
Este post retoma a seção de roteiros, onde colaboradores do blog depositam nesta caixinha eletrônica novos trechos do "poema da fugacidade" dos viajantes, como expliquei no primeiro contato por aqui. Se você quiser compartilhar com os leitores deste blog alguma experiência, história ou dica de viagem, é só comentar aí embaixo ou mandar para o e-mail que está aí do lado.
A colaboradora de hoje é a Letícia da Silva, editora de Geral e Segurança do Santa. Ela foi ao Rio de Janeiro em setembro e faz um relato de uma cidade bem diferente daquela que assistimos pela televisão nas últimas semanas. Detalhista que é, a Lelê encheu o texto de manhas poderosas para se aproveitar bem o Rio. Por isso, resolvi dividir em dois posts.
Neste primeiro, opções para se alugar apartamentos em vez de ficar em hotéis ou albergues, dicas de transporte, praias e bares, muitos bares.O próximo capítulo vem nos próximos dias. Aproveitem.
Por Letícia da Silva
O verão está próximo e, neste caso, o clichê é bem-vindo: o Rio de Janeiro continua lindo (e merece ser visitado e revisitado SEMPRE). Preparei dicas econômicas, e nem por isso menos divertidas, do Rio (sem incluir violência ou baile funk). Tudo que está aí embaixo é possível de fazer com calma em seis dias, garanto.
1. Em vez de albergues ou hotel, que tal alugar um apartamento?
No www.copaapartments.com o atendimento é ótimo, o serviço no local melhor ainda e o apartamento era tudo aquilo que escolhemos e mais um pouco. Na quadra do mar, em Copacabana, estávamos perto de mercados, farmácia, feirinha de rua, bons restaurantes (entenda-se por isso comida de qualidade a preço justo) e estação de metrô. Para quatro pessoas, uma suíte confortável, um quarto grande, banheiro no corredor, cozinha completa, sala com TV a cabo, DVD e som, máquina de lavar roupa e segurança 24 horas no prédio por R$ 120 a diária (R$ 30 por pessoa). Tudo limpo, organizado, com taxas inclusas e um taxista que te pega no aeroporto. E o prazer de se sentir em casa depois de bater muita perna entre praias, pontos turísticos e bares do Rio.
2. Para turistas sem pressa, o transporte público é indicado.
Claro, é preciso ficar de olho nos pertences de algum valor, mas tanto o ônibus quanto o metrô são eficientes. Se quiser economizar tempo, basta levantar o braço e os táxis brigam para decidir qual vai parar primeiro. Dividindo em quatro pessoas, como foi o meu caso, vale a pena. Se preferir caminhar, cuide com as faixas de pedestre. Elas são ignoradas pelos motoristas, assim como o sinal vermelho.
3. Acorde cedo e aproveite as praias.
Isso não significa passar por todas elas em excursão turística, mas escolher uma ou duas por dia, alugar uma cadeira e um guarda-sol na beira do mar, beber cerveja (a Itaipava é a mais comum por lá) ou água de coco, comer Biscoitos Globo (www.biscoitoglobo.com.br/) e não se importar com a muvuca ao redor. Sim, praias como Leblon e Ipanema são como Balneário Camboriú na temporada: lotadas. A Barra da Tijuca concentra os famosos e Copacabana/Leme, as famílias e os aposentados da antiga burguesia. Outras são menos disputadas, mais preservadas e distantes, como Prainha e Grumari, ambas na Zona Oeste, reduto de surfistas, naturistas e hippies.

4. Inclua todos os bares possíveis no roteiro.
E prepare-se para ficar em pé na calçada bebendo cerveja gelada em copo de vidro. Indico alguns clássicos:
- Jobi, no Leblon (experimente o pernil com abacaxi)
- Amarelinho, no Centro Histórico (não se confunda com o Vermelhinho, ao lado. Serve bolinhos saborosos no almoço, também frequentado por executivos)
- Rio Scenarium, na Lapa (chegue cedo porque a fila é quilométrica. Muito frequentado por turistas, mas você pode escolher outro qualquer que toque samba de raiz ou gafieira. Tem um bar ao lado do outro na Lapa)
- Balada Mix, na Barra (onde os famosos tomam café antes e depois da praia)
- Baixo Gávea (uma esquina qualquer, com dois bares, picanha na chapa como atrativo e muitos cariocas que não entendem porque o turista não vê graça em ir até lá todo domingo à noite após a rodada do Brasileirão. Mas é divertidíssimo quando você relaxa em meio à muvuca. Dá até vontade de ir para o meio da rua, como os nativos, beber em pé e fingir que é normal ter tantos globais ao redor fazendo exatamente o mesmo que você)
- Se você tiver algum contato quente, não deixe de conhecer o Bar do Copa. O lugar, dentro do Copacabana Palace, sedia festas eletrônicas às sextas-feiras e aos sábados. Só entra quem tem nome na lista (e mesmo assim é preciso pagar entrada, sem consumação). Eu não sou fã do gênero musicial, mas como consegui o nome na disputada lista, pude entender porque o hotel é mundialmente famoso. Até hoje sinto o cheiro de capim limão que estava impregnado em todos os ambientes do bar, com cortinas de contas de cristal e estrelinhas de LED no teto. Um luxo!
Continua...
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