com abacaxi)

- Amarelinho, no Centro Histórico (não se confunda com o Vermelhinho, ao lado. Serve bolinhos saborosos no almoço, também frequentado por executivos)

- Rio Scenarium, na Lapa (chegue cedo porque a fila é quilométrica. Muito frequentado por turistas, mas você pode escolher outro qualquer que toque samba de raiz ou gafieira. Tem um bar ao lado do outro na Lapa)

- Balada Mix, na Barra (onde os famosos tomam café antes e depois da praia)

- Baixo Gávea (uma esquina qualquer, com dois bares, picanha na chapa como atrativo e muitos cariocas que não entendem porque o turista não vê graça em ir até lá todo domingo à noite após a rodada do Brasileirão. Mas é divertidíssimo quando você relaxa em meio à muvuca. Dá até vontade de ir para o meio da rua, como os nativos, beber em pé e fingir que é normal ter tantos globais ao redor fazendo exatamente o mesmo que você)

- Se você tiver algum contato quente, não deixe de conhecer o Bar do Copa. O lugar, dentro do Copacabana Palace, sedia festas eletrônicas às sextas-feiras e aos sábados. Só entra quem tem nome na lista (e mesmo assim é preciso pagar entrada, sem consumação). Eu não sou fã do gênero musicial, mas como consegui o nome na disputada lista, pude entender porque o hotel é mundialmente famoso. Até hoje sinto o cheiro de capim limão que estava impregnado em todos os ambientes do bar, com cortinas de contas de cristal e estrelinhas de LED no teto. Um luxo!

Continua...