
Reduziria drasticamente o número de histórias para contar na volta.
Fotografaria somente aqueles lugares que todo mundo fotografa.
Perderia a apresentação de uma orquestra escolar em Puerto Varas, Chile.
Voltaria para casa sem descascar o nariz no sol do Atacama.
Não compraria um jogo de xadrez Incas versus Espanhóis por uma pechincha, em Lima.
Jamais provaria o cafe helado de uma cafeteria escondidinha, bem em frente à piscina pública do Parque Baquedano, em Santiago.
Deixaria de sorrir diante de crianças e cães banhando-se e divertindo-se juntos, enquanto bebia o cafe helado.
Desconheceria o fato de que ratos invadem as calçadas de Munique à noite.
Não exercitaria minhas duvidosas habilidades em idiomas para perguntar direções.
Passaria reto por uma exposição de fotos históricas em plena rua, na cidade velha de Varsóvia.
Conversaria menos.
Me entrosaria menos.
Experimentaria menos.
Não perceberia a falta que faz uma sombra nas calçadas de Blumenau.
Ignoraria que, nos países vizinhos, pragueja-se dizendo "miércoles!" (quarta-feira) em lugar de "mierda!", assim como soltamos um "caraca!" em lugar de vocês sabem o quê.
Passaria batido por uma feirinha sensacional à beira do Reno, em Colônia, Alemanha.
Não invejaria as largas ciclovias do Rio (e não descobriria como é recomendável olhar para os lados antes de atravessá-las).
Gastaria mais.
Curtiria menos.
Fazer turismo a pé é muito mais divertido e desafiante que contratar city tour, alugar carro ou pegar táxi. Prepare-se, planeje, imprima mapas, acesse o Google Earth.
Caminhar liberta.
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